terça-feira, 30 de abril de 2019
O JOGO DO TÍTULO?
À partida para esta jornada, foi bastantes vezes sugerido que se tratava de uma etapa decisiva para se apurar o campeão. Depois do empate surpreendente do FC Porto na sexta-feira em Vila do Conde, a hipótese parecia reforçada. Se o Benfica passasse em Braga, a margem de segurança permitiria uma caminhada vitoriosa rumo ao 37. Pois nada é mais enganador. A forma como o Benfica deu a iniciativa do jogo ao Sp. Braga na primeira parte - e até a forma como o FC do Porto ofereceu a segunda parte ao Rio Ave - está aí para demonstrar que o jogo do título será sempre o próximo e que não há pontos garantidos antes da disputa dos jogos. Em Braga, o Benfica ultrapassou o adversário teoricamente mais difícil que tinha pela frente e, com Lage aos comandos, no campeonato, a equipa perdeu apenas dois pontos, - aliás de forma insólita, em casa, com o Belenenses SAD. Mais, convém não esquecer o que se dizia sobre a difícil segunda volta do Benfica, sempre a jogar fora com as equipas que ocupam os primeiros lugares da classificação - com saídas a Guimarães, Alvalade, Dragão, Moreira de Cónegos e Braga. as, como também demonstrou o desafio em Braga, o pior Benfica de Lage é o que joga com os resultados. Numa primeira parte de pressão alta e intensa do adversário, o Benfica (a procurar gerir o resultado?) ficou tolhido de movimentos e o duplo pivô Samaris/Florentino foi incapaz de recuperar a bola e, acima de tudo, garantir saídas de jogo curtas. Uma vez mais, no que é a demonstração da qualidade do treinador, foi após o intervalo,e quando houve oportunidade de retificar, que a equipa melhorou substancialmente.. Com as linhas mais subidas, com Pizzi a procurar zonas interiores e Félix com mais bola, o Benfica recuperou a identidade que tem tido nesta segunda metade do campeonato e revelou a sua superioridade. Será que, após a vitória concludente no Minho, podemos dizer que se tratou do jogo do título? É óbvio que não. No sábado, na Luz, com um Portimonense que nos derrotou na primeira volta, o Benfica tem mais um jogo do título.
Pedro Adão e Silva
AUDITORIA AO SPORTING
"Foi elaborado um relatório relacionado com a auditoria de gestão efectuada sobre determinadas operações realizadas pelas entidades do universo Sporting (Sporting Clube de Portugal, Sporting SAD, Sporting SGPS, Sporting Comunicação e Plataformas, Fundação Sporting, Sporting Multimédia, SA, Sporting Seguros, Lda), no período compreendido entre 1 de Julho de 2013 a 30 de Junho de 2018. Contratos com fornecedores:
MGRA (serviços jurídicos)
- No período em apreço, a MGRA prestou serviços jurídicos ao grupo Sporting no total de cerca de 1500000 euros (no âmbito de uma permuta). A informação disponível relacionada com o processo de selecção desta entidade, validação dos serviços prestados e montantes facturados, natureza e momento em que foram prestados evidencia deficiências de documentação de suporte relevante. Estas situações não nos permitem concluir quanto à razoabilidade natureza/elegibilidade e indispensabilidade de todos os gastos incorridos com esta entidade.
SigmaTrust (serviços de assessoria financeira)
- No período em apreço a Sigma Trust facturou à Sporting SAD no total de 50000 euros. Os termos do contrato celebrado com aquela entidade admitiam a possibilidade de um success fee (1000000 euros) e honorários fixos mensais (25000 euros), que consideramos não estarem razoavelmente alinhados com as práticas normais de mercado para contratos similares, sendo de admitir que seria possível de acordar um contrato alternativo com cláusulas que melhor defendam os interesse da Sporting SAD.
