sábado, 4 de maio de 2019

PRECISAM DE ASSISTÊNCIAS? CHAMEM O PIZZI


"Nesta semana tive um problema com o carro e vi-me obrigado a pedir assistência. 'Mas que raio tenho eu que ver com isso?', pergunta o leitor. Passo a explicar. Assim que chegou o reboque, percebi que estava metido numa alhada. Então não é que eu pedi assistência, e quem me apareceu no local foi o Sr. Domingues? Surreal, não é? Todos sabemos que, se for necessária uma assistência, para assistir não há ninguém melhor do que o Pizzi. Então mandaram-me para lá o Sr. Domingues porquê!? Não achei piada à brincadeira e lá tive de ir a pé desde o Terreiro do Paço até casa - o que pode parecer uma loucura, uma vez que moro em Braga, mas segundo a orientação geográfica do jornalista Paulo Garcia até nem fica assim tão longe. Aproveitei e ainda passei pelo Arco do Triunfo, portanto o aborrecido incidente acabou por ser compensado por um agradável estímulo cultural. Nesta temporada, o Pizzi leva mais assistências (18) do que os golos marcados pelo Feirense na Liga (17). É o jogador com mais passes para golo nos campeonatos de todo mundo. Se a estes dados impressionantes somarmos os 14 remates certeiros, percebemos que o Luís Miguel atravessa o melhor momento da carreira. Eu acompanhei parte da formação. Recordo-me de jogar nos iniciados do SC Braga e participar como apanha-bolas em vários jogos da equipa de juniores, onde despontava o Pizzi. Era o único jogador que não dava trabalho nenhum, porque os cruzamentos iam sempre direitinhos para a cabeça dos avançados. A relevância do Pizzi dentro do Benfica cresce a cada ano que passa, portanto ainda bem que as empresas de assistência em viagem andam a dormir. É a sorte do Sr. Domingues, que assim tem conseguido manter o emprego."

Pedro Soares, in O Benfica

NADA ESTÁ GANHO


"Entende-se a euforia dos adeptos no pós-jogo de Braga. O Benfica ultrapassara um dos mais complicados adversários que tinha até ao fim do campeonato, fizera-o com distinção após uma segunda parte de luxo, e sedimentara a posição de liderança com a ajuda do inesperado empate cedido pelo FC Porto dois dias antes. E... ficara a faltar menos uma 'final'.
A festa é livre, legítima e saudável. Quando o futebol não servir para os adeptos festejarem aquilo que lhes apetecer, não servirá para nada. Espera-se que amanhã, na Luz, o ambiente volte a ser festivo, e próprio de quem está feliz com o desempenho da sua equipa - que depois de uma recuperação sensacional está a três jogos de poder sagrar-se campeã.
O perigo de uma euforia excessiva é deixar que ela transpire para os jogadores. Sobretudo quando, na sua maioria, são jovens, estando alguns deles a viver uma situação como esta pela primeira vez na carreira. Essa é, diria, a maior preocupação a ter neste momento. Há que evitar qualquer tipo de triunfalismo no seio da equipa, pois nada está ganho, e se não obtivermos os pontos necessários nos jogos que restam, com adversários valiosos e empenhados, a começar pelo certamente arreganhado Portimonense, de nada terá servido a goleada de Braga.
Todos nos lembramos bem do que aconteceu em 2013. Faltavam as mesmas três jornadas, tínhamos não dois mas quatro pontos de vantagem, e vimos o título voar de forma dramática. Talvez na altura se tivesse pensado que o mais difícil estava feito. Que ganhar ao Estoril e ao Moreirense eram favas contadas. Não podemos permitir que essa história se repita."

