terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

UM AZAR DO KRALJ


Florentino? É doping ou tem 30 anos, vamos lá ver o que inventam, mas ponham duas bolas em campo que ele recupera-as (Um Azar do Kralj)
Vasco Mendonça tem algumas considerações pertinentes a fazer sobre a equipa que bateu o Chaves por 4-0. E podiam ter sido mais, caso Rafa não tivesse falhado alguns golos que teriam obrigado o Chaves a rebocar o autocarro no final do jogo.
VLACHODIMOS
Mais do que as poucas intervenções para proteger a baliza, importa destacar a forma esclarecida como lança a jogada que resulta no golo de Seferovic. Sim, poderá parecer a um olho menos treinado que Vlachodimos chuta simplesmente para onde está virado, mas isso seria ignorar o trabalho que tem sido desenvolvido, a cumplicidade hoje existente entre ele e os colegas e o talento redescoberto para fazer omeletes até quando parecem faltar ovos, limonada com toranjas verdes, gente que aproveita todas as oportunidades como se fosse a primeira, até mesmo os restos de um pontapé mal gizado, para dar aos adeptos um espectáculo. E quem não vê isto é cego ou de outro clube.
CORCHIA
Exibição muito competente. Depois da sua fase Rui Vitória, Corchia aparece em campo perfeitamente alinhado com a restante equipa e até é mesmo capaz de demonstrar alegria na prática da modalidade, mesmo sabendo que a titularidade vitalícia pertence a André Almeida.
RÚBEN DIAS
No fim do jogo olhou embevecido para os meninos Jota, Félix e Florentino, e terá pensado "#?%&-se, eu só tenho 21 anos, porque é que estou a olhar para estes putos como se fosse pai deles?". Felizmente, aconteceu uma coisa a Rúben Dias chamada Benfica, que o obrigou a crescer.
SAMARIS
Um pequeno deslize no início do jogo não o impedirá de constar no melhor onze da jornada, e logo na posição de central, que não desempenhava na perfeição desde uma célebre joga em São Petersburgo que o levou a aparecer no onze da semana da UEFA. Não sei se aquela braçadeira de capitão significa que já renovou contrato, mas a jogar assim é bom que seja esse o caso.
GRIMALDO
Uma mão cheia de incursões pelo lado esquerdo do ataque que deviam cobrar novo bilhete já a partir de amanhã no Centro de Arte Moderna.
FLORENTINO
Deve ser doping, ou então tem 30 anos. Veremos o que inventam. Seja como for, o próximo passo será colocar uma segunda bola em jogo e obrigar Florentino a recuperar as duas - em nome da evolução do jogador e do espectáculo.
GABRIEL
Quer-me parecer que os passes teleguiados de hoje, ainda mais teleguiados do que é habitual, a planar até chegarem aos pés de um colega, resultaram de intervenção divina. Um abraço, Gabriel.
PIZZI
Pode dizer-se que perdeu algum do protagonismo excessivo que chegou a ter nesta equipa, mas é hoje um digníssimo actor secundário no meio da miudagem sedenta de holofotes, um Michael Caine do meio-campo, livre para desempenhar diferentes papéis e quase nunca desapontar.
RAFA
Se houve coisa que aprendemos ao longo das últimas semanas, foi esta: nunca duvidem de Bruno Lage. Foi ele quem, perante a insistência dos jornalistas face à aparente escassez de avançados no final de Janeiro, explicou que Rafa era uma das opções disponíveis para essa posição. Estamos quase em março e Rafa continua a marcar golos como se não houvesse amanhã. É certo que também falha muitos e existe um amanhã que não se compadece com isso, mas o miúdo tem-se safado muito bem. O Tiago Fernandes que lhe agradeça, se ele não tem falhado uns quantos lances o Chaves teria saído da Luz com um autocarro rebocado e mais de meia dúzia no bucho.
JOÃO FÉLIX
Eu sei que o jogo começou tarde, mas ainda não eram dez da noite quando assistimos ao primeiro momento de pornografia da noite, uma receção de bola plena de intenção que fez o autocarro do Chaves deslizar por uma ribanceira abaixo. Alguns minutos depois, novo momento de sexo ao vivo, a passe de Seferovic, com um duplo remate que até soube melhor assim. Aquela recarga de João Félix é um gesto que o comum dos mortais só tenta quando a bola já entrou pelo menos uma vez na baliza e queremos exibir aquela raiva eufórica de quem está a ganhar. O mais provável é o comum dos mortais falhar a baliza em ambas as tentativas, mas João Félix não se tem revelado um comum mortal.
SEFEROVIC
É agora o melhor marcador da Liga NOS. Eu sei. Claro que sim, eu espero. Se quiserem, vão lá fora apanhar ar. Bebam um copo de água com açúcar ou, melhor ainda, celebrem. Os seus golos podem não valer tanto, mas se compararmos as expectativas no início da época com esta realidade paralela em que vivemos, estes 15 golos de Seferovic valem por alguns 60 de Messi. Ou seja, isto ainda vai acabar com uma vitória do Messi, mas saibamos apreciar mesmo assim.
JONAS
Esqueçam Bradley Cooper e Lady Gaga. Ponham os olhos em João Félix e Jonas no lance do quarto golo. Pode não ter a mesma tensão sexual, mas foi o suficiente para deixar 6 milhões de pessoas excitadas, a suplicar por mais.
JOTA
Mais uma adição dramática aos Super Wings. As famílias não vão ter dinheiro para comprar a coleção inteira no próximo natal. E quem diz as famílias diz o Real Madrid, o Barcelona ou o Man United
ZIVKOVIC
Entrou em campo sorridente, sabendo que ia jogar meia dúzia de minutos, mas feliz por fazer parte de tudo isto. Foi essa atitude que lhe permitiu participar no carrossel do quarto golo e correr na direcção dos colegas, ainda com aquela estranheza de quem sente que está a festejar os golos com meia dúzia de apanha-bolas.
Um Azar do Kralj

