domingo, 31 de dezembro de 2017

A ERA DO PERNIL DE PORCO JÁ CHEGOU


Cobardes e miseráveis. Nas vésperas de mais um dérbi da Capital foi deste modo que o presidente do Sporting batizou os presidentes dos demais clubes com exceção feita, naturalmente, ao presidente do FC Porto por uma questão de respeito. Tudo isto por ocasião da última assembleia geral da Liga de Clubes que aconteceu ontem. O presidente do Sporting, presume-se, ter-se-á sentido sabotado pelo "ensemble" associativo a quem chamou de miserável em geral e pelos homens presentes a quem chamou de cobardes em particular, salvaguardando, nunca é demais repetir, a figura referencial do presidente do FC Porto.

Tal como o nosso ministro dos Negócios Estrangeiros veio a público afirmar que "o governo português não tem o poder para sabotar o pernil de porco" – referindo-se ao diferendo alimentar com o presidente Maduro da Venezuela –, deveria ter vindo imediatamente a público o presidente da Liga de Clubes dizer exatamente a mesma coisa, por outras ou até pelas mesmas palavras, se entendesse curial fazê-lo pela urgência de serenar os ânimos exaltados neste momento tão conturbado do futebol português. Para mais vem aí mais um derby.
Se, por analogia do momento, a assembleia geral da Liga de Clubes teve ontem o poder para sabotar o pernil de porco diligentemente confecionado pelo presidente do Sporting com os prestimosos temperos emprestados pelo presidente do FC Porto, fez bem o presidente do Sporting em protestar veementemente contra a ausência de cultura democrática que detetou entre os seus pares do dirigismo nacional sabendo-se – é da cultura geral – que não há nenhum par que lhe chegue aos calcanhares em matéria de cultura democrática.
Mas deixemos os calcanhares em paz. Não é por causa dos calcanhares que a vida associativa do futebol português chegou a este estado. Foi mais por causa do pernil de porco, em sentido figurado, que ontem os patrões da bola não só se viram batizados de cobardes como também se viram intempestivamente deixados ao abandono quando o presidente do Sporting bateu com a porta levando a sua pequena comitiva atrás. Por não estar "ali a fazer nada" – segundo as suas próprias palavras –, bateria também com a porta o presidente do FC Porto, uns minutinhos mais tarde, solidário com o presidente do Sporting na indignação contra o poder evidenciado pela assembleia geral da Liga no que tocou a sabotar o pernil de porco, em sentido figurado, obviamente.
E é nisto que estamos em vésperas de mais um derby da Capital. Antes da modernidade trazida ao futebol pelo presidente do Sporting, os dias que antecediam os dérbis eram passados num já secular, e talvez por isso mesmo pachorrento, arremesso de vitupérios exclusivo entre os dois lados da Segunda Circular. Era apenas uma coisa entre eles. Agora, com a chegada da modernidade e vai tudo a eito no que toca ao insultar. Oh, que cambada de lampiões!
Destaque:
É nisto que estamos antes de mais um derby da Capital.
Leonor Pinhão, in Record

O BENFICA SEMPRE VENCEU COM VERDADE DESPORTIVA


Há uma campanha desesperada que visa impedir a conquista do Penta.
Encontrando-me ausente do País com a minha família e confrontado com as mais recentes notícias, faço questão de transmitir uma mensagem muito clara a todos os nossos Sócios, adeptos e simpatizantes.
Os Benfiquistas podem estar totalmente tranquilos de que nunca ninguém do Benfica comprou qualquer árbitro ou jogador de uma equipa adversária, ou em qualquer circunstância procurou manipular a verdade desportiva.
Todas as nossas vitórias resultaram apenas do nosso mérito e do nosso trabalho. Mais do que nunca, a melhor resposta que podemos dar é reforçar a nossa unidade e coesão, porque juntos somos mais fortes.

O que verdadeiramente está em causa em toda esta campanha negativa montada pelos nossos rivais é evitar a todo o custo que o Benfica conquiste o Penta. Porque, em desespero, necessitam de apresentar resultados para a sua própria sobrevivência.
Esta nova leva de denúncias anónimas resulta do facto de não conseguirem demonstrar a existência de qualquer indício de corrupção ou tráfico de influência.
Quero que todos saibam, e digo-o com orgulho, que no Benfica podemos andar de cabeça erguida. Aqui, não existem nem perdões de escutas, nem apitos dourados, nem árbitros convidados para casa, nem frutas oferecidas e também plantéis com seis e sete guarda-redes.
Estejam certos de que a nossa resposta será sempre compatível com a grandeza da nossa história e do nosso Clube.
Este ataque agride todos e cada um dos Benfiquistas na sua dignidade e na sua honra. Eles sabem que a nossa cultura é incompatível com a corrupção. Também sabem que jornalismo se presta a estas encomendas. Mas alerto para o seguinte: toda a Nação Benfiquista vai ser chamada para tomar nas suas mãos o ataque a esta vil e falsa campanha.
Reafirmo a confiança de que a justiça saberá repor a verdade dos factos. E este é o tempo da justiça.
Em breve, terei oportunidade de falar de viva voz a todos os Benfiquistas e como sempre estarei na linha da frente na defesa intransigente do bom-nome do nosso Sport Lisboa e Benfica.
A todos desejo um feliz ano novo rumo ao Penta.
Luís Filipe Vieira

AS RECLAMAÇÕES JUNTO DOS ÁRBITROS


"1. Mas, afinal, o que é que um Jogador ou um Dirigente pode dizer quando quiser reclamar com os Árbitros?
Leiam-se exemplos do que tem vindo a ser decidido, a diferentes níveis, sobre esta matéria: em 2008, em Coimbra, no Tribunal da Relação, faz-se notar que "o direito à crítica sofre limitações estruturais e de apresentação, nomeadamente: a manifestação de opinião expressa há de estar imbuída de uma verdade objectiva dos factos, bem como o modo como é veiculada a opinião ou crítica há de ser conduzido com correcção de linguagem". Há muitas mais ilustrações desta lógica, mas, face à limitação de espaço, centremo-nos dentro do universo desportivo, federativo e futebolístico. Em Março de 2016, no Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol decidia-se que um jogador dizer "isto é vergonhoso, esta partida foi vergonhosa", dirigindo-se à equipa de arbitragem, não é algo indigno para com a mesma, não sendo crítica directa a essas pessoas, nem lesam o seu direito à reputação, não se traduzindo num ataque pessoal. Em Novembro de 2016, em sede similar, escreveu-se que é limite à liberdade de expressão que um dirigente desportivo queira dirigir expressões depreciativas e injuriosas que violem a dignidade e honra profissional do agente de arbitragem, pois afronta valores tutelados pelo Direito Disciplinar Desportivo. Em causa estava a seguinte afirmação : "Estragaste o jogo todo, andaste a brincar connosco. Andamos a treinar para isto."

