quarta-feira, 20 de setembro de 2017

UM GOLO, NÃO A VITÓRIA


As contas do Benfica, já se esperava, foram boas, com um lucro recorde no futebol português. Algo anunciado, após uma temporada em que foram transferidos Gonçalo Guedes, Hélder Costa, Ederson e Lindelöf, entre outros - faltam ainda as vendas de Nélson Semedo e Mitroglou, que só entrarão no final do exercício atual.
Mas há sinais que devem deixar alerta os responsáveis do clube da Luz. Para começar, o facto de o resultado com direitos de atletas ser menos de metade do valor recebido por vendas. Entre gastos associados às vendas de jogadores, entre os quais estão as comissões, e as amortizações e perdas de imparidade (custo atual dos futebolistas contratados) são mais de 60 milhões de euros.

O grande aumento dos custos com pessoal, onde se incluem os salários de jogadores, treinadores e estrutura, é algo que deve ser também olhado com cuidado. No Benfica, esta rubrica passou de 61,5 para 74,7 milhões de euros. Para se ter uma ideia, na época 2015/16, FC Porto chegou aos 75,8 milhões de euros (ainda que sem prémios por vitória na Liga) e anunciou a intenção de reduzir este valor em 20 milhões.
A redução do passivo em pouco mais de 17 milhões de euros acaba, por isso, por ficar algo abaixo das expectativas criadas. É certo que a tendência, pelo desinvestimento na equipa principal neste defeso e pelas vendas já feitas, é manter a redução da dívida nos próximos exercícios. Os adeptos querem festejar golos, mas muito do futuro do Benfica joga-se nestes comunicados à CMVM. Este foi um golo, mas não garante a vitória.

Sérgio Krithinas, in Record

O CAMINHO DA RETOMA


O Benfica apresentou um lucro histórico de 44,5 milhões de euros. É o resultado de um trajeto de sucesso desportivo com tudo aquilo que ele representa: vendas extraordinárias que não deixam de ser acompanhadas de custos elevados. A opção foi claramente assumida por Luís Filipe Vieira. O objetivo é abater o passivo para que o legado seja não apenas títulos e infraestruturas mas também um clube governável. O Benfica segue no caminho da retoma.
No momento em que o Benfica transmitia essa boas novas, a equipa de futebol sentia de perto o desagrado dos adeptos das claques face aos últimos resultados. O episódio não é mais do que o reflexo de um descontentamento generalizado ainda que cruel e desmesurado e por alguns oportunisticamente aproveitado. Para todos, porém, está na hora de retomar o caminho dos êxitos. O próximo ciclo competitivo será determinante para se perceber se o espírito ganhador e de união ainda está presente no balneário de Vitória.

Muitos jornalistas sairam do Record e todos deixaram a sua marca nesta casa. Vanda Cipriano cumpriu ontem o último dia de 21 anos de dedicação a este jornal. Não posso deixar de assinalar a sua saída e através dela homenagear todos os outros. À Vanda desejo as maiores felicidades no novo rumo que dá à sua vida.
António Magalhães, in Record

O VALOR DO DESAFIO


Quando pensamos na situação ideal para desenvolver a nossa máxima performance, há um ponto essencial: o desafio. É uma situação ótima para crescer e evoluir. Então porque é que alguns jogadores aproveitam estas situações para evoluir e outros começam a diminuir os níveis de performance? A resposta é simples: porque uns se focam no benefício que lhes traz essa zona de desafio, enquanto outros colocam a atenção nos problemas que daí podem surgir. Existe uma forma de, perante um novo desafio, continuar a desenvolver e atingir mais e melhores resultados, e passa por uma análise de quatro pilares sobre os quais é necessário atuar.

Forças - Perante um desafio, é essencial fazer uma autoanálise das qualidades e características onde sou bom, do que me distingue dos outros, do que é a minha característica diferenciadora. Poderá ser visão de jogo, inteligência, velocidade ou qualquer outra característica.
Fraquezas - Tenho de ter a capacidade de observar o meu comportamento e perceber quais as situações em que poderia melhorar, onde verifico que há outros jogadores com maiores capacidades, e que eu considere que possa ser treinado.
Oportunidades - Importa olhar para o contexto onde nos inserimos e perceber quais as situações que me colocam em vantagem, o que pode favorecer os meus resultados e potenciar os meus objetivos, o que está à minha volta do qual eu posso tirar partido?
Ameaças - São as situações que me causam desconforto, que reduzem as minhas oportunidades e que eu considero que me podem de certa forma prejudicar. Normalmente os jogadores têm esta parte bem presente e definida - seja o treinador (pela ideia que possuem dele e das suas decisões), do colega que ocupa a mesma posição ou ainda na tendência para se lesionar.
Parte do nosso trabalho passa por transformar todas estas situações em oportunidades. Quando ganhamos clareza sobre estes quatro pilares que influenciam a nossa performance, temos criadas as condições para elaborar um plano de ação que nos permite transformar fraquezas em forças e ameaças em grandes oportunidades. Quando olhamos para um jogador como o Cristiano Ronaldo, conseguimos observar tudo isto em ação: por um lado tem um desafio constante que se chama Messi, o que significa que estas duas forças em ação vão criar a zona de desafio necessária para trabalhar a excelência. Por outro lado, CR7 soube sempre potenciar as suas características diferenciadoras, ao ponto de serem tão exclusivas que dificilmente encontramos outro jogador com o mesmo nível de execução, e também soube minimizar com trabalho as suas fraquezas. Não existe exemplo melhor de um jogador que transforma possíveis ameaças em oportunidades de mostrar a sua genialidade.
Susana Torres, in Record

MAIS UMA CORTINA DE FUMO PARA MAQUILHAR A REALIDADE


Clube intervencionado pela UEFA insiste na coação e nas ameaças. Já o Benfica apresenta resultados financeiros recorde.
No dia em que Grupo Benfica apresentou resultados financeiros recorde, outros, que estão intervencionados pela UEFA devido a descalabro nas suas finanças, procuraram erguer mais uma cortina de fumo, apenas com o intuito de maquilhar a realidade. Mesmo enfrentando uma queixa-crime desencadeada por parte de um conjunto de árbitros – ação que foi pública após a vandalização de mais uma casa de um elemento da classe –, o diretor de comunicação do FC Porto insiste e persiste em manobras e intervenções apenas com um propósito: coagir e ameaçar.
Na noite de terça-feira, vendo-se à sua imagem e replicando práticas há muito conhecidas – Luís Gonçalves, outro responsável portista, ainda na época passada ameaçou Tiago Antunes de descida de divisão, cenário que, curiosa e premonitoriamente, viria a suceder… –, o rival em questão pôs em causa a classificação atribuída a Marco Ferreira no Braga-Benfica disputado a 26 de outubro de 2014, onde este efetuou uma arbitragem que toda a Imprensa rotulou de péssima e com inegável influência no resultado.

Foi, aos olhos de todos, um desempenho horrível, que teve como consequência objetiva e natural uma péssima nota (2 numa escala de 0 a 5).

