quinta-feira, 20 de junho de 2013

MODELO TODOS CONTRA TODOS PODE NÃO SER O MELHOR

Mário Figueiredo (foto ASF)
A Liga de Clubes, encabeçada pelo seu presidente, Mário Figueiredo, promoveu ontem mais uma série de reuniões, com o objetivo de recolher opiniões e escutar críticas construtivas, tendo em vista a alteração dos quadros competitivos da Liga e 2.ª Liga.

Depois de terem ouvido, no passado, os clubes envolvidos, desta feita foram convidados outros intervenientes do mundo do futebol nacional, desde representantes das associações de futebol, da arbitragem e da comunicação social – na reunião, que decorreu em Lisboa, A BOLA esteve representada pelo seu diretor, Vítor Serpa, e pelo subdiretor José Manuel Delgado.

Nesta fase não foram apresentadas propostas definitivas, mas antes sugestões e possíveis soluções para a questão levantada pela integração do Boavista na Liga, com o objetivo de, de certa forma, «tomar o pulso» a quem está direta ou indiretamente envolvido. Como explicou o presidente da Liga, esta sessão não passou de um «brainstorming», onde já estiveram representantes da Hypercube, empresa holandesa responsável pela elaboração e desenvolvimento dos quadros competitivos de diversos países.

Em cima da mesa, disse Mário Figueiredo, estão diversas propostas, «uma vez que não existe um modelo mágico que se adapta a todos os países, e cada caso tem de ser estudado de forma particular».

«Contratámos os melhores para nos ajudar a encontrar os quadros competitivos adequados à nossa situação. Temos o desafio da integração do Boavista [para a temporada de 2014/2015] mas ao mesmo tempo queremos manter a competitividade do campeonato e se possível aumentá-la», referiu, lembrando que promover, simplesmente, mais equipas para aumentar o números de participantes pode trazer mais problemas do que benefícios.

«Queremos introduzir inovação e estamos aqui para discutir modelos que permitam trazer mais pessoas aos estádios. Temos de aproveitar o futebol que temos e potencializá-lo. Se em termos de PIB não seremos o país mais forte, no futebol estamos entre os melhores, e é isso que temos de saber explorar», acrescentou.

Dos estudos e reuniões que por estes dias a Liga promove, podem sair mudanças radicais. Os clubes podem passar a ter números de jogos diferentes, tal como o número de emblemas no campeonato pode aumentar sem que isso se reflita num incremento no número de jogos. «Estamos habituados ao modelo em que todos jogam contra todos, de forma igual, mas essa pode não ser a solução. É possível aumentar o número de equipas sem aumentar, necessariamente, o número de jogos das equipas de topo. Essas, uma vez que estão envolvidas nas competições europeias, podem ter menos jogos internos, enquanto as equipas que não disputam a Europa podem ter mais encontros, que é um desejo que já foi expressado», explicou o presidente da Liga.

A proposta do modelo final será apresentada na Assembleia-geral da Liga, no dia 27 de junho, onde será sujeita a aprovação, tendo depois de seguir para a Federação Portuguesa de Futebol, para uma apreciação final.

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