PRIMEIRAS PÁGINAS


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

ROLO COMPRESSOR


Benfica vai ao Dragão a um ponto da liderança depois de golear o Desportivo de Chaves. Rafa Silva, João Félix, Seferovic e Jonas marcaram os golos no triunfo sobre os flavienses.
O Benfica goleou o Desportivo de Chaves esta segunda-feira por 4-0 e fechou a 23ª jornada a um ponto do primeiro lugar na véspera da deslocação ao Estádio do Dragão para defrontar o líder FC Porto. Rafa Silva, João Félix, Seferovic e Jonas marcaram os golos num jogo em que o Desportivo de Chaves até começou melhor.
No regresso ao Estádio da Luz após garantir o apuramento para os oitavos de final da Liga Europa, o Benfica de Bruno Lage apresentou-se diante do Desportivo de Chaves com quatro alterações no 'onze' em relação à equipa que empatou com o Galatasary a 0-0. No lado direito da defesa, o técnico do Benfica promoveu a titularidade de Corchia e 'adaptou' Samaris a central ao lado de Rúben Dias. No lado esquerdo, Grimaldo foi titular enquanto que no meio-campo Florentino e Gabriel jogaram de início. Na frente de ataque, Seferovic e João Félix foram as referências de Pizzi e Rafa Silva.
Já no Desportivo de Chaves, Tiago Fernandes apostou em Platiny no ataque perante a lesão de William. A jogar em 4x2x3x1, a formação flaviense apresentou-se na Luz com Jefferson, que regressou depois de cumprir castigo na última jornada, e Luther Signh, que recuperou a tempo de ser titular.
A jogar com um bloco baixo na Luz, o Desportivo de Chaves procurou as transições rápidas para criar perigo e criou o primeiro lance de golo logo aos 6' minutos com Vlachodimos a negar o golo a Luther. O extremo sul-africano surgiu na área do Benfica e cabeceou com perigo para intervenção do guardião grego. O Benfica reagiu na jogada seguinte por intermédio de Rafa, mas o cabeceamento do extremo português foi travado por António Filipe.