Luís Fialho, in O Benfica

JOGO LIMPO - BTV - 03 MAIO 2019

                                           

PRIMEIRAS PÁGINAS


sexta-feira, 3 de maio de 2019

FUTSAL FEMININO VENCE DÉRBI E CIMENTA LIDERANÇA


FUTSAL FEMININO
Benfica foi ao Pavilhão João Rocha vencer o Sporting, passando a liderar, de forma invicta, a tabela com 28 pontos.
Dérbi no feminino no Pavilhão João Rocha! As equipas de futsal do Sporting e do Benfica encontraram-se na noite desta sexta-feira para disputar a 10.ª ronda da fase de apuramento de campeão do Campeonato Nacional. As águias foram mais fortes e triunfaram, por 1-2.
O Benfica entrou melhor na partida e, depois de algumas oportunidades desperdiçadas, chegou ao golo aos 8’, por intermédio de Janice. Era o 0-1 no Pavilhão João Rocha. O Sporting respondeu de seguida e empatou o dérbi (1-1) aos 15’.

Janice estava de pontaria afinada e, aos 17’, bisou e recolocou as águias em vantagem, por 1-2. Antes do intervalo, Jéssica Cordeiro, do Sporting, foi expulsa após agredir Fifó. O jogo chegou ao descanso com o Benfica na frente, por 1-2.
Tal como já acontecera na primeira parte, as comandadas por Bruno Fernandes continuaram a colecionar oportunidades claras de golo no segundo tempo, algumas delas travadas pelos postes da baliza sportinguista.
O resultado de 1-2 que veio da primeira parte não mais se alterou. Com o triunfo no dérbi, as encarnadas passam a liderar a classificação com 28 pontos.
Cinco inicial do Benfica: Ana Catarina, Janice, Fifó, Sara Ferreira e Nina.
O Campeonato Nacional vai agora parar por compromissos das seleções, com o Benfica e regressar à atividade a 18 de maio para a receção ao Nun’Álvares.

“O NOSSO CAMINHO É FEITO DE FINAL EM FINAL”


FUTEBOL
Técnico encarnado lançou a receção ao Portimonense – partida da 32.ª jornada da Liga NOS –, marcada para as 18h00 desta sábado, apontando ao melhor Benfica “para conquistar os três pontos”.
Bruno Lage abriu, esta sexta-feira, a conferência de Imprensa com uma mensagem de apoio a Iker Casillas e só depois lançou a receção ao Portimonense, marcada para este sábado (18h00, no Estádio da Luz). O técnico do Benfica perspetiva um “jogo muito difícil” frente a uma equipa “com uma enorme organização” e alerta: “temos de estar no nosso melhor para conquistar os três pontos nesta final.”
Como perspetiva esta receção ao Portimonense, com o Benfica como líder isolado? Peço-lhe ainda uma análise ao adversário, uma equipa irregular, mas que foi a última a derrotar o Benfica no Campeonato.
Antes de mais, quero aproveitar a oportunidade para, publicamente, desejar as rápidas melhoras ao Iker Casillas. Tivemos um dia em que temos de nos unir, é verdade, em torno de uma infelicidade, mas às vezes são estes momentos que temos para refletir sobre aquilo que queremos para o futebol nacional. E, às vezes, também sentir que são este tipo de jogadores que, com o prestígio e a qualidade que têm, engrandecem o nosso campeonato. Temos de estar muito felizes por ter um jogador como ele, com o seu historial, no nosso campeonato.

Agora, em relação ao Portimonense, perspetivamos um jogo muito difícil. O Portimonense tem uma boa equipa, muito bem orientada. Joga muito bem, sabe jogar em diversos sistemas e tem três homens muito perigosos na frente, três mais o médio-ofensivo. Esperamos uma equipa com uma enorme organização e uma vontade enorme de espreitar os espaços que podemos oferecer para criar oportunidades. Não está numa situação difícil, mas ainda precisa de pontos para garantir a manutenção. Antevejo um jogo muito difícil. Temos de estar no nosso melhor para conquistar os três pontos nesta final.
Ainda sobre Casillas… É verdade que no jogo da vida não há rivais, mas isto sente-se muito estando numa equipa de alto nível? Há o pensamento de que “podia ter sido connosco”?

