terça-feira, 2 de abril de 2019
PRIMEIRAS PÁGINAS
segunda-feira, 1 de abril de 2019
O SILVA CANDIDATO VOLTA AO ATAQUE
Rui Gomes da Silva: «Vieira deve estar a preparar-se para convocar eleições antecipadas»
Assumido candidato garante posição do atual presidente
Rui Gomes da Silva antecipou esta segunda-feira que o Benfica verá eleições antes do final de mandato de Luís Filipe Vieira, em outubro de 2020, associando este momento a uma anunciada vitória do 37º título de campeão nacional em futebol.
"Ora, contando já com a conquista desse título, Luís Filipe Vieira deve estar a preparar-se para convocar eleições antecipadas. Porque, sendo campeão, todos os momentos, a partir daí - presumindo que lá chega nas mesmas condições de hoje - serão sempre piores que as do dia anterior... e assim sucessivamente!", vincou o assumido candidato e antigo 'vice' em declarações ao blogue 'Novo Geração Benfica'. A explicação continua depois.
"E se - antes - todos os momentos eram bons para se auto-elogiar, como o jantar de comemoração dos 15 anos do novo estádio, a partir de janeiro, com a equipa a ganhar, Vieira passou a utilizar todos os momentos para fazer campanha. Campanha no auto-elogio, campanha nas promessas de um Benfica campeão curopeu, campanha sobre as casas, campanha sobre as obras, campanha nos convites para as viagens da equipa ao estrangeiro, campanha nos convites para o Camarote Presidencial... campanha... campanha... campanha!!!", acrescentou Gomes da Silva que considerou que Vieira "tem um lugar na história embora não como quer fazer crer".
"E se - antes - todos os momentos eram bons para se auto-elogiar, como o jantar de comemoração dos 15 anos do novo estádio, a partir de janeiro, com a equipa a ganhar, Vieira passou a utilizar todos os momentos para fazer campanha. Campanha no auto-elogio, campanha nas promessas de um Benfica campeão curopeu, campanha sobre as casas, campanha sobre as obras, campanha nos convites para as viagens da equipa ao estrangeiro, campanha nos convites para o Camarote Presidencial... campanha... campanha... campanha!!!", acrescentou Gomes da Silva que considerou que Vieira "tem um lugar na história embora não como quer fazer crer".
"Ele, que nunca foi um Presidente querido, mas apenas tolerado. Sem um passado de adepto, sempre duvidaram da sua proximidade com o Porto (no Alverca como, agora, com os "Catões da vida"), nunca tendo conseguido uma relação de empatia com o "povo benfiquista"!", declarou.
Antigo vice-presidente do Benfica fala em campanha constante do atual líder.
Rui Gomes da Silva condenou esta segunda-feira a forma como Luís Filipe Vieira levou a cabo a sua presidência, alheia de emoções, numa mensagem publicada como habitual no blogue 'Novo Geração Benfica'.
"Se o BES [Banco Espírito Santo] acabou, a paixão, essa, na presidência do Benfica, acabou com a saída de cena de Manuel Vilarinho. Vieira profissionalizou a estrutura do Benfica. Profissionalizou por opção mas também por interesse! Por opção porque essa - com ele ou com qualquer outro - seria uma inevitabilidade! Mas também por interesse pessoal! Com essa decisão, retirou aos membros dos órgãos sociais, que consigo partilham a legitimidade democrática 'benfiquista', a possibilidade de intervir na gestão, passando (como passou) a estrutura a servi-lo... só a ele! O passo seguinte foi o de confundir o clube consigo, como aconteceu recentemente quando ataques à sua vida pessoal mereceram o anúncio de procedimentos criminais... por parte do Benfica! "O Benfica... sou eu" pensará, embora esteja longe de o ser!", reiterou o antigo vice-presidente e assumido candidato às próximas eleições do Benfica.
Gomes da Silva assumiu depois que os encarnados não devem abdicar da maioria da SAD mesma que objetivo seja tentar ganhar a Liga dos Campeões. "O Benfica que eu conheço como adepto não quer uma solução dessas! O Benfica que eu conheço como dirigente não precisa de uma solução dessas! Até para ganhar a Liga dos Campeões! Por isso não poderei aceitar, nunca, o modelo de um novo projeto de endividamento para o Seixal como se a produção de jogadores e a sua valorização fosse infinita, capaz de vender por dezenas de milhões tudo o que possa sair de lá", explicou.