2. E os Regulamentos que possam atribuir direitos aos Clubes ou lhes provocar Sanções ou Punições? 
Quem se quiser informar melhor sobre o porquê de as coisas estarem a ser como são, leia alguns artigos em especial e compare. Na Liga de Futebol Profissional, desde o Artigo 35.º do Regulamento de Competições (Medidas preventivas para evitar manifestações de violência e incentivo ao fair play), ao Artigo 14.º do Regulamento de Arbitragem (Exposição sobre arbitragem incorrecta), até ao Regulamento Disciplinar…"

sábado, 30 de dezembro de 2017

BENFICA VENCE CLÁSSICO COM EMOÇÃO E ESPETÁCULO


A equipa de hóquei em patins derrotou o FC Porto, por 6-2, em jogo da 10.ª jornada do Campeonato Nacional.
O hóquei em patins do Benfica foi superior ao FC Porto ao vencer o clássico realizado no Pavilhão Fidelidade, por 6-2.
Ambiente fantástico nas bancadas repletas de adeptos Benfiquistas. Antes do apito inicial, as águias, vencedoras da Taça Intercontinental, foram homenageadas pela Associação de Patinagem de Lisboa e receberam uma placa comemorativa da conquista.
O jogo, esse, como um bom clássico, começou a todo o gás. O Benfica tinha mais posse de bola; o FC Porto tentava levar perigo à baliza de Pedro Henriques através de ataques rápidos. Em pista, a partida era bem disputada, emocionante e com várias oportunidades para os dois lados.

A turma da casa, empurrada pelo entusiasmo que vinha das bancadas, inaugurou o marcador aos 4’ por Adroher. O espanhol, num livre direto, bateu Carles Grau com uma “picadinha”. Por cima na partida, os encarnados poderiam ter feito o 2-0 pelo mesmo jogador, mas o espanhol desperdiçou uma grande penalidade aos 17’.

Quem não marca, sofre. A velha máxima muitas vezes usada no futebol foi válida para o clássico de hóquei em patins. Aos 21’, Gonçalo Alves empatou com uma stickada do meio da rua, e Rafa, aos 25’, fez o 1-2 com que se chegou ao intervalo.

A etapa complementar manteve a toada dos primeiros 25 minutos. Hélder Nunes desperdiçou um livre direto aos 26’; Adroher não lhe quis ficar atrás e também não concretizou um para o Benfica aos 28’. De permeio, aos 27’, Nicolía, com um desvio oportuno empatou a contenda a duas bolas.
Os encarnados ameaçavam… e acabaram por marcar aos 35’. Livre direto e Nicolía, na recarga, a fazer o 3-2. O 4-2 chegou volvidos 10 minutos de grande penalidade. João Rodrigues junta o seu nome à lista dos marcadores. Aos 46’, novamente de bola parada – livre direto – João Rodrigues bisou e aos 50’, num gesto técnico brilhante, Nicolía fechou a contagem do clássico.
Ao cabo de 10 jornadas, o Benfica soma 28 pontos e no dia 6 de janeiro viaja ao Pavilhão João Rocha para medir forças com o Sporting.
PEDRO NUNES: "NA SEGUNDA PARTE ALTERÁMOS TUDO E ATACÁMOS COM IDEIAS"
Mais forte após o intervalo, o Benfica virou o resultado e construiu uma vitória expressiva sobre o FC Porto (6-2) no clássico da 10.ª jornada.
Com uma segunda parte de grande qualidade e muita criatividade no ataque, o Benfica levou a melhor sobre o FC Porto (6-2) no Pavilhão Fidelidade, na 10.ª jornada do Campeonato Nacional de hóquei em patins.
Pedro Nunes, treinador da equipa benfiquista, reconheceu que o adversário foi superior até ao intervalo (1-2), mas depois do descanso (e das retificações) tudo mudou.
“O Benfica não fez uma boa primeira parte. Entrou francamente mal no jogo: no ataque, a defender e nas transições. Teve a sorte de se colocar à frente do marcador, mas também nunca aproveitou bem essa sorte. Depois cometemos um erro incrível a acabar uma primeira parte que tinha sido penosa para nós e em que o FC Porto tinha sido francamente melhor”, admitiu o técnico.
Indo ao pormenor, Pedro Nunes explicou as modificações que viraram o encontro a favor das águias.
“Na segunda parte alterámos tudo: a atitude, a postura, algumas coisas em termos táticos. Mas essencialmente fomos sempre uma equipa muito mais concentrada e desperta; reagimos melhor, conquistámos mais bolas e no ataque fomos uma equipa com mais ideias, coisas que não fomos na primeira parte”, assinalou o treinador.
“O nosso adversário foi melhor do que nós durante 35 minutos, mas já começamos a ganhar uma experiência enquanto equipa que nos permite, mesmo a jogar mal, por vezes ganhar o jogo. Estou imensamente feliz, sobretudo pelos nossos adeptos. O ambiente foi fantástico”, realçou Pedro Nunes.
João Rodrigues: "Senti que ia fazer golo"
Na conversão de uma grande penalidade e de um livre direto, João Rodrigues marcou o quarto e quinto golos do triunfo do Benfica sobre o FC Porto. Quando apontou e disparou na direção da baliza dos dragões, o hoquista das águias estava convicto de que seria bem-sucedido.
“Senti que ia fazer golo. Trabalhamos muito as bolas paradas. Sabia o que ia fazer, felizmente resultou. O trabalho é isso mesmo. Mas é muito redutor falar apenas de um momento no jogo. Fizemos uma boa exibição no global, apesar de eu sentir que o FC Porto foi melhor do que nós na primeira parte. O Pedro Henriques foi fundamental para nos manter no jogo; fez uma grande exibição e segurou-nos nos momentos maus. Esteve fantástico, mais uma vez”, afirmou João Rodrigues.
“Na segunda parte soubemos responder com muita união e demos uma resposta cabal do valor desta equipa. Tivemos um bom resultado. Além da vitória, conseguimos uma boa diferença de golos, que pode ser importante. Vamos para a passagem de ano felizes, já com o pensamento no dia 6 de janeiro, quando visitamos o Sporting”, afiançou.