O Benfica sentia dificuldades para ultrapassar a 'muralha' flaviense nos primeiros 15 minutos, e a estratégia de Tiago Fernandes parecia estar a 'vingar' na Luz com Rúben Macedo a surgir isolado na área dos 'encarnados' e a rematar com uma enorme defesa de Valchodimos.
Aos 19' minutos, o Benfica acabou por abrir o marcador numa jogada totalmente construída por João Félix. Pizzi cruzou para a área onde surgiu o jovem avançado português a dominar o esférico quando a jogada parecia perdida. João Félix tentou o cruzamento para o centro, mas a bola acabou por sofrer um desvio e sobrar para Rafa Silva, que só teve de encostar para o fundo da baliza de António Filipe.
Aberto o marcador, o Desportivo de Chaves sentiu muitas dificuldades para travar uma equipa do Benfica muito motivada com o golo inaugural. Com Gabriel e Florentino em grande plano no meio-campo, Jefferson e Costinha sentiram muitas dificuldades em encontrar caminhos para chegar à baliza de Vlachodimos.
A vencer por 1-0, o Benfica assumiu definitivamente as 'despesas do jogo' e dominou por completo um Desportivo de Chaves remetido à sua área defensiva. Aos 28' minutos, Rafa Silva desperdiçou uma ocasião soberana para ampliar a vantagem e seria João Félix a fazer o 2-0 aos 37' minutos após passe de Seferovic. O avançado suíço descobriu João Félix no lado direito e depois de uma primeira defesa de António Filipe, o jovem avançado português 'fuzilou' o guardião flaviense para o 2-0.
Antes do intervalo, Seferovic ampliou o marcador depois de uma boa combinação entre João Félix e Gabriel. O médio brasileiro conseguiu isolar o avançado helvético, que mesmo pressionado por Campi, rematou 'pelo buraco da agulha' para o 3-0.
No segundo tempo, as equipas regressaram dos balneários sem alterações e manteve-se o domínio do Benfica. Aos 49' minutos, João Félix desperdiçou um grande passe de Corchia e rematou por cima da baliza do Desportivo de Chaves quando na Luz já se gritava golo.
Aos 53' minutos, o Benfica voltou a estar perto do golo por intermédio de Pizzi. O capitão dos 'encarnados' surgiu isolado na área do Desportivo de Chaves após um grande passe de Gabriel, mas António Filipe com uma enorme defesa voltou a negar o golo ao Benfica.
Sempre com o 'pé no acelerador', a equipa de Bruno Lage não baixou de intensidade mesmo a vencer por 3-0, e aos 69' minutos António Filipe voltou a negar mais um golo ao Benfica após um remate em arco de Grimaldo. Pizzi ainda tentou o cruzamento para João Félix, mas Maras, atento, cortou o lance.
Aos 72' minutos, as bancadas da Luz aplaudiram a entrada de Jonas e a saída de Rafa Silva. O avançado brasileiro era um dos jogadores do Benfica em risco para o 'clássico' e poucos instantes depois de entrar no jogo acabou por ver um cartão amarelo após um desentendimento com Filipe Melo antes da marcação de um pontapé de canto.
Com o Desportivo de Chaves sem ideias para contrariar o forte domínio encarnado, o Benfica voltou a estar perto do golo aos 79' minutos com um remate de Pizzi para uma enorme defesa de António Filipe.
Até ao final, Bruno Lage ainda promoveu a estreia de Jota na equipa principal do Benfica e mesmo em cima do minuto 90' Jonas fixou o resultado final em 4-0.
Com este resultado, o Benfica visita o FC Porto na próxima jornada a um ponto da liderança.

A CHAMA IMENSA - BTV - 25 FEVEREIRO 2019

                                           

PRIMEIRAS PÁGINAS


domingo, 24 de fevereiro de 2019

A RECONQUISTA


"É por pressentirem como verdadeiramente real esta ambição que há terceiros que evidenciam crescente nervosismo

