sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

ANÁLISE DA ATUALIDADE DESPORTIVA - BTV - 23 FEVEREIRO 2018 HD

                                           

ESPECIAL BTV - ARBITRAGEM POLÉMICA :: 22 FEVEREIRO 2018

                                           

PRIMEIRAS PÁGINAS


CÉSAR BOAVENTURA RESPONDE AO INSOLVENTE MARQUES


ESCÂNDALO - VERGONHOSO
PALAVRAS DE FRANCISCO J MARQUES NO TWITTER
“Os clubes de Lisboa apostaram muito nos 45 minutos da Amoreira, mas o FC Porto está muito forte. Agradeçam, já viram as malas que lhes poupámos?»,

- Assume claramente com este “POST” que a sua “MALA” é maior!
Realmente traduziu-se no resultado!
- Afinal não sou eu o homem da “MALA” 🤭
- Afinal o Sporting CP também tem “MALA”?
Francisco anda muito confuso e “O MELHOR AINDA ESTÁ PARA VIR”
Grato por responder às perguntas que me faz!
Aqui ficam palavras de um grande treinador e respeitado.

“Um jogo aquém mas estes atletas têm de repensar o compromisso que têm com uma equipa como esta. Não basta vestir a camisola, têm de dignificar a mesma”.

Para além do treinador se ter apercebido... Na Sporttv também o comentaram.

Nada que surpreenda!

INVESTIGUE-SE

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

FUTEBOL PORTUGUÊS: UMA PARÓDIA


"O futebol português vai de mal a pior, com todo o tipo de "casos" e "casinhos" que, nada enobrece este belo desporto que, deve ser jogado com os pés e não com a boca, com cabeça e não com maus modos, com exemplos e não com vergonhas.
O que se passou neste fim-de-semana na Assembleia Geral do Sporting é inenarrável. O presidente de um clube tem mais poder que um líder de um partido, um ministro ou do próprio Primeiro- ministro! O tempo de antena na televisão é enorme, a acrescentar o canal próprio do seu clube. Movimenta massas e consegue manipulá-las para os seus fins.
Fala-se da política com vícios inadmissíveis e procedimentos obscuros, mas à beira do futebol tem muito que aprender.
Um presidente de futebol faz negócios com jogadores, distribui bilhetes, viagens e lugares do seu camarote presidencial em que imensa gente, a começar por políticos fazem tudo para lá estarem sentados e aparecerem na televisão.
Um presidente de um clube pode fazer tremer o lugar do Ministro das Finanças de um governo português, ao oferecer bilhetes.
Convenhamos que é muito poder, infelizmente mal utilizado, para fins muitas vezes não recomendáveis, dando um péssimo exemplo do que deve ser uma liderança num desporto belo que, deveria unir, em vez, de separar as pessoas.
Chegar ao ponto de aconselhar os adeptos para não verem televisão e comprarem jornais é digno de uma ditadura à moda antiga. Porque as ditaduras dos novos tempos são muito mais light e aceitam inúmeras coisas dando uma falsa ideia de pseudo- abertura.
Os adeptos de futebol são muito melhores dos que os presidentes de alguns clubes. Apoiam sempre, vão ao futebol, são sócios, amam o clube e os jogadores. Pertencer a um clube é uma forma de estar na vida que cria laços e companheirismo marcantes para a vida.
O futebol está num caos total e numa espiral de violência verbal que não sei onde vai parar. Há um clima bélico, de guerrilha, pior que as próprias claques.
O futebol já chegou ao ponto que, o presidente da Federação, o presidente da Liga e o secretário de Estado não têm mão nesta paródia.
Chegar, ao cúmulo, do presidente da República ter que se referir a uma actividade de um clube por maus motivos. É, o princípio do fim, do que pode vir a seguir.
Esta paródia é feita a partir de uma peça teatral: "como anular os adversários e quem não pensa como eu".
Esta paródia burlesca não sei se dá para rir ou chorar!
Esta paródia em que ninguém se entende, em que não há limite para a verborreia. O futebol português é um caso de saúde mental, está numa ala de psiquiatria e parece que não tem cura. O futebol não é tudo na vida, há outros interesses muito mais importantes. A máxima "mente sã em corpo são" já não se aplica. A verdade desportiva foi atirada para as calendas gregas. O que interessa é vencer de qualquer maneira, não se olha a meios para atingir os fins. Os clubes grandes são sempre favorecidos e o ambiente torna-se intragável quando jogam entre si.
Ao contrário, os resultados desportivos no futebol são acalentadores, em que somos uma potência no futebol, mas a nível de dirigentes somos uma vergonha.
Em relação ao boicote que o presidente Bruno Carvalho propôs. Porque é que os jornalistas não deixam de falar do Sporting e transmitir os seus jogos? E, se todos os portugueses deixassem de ir e ligar ao futebol? Acabava-se a razão de ser de alguns senhores presidentes. Há um enorme desgaste, exaustão, fadiga e degradação de tudo que é relacionado com o futebol.
O problema é que o presidente de um clube para fazer afirmações destas, está bem escudado e sabe que a retaliação dos jornalistas não passará de um fait-divers. O poder que detém, o poder económico e influência supera o poder da ética, da postura e do respeito pelos outros.
Se fosse um político a fazer algo semelhante teria os dias contados.
Por isso, cada vez mais, acho que o futebol comanda as vidas dos portugueses. A minha não, cada vez vejo menos futebol português e mais futebol internacional. Aliás os melhores jogadores e treinadores não param por cá.
País pequenino, mesquinho e muito mal frequentado ao nível de dirigentes no futebol. O futebol português precisa de uma higienização psíquica, modos e cultura. Não há a noção do ridículo.
Assim não vamos a lado nenhum. Podemos ganhar títulos, ter o melhor jogador do mundo e um dos melhores treinadores do mundo, mas depois a cara não diz com a careta. É pena!"