FUTSAL FAZ CAIR O PANO DE 2017 COM UMA DEZENA


A equipa do Benfica encerra o ano com um claro 10-0 ao Fabril, em jogo da Liga Sport Zone.
A equipa de futsal do Benfica venceu, no Pavilhão n.º 2 da Luz, o Fabril, por 10-0, em jogo da 16.ª ronda da Liga Sport Zone.
Primeira parte de total domínio do Benfica com quatro golos apontados. A resistência do Fabril durou 10 minutos: aos 11’ Bruno Coelho inaugurou o marcador. Deives bisou com dois tentos de rajada (12’ e 13’) e Henmi fechou cinco minutos loucos com mais um tento (14').
No reatamento, mais do mesmo! Robinho fez o 5-0 aos 21’. A vencer por uma mão-cheia os comandados de Joel Rocha não abrandaram. No espaço de dois minutos, Fábio Cecílio bisou (32’ e 33’) e Robinho não ficou atrás e fez o seu segundo no jogo à passagem do minuto 38. Tiago Brito fixou o resultado, com golos aos 39’ e aos 40’.

O Benfica fecha 2017 com 45 pontos na classificação e no dia 6 de janeiro desloca-se ao reduto do Belenenses.

Joel Rocha: "Fomos aquilo que gostamos de ser"
“Os números finais não traduzem fielmente aquilo que o Fabril nos obrigou a trabalhar”, analisou Joel Rocha, o treinador do Benfica, em declarações à BTV.

“Foi o primeiro jogo desta época em que o Fabril não fez qualquer golo. Nos 15 jogos anteriores, marcou sempre golos e tem o quinto melhor ataque da Liga Sport Zone. Além de mantermos a nossa baliza a zero com um trabalho meritório, marcámos dez golos. Foi positivo, mas são apenas três pontos”, frisou.
“Uma boa moldura humana, uma boa forma de terminar o ano. Fomos aquilo que gostamos de ser: uma equipa com qualidade, prazer, responsabilidade e momentos de criatividade”, destacou o treinador.
Miguel Ângelo: "Trabalho, dedicação e títulos"
“O resultado fala por si: não sofremos golos, isso é muito bom. Fechámos o ano em grande”, reconheceu Miguel Ângelo, depois do 10-0 do Benfica sobre o Fabril.
“Trabalhámos toda a semana para isto. Para 2018? Podem esperar muito trabalho, dedicação e títulos”, afirmou o benfiquista.

ANO NOVO, VIDA VELHA


"Aparentemente, não há como contrariar a tendência autodestrutiva do futebol nacional.

Amanhã é o último dia do ano. Este facto parece ser o único indiscutível no que diz respeito aos sucessos e aos insucessos do futebol português neste tão peculiar ano de 2017. E foram, na realidade, tão peculiares e controversas as ocorrências dentro e fora das quatro linhas dos relvados em 2017 que só muito dificilmente o ano novo se poderá apresentar fresco, esperançoso e de cara lavada aos amantes do jogo.
Ano novo, vida velha, é o que promete 2018 e não há, aparentemente, como contrariar a tendência autodestrutiva daquilo a que alguns chamam a indústria do futebol.
Os últimos dias do ano não quiseram fugir à regra que se impôs na agenda de 2017 e trouxeram novas ameaças de escândalos e de proporções alarmantes. A suspeita de resultados combinados em jogos da Liga que estará a ser investigada pelo Ministério Público antecipa a configuração do mais terrível crime a que o futebol está sujeito.
Podemos duvidar de quase tudo o que mexe no futebol – de árbitros, de dirigentes, de jornalistas e até da própria bola… - e continuar a gostar do jogo e a acreditar no jogo. Mas como poderemos continuar a amar o mesmo jogo se, pelas vias oficiosas e oficiais, nos sugerem que há jogadores – os artistas! – facilmente corrompidos para "facilitar" resultados que rendam maiores dividendos no mundo tenebroso das apostas? E não é isto muito mais grave do que saber-se, como se soube, que o Zivkovic ganha mais do que o Pizzi?
A exposição pública dos valores dos ordenados dos jogadores do Benfica lança, indiscutivelmente, o capitoso tema da relação qualidade/preço no plantel da equipa campeã nacional mas de ilícito propriamente dito só terá o modo como essa informação classificada foi roubada e disponibilizada ao mundo na internet.
Não há, portanto, grandes motivos para acreditar que 2018 será muito diferente do ano que vai agora terminar no que respeita a surpreendentes intervenções policiais – como foi a visita da PJ ao Estádio da Luz na sequência do caso dos emails – e a surpreendentes apelos à legalidade tal como os ocorridos sempre que o presidente do FC Porto vem a público defender a "verdade desportiva" que tanto ama há mais de três décadas.
Veremos o que o ano novo nos traz. Tratando-se de futebol diga-se, já agora, que o grande triunfador de 2017 foi o Sporting. Ganhou 4 campeonatos das primeiras décadas do século passado. O outro vencedor foi o Moreirense porque ganhou a Taça da Liga sem que tivessem surgido suspeitas sobre a competição. Nas outras competições todas, o Benfica foi o vencedor. Mas não valeu. E nada valerá porque até ao último email está tramado o campeão nacional.

Aventuras de um milionário em Espanha
Quem não tem dinheiro não pode ser descarado à vontade
As autoridades fiscais espanholas prosseguem a sua saga contra Cristiano Ronaldo e a nós, portugueses, só nos resta escolher um destes dois campos: ou se concorda com a posição da Unidade Central de Coordenação do Tesouro dos nossos vizinhos que entende que o nosso compatriota devia estar preso porque tem andado a fugir ao fisco ou, com outro tipo de preocupações não-sociais, se concorda alegremente que tudo isto é uma perseguição dos malditos castelhanos a um portuguesinho que, por sinal, é multimilionário.
E, de facto, é. Como toda a gente acaba por descobrir um dia não é o dinheiro garantia de felicidade. Mas é garantia de grande despreocupação com estas minudências fiscais. "Estou preso a estes bebés lindos", respondeu o jogador português às autoridades espanholas exibindo uma fotografia com os seus três filhos mais novos.
Quem não tem dinheiro a rodos não se pode dar ao luxo de ter este descaramento magnífico, é a conclusão. E agora, ‘nuestros hermanos’?"

