quarta-feira, 26 de abril de 2017

CHORRILHO DESESPERADO DE MENTIRAS DE QUEM ESTÁ DE CABEÇA PERDIDA


Num ano que poderá ficar para sempre na história do Sport Lisboa e Benfica como o da conquista do primeiro tetra, a que se junta ainda a possibilidade de se ganhar mais uma Taça de Portugal, importa sobretudo nesta reta final da época, estar focado nestes dois grandes objetivos.
Temos pela frente cinco finais de enorme grau de dificuldade, com equipas que, sem exceção, estão em excelente forma e a fazer boas épocas e só com muita humildade e querer o Benfica conseguirá vencer, contando sempre com o apoio incansável dos nossos adeptos.
Mas neste dia carregado de simbolismo que hoje comemoramos "inicial, inteiro e limpo" como a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen imortalizou, é talvez o momento adequado para falarmos do sentido de responsabilidade que a liberdade de expressão exige de todos e de cada um de nós.
Bem sabemos que uma das mais batidas estratégias de desviar as atenções de falhanços sucessivos é criar todo um ambiente artificial, hostil e de factos inventados, de forma a que se passe a falar disso, e não sobre as razões e as causas que justificam mais um ano em que os objetivos não são atingidos.
Mas nas últimas semanas temos assistido a um conjunto de situações que não podem deixar de ser realçadas.
Em primeiro lugar, o impensável de ver o assumir de uma aliança em que um clube abdica das suas aspirações de atingir um lugar na Champions só com o objetivo de ver um seu rival perder.
Em segundo lugar, o total desrespeito por parte de um presidente de um clube pelo castigo que lhe foi aplicado, fazendo gáudio de publicamente desafiar e demonstrar que se considera acima da lei e dos regulamentos que a sua instituição livremente subscreveu, ao contrário de todos, mas todos os diferentes dirigentes e agentes desportivos que sempre souberam respeitar o silêncio a que estavam obrigados quando castigados.
Em terceiro lugar, o permanente discurso incendiário em que em vez de se esperar que as forças policiais façam o seu trabalho e a justiça posteriormente julgue os responsáveis dos repudiantes acontecimentos da madrugada de 22 de abril, se procure, antes, omitir o contexto e apenas condenar os que não são da nossa cor clubista, quando obviamente todos os envolvidos, sem exceção, deverão merecer pública censura.
Em quarto lugar, 24 horas após um jogo que se distinguiu pela forma exemplar como os profissionais dos dois clubes estiveram em jogo, temos infelizmente de assistir a um chorrilho desesperado de mentiras e acusações de quem está de cabeça perdida e demonstra incapacidade total para estar à altura dos cargos que exerce.
Mas pior do que isso foram os baixos e intoleráveis insultos pessoais, intencionalmente baseados em factos totalmente falsos, demonstrativos de uma leviandade perfeitamente gratuita e indesculpável que não se pode tolerar e que só desclassifica quem os faz.
Por último, a criação de um ambiente de permanente hostilidade sobre tudo e todos, que chegou ao cúmulo da revelação de hipotéticas trocas de e-mails pessoais de outras instituições, numa espiral sem rumo, estratégia e sentido.
No desporto, ganhar e perder é natural, e é sobretudo nos momentos menos bons que devemos ter cabeça fria e aprender com os erros que naturalmente todos, mas todos, cometemos.
Termino referindo que ao longo do ano sempre procurei ser muito criterioso nas intervenções e até porque assim entendo que deve ser a postura de um responsável da comunicação de uma grande instituição. Foi isso que aprendi em mais de 20 anos de experiência, mas por entender que existem limites que não devem ser ultrapassados, deixo uma constatação final e um apelo.
A constatação é que a pequenez de resultados não pode explicar nem justificar tudo. O apelo é que deixemos o palco às verdadeiras estrelas: os jogadores, equipas técnicas e antigas glórias.
São eles que verdadeiramente fazem do futebol um espetáculo único que delicia milhões e milhões de pessoas em todo o Mundo. E são eles que fazem desde tenra idade cada um de nós escolher o clube do seu coração.
Porque todos diferentes somos todos iguais.

Autor: Luís Bernardo, Diretor de comunicação do Sport Lisboa e Benfica

terça-feira, 25 de abril de 2017

UNS BATEM RECORDES, OUTROS FAZEM QUEIXINHAS


LUZ PRONTA PARA BATER RECORDES

Águias vão ultrapassar os 900.514 espectadores da última época, o melhor registo de sempre na Liga
O Benfica prepara-se para bater recordes de assistência no Estádio da Luz em jogos a contar apenas para o campeonato. No próximo sábado, o embate com o Estoril (18h15) vai ter lotação esgotada, segundo as previsões dos responsáveis benfiquistas, e isso levará a que o clube celebre a passagem dos 900.514 adeptos da última temporada e que era o registo mais alto do novo estádio até ao momento.
Ainda há ingressos na Luz, mas dificilmente o recinto não estará esgotado diante do Estoril. A confiança dos adeptos na conquista do histórico tetra é grande e querem demonstrá-lo à equipa. Ainda no início da semana, a verdade é que já não são muitos os bilhetes para o penúltimo jogo das águias em casa.
O Benfica pode chegar ao um milhão de adeptos apenas em jogos do campeonato ainda esta temporada. Não é uma meta demasiado ambiciosa, mas não será das mais fáceis, já que isso só será alcançado se os detentores de lugares anuais não faltarem à chamada.
Se diante do Estoril e do V. Guimarães , as bancadas registarem os mesmos 63 mil espectadores que estiveram nos jogos com o Sporting e FC Porto, então é certo que a barreira do um milhão de espectadores vai ser ultrapassada. Neste momento, está nos 878.696 adeptos.

Um milhão há mais de um mês

Se agora o Benfica espera ultrapassar a barreira do um milhão de espectadores só em partidas do campeonato, a verdade é que o clube já celebrou há mais de um mês quando passou esta fasquia diante do Belenenses, em jogo realizado a 13 de março. Nesse embate estiveram nas bancadas 53.897 adeptos, que ajudaram a superar a marca em todos os jogos do campeonato, Taça CTT, Taça de Portugal e Liga dos Campeões. 

A ligação dos adeptos à equipa parece cada vez maior e a tendência é para aumentar neste final de temporada, sobretudo porque as aspirações dos encarnados na conquista do tetracampeonato estão intactas. O Benfica chega ao jogo com o Estoril em 1º e com uma vantagem de 3 pontos para o rival direto, o FC Porto.