S.L. Benfica

AS MALEITAS DO BENFICA


"Luís Filipe Vieira produziu, no final de Julho, um conjunto de declarações que, na altura, não foram suficientemente absorvidas pelos adeptos mais arrebatados com a conquista do tetra. E, de facto, nada melhor do que um momento de deslumbramento germinado por uma conquista rara para deixar cair que "o mercado está louco" e o Benfica "não vai parar de vender enquanto não tiver o controlo da dívida". Para que não ficasse réstia de dúvida, o presidente foi ainda mais translúcido: "Podemos hipotecar um título, não podemos hipotecar o futuro". Ao contrário do que tantas vezes acontece no futebol, não foram frases frívolas e meramente panfletárias. Vieira tinha mesmo incorporado que os quase 500 milhões de euros de passivo estavam a transformar-se num cabouco sem fundo e, por isso, demasiado perigoso, principalmente desde o colapso de uma banca que fechou a torneira e passou a reclamar os créditos. E, de facto, se estivéssemos a falar de uma outra qualquer indústria que não o futebol não faltaria quem continuasse a bendizer a SAD pela coragem e desassombro. É verdade que, na altura, ninguém se insurgiu contra um plano que fez com que o Benfica encaixasse mais de 130 milhões de euros e gastasse pouco mais de 8 milhões, o nono investimento mais baixo entre os 32 clubes que se apuraram para a Liga dos Campeões. Mas hoje já não falta quem fustigue o apertar do cinto. Após uma pré-época já de si decepcionante, o empate em Vila do Conde e as duas derrotas frente ao CSKA e ao Boavista roubaram o positivismo mesmo àqueles benfiquistas que, por uma questão de princípio, se recusam a comprar um eletrodoméstico a prestações.
Mas, o que os desconsolados benfiquistas não perceberam é que os resultados negativos não são tanto consequência da redução das verbas disponíveis para contratações, antes de um conjunto de outras opções, algumas ideológicas e provavelmente majoradas por algum deslumbramento e pela sobranceria de quem se achava muito superior à concorrência. Desde logo as baseadas na ideia de que "o Benfica soube ser autossuficiente", um bordão também promovido por Vieira em Julho. O presidente do Benfica acreditou que a ‘fábrica’ do Seixal teria uma capacidade de produção de talentos suficiente para suprir a generalidades das saídas. E que, nas raras vezes em que isso não acontecesse, haveria sempre um ‘scouting’ capaz de descobrir pechinchas à imagem de Lindelöf, Ederson ou Oblak. Mas nenhum clube se mantém competitivo durante muito tempo se forçar a ideia de que é 100% autossustentável e de que consegue renovar-se apenas com jogadores produzidos na sua formação ou, em alternativa, com talentos descobertos ainda com a casca de ovo na cabeça. E forçar não é um excesso linguístico principalmente se levarmos em conta que o Benfica perdeu três titulares do seu quinteto mais recuado. Ora, acontece que foi capaz de encontrar livre no mercado um avançado já suficientemente maduro, rodado na Bundesliga e com o selo de garantia da selecção suíça. Contratar Seferovic era, de facto, uma chance que não podia ser desaproveitada, mesmo levando em conta que o Benfica já tinha avançados para dar e vender. Mesmo a saída de Mitroglou foi compensada com Gabriel Barbosa, alternativa interessante a Jonas. Ora, sabendo-se que os títulos se ganham com avançados e se defendem com defesas, a pergunta que se impõe é porque não houve a mesma diligência nos restantes sectores? Foi temerário sugerir que o treinador iria conseguir que Buta, Kalaica e Varela se transformassem, num estalar de dedos, em réplicas perfeitas de Semedo, Lindelöf ou Ederson. Tão ou mais incompreensível foi o processo de seleção de Hermes e Pedro Pereira, principalmente este, escolha do presidente que obrigou à vinda apressada de um Douglas ainda por estrear. Isto já para não falar no falhanço bizarro da contratação do guarda-redes André Moreira (posteriormente substituído pelo também jovem Svilar). A estrutura extasiou-se com os seus próprios méritos ou foi Rui Vitória que não foi suficientemente reivindicativo? Provavelmente um pouco de tudo.
Mas, atenção, o Benfica continua a ter um plantel com qualidade suficiente para jogar mais e melhor do que vem fazendo, como, de resto, provou em vários períodos da primeira parte no Bessa (deliciosa a sociedade ‘esquerdista’ entre Grimaldo e Zivkovic). Já não há uma diferença tão marcante como no passado recente, principalmente para o Sporting, mas também é na limitação que se releva o mestre. E se, no final da época passada, na hora dos festejos, deixamos aqui isso expresso que o Benfica mantinha deficiências e disfunções (principalmente na construção) que já deviam ter sido resolvidas ou, pelo menos atenuadas no treino, temos agora de acrescentar outras maleitas ao diagnóstico. Porque este Benfica não sabe gerir as vantagens, não sabe mudar o rumo dos jogos e deixa que os mesmos fiquem perigosamente ‘partidos’. E faz substituições que não lembram ao diabo, como aquela de Zivkovic no Bessa. Semear avançados lá na frente qualquer um faz.

Cinco estrelas
Dybala tem talento e golo
Dois "hat tricks" em apenas quatro jornadas não estão ao alcance de qualquer um. Conseguiu-o Dybala, que voltou a brilhar frente ao Sassuolo e já lidera a lista de melhores marcadores do "calcio", com oito golos. O craque da Juve tem um talento inversamente proporcional à estatura.

Quatro estrelas
Falcao continua a responder
Acarinhado por Leonardo Jardim, Falcão continua a responder a quem lhe anunciou a (falsa) decadência: mais dois golos (e uma assistência) frente ao Estrasburgo. Está à frente de Cavanni nos marcadores, com 9 tentos em 6 jogos, marca que já não se via há 40 anos na liga francesa.

Três estrelas
Jota talhado para outros voos
Diogo Jota marcou os dois golos que ajudaram o Worverhampton de Nuno Espírito Santo a bater o N. Forest e a subir à liderança (a par do Leeds). E o L´Equipe, que o incluiu na lista dos melhores 50 sub 21, já diz que o Championship é curto para ele.

Duas estrelas
Vida difícil para André Gomes
André Gomes era desejado por grandes equipas europeias, mas o mercado fechou antes de o médio português conseguir que o Barça o cedesse. Resultado: frente ao Getafe não saiu do "banco"e Valverde nem o convocou para o jogo com o Eibar.

Uma estrela 
O drama de Adrien
Que os jogadores têm de estar cada vez mais vigilantes na gestão do seu futuro prova-o a situação complicada em que continua Adrian Silva. Por 14 segundos não foi inscrito pelo Leicester, que ainda nem lhe deu autorização para treinar. O treinador Craig Shakespear também desespera."

PRIMEIRAS PÁGINAS


terça-feira, 19 de setembro de 2017

O CANDIDATO DE BLOGUE


Rui Gomes da Silva começou a segunda-feira a traçar um cenário apocalíptico sobre o funcionamento do Benfica e acabou o dia a garantir que ainda se vai rir na cara de Guilherme Aguiar e Paulo Andrade quando, no final da temporada, a equipa "conquistar o penta com o Bruno Varela na baliza". Se está tudo assim tão mal, de onde pode vir tanta confiança?
O antigo vice-presidente do Benfica disparou em diversas direções, mas elegeu um alvo preferencial: Rui Costa. Ninguém tem grandes dúvidas, nos corredores da SAD dos encarnados, que as motivações de Gomes da Silva estão exclusivamente relacionadas com a sua própria agenda e com a intenção, sempre mal disfarçada, de um dia ocupar o cargo que hoje pertence a Luís Filipe Vieira. Nesse sentido, terá entendido que chegou a hora de começar a fazer ‘marcações individuais’.

Como já tinha acontecido numa primeira ocasião – quando identificou uma "estrutura aburguesada" – Rui Gomes da Silva voltou a desferir um ataque violento e fê-lo novamente num momento em que a águia está cabisbaixa. O que agora deveria fazer, para não ser acusado de oportunista, era garantir desde já a presença na AG da próxima semana (dia 29). O encontro é para apreciar e votar as contas de 2016/17, mas é seguro que se arranjará tempo para debater questões de superior importância que não devem ficar por blogues e estúdios de televisão.
Nuno Farinha, in Record

BENFICA: CRISE OU CRISE DE SUCESSO?