A INCOMPETÊNCIA TEM DE TER LIMITES


"Certamente, o FC Porto resolveria sempre o jogo e nunca iria precisar de muito tempo para o conseguir, tal a superioridade demonstrada desde o primeiro minuto desta segunda parte de tão estranho jogo e tal a maneira inútil e assustada como o Estoril quis defender a escassa vantagem. Porém, é de todo incompreensível como o árbitro, o seu (des)auxiliar e o videoárbitro conseguiram estar unidos naquela ridícula negação da evidência de um triplo fora de jogo no primeiro golo portista.
Depois daquele interminável tempo extra oferecido por João Capela ao Sporting, esta desastrada decisão, no Estoril, do portuense Vasco Santos. Só falta, na próxima jornada, um árbitro marcar um golo de cabeça a favor do Benfica para a arbitragem fazer o pleno do favor aos três grandes clubes nacionais. E teme-se que, com o aproximar do final do campeonato, esta tendência se torne (se possível) ainda mais marcante, sobretudo se se mantiver a filosofia da escolha dos árbitros menos capazes e se a incompetência continuar a não ter limites.
A verdade é que os factos recentes parecem dar razão à tese do presidente do Tondela, que admitia que seria melhor, no futuro, haver dois campeonatos, um para os que aspiram a ser campeões e outro para os restantes.
A situação é grave e o ensurdecedor silêncio das autoridades da arbitragem nacional só tornam o momento mais propício à especulação.
Voltemos, no entanto, ao princípio, para que fique claro. O FC Porto não foi beneficiado, foi prejudicado. Ficou uma sombra inadmissível sobre o que seria sempre uma vitória óbvia de um elogiável espírito e alma de campeão."

Vítor Serpa, in A Bola

É OFICIAL: VAR ESTÁ EM CRISE!


"Os últimos dias vieram confirmar aquilo que já desconfiava há algum tempo: o VAR, sendo um fabuloso instrumento de auxílio à verdade desportiva, terá sempre vida difícil nos insondáveis caminhos do futebol português. A Liga está a entrar na fase decisiva e este deveria ser o momento ideal para o Conselho de Arbitragem e o seu presidente fazerem um ponto de ordem. Estará Fontelas Gomes em condições de resistir a outra jornada destas? Os problemas de Vítor Pereira, à frente do CA, começaram por muito menos.
Que explicação pode existir para o ‘apagão’ de João Capela em Tondela? Não ver a falta violenta de William, esquecer-se de olhar para o relógio e não sancionar o strip tease de Coates é muita coisa junta. E de que forma alguém conseguirá justificar a validação do primeiro golo do FC Porto no Estoril – logo numa bola parada, que facilita a análise a quem tem de ajuizar? Se o assistente de Vasco Santos ainda poderia ter direito a uma distracção momentânea, já o VAR estava obrigado a fazer muito melhor.
O vídeo-árbitro de serviço ontem era Luís Ferreira, que há 10 dias, em Alvalade, teve erros gravíssimos no Sporting-Feirense (a penalizar os leões). Foi também ele que, como VAR, não conseguiu ver dois penáltis no FC Porto-Belenenses em prejuízo dos lisboetas. Não será demais?"

"ESTOU NUM CLUBE FANTÁSTICO, PRONTO PARA SER FELIZ"


BASQUETEBOL
O extremo/poste Miroslav Todic é o mais recente reforço da equipa de basquetebol do Benfica e já trabalha na Luz.
Depois de ser anunciado como reforço da equipa de basquetebol do Benfica no dia 16 de fevereiro, Miroslav Todic foi apresentado oficialmente esta quinta-feira.
O extremo/poste de dupla nacionalidade (bósnia e sérvia) confessa estar muito feliz e entusiasmado por poder vestir a camisola do Benfica.
“Na minha carreira nunca sei onde irei jogar, mas recebi esta chamada e aceitei. Não sei muito sobre o basquetebol do Benfica, mas já ouvi falar do futebol. Mas agora ouvi algumas histórias da equipa contadas pelo meu amigo Carlos [Andrade], estou entusiasmado por estar aqui”, referiu o mais recente reforço da equipa de basquetebol do Benfica, em declarações à BTV.
Miroslav Todic e Carlos Andrade foram colegas de equipa na Alemanha, quando ambos jogaram pelo Skyliners Frankfurt.
Embora ainda conheça pouco sobre o Clube, o basquetebolista elogia toda a organização e afirma que pelo que vê “parece fantástico”.
“Acerca do clube sei que a organização é enorme. Vejo como tudo funciona aqui, talvez este seja um dos melhores clubes da Europa em termos de organização. Não sei muita coisa, mas, pelo que vejo, parece fantástico”, vincou.
Quanto a metas, o reforço é claro e convicto: “Os meus objetivos são ajudar a equipa a vencer o Campeonato. Estou pronto para ser feliz”, sublinhou.
Aos adeptos, Todic deixa uma mensagem: “Peço-lhes que nos venham apoiar para que joguemos bem juntamente com eles e vençamos o Campeonato juntos”. E junta também um desafio: “Enquanto jogador... Não posso dizer muito. Têm de me vir ver jogar para que me possa apresentar”, disse o jogador de 33 anos.
Domingos Almeida Lima: “As referências que temos são muito boas”
Domingos Almeida Lima, vice-presidente do Benfica, afirma que a equipa técnica teve muita atenção no scouting e que contam agora com um basquetebolista de grandes referências.
“O scouting feito pela equipa técnica foi completo, muito consciencioso. As referências que temos são muito boas, é um atleta que pode fazer as posições 4 e 5. É um atleta de elevada estatura, pode jogar na posição 5 e isso é importante também para nós”, confessou o vice-presidente do Benfica.
Ao novo reforço do basquetebol encarnado, o vice-presidente deseja que este seja bem-recebido e bem integrado no grupo comandado por José Ricardo.
“Está muito bem referenciado, agora façamos força para que ele tenha uma ótima integração. Já vai apanhar o comboio em andamento, porque já estamos a meio da nossa época desportiva. Agora é esperar que o atleta desenvolva aqui no Benfica as mesmas capacidades que desenvolveu noutros clubes onde foi feliz e onde ajudou muito a ganhar títulos”, referiu.
“Este novo elemento vai ter de ter um esforço adicional para se integrar no ritmo competitivo que a equipa já tem, mas esperamos que, com a ajuda dos técnicos e também de todos nós e da nossa retaguarda, o Todic consiga facilmente integrar-se e ser um elemento muito válido e importante no objetivo que temos, que é ganhar títulos no Campeonato Nacional”, acrescentou Domingos Almeida Lima.

