domingo, 31 de março de 2019

OS FANTOCHES DO FUTEBOL PORTUGUÊS


"No palco do futebol português os fantoches ganharam espaço e ganharam vida. Até já são levados a sério, como se fossem humanos...

Os fantoches, por definição, são bonecos articulados por fios. Também são conhecidos por marionetas. Figuras históricas de divertimento público. Protagonistas ancestrais dos palcos de teatros mais populares.
Os fantoches não são para levar a sério. São representantes de uma arte cénica figurativa e que representam um certo lado pitoresco, como se fossem uma caricatura da realidade, um desenho excessivo das pequenas e grandes misérias da própria vida.
No palco do futebol português, os fantoches ganharam espaço e ganharam vida própria. O seu espectáculo começou por ser, apenas, um espectáculo de fantoches e de marionetas articuladas por mãos habilidosas, mas o povo inculto e pouco demorado nos pensamentos deixou-se cativar por aquele lado alarve e estúpido dos bonecos e não tardou a que as televisões vissem, ali, um projecto de agitação do seu clube de audiência mortas.
Hoje, podemos encontrar os fantoches do futebol português um pouco por todo o lado e a questão mais intrigante é a de que nem todos são imediatamente reconhecíveis à vista desarmada. Podem estar no nosso lado, no restaurante ou no supermercado, no parque de diversões ou na paragem do autocarro, vestidos como pessoas, agindo como pessoas, andando como pessoas, rindo e falando como pessoas e nós não nos apercebemos de que não são mesmo pessoas, mas apenas fantoches, bonecos que por um estranho desejo de autonomia, se desenfiaram dos fios e de quem os manipula, se despiram de figurantes e quiserem experimentar como seria a vida humana.
Não há perigo especial nessa vontade inócua e ingénua. Não aguentam muito tempo a realidade da vida e depressa eles próprios se atam, se novo, aos fios que os controlam e aos seus superiores que os comandam.
Há, no entanto, uma inquietação legítima: os fantoches começam a ser muitos e têm uma particular sedução pelas câmaras televisivas, pelos microfones da rádio, pelos títulos gordos dos jornais e, muito especialmente, pelo uso das redes sociais. É aliás neste universo egocêntrico da comunicação impessoal e não raras vezes absurda que os fantoches se sentem como peixe na água. Aquilo foi feito para eles, mesmo que possa ser usado por pessoas, mesmo que tenha o seu espaço pensante e crítico, a rede social é a cama onde qualquer fantoche gosta de estar, porque se sente mais próximo daqueles que o atormentam com movimentos que não querem ter, como acções que não querem assumir, com representações que fazem por serem obrigados.
Todos nós temos épocas do ano em que nos exigem mais na nossa vida profissional. No caso dos fantoches do futebol, o final de cada época é uma tormenta que só não é desumana porque os fantoches não são verdadeiros humanos, mas apenas caricaturas dos humanos.
Sem horário de trabalho, sem sindicatos que os protejam, sem poder de reivindicação, sem salários, sem dignidade profissional, sem reconhecimento público, os fantoches trabalham, incansavelmente, todos os dias, a todas as horas no interesse dos donos do teatro da bola, que não prescindem da enorme vantagem de não aparecerem por detrás dos cenários e manobrarem os fios das mais alarves fantochadas.
Surgiu, entretanto, um perigo inesperado para o futebol português. É que algum povinho desaprendeu de saber que o fantoche é apenas e só um fantoche. Alguns começam a acreditar que são gente a sério, com uma vida para viver. E, de repente, a fantochada, que devia ser só um ingénuo entretenimento, começou a ser levada como se fosse coisa séria, em que vale a pena pensar."

Vítor Serpa, in A Bola

BENFICA ESTÁ NA FINAL DO PLAY-OFF!


