Mara Vieira: «Numa final tudo pode acontecer»
Mara Vieira é a treinadora principal da equipa feminina sénior Valadares Gaia, que este domingo disputará a sua primeira final da Taça de Portugal feminina no Estádio Nacional do Jamor contra o Boavista. O zerozero.pt sentou-se à mesa com a treinadora da equipa em franca ascensão para conhecer os objetivos que a movem a ela e à sua equipa nesta final.
Numa das «salas» dos prefabricados que ladeiam o campo de jogos, o reboliço é constante e a excitação pela final que se disputaria menos de dois dias depois é quase palpável. Mara Vieira abandonou o Departamento de Formação do F.C. Porto (Dragon Force) para abraçar um projeto inovador «para desenvolver o futebol feminino a partir da formação» no início da presente temporada, explicou. O A.C. Milão de Guimarães foi a rampa de lançamento, e após a sua dissolução, a grande maioria do plantel acompanhou a treinadora na fusão com o Valadares Gaia, uma equipa que, à semelhança da turma da jovem treinadora, «só tinha vitórias» na divisão de prata do futebol feminino português. Agora, afirma, tem «um grupo unido» entre mãos.Mara Vieira já tinha estado ligada a uma equipa de futebol feminino, o Feirense, pelo que o projeto, que qualifica de «novo e aliciante», não foi um primeiro contacto com a modalidade. No início, conta, «não sabia quem seriam as jogadoras, conhecia algumas que à partida disseram que estariam disponíveis para integrar a equipa, mas não acompanhava muito o futebol feminino», no entanto, atualmente conta com um dos planteis com mais nomes sonantes a nível nacional (Edite Fernandes e Carla Couto são dois dos «pesos pesados» do plantel), e apresenta um futebol com um estilo próprio e atrativo. A final está aí à porta e com ela os preparativos que tal implica. As jogadoras do Valadares apresentar-se-ão no Estádio do Jamor de equipamentos novos, quem sabe se na conquista do seu primeiro título nacional. «O Boavista conta com algumas jogadoras experientes, e a verdade é que a história também é importante», disse sobre o rival que disputará este domingo a sua quarta final. «Nós temos apenas três jogadoras com presenças em finais da Taça, que são a Edite Fernandes, a Carla Couto, e a Raquel Pessoa, que ganhou o título com o Murtoense», explicou. A treinadora aposta na equipa «que tiver maior controlo emocional», apesar de assumir à partida o favoritismo da equipa axadrezada. Contudo, sublinha que «numa final tudo pode acontecer, e elas têm essa pressão acrescida».À pergunta sobre se tinha havido alguma preparação especial para esta final a resposta foi contundente: «Não». «Motivação todas têm, a nossa forma de jogar será a mesma de sempre, debatemos alguns pontos fortes do Boavista que são debilidades nossas, mas no geral foi uma semana normal de treinos», contou ao zerozero.pt a nossa entrevistada.

Com a subida à primeira divisão praticamente assegurada, as pupilas de Mara Vieira terão pela frente o A-dos-Francos, líder da 2ª fase do Campeonato de Promoção com um ponto de vantagem. Em jeito de antevisão, a treinadora confessa que «ainda não houve muito tempo para pensar nesse jogo, já que antes temos uma final para disputar, mas já jogamos duas vezes contra elas e sabemos o que esperar», diz. «Desta vez jogamos em casa e esperamos ganhar mais uma vez», rematou.
A final da Taça de Portugal terá lugar este domingo pelas 17h00 e, ao contrário do que se verificou na última edição da competição, não terá transmissão televisiva.
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