INTERDIÇÃO A ESTÁDIOS DE FUTEBOL


"1. Quando se aplica a interdição de acesso de pessoas a um estádio de futebol?
interdição de acesso a recintos desportivos impede a presença temporária de uma pessoa num ou mais recintos desportivos.A interdição visa combater actos violentos, racistas, xenófobos e intolerantes e assegurar que o jogo decorre com segurança e ética.Aplica-se a pena acessória de interdição após o trânsito em julgado da decisão que condena o arguido pela prática de um destes crimes:dano qualificado; participação em rixa na deslocação para ou de um evento desportivo; arremesso de objectos ou produtos; invasão da área do espectáculo; ofensa à integridade física com a colaboração de outrem.A interdição vigora entre 1 a 5 anos, se pena mais grave não lhe couber, e pode implicar a obrigação de apresentação do infractor a uma autoridade judiciária ou órgão de polícia criminal (OPC) em dias e horas concretos, vulgarmente nos horários de jogo do clube do arguido.Na pendência do processo crime, se existirem fortes indícios da prática de um dos crimes identificados ou do crime de distribuição e venda de títulos de ingresso falsos ou irregulares, o juiz pode aplicar a medida de interdição e/ou proibir a aproximação do arguido do recinto nos 30 dias anteriores à realização de um jogo.

2. É possível a interdição sem processo crime?
A decisão condenatória proferida num processo contraordenacional pela prática de actos ou incitamento à violência, racismo, xenofobia e à intolerância; pela introdução ou utilização de engenhos explosivos, pirotecnia e arremesso de objectos que não constitua crime, para além de gerar coimas, pode determinar uma interdição de acesso até 2 anos.A instrução do processo compete ao Instituto Português do Desporto e Juventude, que o inicia oficiosamente com a recepção das participações dos OPC, cabendo ao IPDJ a decisão de interdição de acesso.Os clubes têm legitimidade para denunciar ao IPDJ comportamentos que possam gerar interdição de acesso, para que este inicie o respectivo processo."

O TARIMBANÇO: O VAR CONJUGA-SE NESTE PRETÉRITO PERFEITO


O VAR tem verbo.
E como o VAR chega sempre depois do acontecimento ele fala no passado.
Todos os adeptos do futebol português já decoraram o verbo VAR. Sabem de cor a conjugação desse pretérito perfeito que ele é.

Se por um acaso veio aqui parar vindo de outro planeta, o verbo do VAR é assim.
Eu vi
Tu viste
Ele não viu.
Nós vimos
Vós vistes
Eles não viram.
Já o escrevi e repito: sou a favor da introdução do VAR.
Já o escrevi e repito: é ótimo para o resultado e péssimo para o jogo.
O VAR também é ótimo para os árbitros. E, ao mesmo tempo, péssimo para eles - para a parte deles que é incompetente.
Podia ser outro qualquer - não houve campo na Liga que não tivesse seu caso -, mas lembro-me, assim por exemplo, de um jogo em Alvalade de um lance numa área. O árbitro principal foi à linha lateral ver as imagens, que contrariavam o que tinha assinalado.
Eu vi
Tu viste
Nós vimos.
Vós vistes
Eles viram
(Ah) Ele não viu.
E o que era de facto uma coisa afinal foi outra.
Portanto, usa-se o verbo do VAR também quando se quer falar de competência na arbitragem nacional.
Eu não vejo
Tu não vês
Ele não vê.
Nós não vemos
Vós não vedes
Eles veem.
Presente do indicativo perene no futebol português.
Enquanto assim for, enquanto tivermos apenas dois ou três árbitros de bom nível (você está na minha opinião) a usar uma ótima ferramenta, por muito claro que possa vir a ser o protocolo, o VAR nunca passará da condição de futuro do pretérito com que foi idealizado e chegou a Portugal.
Eu veria, tu verias, ele veria…
Luís Pedro Ferreira, in MaisFutebol

«NEM NO TEMPO DO APITO DOURADO EXISTE MEMÓRIA DE UMA SEMANA TÃO NEGATIVA»


José Eduardo Moniz, vice-presidente do Benfica, vincou as queixas do clube da Luz sobre os recentes jogos dos rivais Sporting e FC Porto.
«Nem no tempo do Apito Dourado existe memória de uma semana tão negativa e com decisões tão escandalosas com reflexos diretos nos resultados como esta semana. Os sinais são muito preocupantes, há decisões e escolhas lamentáveis e pouco cuidadosas de árbitros e videoárbitros, relatórios que colocam em causa a veracidade dos mesmos, tudo perante uma grande inércia das estruturas de decisão do futebol», começou por dizer José Eduardo Moniz, em declarações à Renascença.

O dirigente enumerou de seguida: «O jogo de Tondela teve um tempo complementar que, de tão incompreensível, tornou-se motivo de chacota. No Estoril, com a data de adiamento difícil de aceitar face aos regulamentos, também não se compreende. Ainda por cima o jogo fica manchado pelo primeiro golo.»
José Eduardo Moniz salientou ainda que «há muitas campanhas de intoxicação e falta de pulso da parte de quem tem de decidir medidas mais drásticas, pois há comportamentos inadmissíveis». A propósito destacou ainda: «Vejo dirigentes desportivos a atuarem como autênticos talibãs e isso tem de terminar. Aquilo que se assistiu no último fim de semana, relativamente a um grande clube de Lisboa, faz lembrar os tempos de Hugo Chávez na Venezuela. Estão a acender-se rastilhos que são inadmissíveis.»
A finalizar, José Eduardo Moniz disse que o Benfica ainda não foi notificado oficialmente da decisão do Tribunal da Relação do Porto em proibir a divulgação de emails, mas atirou: «A verificar-se significa que o Benfica tinha razão e que finalmente a Justiça funciona. Só lamentamos o tempo que isto demorou.»

PRIMEIRAS PÁGINAS


TEMPOS MÁXIMOS GARANTIDOS - VERDADE DESPORTIVA ("VOUCHER" DE TEMPO)


"Este medroso e incompetente árbitro não deveria arbitrar mais. Simplesmente vergonhoso. Uma bandalheira. Uma batota.