V. SETÚBAL 2 X 2 BENFICA :: ANÁLISE BENFICA TV HD :: 29 DEZEMBRO 2017

                                           

UMA SEMANA DO MELHOR BENFICA TV HD :: 29 DEZEMBRO 2017

                                           

EM FÚRIA


"A eliminação da equipa de futebol do Benfica na Taça da Liga foi a expressão de um ano que está a ser, a vários títulos, desastroso.

eliminação da equipa de futebol do Benfica da Taça da Liga foi a expressão de um ano que está a ser, a vários títulos, desastroso.
Não podemos fechar os olhos ao que é evidente: o treinador Rui Vitória tem responsabilidade nos sucessivos resultados negativos da equipa, como, aliás, se constatou com as substituições efectuadas no jogo frente ao Portimonense.
A sua continuidade será, por isso, avaliada por Luís Filipe Vieira no final da época. Mas, no entretanto, há todo um campeonato para disputar.
Onde estamos apenas a três pontos da liderança e com menos dois pontos do que na época passada, a mesma onde foi conquistado o tetra. De que precisamos? É simples: de deixar as reflexões estratégicas para maio. 
gora é tempo de salvar a dignidade do Benfica. E libertar toda a fúria da águia já para o dérbi da próxima quarta-feira, no Estádio da Luz."

PRIMEIRAS PÁGINAS


sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

FINAL DE ANO DE ACUSAÇÕES E SUSPEITAS


"A PJ está a averiguar e isso é muito bom para o futebol. Que se castigue quem prevarica e absolva quem nada tem a ver com as aldrabices.

Final de Ano desportivo pontuado, por acusações, suspeitas e dúvidas sobre o futebol e o desporto. Desta vez foi o Feirense - Rio Ave, da última época que já havia sido falado pelo inusitado número de apostas que gerou.
A Polícia Judiciária está a averiguar e isso é muito bom para o futebol. Que se investigue, castigue quem prevarica e absolva quem nada tem a ver com as aldrabices.
Nada pior no desporto, na política ou na vida, que aquela indiferença de são todos iguais.
Não é verdade, não pode ser verdade, é bom que não seja verdade, e quem cumpre não pode ser confundido com quem aldraba.
Jogos com resultados combinados, realidade que se conhecia de outras paragens (mafiosas), é a negação do desporto, e é, a curto prazo a morte da paixão pelo mesmo.
Numa altura em que as desgraças parecem não parar até Chris Froome, o último herói de uma modalidade mergulhada no descrédito, parece também já ser vilão e não campeão.
Depois de Lance Armstrong o que poderia ser pior?
Só falta mesmo Federer ou Nadal, Messi ou Ronaldo, Parker ou Kevin Durant para deixarmos de ver, de acreditar e de gostar.
Na ânsia do negócio e das suas vigarices, acabam a matar a paixão. Na Rússia de Putin e do Mundial não param as demissões, acusações e descobertas de um gigantesco circo de aldrabice desportiva com base no doping.
Esta última semana de 2017 faz com que tenhamos mesmo necessidade que venha algo de novo e de melhor, que seja 2018.
Para quem gosta muito de desporto, nesta fase, quase bastava saber que o jogo que vê, de futebol ou de hóquei, a prova que assiste, de ciclismo ou de atletismo, não é uma mentira.
Que os heróis são mesmo os melhores, que a excelência faz a diferença, e que não somos cúmplices de uma fraude sem tamanho.
Que tal um grande Benfica - Sporting no próximo dia 3? O derby dos derbies, apenas jogado dentro de campo, de forma intensa e leal. Numa altura em que resta ao Benfica o Campeonato Nacional, notícias que já não estávamos habituados há várias épocas, o doping era um grande Benfica e a aposta era um grande jogo.
Isso sim era um grande início de 2018."

Sílvio Cervan, in A Bola

PÂNTANO NO FUTEBOL


"O grande problema vai-se colocar à própria Justiça

Uma coisa parece cada vez mais evidente: os processos relacionados com o futebol vão inundar o Ministério Público e a PJ.
Do famoso caso dos emails, comissões ilegais, às piratarias informáticas, à corrupção e ao tráfico de influências, sem esquecer as bagatelas de difamação, vai parar tudo às instâncias judiciais. O futebol sempre foi um pântano mas a verdade é que, nos últimos anos, as forças em guerra evoluíram para um plano superior de organização.
Contrataram piratas informáticos e passaram a usar a Justiça como arma de arremesso. Uma cópia da velha litigância entre políticos, onde abundam os grandes especialistas de bullying jurídico contra tudo e todos, de jornalistas a adversários partidários.
O grande problema, de resto, não se coloca a quem se queixa, a quem promove a pirataria informática e o crime em geral.
O grande problema vai colocar-se à própria Justiça que, pela dificuldade de produzir prova, pelo insuficiente enquadramento penal de alguns dos comportamentos visados, pelo pacto de silêncio reinante em áreas financeiras e outras do mundo do futebol, não vai chegar a lado nenhum. E só serviu para alimentar a fogueira de mais uma época."

ANÁLISE DO BENFICA E DA IMPRENSA DESPORTIVA - BENFICA TV 29-12-2017

                                           

AQUECIMENTO BENFICA TV HD :: 28 DEZEMBRO 2017

                                           

JORNAL O BENFICA - BENFICA TV - 28 DEZEMBRO 2017 HD

                                           

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

TÃO PERTO, TÃO LONGE, TÃO EXACTO


"Cá, qualquer SL Benfica - FC Porto ou vice-versa é sempre acompanhado da fantasia regionalista e das suas patetas farsas de trazer por casa.