VIRA O DISCO E TOCA O MESMO


"(...)
6. A morte de mais um adepto, na sequência de um ritual de violência que se julga ter sido combinado entre as claques do Benfica e do Sporting, foi pretexto para mais uma inqualificável diarreia de insultos e ofensas por parte do presidente sportinguista. Insisto no meu ponto: a responsabilidade da imprensa desportiva, tão pressurosa a publicar toda as coisas que ele escreve ou diz, para depois se virem hipocritamente queixar do clima de intimidação e ódio vigente, não pode mais ser escamoteada. A mais urgente tarefa de limpeza ética do futebol português (que muitos, comodamente sentados, reclamam que deva vir do poder político), eu acho que deve começar sim pela imprensa. Ignorando e condenando, com os nomes dos bois, todos os discursos de provocação e ódio - cujos protagonistas todos sabem que são.
"


Miguel Sousa Tavares, in a bola

OBS: Nunca pensei em dizer isto, mas pela primeira vez estou de acordo com este senhor, mesmo sendo um portista fanática teve miolos para pôr o dedo na ferida...

BENFICA FOI ENCOSTADO À PAREDE E REAGIU, MAS JÁ NÃO É O PORTO O SEU MAIOR INIMIGO



"Contas a quatro jornadas do fim: encarnados têm um empate como margem de erro.

Três pontos.
Se o FC Porto ganhar os quatro jogos que faltam – Chaves, Marítimo e Moreirense fora da casa; Paços de Ferreira no Dragão – e o Benfica não recuperar os dois golos de atraso até à última ronda, isso significa que os encarnados podem ainda pelo menos empatar um dos jogos que têm pela frente – Estoril e Vitória de Guimarães na Luz; Rio Ave e Boavista fora – e mesmo assim fazerem a festa do tetra.
O calendário parece, em teoria, mais pesado para os portistas, numa altura em que o moral não estará tão forte como chegou a estar a duas rondas do clássico, com nove triunfos consecutivos. Desde então, a equipa de Nuno Espírito Santo somou uma vitória em cinco partidas, em casa frente ao Belenenses (3-0), e deu vários sinais de alguma fraqueza.
Rui Vitória tem agradecido estas ajudas involuntárias. A pressão não tem sido tão alta em alguns momentos por culpa do seu rival.
Se recuarmos um pouco, lembramo-nos que o FC Porto podia ter chegado ao clássico na frente, depois de o Benfica ter falhado em Paços, mas empatou em casa com o Vitória de Setúbal.
Na Luz, no jogo do título, os visitados mostraram-se mais fortes em muitos momentos do encontro, e pareceram sair melhor do embate – apesar da paupérrima exibição em Moreira de Cónegos logo depois –, mas foram os adversários que, no final, festejaram o ponto conquistado.
Antes do dérbi de Alvalade, Braga apareceu na rota do dragão. Todos se lembram do penálti falhado em cima do intervalo que podia ter valido o 2-0 para os minhotos, mas mesmo com essa benesse os dragões não conseguiram melhor do que empatar. Ou seja, quando o Benfica podia ter de ir a Alvalade obrigado a vencer, o FC Porto não cumpriu e permitiu-lhe que jogasse também com um eventual empate para continuar a depender de si próprio.
No dérbi com o Sporting, os homens de Rui Vitória começaram mal. Melhor, Ederson, figura clara deste campeonato, cometeu um erro grosseiro e penalizou a equipa. O que se seguiu depois foi uma exibição personalizada, premiada com um ponto. Não seria um mau resultado em qualquer outra circunstância, mas os dragões podiam voltar a aproximar-se.
Em casa, frente ao Feirense, falhou. Sem Brahimi e Corona, falhou. Frente a um bom Feirense, organizado e com carácter, falhou. Não podia. Quaisquer que sejam as explicações não podia.
Não quer isto dizer que não haja mérito do Benfica, nada disso. Termina a época sem perder frente aos rivais e, à semelhança do que tinha acontecido na primeira volta perante o Sporting quando a pressão aumentou pela primeira vez, mostrou que quando é encostado à parede consegue reagir, e ir buscar forças onde já não parece ter. Há ali estofo, muito provavelmente acumulado em três temporadas consecutivas a vencer.
Contas feitas, quatro jogos. Mas perigosos. Um bom Estoril. Um bom Vitória. Um Rio Ave que sabe jogar à bola. Um Boavista muito intenso, bem trabalhado, a fechar no Bessa. O perigo continua a espreitar, porque, diz Nuno e bem, «o FC Porto ainda está vivo».
Tem sido uma época de altos e baixos para o líder. Falhou quando menos esperava, recuperou quando ameaçava falhar de vez. É por isso, mantenho, um campeonato nivelado por baixo, porque os outros não estão melhor, bem pelo contrário. A Rui Vitória e ao grupo o passado recente tem de continuar a estar fresco na memória.
A margem de erro continua muito pequena, mas é justo dizer que luta agora contra si próprio. O FC Porto deixou de ser o seu maior inimigo."

JOÃO GABRIEL ARRASA PROENÇA


JOÃO GABRIEL DESAFIA PEDRO PROENÇA A ESCREVER O QUE DISSE SOBRE BRUNO DE CARVALHO
Ex-diretor do comunicação do Benfica arrasa presidente da Liga.
João Gabriel faz esta terça-feira duras críticas a Pedro Proença, a propósito de um artigo de opinião publicado no jornal 'A Bola', acusando-o de ter feito "zero" perante os "insultos mais reles" que têm sido feitos. 

"Quem pensa que engana? A CI não existe! Em ano e meio perdeu a Adidas e a Sagres! Este senhor não serve o futebol, serve-se do futebol", escreveu no Twitter.

O antigo diretor de comunicação do Benfica desafia o presidente da Liga a  "escrever num outro artigo o que disse" sobre Bruno de Carvalho e diz que Proença é "um enganador".
E continua: "Quantas vezes foi convidado a assumir uma posição pública enquanto SCP e FCP incendiavam a praça?Assobiou para o lado e agora é que aparece".

PRIMEIRAS PÁGINAS


LEONOR NUMA CURTA E CORROSIVA IRONIA


"Como o Benfica não merecia perder, o empate aceita-se como um mal menor. Fiquei satisfeita com a atitude da equipa durante o jogo e depois do jogo, por não ter embarcado em festejos patetas de empates como já se viu neste campeonato com outros emblemas. O árbitro fez bem em não ter assinalado nenhuma das grandes penalidades a favor do Benfica porque foi ameaçado de morte e há que respeitar, já que ninguém toma conta do assunto. Com mais um ou dois livres directos teríamos ganho o jogo."