VOLEIBOL
Numa eliminatória à melhor de cinco, vai haver dérbi para encontrar o Campeão Nacional 2018/19.
Categórico! A formação de voleibol do Benfica voltou a medir forças com a Fonte do Bastardo no Pavilhão n.º 2 da Luz e a história repetiu-se! No Jogo 3 das meias-finais do Campeonato Nacional, triunfo taxativo por 3-0 no jogo... 3-0 na eliminatória e um lugar garantido na final da competição!
Foi já com o primeiro finalista da grande final encontrado que SL Benfica e Fonte do Bastardo entraram em quadra no Pavilhão n.º 2. Depois das vitórias nos Açores (0-3) e na Luz (3-1), às águias bastava um novo triunfo para carimbar presença na derradeira eliminatória, já os açorianos tinham de dar o tudo por tudo para reduzir desvantagens e acreditar numa possível reviravolta nos desafios seguintes…

Dois duelos até ao momento, dois grandes desafios de voleibol, pautados por um equilíbrio q.b., no entanto, com os encarnados a conseguirem sempre serem superiores e marcarem a diferença.
Posto isto, mais um grande duelo em perspetiva para a tarde deste domingo… e as expectativas não foram goradas! Entrada em jogo muito serena das águias, plenas de confiança. Logo de início, vantagem de três pontos, vantagem essa dilatada com naturalidade para um expressivo 12-5. João Coelho pediu de imediato time out para reorganizar as tropas, mas este Benfica não tremeu. Não obstante a reação açoriana, a encurtar distâncias, os encarnados, com um bloco fortíssimo e um serviço agressivo, partiram para o 1-0 no jogo, após um 25-16 no 1.º set.
Segundo set com o Benfica a colocar em quadra muita, muita qualidade! Os pontos foram-se acumulando, perante uma Fonte do Bastardo sem argumentos – não obstante a vontade! – para contrariar a classe e talento da formação comandada por Marcel Matz. 9-1, 11-3, 15-6, 22-11… Triunfo por 25-12, com os encarnados a dilatarem a vantagem no jogo: 2-0.
Ao contrário dos dois sets anteriores, a Fonte do Bastardo entrou com tudo no 3.º set, esteve na frente e equilibrou até aos dez pontos. A partir daqui, enorme Benfica em quadra, decidido e convicto em resolver. Consequência? 25-15 no set, 3-0 no jogo e na eliminatória!
Formação inicial do Benfica: Rapha, Zelão, Peter, André Lopes, Tiago Violas, Theo Lopes e Ivo Casas.
Na grande final do play-off do Campeonato Nacional de voleibol vai haver dérbi! O SL Benfica, depois de eliminar a Fonte do Bastardo (3-0), vai então encontrar o Sporting CP que, por seu turno, deixou para trás, também por taxativos 3-0 na eliminatória, o SC Espinho.
Tal como as meias-finais, a final decide-se à melhor de cinco, ou seja, a primeira equipa que atingir as três vitórias sagra-se Campeã Nacional, sendo que, em caso de negra, o Benfica – por ter terminado a Fase Regular na liderança – beneficiará sempre do fator casa.