O Real Madrid - Barcelona
Vi o jogo Real Madrid - Barcelona. Talvez o encontro (entre rivais) mais icónico do planeta. Sempre de resultado imprevisível. Quando me sentei para o ver, devo dizer que já estava de 'barriguinha cheia', depois de ter também acompanhado pela televisão um Arsenal 3 - Liverpool 3, com quatro golos em  minutos e várias viragens do resultado.
Naquelas poucas horas, ali tão perto em Madrid, voltei a sentir o gosto pelo futebol. Puro, emocionante, imprognosticável, jogado apenas nas quatro linhas de um relvado. Sem comentadores aborrecidos ou lapalissianos dos jogos de cá. Sem o insuportável pseudo-moralismo de quem merece ganhar ou não perder. Sem eleger o árbitro como a figura central da partida entre onze de cada lado.
Em Madrid, o que pudemos constatar para além do jogo? Estádio cheio, ainda que a horas só explicáveis para apetência exportadora do espectáculo para a China e Extremo Oriente. Espectadores vibrantes, evidentemente de uma forma maioria merengue, mas com os adeptos do Barça respeitados e respeitadores, sem essas cretinas tarjas e palavreado odiento das claques que, por cá, militam. Presidentes dos dois clubes rivais, lado a lado, serenamente, sem jogos de palavras aparvalhados no antes, no durante e no depois. Treinadores apenas treinadores, não joguetes de recados de bandarilheiros e de instruções de patrões incoerentes e inconsequentes, não artistas foleiros de palavras em ditas e dispensáveis conferências mediáticas.
Acabou o jogo. Tudo sereno. A minoria no Santiago Bernabéu serenamente feliz e contente, e a maioria desoladamente calma. Os jogadores cumprimentaram-se, no fim, com o sentimento de dever cumprido, sem alardes patetas ou provocativos e sem quererem voltar às naturais quezílias dos 90 minutos de boa luta desportiva. Os dois melhores jogadores do mundo cumprimentaram-se antes e depois do jogo, e falaram. Assim Cristiano Ronaldo e Leonel Messi terão desiludido os que sempre procuram encontrar motivos de mal-estar, inveja, senão mesmo de ódio entre os dois mais lídimos embaixadores do futebol planetário. E alguém ouviu ou leu algo de importante sobre a arbitragem do jogo? Alguém reclamou sobre qualquer decisão ou omissão arbitral? Não, evidentemente. Repare-se que este clássico espanhol foi disputado dois dias depois das eleições catalãs e da complexa posição face à independência ou não da Catalunha. Cá, qualquer SL Benfica - FC Porto ou vice-versa é sempre acompanhado da fantasia regionalista e das suas patetas farpas de trazer por casa. Lá, e neste seríssimo ambiente político, um jogo de futebol foi assim e só isso. Aprendam...
Porque, no fim de contas, estes clubes e os seus jogadores, técnicos e empregados sabem quanto os seus rendimentos dependem da preservação saudável do ambiente concorrencial deste desporto. Perceberam que há matérias onde, mais até de que apenas não haver javardice pública de divergências, é imperativo consolidar e robustecer aquilo que a todos deve unir: a grandeza do espectáculo.
No fim, 14 pontos de distância entre o actual campeão do mundo, da Europa e de Espanha - Real Madrid - e o seu eterno rival, o Barcelona, ainda antes de ter terminado a primeira volta da Liga Espanhola. Desilusão dos madrilistas, evidentemente. Mas não desespero, como se o mundo desabasse amanhã. É este o encanto do futebol. Nem sempre se é o melhor, nem sempre se é o pior.
Nesta altura, lembro-me do que agora se vem sentenciando em torno do Benfica. A três pontos da liderança, depois de quatro títulos consecutivos, até parece que tudo já descarrilou e quase tudo também se esfumou da memória recentíssima de quatro anos a tudo vencer. Os seus adversários falam e escrevem como se o Benfica estivesse moribundo. Essa sua (deles) alegria e exageração incontida são a prova da força do SLB e do quanto lhes incomodam estes anos de glória encarnada. Alguém que, por hipótese, chegasse agora cá e ouvisse e lesse o mainstream noticioso e comentarista, logo concluiria que o Porto e o Sporting são os maiores e, coitado, o Benfica um clube que já não ganha nada há longos anos! Deixem-me rir...

Factos: a última década
Vai acabar o ano. Vamos ter um novo ano, o que não significa necessariamente um ano novo. Entre previsões, premonições, desejos e efabulações, uma coisa é segura: podemos falar do passado, com certeza.
Para avivar as memórias do passado mais recente, dei-me ao trabalho de coligir dados e fazer uma análise da última década (2008/2009 até à parte já decorrida da actual) relativamente ao desempenho dos três 'grandes'. Vejamos os quadros:
A Última Década:
2008/09 até 2017/18 (primeira volta)
Benfica - Pontos 80%; Vitórias 74%; Empates 16%; Derrotas 10%
FC Porto - Pontos 79%; Vitórias 73%; Empates 19%; Derrotas 8%
Sporting - Pontos 67%; Vitórias 59%; Empates 24%; Derrotas 17%

Primeira Metade
2008/09 até 2012/13
Benfica - Pontos 76%; Vitórias 71%; Empates 17%; Derrotas 12%
FC Porto - Pontos 83%; Vitórias 77%; Empates 18%; Derrotas 5%
Sporting - Pontos 58%; Vitórias 50%; Empates 25%; Derrotas 25%

Segunda Metade
2013/14 até 2017/18 (primeira volta)
Benfica - Pontos 83%; Vitórias 78%; Empates 14%; Derrotas 8%
FC Porto - Pontos 75%; Vitórias 69%; Empates 19%; Derrotas 12%
Sporting - Pontos 77%; Vitórias 70%; Empates 22%; Derrotas 5%

Algumas óbvias ilações:
1. O Benfica foi o clube com mais pontos conquistados e com o maior número de vitórias
2. O Porto foi a equipa com menos derrotas.
3. O Sporting ficou a uma larga distância em todas estas bitolas.
4. Nos primeiros 5 anos da última década, o Porto foi claramente o melhor em todos os aspectos, com um baixíssimo nível de desaires.
5. Já na segunda metade, é o Benfica a atingir um máximo de 83% de pontos conquistados, tanto quanto o Porto nos anos anteriores.
6. Neste segundo quinquénio, o Porto foi ultrapassado pelo Sporting que tem um assinalável número mínimo de derrotas (5%), embora tenha sido o campeão dos empates (22%).
7. Se fizermos a comparação da primeira parte da década para a segunda (e já incluindo a quase primeira volta completa desta temporada), é notória a melhoria do Benfica (passa de 2.ª para 1.ª) e aumenta em 7 pontos percentuais o total de pontos alcançados. Também o Sporting evidencia uma assinalável melhoria, com um aumento de 19 pontos percentuais, depois de ter apenas atingido pouco mais do que metade dos pontos possíveis nos anos anteriores. Já o Porto, não obstante o desempenho deste ano, baixa de 83% para 75% o seu desempenho pontual.
Outra análise que fiz respeito à classificação final. Vejamos:
Número de Vezes:
Benfica - Campeão: 5; 2.ª: 3; 3.ª: 1
FC Porto - Campeão: 4; 2.ª: 2; 3.ª: 3
Sporting - Campeão: 0; 2.ª: 3; 3.ª: 3; 4.ª: 2; 7.ª: 1