Colocando as coisas em perspetiva, há boas razões para estarmos otimistas em relação ao momento do Benfica. No passado recente, com Rui Vitória ao comando, já ultrapassámos situações bem mais exigentes e, numa prova longa, cinco pontos são facilmente recuperáveis. E se olharmos um pouco mais para trás, que dizer? O Benfica vivia uma situação catastrófica financeira e desportivamente. Nos últimos anos, o clube entrou numa dinâmica vitoriosa com poucos paralelos na história recente e esta alicerçou-se num modelo de negócio que abre boas perspetivas.

Vista assim, a minicrise que o clube atravessa é uma crise de sucesso. Mais, se pensarmos que basta o regresso ao onze de um par de jogadores (Fejsa e Jardel à cabeça) e a melhoria de forma de jogadores essenciais para a organização ofensiva (sobretudo Pizzi) para o futebol jogado melhorar substancialmente, é até possível dizer que se trata de um mau momento circunstancial e que é em maio, uma vez mais, que se fazem as contas.
Os problemas surgem quando olhamos para o que o Benfica vem fazendo nos últimos quatro jogos como manifestações de problemas anunciados e que não foram resolvidos em tempo útil. Desde logo, o planeamento da temporada. Se há muito que as saídas de Ederson, Lindelöf e Nélson Semedo eram prováveis, continua a ser pouco claro por que razão não se procurou alternativas que dessem garantias, mesmo que com perfil diferente. A opção é tanto mais estranha quanto os jogadores mais promissores da formação que podiam ser aposta jogam do meio-campo para a frente (a exceção é mesmo Rúben Dias). Se a escolha era desinvestir (o que podia ser racional), surpreende, contudo, que tenham saído tantos jogadores da defesa e não se tenha colmatado as perdas no reduto defensivo, enquanto se foram buscar dois atacantes (Seferovic e Gabriel) para o lugar de um (Mitroglou), sendo que o plantel não tinha particulares carências no ataque.
Mas se os equívocos na preparação da época geram ceticismo, há sinais muito preocupantes que ficam dos últimos jogos. É perturbante que, por três vezes, a equipa se tenha visto em vantagem no marcador e que, a partir desse momento, em lugar de matar os jogos, tenha enveredado por uma circulação de bola em toada lenta e inofensiva que deixou o Benfica à mercê de reviravoltas. Foi assim com Portimonense, CSKA e Boavista. Esta opção parece ser um indício de uma falta de confiança que inquieta.
Pior mesmo só a estranha opção tática de, quando a perder, colocar a equipa a jogar num sistema em que se acumulam atacantes, se parte o meio-campo e se baixam extremos, deixando a equipa sem critério ofensivo. Fica sempre a dúvida sobre o que será pior: saber se este sistema é treinado ou se, pelo contrário, é utilizado sem ser treinado e não passa de um regresso ao tradicional "tudo ao molho e fé em deus".
Pedro Adão e Silva, in Record

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"JOGO DUPLO" EM MOVIMENTO


Na semana que passou, após a realização do debate instrutório no processo criminal associado à ‘Operação Jogo Duplo’, todos os arguidos ficaram a saber que enfrentarão julgamento. Será o primeiro em Portugal relacionado com ‘match fixing’ ou manipulação de resultados, uma forma de corrupção que contagiou o desporto a nível mundial. Atualmente são poucos os países sem registo de condenações e ainda menos aqueles que não têm investigações em curso ou processos a correr em Tribunal.

É conhecida a minha posição relativamente a este fenómeno: tolerância zero. Embora continuem a existir fatores de risco em Portugal, quer do lado dos jogadores, quer do lado dos clubes, em especial os que competem na Segunda Liga e no Campeonato de Portugal, o endurecimento das penas aplicáveis e as orientações de política criminal para os próximos anos fazem-me ter confiança num combate efetivo a este flagelo.
Não queremos voltar a ter outro ‘Jogo Duplo’ no desporto português. A proveniência do dinheiro utilizado para corromper os agentes desportivos envolvidos ou os rostos por detrás das organizações criminosas que utilizam o futebol para os seus negócios sujos são, no final do dia, a parte mais difícil da investigação.
Os rostos visíveis pelos piores motivos são os de jogadores, árbitros, treinadores ou dirigentes envolvidos e é para estes que são direcionadas as medidas de natureza disciplinar. Também, por isso, o futebol e os seus agentes devem estar unidos em torno desta causa. Sem a erradicação do ‘match fixing’ não existe competição e a perda de credibilidade será acompanhada do afastamento dos adeptos e da perda investimento. Neste contexto, com salvaguarda do princípio da presunção da inocência, exige-se uma justiça célere e exemplar.
Joaquim Evangelista, in Record

PALAVRAS DE RUI GOMES DA SILVA ACOLHIDAS SEM SURPRESA NA LUZ


" NÃO CREIO QUE ISSO AJUDE O BENFICA"
Declarações do advogado acabam por não causar grande surpresa na Luz.
As palavras de Rui Gomes da Silva não foram bem acolhidas pelos responsáveis do Benfica, principalmente num momento em que os resultados no futebol não são os mais desejados, e a equipa tem sido contestada. "Não creio que isso ajude o Benfica", avisa Sílvio Cervan, que, ao ser convidado por Record para comentar as declarações do seu antigo colega de direção, preferiu apelar à união.

"Li e respeito a posição de alguém que é meu amigo, mas julgo que este não é o momento para comentar em público. Não creio que isso ajude o Benfica", afirma o dirigente das águias, que assinala a postura que tem no clube: "Tudo o que faço há 10 anos dentro e fora da direção é para ajudar, e falar agora não é ajudar."

Sem surpresas

Segundo foi possível apurar junto de outras fontes, as declarações de Rui Gomes da Silva não foram uma surpresa, dadas as suas ambições para, no futuro, avançar com uma candidatura para a presidência quando Luís Filipe Vieira sair.

"Tem uma agenda própria que nem sempre coincide com os interesses do clube", foi dito a Record. Houve ainda quem recordasse que "quando a bola não entra, os opositores fazem-se escutar e, à partida, terá sido esta estratégia" do advogado, ao explorar o mau momento, de forma a posicionar-se à sucessão do atual líder.

As críticas feitas aos corpos sociais também são encaradas com relativa naturalidade, pois são vistas como uma arma de arremesso. "Possivelmente é por isso que saiu", disseram-nos, lembrando que Luís Filipe Vieira defende sempre uma política de comunicação centralizada, de forma a passar a mensagem sem ruído. Aliás, os responsáveis encarnados têm sido aconselhados a não fazer quaisquer comentários sobre a vida do clube e isso é, naturalmente, válido para as declarações de Rui Gomes da Silva.

Não foi possível apurar se o antigo ministro pretendia personalizar o ataque em qualquer vice-presidente, mas as críticas a Rui Costa não deixam dúvidas. "É uma forma de criar polémica em torno de um tema forte. É uma arma normalmente utilizada pelos candidatos políticos, e todos conhecemos bem a experiência que ele tem neste capítulo", disseram-nos fontes do clube.

BENFICA VENCE NA ÁUSTRIA


Vitória sobre o Kapfenberg por 72-75 na 1.ª mão da pré-eliminatória da Liga dos Campeões.
O Benfica venceu, esta terça-feira, os austríacos do Kapfenberg por 72-75, na primeira mão da pré-eliminatória da Liga dos Campeões de Basquetebol. Os encarnados mantêm, assim, o sonho da qualificação para a fase de grupos…
Na Áustria, a formação liderada por José Ricardo esteve sempre na frente do marcador, diante do atual campeão austríaco. O primeiro período terminou com uma vantagem de oito pontos (13-21). Uma diferença que passou para 14 ao intervalo (24-38).