GRANDES PENALIDADES DECIDEM TAÇA DE PORTUGAL


FUTSAL
A equipa de futsal do Benfica esteve várias vezes na frente do marcador, mas não conseguiu trazer o troféu para as vitrinas do Museu Benfica - Cosme Damião.
A final da Taça de Portugal de futsal foi decidida no desempate através das grandes penalidades. Benfica e Sporting proporcionaram um grande espetáculo no Pavilhão Multiusos de Gondomar, com o resultado a ficar 5-5 após prolongamento, mas nas decisões os leões foram mais eficazes (3-2) e conquistaram a prova-rainha.
Bancadas preenchidas para receber a final masculina da Taça de Portugal de futsal. Na quadra, um jogo muito apetecível com Benfica e Sporting frente a frente. Os adeptos correspondiam nas bancadas e as águias no terreno de jogo.
No primeiro minuto, Henmi testou a atenção de Guitta; no lance seguinte, as redes abanaram…
[GOLO: 0-1] Tolrà recuperou o esférico a Pedro Cary, galgou metros e rematou sem hipóteses para o guarda-redes do Sporting (2’).
Jogo rijinho no Multiusos de Gondomar, com cada bola a ser disputada como se fosse a última e com os jogadores a recorrerem a algumas faltas. Ao fim e ao cabo, tratava-se de um dérbi e de uma final.
Na quadra, o Benfica parecia estar melhor, com maior posse de bola e sempre mais perto da área leonina. Porém, num ataque rápido, aos 8’, Cavinato obrigou Roncaglio a aplicar-se.
[GOLO: 0-2] Nova perda de bola do Sporting, Robinho viu espaço, subiu no terreno com a bola dominada e, de pé esquerdo, desferiu um tiro indefensável para Guitta (9’).
Bola ao centro e Guitta tentou surpreender o colega de baliza, Roncaglio, mas o benfiquista não o permitiu. Pouco depois, Fernandinho atirou por cima.
[GOLO: 1-2] Aos 11’, o Sporting reduziu através de Dieguinho. O brasileiro, com um remate à entrada da área, bateu Roncaglio.
Aos 12’, a defesa do Benfica facilitou e Merlim atirou com estrondo ao poste. Verdes e brancos perto do 2-2. Ao susto, as águias responderam com mais um golo. Antes, Guitta ainda negou com uma defesa.
[GOLO: 1-3] Remate de André Coelho que Guitta não consegue segurar e, oportuno, Fernandinho aumenta a contagem para os da Luz.
O jogo encaminhava-se rapidamente para o intervalo, mas o Sporting ainda queria ter uma palavra a dizer…
[GOLO: 2-3] A dois minutos do fim, aos 18’, Cardinal, com um remate na passada, reduziu o resultado.
A segundos do intervalo, Leo, por duas vezes, esteve perto do golo. Primeiro, Roncaglio defendeu, depois o tiro bateu no poste. No final dos primeiros 20’, o Benfica vencia, por 2-3.
Empurrados pelo público que nunca deixou de apoiar, os encarnados entraram a todo o gás no segundo tempo. Dois remates a testar a atenção de Guitta e a mostrar que a equipa não ia descansar apesar da vantagem no marcador.
O Sporting respondeu por Deo aos 23’, mas Roncaglio opôs-se com uma estrondosa defesa. No seguimento do lance surgiu o empate.
[GOLO: 3-3] Pontapé de canto marcado por Deo, a bola bateu em Cavinato que ia a passar e entrou na baliza. Um tento que tem tanto de caricato como de não intencional.
Bola ao centro e o Benfica está perto de novo golo. Quem não marca, sofre…

[GOLO: 4-3] Merlim rematou, o esférico bateu nos dois postes da baliza do Benfica e, na recarga, o mesmo jogador consumou a reviravolta no marcador.
O Benfica respondeu bem aos golos sofridos e rapidamente foi atrás do prejuízo. Tiago Brito, em duas ocasiões, esteve perto do 4-4. Logo de seguida, Cavinato, com um potente remate, quase surpreendeu Roncaglio.
Aos 31’, Roncaglio perdeu a bola na saída de bola e Pany Varela só não fez o 5-3 porque Henmi cortou em cima da linha de golo.
[GOLO: 4-4] O guarda-redes do Benfica redimiu-se do erro com um golo. O brasileiro subiu e testou o seu remate com êxito.
A cinco minutos do apito final, Bruno Coelho descobriu André Coelho na área, mas o desvio do 4 saiu um tudo-nada ao lado. Aos 18’, Erick esteve perto de marcar para o Sporting; respondeu o Benfica logo a seguir por Fernandinho.
À passagem dos 39’, Fits ficou a centímetros de evitar o prolongamento. Recebeu o esférico, rodou e rematou com estrondo à barra da baliza de Guitta.
No final do tempo regulamentar, o dérbi manteve-se empatado (4-4) e seguiu-se o prolongamento.
O primeiro frisson no prolongamento apareceu por intermédio de Roncaglio, mas o remate do guarda-redes foi defendido pelo outro guardião, Guitta. Mais Benfica na quadra e Guitta a defender o tiro de Fábio Cecílio.
[GOLO: 4-5] Quando o Sporting tentava sair a jogar, Fábio Cecílio recuperou e o esférico sobrou para Fernandinho, que disparou de pé esquerdo para o fundo das redes.
Na segunda parte do prolongamento, Dieguinho tirou tinta ao poste com um remate. Mal, a equipa de arbitragem sinalizou canto e no seguimento do lance novo empate.
[GOLO: 5-5] Jogada de 5x4 do Sporting e Henmi, com um autogolo, traiu Roncaglio e empatou a contenda
Aos 49’, Cavinato viu o seu remate sair a centímetros da baliza das águias. Roncaglio parecia batido. O resultado seguiu em 5-5 até ao fim e a final da Taça de Portugal foi para o desempate através de grandes penalidades.
Grandes penalidades
BENFICA
Fernandinho marcou
Tolrà marcou
Robinho falhou
Sporting
Cardinal marcou
Dieguinho marcou
Merlim marcou
Cinco inicial do Benfica: Roncaglio, Tolrà, Rafael Henmi, Robinho e Fits.
Suplentes: Cristiano, André Coelho, Fábio Cecílio, Tiago Brito, Bruno Coelho, Miguel Ângelo e Fernandinho.
Encarnados viram agulhas para a Liga Sport Zone e no dia 7 de abril, às 20h00, recebem o Quinta dos Lombos, no Pavilhão Fidelidade.