Gomes da Silva assumiu depois que os encarnados não devem abdicar da maioria da SAD mesma que objetivo seja tentar ganhar a Liga dos Campeões. "O Benfica que eu conheço como adepto não quer uma solução dessas! O Benfica que eu conheço como dirigente não precisa de uma solução dessas! Até para ganhar a Liga dos Campeões! Por isso não poderei aceitar, nunca, o modelo de um novo projeto de endividamento para o Seixal como se a produção de jogadores e a sua valorização fosse infinita, capaz de vender por dezenas de milhões tudo o que possa sair de lá", explicou.
In Record
SENHOR VITORINO
"Por Barcelos escutaremos esta semana, como a história nos ensina, o clamor do seu famoso galo, suplicando - é a palavras exacta - e, uma vez mais, por justiça
1. Ontem jogaram os grandes do futebol português. O primeiro e o segundo estão empatados em pontos, tal como os terceiros e quarto. Vamos ter no topo e nos lugares de descida uma disputa imensa e intensa. Em Braga o Futebol Clube do Porto ganhou num estádio difícil e num jogo disputado, muito renhido e com alguns momentos polémicos. Em Chaves o Sporting venceu numa partida com expulsões e tensões e em que os leões encostaram ao Braga em termos de uma acesa disputa e numa liga que parece que vai ter uma quente discussão para lá dos relvados. Na Luz o Benfica ultrapassou, com uma inesperada dificuldade, o Tondela e manteve a confortante igualdade pontual em relação à equipa liderada, com fervor, por Sérgio Conceição. E, por Barcelos, escutaremos esta semana, como a história nos ensina, o clamor do seu famoso galo, suplicando - é a palavra exacta - e, uma vez mais, por justiça. A justiça dos homens. Que sempre se espera e deseja e que, por vezes, é sujeita a alguns entraves em razão de novas angústias que a não conquista de pontos suficientes provoca. É tudo, afinal, uma consequência de vários milhões de euros. Na liga primeira são muitos. Na segunda liga quase não são nenhuns. E esta diferença é abissal. Como correrá, suspeita-se, se se concretizar a Liga dos Campeões 1 e a Liga dos Campeões 2. Mas isso daqui a poucos anos. Por ora cada jornada é uma final. Para os do topo e para os de baixo. E aqui estão muitos nomes, muitas Sad's, muitos emblemas e... muitos Presidentes que se sentem preocupados. Alguns deles com razão... para a íntima preocupação!
2. Saberemos ao final da noite da próxima quarta-feira quem serão os finalistas da edição deste ano da Taça de Portugal. O Futebol Clube do Porto está já com pé meio na final do Jamor. Em Alvalade o Benfica parte com uma curta vantagem e Bruno Lage tudo fará para conquistar a presença na sua primeira final como treinador principal. Mas o Sporting de Frederico Varandas procurará a sua segunda conquista nesta época desportiva. Teremos muita emoção nestas segundas mãos desta edição da Taça do futebol de todos. Sendo a prova rainha do futebol português é também aquela que não estará sujeita, acredito, às necessárias e urgentes reflexões acerca dos quadro competitivos do futebol português. Importa pensar e decidir acerca das competições que devemos ter. Tendo a consciência que as que temos não servem e devem ser objecto de rápida reformulação. Por questão de sustentação e em razão de uma acrescida competitividade. E esta reflexão tem de ser feita por impulso da Federação, o envolvimento da Liga e das Associações, a participação dos jogadores e dos treinadores - esta semana reunidos no seu Fórum! - e, também, o conhecimento das soluções que outros futebóis desenvolveram e implementaram. E, aqui, permitiam um especial cumprimento à Federação e à sua iniciativa 'Executive Talks', que amanhã trará à Cidade do Futebol o Presidente do Barcelona Josep Maria Bartomeu.
3. (...)"
Fernando Seara, in A Bola
FACTOS!
Será muito difícil, para não dizer impossível, que alguém consiga encontrar na mesma temporada tantas decisões inexplicáveis, incompreensíveis e inaceitáveis em favor da mesma equipa.