YoungNetwork (serviços de comunicação e marketing)
- No período em apreço, esta entidade prestou serviços de comunicação emarketing, no total de cerca de 2000000 euros, o que inclui serviços manifestamente intangíveis, nomeadamente assessoria ao presidente e administração/direcção, na área de comunicação e marketing. Durante o nosso trabalho, não obtivemos evidência suficiente de que a Sporting SAD (Departamento de Marketing e Comunicação) tenha validado que estes serviços foram efectivamente prestados na sua plenitude.
Pedro Henriques Unipessoal, Lda
- No período em apreço, esta entidade terá prestado serviços de formação e assessoria na área da arbitragem e outras relacionadas, no total de cerca de 50000 euros. Durante o nosso trabalho, não obtivemos informação relevantes que evidencie que esta entidade tenha prestado aqueles serviços.
Marcos Acuña
- A Sporting SAD celebrou um contrato de aquisição dos direitos económicos e desportivos deste jogador, pelo montante de cerca de 6285000 euros.
Adicionalmente, celebrou também um outro contrato com o Racing, relacionado com a aquisição de direitos de preferência de jogadores e a realização de um jogo amigável, no montante de cerca de 3300000 euros. Durante o nosso trabalho não obtivemos evidência de que a Sporting SAD, tenha exercido estes direitos, nem os motivos pelos quais os não exerceu. Fomos informados pela Sporting SAD de que este segundo contrato, em substância, corresponde a um valor adicional de aquisição do passe de Acuña, tendo sido uma imposição do Racing, para obter um melhor planeamento fiscal daquela entidade.
Recomendamos a análise destes contratos e que se avalie a possibilidade/interesse em se exercer aqueles direitos.
Alan Ruiz e irmão
- A Sporting SAD celebrou dois contratos de trabalho, um com o jogador Alan Ruiz e outro com o seu irmão nos montantes anuais de 1750000 euros e 250000 euros, respectivamente. Fomos informados pela Direcção Jurídica de que o contrato celebrado com o irmão de Alan Ruiz apenas foi efectuado por solicitação deste, não havendo qualquer interesse por parte da Sporting SAD na performance desportiva do irmão, tendo este sido emprestado a um clube nacional de um escalão secundário.
Remuneração da equipa técnica de futebol
- A análise de benchmark efectuada aos níveis de remuneração dos 10 treinadores mais bem pagos a nível mundial e dos treinadores dos dois principais clubes rivais nacionais evidencia que, nos últimos 3 anos do período em apreço, a remuneração do treinador principal da equipa de futebol profissional da Sporting SAD está no quartil mais elevado e, significativamente, acima das remunerações praticadas por aqueles dois clubes rivais.
Scouting
- No período em apreço, os gastos de scouting ascenderam a cerca de 3426000 euros. As deficiências identificadas na área de scouting (ausência de contratos, contratos não assinados, ausência de relatórios, relatórios informais, não assinados e não identificados/detalhados, bem como gastos de outra natureza classificados como scouting, etc.), não nos permitem concluir se todos os gastos de scouting são razoáveis, elegíveis e indispensáveis. De entre destas situações destacamos as relacionadas com a SoccerFuture, LegacyPrime, Playmaker e o Batuque.
Direitos de imagem
- A Sporting SAD celebrou contratos no âmbito dos quais pagou a uma terceira entidade 'direitos de imagem', relacionados com os jogadores Schellotto, Brian Ruiz, Jonathan Silva, Everton, Edinaldo, Montero e Heldon. De acordo com informações obtidas da Sporting SAD, aqueles montantes são efectivamente componentes da remuneração daqueles jogadores. Tanto quanto é do nosso conhecimento, no período em apreço, a Sporting SAD não usufruiu de quaisquer proveitos decorrentes da exploração daqueles direitos. Entendemos que existe o risco de a administração fiscal considerar que aqueles montantes, em substância, são parte da remuneração daqueles jogadores (risco em sede de IRS e Segurança Social).
Playmaker Sport SAD
- Em 21 de Setembro de 2013, a Sporting SAD celebrou um contrato com a Playmaker Sport Managament SA, no montante de 140000 euros, relacionado com a prestação de serviços de consultadoria desportiva (sobre o mercado do Paraguai). Até à data deste relatório, não obtivemos informação suficiente sobre a efectiva natureza deste serviço, pelo que não nos é possível concluir sobre a razoabilidade, elegibilidade e indispensabilidade deste gasto.