FUTSAL FEMININO CONQUISTA TAÇA DE PORTUGAL


FUTSAL FEMININO
Águias foram superiores ao Novasemente e venceram a prova-rainha pela 4.ª vez consecutiva.
A equipa de futsal feminino do Benfica conquistou a Taça de Portugal, a 4.ª de forma consecutiva, após bater o Novasemente, por 2-0, na final realizada no Pavilhão Multiusos de Gondomar.
O primeiro disparo saiu no minuto inaugural, mas Sara Wallace, guarda-redes do Novasemente, afastou. Aos 7’, o Benfica perdeu a bola na saída para o ataque e Ana Catarina evitou o primeiro do Novasemente.
Aos 9’, foi o Novasemente a falhar no momento da construção, mas o disparo de Fifó saiu ao lado. Aos 11’, Janice assistiu Sara Ferreira, mas o remate da 10 foi ao poste; no lance seguinte, de novo o disparo de Sara Ferreira a esbarrar nos ferros da baliza do Novasemente. Em poucos segundos, o Benfica a ficar muito perto do 1-0.
O Novasemente reagiu por Angélica, mas o potente remate desta foi travado por Ana Catarina. Aos 14’, Raquel a atirar com um estrondo à baliza de Sara Wallace. Terceiro remate ao poste por parte das águias. A mira das comandadas por Bruno Fernandes estava mais do que afinada e Raquel, aos 15’, voltou a acertar no ferro da baliza do Novasemente.
Perto do fim, aos 16’, saída rápida da turma nortenha, com Júnior a rematar para nova estirada de Ana Catarina. Aos 19’, Angélica, à boca da baliza, ficou a centímetros de desviar para 0-1 para o Novasemente.
Apesar de uma primeira parte muito interessante e de o Benfica ter acertado quatro dos seus remates nos postes, o 0-0 manteve-se até ao intervalo.
A segunda parte começou com poucas oportunidades de golo. A exceção foi o remate de Fifó aos 23’, que antecedeu o 1-0.

[GOLO: 1-0] Janice inaugurou o marcador ao desviar o esférico de Sara Wallace depois de um excelente trabalho na posição de pivô.
A perder, o Novasemente foi atrás do empate. Primeiro Pisko viu o remate intercetado, depois Sofia Ferreira viu Ana Catarina defender e na insistência a equipa de arbitragem assinalou grande penalidade por falta de Beatriz Sanheiro. Na hora da verdade, Sofia Ferreira permitiu a defesa de Bety (27’).
Os remates aos postes da baliza do Novasemente regressaram na etapa complementar. Janice, de primeira, a acertar na barra, aos 30’.
Para os últimos minutos, o Novasemente usou o 5x4 e Pisko esteve perto do golo, mas foram as águias a lá chegar.
[GOLO: 2-0] Aos 39’, Ana Catarina marcou um golaço de uma baliza a outra, aspeto que a guarda-redes costuma explorar.
Cinco inicial do Benfica: Ana Catarina, Inês Fernandes, Janice, Fifó e Sara Ferreira.
Esse tento terminou com as esperanças da Novasemente. No final, Benfica triunfou, por 2-0 e conquistou mais uma Taça de Portugal para o palmarés, a 4.ª consecutiva, isto no jogo 101 do treinador Bruno Fernandes no comando do futsal feminino encarnado.
Benfica-Novasemente
“Foi um excelente jogo de futsal”
Bruno Fernandes (treinador do Benfica): “O primeiro objetivo da época foi a Supertaça, o segundo é que foi a Taça de Portugal e agora vamo-nos dedicar ao Campeonato. Foi um excelente jogo de futsal, as pessoas que assistiram ao jogo viram a qualidade que existe no futsal feminino em Portugal e isso é o mais importante.”