Está à vista que a verdade incomoda sobretudo quem beneficia com este prolongado estado de anormalidade. Mas não é por isso que deixaremos de repetir, as vezes que forem necessárias, aquilo que está a acontecer.
Nós mostramos as imagens concretas das sucessivas irregularidades! Nós mostramos os factos! Nós mostramos a verdade! Na BTV, hoje mesmo, voltaremos a atualizar a ‘lista negra’ dos casos de arbitragem que, infelizmente, não pára de aumentar. Outros inventam processos que não existem e levantam suspeitas irreais, que não têm qualquer suporte. Vivem eternamente no 1 de abril!
Repetem mil vezes uma mentira à espera que ela se transforme em verdade. Não vão conseguir. Nós repetiremos mil vezes a verdade à espera que se faça justiça!
Numa época tão atípica, há mais factos ‘estranhos’ a acontecer. Era difícil não reparar nos resumos da 27.ª jornada produzidos pela Liga Portugal – e que estão disponíveis no próprio site oficial. Os resumos do Benfica-Tondela e do Sp. Braga-FC Porto têm, naturalmente, os respetivos golos e outros lances capitais de ambos os jogos. Com dois pequenos ‘esquecimentos’.
No jogo da Luz falta o penálti cometido e não assinalado sobre Samaris. No resumo do jogo de Braga falta o penálti cometido e não assinalado sobre Wilson Eduardo. Quais os critérios de edição utilizados? O que quer esconder a Liga?
Mais uma razão, a juntar a tantas outras, para estarmos cada vez mais atentos e unidos. O texto de André Almeida ontem publicado nas redes sociais (acompanhado pelo vídeo do golo de Seferovic frente ao Tondela) resume na perfeição a forma de abordar a reta final da temporada: “Tentaremos sempre dar tudo em cada jogo e em cada treino, sabendo que com a UNIÃO de todos, dentro e fora do relvado, somos mesmo mais fortes. Porque, e agora cada vez mais, todos contam!!!”
PS: O futsal feminino do Benfica continua a colecionar títulos! A equipa conquistou ontem, em Gondomar, a Taça de Portugal pela 4ª temporada consecutiva. Parabéns à equipa técnica orientada por Bruno Fernandes e a todas as jogadoras.
News Benfica
PARTICIPAÇÃO CRIMINAL
"As prestações de alguns árbitros ao longo destas duas épocas têm sido muito contrárias aos seus deveres. Mesmo com o auxílio de tecnologias que deveriam minorar o erro. E têm sido tão convergentes no benefício a um dos candidatos ao título, prejudicando os outros, com actuações tão reincidentes que decidi, em consciência, iniciar a redacção de uma participação criminal contra alguns árbitros pela prática do crime público de "abuso de poder", previsto e punido pelo artigo 382.º do Código Penal.
O árbitro de futebol enquanto titular de um poder/dever que pode conceder benefício ilegítimo, ou causar prejuízo a outra pessoa, parece-me inquestionável no futebol actual. E a intencionalidade transparece em condutas inexplicavelmente dispares.
Será discutível a sua qualificação como "funcionário" para efeitos de lei penal. Mas tentarei lá chegar com a caracterização do seu estatuto perante uma pessoa colectiva de utilidade pública, com expressa devolução de poderes ao nível da disciplina, da arbitragem e da organização das competições.
Não me conformo com competições decididas por quem não as pode decidir. Nem com a impunidade, nem com a irresponsabilidade que caracteriza as figuras de topo deste grupo de agentes desportivos. Esta denúncia não será anónima, será de cabeça levantada, movida por um adepto de futebol, com uma filiação clubística assumida, em prol de um desporto livre do mal que lhe têm feito.
Acrescento que esta iniciativa é aberta a quem quiser participar e se sentir lesado, mas é completamente independente da direcção do SLB, sendo indiferente o seu posicionamento face ao que acabo de partilhar."
ATOLADO!!!!