E a cereja no topo do bolo:
Movimentos de caixa
- No período em apreço, o Sporting Clube manteve, por períodos muito alargados, montantes de numerário significativos (que chegaram a ultrapassar 1000000 euros) sem serem depositados em bancos. Este procedimento dificulta significativamente o controlo de tesouraria e proporciona o seu uso indevido.
O contrato com a Sigma foi assinado pela Administração da Sporting SAD e por Ricardo Moraldi e Jorge Cunha, em representação da SIGMA. Entre outras, Ricardo Moraldi tem domicílio em Val Saint Croix, 223, no Luxemburgo. A célebre Sojifa de Vale Azevedo, quando mudou o nome para Sipor Holding, passou a ter sede no 223, de Val de Saint Croix!
Palavras para quê?!"
Pragal Colaço, in O Benfica
PALPITAVA O GIGANTE HUMANO...
"Um jogo curioso teve lugar pouco depois do fim da II Grande Guerra. Entre a Royal Air Force e uma equipa do Exército Português. Stanley Matthews foi figura. E o benfiquista Rogério também.
'Uma multidão que ri, que gesticula, que grita, é como uma trovoada. Um sol magnânimo cai triunfalmente sobre o estádio. Não é possível medir visualmente a grandeza disto. O gigante humano palpita, arqueja com uma grande emoção diferente dos outros jogos'. Era assim que se escrevia, de forma grandiloquente, na primeira página do Diário de Lisboa do dia 17 de Fevereiro de 1946.
A II Grande Guerra ainda pairava dolorosamente sobre a memória da Europa. Uma geração dizimada nas trincheiras.
A Royal Air Force representava como poucas a imagem dos vencedores dos nazis de Adolf Hitler.
Cavaleiros do ar
'Tributemos-lhes, numa apoteose, uma homenagem à sua gloria de seis anos de guerra!'
Pode não parecer, mas era de futebol que se tratava.
A RAF defrontava uma selecção militar portuguesa no Estádio Nacional.
'Lá vem os Hurricanes!', gritava a multidão.
'Centenas de espectadores agiram bandeirinhas com as cores das duas nações. Tudo, afinal, se prepara para uma festa e não para uma competição: aliados sempre! As mulheres mostram-se encantadas. Não se diga que a nossa Primavera não teve flores!'
Conseguem perceber a importância que este jogo ganhou na altura?
É que, ainda por cima, na equipa da RAF alinhava o mais extraordinário futebolista dos seus tempos: Stanley Matthews, o Feiticeiro do Drible.
Três benfiquistas batiam a pala na equipa militar lusa: Salvador, Francisco Ferreira e Rogério.
Os adeptos portugueses ficavam fascinados com os números grandes e bem visíveis que estavam cosidos nas costas das camisolas dos britânicos.
O general Óscar Carmona não falhou à solenidade.
Muito mais do que um jogo
Às vezes, nas buscas incessantes que faço sobre o futebol dos tempos de antanho, encontro autênticas peças de literatura. A prosa de Tavares da Silva é um exemplo excepcional do que acabo de dizer. Num jogo estranho, hoje caído no olvido. A Royal Air Force contra o Exército Português? Há que conceder-lhe um espaço na parede branca das recordações.
'A cidade despejou-se aqui. Todos os caminhos que vêm dar ao estádio são caudalosos rios humanos. Na praça da Maratona avançam impetuosamente as massas de espectadores ansiosos por encontrar lugar. Por vezes nota-se um arrepio. Ouve-se A Portuguesa. Em frente da tribuna, alinham-se as duas equipas. Os nossos, de bivaque na cabeça, fazem a continência. O grupo do Exército Português veste calção branco e camisola grenat da selecção nacional, com o escudo das quinas substituído pelo emblema militar - distintivo verde'.
Rogério entra com a gana invejável de fanático pela vitória. É ele que ameaça, aqui e ali, a baliza inglesa.