Leonor Pinhão, em correio da manhã

OS CLUBES SÃO CÚMPLICES DOS "HOOLIGANS"?


"Os clubes não podem tolerar que os seus emblemas sejam usados como causa de marginais que fazem da violência uma razão de ser e estar.

O que é que uma rixa entre hooligns, marcada e concretizada para os arredores do estádio da Luz na madrugada do derby, tem a ver com Benfica e Sporting, tem a ver com futebol? O que terá acontecido em Lisboa nas horas pequenas do último sábado, não passou de uma história de violência gratuita, protagonizada por jovens (e alguns nem tanto) que encontram sentido na vida através de agressão e do confronto, formas peculiares de afirmação que transcendem fronteiras e encontraram até, nas claques, uma forma de Erasmus sob a capa do futebol e sem que nada tenham a ver com ele.
Uma morte e lamentar, perda irreversível e irreparável, até pela ausência de sentido da causa, constitui um dano que transcende toda e qualquer razão invocável. Porém, como as cenas que estiveram na origem da tragédia tiveram como pano de fundo uma alegada rivalidade clubística (creio que estamos em presença de indivíduos desformados que se não usassem os clubes como bandeira encontrariam outra qualquer razão que justificasse a sua propensão para a violência...), urge que, neste caso particular, Benfica e Sporting se demarquem dos prevaricadores, porque, que seja do conhecimento público, não houve qualquer jogo entre os dois emblemas de Lisboa, às duas e quarenta da manhã, no último sábado, nos arrabaldes da Luz.
E é aqui que chego à questão de fundo: Será que - e embora me refira ao caso que enlutou o derby, possa estender o raciocínio à generalidade dos emblemas - Benfica e Sporting estão dispostos a defender e avalizar as acções de grupos de indivíduos que sujam as bandeiras dos seus clubes com acções que não têm lugar em qualquer sociedade civilizada?
Para estes problemas há uma solução, que passa pela congregação de vontades. Da parte do governo, infelizmente, aquilo a que se assiste é a uma irresponsável inacção, maquilhada por palavras ocas e lugares comuns; dos clubes, ainda é pior, porque a falta de perspectiva é tão grande face à questão de fundo que acabam por constituir-se como porto de abrigo para os marginais que não fazem mais do que conspurcar a reputação de emblemas centenários.
PS - Inevitável a recusa de Luís Filipe Vieira ao convite de Bruno de Carvalho. Com aquela formulação não era para ser aceite...

ÁS
Vítor Oliveira
Como se festeja a décima subida de divisão? Só há uma pessoa que pode responder cabalmente a essa questão, Vítor Oliveira, treinador de um Portimonense finalmente regressado ao convívio dos maiores. Portimão, cidade de futebol, merece ter a sua equipa mais representativa na Liga. Parabéns!

ÁS
Rui Vitória
Correu bem o fim-de-semana ao treinador do Benfica. No sábado saiu de Alvalade com um ponto, depois de uma exibição muito personalizada, e no Domingo viu o FC Porto empatar no Dragão com o Feirense. Nada está ganho (aliás o Estoril tem um histórico na Luz de estraga-festas...) mas o Benfica aparece bem lançado...

ÁS
Nuno Manta
Jogou esta época duas vezes no Dragão e de lá saiu com outros tantos empates. Ontem, depois do jogo, foi um exemplo de serenidade e bom-senso, nunca se colocando em bicos de pé como sucede, infelizmente, com alguns dos seus colegas, que açambarcam um sucesso que é sempre colectivo. Vai longe este jovem treinador.

Quatro empates nos últimos cinco jogos da Liga...
«Vamos ser serenos, continuamos na luta. Mas é difícil explicar ao Dragão tantas falhas da equipa de arbitragem».
Nuno Espírito Santo, treinador do FC Porto
O FC Porto tem vacilado na corrida pelo título e perdeu oito pontos nos últimos quinze que disputou, sobressaindo os empates caseiros com V. Setúbal e Feirense. Ontem, Nuno Espírito Santo finalmente afinou pelo diapasão das críticas à arbitragem, ouvido amiúde à entourage azul-e-branca. Sinal de que está no último reduto das explicações, quando tudo ainda é possível...

'El Clásico'
Em noite de grande inspiração de Lionel Messi, o Barcelona disse presente nas contas da Liga espanhola e, com requintes de malvadez, calou o Bernabéu com um golo nos derradeiros segundos. Quando se pensa no Real Madrid, não se associa ao clube campeão europeu a noção de inexperiência. Pois foi isso que matou os 'merengues' na noite de ontem, surpreendidos em contra-ataque, quando jogavam com dez e tinham um empate, precioso para guardar. A equipa foi para a frente, desequilibrou-se e acabou derrotada, como um qualquer grupo de juvenis.

Dortmund: a ganância foi a causa do terror
Afinal não foi o Daesh o responsável pelo atentado de Dortmund. Um investidor na bolsa - um jovem psicopata que foi comer um bife depois da explosões - que queria ver as acções do Dortmund em baixa, engendrou um plano maquiavélico que acabou descoberto. O Mundo está louco."

José Manuel Delgado, in  bola

PÁSSARO NA MÃO DE VITÓRIA


"Depois do empate Rui Vitória jogou pelo seguro. E alguém o pode censurar?