No decorrer do terceiro período, a vantagem do Benfica já andava nas duas dezenas e assim continuou nos instantes iniciais do último tempo (44-64). Mas um bloqueio dos encarnados permitiu ao Kapfenberg recuperar terreno, relançando a eliminatória. A sete segundos do fim da partida, Steqnjaic igualou o marcador mas o norte-americano Jesse Sanders, com um triplo, fechou a contagem em 72-75.
Em plano de destaque, com 18 pontos, esteve José Silva. Marcaram ainda para o Benfica: Aljaz Slutej (4), Carlos Morais (3), Nuno Oliveira (4), Cláudio Fonseca (4), João Soares (5), Tomás Barroso (12), Antywane Robinson (9), Jesse Sanders (11), Raven Barber (2) e Nicolas dos Santos (3).
O Benfica viajou na madrugada de hoje para a cidade austríaca de Kapfenberg a sonhar com a qualificação para a fase de grupos da nova Liga dos Campeões de basquetebol, organizada pela Federação Internacional (FIBA).
A segunda mão da primeira pré-eliminatória joga-se já na quinta-feira, pelas 21h00, na Luz. A equipa que superar esta eliminatória inaugural irá enfrentar a formação búlgara do Lukoil Academic na segunda pré-eliminatória da prova.
Recorde-se que este ciclo a eliminar, composto por três rondas, apura para a fase regular oito equipas, que se irão juntar às 24 que já estão qualificadas, num total de 32 concorrentes divididos por oito grupos de quatro conjuntos cada.



José Ricardo admitiu que foi uma vitória suada, a do Benfica na Áustria, frente ao Kapfenberg Bulls na primeira mão da eliminatória inaugural de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões.
 “A equipa esteve muito consistente do ponto de vista defensivo e quando o jogo parecia sentenciar-se falhámos essa posse de bola e, a partir daí, o cesto abriu-se para a equipa adversária”, analisou no final do encontro, em declarações à BTV.

“Isso assustou-nos e perturbou-nos. Mas foi uma vitória suada nos últimos cinco minutos mas importante. Estamos conscientes de que os jogos na Europa são sempre difíceis e espera-nos mais um jogo complicado”, acrescentou.
Os encarnados estão assim em vantagem para passar à segunda ronda, na qual o adversário é o Lukoil Academic, da Bulgária. A segunda mão frente aos austríacos é quinta-feira, na Luz, pelas 21h00.
“Tivemos na bancada cerca de 15 adeptos que se fizeram ouvir mas queremos muitos mais no jogo em casa porque precisamos muito desse apoio”, apelou o técnico.

MELHOR EXERCÍCIO DA HISTÓRIA DA SAD


Resultado líquido ultrapassa os 44,5 milhões de euros e o ativo consolidado ascende a 506,1 milhões de euros – inédito no futebol português. 

A SAD do Benfica registou o melhor desempenho de sempre na história do Clube no exercício 2016/2017, com um resultado líquido que ultrapassa os 44,5 milhões de euros.
Este é o quarto exercício consecutivo em que a Sociedade apresenta lucros. “O resultado líquido ultrapassa os 44,5 milhões de euros, o que equivale a um crescimento de 118,4% face ao exercício transato, no qual já tinha atingido resultados positivos no valor de 20,4 milhões de euros”, pode ler-se no aqui no Relatório e Contas enviado esta terça-feira à CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários).
O ativo ascende a 506,1 milhões de euros, valores históricos que ultrapassam, pela primeira vez, a barreira dos 500 milhões de euros, um facto inédito no panorama do futebol português.
Quanto ao passivo (438,3 milhões de euros), regista-se um decréscimo que ultrapassa os 17,1 milhões de euros, “o que corresponde a uma variação de 3,8%, sendo essencialmente justificado pela diminuição do passivo remunerado, designadamente dos empréstimos obtidos".
"De realçar que o passivo corrente apresenta uma diminuição de 122 milhões de euros, dado que os compromissos com os empréstimos obtidos foram reestruturados e passaram para o passivo não corrente", lê-se na referida nota enviada à CMVM.
A Sociedade chama ainda a atenção para o facto de, “à exceção do primeiro exercício (2000/2001), no qual a Benfica SAD ainda apresentava um rácio do capital próprio vs capital social de 50,9%, a Sociedade nunca esteve em condições de cumprir o estipulado no artigo 35º do CSC, dado que desde a sua constituição a Benfica SAD teve de assumir a responsabilidade de várias contingências de gestões passadas e teve de efetuar importantes investimentos que permitissem recuperar a credibilidade e a capacidade competitiva do Benfica”.
“Esta meta alcançada no final do exercício tem um maior significado para o Grupo Benfica, sendo demonstrativa da tendência de recuperação a que se tem vindo a assistir nos últimos anos”, lê-se no Relatório e Contas do Clube.
"No âmbito desta restruturação, a dívida bancária regista uma forte redução pelo segundo ano consecutivo, no montante de 88,9 milhões de euros (2015/2016: 49,7 milhões de euros), tendo sido parcialmente compensada pelo incremento do valor dos empréstimos obrigacionistas por subscrição pública em 59,3 milhões de euros", é também salientado no documento.
Já os resultados operacionais (incluindo transações de direitos de atletas) “atingem os 62,9 milhões de euros, o que significa uma melhoria de 65,5% face ao período homólogo”.
“Os rendimentos operacionais (excluindo transações de direitos de atletas) ascendem a 128,2 milhões de euros, o que representa um crescimento de 1,7% face ao período homólogo, sendo este crescimento principalmente justificado pelo aumento das receitas decorrentes do contrato celebrado com a NOS, que entrou em vigor no presente exercício”.
As transferências de jogadores como jogadores Gonçalo Guedes, Hélder Costa, Ederson e Victor Lindelof renderem ao Clube mais de 123 milhões de euros, “o que significa uma melhoria de 50,2% face ao período transato.”
De realçar ainda os capitais próprios consolidados da Benfica SAD, que “apresentam um saldo de 67,7 milhões de euros” e os capitais próprios individuais que “ascendem a 70,3 milhões de euros”. Em ambos os casos “superam os 57,5 milhões de euros, que corresponde a 50% do capital social da Sociedade”, explica o documento.
RESUMO ECONÓMICO E FINANCEIRO CONSOLIDADO DA SAD 
  • Resultado líquido: +44,537 M€ (+118,4%)
  • Resultado operacional: +62,9 M€ (+65,5%)
  • Rendimentos operacionais (sem transações com atletas): 128,2 M€ (+1,7%)
  • Rendimentos totais: 253,5 M€ (+19,7%)
  • Ativo: 506,1 M€ (+6,2, aumento de 29,7 M€)
  • Passivo: 438,3 M€ (-3,8%, diminuição de 17,1 M€)
  • Capital próprio: 67,7 M€ (melhoria de 46,8 M€)
No final da apresentação do Relatório e Contas da SAD, Domingos Soares de Oliveira explicou os números.
"REDUÇÃO DO PASSIVO TEM DE SER LIDA COM O INCREMENTO DO ATIVO"
O melhor exercício financeiro da história do Sport Lisboa e Benfica deve-se, segundo referiu o CEO dos encarnados nas declarações prestadas à Comunicação Social após a apresentação do Relatório e Contas, ao aumento do ativo.
“Houve uma redução do passivo que tem de ser lida acompanhada pelo incremento do ativo. Essa redução do passivo permitiu-nos pela primeira vez ter receitas a nível de grupo que são superiores ao total do passivo sujeito a juros, ou seja, aquilo que designamos de passivo financeiro, entre empréstimos bancários e os empréstimos obrigacionistas e aspeto mais relevante é que a divida ao sistema financeiro português diminuiu perto de 90 milhões de euros”, assim explicou Domingos Soares de Oliveira.
Os últimos quatro anos de exercícios positivos são o resultado mais visível de um caminho que já vai sendo trilhado há algum tempo. A estratégia delineada pelo Clube é, segundo o próprio, para continuar a ser seguida escrupulosamente.
“Há muito tempo que nesta casa definimos uma estratégia, primeiro a cinco anos e depois a 10. Nessa estratégia há claramente uma aposta naquilo que é o trabalho feito no Caixa Futebol Campus de acreditar que os nossos jovens jogadores têm condições para ser o futuro do Benfica em termos de plantel principal. Essa estratégia tem vindo a ser implementada, quer pela estrutura do Benfica, quer pelos seus órgãos sociais, quer pela equipa técnica”, concluiu.
O CEO do SL Benfica salientou a saúde financeira do Clube.
As vendas de jogadores realizadas nos últimos anos pelos encarnados assumem, de facto, uma importante fatia dos bons resultados que, ano após ano, a SAD apresenta nos Relatórios e Contas. Contudo, é o planeamento a longo prazo que permite conciliar os bons desempenhos a nível financeiro, bem como desportivo.
“O futebol não é uma ciência exata mas do ponto de vista de negócio não é um negócio que possa ser visto à semana. Nós definimos uma estratégia que é plurianual e em que nos vamos manter convictamente firmes”, afirmou Domingos Soares de Oliveira, que aproveitou ainda a oportunidade para explicar a necessidade de gerar rendimento a fim de pagar salários atrativos.
“Queremos reduzir o peso da dívida – e com isso haverá uma redução dos nossos encargos financeiros – e ganhar capacidade para pagar aos melhores jogadores. Nós temos uma frase que é: ‘o talento paga-se’ e portanto, se queremos ter efetivamente sucesso, desportivo temos de estar preparados para pagar bons salários”, referiu o CEO.
“O nosso objetivo é criar as condições para reter mais tempo os melhores jogadores. Mas é preciso compreender outra realidade que é a forma como os mercados têm evoluído e o crescimento dos salários fora do mercado português. Situações como aquelas que aconteceram neste verão, quer em termos de valor de aquisição, quer em termos salariais, são situações que não podem ser encaradas de forma moderada relativamente àquilo que acontece num mercado periférico como o nosso”, fundamentou Domingos Soares de Oliveira.
“Há aqui um equilíbrio que é feito entre o que é a nossa vontade de reter jogadores, a nossa necessidade de, em determinadas situações, fazer uma venda e aquilo que é vontade do jogador. Não podemos encarar a situação de um plantel como termos quase que um controlo esclavagista relativamente ao que é a situação dos jogadores”, complementou o responsável.
Apesar da política do Clube incindir mais sobre a aposta em jogadores formados no Caixa Futebol Campus ou em jovens talentos descobertos pelo departamento de prospeção, o CEO das águias garantiu que há capacidade para fazer investimentos mais avultados, caso exista essa necessidade.
“Não estamos intervencionados pela UEFA, nunca fomos intervencionados pela UEFA, temos uma situação patrimonial invejável e no dia que quisermos fazer um investimento considerável temos todas as condições, sem estarmos dependente de terceiros, para avançarmos”, sublinhou.