Lugar Médio da década:
Benfica - 1,6.ª
FC Porto - 1,9.ª
Sporting - 3,3.ª

O Benfica apenas no 1.ª ano (2008/09) não foi campeão ou vice-campeão. O Sporting teve a pior classificação de sempre em 2012/13 (7.ª lugar), superando, pelo pior, a mais negativa época do Benfica (2000/2002) com um 6.º lugar e a do Porto que foi 9.ª classificado em 1969/1970.
Se fizermos uma classificação ponderada, dando 1 ponto ao campeão, 2 ao vice-campeão, 3 ao terceiro classificado e assim por adiante, o Benfica e o Porto oscilam entre serem campeões ou vice-campeões (1,6.ª e 1,9.ª, respectivamente) e o Sporting oscila entre o 3.º e o 4.º lugares.
Por mais que se queiram espremer ou torturar os números, eles falam por todas as palavras. Mesmo as que agora se espalham virulentamente pelas redes sociais, em versão facebookianotweetista, ou outro qualquer...

P.S. - Hoje, entre o Natal e o Ano Novo, não há contraluz Fico-me pelo contador (da Luz).
(...)"

Bagão Félix, in A Bola

POLÍTICA, CORRUPÇÃO E DESPORTO


"Não é por acaso que o Colégio Militar é um bom exemplo da aquisição de uma boa formação, integral, através do desporto

Política e corrupção sempre andaram de “mãos dadas” por razões evidentes, ou seja, quem precisa de “resolver” problemas tem que ter a “boa vontade” do poder político, isto é, de quem decide, e, por vezes, essa “boa vontade”, tem um preço, a menos que as escolhas das pessoas para os cargos políticos levem em consideração princípios morais, éticos e deontológicos, o que só teoricamente acontece, já que o escrutínio é feito, em circuito fechado, dentro dos partidos, e estes são o que são, nem todos os seus membros andaram na “catequese” ... e daí, as notícias que temos tido de vários casos de corrupção na política que podem ser confirmados pela nossa “Polícia Judiciária,” que essa sim, tenta proteger a nossa sociedade da corrupção, do crime organizado, do banditismo, da droga, etc. ... etc. ... .
O que queremos dizer, de forma bem explícita, é que é na Escola Primária, e em casa, no seio da família, que se aprendem e assimilam os arquétipos, ou seja, os princípios, para que, depois de completada a nossa formação, possamos servir o País e a Grei, com lealdade e competência.
Mas também é na Escola que existe uma disciplina prática de Educação Pelo Movimento, que é Pedagogia pura, quando bem orientada, e Prática-Pedagógica, quando é bem aplicada.
Quer isto dizer que é através dessa prática, viva, verdadeira, espontânea, que são os “comportamentos em situação”, uma Pedagogia cara aos cinesiologistas, que por sua vez, são aqueles que estudam o “Movimento”.
E o que é o Movimento Humano?. É a forma como o ser humano utiliza as suas alavancas, para se deslocar, ou seja, para se movimentar, a que se chama de “Melodia Cinética”. Cada um tem a sua, que é característica de cada ser humano, tem que ver com a sua genética, com a sua educação, personalidade, carácter (marca) e, sobre tudo, com a sua determinação.
Não é por acaso que o “Colégio Militar” é um bom exemplo da aquisição de uma boa formação, integral, através do desporto, actividade central na vida dos alunos do “Colégio Militar” que é determinante na formação do carácter dos seus alunos. Pena que a Escola Pública, do Ministério da Educação, não tenha a mesma visão do problema, e acima de tudo, que não sinta, nem perceba, a sua importância, e por isso os resultados estão à vista, até se vende droga à porta das Escolas ... . Se não acreditam perguntem às várias Polícias!.
Continuando, como vamos equacionar a questão da droga, da doença, do peso morto, para a sociedade, que esta gente representa, e como vamos poder alterar isto e outras coisas na educação dos Jovens??? .
Ficámos a saber, como é possível afastar políticos incompetentes, em Outubro, quando o Presidente da República disse, de forma clara e directa, ao Governo, ou mudam já os procedimentos e os responsáveis , incompetentes, por tudo o que vem acontecendo desde Pedrógão, ou mudo eu! Esta é a única forma de resolver a questão, porque certos políticos não querem perder o poder político, ou seja, a possibilidade, de mais tarde, terem um futuro melhor, e só por isso é que mudaram a sua postura, de um dia para o outro.
Sem a ameaça do Presidente, tudo teria continuado na mesma. Esta a diferença entre aqueles que tomam decisões e iniciativas, sem terem que ser ameaçados.
É esse o comportamento dos ex-alunos do Colégio Militar, e de todos aqueles que tiveram o privilégio de ter recebido, através da prática do desporto, do verdadeiro, uma formação de carácter. 
Só é pena que o Ministério da Educação e o Conselho Nacional de Educação, não aprendam, para poderem colocar em marcha um programa deste quilate, antes eu sejam “ameaçados” com uma “Guia de Marcha” .... Bom dia."



O QUE NOS TRARÁ 2018


O Natal passa e com ele muitas vezes vai também o tempo de qualidade que tentamos dar às nossas famílias, demasiadas vezes esquecidas ou pelo menos passadas para segundo plano durante o resto do ano, numa equação que não faz qualquer sentido, mas em que quase todos caímos num momento ou outro. O Natal é uma oportunidade para nos libertamos das obrigações do dia-a-dia, hoje no desporto português muito limitadas ao ódio sem quartel, que não afeta apenas os clubes que o manifestam sem lamentos, mas também adeptos e jornalistas, todos submersos num mar de intrigas e conversas de escárnio e maldizer. Aposto que passados estes dias voltaremos à linguagem belicista e a processos de intenções, uns dignos de atenção, outros meramente casuísticos, mas enquanto o pau vai e vem sempre folgam as costas. Não é difícil de prever, não ambiciono costela de Nostradamus. Aliás, a proximidade do dérbi provavelmente vai piorar o ambiente.

Então o que desejar? Acreditar que 2018 pode trazer a paz ao nosso futebol? Difícil. Para não dizer impossível. Mas pode ser que as coisas melhorem. Que haja conclusões sobre as suspeitas lançadas de um lado e de outro. Que os clubes entendam que há mais formas de travar guerras. Que o poder instituído perca o medo de deixar o futebol ao deus-dará. Sonhar ainda é permitido. Pelo menos hoje.
Bernardo ribeiro, in Record

VAMOS FALAR DE MILHÕES?