BENFICA B VENCE ESTORIL


BENFICA B COM FOGO NO ATAQUE
FUTEBOL
Triunfo em casa do Estoril (candidato à subida) na 27.ª jornada da II Liga.
De visita ao Estádio António Coimbra da Mota, reduto onde mora o Estoril (candidato à subida de divisão), o Benfica B foi mais forte e eficaz na finalização e triunfou por 1-3 na 27.ª jornada da II Liga.
Com uma abordagem ao jogo muito positiva e afinada, a equipa B das águias criou tema na baliza do Estoril aos 5'. Numa segunda vaga após canto batido na esquerda, o lateral Frimpong armou o cruzamento e o central Kalaica, superior nas alturas no meio da área, cabeceou com pontaria, fazendo o 0-1.

Os recursos de Zlobin, que neste fim de semana atuou pelo Benfica B, foram rapidamente postos à prova pelos estorilistas, mas o guarda-redes mostrou competência, sustendo, antes de se atingir o minuto 10, um tiro de meia distância que ameaçava terminar em golo.
Numa saída rápida bem elaborada (iniciada por recuperação de Nuno Santos), as águias alcançaram o 0-2 por intermédio de Willock, que encostou na pequena área após uma assistência de Bernardo a partir da esquerda, depois de este ter sido desmarcado pelo avançado Pedro Henrique (23').
O Benfica B estava fogoso no ataque e elevou a contagem aos 26': Alex Pinto avançou na direita, cruzou e Pedro Henrique mergulhou para, de cabeça, rubricar o 0-3.
A perder por três bolas de diferença, o Estoril não se rendeu e esforçou-se para justificar e comprovar no relvado o estatuto de candidato à promoção à I Liga do futebol português. E a réplica dos canarinhos foi forte até ao fim da primeira parte, dando trabalho à organização defensiva do Benfica B e ao guarda-redes Zlobin. Porém, com bola, as águias também não concediam tréguas ao anfitrião. Resultado ao intervalo: 0-3.
Fernando Chalana Estoril-Benfica B
Sob o olhar da glória benfiquista Fernando Chalana, os encarnados reentraram com muita energia e dispuseram de duas chances para apontar o 0-4 nos instantes iniciais do segundo tempo, mas nem Pedro Henrique nem Bernardo tocaram para as malhas no momento-chave dos lances.
Pedro Henrique, solicitado pelo recém-entrado Zé Gomes (substituiu Willock aos 71'), tornou a bater o guardião estorilista quando se atingiu o minuto 72 da partida, mas o lance foi invalidado por posição de fora de jogo do avançado das águias.

O acerto e o bom jogo do Benfica B foram criando alguma descrença no Estoril, que, ainda assim, obrigava a defensiva dos encarnados a um permanente estado de concentração. Todavia, aos 86', os canarinhos reduziram: 1-3 por Yan. Estava feito o resultado final.
Onze inicial do Benfica B: Zlobin; Alex Pinto, Kalaica, Pedro Álvaro e Frimpong; Florentino, Benny e Nuno Santos; Willock (Zé Gomes aos 71'), Bernardo (David Tavares aos 77') e Pedro Henrique (Saponjic aos 82').
Suplentes: Fábio Duarte, Zec, Mendes, Vukotic, David Tavares, Saponjic e Zé Gomes.
Boletim clínico: Vitalii Lystcov (status pós-cirúrgico ligamentoplastia no joelho esquerdo); Daniel dos Anjos (status pós-cirúrgico ligamentoplastia no joelho direito).
"Fomos muito competentes"
Renato Paiva (treinador do Benfica B): "Era importante saber o que fazer com e sem bola, perante um adversário difícil. Marcar cedo deu-nos estabilidade. Eu disse aos jogadores que a pressão estava no outro balneário. Se entrássemos fortes, jogando, tendo bola, enervando o adversário e marcando primeiro, ia ser mais complicado para o Estoril. E foi assim. Aproveitámos desequilíbrios que sabíamos que iam acontecer, porque trabalhámos isso, o Estoril ia querer assumir mais o jogo e abrir espaços. Fomos muito competentes com bola e eficazes."
Pedro Henrique (avançado do Benfica B): "Sabíamos que ia ser um jogo difícil, o Estoril é uma boa equipa, mas conseguimos fazer um bom jogo e vencemos. Marquei o primeiro golo pelo Benfica B, teve um significado especial. Agradeço ao grupo, que fez um excelente jogo. Sem eles não teria marcado. Espero que seja o primeiro de muitos."