Alvalade assistiu ontem a um derby clássico. Muita luta, intensidade no limite, duas equipas presas a esquemas tácticos rigorosos, predicados que invariavelmente acabam por tirar ao jogo a espectacularidade que sempre se lhe espera - e que poucas vezes se concretiza. Não foi um derby muito bem jogado. Houve, até, poucas oportunidades de golo - o que desde logo lhe retirou, analisando-o a frio, alguma emotividade. Não deixou, ainda assim, de ser aquilo que se espera de um Sporting-Benfica: entrega total, incerteza até final e, claro, a habitual polémica em torno da arbitragem, que também faz parte dos derbies, ainda para mais num tão importante como o da noite passada.
O empate acabou, percebeu-se pelos semblantes de Jorge Jesus e Rui Vitória e até dos jogadores no final da partida, por ser mais agradável para o Benfica. Normal. Depois de ter começado a perder o jogo num erro inacreditável de Ederson - a confiança do guardião brasileiro no seu jogo de pés sofreu ontem um grande revés -, a águia assumiu, como tinha de assumir, as despesas do encontro. E o que se viu a partir daí foi um leão que se foi encolhendo, a viver sobretudo das iniciativas individuais de Gelson, um jogador sem dúvida acima da média do campeonato português. Acabou a águia por empatar num grande golo de Lindelof e sentiu-se, nos minutos que se seguiram, que apertando um pouco - ainda mais depois do estouro físico de Adrien - podia até sair de Alvalade com os três pontos.
Mas aí foi Rui Vitória quem colocou um travão na sua equipa. A igualdade chegava para sair na frente do campeonato e o treinador encarnado preferiu segurar o pássaro que tinha na mão. Não pode ser censurado por isso. Afinal, há uma semana ganhara o direito de jogar com dois resultados. Foi o que fez. E não se deu mal. O tetra não está garantido, mas ficou mais perto."

Ricardo Quaresma, in a bola

SINAIS DA BOLA


"Não devia, mas foi
morte de um adepto nas vésperas de um derby é de lamentar. No minuto de silêncio cumprido em memória de Marco Ficini, não devia, mas já se esperava que nem todos o respeitassem. Assim foi. Felizmente, as palmas abafaram o ruído...

Ficou a dever
Tantas vezes herói no Benfica, ontem Ederson comprometeu no lance da grande penalidade, ao não conseguir controlar bem a bola que acabou por lhe ser roubada por Bas Dost. Desta vez o brasileiro ficou a dever aos adeptos encarnados, mas ainda tem grande crédito.

Foi quem não devia
Lindelof chegou-se à bola aos 66 minutos mas ninguém esperava que fosse ele a bater o livre. A aposta era noutro. Mas foi mesmo o sueco que surpreendeu tudo e todos - até Rui Patrício - e marcou um golo importantíssimo para os encarnados.

Ainda bem que foi
No meio de toda a confusão, ainda há imagens que valem a pena registar, como por exemplo a de namorados lado a lado, cada qual com a camisola dos seus clubes, obviamente rivais, a ver um jogo de futebol. Ontem assim foi. Ainda bem que foi.

Podia ter sido, não foi
O dia ficou marcado pela morte de um adepto e, no meio da tragédia, poderia ter sido uma boa oportunidade para os dois clubes se aproximarem; os dois presidentes se sentassem lado a lado; os treinadores se cumprimentassem. Não foi, infelizmente."

Hugo Forte, in a bola

"DERBY" DE DOMÍNIO REPARTIDO


"Os argumentos esgrimidos pelas duas equipas só permitiram o empate

O polvo e a pressão
1. Jogo a iniciar-se com entrada de leão do Sporting, com o duplo pivot constituído pelo polvo William Carvalho e o pressionante Adrien Silva a ganharem sucessivas bolas, os leões criavam grandes dificuldades a um assustado Benfica que pareceu surpreendido pela postura anfitriã. Os forasteiros colocaram Rafa na posição de Jonas e mantinham três unidades na frente, mas William não permitia o ex-bracarense ligasse o jogo encarnado e o despertar benfiquista tardava. Para agravar este cenário difícil, a habitual frieza de Ederson roçava a displicência e uma péssima avaliação por este protagonizada permitia ao Sporting adiantar-se no marcador e a pôr à prova a capacidade encarnada de sair do choque emocional.

Cervi traz critério
2. Sem culpas do adormecimento inicial das águias, o Sporting mantinha uma forte agressividade nas disputas de bola e em posse da mesma fazia uma circulação intensa e variada e complicava imenso as intenções da equipa do Benfica. Mas a partir do minuto 20 e após a troca posicional promovida por Rui Vitória retirando Rafa do corredor central e apostando em Cervi nesta posição, o Benfica passou a ter critério no momento defensivo, a recuperar mais bolas e a mostrar outros argumentos para disputar o jogo (aparecia Pizzi, sempre no apoio ao portador da bola). A equipa da casa sentiu o crescimento alheio e passou a viver dos esticões do seu jogador mais desequilibrador (Gelson) e a sofrer colectivamente da pouca participação no momento defensivo dos seus dois avançados. O Benfica passava a dominar o jogo, apesar deste domínio ser feito em espaços que não criavam real perigo à superior organização defensiva dos leões, mas o jogo mudava de perfil e prometia. O que restou da primeira parte mostrava um jogo repartido apesar do melhor acerto dos visitantes mas este equilíbrio e a intensidade colocada em campo pelos dois oponentes não se traduzia num jogo de grande recorte técnico em função das múltiplas perdas de bola.

Alan Ruiz e Rafa 'fora'
3. O início da segunda parte trouxe de novo o Sporting mais intencional e a colocar uma maior agressividade nas suas acções - Gelson a pôr a cabeça em água a Grimaldo - e durante dez minutos o jogo voltou a vestir-se de verde e branco, mas Bas Dost não quis fazer de carrasco e acabar com as veleidades alheias e o resultado manteve o Benfica vivo e a acreditar que podia levar pontos de Alvalade. Se no lado dos pupilos de Jesus Alan Ruiz teimava em não fazer parte do filme, nos da Luz, Rafa pintava de cinzenta a sua actuação e Jiménez entra em jogo e empurra Cervi para perto de Grimaldo para o ajudar a travar as investidas do estonteante Gelson. O Benfica incrementou o seu poder ofensivo e Lindelof mostrou que a sua arte não se resume ao momento defensivo e traz justiça à partida. Jesus ainda tenta relançar a sua equipa com as entradas de Podence e Bryan Ruiz mas o jogo estava definido e Rui Vitória fecha o mesmo com a entrada de Filipe Augusto e sente que o título justifica prudência. O resto do jogo nada trouxe de novo, apesar das intenções leoninas de ganhar ao seu arqui-rival e aproximar-se do segundo lugar, mas a realidade mostrava que os argumentos esgrimidos pelos dois conjuntos não permitiam outro resultado que não o empate."