Após mais um empate, desta vez com o Burnley (sensacional 7.º lugar), José Mourinho voltou à carga contra o rival de Manchester. O português tem razão: os mais de 400 milhões de euros que City gastou em contratações nos últimos dois anos fazem com que seja impossível pensar numa competição equilibrada, quer em Inglaterra quer na Liga dos Campeões. O problema é que Mourinho é dos últimos que pode falar sobre o assunto.
Primeiro, porque acabara de empatar em casa com um clube que gastou pouco mais de 30 milhões de euros em reforços esta época. Depois, porque o Manchester United também está entre os clubes que mais gastam, não só na Premier League mas como em toda a Europa. Por fim, porque o atual City não é muito diferente do Chelsea que Mourinho tornou grande a partir de 2004: um novo rico, com dinheiro que até estorvava.

As diferenças entre os ricos e os outros alargam-se a cada ano que passa e a Premier League deste ano já sabe a Liga espanhola. É certo que todos vão recordar o título do Leicester durante vários anos, mas será uma exceção que dificilmente se repetirá, pelo menos enquanto houver clubes capazes de gastar num só futebolista mais do que outros, na mesma prova, gastam com todo o plantel.
A médio prazo isto será o princípio do fim das ligas domésticas. City, United, Real Madrid, Barcelona, Paris SG, Bayern e mais meia dúzia de clubes terão de encontrar alguém do tamanho deles para jogar. E isso só acontecerá a nível continental.
Sérgio Krithinas, in Record

VÉNIA


"1. Ou muito me engano ou, no final da temporada, o número de conferências de imprensa abandonadas a meio por José Mourinho será tão grande como o número de pontos de atraso para o City.
2. Segundo um artigo recente do El Mundo, o futebol actual do Barcelona é sexo sem amor, por não ter a beleza do passado recente. Com 14 pontos de avanço sobre o Real (menos um jogo), seguramente que os adeptos catalães não se incomodam com os prazeres da carne.
3. Tenho alguma dificuldade em perceber certos desejos dos clubes portugueses. Apenas um exemplo (entre tantos outros): Rúben Ribeiro, 30 anos, é melhor do que Hernâni, 26? Não. É melhor do que Iuri Medeiros, 23? Não. Então...
4. O FC Porto foi multado em 2869 euros pelo facto de, no clássico com o Benfica, no Dragão, um adepto seu ter invadido o relvado para abalroar Pizzi. O V. Setúbal foi multado em 153 euros por causa de um gato preto que, na parte final do jogo com o SC Braga, para a Taça da Liga, se passeou por instantes junto à linha lateral, sem chegar a entrar no relvado. O futebol português é isto.
5. Acho piada à chegada do videoárbitro ao ciclismo. Não estou a dizer que não seja importante vigiar e punir comportamentos entre os corredores durante as etapas, mas todas sabemos que os graves problemas da modalidade estão fora da estrada. Refiro-me à elevação da taxa de ciclistas com doenças (obrigados a tomar medicamentos) ou simplesmente com azar (já ouvimos de tudo, desde rebuçados enviados por uma tia do Peru a hormonas de crescimento para a sogra, passando por frascos de EPO e morfina para o cão). O videoárbitro no ciclismo é, portanto, como filmar uma operação do lado de fora da sala.
6. Eu sei que todos partimos um dia e que a morte não tem critério, mas que maldita doença esta que destrói famílias e sonhos sem dó nem piedade. E tantas vezes cedo de mais. Que o jovem Edu descanse em paz. E uma vénia para o Boavista, que lhe tinha renovado o contrato no dia 7 de Dezembro."

Gonçalo Guimarães, in A Bola

O LABIRINTO DE MOURINHO


A estrela de José Mourinho está mesmo a empalidecer e o destino de sonho que parecia ser o cadeirão de Old Trafford ameaça tornar-se, afinal, num labirinto interminável. O último desgosto aconteceu ontem: mais um desaire, mais uma frustração caseira, mais uma exibição sofrível e, assim, a possibilidade de ver já hoje os ‘inimigos’ (Manchester City e Guardiola) distanciarem-se para quilométricos 15 pontos (!) quando o campeonato ainda vai a meio. O pior de tudo, desta vez, não foi a fraca qualidade do futebol do United, nem sequer o 2-2 frente ao surpreendente Burnley. O pior, agora, foi perceber que o treinador está a perder o pé.

Mourinho tocou o céu em 2004 (FC Porto) e 2010 (Inter) quando venceu a Champions contra adversários com muito mais dinheiro. Para justificar o atual atraso para o City diz agora que "323 milhões de euros não são suficientes para competir". Chega a ser perturbador ouvir um treinador com um percurso tão notável argumentar desta forma.
Quem tem Pogba, Matic, Lukaku, De Gea, Mata, Mkhitaryan, Martial ou Ibrahimovic não se pode queixar. O que realmente separa os dois rivais de Manchester é aquilo que se vê em campo. E é aí, naquilo que está à vista de todos, que Mourinho precisa de encurtar distâncias e voltar a ser o génio que já mostrou ser. Hoje, o futebol do City é um sonho e o do United é um sono.
Nuno Farinha, in Record

