sexta-feira, 18 de agosto de 2017

RUI VITÓRIA "IGNORA" O JUDAS: PREOCUPO-ME COM O MEU TRABALHO

                                         


Rui Vitória espera dificuldades na receção de amanhã ao Belenenses mas garante que o Benfica, num Estádio da Luz cheio, “vai querer, naturalmente, ganhar.”
“Há 34 jornadas que têm que ser olhadas da mesma forma, um jogo de cada vez para disputar e ganhar. Importa olharmos para cada jogo como uma oportunidade de vencer e é o que vamos fazer”, disse o treinador encarnado, na conferência de imprensa desta tarde, realizada na sala de imprensa do Estádio da Luz.
“É um Belenenses diferente do ano passado, também a nível tático. Vem amanhã aqui com uma esperança grande de nos dificultar a vida mas nada vai alterar aquilo que é a nossa forma de estar, que se baseia no respeito pelo adversário mas também pelas nossas capacidades e pelas virtudes que temos”, analisou, acrescentando: “Jogamos sempre para vencer mas, com o nosso Estádio praticamente cheio, vamos querer naturalmente ganhar.”

“Para mim o que conta é a qualidade, até porque temos vários jogadores jovens. Nas equipas, nem sempre os que começam são sempre os que acabam. Uma equipa tem sempre uma evolução e há mudanças normais durante um ano. Em termos globais, no plantel, temos um conjunto de jogadores experimentados e um conjunto de jovens talentos. Temos um conjunto de jogadores que, no fundo, trabalham muito bem. Estes jogadores estão com uma forma de estar que me orgulha e estão prontos para jogador. Mais ou menos idade, é irrelevante para mim”, explicou.
Rui Vitória assumiu que Fejsa ficará de fora do jogo com o Belenenses, tal como o grego Samaris, que cumpre o quarto e último jogo de castigo, que transita da última temporada.
“Quem vai para o banco tem a minha confiança, tal como o Diogo e o João Carvalho - setor mais avançado - e só não jogaram porque não achei. Mas isto é a vida das equipas. Vamos ter onze jogadores que vão jogar e desempenhar o seu papel muito bem. Sai o Fejsa, que não está disponível”, revelou.
O técnico garantiu ainda que não está surpreendido com o desempenho de Seferovic. “Surpreendido não deixa, porque o conhecíamos. É destaque porque marcou estes golos, nesta fase inicial. Um avançado vive de golos, e pode haver momentos em que isso não aconteça. Conheço as suas características e por isso não me surpreende”, assegurou.
Aurélio Buta é novidade na lista de Rui Vitória.
Aurélio Buta é uma das novidades na convocatória de Rui Vitória para a receção ao Belenenses, amanhã às 20h30. A entrada de Buta e a saída de Fejsa são os grandes destaques em relação aos eleitos para a deslocação a Chaves.
CONVOCADOS:
Guarda-redes: Paulo Lopes e Varela;
Defesas: Lisandro, Luisão, Eliseu, Jardel, André Almeida e Aurélio Buta;
Médios: Filipe Augusto, Salvio, Pizzi, Cervi, Willock, Chrien, Diogo Gonçalves e João Carvalho;
Avançados: Raúl, Jonas, Rafa e Seferovic.
Fejsa junta-se a Júlio César, Grimaldo, Zivkovic e Mitroglou.
Fejsa é a grande novidade no boletim clínico. O médio juntou-se a Júlio César, Grimaldo, Zivkovic e Mitroglou e estão entregues ao departamento médico.
Boletim clínico:
Júlio Cesar - Tendinopatia na perna esquerda;
Grimaldo – Lesão muscular na perna direita;
Fejsa – Traumatismo na perna direita;
Zivkovic - Traumatismo na coxa direita;
Mitroglou - Lesão muscular na coxa esquerda.
Benfica e Belenenses medem forças, sábado, pelas 20h30, em jogo referente à 3.ª jornada da I Liga.

ANÁLISE DO BENFICA E DA IMPRENSA DESPORTIVA - BENFICA TV 18-08-2017

                                           

AQUECIMENTO - 17 AGOSTO 2017 - ANTEVISÃO BENFICA x BELENENSES 3ºJ LIGA NOS

                                           

PRIMEIRAS PÁGINAS


UM AZAR DO KRALJ


Beira Mar tenta seduzir Usain Bolt com... bifanas, minis, o número de Marcelo e as festas de Um Azar do Kralj
Num texto publicado no “Facebook”, o Beira-Mar garante é o clube “onde os sonhos se concretizam”
A reforma de Usain Bolt pode nunca vir a acontecer, porque na sua despedida das competições o atleta jamaicano relembrou um outro sonho: gostaria de jogar futebol a nível profissional. E as propostas já começaram a chegar.

O Burton, clube da segunda divisão britânica, já fez uma proposta e o interesse do Borussia Dortmund também já foi noticiado. Já em Portugal, o Beira-Mar foi o primeiro clube a avançar com uma “oferta irrecusável” - sem dúvida que tem as condições mais originais.

Num texto publicado no “Facebook”, o Beira-Mar garante é o local “onde os sonhos se concretizam”.

Para convencer o atleta, o clube de Aveiro usou os seguintes argumentos:



“- A honra de usares a nossa camisola;
- Os melhores adeptos do mundo;
- 3 bifanas por semana no Augusto e 3 hambúrgueres no Ramona (com direito a molho, mas sem batatas fritas, que isto não está fácil para ninguém);
- 12 ovos moles por dia (Se ninguém os comer logo de manhã no balneário);
- 1 passeio de Moliceiro (é só 1, que a 10 euros a viagem não dá mesmo para mais!);
- Um Selfie Stick (Para as tuas fotos dizerem ao mundo inteiro que Veneza é que é a Aveiro de Itália!);
- Um telefone com contactos portugueses:
- O do Presidente Marcelo (que provavelmente será o primeiro a chegar quando te lesionares outra vez);
- O do Um azar do Kralj (sabemos como gostas de festas, e eles organizam as melhores do país);
- As minis são as que quiseres no Bar do Estádio.”
O texto, em registo humorístico, termina ainda com a nota: “Alguém que traduza e envie isto ao homem que os treinos já começaram e as medalhas de ouro não lhe vão servir de muito na convocatória!”

OURO, BESOURO E TESOURO


"Acho que a defesa está a melhorar na sua eficácia e Seferovic é mesmo um caso de um jogador que parece estar no clube já há alguns anos.