Matthews é ovacionado de cada vez que toca na bola com os seus pés de veludo.
Em quatro minutos, o resultado fez-se.
Rogério vai para cima de Franklin e de Scott, dribla ambos e remata sem contemplações; o guarda-redes da RAF não consegue segurar a bola que sobra para Peyroteo: 1-0 para os militares nacionais.
28 minutos decorridos.
Mercer contorna Serafim e entra na área. Pontapé rasteiro, seco: Azevedo batido - 1-1.
32 minutos.
O joga torna-se equilibrado mas o ritmo é lento.
Só que, lá está, é para além de um jogo. É um momento inesquecível de retorno à paz após anos de destruição do mundo.
Ninguém tinha dúvidas: os mestres tinham vindo a Portugal!
E já se tomava nota: o representante maior da Federação Inglesa, Raymond Glanning, confirmou oficialmente que a selecção de Inglaterra defrontaria Portugal no ano seguinte no Jamor.
Foi terrível! Tremendo! Portugal perdeu por 0-10!!!!
Tavares da Silva fechava livremente a sua prosa: 'Jogo emocionante.... Dois grupos orgulhosos sobre o formoso rectângulo. Cada um, por seu lado, vibrou e sentiu bem que o desporto é hoje uma coisa grande, um segredo que tem em si a força bastante para arrebatar as grandes multidões...'
Que sorte poder ler linhas como estas mais de setenta anos depois. E saber entender a importância dos momentos."
Afonso de Melo, in O Benfica
BENFICA SEM PAVOR
Decorria o ano de 1165 quando, pela mão de Giraldo Geraldes, Évora foi conquistada aos mouros. Oitocentos anos depois, foi o Benfica que o conquistou, não pela espada, mas pela bola, e Giraldo, o Sem Pavor, rumou à Luz.
Se o meu nome era Giraldo ou Geraldo, se era nobre ou salteador, não o sabemos. Certo é que a si se deve a reconquista cristã da cidade alentejana, cidade que eterniza o sei feito no brasão e perpetua o seu nome na praça central, a Praça do Giraldo.
A 5 de Outubro de 1966, para encerrar as comemorações do oitavo centenário da sua elevação a cidade, Évora foi palco de um torneio quadrangular de futebol. Em homenagem ao herói da reconquista foi instituído um troféu com o seu nome, o Troféu Giraldo Sem Pavor.
O torneio agendado para as 13h30, obedecia a três regras simples: através de sorteio era determinado quem alinharia contra quem nos primeiros dois desafios; os jogos tinham a 'duração de quarenta minutos, divididos em duas partes de vinte, sem intervalo, apenas com troca de campos'; e, em caso de empate, 'o desempate fazia-se por série de três grandes penalidades'.
O público acolheu de bom grado a iniciativa. Motivado pelos 'moldes originais em que se disputou' e pela 'categoria dos conjuntos intervenientes', compareceu 'em grande número no Campo Estrela'. Era a possibilidade de 'ver em acção o seu clube (o Lusitano GC) em destaque com três dos principais grupos portugueses': Sport Lisboa e Benfica, Vitória de Setúbal e CF 'Os Belenenses'.
O primeiro jogo da tarde foi disputado entre o Benfica e o Vitória de Setúbal, seguido do Belenenses - Lusitano. O apuramento dos terceiros e quatro classificados foi entre os grupos de Évora e Setúbal. Mas o encontro final, entre as duas equipas de Lisboa, foi o que mais entusiasmo despertou. O Benfica, dando 'o melhor do seu esforço, da sua juventude e também da sua força futebolistica', conseguiu vencer o Belenenses e regressou à Luz com o Troféu Giraldo Sem Pavor na bagagem.
O Troféu Giraldo Sem Pavor é um dos muitos objectos que constituem o acervo do Sport Lisboa e Benfica que, não integrando a exposição permanente do Museu Benfica - Cosme Damião, se encontram em reserva no Departamento de Reserva, Conservação e Restauro."