Eis a verdade desportiva em todo o seu esplendor mentiroso. João Capela arbitrou o Tondela - Sporting com um relógio que estica dedicadamente o tempo. Jogo empatado aos 90 minutos. Desconto de 4 minutos. Interrupção por lesão de jogador do Tondela aos 93m 42s, faltavam 18 segundos para se concluírem os 4 minutos de tempo adicional. Jogo reiniciado aos 96m 07s (interrupção de 2m 25s). Logo, deveria ter terminado 18s depois, ou seja, aos 96m 25s. Não houve nenhuma paragem do jogo depois de reiniciado. Golo do Sporting aos 98m 01s. Assim sendo, o desconto sobre desconto (até ao golo) foi de 4m 01s, ou seja 1m 35s depois de dever ter sido terminado. Aqui não há subjectivismos, faltas discutíveis ou lances duvidosos. Nem sequer já falo da brutal falta de William que originou a lesão do tondelense, e que nem sequer foi assinalada. Aqui, trata-se de pura cronometragem, quantificada, objectiva.
Jorge Jesus disse na flash interview que vira o árbitro indicar que dava mais 3 minutos, o que até era quase rigoroso (2m 25s de interrupção + 18s que faltavam). O golo salvador, porém, surgiu a seguir aos 4 minutos do redesconto.
Não sei a marca do relógio de Capela. Suspeito que é um Roskopf do século XIX, mais de acordo com o adestramento aritmético da cabeça do árbitro. Em qualquer caso, merece registar a patente do seu cronometro. É um 'roscofe', mas com modernices: tem incorporado um chip sensível à inteligência emocional, que lhe permite possuir um automatismo para o tempo máximo garantido e está conectado a um email inovador (capela.relogioestica@golo.com). Mesmo assim, necessita de um reciclagem aritmética baseada em adições (para uns) e subtracções (para outros). Como faria o relógio de Capela se fosse ao contrário?
Um último e caricato ponto: Coates na sua natural alegria resultante da dádiva arbitral festejou o golo tirando a camisola e correndo do meio-campo com ela no ar. Veria o amarelo, que por sinal o tiraria do próximo jogo. Capela nada viu. Auxiliares e quarto árbitro nada viram. Uma cegueira súbita e total. Uma anedota para o seu (deles) currículo.
Este medroso e incompetente árbitro não deveria arbitrar mais, havendo um pingo de decência nos órgãos decisores. Simplesmente vergonhoso o que se passou. Uma bandalheira. Uma batota que vale dois pontos. No fim do campeonato logo se verá cristalinamente a falta que um ponto sonegado ao Tondela lhe pode ter causado e se verificará se o bónus de dois pontos ao Sporting significou milhões a mais para si e milhões a menos para outros. A verborreia, pelos vistos, está a resultar. Assim se criou uma nova figura no luso futebol: a de 'vouchers' em forma de tempo de jogo. Uma nova espécie de 'banco de horas', que tanto jeito está a dar aos paladinos da guerra dos 'vouchers'.

Benfica A+ e B+
1. Brilhante jogo contra o Boavista, uma equipa que derrotou o Benfica na primeira volta e que lhe havia tirado, nos últimos três jogos com ela disputados, 7 pontos em 9 possíveis. Uma primeira parte de alta qualidade, com alguns jogadores em excelente momento: Cervi, Zivkovic, Jardel, Rúben Dias e Grimaldo. A equipa está confiante, as jogadas saem com fluidez e a velocidade tem sido uma poderosa arma. Rui Vitória tem um atributo muito bom que é essencial num treinador de futebol nos tempos actuais: é um magnífico gestor de pessoas. Não vem para a praça pública inferiorizar os que têm de substituir um qualquer titular, procura encontrar soluções sem queixumes ou desvalorizações do plantel e, julgo, consegue construir um ambiente de trabalho unido e solidário.
Alcançar o almejado penta não se afigura fácil, depois de alguns pontos perdidos em fase de menor consolidação de processos. Mas está na luta e vê-se que os jogadores estão concentrados na consecução desse objectivo. Hoje, disputa-se a segunda parte do Estoril - Porto - incompreensivelmente adiado por tanto tempo, ao arrepio dos regulamentos - que será importante consoante o resultado final.

2. A 2.ª Divisão - volto a assim chamar-lhe - continua a ser uma prova bastante competitiva. Muitas equipas continuam a sonhar com a subida e outras tantas enfrentam o espectro da despromoção. Outro ponto que acho positivo nesta Liga é a possibilidade que é dada aos principais clubes de nela participarem através do que se convencionou chamar equipas B. É ou deveria ser uma oportunidade para lançar jovens e para servir de lugar para adaptações quer de jogadores portugueses, quer de estrangeiros que procuram chegar à primeira equipa. O Benfica tem tido ao longo destes anos exemplos magníficos desse modo de construir a equipa B. Basta recordar, nos últimos anos, Bernardo Silva, Renato Sanches, Gonçalo Guedes, Lindelof, Nélson Semedo, Rúben Dias, João Carvalho, Diogo Gonçalves, entre outros. Este ano lá despontem João Félix, Ferro, Heriberto, Gedson e outros atletas com promissoras expectativas. Mérito também para o técnico Hélder Cristóvão.
Acontece que, ultimamente, tenho visto com desagrado as prestações desta equipa B. Não sei o que se passa, mas, pelo que pude ver, há uma aparente desmobilização e uma clara desconcentração no modo de encarar os jogos. Até compreendo que não é tarefa fácil motivar os jogadores, ou, pelo menos, alguns deles. Por exemplo, lá estão alguns que vieram para o Benfica no último Verão, com algumas expectativas de poderem jogar no escalão superior. É o caso do ex-arsenalista Willock ou do eslovaco Chrien. No entanto, os últimos dois jogos foram catastróficos. Derrotado há uma semana, em casa, pelo Académico de Viseu por 1-5 e este fim-de-semana copiosamente derrotado também por 1-5 com o Real de Massamá, último classificado, que já não ganhava há mais de 10 jornadas! Não andarei muito longe da verdade se afirmar que toda a folha salarial do Real é inferior ao ordenado de dois jogadores que atrás citei. Em suma, alguma coisa tem de ser feita. Equipa A ou B ou C, é o Benfica que está em jogo...

O fim da tabela
Se o título se joga a três, a luta pela permanência joga-se a sete: Moreirense, Feirense, Aves, Estoril, Paços de Ferreira, Vitória de Setúbal e Belenenses (ou oito, se agora juntarmos o espoliado Tondela) curiosamente cinco clubes (com excepção do Feirense e Paços de Ferreira) que já tiraram pontos aos grandes. Vai ser certamente uma luta desesperada até ao último minuto da última jornada e percebe-se que qualquer pontinho pode ditar uma coisa ou o seu contrário.
A propósito, há quem diga que o calendário do Benfica é mais fácil do que do Porto e Sporting. Não tenho necessariamente essa opinião. Nesta altura é mais complicado jogar com uma destas equipas do que com equipas no meio da tabela já sem a pressão de serem obrigados a ganhar (veja-se, por exemplo, as goleadas do Rio Ave, Chaves e Boavista ou a quebra do Marítimo) e a jogar mais aberto. Dos citados sete clubes o Benfica vai jogar fora com o Paços de Ferreira, Feirense, Estoril e Vitória de Setúbal. Todo o cuidado é pouco...