Inês Henriques - Ouro
É gostosamente imperativo (passe o quase paradoxo) que comece esta crónica por Inês Henriques, medalha de ouro na novel prova de 50 Km marcha feminina nos Campeonatos do Mundo e nova recordista planetária. Uma saborosa vitória numa competição duríssima e que só pode ser alcançada com estoicismo, resistência física e psicológica, determinação e muito, muito trabalho e sacrifício na prova e nos treinos. Este feito é ainda mais assinalável (a Bola fê-lo ontem e anteontem como justamente se impunha, não só na capa, como em reportagens) num tempo em que somos submetidos diariamente no totalitáriofutebol.
Façanha inédita de uma portuguesa que, aos 37 anos de idade, atinge o patamar mais elevado, sem deslumbramentos e sem exibicionismos tontos («Seria impensável vir na capa dos jornais» disse a atleta na chegada a Lisboa).
Atafulhados pelo futebol jogado, mas sobretudo pelo que à sua volta se consome entre gritarias, desvarios e, não raro, pouca-vergonha, é refrescante para a mente e reconfortante para o espírito ver Inês Henriques levantar bem alto o orgulho de sermos portugueses.
Além de um desporto belíssimo, o atletismo é o que dá mais sucessos à lusa pátria. Nos Jogos Olímpicos, nos Mundiais ao ar livre ou pista coberta, nos Europeus, nas taças europeias de corta-mato, temos um extenso rol de atletas exemplares e vencedores. Não há outro desporto com tal produção de medalhados e medalhadas. Não há bandeiras nas janelas por causa destas atletas, nem programas de horas a fio a falar dos seus feitos. Prefere-se uma palermice de um qualquer craque ao enaltecimento do trabalho árduo e da persistência silenciosa de nobres atletas.
Estes acontecimentos despertam-nos para a ideia de que, afinal, sempre há desporto para além do futebol.
Já nesta coluna o disse, mas repito-o. Lamento a ausência de uma televisão portuguesa, em particular da pública, nos Mundiais de atletismo, aqui ao lado, em Londres. Creio que, de há tempos para cá, é a primeira vez que tal sucede. Desta vez, nem sequer foi em longínquas paragens. Mais um contraste com o futebol que tudo engole em orçamentos, custos e publicidade. É decepcionante. Fosse um treino da selecção de futebol e teríamos directos da Cochinchina e jogadores em conferências de imprensa a debitar banalidades.
Já agora, um pormenor: Portugal com 2 medalhas (ouro e bronze) derrotou a Espanha que saiu de Londres como entrou...
Por fim, assinalo a circunstância da escalabitana Inês Henriques ser atleta do Clube de Natação de Rio Maior. Não é do Benfica, não é do Sporting ou de ouro clube e nem sequer entrou na guerra passada para o atletismo de transferências que procuram replicar expressões doentias de aparente rivalidade.
Parabéns, Inês Henriques. E obrigado.

O besouro de uma liga videoformatada
Está concluída a 2.ª jornada do Campeonato. Primeiro facto a registar: para os 16 jogos efectuados foram precisos 10 (!) dias, em estilo gota-a-gota que retira sabor à competição (isso mesmo, competição). Bem sei que há jogos europeus e que a imposição televisiva tudo comanda, mas que diabo, esta salamização das jornadas não será excessiva?
Entretanto, parece que, no nosso futebol, vem ái um novo dialecto: o videoquês. Quer dizer, um linguajar tecnovirtual para todos os gostos e momentos, à escolha de cada um. Sobretudo para aqueles que querem erradicar (uso este verbo literalmente) a naturalidade do erro humano, ainda que o seja por milímetros ou não permitindo sequer margem para dúvidas. Devo começar por dizer que, para mim, o videoárbitro (VAR) tem sido positivo nestas primeiras provas. Desde logo, na parte menos visível, mas mais importante, qual seja a da prevenção inculcada na consciência dos jogadores de que agora há mais olhos (humanos e tecnológicos) a olhar para eles, e traduzida em menos faltas graves ou faltas (farsas) cavadas. Mas também na reposição da verdade indiscutível face a erros dos árbitros de campo (é o caso do golo mal anulado do Porto na 1.ª jornada).
Estas duas semanas também serviram para nos serem dadas mais informações sobre o VAR. Aliás, bom seria que fosse pública toda a regulamentação e funcionamento do VAR, até para que os comentadores de serviço (incluindo ex-árbitros) opinassem com cabal e completo conhecimento deste complementar meio de arbitragem.
Percebi agora que o VAR só deverá intervir em casos de erros grosseiros (ou claros) que não ofereçam quaisquer dúvidas e que violem nitidamente a verdade desportiva. Ou seja, aqueles casos situados na margem da incerteza ou na aceitável interpretação do árbitro principal não deverão ser intervencionados pelo VAR. Parece-me defensável este modo de agir, numa boa tentativa de encontrar a melhor síntese entre a interferência e a fluidez do jogo jogado.
Assim sendo, acho que foi compreensível por exemplo, no Benfica-Braga sancionar a invalidação de um remate do Braga (o fora-de-jogo ou não é uma questão milimétrica) e a não marcação de penálti sobre Jardel (ainda que a sua marcação fosse mais correcta). Já no Sporting-Vitória,a grande penalidade que ofereceu o triunfo aos leões, claramente forçada, está na fímbria da intervenção do VAR. Mas, neste caso, não se levantaram os clamores e as trombetas caso se tratasse de um alegado benefício ao Benfica. No penálti (indiscutível) de Tiba do Chaves sobre Jonas, para que servem tantas câmaras para o VAR) Estavam a dormir?
Creio que, mais do que nos fora-de-jogo que são fundamentalmente uma questão métrica, a principal dificuldade do VAR estará nas faltas merecedoras de grande penalidade, em função das sempre invocadas intensidade e intencionalidade.

A normalidade na luta pelo tesouro da Champions
Terminou a segunda jornada. Na frente, tudo normal, com a boa intromissão do tranquilo Rio Ave. Segundo A Bola de ontem, a circunstância de os 3 grandes fazerem o pleno nas duas debutantes jornadas já não acontecia há 23 anos! Todavia, sofreram para ganhar por um minguado 1-0. Mas, em qualquer dos casos, merecido. O Sporting parece não se ter libertado do fantasma de Alvalade apesar do apoio de um estádio quase repleto. O Porto, que verdadeiramente ainda não teve um teste difícil quer na Liga, quer na pré-época, venceu com um futebol algo baço. Por fim, o Benfica falhou mutos golos, mas jogou com a habitual coesão e ligação diante de um Chaves que será muito difícil de bater no seu reduto. Acho que a defesa está a melhorar na sua eficácia e Seferovic é mesmo um caso de um jogador que parece estar no clube já há alguns anos. Estão empatadas as 3 equipas, mas os jogos do Benfica, foram contra equipas, em teoria, bem mais difíceis.

Contraluz
- Palavra: Prélio.
Em desuso no futebol, significando luta, disputa ou competição (do latim proeliu). Uma alternativa semântica à palavra jogo, depois de esgotadas outros substantivos, tais como encontro, partida, embate ou disputa, umas mais bélicas, outras menos (de facto, um jogo pode ser uma batalha, sobretudo quando se alcandora o adversário à categoria de inimigo).
- Número: 24.
Golos nos jogos dos principais candidatos da Liga inglesa (Man. United, Man. City, Chelsea, Arsenal e Liverpool). Por cá, nos dos três grandes apenas 3 golos. Viva o futebol com golos!
- Lição: «O que eu fiz hoje foi muito duro, mas o que a minha mãe faz todos os dias é muito mais duro»
(depoimento tão belo quanto expressivo de Inês Henriques, em entrevista ao Público, após a medalha de ouro).
- Preferências: (minhas claras)
Arsenal na Inglaterra, Bayern na Alemanha, Barcelona em Espanha, Roma em Itália, Ajax na Holanda. Tudo vermelho ou perto disso..."