1. Na próxima quinta-feira o Benfica comemora 115 anos. Nasceu com a Monarquia, cresceu na Primeira República, internacionalizou-se no Estado Novo e adaptou-se, com algumas sérias dores, na sequência do 25 de Abril de 1974. Saltou, com convicção e arrojo, o milénio na Velha Luz e cresceu, com muita força, no Nova Luz, que vibrou, e muito, com o primeiro tetra desta sua história de mais de um século. A Velha Luz era um pouco mais velha do que eu. Nasceu em finais de 1954 e eu nasci no Domingo de Páscoa de 1956 (1 de Abril). Mas ainda me recordo do ainda mais velho Campo Grande, que sobreviveu - para o atletismo e para o basquetebol, e também para o tiro! - até 1971. Mas sei bem pela extraordinária transmissão oral que o saudoso Senhor meu Pai me legou - ele que teria feito há dias 100 anos! - os outros estádios como o da Feiteira, o de Sete Rios, o de Benfica e o das Amoreiras, que marcam uma vida de um clube eclético e em que há uma comunhão entre o seu corpo e o seu espírito. O ser benfiquista é  um espaço de alma e um singular sentimento. É uma partilha e uma comunhão. Tudo hoje em dia representado em cada palmo do Museu Cosme Damião. Das suas paredes e das suas vitrinas. Das suas escadas e do seu estúdio. Do que escuta e do que transmite. Do que pressente e do que exprime. Do que provoca e do que motiva. Do que recorda e do que, no fundo, estimula. Ali estão camisolas e troféus, medalhas e textos, lágrimas e abraços, momentos e alegrias, instantes e dores. Ali estão nomes que nunca esquecemos e conquistas que nos envaidecem. Ali estão as Taças que conquistámos na Europa e aquelas outras, muitas, que erguemos entre nós. Ali estão as recordações do ciclismo e do andebol, da ginástica e do judo, da natação e o rÂguebi, do voleibol e do hóquei em patins - e também em campo! -, do basquetebol, do futsal e da canoagem entre tantas e tantas conquistas de outras modalidades desportivas. E a curto prazo há estarão os troféus do futebol feminino como já lá se encontram, registados, os grandes feitos solidários da Fundação Benfica. E assim da Farmácia Franco - espaço fundador - a esta multifacetada Nova Luz - que se entende num braço e abraço imensos ao Seixal e à sua Academia - são 115 anos de uma história rica, com momentos sublimes, como as conquistas europeias ou o primeiro tetra no futebol. E nesta semana  de aniversário que tem como marcos o jogo de amanhã face ao Desportivo de Chaves - carente de pontos - e o do próximo sábado frente ao Futebol Clube do Porto. E, logo a seguir, a reconquista europeia que passa, após Istambul, pelo regresso a Zagreb e pela disputa do legítimo acesso aos quartos de final de uma competição que tem a sua final, logo a seguir às eleições europeias, em Baku, a capital do Azerbeijão, Estado que tem uma nova Primeira Vice-Presidente que é... a mulher do actual Presidente. Singularidades da história política! Mas este duplo sonho de reconquista alimenta a alma, fortalece a união, robustece a instituição e multiplica a ambição. E como escreveu o grande Miguel de Unamuno «quem não sente a ânsia de ser mais não chegará a ser nada»! E esta ânsia de ser mais tem sido o lema do Benfica, deste Benfica, nestes primeiros anos do novo milénio. O que importa saudar e enaltecer. Com a consciência, também vinda de Espanha, - e com o extraordinário Miguel de Cervantes - que «pouca ou nenhuma vez se realiza com a ambição coisa que não prejudique terceiros»! E é por pressentirem como verdadeiramente real esta ambição de reconquista que há terceiros - com alguns porta vozes, diria porta nozes - que evidenciam crescente nervosismo. Mas o que fica é a reconquista, a sua vivência e a sua crença. Em semana de aniversário. De 115 anos de muita vida. E intensas e vibrantes alegrias. E; claro, certas dores. Que o tempo apaga mas não esquece. Que a história regista e anota. Mas o que importa, aqui e agora, é dizer: Parabéns Benfica!