Mafalda Esturrenho, in O Benfica
UMA VERGONHA
Nota à Comunicação Social.
Confrontados com o castigo inqualificável aplicado pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) a Luís Filipe Vieira, o Sport Lisboa e Benfica informa:
1. Irá de imediato recorrer desta decisão para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) por considerar totalmente injustificável este castigo, que, recorde-se, surge na sequência de declarações proferidas após o jogo da meia-final da Taça da Liga entre o SL Benfica e o FC Porto e tendo em conta uma arbitragem com erros reconhecidos pelo próprio Conselho de Arbitragem, que levou ao próprio pedido de paragem de atividade por parte do árbitro e VAR daquela partida, perante tamanho escândalo que ocorreu.
Confrontados com o castigo inqualificável aplicado pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) a Luís Filipe Vieira, o Sport Lisboa e Benfica informa:
1. Irá de imediato recorrer desta decisão para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) por considerar totalmente injustificável este castigo, que, recorde-se, surge na sequência de declarações proferidas após o jogo da meia-final da Taça da Liga entre o SL Benfica e o FC Porto e tendo em conta uma arbitragem com erros reconhecidos pelo próprio Conselho de Arbitragem, que levou ao próprio pedido de paragem de atividade por parte do árbitro e VAR daquela partida, perante tamanho escândalo que ocorreu.
2. Denunciamos a óbvia dualidade de critérios desta decisão comparativamente a outros processos, nomeadamente no que se refere a dois recentes processos em que estiveram em causa declarações do Diretor de Comunicação do FCP, que, face a idênticas exposições nos termos legais, foi objeto de diferente apreciação por parte dos relatores daquele órgão.
3. Também denunciamos a permanente omissão de posições do Conselho de Disciplina da FPF face às constantes declarações de responsáveis do FCP como no recente exemplo do Oficial de Ligação aos Adeptos (OLA) do clube, que considerou que tinha chegado o momento "para se fazer justiça pelas próprias mãos". Reiterando uma postura daquele órgão de fingir que não ouve, lê ou sabe o que é dito nas mais diversas plataformas por responsáveis do nosso clube rival, ao contrário da perseguição oficiosa e constante de toda e qualquer pessoa ligada ao Sport Lisboa e Benfica.
4. Esta decisão, nesta altura, fase decisiva das competições, tem claramente um carácter provocador e perturbador, por parte de um órgão (Conselho de Disciplina) pertencente à Federação Portuguesa de Futebol, completamente desnecessário e ao qual saberemos responder com a serenidade exigível, deixando a garantia a todos os milhões de Sócios, adeptos e simpatizantes do Sport Lisboa e Benfica que nada nem ninguém nos fará desviar do nosso foco, que é a luta pela conquista do Campeonato.
5. O total descontrolo com que o Conselho de Disciplina tem sido dirigido, com peças processuais que recorrem a argumentos absurdos, erróneos e sem qualquer tipo de sustentação, mas, mais grave, com permanente dualidade de critérios, e em que idênticas situações têm decisões contrárias, é o mais nefasto dos contributos para uma entidade que devia pautar a sua conduta pelo mais escrupuloso rigor e não pela ânsia permanente de ter um protagonismo de todo desajustado.
6. Por último, o Sport Lisboa e Benfica remete para posterior reunião dos seus órgãos sociais a eventual tomada de outras posições que se considerem adequadas.
Sport Lisboa e Benfica
BEATRIZ CAMEIRÃO PROLONGA CONTRATO
A média do futebol feminino do Benfica mostra-se orgulhosa por representar "um dos melhores clubes do mundo".
Beatriz Cameirão, média do futebol feminino do Benfica (Sub-19), prolongou a ligação ao Clube. Em declarações à BTV, a jogadora disse que é bom sentir esta manifestação de confiança.
"É um motivo de orgulho poder vestir o Manto Sagrado, porque o Benfica é dos melhores clubes do mundo, senão o melhor. É muito bom representar este Clube. É bom sentir este voto de confiança que o Benfica me está a dar, porque é sinal de reconhecimento do que estou a fazer. É importante continuar a trabalhar e seguir em frente", vincou.