Bagão Félix, in A Bola

CONTAS FEITAS DÚVIDAS DESFEITAS - BENFICA TV - 17 AGOSTO 2017

                                           

JORNAL O BENFICA - BENFICA TV - 17 AGOSTO 2017 HD

                                           

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

UMA NOMEAÇÃO SIMPLESMENTE MISERÁVEL, MAS NÓS É QUE MANDAMOS NISTO


Rui Costa, da AF Porto, é o árbitro nomeado pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol para o jogo entre Benfica e Belenenses, sábado, no Estádio da Luz, relativo à terceira jornada da Liga.
No FC Porto-Moreirense vai estar Manuel Oliveira, da AF Porto, enquanto o encontro entre Vitória de Guimarães e Sporting, no Estádio D. Afonso Henriques, será dirigido por Hugo Miguel, da AF Lisboa.
Nomeações da terceira jornada:

Sexta-feira
Rio Ave-Portimonense, João Pinheiro (Braga); VAR: Luís Ferreira.
Sábado
Tondela-Estoril, António Nobre (Leiria); VAR: Fábio Veríssimo.
V. Guimarães-Sporting, Hugo Miguel (Lisboa); VAR: Jorge Sousa.
Benfica-Belenenses, Rui Costa (Porto); VAR: Vasco Moreira Santos
Domingo
V. Setúbal-Chaves, Manuel Mota (Braga); VAR: João Capela.
FC Porto-Moreirense, Manuel Oliveira (Porto); VAR: Tiago Martins.
Aves-SC Braga, Fábio Veríssimo (Leiria); VAR: Hélder Malheiro.
Marítimo-Boavista, Luís Godinho (Évora); VAR: Rui Oliveira.
Segunda-feira
Feirense-Paços de Ferreira, Carlos Xistra (Castelo Branco); VAR: Bruno Paixão.

OBS: Depois de uma arbitragem miserável no Benfica B - Nacional, este suíno tem como prémio arbitar na Luz o Benfica - Belenenses, isto é simplesmente  surreal, e reparem bem no VAR (vídeo-árbitro) o senhor Vasco Santos, a escumalha vem toda da inbicta, belo trabalho ó Costa e ó Fontanelas, e nós mandamos nisto...
Agora reparem nas equipas de arbitragem e dos VAR das osgas e dos andrades, muito interessante...

ANÁLISE DO BENFICA E DA IMPRENSA DESPORTIVA - BENFICA TV 17-08-2017

                                           

NETPRESS BENFICA TV HD :: 16 AGOSTO 2017

                                           

TEMPO CORRIDO BENFICA TV HD :: 16 AGOSTO 2017

                                           

PRIMEIRAS PÁGINAS


COMO ALIMENTAR O BICHO


Uma das coisas que Alex Ferguson sempre quis durante os quase 27 anos que orientou o Manchester United foi ter no plantel maus perdedores. Os tais 'bad losers', entre os quais se incluiam futebolistas como Gary Neville ou Roy Keane, eram garantia que a equipa nunca estava acomodada, que nunca se resignava perante as dificuldades e mantinha sempre intacta a sede de vencer.
Este é também um dos trunfos do Benfica. O clube soma quatro triunfos consecutivos no campeonato, mas conta com uma mão-cheia de jogadores com um alto espírito competitivo e habituados a lidar com a pressão. Rui Vitória falou, antes da estreia no campeonato, em "bicho competitivo". Algo que só se consegue quando se juntam na mesma equipa futebolistas como Luisão, Jardel, Fejsa, Salvio, Pizzi ou Jonas.

Por isso, e apesar de (ainda) não ter preenchido devidamente as lacunas no plantel, em especial com a saída de Ederson, o Benfica deve ser sempre olhado como o alvo a abater pelos rivais. A vitória em Chaves foi obtida nos descontos e de forma algo feliz, mas resultou de uma preserverança e sangue frio próprios de quem anda nestas lutas há muito tempo. Quantas equipas em Portugal conseguiriam marcar um golo daquela forma e naquele momento?

O próprio Jorge Jesus já falou várias vezes da necessidade de dar mentalidade de campeão ao Sporting. O técnico sabe bem qual foi um dos trunfos que teve - por mérito próprio - na Luz, em especial nos dois últimos campeonatos que venceu.
Sérgio Krithinas, in Record

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

AS LANÇAS APONTADAS - 16 AGOSTO 2017 - BENFICA TV [HD]

                                           

AA34


"Ontem saí de casa mais cedo e fui à pastelaria em frente beber um café. Quem me atendeu foi o André Almeida. Como precisava de fazer tempo, fui dar uma volta ao parque mais próximo e cruzei-me com o jardineiro que estava a cortar a relva. Era o André Almeida. Fez-se hora de ir à loja de costura levantar as calças que tinha deixado há dois dias por causa das bainhas. Estavam impecáveis, agradeci ao André Almeida. No regresso a casa, e por ser a caminho, fui cortar o cabelo. Não tinha marcação, nem sabia se daria, mas o André Almeida atendeu-me.
Esta pequena brincadeira introdutória levanta um pouco o véu sobre o que pretendo defender. Eu sei que o futebol é cada vez mais um desporto de craques e milhões que ofuscam operários e tostões, mas sempre tive e continuarei a ter o máximo respeito e admiração por jogadores como André Almeida. Falo dele porque acho que é um bom exemplo, mas poderia falar de muitos outros que sabem que nunca foram nem nunca serão foras de série, mas nem por isso deixam de ser competentes naquilo que fazem. Não precisam de ser os melhores para serem bons, vencendo as críticas e a desconfiança com muito trabalho.
O leitor pode chamar-me louco, mas eu consigo ver Cristiano Ronaldo quando olho para André Almeida a jogar. Não é no talento, obviamente, tão-pouco na estampa ou pujança física. É na mentalidade. Naquela garra, determinação e ambição como corre a cada bola, do primeiro ao último minuto, mesmo que, instantes antes, tenha sido ultrapassado ou tenha feito um mau centro. Isso aconteceu em Chaves, mais uma vez, e no entanto, com o jogo a chegar ao fim e o Benfica a precisar de marcar, lá andava André Almeida, a encontrar forças no fundo da alma para ir lá acima mais uma vez. E outra, e mais outra...
Sempre com a mesma disponibilidade com que me serviu um café, com que cortou a relva do jardim, com que fez as bainhas das minhas calças e me cortou o cabelo. Há muitos Andrés Almeidas neste mundo. No futebol e na vida."