2. A história é feita de estórias e de marcos. Sabemos desde o Padre António Vieira que «muitos cuidam da reputação mas não da consciência». E esta perfeita combinação está presente na avaliação do cumprimento das regras do denominado fair-play financeiro da UEFA e que tem como alvos principais o PSG e o Manchester City. Ou a violação de normas respeitantes e contratos com menores e que seriamente atingiu - numa decisão preliminar - o Chelsea. O que se vai avaliar nas próximas semanas é a eficácia do poder disciplinar da UEFA. E, porventura, a sua autonomia frente à FIFA. E escrevi de propósito frente à FIFA. Como entre nós se suscitará, a curto prazo, a questão das SAD's, o seu domínio por terceiros e, até, a sua ousada recompra por parte de certos clubes. Como, até, a recomposição jurídica de determinados contratos de exclusivos televisivos já firmados e em vigor. Recomposição jurídica e, logo, financeira. Acredito que vamos viver tempos de sérias mudanças. Na economia doméstica e, também, na europeia. Nos grupos de comunicação e, também, dos seus produtos âncoras. Nos meios financeiros a canalizar para o desporto, incluindo nos meios públicos, sejam nacionais, regionais ou locais. Como escreveu James R. Lowell, «não adianta discutir com o inevitável. O único argumento disponível contra o vento de leste é vestir sobretudo». E neste domingo de um raio de sol radioso convém, lá para o final da tarde, não nos esquecermos do sobretudo. E nós benfiquistas levá-lo, bem vestido, amanhã para o Estádio da Luz para o jogo face ao Desportivo de Chaves. Com a consciência, sempre presente nas directas, lúcidas e motivadoras formulações de Bruno Lage, que cada jogo é uma verdadeira final. Rumo à reconquista. Interna e Externa. Assim se faz, faz e fará a história  grandiosa de uma instituição que perfaz, num abraço fraterno, 115 anos nesta próxima quinta-feira. E a conquista de mais um ano é, também, um passo na reconquista. Força Benfica!"

Fernando Seara, in O Benfica

BENFICA VENCE EM CASA DO LEIXÕES E PARTILHA LIDERANÇA


FUTEBOL
Tiago Araújo e Tiago Dantas marcaram os golos da vitória.
A equipa de Juniores do Benfica venceu, neste domingo, em casa do Leixões, por 1-3, em jogo da 2.ª jornada da 2ª Fase de apuramento de campeão do Nacional da categoria.
Após o empate no clássico, a formação liderada por Luís Nascimento foi ao Parque Jogos Domingos Soares Lopes conquistar os primeiros três pontos desta fase. Tiago Araújo, com um bis, e Tiago Dantas foram os marcadores dos golos.

Com este resultado, os encarnados sobem à liderança partilhada com FC Porto, Sporting e SC Braga no grupo da frente, todos com quatro pontos somados nesta 2.ª Fase do Campeonato.
Na próxima jornada, o Benfica recebe, no Caixa Futebol Campus, o Gil Vicente FC. A partida está agendada para as 15h00 de domingo, 3 de março.
CLASSIFICAÇÃO 2.ª FASE – APURAMENTO DE CAMPEÃO
Posição    Equipa          Jogos    Pontos   Golos
1.º         SL Benfica           2            4         5-3
2.º         FC Porto              2            4         4-3
3.º         Sporting               2            4         2-1
4.º         SC Braga             2            4         2-1
5.º         FC Alverca           2            3         4-2
6.º         Gil Vicente FC      2            1         1-2
7.º         CD Tondela          2            1          1-4
8.º         Leixões SC          2             0          1-4

BENFICA VENCE NA RECEÇÃO AO FAMALICENSE


VOLEIBOL
Jogo marcado pelo regresso de Hugo Gaspar, depois de meses a recuperar de lesão.
O Benfica venceu, este domingo, o Famalicense, por 3-0, em jogo da 24.ª jornada do Campeonato Nacional de Voleibol, o segundo de um fim de semana de ronda dupla.
Inicialmente previsto para as 17h00, o encontro acabou por começar com mais de uma hora de atraso devido a problemas na deslocação do adversário de Famalicão. Ainda assim, e apesar do atraso, o Benfica, num gesto de fair-play, fez questão de disputar o jogo.