Beatriz Cameirão, média do futebol feminino do Benfica (Sub-19), prolongou a ligação ao Clube. Em declarações à BTV, a jogadora disse que é bom sentir esta manifestação de confiança.
"É um motivo de orgulho poder vestir o Manto Sagrado, porque o Benfica é dos melhores clubes do mundo, senão o melhor. É muito bom representar este Clube. É bom sentir este voto de confiança que o Benfica me está a dar, porque é sinal de reconhecimento do que estou a fazer. É importante continuar a trabalhar e seguir em frente", vincou.
A jogadora de 17 anos já soma 157 minutos pela equipa principal [divididos entre o Campeonato e a Taça de Portugal] e explicou que é sempre positivo jogar e aprender com atletas mais experientes.
"É sempre bom ir fazendo alguns minutos na equipa sénior, porque todas fazemos parte de um projeto, todas fazemos parte desta história. É sempre bom aprender com as atletas mais experientes, poder jogar ao lado delas, porque são jogadoras muito boas", explanou Beatriz Cameirão, que compete regularmente pela equipa Sub-19, envolvida na luta pelo título de Juniores.
Relativamente à final da Taça de Portugal, que o Benfica vai disputar no dia 18 de maio, às 15h00, perante o Valadares Gaia FC, Beatriz Cameirão afirmou que este era um dos objetivos propostos e acredita que o Jamor irá estar cheio para a final da prova-rainha.
"Este projeto do Benfica tinha vários objetivos, um deles era chegar à final da Taça de Portugal. Uma das coisas que nós queremos fazer, sem dúvida alguma, é encher o Jamor e acredito que isso vai acontecer. É muito bom poder lutar pela conquista da Taça por este Clube e com esta equipa", finalizou.
Relativamente à final da Taça de Portugal, que o Benfica vai disputar no dia 18 de maio, às 15h00, perante o Valadares Gaia FC, Beatriz Cameirão afirmou que este era um dos objetivos propostos e acredita que o Jamor irá estar cheio para a final da prova-rainha.
"Este projeto do Benfica tinha vários objetivos, um deles era chegar à final da Taça de Portugal. Uma das coisas que nós queremos fazer, sem dúvida alguma, é encher o Jamor e acredito que isso vai acontecer. É muito bom poder lutar pela conquista da Taça por este Clube e com esta equipa", finalizou.
PRIMEIRAS PÁGINAS
BENFICA MAIS PERTO DO SONHO IMPOSSÍVEL
"O Benfica está agora mais perto de destronar o FC Porto no título do campeão nacional e chegar a um sonho que chegou a parecer impossível. Estamos a três jornadas do fim do campeonato e a equipa de Bruno Lage tem dois pontos de folga em relação aos portistas, o que significa que ainda pode consentir um empate, mesmo que o FC Porto consiga vencer todos os jogos que lhe faltam, o último dos quais no clássico frente ao Sporting.
Não é uma margem ampla, muito menos impossível de anular, mas, nesta fase decisiva da prova, é, de facto, uma margem confortável, tanto mais que nesta jornada em que o maior peso parecia estar em cima dos ombros dos homens da Luz, foi o FC Porto quem inesperadamente tropeçou, num jogo em que esteve a vencer por dois golos e acabou por consentir o empate nos últimos minutos. O resultado foi recebido pelos Super Dragões como um crime de alta traição e foi penoso ver toda a equipa portista, incluindo o treinador, no final, alinhada em frente aos seus furiosos adeptos, ouvindo, com um estranho respeito reverencial, impropérios, acusações, vexames.
Foram imagens que não terão deixado de empolgar mais os benfiquistas, conscientes de que o jogo de Braga poderia ser decisivo. Uma força anímica extra, vinda, precisamente, de quem menos se esperava: o rival maior.