Gonçalo Guimarães, in A Bola

FOI PARA ISTO MESMO


No lançamento do jogo, Rui Vitória dedicou algum tempo a falar de Seferovic. Disse mesmo que foi para mostrar isto (leia-se entendimento com Jonas e golos) que o Benfica foi buscar o ponta-de-lança. Ora, como bom suíço que se preza, Seferovic não deixou os créditos por mãos alheias e ao cair do pano, pelo buraco da agulha, teve uma finalização sublime e deu os 3 pontos ao Benfica.
Foi sofrido mas merecido. Depois de uma 1ª parte intensa em que o Chaves conseguiu dar (muito) troco, o Benfica assumiu por inteiro a despesa do jogo e os transmontanos, à falta de fundo de maneio mais generoso, mas sem querer viver só de esmolas, tiveram de ser austeros e poupados. Não foi suficiente. A fortuna do suíço dá todo o crédito ao Benfica. A verdade é que os grandes sofreram muito esta jornada. Foram também iguais no resultado mas alcançaram o essencial. E ninguém pode contestar o mérito das suas vitórias.
António Magalhães, in Record

PEDRAS NO CAMINHO DA FELICIDADE


"Benfica acabou por merecer a vitória, mas há que destacar também a boa réplica do Chaves.

Discutir protagonismo
1. Na primeira parte registou-se algum equilíbrio. O Benfica entrou bem no jogo, mas o Chaves, com muito mérito, fruto da capacidade colectiva, conseguiu discutir o protagonismo na partida e acabou até os primeiros 45 minutos em crescendo. Do lado do Benfica, neste período, era basicamente o corredor direito a revelar-se mais activo e incómodo, sobretudo através da capacidade de André Almeida em projectar-se ofensivamente e da forma como Salvio ocupava muito bem o espaço interior e procurava ainda zonas de finalização, acabando por ser o jogador mais em evidência e mais produtivo do lado encarnado.

Momento de recuar
2. Na segunda parte, os primeiros minutos foram de grande intensidade de parte a parte, com oportunidades sucessivas, mas aos poucos o Benfica acabou por obrigar o Chaves a remeter-se a um jogo essencialmente defensivo. Aliás, depois da oportunidade por Jorginho, num remate para excelente defesa de Varela, a equipa da casa nunca mais se viu em termos ofensivos - teria mais à frente um contra-ataque que resultou em remate de Jorginho, novamente, mas ao lado da baliza. Essa quebra do Chaves ficou a dever-se sobretudo ao desgaste dos seus extremos, que deixaram de ter capacidade para proporcionar saídas.

Pela direita, pois claro
3. O Benfica acabou por ter alguma felicidade ao chegar à vitória nos últimos minutos, já em tempo de compensação, mas não em causa a vitória, acabou por merecê-la. Contudo, deve destacar-se também a boa réplica do Chaves, sobretudo na primeira parte, conseguindo equilibrar o jogo e até superiorizando-se em alguns momentos. No momento em que o Chaves, conforme referido atrás, fez a sua concentração defensiva de forma mais declarada, para tentar anular as investidas do Benfica, as dificuldades das águias tiveram sobretudo a ver com o facto de não conseguirem dar largura ao seu jogo. E com as saídas de Cervi, primeiro, e Salvio, depois, a equipa simplesmente deixou de ter capacidade para flanquear o jogo, a não ser pela direita, com André Almeida e Rafa, já que na esquerda Eliseu não revelava capacidade para chegar ao último terço com qualidade e era sobretudo Seferovic a descair para essa zona, ele que é claramente jogador de corredor central. Tornava-se assim mais fácil para a Chaves anular muitos dos ataques do Benfica, o que não aconteceu, porém, no lance do golo, precisamente nascido no lado direito e concluído no coração da área pelo avançado suíço.

Estão avisados
4. Em resumo, vincar que foi um bom jogo e a prova de que os grandes não vão ter vida fácil no campeonato português. Vão encontrar adversários bem organizados e com capacidade para discutir os resultados."

João Carlos Pereira, in A Bola

ANÁLISE DO BENFICA E DA IMPRENSA DESPORTIVA - BENFICA TV 16-08-2017

                                           

NO BENFICA NÃO HÁ "ESTRELAS NEM EGOÍSTAS"


Avançado recorda que, na Luz, "vencer é a única coisa que interessa". O sucesso do clube está acima de vaidades individuais
Mais uma jornada, mais um golo e desta feita Seferovic ofereceu a vitória às águias com o único festejo da partida no terreno do Chaves. Um toque subtil já em tempo de descontos levou à explosão de alegria entre os adeptos, mas o reforço é a antítese de qualquer discurso de exaltação da sua performance individual. Proveniente do Eintracht Frankfurt, o novo camisola 14 está maravilhado com a união entre os tetracampeões.
"É uma verdadeira equipa. Não há estrelas, nem egoístas. O espírito é sensacional. Para toda a gente, apenas um coisa interessa: o sucesso. Não interessa se é um jogo particular ou a Supertaça, a equipa quer sempre vencer. Só vencer. O sucesso da equipa, do clube, está acima de todos", dispara o avançado, em entrevista ao sítio da Federação Suíça de Futebol. Da mudança do emblema da Bundesliga para a Luz, admite sentir a paixão da massa adepta, sempre agregada a elevada dose de responsabilidade. O único treino aberto até aqui, recorda, deixou o apoio bem patente. "Claro que sinto a ambição. Só para dar um exemplo, quando o treinador abriu um treino antes do arranque do campeonato e estavam lá 7 mil pessoas! Nem sei de onde vieram tão de repente. Mas é o Benfica. Impressionante!", prossegue.
Confrontado sobre se a sua casa em Frankfurt tinha passado para Gelson Fernandes (reforço do Eintracht), Seferovic não contém o riso e até revela a ‘morada’ do seu companheiro de seleção. "O Gelson vive na cidade, em zona bastante central. Eu vivia fora. Bonito, sossegado e na natureza", esclarece, adiantando que em Portugal tomou a mesma decisão: "Em Lisboa é igual. Não conheço tão bem a cidade, mas conheço-me e sei que gosto mais de estar fora do centro, da confusão e do aglomerado de pessoas. Com a ajuda do clube, eu e a minha namorada encontrámos uma casa linda, não muito longe da cidade. Estou a 15/20 minutos do Caixa Futebol Campus, se não houver trânsito…", remata.
‘Tesão’ de jogar na Luz.
Jogador já entende português.
Seferovic fez até agora apenas um jogo na Luz e nesse embate com o Braga até marcou. O ambiente, vinca, é difícil descrever. "Espetacular. Tesão! Nem devia dizer isto aqui, não é? (risos)", sublinha.
Em final de contrato com o Eintracht Frankfurt, Seferovic comprometeu-se com o Benfica já em janeiro último na condição de jogador livre. E logo aí começou a aprender português. Agora, diz já entender boa parte do que lhe dizem, desde que não seja em alta velocidade. Para sua sorte, diz, Rui Vitória nem tem muito esse hábito.
"A minha transferência já estava acertada há mais tempo, por isso tive aulas de português antes de chegar. Já percebo muitas coisas, desde que as pessoas não falem muito rápido. E o treinador também não o faz muitas vezes", adianta o internacional suíço.
Preocupado com a legalização do carro em Portugal
Seferovic fez questão de trazer o seu carro pessoal para Lisboa e, apesar de ter alinhado nas três últimas épocas no Eintracht Frankfurt, mantém a viatura com matrícula suíça. Algo que, de resto, diz já lhe ter dado problemas em Portugal. "Esta semana acertámos todos esses detalhes burocráticos. Ou quase. Só ainda tenho de mudar as matrículas do carro. Em Portugal, não podem circular matrículas suíças muito tempo. Se não tiver matrículas portuguesas, apreendem-me o carro. É como no futebol: primeiro um aviso, depois estás fora de circulação", revela.