Após uma boa entrada do Famalicense – que conquistou os dois primeiros pontos –, o Benfica acertou os processos de jogo e, ao primeiro time out pedido pelo técnico Carlos Pinto, seguia com uma vantagem de cinco pontos (13-8).
[1-0] O conjunto orientado por Marcel Matz, líder da tabela classificativa, mostrou superioridade e, no Pavilhao n.º 2 da Luz, diante do 9.º classificado, fechou o primeiro parcial com uma distância de 16 pontos. [1.º SET: 25-9]
Depois de uma paragem no início do segundo parcial por motivos técnicos, o Benfica arrancou a todo o gás, cavando uma confortável vantagem frente a um Famalicense em dificuldades.
[2-0] O segundo parcial ficou marcado pelo regresso do capitão de equipa, Hugo Gaspar, meses depois de ter contraído uma lesão. Um set fechado rapidamente pelos encarnados com a mesma diferença do primeiro. [2.º SET: 25-9]
[3-0] O terceiro parcial foi o mais disputado da partida. Apesar de não ter estado em causa o comando do Benfica, o Famalicense conseguiu aproximar-se mais do que nos dois sets anteriores. Uma aproximação que não ameaçou a formação encarnada, que teve sempre a partida controlada. [3.º SET: 25-16]
Formação inicial do Benfica: Zelão, Marc Honoré, Nuno Pinheiro, Ivo Casas, Fred Winters, André Lopes e Theo Lopes.
Marcel Matz
“Os jogadores entraram muito determinados”
Marcel Matz (treinador do Benfica): “Foi um jogo diferente. Abrimos mão de uma questão de regulamento, que só previa 15 minutos de tolerância para esta situação [atraso do adversário]. Isso aumentou o nosso compromisso com a vitória, para não colocar em risco alguma boa ação ou um problema futuro no campeonato. Os jogadores entraram muito determinados em cumprir o objetivo e foi o que aconteceu.”
“Hoje era um jogo de alguma movimentação diferente e estou feliz porque o rendimento de todos foi bom. Espero que ele [Hugo Gaspar] consiga, à medida que for ficando mais perto dos 100%, um bom rendimento para discutir a posição com o Theo Lopes. Uma discussão saudável e que a equipa ganhe com isso.”
Hugo Gaspar (jogador do Benfica): “Saudades temos sempre. Mas às decisões, às vitórias, são aqueles momentos aos quais eu quero voltar o mais rápido possível. Foi o regresso, é verdade, mas ainda longe da forma que gostaria. Foi o primeiro passo, vamos ver, com calma.”
“Um jogo muito conturbado no início. Aquecemos e atuámos para um jogo normal, mas isso acabou por não acontecer. O Famalicense tem feito um bom campeonato, não é o que mostrou aqui. Nós cumprimos o que tínhamos de fazer, que era ganhar o jogo.”
Na próxima jornada (25.ª), o Benfica recebe o Castêlo da Maia Ginásio Clube, numa partida agendada para as 18h00 de sábado (2 de fevereiro).

“CONCENTRADOS, ORGANIZADOS E COM AMBIÇÃO”