Eu estou aqui há sensivelmente quatro meses e digo-vos que é dia a dia, no desporto como na vida. Vejo o exemplo dele [Iker Casillas], um homem saudável, recheado de títulos – já conquistou tudo aquilo que tinha para ganhar – e, num dia normal, tem uma situação que o leva, se calhar, a pensar no que é a essência da vida. Todos nós temos isso ao longo da vida, por vários motivos. Seja por uma questão familiar ou até mesmo no nosso percurso profissional. Eu já o tive. Às vezes, temos de pensar e perceber que aquilo que controlamos é apenas e só o nosso caminho, e o nosso caminho é feito dia a dia. Não é estar muito preocupado em fazer grandes projeções para o futuro, não é olhar para o lado e ver o que o vizinho tem… Aquilo que acredito é que a vida arranja uma maneira, se não for por este caminho será por outro, e as coisas que hão de ser nossas vão parar às nossas mãos, com muito trabalho e dedicação. Acredito muito nisso. Não sabemos o que acontece nas próximas horas. É dia a dia. Na vida, como no desporto e no futebol em particular, é jogo a jogo, de final em final
O que mudou desde a derrota com o Portimonense na primeira volta?
O que nós fizemos a partir dessa altura foi olhar para aquilo que é nosso, tentar idealizar e tentar convencer os jogadores que tínhamos uma maneira de treinar que, de alguma forma, poderia ajudar a que eles fossem mais equipa, uma equipa mais competitiva. Não é que não o tivessem sido no passado, mas era fundamental ser mais regular. Foi isso que nós fizemos. Treinámos segundo a maneira em que eu acredito e fomos, de treino em treino, de jogo em jogo, jogando bem, criando as nossas oportunidades de golo, marcando os nossos golos e conquistando os nossos pontos.
Com Rúben Dias expulso, Ferro e Jardel, em princípio, vão fazer dupla na defesa do Benfica, mas nunca jogaram na esquerda. Tem sido feita essa adaptação nos treinos?
É perspetivar aquilo que podemos tirar de melhor de um e de outro, quer a direita quer à esquerda. Não foi difícil encontrar a solução, foi fácil. Vai ser o Jardel a entrar na equipa. É o nosso capitão e vai jogar com o Ferro. Foi fácil, uma conversa a três para perceber o que cada um pode oferecer, quer à direita quer à esquerda, e começar a preparar isso. Foi o que fizemos durante a semana.
A que é que se deve o forte apoio dos adeptos do Benfica a Bruno Lage, em contraste com alguma contestação a treinadores passados? À rotina de vitórias que conseguiu trazer para a equipa do Benfica ou há mais alguma coisa?
A comparação mais justa que tem de se fazer com os treinadores anteriores é que eles ganharam títulos, e eu ainda não ganhei nada. Aquilo que é mais importante neste momento é o que eu controlo, que é o meu trabalho. É um elogio que pode não ser tão real como parece. Acredito que, ao intervalo do jogo com o SC Braga, esse apoio a 100% não seja assim tão real. Se calhar, no final do jogo, já era. É a nossa vida, mas o mais importante é ter consciência do trabalho que estamos a fazer, ter lógica naquilo que vamos apresentando em cada onze, em cada estratégia, em cada desafio. Depois, vamos a jogo com as nossas ideias e, fundamentalmente, é importante que os jogadores acreditem no trabalho. Isso é que tem sido o fundamental porque grande parte do trabalho e do mérito tem sido dos jogadores. Claro que tem sido importante o apoio dos nossos adeptos, tem sido fantástico desde a primeira hora – quando eu cá cheguei e perdíamos por 2-0 contra o Rio Ave – e, de alguma forma, tem-nos ajudado nesse caminho. No sábado, temos mais uma final com o Portimonense e espero que sejam ainda mais assertivos nesta ponta final, porque bem precisamos do apoio deles.
CONVOCADOS DO BENFICA PARA A RECEÇÃO AO PORTIMONENSE
FUTEBOL
As escolhas do treinador Bruno Lage para o jogo da 32.ª jornada da Liga NOS.
Lista de convocados
Guarda-redes: Mile Svilar e Odysseas;

Defesas: Jardel, André Almeida, Ferro e Grimaldo;
Médios: Florentino, Fejsa, Samaris, Pizzi, Gedson Fernandes, Rafa, Cervi, Salvio e Taarabt;
Avançados: Seferovic, Jonas, Jota e João Félix.