TEMPOS DIFÍCEIS PRECISAM DE LIDERANÇAS INTELIGENTES


Um Feliz Natal e um Ano que seja NOVO na dignidade, na justiça, na transparência, na inclusão, na competência… No fundo, que nos permita ganhar o jogo do sentido da vida em sociedade, erradicando as diversas faces da miséria.
Amigo enviou-me no facebook uma frase que merece reflexão, ou não fosse o autor um dos “craques” do pensamento, Eduardo Lourenço:
- “Um tempo é todos os tempos. Não antecipa só o futuro. Recicla todos os passados.”
Com base em diversas leituras e análises sobre o tempo que vivemos, por paradoxal que possa parecer, vale a pena tentar descobrir exemplos, que merecem estudo.
A política pode ser um dos universos a melhorar bastante com essas aprendizagens e, consequentemente, o próprio país e a sociedade em geral.
É sempre tempo de parar mediocridades, estratégias de manutenção no poder a todo o custo, impunidades que nos penalizam e ainda procurar limitar acesso a quem é incompetente.
O treinador de futebol como personagem que se destaca na paisagem, porque consegue transformar coisas interessantes em importantes, revela aspetos que os diversos líderes (ou candidatos) deveriam meditar com muita atenção.
Naturalmente, as nossas opiniões são sempre fundamentadas, baseadas e escolhidas, nos desempenhos daqueles que consideramos como importantes referências (entre muitos outros Sérgio Conceição, Vítor Oliveira, etc.).
Algumas características que no futebol são evidentes e que podem contribuir para uma melhor governança:
1. Persistência: treinador que nunca desiste, que transforma uma falha em oportunidade, sabe construir êxito futuro. Interliga sempre todos os acontecimentos.
2. Valorização de “ativos”: treinadores que no início da época, sem jogadores “ditos de milhões”, repescando muitos emprestados (que estavam desvalorizados na própria casa), conseguem integrá-los, motivá-los, qualificando-os para atingirem dimensões de talento, de eficácia, de entrega ao jogo, imbatíveis e sempre prontos para assumir o que for necessário (cultura tática coletiva e individual ao mais alto nível), são bons exemplos.
3. Coerência: treinadores com decisões frontais, firmes, corajosas (algo que se torna um perigo para quem não quer mudar) desvalorizam o ruído exterior, a hipocrisia e conseguem blindagem segura e consciência grupal com forte unidade.
4. Comunicação: treinador que comunica com eficácia, eficiência, dizendo o que quer, quando quer, onde quer e como quer, segue o rumo definido por si e nunca pelos outros. Comunicação clara, nítida, transparente, diferencia a qualidade das lideranças.
5. Superação do erro: treinador que entende que deveria ter feito de outra forma, é o primeiro a “pedir desculpa”, independentemente da opinião pública externa, pois antes de decidir, investiga muito, analisa pormenores, reflete e decide com confiança. Por último, não dá seguimento a diálogos desviantes, debates aleatórios, provocações encapotadas, aleatórias e com eventuais interesses estranhos ao que o motiva. Saber corrigir é exemplo cada vez mais raro e elimina suspeições.
6. Simplicidade: treinador com uma imagem natural, não apresenta sinais de desperdício de tempo à volta do supérfluo, contradições, nem construções especializadas, mas antes muito trabalho sobre o essencial, nunca permitindo que lhe desviem a concentração do que quer fazer.
7. Emotividade: sendo o futebol (e a vida) um espaço de emoções fortes, contínuas, por vezes contraditórias, o treinador vive intensamente o jogo, notando-se, nos melhores, um reforço de técnicas de contenção e perante a imprevisibilidade do resultado, nunca se desliga da procura da vitória. Jogar sempre para ganhar, onde for, com quem for, até ao fim.
8. Criatividade: o talento e a genialidade carecem de muito esforço. A ideia falaciosa de que a inspiração é suficiente para alcançar as metas pretendidas não é valorizada por um treinador qualificado, pois a ideia que alimenta para todos os outros e para si, é considerar que mais importante do que a inspiração é a transpiração, o trabalho árduo, intenso, como a real chave do sucesso e da unidade da equipa.
9. Liderança: treinador assume, sistematicamente, riscos, decisões, alterações sucessivas no próprio jogo, descobrindo alternativas e essencialmente aplicando-as. Quando o sucesso não é o esperado não procura palavras ocas de desculpabilização, nem desviar o foco das atenções para lateralidades, mas reforça objetivos pretendidos e justifica se atingiram ou não os resultados aguardados.
10. Motivação: para o treinador é decisivo analisar o percurso dos jogadores do seu plantel (especialmente se for, como muitos insinuam: curto e inicialmente sem reconhecimento da qualidade), a avaliar o resultado dos seus desempenhos, o prestígio alcançado, para se entender que jogadores com uma liderança forte e competente, potenciam confiança e capacidades, ultrapassam limites e expectativas, e se afirmam certezas bem valiosas.
11. Mas qual a razão ou utilidade em analisar aspetos de liderança de um treinador de reconhecida qualidade e ambição?
Primeiro, porque se destaca como grande caráter e exemplo de coerência, de profissionalismo.
Depois, pelo exemplo de saber fazer e pela capacidade em motivar o envolvimento de uma equipa técnica e restante staff de nível muito elevado.
Numa altura em que no país a crise de liderança é enorme, a desconfiança nos decisores é muito grande e justificável em muitos casos (porque nas situações mais dramáticas falta quase sempre a decisão certa, a resposta da sabedoria), os treinadores são um bom referencial.
Por outro lado, nunca mais acabam os dramáticos e trágicos caos, porque há falta de vergonha e abuso de lóbis que dão a ideia de ter alcançado poder sem ser pelo trabalho intenso, mas unicamente por “favores ou amizades” sejam antigas, modernas ou raríssimas…
Mesmo quando se analisa o “confuso” universo do VAR, o treinador, que marca pela objetividade, usa as palavras com sentido, com verdade, sem receios e com uma clareza dificilmente contrariada… Fundamenta as suas opções.
O futebol pode ser útil a todos, inclusive também aos que não jogam, não assistem e nem gostam de ver…
Por exemplo, levar os decisores a pensarem no modelo de construção de liderança de um treinador que sabe subir a pulso, que não se perde em “mind games” ou “dislates linguísticos”, é uma excelente aprendizagem para a vida.
O treinador competente fala como tendo sempre a ambição de ser campeão, age dessa forma, mas sem cair em exageros ou devaneios irrealistas e, por vezes, ridículos porque surreais.
Que os responsáveis (incluindo governantes) pensem um pouco como conseguirem melhorar o seu desempenho e deixem a bola em paz.
Procurar aprender com quem sabe é uma atitude inteligente… Permite ainda errar muito menos.
Manter “jogos” de conduta que se dirigem ao precipício nunca dará bom resultado. O pior é que lideranças incompetentes custam muito ao país, aumentam a dívida pública e todos o sentimos na pele.
Aprender está ao alcance de todos. Basta começar pela humildade do querer e de reconhecer como e com quem se pode evoluir.
“Não chega ter ideias. Estas têm de ser implementadas e como tal sujeitas a um conjunto de operações que as vão transformar em realidades.” (Gustavo Pires, Agôn, Gestão do Desporto, O Jogo de Zeus, Porto Editora, 2007;298)
Pode ou não ganhar-se mas os resultados são sempre imprescindíveis para evoluir com sustentabilidade.
Campeões são sempre um grande exemplo, seja em que área for, não só pelos títulos mas essencialmente pela mentalidade e atitude perante a vida.
Aníbal Styliano, in a Bola