FUTEBOL
O Benfica mede forças com o GD Chaves para o campeonato. O técnico das águias lançou o desafio e deu a receita para a obtenção dos três pontos.
O treinador do Benfica, Bruno Lage, anteviu, em conferência de Impresa, no Caixa Futebol Campus, a partida referente à 23.ª jornada da Liga NOS, com o GD Chaves, agendada para as 21h15 desta segunda-feira, no Estádio da Luz.
Que dificuldades espera encontrar diante do GD Chaves?
Muitas. Tem feito um percurso interessante, conquistou pontos e está na luta pela manutenção. Nesta altura do campeonato, estas equipas dão trabalho pela atitude e pela organização que mostram no jogo. Esperamos imensas dificuldades, mas queremos fazer um bom jogo, concentrados, organizados e com ambição para jogar bem e ganhar o jogo.
Um comentador de um clube adversário colocou em causa a questão física dos jogadores do Benfica. O que sente enquanto treinador do Benfica?
Não sinto nada. Indiferença total. Concentro-me no meu trabalho, não vejo o que fazem os outros clubes. Quando o treino é aberto à Comunicação Social, vocês, nesses 15 minutos, podem ver como treinamos e com a intensidade com que treinamos. Lamento é que não tenhamos tempo para treinar, com jogos de três em três dias, nem para abrir o treino a Sócios e adeptos, para que vejam a intensidade e a atitude com que treinamos.
As obrigatórias mexidas que terá de fazer na defesa podem tirar solidez à defesa? Já está a pensar no clássico?
Sobre a 1.ª questão: tentamos criar rotinas com todos. Isso foi notório na gestão equilibrada do plantel, os jogadores saem e entram, e a dinâmica coletiva está lá. A linha defensiva é analisada pelos golos sofridos. Quando cá cheguei, verifiquei que a nossa linha defensiva era muito criticada. Quando queremos jogar em equipa, a responsabilidade é de todos. Iniciamos o ataque através do guarda-redes e iniciamos a defesa com os avançados. Falámos com os avançados para analisarmos o posicionamento defensivo. Têm feito um trabalho enorme. Em jeito de brincadeira, ainda disse: se fizerem o que lhes peço em termos defensivos, e ainda conseguirem marcar golos, é de lhes tirar o chapéu. Mantemos a equipa compacta e estamos satisfeitos com isso. Não podemos olhar só para a linha defensiva, mas não para o comportamento coletivo; sobre o jogo com o FC Porto: não penso nisso ainda. Estamos muito concentrados em fazer um bom jogo com o GD Chaves, vencê-lo e depois preparar o jogo com o FC Porto.
Podemos ter uma declaração sua sobre o adversário que calhou ao Benfica na Liga Europa?
Não tenho nenhum conhecimento ainda. Nos últimos dois/três dias foi ver os jogos que o Chaves fez. Tivemos de analisar estes jogos, jogar com o Galatasaray, ainda tivemos de comer e dormir. Esta é a nossa forma de trabalhar, dá resultado e não vale a pena pensar mais além. Sabemos que tem feito um trajeto interessante na Europa.
Sente mais pressão por jogar depois do FC Porto?
A pressão é a mesma. A pressão enorme é colocada no nosso trabalho, em mim, em fazer as coisas bem feitas, em preparar o treino certo, em perceber que temos mais de 20 jogadores e que recuperam de forma diferente e ligá-los para jogarem em equipa. Pressão para que joguem em equipa e para que percebam a estratégia. Fatores externos não nos podem preocupar.
Tem rodado a equipa, mas nos avançados nunca mexeu. Não confia em quem tem no banco de suplentes?
No banco tenho um jovem chamado Jonas, que está doido para fazer no jogo o que faz no treino. Temos cinco avançados – incluo o Rafa porque pode fazer mais do que uma posição. O Jota ainda não teve oportunidade de jogar. Estava em mente entrar com o 0-3 em Aves, mas, com a expulsão do Ferro, tivemos de reajustar e não foi possível. Estamos contentes com todos. Analisamos o adversário e a estratégia.
Tem apostado nos jovens. Como se gere a entrada destes jogadores a nível emocional?
Este é um projeto que já dura há uns anos e estamos a dar continuidade. A forma como os jogadores e os homens aqui chegam já preparados… cheguei aqui e coloquei o João Félix a jogar, não lhe disse mais nada. Foi o mesmo com o Florentino. Perceber que, para além de bons jogadores, temos aqui bons homens e as coisas surgem com naturalidade. As coisas vão acontecendo e não há pressa. Há um caminho a percorrer e sinto-os tranquilos.