BENFICA 21 HORAS 15-08-17

                                           

PRIMEIRAS PÁGINAS: MANCHETES MUITO TRISTES, COMPREENDE-SE


terça-feira, 15 de agosto de 2017

IMAGINEM QUE ERA COM O BENFICA


1. Imaginem que o Benfica vencia um jogo em casa com um penálti discutível, assinalado aos 86 minutos por um árbitro que, nas duas partidas anteriores do clube por ele arbitradas, já havia marcado quatro penáltis, três deles favoráveis. Imaginem ainda que, terminada a partida, Rui Vitória, com candura, afirmava que o árbitro em questão estava "melhor de ano para a ano".
Não é preciso grande imaginação para antecipar o que sucederia. Declarações inflamadas de diretores de comunicação, posts no Facebook de presidentes, adeptos inflamados nas redes sociais e apelos à regeneração do futebol português. Se este cenário se tivesse concretizado, não faltaria quem garantisse que pouco contava o que as equipas jogavam, as vitórias do Benfica deviam-se ao controlo das arbitragens.

Para que conste, tendo em conta o domínio do jogo, o Sporting mereceu vencer o jogo contra o Setúbal (se bem que, no futebol, não se ganhe aos pontos); a jogada decisiva pode bem ser penálti (da mesma forma que há muitos penáltis semelhantes que não são assinalados e chega a ser comovente ouvir os mesmos que declaram, sem hesitações, que a falta sobre Bas Dost não deixa dúvidas e relembrar o que disseram sobre a jogada a papel químico, na temporada passada, sobre Lindelöf em Alvalade). Quanto a Bruno Paixão, a aproximar-se do ocaso da carreira, mesmo tendo melhorado, continua a ser um árbitro sofrível.
Um olhar otimista vislumbra, contudo, virtudes no que aconteceu ao Sporting. Tendo a temporada começado sob o mesmo manto de desconfiança com que terminou o campeonato passado, este episódio em Alvalade pode ter um efeito profilático. Demonstrar que todos os clubes têm razões de queixa e, também, motivos para agradecerem às arbitragens e que, ao contrário do que se quer fazer crer, o futebol português tem feito muitos progressos na regulação, na disciplina, na promoção do jogo e até na qualidade das arbitragens. Falta, contudo, que o ambiente em torno do futebol se torne mais respirável.
Para começo de conversa, era necessário que os diretores de comunicação perdessem protagonismo e não passassem o tempo a desafiar as suspensões que sobre eles incidem; que a direção da Liga cuidasse ativamente de defender o futebol português e que o tempo perdido na comunicação social em análises infindáveis e subjetivas ao desempenho dos árbitros fosse substituído por discussão sobre o jogo jogado. Será pedir muito?
2. O Benfica fez mais do que o suficiente para vencer o jogo contra um Chaves de futebol positivo, com a marca de um treinador de grande, Luís Castro. A mesma vontade de vencer, um sem número de oportunidades de golo e até – tal como contra o Braga – uma dinâmica ofensiva mais interessante do que na temporada transata (muito fruto da participação do avançado ‘3 em 1’ que é Seferovic). Até ver, o Benfica está a jogar mais futebol do que na época passada.
Pedro Adão e Silva, in Record

105 x 68 - BENFICA TV - 15 AGOSTO 2017

                                           

OS CAMPEÕES DAS PEQUENAS COISAS


É bem verdade que um campeão, em Portugal, precisa de ser o mais regular dos mais fortes. Como é verdade que dificilmente se pode explicar um campeão por um lance, um pormenor, um momento, muito embora para a posteridade tenha ficado aquele título do FC Porto à custa do improvável golo de Kelvin. Mas é importante reconhecer que um campeão também pode ser construído por pequenas coisas, como essa de ser capaz de acreditar que pode vencer até ao último momento do jogo.
Ontem, o Benfica deu um pequeno, mas não se sabe se importante passo, no caminho difícil e ainda longínquo dessa sua ambicionada conquista do penta. Um jogo muito complicado, que nem sequer correu ao sabor dos ventos da fortuna. Um adversário competente, muito competitivo, muito a saber o que tinha de fazer em campo, coisa que não é propriamente uma novidade nas equipas de Luís Castro. E, mesmo assim, o Benfica foi mentalmente forte para marcar e merecer marcar o golo da vitória já além daqueles noventa minutos que muitos comentadores televisivos, não se sabe bem porquê, costumam classificar de regulamentares.
Da explicação da história do jogo rezará, obviamente, a crónica na visão do cronista, mas é imperativo assinalar a boa saúde física e mental deste Benfica com assinatura de Rui Vitória. Acossado por críticas, dúvidas e pelos maiores elogios aos seus adversários mais directos, o Benfica, tal como já parecia prever o seu treinador, começou mal a pré-época, mas começou bem a época. Um título na Supertaça e duas vitórias firmes no campeonato em jogos de alto coeficiente de dificuldade."