Contraluz
- Estatística: Zero
Porto é a única equipa que, ao fim de 22 jornadas, ainda não viu assinalado nenhum penálti contra si. O Marítimo é a única equipa que ainda não teve um penálti a seu favor.
- Regresso: Casillas
Visto de fora, parecia incompreensível o magnífico guarda-redes espanhol estar no banco, sobretudo na Champions. Foi preciso um frango de José Sá para tudo mudar.
- Compensação: 0-5 e 5-0...
... afinal a diferença entre o futebol de primeira água e o futebol de trazer por casa. Em larga medida, por causa da diferença abissal de recursos financeiros, mas também por causa da nossa permanente autofagia doméstica.
- Frase: «Um dos maiores problemas do futebol português foi ter perdido o sentido de humor», (Manuel Cajuda, em A Bola, 17/02/18)
- Cores: a proibida...
(peço desculpa por estar escrito a vermelho)!"

Bagão Félix, in A Bola

MANTO DE SILÊNCIO PREJUDICA O FUTEBOL


No futebol, a arbitragem continua mergulhada numa lógica de sociedade secreta e dessa opacidade não retira qualquer benefício. Esta forma de estar potencia a desconfiança dos adeptos e revela-se contrária ao princípio da transparência que devia vigorar.
Seguramente, todos os adeptos de todos os clubes participantes na I Liga, gostariam de ouvir a versão de João Capela do trabalho por este realizado anteontem em Tondela. Seria altamente o árbitro de Lisboa terá razões que importaria trazer à praça pública, fundadas por certo na interpretação que faz das leis do jogo; mas se, por hipótese, o árbitro viesse confessar que se tinha enganado, esse acto de humildade mostraria apenas a falibilidade de cada um de nós em determinado momento. O pior, para o futebol, é deixar crescer o monstro da suspeição e a onda da revolta de quem se sente prejudicado - e neste particular os mais pequenos são sempre aqueles que mais levam para contar, embora a amplificação dada aos grandes subverta a escala real do prejuízo.
O Conselho de Arbitragem da FPF, que na presente temporada já encetou algumas acções, casuísticas é certo, de elucidação das massas a propósito do VAR, tem obrigação de dar explicações: seria importante que se conhecessem as notas dos árbitros em cada jogo e quais os critérios aplicados e por quem.
A luta pela transparência no futebol deve ser uma causa de todos. E há que exigir mais e melhor comunicação com os adeptos - que são o alfa e o omegado beautiful game - ao Conselho de Arbitragem. Sob pena de ninguém acreditar em ninguém."

José Manuel Delgado, in A Bola

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

LANÇAS APONTADAS BENFICA TV HD :: 21 FEVEREIRO 2018

                                           

2028


"Hoje dei por mim a pensar no Sporting em 2028. Um mero exercício de imaginação, claro.
- O líder supremo anuncia a realização de testes nucleares.
- O líder supremo anuncia a construção de um muro na Segunda Circular.
- O líder supremo proíbe os casamentos de sportinguistas com benfiquistas.
- O líder supremo reafirma que não libertará os presos políticos.
- O líder supremo proíbe qualquer outro sportinguista de ter o seu nome.
- O líder supremo proíbe todos os sportinguistas de usarem vermelho e de sangrarem em público.
- O líder supremo reforça os poderes de Nuno Saraiva como director de propaganda.
- O líder supremo recebe a visita de Dennis Rodman, antiga estrela da NBA, do qual se tornou amigo.
- O líder supremo manda erguer uma estátua sua, junto ao estádio, com o seu nome.
- O líder supremo anuncia que os sportinguistas não podem sorrir, dançar ou beber durante um mês sempre o Sporting perder um título.
- O líder supremo decide que a primeira música que as crianças sportinguistas devem aprender não é o atirei o pau ao gato mas sim o mundo sabe que.
- O líder supremo informa que o seu nome só pode ser mencionado quando acompanhado por um adjectivo que o enalteça. Exemplo: querido.

P.S. - Neste mesmo ano, Luís Filipe Vieira diz que o Benfica não tem arguidos, apenas grupos organizados de suspeitos; Roger Federer volta a ser número um do ranking ATP; Portugal sagra-se campeão europeu do jogo do berlinde e a selecção é recebida por Marcelo Rebelo de Sousa em Belém; Quim recupera a titularidade no Aves; Rui Vitória lança o filho de Madonna na equipa principal do Benfica; Fábio Coentrão tem um descarga emocional; Jupp Heynckes renova pelo Bayern; Salvio é operado; realiza-se a segunda parte do Estoril - FC Porto; e o árbitro João Capela dá por terminado o Tondela - Sporting."

Gonçalo Guimarães, in A Bola

JUVENIS ACERTAM CALENDÁRIO COM VITÓRIA NO SEIXAL


FUTEBOL
Em jogo referente à 9.ª jornada, o Benfica foi mais forte do que o Real SC e ganhou, por 4-1.
A equipa de Juvenis A do Benfica acertou o calendário da 2.ª fase do Campeonato Nacional com um triunfo (4-1) diante do Real SC, em jogo da 9.ª ronda.
Balde de água fria no Seixal, logo aos 3’. Isolado, Rodrigo Martins fez 0-1 para o Real. Respondeu o Benfica aos 7’ através do autogolo de Rodrigo que introduziu o esférico na sua baliza após cruzamento de Sandro Cruz.
Com o empate na mão, os comandados por Renato Paiva carregavam em busca da reviravolta no marcador. A defesa ou Rafael Marcelino iam adiando o inevitável. Cheirava a 2-1 para os Juvenis do Benfica e este aconteceu aos 33’, por Gonçalo Oliveira.
Ao intervalo, justificava-se a vantagem Benfiquista, que até poderia ser por números mais expressivos.
No reatamento, o Benfica foi atrás disso mesmo, mas esteve muito perdulário. Os tentos da tranquilidade só apareceram na parte final da partida. Ronaldo Camará fez o 3-1 aos 80’, e Gonçalo Ramos, nos descontos, fez o 4.º das águias.
O Benfica lidera a classificação, com 30 pontos e na próxima jornada recebe a visita da U. Leiria.

BENFICA MANTÉM LIDERANÇA APÓS TRIUNFO EM TURQUEL


HÓQUEI EM PATINS
A equipa de hóquei em patins foi à “Aldeia do Hóquei” vencer, por 1-6, em desafio da 16.ª jornada do Campeonato Nacional.
O Benfica venceu, fora de portas, o Turquel, por 1-6, e consolidou a liderança na classificação após 16 jornadas do Campeonato Nacional.
O jogo, ainda assim, não começou de feição para os comandados por Pedro Nunes. Na “Aldeia do Hóquei”, Vasco Luís inaugurou o marcador logo aos 4’. Respondeu o Benfica por João Rodrigues, aos 6’.
O internacional português estava endiabrado e marcou mais dois ainda na primeira parte, aos 9’ e aos 12’. Antes do descanso (16’), Adroher fez o 1-4 com que se chegou ao intervalo.