SÓ COM "SUICÍDIO"...


"Pois foi, o 'estofo'... Isso que, em dia D, faltou ao FC Porto, tão insolitamente!, e o Benfica 'agarrou' reagindo em 'fúria'

Foi mesmo a jornada J, potencialmente decisiva como era previsível? Muito provável sim. Mas faltam 3 e este campeonato tem sido louco...
Surpreendente foi ter tocado ao FC Porto o tropeção, em Vila do Conde, quando a lógica de eventual deslize bem mais apontava para o Benfica, face ao superior grau de dificuldade em casa de SC Braga senhor de poderio que o Rio Ave não tem - estavam separados por 26 pontos! - e em tudo por tudo pelo regresso ao pódio, mínima ambição exigida pelo seu presidente.
Embora registando evidente mérito do Rio Ave na 2.ª parte, incrível como o FC Porto consentiu empate, nos últimos minutos, tendo 2 golos de vantagem! Que súbitos falhanços colectivos! (defesa e meio campo, por regra muito fortes trunfos portistas). Amiúde, no futebol surgem destes estapafúrdios. Por exemplo, que o diga o Benfica...: derrotado, em Portimão, com 2 auto golos! - fim, salvo seja, de Rui Vitória - e, vindo de triunfo no Dragão, ofereceu ao Belenenses, na Luz, recuperação de 2-0 para 2-2 com ainda mais mirabolantes erros individuais! Pois é, acontece a todos.
Reacções portistas foram o habitual nos desaires (frise-se: desgraçada normalidade também noutros clubes). Sérgio Conceição viu 2.ª parte muito distante daquilo que, de facto, se passou. Para ele, não houve FC Porto em serviços mínimos (fisicamente desgastado?) e até poderia ter marcado mais 2 ou 3 golos... (só uma oportunidade vi: Brahimi a isolar-se e Borevkovic conseguindo extraordinário desarme). Sérgio Conceição esqueceu-se dos flagrantes golos à vista... para o Rio Ave: Bruno Moreira, sozinho(!) no coraçãoda grande-área, cabeceou por cima da barra; e tiraço de Felipe Augusto... à barra! E também se esqueceu do auto golo de Junior Rocha pós-remate de Marega, só lembrando o auto golo de Alex Telles tentando deter remate de Ronan...
Chefão dos SuperDragões deu-se ao despautério de insultar a sua equipa - aquilo é um líder?!!! Corriqueiro nas claques que dirigentes dos clubes consentiram ficarem incontroláveis.
E, claro, vieram indignadíssimos ataques à(s) arbitragen(s) - outra regra em Portugal comum a todos que sentem o chão fugir-lhes debaixo dos pés. Várias vezes com razão; muitas mais sem ela. Neste caso, quanto a mim, correcta decisão nos 3 penaltis assinalados em Braga (e não houve motivo para outro; talvez tenha havido para 2.ª amarelo a João Félix). Tal como vinco opinião de que, em Vila do Conde, braço de Rúben Semedo na bola com penálti deveria ter sido punido. Não sou dado a firmes estatísticas, mas reafirmo que, neste campeonato, erros/omissões de penaltis beneficiaram muito mais o FC Porto do que o Benfica - e também repito: muito provavelmente porque o Benfica, com o caso emails, se pôs a jeito no subconsciente dos árbitros...