Não há, porém, campeões antecipados. O Benfica vai continuar a ter de fazer pela vida para chegar ao almejado título, mas o FC Porto ainda vai ter de ultrapassar a ultraje sofrido, que foi visto por todo o país, fazer o seu trabalho sem mais acidentes de percurso e ainda esperar por uma improvável derrota benfiquista."
Vítor Serpa, in A Bola
A DESCONFIANÇA COMO BOA CONSELHEIRA
"Pegue-se no exemplo de Guardiola e perceba-se o que falhou no FC Porto. Nesta altura do campeonato não há jogos fáceis...
Os jogos da fase final dos campeonatos são sempre muito diferentes dos outros. Todas as partidas devem ser vistas com inúmeros cuidados e só os tolos é que podem pensar em facilidades quando se chega a esta altura das Ligas. Torne-se por exemplo aquilo que aconteceu ontem em Burnley, onde o Manchester City, que disputa, palmo a palmo, a Premier League com o Liverpool, venceu por 1-0 depois de muito sofrimento. Para se ter uma ideia da dificuldade destes derradeiros jogos da época, veja-se com atenção as opções de Guardiola, pai do tiki-taka e tio do jogo bonito, nos últimos quinze minutos em Burnley. Pep Guardiola não teve complexos em mostrar a sua faceta assumidamente pragmática e tirou do jogo Sterling e Aguero, dois avançados, que substituiu por dois defesas, Stones e Otamendi. O mais importante, naquele momento, para Guardiola, era preservar a magra vantagem que lhe assegurava três pontos que são sinónimo de liderança. Quem quer ser campeão tem de estar alerta e desconfiado, nunca fazendo como Mofina Mendes, sob pena de acabar a chorar sobre o leite derramado.
O que aconteceu ao FC Porto, em Vila do Conde foi um acidente de percurso, é certo, face ao que o jogo tinha mostrado, mas só foi possível pelo visível relaxamento da equipa da Sérgio Conceição, quando os jogadores pensaram que o duelo estava ganho.
Já o Benfica, em Braga, entrou desconfortável no jogo e nunca se entendeu com a pressão alta dos arsenalistas. Na primeira parte, a equipa de Bruno Lage mostrou-se inibida, retraída e a acusar demasiado a responsabilidade de não desperdiçar a ajuda dada dois dias antes pelos dragões.
No segundo tempo, o que mudou? O Benfica soltou-se e começou a ganhar ritmo e confiança. Porquê? Essencialmente porque o SC Braga gastou demasiados cartuchos, do ponto de vista físico, nos primeiros 45 minutos. Era virtualmente impossível que os minhotos aguentassem a metade complementar com a mesma disponibilidade e, quando, por falta de oxigénio, passaram a marcar apenas à zona, o Benfica teve finalmente hipótese de colocar no relvado o futebol versátil que tem sido a grande imagem de marcar de era Bruno Lage.
Com a vitória de ontem o Benfica já é campeão? Nem por sombras. Quem dormir na forma sujeita-se. Não é FC Porto?
Ás
Rafa
A adaptação do internacional português ao Benfica foi demorada mas acabou por dar certo. Ontem, em Braga, a segunda parte do velocíssimo jogador foi decisiva para o triunfo encarnado e o golo que marcou, após estonteante slalon, fica não só para o álbum de recordações de Rafa mas também da disputadíssima I Liga de 2018/2019.
Ás
Sérgio Vieira / Carlos Pinto
O Famalicão, propulsionado pelo combustível financeiro dos investidores israelitas que também são donos do Atl. Madrid, está de regresso à I Divisão, após longa ausência do convívio dos maiores. Sérgio Vieira e Carlos Pinto, os treinadores que lideram, à vez, esta gesta famalicence, merecem o nosso aplauso.
(...)
'El Loco' Bielsa deixa marca no país do 'fair play'
«Devolcemos o golo (ao Aston Villa). Os factos foram os que estiveram à vista. Mas isto não deve ser novidade, estamos em Inglaterra?