OBS:Os resultados são referentes à época passada. Tendo em conta isso vamos lá fazer contas... Aquisições na época 16/17 foram 41,47 milhões de euros, vendas em 16/17 foram 123 milhões de euros (o Renato entrou no relatório anterior)... Ora o saldo destas duas coisas dá 81,53 milhões de euros, somadas as outras receitas que rondam os 128 milhões  e ficamos com 209,53 milhões de euros, agora tem de retirar os custos com o pessoal que eram de 30,4 milhões de euros em 16/17, já estamos com 179,49 milhões de euros.

Agora, os outros custos operacionais eram, no fim do primeiro semestre da época, 29 milhões de euros, vamos duplicar para facilitar as contas, dá 58 milhões de euros, já estamos com 121,49 milhões de euros.. 

Entretanto, pagaram 88,9 milhões de euros em empréstimos que, segundo o Benfica, apenas foram buscar 59,3 milhões de euros em obrigações, sobram 91,89 milhões.

Compraram terrenos para aumentar a academia, construíram mais 2/3 campos relvados e aumentaram a área residencial (daí existir aumento do activo), embora não consiga saber a valorização dos mesmos, nem quanto custou ao Benfica essas operações.

Como têm lucros, têm de fazer reservas o que faz com que os capitais próprios aumentem, neste caso os capitais próprios aumentaram em 46,8 milhões, ficamos com 45,09 milhões de euros.

Daí pagamos 17 milhões de passivo, ou seja, 37% do  lucro foi para abater dívidas... 
Será basicamente isto?
Algum expert em finanças que me explique..
Isto foi feito por mim tipo merceeiro...

NOTÍCIAS BENFICA: BENFICA 21 HORAS 18-09-2017

                                           

PRIMEIRAS PÁGINAS


RUI ARRASA TUDO E TODOS E CRITICA DURAMENTE RUI COSTA. PORQUE SERÁ?


"VICE-PRESIDENTES DO BENFICA SÃO COMO OS TÁXIS NUNCA APARECEM QUANDO SÃO PRECISOS"