O início do segundo tempo não teve muito Benfica no jogo. Aproveitou o Turquel para crescer na partida e mostrar-se perigoso para Pedro Henriques que, na baliza, correspondeu com um punhado de defesas importantes.
Quando o encontro se dirigia para o fim, João Rodrigues completou o poker, aos 38’. E Valter Neves juntou o seu nome à lista de marcadores com um remate certeiro volvidos dois minutos.
As águias somam 44 pontos e na próxima jornada recebem o Valença, no Pavilhão Fidelidade.

BENFICA EM VANTAGEM NOS “QUARTOS” DA TAÇA DE PORTUGAL


HÓQUEI EM PATINS
O jogo da 2.ª mão, com a AA Coimbra, está marcado para 4 de março.
O Benfica venceu, esta quarta-feira, a Associação Académica de Coimbra por 6-3, em jogo da 1.ª mão dos quartos de final da Taça de Portugal de Hóquei em Patins feminino.
Partida equilibrada no Pavilhão Fidelidade, com a formação visitante a inaugurar o marcador logo aos 4 minutos de jogo.

O Benfica respondeu e, aos 7’, a gémea Rita Lopes repôs a igualdade (1-1). Marlene Sousa fez o golo da reviravolta no minuto seguinte (2-1), mas uma grande penalidade a favor da Académica, aos 11’, voltaria a colocar tudo em aberto (2-2). Maria Vieira viu o cartão azul por protestos e Paulo Almeida mandou entrar Sandra Coelho para o lugar da guarda-redes.
Ainda antes do intervalo, mais uma grande penalidade, mas agora a favor das encarnadas. Desta vez foi a outra gémea, Rute Lopes, a rematar para o 3-2. Marlene Sousa, aos 16’, bisou e levou o Benfica para o intervalo com uma vantagem de dois golos (4-2).
No segundo tempo, hat-trick de Marlene Sousa (5-2). A Académica respondeu com o 5-3, mas Rute Lopes – com o segundo golo da noite – fechou as contas no Pavilhão Fidelidade em 6-3.
Com este resultado, o Benfica parte para Coimbra em vantagem nos quartos de final da Taça de Portugal. O encontro da 2.ª mão está agendado para o dia 4 de março.

CONVERSAS À BENFICA EPº 33 RICARDO ROCHA

                                           

ACÇÕES TÊM CONSEQUÊNCIAS


"O erro do cronómetro de João Capela nem é particularmente grave por si próprio, mas acabou por ter consequências importantes. Ao dar mais tempo do que deveria, o juiz lisboeta acabou por permitir que o Sporting apontasse o golo de uma vitória muito difícil e que pode vir a ter peso nas contas do campeonato. Mas só se fala disto porque, claro, a equipa de Jorge Jesus marcou.
Aliás, bem mais difícil de entender na actuação de Capela acabou por ser a omissão no cartão amarelo a Coates, numa situação perfeitamente clara aos olhos das leis e sem dupla interpretação possível. Como erro, é bem pior até do que a falta grosseira não assinalada a William sobre Bruno Monteiro, um lance que, por mil e uma razões, pode ter sido visto dentro de campo de forma diferente.
Posto isto, faz bem o Conselho de Arbitragem dar 'cartões amarelos' aos árbitros que cometem erros com influência nos jogos. Não são nenhumas crianças, são muito bem pagos e, como qualquer profissional, deve ser responsabilizado quando não cumpre bem o seu trabalho. Os jogadores que ficam abaixo do exigido pelo treinador vão para o banco, eles também devem ir.
Num país normal, isto seria encarado com naturalidade. O problema é que, na selva em que se transformou o futebol português, até num ato normal de gestão humana haverá quem veja segundas intenções ou uma agenda escondida. Hoje, depois de lerem Record, haverá quem pergunte porquê só agora há um árbitro 'sancionado'. A resposta é simples: porque não reparou nos outros anteriores."

"ESTORILGATE"


O futebol português é um lamaçal, hoje escreveu-se mais uma página vergonhosa na sua história, quatro dias depois de mais uma vergonha em Tondela (Tondelagate). É fartar vilanagem, ás claras e sem o menor pingo de decência, num país em que as instâncias desportivas e judiciais nos fazem corar de vergonha.
Este campeonato é uma fantochada.
Mais uma vez isto é um caso de policia, mas a pergunta que mais se faz é. Onde anda ela? Onde pára a policia?

Ivo Vieira no final do Estoril X Porto
«Este jogo foi preparado como todos os outros. Sabíamos que estávamos em vantagem e não poderíamos estar à sombra desse resultado, tínhamos de ser intensos pois o FC Porto iria entrar forte e a apostar no jogo direto. Preparámos isso mas a verdade é que o FC Porto conseguiu tirar partido do jogo direto. Não podemos tirar mérito ao adversário, que é uma equipa forte, mas houve também demérito nosso. Quase dava dó ver o Estoril em campo, não dava dois toques na bola», analisou, em declarações à Sport TV.

«Tenho de repensar bem porque sou o responsável mas estes atletas também têm de repensar o compromisso que têm com esta instituição. Não basta vestir a camisola, há que dignificar este emblema e quem desfruta no campo tem de dar mais. O FC Porto podia ter feito mais dois ou três golos, o resultado podia ter sido catastrófico», ressaltou Ivo Vieira, deixando um recado aos jogadores:

«A jogar a este nível dificilmente chegarão a outro patamar.»



OBS: Em linguagem corrente o treinador quis dizer que os seus jogadores não estiveram presentes no jogo, meteram folga...