Vítor Serpa, in A Bola

UM AZAR DO KRALJ


Um Azar do Kralj acredita que há algo de Tarantino na época de Jardel e que Pizzi merece um qualquer tacho institucional no futuro
Nos dois primeiros jogos a titular da época, o central brasileiro parecia a Vasco Mendonça e Nuno Dias uma espécie de Uma Thurman no filme "Kill Bill", quando esta acorda do coma numa cama de hospital, ainda debilitada e sem força para se levantar, e começa a preparar a sua fuga. Mas aos poucos parece estar de volta.
BRUNO VARELA
Excelente defesa aos 48’ a cimentar o seu estatuto de único gajo em condições de safar isto. Não lhe deram muito mais para fazer. Bruno Varela vai percebendo aos poucos que a titularidade de um guarda-redes num clube grande tem tudo para se tornar uma opção bastante sedentária, especialmente quando esse clube tiver uma defesa 100% funcional.
ANDRÉ ALMEIDA
De cada vez que André Almeida saca um cruzamento, parece ser a primeira vez que o faz. Já para o adepto, é sempre como se fosse a centésima nova vez. O desfecho é sempre uma incógnita: nunca sabemos se a bola vai para o pinheiro, para o pinhal ou para a outra linha lateral. Enfim. Seja a defender ou a atacar, André Almeida tem sempre aquele misto de entusiasmo e deixa-me lá ver como é que se faz isto, um tipo de atitude que é amorosa numa criança de 4 anos e num futebolista profissional se torna assustadora. A malta reconhece o voluntarismo de André Almeida, mas vê-lo semanalmente a titular sabendo que não há pelo menos um Nélson Semedo a recuperar de lesão é uma atividade muito desgastante em termos emocionais.
LUISÃO
Foi batido uma vez de forma comprometedora, por Ricardo Carvalho, perdão, por Nuno André Coelho aos 75’. Tirando isso resolveu quase tudo o que lhe apareceu à frente e só não marcou porque a bola passou muito longe da baliza em todas as tentativas.
JARDEL
Ok, já percebemos. Os dois primeiros jogos de Jardel a titular foram aquela cena do Kill Bill em que a Uma Thurman acorda numa cama de hospital, ainda debilitada e sem força para se levantar, e começa a preparar a sua fuga. O desgaste físico é brutal. Uma Thurman mal se consegue mexer, mas ainda não perdeu totalmente a lucidez. Bastou acordar do coma para voltar a si. Há no entanto uma diferença importante que devemos referir: ao contrário do que acontece no filme, Jardel não chegou a ser molestado sexualmente. No entanto, podemos dizer que as suas primeiras exibições esta época foram de uma violência inesperada e desnecessária. Felizmente para nós, o verdadeiro Jardel parece estar de volta. É certo que ainda o faz em grande esforço, mas aos poucos lá se conseguiu sentar ao volante do Pussy Wagon. Seja bem aparecido.
ELISEU
A 20 de Julho, duas mil pessoas em Portugal aguardavam por um transplante renal. O tempo de espera chega a atingir os cinco anos. Felizmente para ele, os rins de Eliseu só faleceram no mundo metafórico do comentário futebolístico de gosto duvidoso. De resto, nada como um emprestado do Sporting com cabelo oxigenado e uma atitude insuportável para tirar um gajo do sério.
FEJSA
Duelo com William
PIZZI
Como sempre, passou 90 minutos à procura de linhas de passe que mantivessem o Benfica no rumo do título. Hoje fez horas extraordinárias e foi preciso esperarmos até aos 92 minutos para ver um dos seus proverbiais meios golos que nenhum placar, VAR ou história do jogo fará a devida justiça em reconhecer. Se somarmos os meios golos de Pizzi ao serviço do Benfica, o homem já tem quase tantos golos marcados como Jonas. Continua assim, miúdo. Mais dez anos disto e tens um daqueles tachos de director de relações internacionais à tua espera. Sim, podem ser institucionais. Sei lá, logo se vê Pizzi. Já me arrependi de ter falado nisso.
SALVIO
Os quatro primeiros lances de perigo foram seus. Apesar de nenhum ter resultado em golo, é um registo notável se considerarmos que nenhum dos quatro primeiros lances estúpidos foi da sua autoria. Salvio tem sido uma ameaça constante, para os adversários e para os adeptos. Nunca sabemos quem é que lhe vai rogar pragas, nós ou os outros. Hoje, por acaso, chateou muito mais os adversários e é de louvar. Deve ser um daqueles sistemas de rotação estilo liga inglesa.
CERVI
Agredido por Matheus
Importantíssimo no ataque
JONAS
Procurou estoicamente golos, desmarcações de colegas e o sentido da vida, mas à medida que o tempo passava foi esbarrando no autocarro do Chaves. É certo que se trata de um autocarro espaçoso com mudanças automáticas, cadeiras totalmente reclináveis, ar condicionado, USB, bluetooth, minibar e uns ecrãs para jogar FIFA, mas não deixa de ser um autocarro. O seu remate - excessivamente certeiro - ao poste na segunda parte foi o ingrediente de que o jogo precisava para o adepto se convencer de que hoje não havia mesmo maneira de marcar, o que só tornou tudo mais agradável no final. Obrigado, Jonas.
SEFEROVIC
Foi estranho (isso ou mérito do Chaves). Seferovic passou boa parte do jogo a desenhar umas diagonais ininteligíveis para fugir aos excelentes defesas do Chaves. Por esse motivo, perdeu demasiado tempo com ideias irrelevantes como passes para o lado, triangulações com colegas, e cruzamentos para ninguém. Nada mais ilógico, se pensarmos na carreira de tiro em que o seu pé esquerdo transformou a pequena área dos adversários. Uma diagonal mais longa no início da segunda parte levou-o a abandonar o relvado. Foram dar com ele desorientado na A-52 a chegar a Ourense. Imaginem, um suíço que nem de Telheiras para o Estádio da Luz sabe ir. Felizmente, ambos os países têm boas auto-estradas e o jogador regressou ao Municipal de Chaves, mais concretamente à grande-área adversária do Grupo Desportivo da mesma cidade, a tempo de marcar um golo de calcanhar com uma classe só vista em Bergkamp no Mundial de 98 ou numa época qualquer do Arsenal.
RAFA
Eu até falava dos vários lances inconsequentes em que participou, mas não depois de uma assistência para golo que decidiu o resultado.
RAUL JIMENEZ
Não está habituado a não salvar a equipa nos minutos finais. Espera-lhe uma noite de sentimentos contraditórios.
FILIPE AUGUSTO
Sim, o que é que tem?

ANÁLISE DO BENFICA E DA IMPRENSA DESPORTIVA - BENFICA TV 15-08-2017

                                           

ESPECIAL BENFICA TV HD :: CHAVES 0 X 1 BENFICA :: 2ª JORNADA LIGA NOS 17/2018

                                           

PRIMEIRAS PÁGINAS: ESFEROVITE ESTRAGOU O FESTIM AOS JORNALEIROS


SEFEROVIC RESOLVE


Luís Castro tem um proposta de jogo bem definida. E essa proposta passa por jogar futebol de qualidade, atacar com futebol apoiado, com critério - ou seja, jogar como equipa grande, mesmo contra um dos grandes.
Mas se o futebol está lá, faltará ainda ao Chaves a endurance para aguentar 90 minutos no mesmo registo e com a mesma intensidade frente a uma equipa como o Benfica - não porque não haja qualidade, mas porque o físico não aguenta tudo isso. E se o Chaves perdeu este jogo, foi mesmo porque, em bom português, estourou.
Um estouro que o Benfica acabou por só aproveitar no final, mesmo ao cair do pano, com Seferovic a provar que também há felicidade reservada para os encarnados ao minuto 90’+2, uma felicidade encontrada no buraco da agulha, por entre as pernas de Ricardo, o único sítio por onde aquele remate do suíço poderia entrar.



Em boa parte do primeiro tempo, os papéis inverteram-se: o Chaves a jogar em ataque organizado, em poucos toques, a chegar com facilidade à área contrária, muito graças à qualidade de passe de Tiba e à magia nos pés de Jorginho e Matheus Pereira, enquanto o Benfica tentava aproveitar os pontos fracos dos flavienses, procurando jogar em profundidade, nas costas de uma sempre muito subida defesa dos da casa.
E entre o ter e o haver, a verdade é que houve mais futebol do Chaves, mas as melhores oportunidades foram sempre do Benfica, com Salvio, em evidência, a falhar um punhado delas. Primeiro aos 8 minutos, num remate cruzado ao qual Ricardo se opôs bem. Dez minutos depois, de novo o argentino, que após um canto sacou de um daqueles remates raros que aliam força à colocação, esbarrando apenas e mais uma vez na atenção do guardião do Chaves. A maior de todas aconteceria, porém, aos 25 minutos, quando lançado em profundidade, o argentino rematou mal, mas a tabela em Ricardo fez a bola rolar caprichosamente para a baliza, com Nuno André Coelho a salvar praticamente em cima da linha.