INACEITÁVEL!


A impunidade e a falta de decoro com que, jornada após jornada, o FC Porto continua a ser beneficiado pelas arbitragens tem de ter um limite! Ontem voltou-se a ultrapassar tudo o que é tolerável. É a verdade e a transparência das nossas competições que estão em causa, porque não há memória de uma época tão marcada por sucessivos erros, sempre – mas mesmo sempre! – em benefício da mesma equipa. É tempo de dizer basta. Ou será que ainda não chega?
Está a ser uma temporada negra para o futebol português, com sucessivos episódios a manchar as nossas competições. A célebre meia-final da Taça da Liga foi um desses casos, com decisões inacreditáveis que puseram a nu a falta de pudor que hoje existe.
Alguém tem dúvidas de qual seria a decisão da equipa de arbitragem caso o lance do primeiro penálti de que o FC Porto beneficiou em Braga tivesse ocorrido na sua própria grande área? Nunca – mas mesmo nunca! – seria penálti. É a história deste campeonato que o diz. E estão os factos para o provar.
Alguém tem dúvidas de qual seria a decisão se o lance que aconteceu dentro da grande área do FC Porto entre Corona e Wilson Eduardo tivesse ocorrido na outra grande área? Claro que o VAR não fingiria não ter visto. Claro que seria penálti!
Alguém percebe por que razão o treinador do Braga é expulso com aquela facilidade e porque continuamos a ver o outro treinador protestar sistematicamente sem que nada lhe aconteça?
Alguém tem dúvidas de qual seria a decisão do árbitro – e também do VAR – na falta clara de ontem na Luz sobre Samaris se fosse um jogador do FC Porto que estivesse em causa? Obviamente, penálti!
O VAR que ontem esteve no Estádio da Luz foi o mesmo que esteve no último jogo que o Benfica tinha feito em casa, contra o Belenenses. É preciso dizer mais?
Os factos provam que chegámos a um ponto em que já nem há a preocupação de disfarçar a diferença de critérios. Em que, jornada a jornada, se sucedem os erros que vão invariavelmente no sentido, repetimos, de beneficiar sempre a mesma equipa. Estamos perante um escândalo. Uma mentira! Um campeonato sujo que envergonha todos aqueles que não aceitam ser cúmplices desta fraude.
A lista dos erros mais flagrantes é enorme. Entre os casos mais graves, destacam-se: penálti sobre Rochinha no Bessa não assinalado; penálti sobre Nakajima no Dragão não assinalado; golo contra o Feirense em fora de jogo (bem anulado pelo árbitro e incrivelmente validado mais tarde pelo VAR); golo em fora de jogo com o Vitória de Guimarães; vermelho por mostrar a Felipe no Bonfim na fase inicial do jogo; penálti perdoado em Moreira de Cónegos por falta de Militão; penálti não assinalado, ontem, em Braga, por falta de Corona sobre Wilson Eduardo. Não estão aqui nem metade das decisões incompreensíveis que, neste campeonato, já valeram pontos ao FC Porto.
E são esses pontos conquistados que estão a permitir que o FC Porto se mantenha a lutar pelo título!
O erro é humano e admite-se até um certo ponto. A partir daí deixa de ser erro e passa a ser outra coisa.
Por que será que vemos um pequeno grupo em que surgem sempre os mesmos árbitros a tomar decisões diferentes sobre lances idênticos? E por que é que isso acontece sempre em benefício e prejuízo dos mesmos?
Talvez se encontre a justificação na impunidade com que se exibe e enaltece atos de invasão a centro de treinos de árbitros, mas também nas ameaças e na coação exercida sobre tudo e todos, com um óbvio objetivo: garantir uma inqualificável pressão e condicionamento sobre todos os agentes desportivos e equipas de arbitragem em particular!
Mais do que nunca, esta denúncia pública impõe-se. Porque já é impossível calar a revolta face a tudo o que se está a assistir semana após a semana. Existe o direito à indignação! Sentido de responsabilidade é isto: denunciar e apelar para que, de uma vez por todas, se cumpram as regras e se tratem todos por igual. Sem exceção.
Faltam 7 jornadas e, pelo menos a partir daqui, que apareçam a isenção, o rigor, o equilíbrio, a justiça e o respeito que têm faltado. Sobretudo o respeito pela verdade desportiva! Mais do que um título, o que está em causa é toda uma forma de estar na vida e no desporto.
PS: Perante a gravidade do que ontem se passou, excecionalmente temos uma News Benfica especial este domingo, para dar voz à revolta de todos os benfiquistas – e não apenas os benfiquistas – que não aceitam, de forma alguma, o regresso a um passado de triste memória para o futebol português.
News Benfica