ANÁLISE ATUALIDADE DESPORTIVA SL BENFICA: BENFICA TV 21 FEVEREIRO 2018

                                           

UMA ESTRATÉGIA PARA TREINADORES, SEGUNDO GUSTAVO PIRES E ANTÓNIO CUNHA


"Os autores do livro Agôn – Homo Sportivus: Estratégia & Estratagemas (Edições Afrontamento, Porto, 2017) são dois dos estudiosos, mais destacados e activos, do Desporto, em língua portuguesa. Refiro-me ao Doutor Gustavo Pires e ao Dr. António Cunha. Acerca do Doutor Gustavo Pires, posso adiantar, sem receio, que a qualidade e a diversidade das universidades onde leccionou e das tribunas onde subiu e dos livros e trabalhos científicos que produziu, dão-nos a medida da seriedade e da especialidade dos temas versados. Não cultiva a flor da simpatia; não sabe organizar, como tantos outros, a publicidade do seu indiscutível valor; manifesta um desdém olímpico por algumas imbecilidades que, na direcção e gestão do desporto, se consideram “príncipes perfeitos”; não esconde a irresponsabilidade, a inconsciência, a alienação a mentira – nem sinuoso, nem insinuante, é, no meu entender, um dos universitários mais cultos que, ao longo da minha vida (que já não é curta) eu conheci. Para mim, a cultura é a aliança do saber e da vida, precisamente o que Gustavo Pires manifesta, quando fala ou escreve sobre desporto. O Dr. António Cunha foi um exímio praticante de andebol, tanto como jogador, como conceituado treinador, chegando mesmo a treinar, durante vários anos, a selecção nacional desta modalidade e ainda, com inesquecíveis êxitos, o F.C.Porto, o S.L.Benfica e o Sportting C.P. Foi membro efectivo do Comité Técnico de Alta Competição da Federação Portuguesa de Andebol Também regeu a disciplina de Metodologia e Treino do Andebol, na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Mais havia, para salientar, no seu brilhante currículo desportivo, no que ao andebol diz respeito. Quedo-me agora, por aqui, não deixando de salientar que, neste livro, a síntese teoria-prática é de uma tal perfeição que tudo, nele, parece um pretexto para, em tom de conversa culta, manifestar um grande amor pelo desporto.
Venho dizendo, há muitos anos já, que “o desporto é o fenómeno cultural de maior magia, no mundo contemporâneo”. Portanto, o desporto não é táctica e técnica e fisiologia tão-só. Porque as relações teoria-práxis estão ganhando uma importância crescente, ao longo da História das Ciências e da História da Filosofia, pode escrever-se, hoje, que da resolução deste problema depende a legitimidade de um tema de que se ocupem tanto o filósofo como o cientista. Na resolução das relações entre a tecnociência e a acção tem de resultar um conhecimento onde o homem todo e todos os homens possam rever-se. Com o racionalismo, a razão pura, teórica absorveu, por completo, o ato de conhecer. Se, por exemplo, a filosofia se divorcia, por completo, do mundo da tecnociência, no meu modesto entender, torna-se dispensável. Por outro lado, se a tecnociência manifesta uma incompatibilidade insanável, na relação com a filosofia, o conhecimento científico descamba normalmente numa especialização, incapaz de abranger as exigências da complexidade humana. Encontram-se historicamente esgotadas as cogitações dos que proclamam o divórcio filosofia-ciências: é que, sem as ciências, a filosofia é mera retórica e, sem a filosofia, a ciência desconhece os valores que a humanizam, isto é, que des-ocultam os seus objectivos primeiros. Hoje, nem a ciência pode tornar-se numa filosofia de substituição, nem a filosofia uma “doutrina de segurança”, com respostas fáceis para perguntas difíceis. Não é este o lugar para invocar o nome de Habermas, Adorno, Horkheimer e Marcuse. Mas é a altura de dizer que uma teoria do conhecimento deverá transformar-se numa “teoria crítica” que saiba encontrar a prática fundante e a teoria norteadora, tanto nas ciências humanas como nas ciências da natureza.
Gustavo Pires e António Cunha sabem tudo isto que venho de escrever e, daí, a sua afirmação: “Na realidade, o pensamento estratégico, no abstracto da oposição das partes, na agonística do jogo e na dialética das vontades, abre um vasto campo de reflexão que deve suportar o processo de tomada de decisão nas suas dimensões política e técnica, no âmbito do desporto em geral e, muito especialmente, do futebol, onde, todas as semanas, estão em jogo muitos milhões de euros (…). Assim sendo, a arte do treinador, que se traduz na sua atitude estratégica relativamente à preparação de cada jogo em particular e do campeonato em geral, está transformada numa questão fundamental, na organização da vitória que determina a vida das equipas, dos clubes, das regiões e dos próprios países” (op. cit., pp. 9 e 11). Investigam, depois, os autores “o pensamento de um conjunto de estrategas militares que, de alguma maneira, podem ajudar a estruturar o pensamento estratégico dos treinadores. Abordaremos também o pensamento de alguns estrategistas que, muito embora não se enquadrem perfeitamente, na dinâmica do encontro direto que caracteriza a ação do treinador, não é por isso que deles não podem decorrer úteis ensinamentos para a condução da equipa e a organização da vitória” (p. 13). Desde T’ai Kung (séc. XI a. C.), Sun Tzu (2300 a. C.), Tucídides (460 a.C. – 400 a. C.) e Aníbal (247 a. C. – 183 a. C.), passando por Maquiavel (1469-1527), Joly de Maizeroy (1719-1780), Napoleão Bonaparte (1769-1821), Antoine-Henry Jomini (1779-1869), Carl von Clausewitz (1780-1831), até Georges Clemenceau (1841-1929), André Beaufre (1902-1975), LIdell Hart (1895-1970), Henry Mintzberg, Michael Porter e mais alguns – Gustavo Pires e António Cunha apresentam-nos uma portentosa colecção de livros e de conceitos, de densa especulação e de contacto diuturno com os grandes estrategas e estrategistas, que a História nos aponta. Agôn – Homo Sportivus: Estratégia & Estratagemas preceitua uma pedagogia concreta, uma inteligência clara e segura e uma argúcia tão viva, que não há por aí treinador desportivo que o não deva meditar e sociólogo que o não deva ler. Demais, uma obra para integrar a biblioteca de Institutos Superiores e Faculdades dos mais diversos saberes.
“Um país jamais será economicamente competitivo, se não for culturalmente competitivo. E só será culturalmente competitivo, se tiver uma forte educação competitiva. E a educação competitiva começa no ensino do desporto, a partir da concepção da superestrutura dos programas da disciplina de Educação Física dos ensinos Básico e Secundário que, em termos de desenvolvimento, devem articular a jusante com a rede de clubes desportivos da estrutura desportiva federada. Nesta conformidade, as várias modalidades desportivas, através das respectivas Federações, devem ser sujeitos activos, numa futura curricular dos programas de Educação Física, de maneira que a disciplina possa contribuir para a melhoria do Nível Desportivo do País” (p. 67). É evidente que se trata de uma competição entre seres humanos e portanto, com valores a ter em conta. E assim a estratégia, neste caso, é um saber para um diálogo com uma filosofia prévia a toda a ciência que, noutros saberes e aqui, torna o conhecimento científico válido e humanizante. Na página 142 desta obra (que nos oferece um mosaico rico sobre os diversos aspectos como a estratégia pode estudar-se) pode ler-se: “A estratégia é um fenómeno acção/reacção em que todo e qualquer movimento de um dos protagonistas deverá suscitar uma resposta do outro; um ato de reflexão criativa, num ambiente agónico que questiona a própria sobrevivência da equipa; um processo de reflexão, que deve anteceder o planeamento estratégico, que se limita a estabelecer o processo metodológico, que visa atingir determinados objectivos, mais ou menos integrados”. Insisto no que já escrevi: este é um livro que nenhum treinador deve deixar de meditar e nenhum sociólogo deve deixar de ler. Pela primeira vez, em língua portuguesa, surge um livro, com verdadeiro valor científico, para a explicação e a compreensão do fenómeno “estratégia, na competição desportiva”.
A razão limitante dos que pretendem fazer da Educação Física e do Desporto, subsidiários e satélites “atentos, veneradores e obrigados” da biologia, como se ela pudesse exaurir ou preencher a complexidade humana; o economicismo interesseiro de outros que dão prioridade gnosiológica e axiológica ao lucro e à compra e venda de jogadores; as imbecilidades palatinas que, aqui e além, descobrimos no governo dos clubes desportivos – talvez não entendam, em toda a sua magnitude, o valor inestimável deste livro, que não tem par, no âmbito da “estratégia, na competição desportiva”, em língua portuguesa. Urge dizer ainda que tem vigorado realmente, mesmo entre as elites clássicas (políticos, intelectuais, escritores, artistas, etc.) um pronunciado esquecimento e, nalguns casos. até desprezo, pelo desporto como prática socialmente organizada. Eu sei que as expressões “Actividade Física”, “Educação Física”, “Preparação Física”, de acentuado pendor cartesiano, muito concorrem à indiferença e ao desinteresse de muitos. No entanto, embora estas expressões não retratarem, fielmente, a prática profissional dos “professores de Educação Física”, que tem em vista a complexidade humana, não há razões plausíveis para desconhecer que as aulas de Educação Física, designadamente nos ensinos Básico e Secundário, completam, com a sua singularidade e intransmissível novidade, o que as demais disciplinas do currículo não podem, ou não sabem dar. O livro Agôn - Homo Sportivus: Estratégias & Estratagemas é da autoria de dois “professores de educação física” que pretendem estudar a “estratégia”, como facto e como valor, bem longe das taras cartesiana, positivista, empirista. E fazem-no com um brilho tal e com tamanho rigor, na interacção ciência-filosofia, que podem repetir, sem receio, as palavras de Heraclito de Éfeso a um grupo de presumidos curiosos: “Aqui, também moram os deuses”."