Daúto Faquirá, in a bola

segunda-feira, 24 de abril de 2017

FINAL INGRATA PARA AS JOVENS ÁGUIAS…


Esteve tão perto o Benfica de escrever História esta segunda-feira em Nyon – Suíça! Na segunda presença na final da Final Four da prestigiante competição, em quatro possíveis, o Benfica esteve na frente do marcador – golo de José Gomes - contudo, em apenas cinco minutos, já na segunda parte, o Salzburgo deu a volta ao marcador e venceu a competição.
Tal como em 2014, os encarnados foram também finalistas, tendo na altura perdido frente ao Barcelona.
Mas vamos ao jogo…
Depois da vitória, por 4-2, na sexta-feira, frente ao Real Madrid, nas meias-finais, esta segunda-feira a equipa comandada por João Tralhão rubricou novamente uma belíssima exibição, perante umas bancadas vestidas de vermelho rubro e muitas personalidades do mundo do Futebol, com Luís Filipe Vieira e Rui Vitória a marcarem presença, entre outros. Mas esta foi uma final ingrata…
Do outro lado, o RB Salzburgo - venceu o Barcelona por 2-1, nas meias-finais – a entrar bem no desafio, mas as águias responderam de imediato.
Aos 13’, primeira oportunidade de golo. Bom trabalho de João Filipe, a cruzar para área, com João Félix a rematar e a bola a sofrer um desvio para canto. Aos 24’, o mesmo João Félix remata forte, mas o esférico saiu por cima da trave.
O Benfica mandava no jogo, perante uma pressionante equipa austríaca, e aos 27’ gritou-se golo… Diogo Gonçalves esteve muito perto, mas a barra devolveu a redondinha…
Adivinhava-se o golo e não foi preciso esperar muito! Minuto 28, livre cobrado por João Filipe e José Gomes, de cabeça, desvia com muita classe para colocar o Benfica em vantagem. Estava feito o 1-0, resultado com que se atingiu o intervalo.
Cinco minutos fatais!
Na segunda parte, partida muito disputada, com o Salzburgo a dar o tudo por tudo em campo, perante um Benfica coeso e solidário a aguentar as investidas. E aguentou... até aos 70 minutos!
A 20 minutos do final: 1-1. Patson, acabado de entrar, responde da melhor maneira a um canto, sobe mais alto, e cabeceia para a igualdade.
Tudo em aberto e emoção ao rubro em Nyon. As duas equipas lutavam pelo golo e, aos 75’, a remontada, com Schmidt a fazer o 1-2.
O Benfica reagiu bem e partiu com tudo para inverter a marcha do marcador. Até ao apito final foram várias as oportunidades, mas redondinha não quis entrar.
A primeira edição da competição foi ganha pelo Barcelona, numa final frente ao Benfica; as últimas duas foram conquistadas pelo Chelsea… e esta segunda-feira o Salzburgo inscreveu o seu nome no restrito lote de clubes Campeões Europeus em Sub-19, após bater na final o Benfica, por 1-2.
O SL Benfica alinhou de início com o seguinte onze: Fábio Duarte, Aurélio Buta, Rúben Dias, Branimir Kalaica, Ricardo Araújo (Mesaque Dju, 86’), Florentino Luís, Gedson Fernandes, João Filipe (Vinicius, 81’) Diogo Gonçalves, João Félix (David Tavares, 72’) e José Gomes.
Declarações no final da partida
“Não estamos satisfeitos, pois queríamos muito ganhar! Mas quero realçar que estamos muito orgulhosos do que fizemos e esta final vai servir de aprendizagem para as finais futuras. O Clube está connosco e isso é uma confiança extra. Fizemos uma primeira parte boa, na segunda parte sofremos um golo de canto que nos desestabilizou e acabámos por sofrer o segundo. Fomos para cima, demos tudo, mas a bola não entrou. Ganhou a equipa que marcou mais golos. Fizemos uma grande partida, uma grade caminhada até aqui e estamos orgulhosos”, Rúben Dias, capitão da equipa
“Primeiro que tudo quero agradecer o apoio dos benfiquistas que nos apoiaram de princípio a fim, acreditaram sempre e foram fantástico. Depois, sim, dizer que sinto um grande orgulho por estes jovens, que fizeram um percurso inacreditável e fantástico, numa competição dura e muito difícil. Podíamos ter ganho o troféu. Defrontámos uma grande equipa, sabíamos que ia puxar bastante por nós e estávamos preparados, no entanto, foram mais felizes que nós. Estes jovens, e todos os que nos acompanharam até aqui, merecem uma palavra de apreço. É mérito e fruto do trabalho de muita gente. Não é fácil chegar aqui. Estivemos muito próximo… estes jovens são o futuro. Somos uma família em todos os momentos. A vitamina extra vinda com a presença do presidente Luís Filipe Vieira e do treinador Rui Vitória, valida o nosso trabalho. Estamos muitos orgulhosos. Queríamos oferecer este título a todos os benfiquistas, ao Clube, não o conseguimos, mas estamos orgulhosos pelo trajeto”, João Tralhão, treinador
“Foi um jogo equilibrado, na 2.ª parte o Salzburgo fez valer a sua maior frescura física e a capacidade física dos jogadores e nós não conseguimos transpor nos segundos 45 minutos o que fizemos na 1.ª parte. Sabíamos que íamos encontrar uma equipa muito agressiva e pressionante… e meteram a carne toda no assador, como se costuma dizer no Futebol. Estamos tristes porque queríamos muito levar o título para o Museu Benfica Cosme Damião. Mas estivemos duas vezes presentes na Final Four, em quatro edições, e vamos com certeza voltar mais vezes. Com este talento, o futuro do Clube está assegurado. As finais são para ganhar, ma servem também para crescer e evoluir no Futebol Formação. Vai ser muito útil para estes jovens. É o início da carreira deles e não fim. Estamos a trabalhar para que tenham muitos títulos e vitórias e o futuro está assegurado. Vamos regressar aqui, não há duas sem três, e isto é muito importante para a marca Benfica”, Nuno Gomes, diretor geral do Caixa Futebol Campus
Caminho até à final...
No caminho até à final, o Benfica mediu forças com o Dínamo Kiev, Nápoles e Besiktas no grupo B. Passou no 2.º lugar e disputou o play-off com os dinamarqueses do Midtjylland, que eliminou nas grandes penalidades após 1-1 no fim do tempo regulamentar. Seguiu-se o PSV nos oitavos de final, igualmente eliminado nas grandes penalidades após empate a uma bola. Nos quartos de final, as águias derrotaram, em Moscovo, o CSKA por 0-2.
O Benfica confirmava assim a presença na final four de Nyon. Na meia-final bateu o Real Madrid por 2-4.
O Red Bull Salzburg entrou em prova no grupo dos 32 clubes que foram campeões de Juniores no respetivo país. Não disputou a fase de grupos, mas jogou duas eliminatórias, deixando pelo caminho as equipas do Vardar e do Kairat. No play-off bateu o Manchester City nas grandes penalidades. Nos oitavos de final goleou o PSG por 5-0 e nos quartos de final bateu o Atlético de Madrid por 2-1.
Chagava a final four de Nyon e os austríacos apanhavam pela frente o Barcelona, vencedor da 1.ª edição da UEFA Youth League. O Red Bull Salzburg ganhou por 1-2 e marcou encontro na final com o Benfica.
SA/MR