ATAQUE AO TÍTULO COM PÉ DIREITO


FUTEBOL
Juvenis do Benfica iniciaram a decisiva fase de apuramento do campeão nacional com uma vitória sobre o Belenenses.
Organizada, dinâmica e de olhos postos na baliza do Belenenses, a equipa de Juvenis do Benfica iniciou a 3.ª e decisiva fase de apuramento do campeão nacional com uma vitória no Caixa Futebol Campus: 2-0.
Os ataques sucederam-se no primeiro tempo e, de bola corrida e parada, os golos aconteceram. Henrique Araújo marcou aos 12' (1-0), concluindo na área um cruzamento rasteiro de Filipe Cruz a partir do flanco direito, e o mesmo Filipe Cruz, impecável na execução de um livre direto em posição descaída para a esquerda, dilatou aos 40'+1' (2-0).

A toada não mudou muito na etapa complementar, embora o Belenenses tenha conseguido replicar e tapar espaços com maior eficácia. Ainda assim, os encarnados criaram oportunidades para fechar o encontro com um resultado mais expressivo.
Onze inicial do Benfica: Samuel, Filipe Cruz, Gabriel Araújo, Tomás Araújo, Rafael Rodrigues, Rafael Brito, Diogo Nascimento, Paulo Bernardo, Jeremy Sarmiento, Henrique Araújo e Gerson Sousa.

CLASSIFICAÇÃO 3.ª FASE – APURAMENTO DE CAMPEÃO
Posição Equipa      Jogos Pontos Golos
1.º SL Benfica            1        3        2-0
2.º FC Porto               1        3        5-3
3.º SC Braga              1        3        1-0
4.º Sporting CP          1        0        0-1
5.º V. Guimarães        1        0        3-5
6.º Belenenses           1        0        0-2

EMPATE NO CLÁSSICO DE INICIADOS


FUTEBOL
O Benfica somou um ponto em casa do FC Porto.
Clássico muito disputado no Olival, mas com marcador bloqueado do princípio ao fim: 0-0 foi o resultado do FC Porto-Benfica na 2.ª jornada da 3.ª fase de apuramento do campeão nacional de Iniciados.
Depois do triunfo sobre o Sporting na ronda anterior, a equipa benfiquista orientada por Filipe Coelho somou um ponto no terreno dos dragões, competidores diretos na luta pelo título.

Com este desfecho, o Benfica segue no comando da tabela classificativa com quatro pontos, a par do FC Porto.
Onze inicial do Benfica: André Gomes; João Rodrigues, Nuno Félix, Martim Filipe e Diogo Aqueu; Diogo Prioste, Ricardo Nóbrega e João Neves; Gonçalo Rocha, Hugo Félix e David Quenda.
CLASSIFICAÇÃO 3.ª FASE – APURAMENTO DE CAMPEÃO
Posição Equipa    Jogos Pontos Golos
1.º  SL Benfica         2        4        2-1
2.º  FC Porto            2        3        4-0
3.º Sporting CP        2        3        7-2
4.º V. Guimarães      2        3        2-5
5.º A. Académica     2        3        2-7