 Rui Gomes da Silva defende a posição de Rui Vitória. "Pode ter muitos defeitos, como o terá - por certo - Luís Filipe Vieira - mas discutir agora tudo isso... é um tiro no pé!", destaca. Admitindo que "nunca quis ganhar um campeonato como este ano", considera também que "não adianta discutir a equipa".O antigo vice-presidente e administrador da SAD dos encarnados lembra que "ninguém tem lugar eterno no Benfica", mas elogia o treinador, "com um caráter e nível raros no futebol" e que "conseguiu nunca perder um campeonato no Benfica". "E que, espero, poderá continuar a afirmar o mesmo no fim desta época!"
As críticas, essas, são dirigidas à política de transferências assumida no último defeso. "Fico triste ao ver os elogios, na comunicação social, ao facto de sermos os mais vendedores. Haverá um momento em que milhões (de vendas) não mais rimará com campeões!", refere. "E, aí, perceberemos que já não teremos a ajuda... de quem nos ajudou a vender!", acrescenta, numa crítica implícita a Jorge Mendes.Gomes da Silva considera "um desastre" perder no Bessa, mas avisa que o atraso "não é irrecuperável". "Apesar do enorme endeusamento de gente mediana, que, quando elogiada, julga ser verdade esse aplauso e aburguesa-se com o risco de perder o que antes ganhava, eu acredito que poderemos ser pentacampeões!", garante.Para isso, o antigo dirigente revela que já se colocou ao dispôr de Luís Filipe Vieira para fazer "tudo o que for legítimo para o conseguir". "Dando a cara por um projecto do qual não tenho nenhuma responsabilidade (e, até, de que discordo em algumas coisas), mas... pelo Benfica", justifica, atirando a vontade de ver a equipa a ganhar "até na Europa".Não foi só Rui Costa nem os vice-presidentes do Benfica que estiveram na mira de Rui Gomes da Silva no seu longo texto publicado esta segunda-feira no blog 'Novo Geração Benfica'. Também a saída de Nuno Gomes e entrada de Pedro Mil-Homens para a formação dos encarnados foram alvo de análise, criticando a presença na atual estrutura de um antigo diretor do Sporting."Tenho a minha ideia formada sobre o processo em questão (e não escondo a minha enorme admiração sobre o caráter e a personalidade de Nuno Gomes). Disse, aliás, que discordava da ideia de alguém responsável por uma auditoria poder substituir quem auditava. Como sou completamente contra que sócios de outros clubes venham para a estrutura profissional do Benfica (o que lá vai, lá vai), mas não percebo como se deixou arrastar este assunto na praça pública como vimos! Já não falo nas mudanças das estruturas de formação dos outros clubes (o próprio Pedro Mil Homens saiu de onde estava sem ninguém o saber... como ninguém sabia onde estava ... porque não estava no Benfica)", escreveu.Gomes da Silva reconheceu, no entanto, que "compete à direção escolher quem quiser para onde quiser, com as necessárias e inevitáveis reações", mas apontou: "O que não percebo é o deixar arrastar na comunicação a discussão sobre um boato relativo à possível entrada nessa estrutura de formação de alguém que é tão de outro clube ... como eu sou do Benfica! Se era falso, porque não se matou a notícia ao nascer? Ou seria verdade e só a reação pública levou ao abandono da ideia?"
Rui Gomes da Silva questiona utilidade dos elementos da atual direçãoNo longo texto que escreve no blogue 'Novo Geração Benfica', Rui Gomes da Silva é especialmente crítico em relação aos atuais vice-presidentes do clube da Luz, que acusa de um "silêncio ensurdecedor". "Se não for para falar e defender o Benfica, quando o clube está a ser atacado como nunca foi, em toda a sua história, para que servem os vice-presidentes da direcção?", questiona.O antigo vice e administrador da SAD encarnada diz que os elementos do atual elenco "são como os táxis". "Nunca aparecem quando são precisos. Ou será que, sendo precisos, não querem aparecer?", atira.Recordando a sua passagem pelo clube da Luz, que deixou em outubro do ano passado, Gomes da Silva garantiu que "nunca" se recusou "a dar a cara". "...nos momentos menos bons (porque nos bons aparecem os que gostam de estar - com a pose 'acaciana', que Eça de Queiroz tão bem definiu - no palco da glória, como se a vitória tivesse 'mãozinha' deles)!", acusa ainda.Por isso, estranha "que ninguém dê a cara, a não ser o diretor de comunicação (por dever de função) em temas tão importantes como os 'mails0 (já agora, a culpa da 'permeabilidade' da estrutura informática morre solteira sem que ninguém dentro do Benfica seja tecnicamente responsável por ela?), sobre as relações com a Liga, sobre todos os temas e sobre os sucessivos ataques que temos sofrido!".Rui Gomes da Silva criticou duramente esta segunda-feira a postura de Rui Costa face à notícia que dava conta da sua saída do Benfica, negada entretanto por Luís Bernardo, diretor de comunicação dos encarnados.No blog "Novo Geração Benfica", afeto aos encarnados e no qual escreve às segundas-feira, Gomes da Silva publicou um longo texto no qual sublinha que o antigo jogador do Benfica "nunca sairá da zona de conforto" e aponta os motivos.Antigo vice-presidente do Benfica apontou o dedo a Rui Costa no seguimento das notícias postas a circular que davam conta da possibilidade de o antigo jogador deixar a atual estrutura do clube.«Rui Costa nunca sairá da zona de conforto onde se encontra porque, independentemente do que faça ou não faça - e eu, depois de lá ter passado, sei o que vale a sua presença naquele lugar - pode dar sempre a ideia de que tudo o que há de bom tem o seu dedo e tudo o que há de mau foi feito sem ter em conta a sua opinião)», considerou Rui Gomes da Silva, num artigo publicado no blog Novo Geração Benfica.«A única reação admissível era o designado Diretor Desportivo do Benfica vir dar a cara e demonstrar-se solidário com tudo. Ora, o que assistimos foi o diretor de Comunicação do Benfica vir dar uma ... não notícia. Não sei se houve troca de mensagens do visado da notícia com os seus pares, mas em política – e a notícia tinha a ver com a política do Benfica -, para citar o Dr. Oliveira Salazar, o que parece, é», pode ainda ler-se, concluindo:«A única vez que ouvi falar de Rui Costa foi quando deu uma entrevista onde reafirmava a sua ideia de um dia ser presidente do Benfica e considerava Jorge Mendes uma mais valia para o Benfica. Não sei se conseguirá atingir o seu sonho, mas, se nessa altura, continuar a pensar o mesmo de Jorge Mendes, teremos, pelo menos, uma coisa em que discordaremos... totalmente.»E prosseguiu: "Luís Bernardo pode ter muitos defeitos, ... pode não perceber nada de futebol (até parece que percebe ... e muito) mas sabe, de outros tempos, que se um jornal dá a notícia de saída de um Ministro, só há uma maneira de estancar o boato: por o Ministro a dizer, de viva voz, que a notícia é falsa.  Tanto mais quanto, desde que foi castigado em Arouca (num processo iniciado em simultâneo com o que a Liga teve o cuidado de me mimosear ... por eu estar todas as segundas na SIC). 

Pode ler o artigo na íntegra no blogue "NovoGeraçãoBenfica"

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

VONTADE E CRENÇA


"É esse o grande e imediato desafio do Benfica e de cada benfiquista. Manter o entusiasmo. Apesar do concreto momento.

1. Aprendemos com Napoleão Bonaparte que «o entusiasmo é a maior força da alma. Conserva-o e nunca te faltará o poder para conseguires o que desejas»! É esse o grande e imediato desafio do Benfica e de cada benfiquista Manter o entusiasmo. Conservá-lo. Apesar do concreto momento e das suas actuais circunstâncias. A derrota do Benfica no Estádio do Bessa foi uma derrota dolorosa mas, digo-o, oportuna. Se há, de verdade, derrotas oportunas. Mas sabemos, desde Henrik Ibsen, que «se duvidas de ti mesmo, está vencido de antemão». E o Benfica, este Benfica, não pode duvidar de si mesmo. Tem um plantel ambicioso e com qualidade. Tem jogadores experientes e solidários. O plantel, está fechado e não pode haver, até finais deste ano, mais entradas. Por isso o que importa (re)construir será feito, terá de ser feito, com os recursos humanos que estão no Seixal. Onde importa que haja muita tranquilidade - e diálogo directo - agora que está reformulada, formalmente a nível directivo, academia de formação. O que sabemos, e sabemos bem, é que com a derrota frente a um Boavista matreiro, principalmente na segunda parte, deixou de haver margem de erro. O Benfica, este Benfica, continua a depender apenas de si próprio para a desejada conquista do penta. Mas para que essa conquista se concretize não pode delapidar pontos e tem de mostrar consistência defensiva e efectividade ofensiva. Para além de mostrar um meio campo que construa e não, apenas, e em muitos momentos, um meio-campo que distribua. Sabemos bem, igualmente, que as equipas adversárias - incluindo as da Liga dos Campeões - já conhecem o sistema e o modelo de jogo do Benfica. Até as suas variações. Ou, diria, variantes. É o resultado do necessário e profissional estudo que implica, acredito, e da parte do Benfica, soluções inovadores que surpreendam as equipas que defrontam, com muita a acrescida vontade, um Benfica, este Benfica que é tetracampeão. Acredito que alguns julgariam que a reconstrução da equipa após muito rentáveis saídas não seria uma tarefa tão complexa. Acredito, mesmo, que alguns julgariam que certos nomes nem necessitavam de avaliação nem sequer de evidente ambientação. E essa crença, desajustada e imbuída até de um certo deslumbramento, nem se demonstra inequivocamente nem, em certos casos, se vislumbra claramente. Daí que a margem de erro seja diminuía. Mesmo diminuta. Já que perante o não deslumbramento de individualidades não se descortina, por ora, um colectivo que apague, ou sequer abafe, uma desilusão que já vem em crescendo e que tem nos jogos frente ao Portimonense e ao CSKA diferenciados momentos de menos prazer e de intensa dor. E logo na época em que o grupo da Liga dos Campeões nos antecipa - sim antecipa! - uma presença atractiva nos oitavos de final dessa competição e disputamos uma Liga interna em que sabemos que só o seu vencedor tem acesso à próxima fase de grupos da Liga dos Campeões. E constatando que, mesmo sem uma consistência exibicional categórica, Sporting e Futebol Clube do Porto mostram algum poder consubstanciado nos pontos totalmente alcançados. E a margem de erro, diminuta, não pode ignorar que um e outro se vão defrontar no dia das eleições autárquicas, bem distantes de uma polémica sem sentido acerca da compatibilização entre o dever cívico de votar - onde está, entre nós, o direito de não votar! - e o direito de assistir a jogos de futebol. E a qualquer outro jogo ou evento já que a própria Lei em vigor já consente  voto antecipado e tenho efectivo conhecimento que muitos que acompanham o futebol já o concretizaram em múltiplos actos eleitorais. E sabendo nós, todos nós, que se o voto é a arma do povo também a diminuta margem de erro é o lema do Benfica até a esse marcante dia da representação do localismo - municípios e freguesias - em Portugal! E, mesmo com esta dor que nos invade a alma, nos dois jogos desta semana, na Luz, o entusiasmo e a unidade ao redor da equipa tem de ser sentida desde o aquecimento e vivida desde logo, e com fervor, nos instantes iniciais dos complexos confrontos face ao Sporting de Braga e ao Paços de Ferreira. Que antecedem a visita ao Basileia para a segunda jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Sabendo sempre, desde Maquiavel, que «onde há uma vontade férrea não pode haver dificuldades»! E com crença! Crença e querença!