PRIMEIRAS PÁGINAS


BENFICA GANHOU O "DERBY" POR UM A UM


"Há empates que são isso mesmo, empates, mas também há empates que são derrotas, tal como há empates que são vitórias. Neste fantástico derby - talvez um dos mais competitivos das últimas décadas - o Sporting perdeu por um a um e o Benfica ganhou por um a um.
Expliquemos: o Sporting queria provar que o seu estado de distanciamento falta da luta pelo título era apenas uma partida do destino e por isso não só queria muito ganhar o jogo ao Benfica, como queria ganhá-lo numa exuberante manifestação de superioridade. Como foi notório para qualquer seguidor das coisas da bola indígena, o Sporting não só não conseguiu ganhar o jogo, como não conseguiu mostrar essa desejada superioridade sobre o adversário. Por isso, tendo em vista objectivos finais e intermédios, o Sporting e, não menos significativo, Jorge Jesus perderam o jogo, apesar do empate.
Quem o ganhou foi o Benfica e... Rui Vitória. Ganhou o jogo e deu um passo importante no caminho do desejado tetra. O Benfica não se limitou a resistir a uma pressão diabólica do Sporting na primeira fase do jogo, mais a um erro clamoroso de Ederson. O Benfica foi psicologicamente forte, foi tacticamente inteligente e foi competitivamente competente. Por isso conseguiu um empate que, como se tornou evidente pela atitude de jogadores, treinador e adeptos, foi uma vitória.
Percebe-se. Aconteça o que acontecer hoje no Dragão, o Benfica seguirá para as últimas quatro jornadas na frente do campeonato. Está, por isso, muito mais próximo do título e o FC Porto não pode deixar de se sentir perturbado por essa evidência."

Vítor Serpa, in a bola

OBS: Tanto ficou perturbado que mais uma vez não foi capaz de vencer, a pressão a tão famigerada pressão que tanto queriam colocar no Benfica jornadas a fio, afinal nunca saiu foi do Dragão, e depois a culpa é dos árbitros.
O peidoso de Contumil disse hoje que há assassinatos no futebol português, nunca estive tão de acordo com ele como desta vez, devia estar a referir-se ao dirigente portista Mesquita Alves que foi assassinado nos sanitários do Dragão, segundo dizem eles foi suícidio, é obra alguém dar um tiro na cabeça e ir a correr esconder a arma que anda misteriosamente desaparecida. As coisas que tu sabes ó bufas...

EMPURRÃO IMPORTANTE


"Benfica mostrou garra e personalidade e soube ultrapassar os erros de Artur Soares Dias - pelo menos dois 'penalties' contra o Sporting

1. Ontem em Alvalade o Benfica mostrou garra e personalidade e soube ultrapassar os erros de Artur Soares Dias - que não deixa de ser um bom árbitro - que não marcou pelo menos duas claras grandes penalidades contra o Sporting. Se houvesse videoárbitro não haveria dúvidas, decerto... Rui Vitória sai, assim, deste derby com um sabor doce e um sorriso aberto. Mostrou que não teve medo do Sporting. Foi, no final e afinal, e depois das incidências do jogo, um ponto bem importante para o Benfica. Um ponto precioso. Por ora diria que um ponto quase de ouro. Qualquer que seja o resultado de hoje do Futebol Clube do Porto face ao Feirense o Benfica continuará a liderar a nossa Liga e deu um importante passo no seu caminho, duro e com múltiplos espinhos, para a conquista do tetra. Acredito que muitos sportinguistas saíram bem desiludidos do jogo de ontem. Queriam mais e e queriam dar um importante empurrão ao Futebol Clube do Porto. O empate de ontem dá sim ao Benfica, e a todos os benfiquistas, um especial alento. Um estimulante e importante empurrão. Como disse um dia Napoleão Bonaparte «o entusiasmo é a maior força da alma». Foi o que senti depois do jogo de ontem e do resultado conquistado pelo Benfica.



2Acordei ontem de manhã confundido e perplexo com as notícias que nos davam nota de uma morte. De um ser humano abandonado no vazio frio do asfalto. De uma vida perdida na voragem de uma noite triste. E com a certeza que a justiça actuará, tal como ocorreu com a competente investigação da Polícia Judiciária. E bem triste fui reler Virgílio Ferreira: «O amor acrescenta-nos com o que amarmos. O ódio diminui-nos. Se amares o universo, serás do tamanho dele. Mas quanto mais odiares, mais fica apenas do teu. Porque odeias tanto? Compra uma tabuada. E aprende a fazer contas»! Contas, digo eu, não de pontos. Nem de títulos. Contas, sim, em que se reabilitem valores e posturas dignas e em que eliminem os momentos dramáticos ou, até, pitorescos de salpicos de vidas. Mesmo que aqueles momentos gerem, porventura, audiências bem estimulantes. É que há confrontos que não se devem repetir e confidencias que não se podem multiplicar. Mesmo que haja, sempre, memórias traiçoeiras e mesmo vaidosas que dissimulam o seu esquecimento com construções magnéticas daquilo que gostariam que acontecesse ou tivesse acontecido. Já que como escreveu William James «o melhor uso da vida consiste em gastá-la por alguma coisa que dure mais do que a própria vida»!