De forma inesperada, eis que o líder reencontrou a margem de segurança (poder ceder um empate) que conquistara no Dragão e de imediato perdera. Agora com trunfo extra: meta à distância de 3 passadas. Este Benfica tem tido intenso brilho em muitos dias (decisivos), entremeando 2 ou 3 de escuridão (também decisivos: Alvalade, para a Taça e Frankfurt). Em Braga, foi dois em um. Impressionante como, num jogo para ele de puro sim ou sopas, foi absolutamente encurralado, em toda a 1.ª parte, pelo enorme ímpeto atacante e pela certeira táctica que o atiraram para apenas defender! (atroz indecência insultar este SC Braga - céus!; facilitismo dados ao Benfica - que deu o litro até mais mão poder e que, relembre-se, por 3-0 perdeu em Alvalade e no Dragão, mínima diferença para 6-2 na Luz). Esse Benfica receoso, encolhido como nos seus fiascos, de novo jogando para empate, agora em potencial dia D rumo ao título (!), levou sumiço ao intervalo; estupenda/convincente 2.ª parte, fúria de bom futebol devolvendo ao SC Braga, e com altos juros, o que ele fizera até ao intervalo. Aí sim, à campeão. O tal estofo que costuma ser decisivo... e que o FC Porto, tão insolitamente, não teve em Vila do Conde. Agora... é simples: com óbvio respeito por Portimonense e Santa Clara (na Luz) e pelo Rio Ave (em Vila do Conde), o Benfica perder este título... só comentando suicídio!
(...)"

Santos Neves, in A Bola

VITÓRIA ROBUSTA GARANTE VICE-LIDERANÇA DA 2.ª FASE DA LPB


BASQUETEBOL
O Benfica recebeu e venceu o Lusitânia na 9.ª jornada do Campeonato Nacional.
A equipa de basquetebol do Benfica garantiu o 2.º lugar da classificação da segunda fase da LPB após vencer, esta quinta-feira, no Pavilhão Fidelidade, o Lusitânia, por 113-76. As águias beneficiaram ainda da derrota do FC Porto frente à Oliveirense, por 88-68.
O Lusitânia começou melhor e chegou a colocar o resultado em 2-10. O Benfica tentou a aproximação no marcador através do tiro exterior, nomeadamente usando a “mão quente” de Tomás Barroso, autor de quatro triplos no 1.º quarto do desafio. A dois minutos do fim, Micah Downs, com mais um triplo convertido, colocou as águias na frente do resultado (24-22). O 1.º quarto finalizou com o marcador em: Benfica-Lusitânia, 29-26.
No 2.º quarto, os comandados por Carlos Lisboa estiveram bastante assertivos e eficazes na hora de atirar ao cesto, seja em penetrações para a área pintada, seja no tiro médio e longo, cavando uma distância grande no marcador. Os açorianos, esses, sentiram maiores dificuldades na construção ofensiva, logrando apenas 11 pontos nos primeiros 7’ do 2.º quarto. Ao intervalo, o marcador assinalava 56-42.
O 3.º quarto começou algo confuso, com vários turnovers de parte a parte. Assentado o jogo do Benfica, a equipa da casa chegou aos 20 pontos de diferença (62-42) aos 3’ da segunda metade. Com a bola a rodar entre os vários elementos do Benfica, o Pavilhão Fidelidade assistiu a grandes momentos de jogo coletivo. À entrada para o último quarto do encontro, o resultado mostrava 82-61.
A partida entrou nos últimos 10’ – 4.º quarto – com a contenda praticamente resolvida. O jogo acabou por ser jogado a um ritmo mais baixo e o equilíbrio no parcial foi mais notório, mormente nos primeiros minutos. Ainda assim, as águias queriam atingir a centena de pontos, situação que aconteceu a 4’ do fim (101-68) por intermédio de Fábio Lima. Até final, os da casa geriram a vantagem e o resultado fechou em 113-76.
Os marcadores do Benfica foram Fábio Lima (25), Micah Downs (21), Tomás Barroso (15), Alex Suárez (13), Cláudio Fonseca (10), José Silva (7), Gladness (6), Miguel Maria Cardoso (5), Rafael Lisboa (5), Cantero (3) e Arnette Hallman (3).

Cinco inicial do Benfica: Miguel Maria Cardoso, Tomás Barroso, Micah Downs, Arnette Hallman e Gladness.
Com este resultado, o Benfica passa a somar 57 pontos na tabela classificativa e nos quartos de final do play-off vai bater-se com o CAB Madeira.