2. Permitam-me duas referências especiais. Uma para constatar o mau estado do relvado do novo Estádio dos Barreiros. Fui ver parte do jogo que opôs o Marítimo ao Desportivo das Aves e é público e bem notório que as condições do terreno de jogo não pareciam as adequadas para um jogo de futebol, fosse ele das competições profissionais fosse de competições não profissionais. Importa analisar, com todo o cuidado, as condições dos relvados e não permitir que elas - as condições - ponham em causa qualquer jogador e a sua integridade física. A segunda referência para secundar a vontade sadina - a do Vitória de Setúbal - no sentido de escutarmos a comunicação entre o árbitro Vítor Ferreira e o VAR - o videoárbitro - no lance ocorrido aos 49 minutos do jogo da passada sexta feira na capital do móvel, já que também nos parece - na nossa visão televisiva - que a bola terá ultrapassado a linha de baliza do Paços de Ferreira. Esta comunicação decerto que existe. E até poderá acontecer que no momento em que o estimado(a) leitor(a) ler esta reflexão ela já tenha sido - e bem  divulgada. Mas o futebol, o nosso futebol, se exige relvados adequados tem de assumir a plena igualdade de tratamento em relação a todos os intervenientes de uma indústria que tem de atrair investidores e não afastar patrocinadores. Já que desde a Grécia antiga, em rigor desde Sólon, sabemos bem que «a igualdade não gera guerras»!

3. A força de Neymar em Paris e no PSG está também no número de camisolas vendidas - apenas as oficiais! - no espaço de um mês: 120 000! Impressionante!"

Fernando Seara, in A Bola

UM VERMELHO MUITO PÁLIDO NO ARRANQUE


"Sucesso de Sporting e FC Porto fez aumentar a angústia do Benfica; e ainda a angústia de ver a tutela do Desporto entregue ao deus-dará...

Sporting e FC Porto mostraram-se consistentes e ultrapassaram, de forma nítida, Tondela, um crónico cliente difícil em Alvalade, e Rio Ave, no sempre complicado reduto dos Arcos. Assim, aos problemas resultantes de uma produção futebolística menor, o Benfica junta também uma desvantagem de cinco pontos, à sexta jornada, para os principais rivais. Muito água correrá debaixo das pontes até ao fim do campeonato e a história das 28 jornadas que faltam cumprir está por escrever. Mas, para já, os tons de vermelho são os mais pálidos.

Regresso ao tema da proibição de jogos de futebol profissional em dia de eleições e à argumentação surrealista do secretário de Estado da Juventude e Desporto (SEJD), em entrevista à edição em papel do Expresso. Quando questionado sobre outros espectáculos e demais actividades de acesso público, o governante diz isto: «A minha tutela é o Desporto, é com isso que me preocupo». Então como é? Cada ministro ou secretário de Estado faz a sua lista de proibições e daí nasce uma lei que se quer genérica e universal? Ou a questão é abordada na base dos conceitos, como não pode deixar de ser em qualquer país civilizado? A ser como João Paulo Rebelo (assim se chama o SEJD) diz, a ministra do Mar decretaria a proibição de ir à praia em dia de eleições, o ministro do Turismo impediria as excursões, enquanto que a tutela dos espectáculos trataria de proibir cinema, teatro e concertos. Até podia ser que fosse a própria ministra da Presidência a impedir as missas em Igrejas que ficassem a menos de um quilómetro das mesas eleitorais. Brincadeira de mau gosto, não é? Mas há pior. É só ler o que João Paulo Rebelo diz ao Expresso, revelando uma total falta de respeito por quem vai ao futebol: «Imagine a cerveja e o courato pelo meio e as pessoas a tentarem chegar às assembleias de voto...» Mais dia, menos dia, depois das autárquicas, haverá remodelação governamental. António Costa, homem inteligente e de bom senso, dotado de transcendente sensibilidade política, bem que nos podia fazer o favor de emendar o erros de casting que cometeu quando decidiu entregar, em segundas núpcias, a tutela do Desporto a João Paulo Rebelo. Já houve governantes mauzinhos nesta área, mas não há memória de algum que estivesse tão mal preparado quanto este...

(...)
'All blacks0 dinamitam 'springboks': 57-0 !!!
Nos 111 anos de história dos confrontos entre os all blacks e os springboks, nunca os neozelandeses tinham ganho por tantos. No último sábado, os kiwis destroçaram a oposição sul-africana por 57-0 e um dos oito ensaios dos all blacks, protagonizados por Skudder e Barrett, entra na lenda do râguebi mundial."

José Manuel Delgado, in A Bola

CHAMA IMENSA BENFICA TV HD :: 18 SETEMBRO 2017

                                           

ANÁLISE DO BENFICA E DA IMPRENSA DESPORTIVA - BENFICA TV - 18-09-2017

                                           

CRISE NO BENFICA? FC PORTO E SPORTING É QUE ESTÃO EM CRISE


Antigo dirigente afirma que os ‘encarnados’ estão num “mau momento”.
António Figueiredo deixou de parte qualquer hipótese de o Benfica estar a atravessar uma crise. Ao jornal A Bola, o antigo dirigente do clube da Luz disse que não passa de um mau momento e que a verdadeira crise está em Alvalade e no Estádio do Dragão.
“Não vejo crise, vejo mau momento. Em crise estão o Sporting e o FC Porto que não são campeões há vários anos. Não perdi a confiança em Rui Vitória. O Benfica fez um mau jogo com Portimonense, mas mereceu ganhar, teve jogo ingrato com CSKA e mau jogo com o Boavista, no qual desligou o interruptor na 2ª parte”.
Recorde-se de que o Benfica somou, frente ao Boavista, a segunda derrota seguida e está com menos cinco pontos do que FC Porto e Sporting que seguem no primeiro posto do campeonato com seis vitórias em seis encontros.

PRIMEIRAS PÁGINAS


VIDEOÁRBITRO: INESPERADA ARMADILHA?