Marcelo Bielsa, treinador do Leeds
O Leeds, num jogo que não era a feijões, marcou um golo à revelia do fair playao Aston Villa. Marcelo Bielsa, conhecido por el loco, não gostou de ver a sua equipa em vantagem daquela forma e mandou abrir a baliza, permitindo o empate dos Villains. Uma decisão para a eternidade do futebol e um debate sem fim que se adivinha entre os puristas e os pragmáticos do planeta Bola.
CR600 de olhos postos na história
O golo de Cristiano Ronaldo, que salvou a Juve da derrota em Milão, foi o 60.º do craque madeirense em campeonatos nacionais. A estes devemos somar os 85 que facturou de quinas ao peito, o que nos dá um número que faz sonhar com o lugar mais alto do pódio dos marcadores universais quando decidir arrumar as chuteiras. Ás!
(...)"
José Manuel Delgado, in A Bola
segunda-feira, 29 de abril de 2019
O SILVA LANÇA DESAFIO A VIEIRA
O que Gomes da Silva desafia Vieira a dizer aos sócios do Benfica "olhos nos olhos"
Antigo vice-presidente quer "declaração séria" sobre futuro das estrelas do Seixal e alerta para quatro pontos.
Rui Gomes da Silva congratulou-se esta segunda-feira, na habitual crónica que assina no blogue 'Novo Geração Benfica', com o triunfo dos encarnados em Braga e acredita que os adeptos podem, "começar a concretizar os planos para ir ao Marquês festejar o 37".
Mas o antigo vice-presidente considera que há questões prementes que têm de ser esclarecida, por isso intimou Luís Filipe Vieira a comparecer diante dos sócios e a fazer "uma declaração séria, na defesa dos interesses do Benfica, que tem de ser feita".
"Eu só quero essa declaração para saber com o que conto! Que o presidente venha afirmar, 'olhos nos olhos' com os sócios do Benfica, que:
"Eu só quero essa declaração para saber com o que conto! Que o presidente venha afirmar, 'olhos nos olhos' com os sócios do Benfica, que:
1. Todos esses jogadores - Grimaldo, Florentino, Ferro, Gedson, Ruben Dias, João Félix - só sairão pelas cláusulas de rescisão!
2. Se isso acontecer, o Benfica não pagará comissões (por um negócio que não quer fazer, a acreditar no que nos dizem)!
3. A totalidade do valor dessas cláusulas entrará diretamente nas contas do Benfica (porque não cedemos, em relação a nenhum deles, qualquer percentagem dos seus direitos económicos a um qualquer terceiro interessado invocando negociações anteriores de que nunca ninguém ouviu falar ou conheceu)!"
4. Não vamos comprar jogadores que nunca jogarão no Benfica a preços exorbitantes para compensar empresários!"
Com a renovação de Samaris num aparente impasse, Rui Gomes da Silva exorta a Direção presidida por Luís Filipe Vieira a subir a parada para manter o médio helénico no plantel de Bruno Lage na próxima época.
«Samaris é, hoje, um esteio fundamental de todo o jogo do Benfica! Achar que não vale mais do que o Benfica dá - em prémios de assinatura - por 2 ou 3 miúdos do Seixal, daqueles que sabemos nunca terem qualquer hipótese de chegar à primeira equipa do Benfica, é injusto para o jogador e só provoca instabilidade na equipa! Samaris é um dos nossos e não pode, por “questões empresariais”, passar a ser um dos outros!», argumentou no blogue Novo Geração Benfica.
In Record
Com a renovação de Samaris num aparente impasse, Rui Gomes da Silva exorta a Direção presidida por Luís Filipe Vieira a subir a parada para manter o médio helénico no plantel de Bruno Lage na próxima época.
«Samaris é, hoje, um esteio fundamental de todo o jogo do Benfica! Achar que não vale mais do que o Benfica dá - em prémios de assinatura - por 2 ou 3 miúdos do Seixal, daqueles que sabemos nunca terem qualquer hipótese de chegar à primeira equipa do Benfica, é injusto para o jogador e só provoca instabilidade na equipa! Samaris é um dos nossos e não pode, por “questões empresariais”, passar a ser um dos outros!», argumentou no blogue Novo Geração Benfica.
In Record
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