UM AZAR DO KRALJ


Valium? Não. Xanax? Isso é para meninos. Rohypnol? Não faz efeito. Desde que Um Azar do Kralj descobriu a Seferovitina não quer outra coisa
Vasco Mendonça só tem coisas bonitas a dizer sobre Seferovic, que deu a vitória ao Benfica, esta noite, frente ao Tondela (1-0), para a 27ª jornada da Liga, e também tem uma mensagem para o estreante Adel Taarabt: "Merece seguramente mais minutos nesta equipa, mas antes, meus amigos, merece uma bebedeira de caixão à cova"
Vlachodimos
90 minutos sem um único golpe de vista. Foi a primeira vez em alguns dias. É este o saldo que mais interessa quando falamos de Vlachodimos.
André Almeida
Mais um golo magnífico e uma assistência primorosa para Jonas, mas os poderes instituídos no futebol português não querem que André Almeidas seja o melhor lateral direito europeu. Será que estas pessoas dormem descansadas?
Rúben Dias
Não obstante um número considerável de ações em benefício da equipa, voltou a ter uma daquelas travadinhas em que passa para trás e desmarcar um adversário. Desta vez Gabriel apareceu para resolver, mas Rúben Dias tem que ter cuidado. Está a brincar com a nossa saúde e, em última análise, com a sua.
Ferro
Quem nunca tinha visto ferro a derreter pôde tirar as dúvidas esta noite.Tal como aquele restaurante bom para grupos que mantém um 4.2 no Zomato, a não repetir.
Grimaldo
Notável. Foram 90 minutos a executar repetidamente a mesma jogada. Um trabalho aturado, paciente, imune a quaisquer crises de fé, ou até insultos à sua família, como se viu na brilhante assistência para golo. Ainda a bola ia a meio e já eu lhe chamava nomes, mas é essa a magia do futebol. Acho eu, sei lá.
Samaris
Sofreu um penálti que valeria por meia dúzia em Braga, mas Carlos Xistra puxou dos galões dos seus dezanove anos de carreira para negar o que é evidente, o penálti, e confirmar também o que há muito é evidente: a sua incompetência. Esta catástrofe natural em forma de árbitro atirou a equipa para uma crise de ansiedade que obrigou Bruno Lage a sacrificar Samaris ao intervalo. O grego aproveitou a muita energia que lhe restava para ser um dos primeiros a chegar a Seferovic no festejo do golo. Por falar nisso, já renovaram com o homem?
Gabriel
Uma exibição que parece começar de forma adequada como esta frase mas chega ali a determinada altura e fffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssllllllllllllllllllllllllllllllllllllllddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddd
Pizzi
Há uns anos vimos Uri Geller dobrar uma colher com o poder da mente em direto na televisão. Hoje vimos uma exibição de Pizzi provocar dor a todos os que assistiam ao jogo.
Rafa
Breve aparição do Rafa que não sabe o que é que anda a fazer neste planeta. Vai-te embora e não voltes.
João Félix
Começou o jogo com índices físicos ao nível de um adepto do Benfica depois de assistir ao Benfica-Tondela. Ao contrário do adepto, não terá tido nenhumas arritmias sucessivas.
Jonas
A dois dias de festejar o seu 35º aniversário, Jonas e o seu futebol perfumado continuam a mostrar-se.
Seferovic
Mais do que um futebolista, o nosso suíço favorito é um ansiolítico. Esqueçam os trocadilhos com esferovite, ignorem o nome civil do senhor. Valium? Não, obrigado. Xanax? Isso é para meninos. Rohypnol? Não faz efeito. Desde que descobri a Seferovitina não quero outra coisa.
Taarabt
Finalmente. Foram quase 4 anos a trabalhar ou a não trabalhar para este momento, dependendo da fase a que nos referirmos. Adel não desiludiu e cumpriu à risca as indicações de Bruno Lage: fazer só um nadinha melhor do que Pizzi. Se é verdade que a fasquia estava muito baixa, não é menos verdade que Taarabt agarrou a oportunidade com unhas e dentes, saindo com a bola e conseguindo progredir no terreno numa fase em que Rafa já se escondia dentro da camisola e Samaris roía as unhas no banco de suplentes. Merece seguramente mais minutos nesta equipa, mas antes, meus amigos, merece uma bebedeira de caixão à cova.
Jota
Entrou em campo numa fase do jogo em que a tática passava por ter todas as letras do alfabeto em campo. Nesse sentido pode dizer-se que fez a sua parte. Futebolisticamente falando, ainda não parece fazer aquilo que Bruno Lage pede nem mostra o futebol que alegadamente reside nos seus pés.
Um Azar do Kralj

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