3. Amanhã, em Nyon, na Suíça, e com o apoio de milhares de portugueses - como o meu bom amigo Luís Chaves que viaja de Sierre - o Benfica disputa a final da UEFA Youth League. Por dias vezes em quatro edições o Benfica marca presença na final four da mais relevante competição europeia do futebol de formação. Em 2013/2014 disputou a final com o Barcelona e perdeu. E nesse ano, como na passada sexta-feira, ultrapassou o Real Madrid. Em 2014 por quatro a zero, em 2017 por quatro a dois. Agora a equipa liderada e bem trabalhada por João Tralhão vai defrontar o Red Bull Salzburgo que ultrapassou, com surpresa, a forte equipa jovem do Barcelona. Mas importa ter consciência que esta equipa austríaca tem o melhor ataque da prova e mais jogos consecutivos sem perder (7), tendo afastado clubes como PSG, o Atlético de Madrid ou o Manchester City. É, por isso, um adversário de respeito e que está a fazer história nesta edição desta interessante e motivante competição europeia. Acredito que Rúben Dias e Aurélio Buta, João Félix e José Gomes, João Filipe e Diogo Gonçalves, Fábio Duarte e Florentino Luís, Gedson e Ricardo Araújo, Diogo Mendes e Kalaica e todos os seus colegas tudo farão para trazer para o Museu Cosme Damião este troféu que já foi conquistado duas vezes pelo Chelsea e uma pelo Barcelona. O que importa salientar é que a Academia do Seixal dá frutos e que esta montra do futebol jovem é bem atractiva. João Félix já entrou nos radares europeus. Como no ano passado acontecera com Renato Sanches. Confesso que vi alguns jogos desta equipa, como o de Kiev. Alguns jogadores impressionaram-me vivamente. Como um impressionou o acompanhamento de Pais e Mães que, em jogo europeu, acompanham os seus Filhos e lhes dão suporte e afecto. Como aprendemos com Platão «só pelo Amor o homem se realiza plenamente»!

4Leonardo Jardim, e o Mónaco que tão bem lidera, fez história na presente edição da Liga dos Campeões. Teve de conquistar o acesso à fase de grupos já que não entrou de forma directa. Teve que ultrapassar Manchester City e Borussia Dortmund. Lidera a Liga Francesa. E tornou-se, depois de José Mourinho, o segundo treinador português a atingir as meias finais da Liga dos Campeões. Desta Liga e nesta versão noto. Até para não perturbar, entre outros e em outras versões, o meu querido Amigo Toni... Este madeirense, nascido na Venezuela (na cidade de Barcelona!), vai ser, acredito, um dos nomes mais desejados na Europa nos próximos meses. O seu trabalho e o seu trajecto combinam excelência com inteligência, personalidade com honestidade, ambição com paixão. E como dizia Maquiavel «onde há uma vontade forte não pode haver grandes dificuldades»!

5A sensação que tenho é que a indústria do futebol em Portugal não tem, e não quer ter, uma consciência colectiva. Não a tem em termos de direitos televisivos. Não a tem em termos de reputação comum. Não a tem um termos de privacidade dos seus membros e dos seus principais actores e gestos de comunicação. Não a tem em termos de respostas imediatas a novas questões e novos problemas. Vivemos mesmo num tempo em que anuncia estimulantes momentos de formação instantes em que parece que poucos ligam à Liga que formaram e se desligam de um espírito colectivo que motivou, em termos de competições profissionais, a sua existência e autonomia. Acredito que em termos de Direcção da Liga a questão da privacidade da comunicação dos seus membros foi abordada. Mesmo sabendo todos que há membros da Direcção da Liga que já não são membros das SAD's que os indigitaram e que esta situação é considerada normal - pela maioria dos membros da mesma Liga. Também aqui é uma singularidade que acredito que só o meu feitio beirão permite abordar nas vésperas do Dia da Liberdade que vivamente se saúda e enaltece. E num jornal, neste A Bola, que é um símbolo da liberdade e da resistência - que bem importaria reconhecer! - antes de Abril de 19741

6Permitam-me saudar, aqui, o extraordinário trabalho da PSP no dia de ontem em Lisboa. Importa relevar e enaltecer, aqui, o trabalho dos homens e das mulheres da PSP. Foi um dia intenso, árduo e complexo e pouco se fala da sua dedicação e da sua competência. Sem elas e sem eles o dia, e decerto o derby, seria bem diferente. E a paciência dos seus porta vozes perante perguntas de espantar é de saudar... até ao limite! Bem hajam. Muito obrigado!"

Fernando Seara, in a bola

domingo, 23 de abril de 2017

VITÓRIA NO CLÁSSICO COM CATEGORIA


A equipa B do Sport Lisboa e Benfica venceu, este domingo, o FC Porto B por 2-1, no Caixa Futebol Campus, em jogo da 38.ª jornada da Segunda Liga.
Para este jogo, Hélder Cristóvão apresentou uma ficha de jogo só com 15 futebolistas, fruto de várias ausências. 10 deles estão a ajudar os Juniores na UEFA Youth League; três estão castigados (Saponjic, Pedro Rodrigues e Francisco Ferreira) e Yuri Ribeiro está lesionado.
Destaque para o regresso de Gonçalo Rodrigues aos convocados, bem como Igor Rocha (fora chamado com o Fafe). Com muitas limitações, mas imbuídas num espírito de vitória, as águias fizeram um jogo fantástico.
Não obstante, o FC Porto B marcou primeiro. Aos seis minutos, Galeno inaugurou o marcador. A partir daí só deu Benfica B. Zidane primeiro e Luquinhas em três ocasiões estiveram perto do golo, mas Gudiño evitou sempre o empate.
Uma contrariedade nunca vem só, e no final da primeira parte, Romário saiu lesionado e deu o seu lugar a Tiago Dias. No reatamento foi Pedro Amaral a sair tocado. Entrou para o seu lugar Gonçalo Rodrigues. Minutos depois, aos 55’, Heriberto, de livre direto, fez o empate a uma bola no Seixal.
Depois do golo do empate, o FC Porto B pôs André Ferreira à prova com dois remates perigosos. Os da casa voltaram a subir na partida com transições venenosas que punham a defensiva azul e branca em sentido. O tento da reviravolta aconteceu aos 82 minutos. Luquinhas rematou para defesa de Gudiño. No seguimento do lance há grande penalidade a favor do Benfica B por mão na área. Na marca dos nove metros, Heriberto bisou e fez o 2-1.
                     
Antes do final da partida, Chidodzie foi expulso por acumulação de cartões amarelos. Com este triunfo, o Benfica B passa a somar 59 pontos, está em 4.º lugar e é a melhor equipa B da Ledman LigaPro.
Heriberto e Hélder Cristóvão felizes pelo triunfo
Heriberto bisou na partida e no final elogiou os companheiros, enaltecendo o espírito de superação do Benfica B face a tantas ausências. “A equipa esteve bem, reagimos ao golo sofrido. Demonstrámos em campo que todos estão preparados para jogar e fazer um grande jogo como fizemos”, referiu, em declarações à BTV.
O treinador Hélder Cristóvão seguiu pelo mesmo diapasão de Heriberto e também elevou o feito conseguido pelos jogadores no clássico das equipas B. “A vitória é justa. Estamos de parabéns. Os jogadores foram competentes. Tivemos muitas ausências. O golo do FC Porto B libertou-nos. A nossa camisola pesa muito e os jogadores foram sérios no que fizeram. Todos os futebolistas são válidos e isso ficou provado neste jogo”, analisou.