Nos intervalos dos falhanços de Salvio, o Chaves jogava bem, bastante bem até. Jorginho, do lado direito, e Matheus, do lado esquerdo, iam dando água pela barba a André Almeida e Eliseu - que tantas vezes foram obrigados a jogar em falta para os travar - mas faltava sempre o último homem, o elemento que desse sequência à proposta de Luís Castro.
Com o Chaves a não materializar em golos a superioridade no chamado jogo jogado, o final da 1.ª parte trouxe mais dois lances de perigo do Benfica. Aos 40’, a bola só não foi direitinha para um Seferovic isolado em frente à baliza porque Nuno André Coelho fez um corte de belo efeito, de calcanhar - ou pensam que o bonito está apenas reservado aos atacantes? E cinco minutos depois, novamente Nuno André Coelho decisivo: Seferovic e aquela locomotiva que parece trazer no peito adiantam-se rumo à área, mas o central cortou bem, em carrinho, no momento certo.
AQUELE MINUTO 48… E O 90’+2
Os bons jogos são aqueles que não têm quebras, que recusam momentos mortos, que dizem que não ao controlo. E as duas equipas voltaram dos balneários sem vontade nenhuma de tornar o que estava a ser um belo jogo de futebol em outra coisa qualquer.




De alguma forma, a 2.ª parte foi ainda melhor que a primeira: foi, pelo menos, mais louca. E apesar do ascendente do Benfica, houve perigo nas duas balizas. Paradigmático do que acabei de escrever mesmo foi o minuto 48.
Primeiro, Jardel falha espectacularmente o corte a um cruzamento na esquerda do ataque do Chaves e Jorginho, rapaz de talento e que, nota-se, aprendeu umas coisas enquanto junior na academia do Manchester City, aproveitou o voo falhado do brasileiro para ficar bem colocado em frente a Varela. O remate saiu em jeito, com bom jeito, mas o guarda-redes encarnado esticou-se bem - foi a primeira vez que o Chaves criou perigo iminente na baliza do Benfica.
E nada mais do que na jogada seguinte, a resposta, com Jonas a acertar no ferro após um belo cruzamento atrasado de Salvio.
A partir daí houve mais Benfica ao ataque, com Cervi em bom plano até, de forma estranha, Rui Vitória optar por o tirar de campo. O Chaves ainda voltou a criar perigo num remate cruzado de Jorginho, mas a quebra física foi mais que evidente e a partir do último quarto de hora a ordem foi mesmo para aguentar e suster o ataque encarnado e confiar em Ricardo, guarda-redes experiente que foi respondendo com segurança aos remates mais perigosos.
E talvez por isso aquele minuto 90’+2 tenha sido particularmente inglório para o guardião do Chaves, ao ver um cruzamento de Rafa ser emendado por Seferovic, com um toquezinho subtil, suficiente para colocar a bola por entre as suas pernas, ali, no buraco da agulha.




Jardel garantiu, depois da vitória sobre o Chaves (0-1), que os encarnados sempre acreditaram num resultado positivo.
"Sabíamos que íamos encontrar uma equipa muito difícil, foi um jogo complicado em ambas as partes, mas tivemos as melhores oportunidades. O golo demorou um pouco a sair, mas ficámos felizes com a vitória e com o golo", começou por dizer na zona de entrevistas rápidas.
"Faz parte do trabalho da equipa, circular bem a bola, criar oportunidades de golos, foram 21. Por vezes, a bola demora a entrar, mas conseguimos, e ainda bem. Tivemos o apoio de um público fantástico, isso é que importa", analisou.
O defesa-central garante que a equipa confiou sempre num resultado positivo e correu atrás dele.
PS: A pergunta continua a ser feita, mas afinal onde pára o videovasco nos jogos do Benfica? Aquela cacetada no Jonas aos 56 minutos dentro da área é de bradar aos céus,onde andas pá?

domingo, 13 de agosto de 2017

GD CHVES-BENFICA: FACTOS E CURIOSIDADES


Na 2.ª jornada da Liga NOS, o Tetracampeão defronta os flavienses, num desafio marcado para as 21h00 da próxima segunda-feira.
Depois da vitória caseira frente ao SC Braga, o SL Benfica viaja até Trás-os-Montes para defrontar a formação do GDChaves. O único objetivo em mente é a conquista de mais três pontos.
Como em qualquer desafio, existem factos e curiosidades que o rodeiam e contextualizam… Fique a saber quais são, neste caso específico.
Factos e Curiosidades
- Pela 4ª temporada consecutiva, o Benfica venceu na primeira jornada, feito que não conseguira nas sete épocas anteriores (três delas na Luz);
- O Benfica venceu na 1ª jornada do Campeonato Nacional em casa pela 31ª vez em 40 jogos;
- O Chaves, nas últimas dez temporadas, teve apenas uma participação na primeira divisão (2016/17), conseguindo o 11º lugar. É a sua 15ª participação na principal prova do futebol português. A sua melhor classificação foi o 5º lugar, em 1986/87 e 1989/90;
- Benfica e Chaves nunca se defrontaram na 2ª jornada, nem alguma vez a primeira deslocação do Benfica num campeonato foi a Chaves;
- O resultado mais frequente, com quatro ocorrências em 14 jogos, no Chaves – Benfica é 0‐1; Com duas ocorrências: 1‐0; 0‐2; 1‐2; A vitória mais expressiva ocorreu em 1998/99: 0‐4;
- O Benfica venceu as últimas seis partidas frente ao Chaves; Em 31 jogos, ganhou 25, empatou 3 e perdeu 3. Marcou 64 golos e sofreu 14;
- O Benfica não perdeu nos últimos 14 jogos em competições oficiais (9 vitórias e 5 empates); Nos últimos 22 jogos oficiais, perdeu apenas uma vez, empatou cinco e venceu 15;
- Nas competições nacionais, o Benfica leva 20 jogos sem conhecer a derrota (15 vitórias, 5 empates); Em casa, são 30 (26 vitórias e 4 empates); Como visitante são 8 (5 vitórias 3 empates);
- Na segunda jornada, o Benfica venceu 55 vezes, empatou 16 e perdeu 12; Nas 40 ocasiões em que o Benfica jogou fora, ganhou 24, empatou 7 e perdeu 9;
- Na primeira deslocação do Campeonato Nacional, o Benfica obteve 44 vitórias, 22 empates e 17 derrotas;
- Nos 36 títulos conquistados, o Benfica venceu 26 vezes, empatou 7 e perdeu 3 na segunda jornada; Nesses 36 campeonatos, jogou 16 vezes fora, conseguindo 11 vitórias, 2 empates e 3 derrotas; Nas 36 primeiras deslocações, ganhou 26, empatou 5 e perdeu 5;
- O melhor resultado conseguido pelo Benfica enquanto visitante na segunda jornada foi na temporada 1943/44, batendo o Salgueiros por 6‐1 (em 2012/13 venceu em Setúbal por 5‐0); Em 1957/58, também em Setúbal, teve a melhor estreia fora: 6‐1;
- Veloso é quem mais defrontou o Chaves fora pelo Benfica em competições oficiais (9). E é também o que contribuiu para mais vitórias nas visitas aos flavienses (6);
- Nuno Gomes, com 3 golos, lidera o rankings de melhores goleadores benfiquistas nas deslocações ao reduto do Chaves;
- Eusébio e Joaquim Teixeira, com 4 golos cada, são os melhores marcadores benfiquistas nos jogos fora relativos à 2ª jornada;
- Os treinadores Rui Vitória e Luís Castro defrontaram‐se duas vezes, com duas vitórias para Rui Vitória, três golos marcados e nenhum sofrido;
- Rui Vitória, ao serviço do Benfica frente ao Chaves, tem 2 jogos e 2 vitórias; Na sua carreira, em 5 desafios, venceu 4 e empatou 1;
- Alguns atletas que representaram ambos os clubes: Raphael Guzzo, Carlos Ponck, Manduca, João Fonseca, Jorge Silva, Garrido, Raúl Águas…