"O futebol profissional em Portugal não é actividade que se recomende a pessoas de bem. É uma coutada de arbítrios. As regras não são cumpridas ou são manipuladas sistematicamente. Sente-se um cheiro fétido de medo e malícia cada vez que soa mais um silvo dourado. É tudo para desconfiar. Desde a super motivação dos jogadores em certos jogos, à força desumana daquelas corridas, passando pelas nomeações dos árbitros, ao funcionamento do VAR. Transparência ou ética? Nos pequenos pormenores confirmam-se muitas intenções. Tudo se faz e permite para que o tempo útil de jogo seja o menor possível. Em caso de dúvida, ou mesmo quando ela nem sequer existe, beneficia-se aquele clube que é uma pegada aldrabice. Desde a data da fundação. E prejudica-se o outro, que, alegadamente, tem a cor presumida do inferno, segundo diz o prevaricador confesso, que nos tempos livres também é conselheiro matrimonial de árbitros. O adepto é tratado como um objecto de extorsão e alvo de violência física e moral. É desrespeitado e considerado indigno, desprovido de direitos, só porque veste as cores do clube odiado. Até no preço dos bilhetes existe discriminação negativa se o visitante tem a cor garrida.
Quando pensamos que tudo terminou com o silvo final, regressam as hordas do entretenimento com mentiras, insultos, provocações que duram intermináveis horas, em dias sucessivos, até ao próximo jogo, onde encontrarão mais proteínas para aprimorar a sua condição. Pelo meio, vemos criminosos serem elevados ao estatuto de referências sociais e, inversamente, beneméritos reduzidos à culpa decretada. Quem consegue ver na cabeça de um ouriço esperto a virtude salvífica de um continente, remete-se ao silêncio cúmplice de uma jibóia que engole um saco de notas por engano.
É um caso de polícia permanente arrastado por décadas de impunidade. Um desastre planeado.
Nunca desistirei da tua cor e da tua alegria, Benfica! Ainda que tenha de viver tanto tempo da minha vida atolado nesta... realidade."
SALVOU-SE O RESULTADO
Expectativa e engano
1. Boa entrada do Benfica no jogo, com os primeiros 15 minutos de boa dinâmica ofensiva e prever uma equipa avassaladora, com diversas oportunidades para marcar. No entanto, o Tondela complicou ao máximo e impediu que o Benfica marcasse, fruto duma organização defensiva eficiente e da energia positiva colocada pelos seus atletas no jogo. A expectativa inicial do Benfica causou engano. As águias tiveram muita bola, paciência no seu processo ofensivo, mas foram previsíveis e sem velocidade - os muitos passes errados iam retirando confiança. O Tondela aproveitava, mantendo a equipa compacta e organizada defensivamente e, com muita personalidade, a sair cada vez com mais critério e perigo em situações de transição ofensiva. A primeira parte acaba com o Benfica a precisar de velocidade para chegar à vantagem e os homens de Pepa a acreditarem que poderia levar da Luz um resultado positivo.
Trocas dum lado critério doutro
2. Após o intervalo, o Benfica continua pouco acutilante mas com mais presença na área, fruto da entrada de Seferovic. O suíço juntou-se a Jonas no ataque e obrigou o Tondela a defender mais atrás e com uma linha defensiva com mais um jogador, pois o ala do lado da bola encaixava e fazia o quinto jogador dessa linha. Do lado do Benfica, João Félix e Rafa saiam dos corredores laterais para o central, libertando esses espaço para André Almeida e Grimaldo e, dessa forma, os encarnados poderem explorar o jogo interior e o passe frontal através destas constantes trocas de posição. No entanto, tal não tinha resultados práticos, pois o Tondela continuava a defender bem e a assustar com saídas rápidas e com muito critério. É então que Xavier obriga Vlachodimos a uma grande defesa e Jonas responde. Mas quem marca é Seferovic, após um grande cruzamento de Grimaldo. A estratégia de Bruno Lage resultou, pois com mais presença na área o Benfica chegou à vantagem, com um excelente cabeceamento do suíço.
Dinâmica e rigor
3. Para o Benfica, melhor o resultado do que a exibição, sem a dinâmica ofensiva doutros jogos, com alguns passes errados com falta de velocidade no processo ofensivo. Defensivamente, também foi perceptível que o jogo não foi muito bem conseguido, pois os encarnados permitiram aos beirões saírem em ataque rápido e contra-ataque. Por outro lado, a equipa de Pepa, foi muito rigorosa a defender e sempre muito perigosa a atacar - depois de estar a perder, ainda dispôs duma clara oportunidade de golo e de conseguir outro resultado."