UM AZAR DO KRALJ


Jiménez nem queria acreditar que hoje teria, de facto, razões para tomar banho. Um Azar do Kralj também não
Um Azar do Kralj gabou a “habitual combinação de inteligência e fé no pau” de Fejsa, no meio campo, e ainda dedicou um poema de Ruy Belo ao que viu Pizzi fazer durante o dérbi
EDERSON
A sua patetice logo aos 3 minutos e o consequente golo do Sporting levaram milhares de sportinguistas a abrir a app da calculadora nos seus telefones, para se dedicarem a exercícios de matemática rebuscada sobre os 12 pontos ainda em disputa após o jogo de hoje. Que amoroso. Feitas bem as contas, podemos dizer que Ederson esteve bem.
NÉLSON SEMEDO
Fez a sua estreia em jogos contra o Sporting Clube do Porto e as coisas não podiam ter corrido muito melhor. Saíram-lhe na rifa um Jefferson e um Bruno César, o equivalente a ganhar dois jackpots numa só ida ao casino, isto se existisse um casino com decoração idêntica à de uma casa de banho.
LUISÃO
Mais uma exibição serena de um homem de 36 anos que continua a jogar como se ainda tivesse que nos provar alguma coisa. Hoje entrou em campo de cartola, adereço propício ao circo de Alvalade, para apresentar um novo truque em que faz desaparecer um holandês com 2 metros de altura. 50 mil pessoas no estádio e ainda ninguém percebeu como é que ele fez aquilo, nem mesmo Bas Dost, que só voltou a aparecer já na zona mista.
LINDELÖF
Todas as semanas o cérebro JJ tem uma tirada demasiado confiante sobre os adversários, reais (o Braga, o Guimarães) ou imaginados (o Benfica ou o Porto na luta pelo título). Desta vez, o nosso amigo explicou à plebe futebolística que já nada o surpreende no futebol. Mal sabia o mister que um sueco por ele ignorado há uns anos iria enfiar uma batatinha de livre directo na baliza de Rui Patrício, levando o guarda-redes do Sporting a ajoelhar-se com a graciosidade do seu treinador numa célebre visita ao Dragão. Toma lá pipocas. Como se isso não bastasse, arranjou tempo para anular a melhor dupla de avançados do campeonato (lol) e ainda sofreu uma falta de Bruno César na área que Artur Soares Dias não apitou. E ainda dizem que o Benfica é favorecido quando joga contra equipas pequenas.
GRIMALDO
Perdeu alguns duelos com Gelson e viu-se obrigado a defender mais do que é habitual, o que talvez explique a pobre exibição de Rafa no mesmo flanco. Na verdade, nenhum dos duelos perdidos teve grandes consequências, isto apesar de alguns invisuais nas redes sociais dizerem que Gelson meteu o espanhol no bolso. Na verdade, o seu maior erro aconteceu aos 40 minutos, quando decidiu continuar a correr depois de sofrer falta de Schelotto dentro da área. Este excesso de garra e vontade de ganhar é intolerável. Assim não, Grimaldo.
FEJSA
Fez por anular as acções do melhor futebolista da equipa adversária através da já habitual combinação de inteligência e fé no pau. É assim que nos faz a todos acreditar. Tem uma carreira à sua espera quando pendurar as botas, na literatura de liderança e auto-ajuda. Imaginem: milhões de pessoas no Facebook e no Linkedin, a partilharem as virtudes existenciais de uma boa entrada a pés juntos. Se isso não resultar, é menino para levar o Canelas à Champions.
PIZZI
Somos a grande ilha do silêncio de deus
Chovam as estações soprem os ventos
jamais hão-de passar das margens
Caia mesmo uma bota cardada
no grande reduto de deus e não conseguirá
desvanecer a primitiva pegada
É esta a grande humildade a pequena
e pobre grandeza do homem
Ruy Belo
SALVIO
Estamos naquela fase da época em que, se Salvio não se lesionar, a malta é capaz de conseguir montar um daqueles vídeos do YouTube com os melhores lances e vendê-lo por 25 milhões. Vai certamente equilibrar as contas do clube e o nosso flanco direito.
CERVI
Mais um pénalti por assinalar. Calma, era só para confirmar que ainda estavam aí. Exibição apagada do pequeno mago argentino, cuja missão consistia em substituir o melhor futebolista a jogar em Portugal. Deu má fama à máxima “só faz falta quem cá está”, uma vez que sentimos todos a ausência de Jonas.
RAFA
Podíamos elaborar uma explicação para o fraco rendimento do Rafa no jogo de hoje, mas diremos apenas que é pénalti.
MITROGLOU
Muita garra e pouca uva numa exibição pouco inspirada do grego, que ainda assim obrigou a defesa sportinguista a manter-se quietinha cá atras, não fosse o grego fazer das suas. Tem por vezes uma relação com a bola em que, ao invés de a pentear como dizem os líricos, consiste num golpe de máquina zero que mata as iniciativas ofensivas da equipa, o que não invalida que venha a ser tetracampeão dentro de poucas semanas.
JIMÉNEZ
O melhor dos suplentes e um belíssimo pretexto para elogiar Rui Vitória, de quem por vezes discordamos. Este Benfica tem tido alguma dificuldade em virar resultados e a entrada do Benfica na segunda parte, ainda em desvantagem, não augurava nada de bom. Eis senão quando Rui Vitória se deixa de brincadeiras e, numa decisão pouco habitual, coloca um avançado em campo antes dos 60’. Jiménez nem queria acreditar que hoje teria, de facto, razões para tomar banho no final, e usou a sua meia hora em campo de forma solidária, queimando as suas calorias e a de todos os que se aproximassem de si.
CARRILLO
Valeu pelo coro de assobios quando entrou em campo. Já não se sentia tão valorizado desde a última ovação na Luz, quando foi apresentado no início da época.
FILIPE AUGUSTO
Exibição generosa. Montou uma banquinha com fruta da época ali no meio campo e foi vê-lo distribuir a todos os que passavam por si.