BRUNO VARELA


Foi com particular satisfação que vi chegar ao topo da pirâmide mais um jovem jogador português 'nascido e criado' na escola de formação do Sport Lisboa e Benfica. Desde 2006, quando chegou do Ponte de Frielas, alto e magrinho, sempre mostrou e assumiu o que queria ser 'quando fosse grande'. É certo que necessita de provas de fogo e de competir, competir e competir! No entanto, é já visível a olho nu que o Benfica tem um guarda-redes a sério. Um 'arquero', como aqui se diz, com quem pode contar no presente e no futuro. Um ativo que irá dar uma 'mais-valia' significativa. Ao ver este 'puto' na baliza, confiante e autoritário, não posso deixar de relembrar, entre muitos outros que tivemos, um episódio que mostra o seu caráter e a sua vontade de ser 'figura'.

Corria o ano de 2012 e o Bruno estava na equipa B do Benfica. Chegou um dia ao treino com um corte de cabelo tipo 'pele vermelha'. Com 'cristas' e tudo! Perguntei-lhe o que era aquilo. Se achava que a imagem que apresentava se coadunava com a de um profissional do Benfica. Se pensava algum dia jogar na equipa principal do Glorioso. Porque, disse-lhe eu, com aquele corte, ninguém o iria levar a sério! Com um ar surpreso e pensativo, não me respondeu!
- "Amanhã quero-te cá com um corte de cabelo à homem e que não faça rir as pessoas e principalmente os teus colegas."
- "Sim, senhor Carraça", respondeu ele.
E assim foi! No dia seguinte, lá chegou com o cabelo rapado e com um sorriso nos lábios.
- "Assim está bem?"
Como resposta, fiz-lhe uma festa na face e dei-lhe uma forte e amiga palmada nas costas! E verifico, ainda hoje, que mantém o mesmo corte de cabelo. Agora como titular da baliza do tetracampeão nacional.
António Carraça, in Record

MAIS UM GRANDE ROUBO


Empatou com o Nacional da Madeira no Seixal (2-2).
Três meses após o último jogo no Seixal (frente ao Sporting de Braga) o Benfica B voltou a casa tendo defrontado um dos principais candidatos à subida de divisão, o Nacional da Madeira. No final da partida registou-se um empate a duas bolas. Alan Júnior bisou.
Depois da derrota na 1.ª jornada frente à Oliveirense (1-2), a equipa de Hélder Cristóvão queria limpar a imagem e amealhar os primeiros três pontos da prova. Frente ao último classificado da pretérita Liga NOS o técnico encarnado utilizou quatro jogadores juniores de segundo ano- Florentino, Gedson, Jota e Nuno Santos- mais uma prova da aposta do Clube na formação.


Numa primeira parte calma e equilibrada, sem muitas oportunidades, foi o Nacional a aproveitar a única ocasião de golo e aos 28’ João Camacho fez o primeiro do encontro. Até ao intervalo o jogo manteve-se equilibrado com o resultado a não ser alterado.

No reatamento, o Benfica B entrou mais rápido e decidido a mudar o rumo do resultado. Aos 58 minutos Nuno Santos com um tiro portentoso de pé esquerdo atirou a bola à barra. Dois minutos depois, a bola entrou mesmo após um cabeceamento certeiro do reforço Alan Júnior. Estava então feito o empate no Seixal, que só duraria 9 minutos. Aos 69’ aproveitando o facto de Ferro estar caído no relvado, a equipa de Costinha voltou-se a colocar na frente do marcador por Ricardo Gomes.

Na entrada do último quarto de hora, o guarda-redes do Benfica Ivan Zlobin foi herói ao defender uma grande penalidade de Ricardo Gomes, muito mal assinalada pelo árbitro Rui Costa. Na sequência do lance o mesmo jogador enviou a bola ao poste.



Alan Júnior não quis ficar atrás do guarda-redes encarnado e a 5 minutos do fecho do encontro bisou, repondo a igualdade, desta feita a duas bolas.
Até final o marcador não voltaria a funcionar, embora a equipa da casa tenha lutado para mudar o rumo dos acontecimentos. O 2-2 final acaba por ser um resultado justo, porém a existir um vencedor só poderia ser o Benfica B.
O Nacional da Madeira soma assim o segundo ponto na II Liga, depois de na primeira ronda ter também empatado com o Penafiel (1-1). Na próxima jornada a equipa secundaria do Clube da Luz irá ao norte do país jogar frente ao Famalicão.
A equipa B do SL Benfica disputou este domingo a 2.ª jornada da II Liga. Frente ao CD Nacional, as águias tiveram de correr atrás do prejuízo, reagiram bem e acabaram por empatar a duas bolas… um resultado que mesmo assim que não se ajusta ao produzido pelos encarnados, que mereciam mais.
“Não estou satisfeito com o resultado. Com a forma como reagimos e jogamos, sim, estou satisfeito. Mostrámos personalidade, encostámos o Nacional, uma equipa experiente e que nos respeitou muito. Fomos sempre uma equipa que tentou e quis fazer um jogo diferente, queríamos a vitória, mas a 2.ª Liga é isto. Deixámos uma imagem muito boa, sendo que este é um período muito bom para crescermos. Contem connosco neste Campeonato”, afirmou o treinador, na flash interview, à BTV.
Os dois golos das águias foram apontados pelo estreante Alan Júnior.
“Foi um jogo muito difícil, frente a uma equipa de qualidade, que chega da 1.ª Liga. Entrámos fortes e, quando estávamos por cima, sofremos um golo em transição. Agora é trabalhar muito para não cometer erros e vencer já no próximo jogo. Lutámos até ao ultimo minuto, fomos melhores e o resultado não se coaduna. Jogar com este embleme é gratificante, orgulho e jogar com o apoio dos adeptos é maravilhoso”, disse Alan Júnior à BTV.