Rui Duarte, in A Bola
UM SÁBADO QUENTE
"Haverá talvez, a tentação de dizer, por há muito as atenções estarem centradas em Benfica e FC Porto, que esta jornada, por muitos vista como decisiva, deixou tudo na mesma. Não é, percebe-se, nem assim. Porque embora o nome do futuro campeão não tenha ficado mais definido, este sábado gordo de emoções deixou a luta pelo título em definitivo reduzida a dois. Águias e dragões - que tiveram de suar muito para vencer, o que, sendo expectável na deslocação do FC Porto à Pedreira, foi bem mais inesperado na recepção do Benfica ao Tondela, podendo isso, ou não, ser um sinal para o que aí vem... - lutarão corpo a corpo até ao final, restando a SC Braga e Sporting competirem pelo terceiro lugar. Há muito que se anunciava, mas não era, até ontem, assim tão certo. Isso, pelo menos, ficou resolvido.
O VAR continua a ser olhado com desconfiança. Nada de anormal, se a tendência revelasse que esse sentimento ia diminuindo à medida que o sistema se consolidava. O problema é que está a acontecer o contrário. Não por culpa da tecnologia, entenda-se, mas por responsabilidade de quem há tanto a reclamava e está, agora, a destruí-la. O que aconteceu ontem é sintomático: em Braga Jorge Sousa acertou quase sempre, mas na única vez em que dela precisou (penálti de Corona sobre Wilson aos 88') não teve do VAR a colaboração que merecia; em Chaves, um videoárbitro tão atento à entrada de Ristovski não deu depois qualquer sinal em penálti de Acuña; e por fim, na Luz, o VAR que tão bem esteve a anular golo a Jonas não vira, antes, falta clara para penálti sobre Samaris, deixando Carlos Xistra (que não tem, de facto, sorte com os VAR que lhe tocam...) desamparado. Pior do que uma questão de falta de competência, que já é grave, começa a parecer caso de falta de coragem. O que é bem mais preocupante."
Ricardo Quaresma, in A Bola
CABEÇA E PERNAS
"Pode parecer estranho, mas não: não é estranho que cada vez mais me atormente como um ferrão a poética visão do jogo que o Cruyff tinha:
- O futebol joga-se com a cabeça, as pernas só lá estão para ajudar...
Atormenta-me porque se é indiscutivelmente assim (e bem) no futebol verdadeiro (o que se joga no campo) - no futebol que por cá (e cada vez mais) se joga fora do campo, não: a cabeça não está lá para ajudar, está lá para o esfarrapar e os pés só servem para a canelada com que patifes se enrolam em perfídias (ou pior).
Pior porque esse futebol que se joga fora de jogo (e sem bola) se vai tornando mais importante que o outro, o verdadeiro - como se fosse um espigão encravado na carne: impertinente e insuportável (com velhacarias, truques e hipocrisias, sem se perceber se a cara é a máscara - ou se a verdade da mentira está na cara ou está na máscara).
Pior porque esse futebol que se joga fora de jogo (e sem bola) se vai tornando mais importante que o outro, o verdadeiro - jogado pelos meandros de um alvoroçado manicómio: umas vezes em estúdios de televisão, outras pelas tugúrios das redes sociais em que se enrodilha (ou se disfarça para mostrar que contra certos argumentos não há factos, havendo, porém, a trapaça ou a fantasia que descoberta em si se diz dos outros).
Pior porque esse futebol que se joga fora de jogo (e sem bola) se vai tornando mais importante que o outro, o verdadeiro - como se fosse um pardieiro por onde se cruzam, em despudor, homens daqueles que sozinhos estão sempre em má companhia e nunca podem ser boas companhias (e pior: sendo o que são, quem os vai tendo em companhia não saiba ou não queira saber que são como são - e o que são). Podia dizer mais (e ainda pior) mas o que não posso deixar de dizer é que se não se desfizer de vez deste lodaçal (extripando uns e calando outros) o verdadeiro futebol acabará sufocado (e talvez morto...) na sua lama.
PS: Não, não vale a pena dizer-lhes os nomes, todos sabem quem eles são..."
António Simões, in A Bola
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