AS REFORMAS DE INFANTINO


"Gianni Infantino, presidente da FIFA, manifestou preocupação com a redistribuição de receitas no futebol e com um sistema de transferências que, não obstante movimentar montantes cada vez mais elevados, mantém um retorno escasso para federações e clubes, atrofiando o desenvolvimento da modalidade.
Na óptica dos praticantes, constata-se que a crueldade do sistema é ainda maior, pois não se verifica um retorno efectivo da riqueza gerada pelo ‘negócio futebol’ em medidas ou programas que os beneficiem directamente, seja ao nível da educação, da saúde e protecção social e das garantias laborais. As assimetrias na competição estão a aumentar, é facto que clubes de nível médio têm menos capacidade para competir. Pelo meio, deparamo-nos com a perigosa estatística da FIFA de um terceiro lugar para Portugal nas comissões pagas a intermediários.
Existem alterações a promover e a FIFPro, em representação dos jogadores, terá uma preocupação com o desenvolvimento da modalidade, mas sobretudo com as condições mínimas essenciais que devem ser garantidas a qualquer jogador a nível global. Implicará o reequilíbrio uma regulamentação desportiva totalmente diferente? Devem ser desenvolvidos novos procedimentos? Que limitações/condições devem estar associadas à transferência e qual o retorno de cada parte envolvida? Todas estas questão devem ser aprofundadas pela ‘task force’ que no momento prepara as primeiras alterações ao regulamento de transferências da FIFA.
O Sindicato completa 46 anos de existência na sexta-feira e para assinalar a data teremos várias novidades ao longo deste ano, centradas, como sempre, nos verdadeiros protagonistas."

PRIMEIRAS PÁGINAS


OS RECASADOS DE ALVALADE


"Por estes dias, como benfiquista, preocupam-me mais leituras de sentença em tribunal do que boicotes de leitura em assembleia geral dos outros. Quando soube daquelas excomunhões anticelulose (sportinguistas, nada de jornais em papel!) e anticatódicas (nem tevês!), pensei que era só o Sporting a dar-se conta da avalancha da era digital. Ontem, porém, vi o director de comunicação do clube - Nuno Saraiva, eu fazia-te o adeus amigo do costume, mas podes olhar para mim? - a aumentar a amplitude das proibições. Estas estendem-se também à rádio e às plataformas digitais.
No Sporting entraram em vigor os quatro macacos sábios: um tapa os ouvidos aos relatos, outro, os olhos à transmissão televisiva, o terceiro tapa o nariz à tinta impressa e o último entrapa as falanges contra a tentação de frequentar a internet...
Sou liberal, cada um faz o que quer entre os seus. Mas também sou egoísta e assustei-me por poder ser privado da escrita de Rogério Casanova no Expresso. Ele é um fanático sportinguista que de tão bem escrever me dá gozo até nas derrotas benfiquistas. Porque o meu temor era: se os sportinguistas não podem ler jornais, também não podem escrever neles, certo? E não me tranquilizava que o anátema do Bruno de Carvalho fosse contra "jornais desportivos". Como horas depois se confirmou, isto de proibir é como as cerejas... Corri ao Twitter do Casanova a saber se ele suspendia a sua escrita no Expresso mas o meu ídolo nada dizia. Ele próprio estava a digerir a notícia de que um sportinguista também não podia fazer links dos textos dos jornais. Apesar de abalado, ele disse que ia escrever no Twitter, "sem os ler", sobre os textos dos famigerados jornais. Então, a minha esperança renasceu: talvez ele continue a escrever os seus textos no Expresso, mesmo sem os ler - ainda assim serão bem acima da média.
E depois desta esperança acabo esta crónica com uma certa lascívia: vai ser excitante imaginar os sportinguistas como os recasados do cardeal. A comprar A Bola, mas a não a ler; a espreitar pelo canto do olho o Pedro Guerra, mas a não o ouvir. O pecado é tão enredado e tentador..."