BENFICA B PERDE COM COVA DA PIEDADE


VANTAGEM ESCAPOU NA SEGUNDA PARTE
FUTEBOL
O Benfica B fechou o primeiro tempo na liderança do marcador (1-0), mas acabou por perder na receção ao Cova da Piedade na 23.ª jornada da II Liga.
Manhã de sol no Caixa Futebol Campus, com o Benfica B a receber o Cova da Piedade na 23.ª jornada da II Liga. Na frente do marcador no fim da primeira parte, as águias viram o adversário dar a volta no segundo tempo (1-2).
Alinhado com o que se aguardava, a Equipa B chamou para o seu lado a iniciativa e a responsabilidade de comandar o jogo no arranque do desafio, perante um adversário que se apresentou como era previsível, ou seja, com linhas juntas e recuadas nos momentos em que não tinha bola, mas sempre à espreita do erro para desenvolver contra-ataques.
Atuando em 4x4x2, o Benfica B teve Svilar na baliza, Vukotic como médio mais defensivo, Willock aberto na direita, Benny posicionado no corredor central e Taarabt sobre a esquerda, enquanto Pedro Henrique e Saponjic eram os jogadores mais adiantados no relvado. O primeiro quarto de hora da partida esgotou-se sem que ocorressem oportunidades de golo.
O Cova da Piedade soltou-se das amarras próprias, de forma progressiva, e Stanley, em duas ações, deu trabalho a Svilar: primeiro num remate de fora da área (16'), depois num cabeceamento a completar cruzamento de Sami no flanco direito (18').
Pedro Henrique, aos 24', tentou visar as redes do Cova da Piedade num remate de meia distância, mas a marcha da bola foi atrapalhada pela floresta de pernas dos jogadores visitantes.
Uma decisão correta da equipa de arbitragem manteve o 0-0, anulando, por fora de jogo, um golo ao Cova da Piedade num segundo ataque após canto cobrado na esquerda.
GOLO: 1-0] Aos 39', Taarabt pegou na bola, correu com ela, invadiu o meio campo contrário e serviu a entrada de Frimpong na esquerda, de onde o lateral cruzou com precisão para o cabeceamento forte e colocado de Saponjic. E foi com o resultado a assinalar 1-0 que findou o primeiro tempo.
O Cova da Piedade procurou surpreender no recomeço, com mais energia e velocidade nas suas ações. Firmino ameaçou por duas vezes e em ambas Svilar respondeu "presente" e resolveu.
[GOLO: 1-1] Aos 50', porém, os visitantes empataram a partida, com Stanley a vencer o duelo aéreo na área e a cabecear para as redes, concluindo um centro de Evaldo na esquerda.
Renato Paiva promoveu a primeira alteração na equipa benfiquista aos 62': saiu Pedro Henrique, entrou Bernardo. O Benfica B mostrou-se mais dinâmico e acutilante nos minutos seguintes, mas quem marcou foi o Cova da Piedade.
[GOLO: 1-2] Em contra-ataque, os visitantes saíram pela esquerda numa incursão do central Rocha, que cruzou para a finalização de Stanley, a bisar no encontro (69').
Nuno Santos rendeu Benny aos 73', numa opção de Renato Paiva para refrescar as linhas adiantadas do conjunto encarnado e buscar um golo que empatasse o desafio. Aos 81', Zé Gomes também foi solução, substituindo Taarabt, muito aplaudido pelos adeptos.
As águias bateram-se, lutaram por um resultado diferente (67 por cento de posse de bola), mas os forasteiros levaram os três pontos: 1-2, resultado final.
Onze do Benfica B: Svilar; Alex Pinto, Kalaica, Zec e Frimpong; Vukotic, Benny e Taarabt; Willock, Pedro Henrique e Saponjic.
Suplentes: Fábio Duarte, Luís Pinheiro, Miguel Nóbrega, Jorginho, Bernardo, Nuno Santos e Zé Gomes.
Boletim clínico: David Tavares (status pós-cirúrgico ligamentoplastia no joelho esquerdo); Vitalii Lystcov (status pós-cirúrgico ligamentoplastia no joelho esquerdo); Diogo Mendes (lesão muscular na face anterior da coxa esquerda); Daniel dos Anjos (status pós-cirúrgico ligamentoplastia no joelho direito).
Renato Paiva (treinador do Benfica B): "A alteração tática [4x3x3 para 4x4x2] tem várias componentes: aproximarmo-nos do modelo de jogo da equipa A, porque vêm jogadores do plantel principal e, como costumo dizer, a equipa B é uma incubadora da equipa A, serve também para criar essas dinâmicas. Arriscámos um bocadinho porque não tivemos muito tempo para treinar este sistema, é um facto, e eu agarro-me sempre ao treino, mas a verdade é que na primeira parte jogámos muito melhor em 4x4x2 do que depois em 4x3x3 na segunda parte."
"O primeiro tempo foi de alguma qualidade, em que tivemos muitas dinâmicas interessantes, ligámos jogo e fizemos um golo. Sentimos o Cova da Piedade muito fechado e queríamos procurar cruzamentos com dois avançados na área. Na segunda parte, inexplicavelmente, entrámos sem nada, sem jogo posicional, mesmo em 4x4x2. Com a equipa a perder-se, voltámos ao 4x3x3 para estabilizar. Foi pior ainda. Vamos falar com os jogadores e perceber o que aconteceu, porque na segunda parte houve muitos erros posicionais."
Kalaica (defesa-central do Benfica B): "Na primeira parte tivemos mais bola do que o Cova da Piedade, mas o adversário mostrou mais confiança na finalização. Mudámos o sistema neste jogo, usámos dois pontas de lança, mas não tivemos muito tempo para treinar esta alteração. Na segunda parte eles defenderam bem, esperaram por contra-ataques e ganharam."