"Todos queremos mais e melhor desenvolvimento, mais e melhores condições de vida e perspectivas mais atraentes para o futuro.
Para se avançar nesse sentido, são indispensáveis profundas evoluções tecnológicas mas também um sustentado crescimento das capacidades humanas… Cada um desses universos deve envolver-se, com equilíbrio, prioridades e critérios estruturados, com divulgação mediática. Por um lado, temos smartphones cada vez mais abrangentes, mais velozes, imparáveis.
As inúmeras potencialidades da evolução tecnológica poderão ajudar a construir uma “Casa Comum” mais agradável: mudança de paradigma na utilização dos recursos naturais, controlo eficaz na redução da poluição, automóveis eléctricos sem condutor, impensáveis benefícios para medicina/engenharia ao serviço das pessoas.
Riscos surgirão sempre, por isso a ponderação é útil antes das decisões… Por exemplo, a libertação da necessidade de mão-de-obra não pode ter como consequência um brutal desemprego mas antes uma permanente requalificação das pessoas.
Por outro lado, a aposta na formação humana, nos valores, princípios, ética, são essenciais para o equilíbrio da humanidade (mesmo sabendo nós que, por vezes, há países e líderes que, em dado momento, são erros de casting muito perigosos).
A inteligência artificial nunca se pode transformar num problema mas sim num rumo da evolução planetária.
Desde o início que não somos defensores deste modelo do Vídeo-Ábitro (VAR) em regime oficial (sem prévia e aturada fase de experimentação diversificada, com informações imprecisas – afinal, há jogos só com 5 câmaras, o que contraria informações tornadas públicas; em relação à comunicação VAR para Árbitro, até ao momento gritada, emotiva, longa, deverá passar a ser mas eficaz, objectiva e serena: “Fora-de-jogo; Grande penalidade; Cartão vermelho…”), não por capricho, mas antes para tentar acautelar a sua interferência como potenciadora de conflitualidades sucessivas.
Continuo a pensar que o VAR poderá ter sido mais uma estratégia para se procurar resolver uma situação complexa de desconfiança colectiva (clima de “guerrilha” entre clubes e adeptos, tornando-se incontrolável e bloqueando soluções de compromisso mais úteis para o futebol).
Desviando as atenções dos árbitros em campo para as tarefas do VAR, ausente da vista de todos nós, terão naturalmente pensado que seria vantajoso.
Não só não foi como aumentou intensidade das situações de suspeição, criando novos “mártires”. Assim, se poderá ter reduzido a confiança numa medida que, no futuro, poderia ter interesse.
A formação dos árbitros deverá ser sempre a principal prioridade.
É importante aproveitar a sabedoria acumulada pelos que vão saindo, pelo limite de idade, que poderiam ter mais alguns anos de actividade, desde que as condições físicas o permitissem.
Para que essa formação possa ser de excelência é necessária sólida e vasta área de selecção.
Depois, criar condições para que, desde o início, haja estabilidade e segurança e não o clima que todos os que acompanham o futebol conhecem: insultos, provocações, ameaças, violência… O que cria muitos abandonos. Curiosamente, o árbitro é também designado como juiz. Ora, se alguém insultar um juiz corre o risco muito provável de ouvir “voz de prisão” e seus efeitos… O termo pode ser semelhante mas as diferenças conceptuais são imensas. O árbitro começa desde cedo a sentir um constante risco para si e por vezes para a família.
Ao jovem jogador ou treinador tolera-se a falha, o erro; ao jovem árbitro (no início, com níveis de ansiedade muito elevados) as falhas nunca são aceites e daí os insultos e “elogios”.
Mudar esse quadro é fundamental.
Desde o início da carreira, os jogadores têm de interiorizar noções tácticas, técnicas mas também a importância dos árbitros (sem os quais não há jogo), nunca discutindo as suas decisões.
Em caso de falhas graves, os dirigentes dos clubes devem fazer chegar o respectivo relatório/participação para as entidades respectivas e acompanharem bem esse processo para evitar demoras que muitas vezes são sinal pouco edificante para essas instituições.
A comunicação social, também nesta área, pode ser um auxiliar indispensável do futebol.
Mudar não é tão difícil como muitas vezes se quer fazer crer… Basta olhar para bons exemplos e excelentes líderes.
Mesmo com falta de capacidade de selecção mais alargada de talentos jovens para a arbitragem (e de conseguir mantê-los) importa que, para os que continuam, se promova um acompanhamento cuidado e competente, bem como sistemático reforço dos aspectos comportamentais. Coerência e envolvimento na gestão do futebol serão sempre alavancas para a mudança e prestígio das nossas competições e, por isso, mais atractivas para investimentos transparentes.
Actualmente, os árbitros já carregam quantidade considerável de apetrechos tecnológicos. Sabem também que estão permanentemente a ser avaliados e é absolutamente necessário que essa função seja desempenhada com total liberdade, independência e rigor. Só assim se impedem suspeições. 
Mudar é sempre possível, quando necessário. Erros surgem e corrigem-se, permitindo evolução. Erros que se repetem, com hábitos de frequência e de tendência, não podem acontecer. “Uma maçã podre pode dar imagem de colheita perdida”.
A aplicação consistente dos regulamentos e das sanções revela o estado de “saúde” do próprio futebol: campeonatos com dignidade ou com suspeição permanente.
No final da época anterior, fomos muitos a alertar para a necessidade de se preparar tudo para que o campeonato que agora está nas primeiras jornadas não fosse contaminado por epidemias antigas. 
Decisões iguais para situações iguais, critérios uniformes e precisos, soluções sem protagonismos estéreis e sempre com transparência, clareza e seriedade.
Pode conseguir-se tanto com tão poucas mudanças…
A tecnologia ocupará lugar importante nas nossas vidas, até como apoio à formação e divulgação dos acertos e desacertos, desde que rigorosa e nítida.
Particularmente, na formação contínua (e os árbitros são dos agentes do futebol que mais a desenvolvem), as novas tecnologias permitem analisar e identificar os erros, as causas e condicionantes, assim como as medidas certas para os evitar. Numa fase posterior, quem sabe se com apoio da inteligência artificial não se conseguirá um modelo mais perfeito que consiga, no imediato, alertar o árbitro para uma situação de erro a corrigir, sem a mínima suspeição?
Antes disso, o VAR vai continuar a acertar e a falhar e a ser responsabilizado sem a mínima hipótese de se justificar claramente.
Em relação à nomeação dos VARs estranham-se nomeações recorrentes para os mesmos clubes que poderiam seguir o modelo de nomeação dos árbitros e não uma excepção a esse procedimento – uma importante questão de critério. A justiça, incluindo a do desporto, nunca permite suspeição se for competente e igual para todos.
Portanto, não é nada difícil… basta querer e saber escolher o rumo certo.
Na Liga dos Campeões, mesmo em lances com evidentes falhas dos árbitros, a contestação raramente se prolonga (os árbitros decidem, está decidido e siga o jogo!) e passado pouco tempo deixa de ser centro de atracção.
Será que a existência de VAR e a proximidade das equipas é amplificador dos debates alargados e inflamados?
Recentemente na nossa primeira Liga, mesmo com VAR, uma bola que ultrapassou a linha de golo não teve a decisão acertada: Intolerável erro humano ou deficiência dos meios? Continuo a interrogar-me se a entrada em vigor do VAR não terá dado origem a uma “armadilha” que acabou por desviar atenções, acelerar e atrasar processos, alimentando confusões desnecessárias?!
Não se poderia ter prolongado o período de experimentação?
Pensar futebol é melhor do que remediar. Até para se entender a razão que levou apoiantes do VAR a estarem agora na oposição."