PRIMEIRAS PÁGINAS


quinta-feira, 2 de maio de 2019

MAIS UM PASSO EM FRENTE


"Digam o que disserem os portistas e sportinguistas inflamados, o Benfica vencem com todo o mérito

1. O Benfica da primeira parte perdeu face ao Sporting de Braga por 0-1. O Benfica da segunda parte venceu (e convenceu) o Sporting de Braga por 4-0. Poderiam, aliás, ser ainda mais golos. No futebol em geral, sempre tive dificuldades em perceber mudanças tão profundas mediadas por um intervalo de quinze minutos. No entanto, cada vez mais se verificam câmbios exibicionais com os mesmíssimos jogadores de um lado, ou de outro. Tenho para mim que tais alterações se podem explicar fundamentalmente por razões mais mentais do que físicas, ainda que, neste caso, e quanto aos bracarenses fosse esperada a sua incapacidade física para jogar na segunda parte como o fizera na primeira. Tenho também presente a máxima futebolística (nem sempre comprovável) de que uma equipa joga a que a outra deixa jogar. Temi pelo meu Benfica nos primeiros quarenta e cinco minutos e desassossegou-me a memória recente ao 'deixa-andar' do jogo em Alvalade para a Taça e do jogo em Alvalade para a Taça e do jogo em Frankfurt, ao mesmo tempo que pensei que, tendo sido o golo do Sp. Braga ainda no primeiro tempo, se poderia voltar ao costume do Benfica de Bruno Lage dar a volta ao resultado (vide no Dragão, Feirense, em casa contra o Rio Ave...). E assim foi. Uma segunda parte avassaladora, que torna a vitória indiscutível e que permite ter todas as condições para se alcançar o 37.º título em 85 edições do campeonato nacional.
No rescaldo nocturno do encontro, tivemos o habitual menu: comunicados de terceiros, com a sistemática amnésia de lances difíceis ou polémicos de que antes beneficiara o clube comuniqueiro (doença endémica que a todos parece atacar), comentadores mal educados que vão para as televisões com o palavreado e o comportamento vulgar de uma taberna bolsando a sua azia, análises arbitrais norteadas ou mal dissimuladas consoante o coração clubista de cada qual. Do jogo quase não falaram. O habitual para gáudio dos vampiros e sanguessugas das audiências seja por que meio for, mesmo em canais que até constituíam antes um factor de diferenciação positiva. Há uma boa excepção, porém: a RTP. Neste domingo, em debate sereno, elegante e educado, um benfiquista, um portista e um sportinguista não deixaram de defender acerrimamente os seus pontos de vista sem entrar na bandalheira tonitruante, prática a que outros chamariam 'missa' ou coisa parecida.
Houve lances polémicos ou difíceis de ajuizar em campo? Claro que sim. O que me custa ver é analistas, jornais regionalizados e comentadores não terem um pingo de memória e caírem em constantes incoerências. O braço para o penálti, umas vezes tem de ser intencional, outras não; umas vezes tem de estar a um metro, outras a cinco metros. Um encosto para derrube na área, então esse é à vontade do freguês. Um sopro tanto dá para reclamar a justeza de um penálti, como para chamar impropérios ao árbitro por o assinalar. Um toque (curiosa expressão num jogo de contacto físico permanente) transforma-se numa verdadeira sinfonia de opiniões em função da cor clubista. Já aqui disse e repito que faço esforço para atenuar a minha natural parcialidade de quem ama um clube e gosta de sempre vencer. O que me incomoda, porém, é constatar situações em que alguns além de não fazerem esse esforço, transformam a compreensível parcialidade numa metamorfose comportamental que ultrapassa todos os limites de educação, razoabilidade e coerência.
Um tal lance aos 17 minutos em que o avançado bracarense tenta chutar e bate nas pernas de Rúben Dias é equiparado a lance em que sucede o contrário (o defesa a chutar na perna do atacante) e reclama-se penálti (nas televisões, que não no campo...)! Qual a dúvida do penálti por braço claramente aberto do defesa do Braga? Em abono da verdade, a mesma situação se verificou a favor do Porto em Vila do Conde sem, no entanto, se sancionar a infracção. Percebo a discussão e a diferença de opiniões em torno do primeiro penálti a favor do Benfica, mas o que vi no 'juízo final' da própria SportTV evidencia a infracção e a não reacção do infractor é indiciadora da sua imprevidência e culpa. Deveria João Félix ter levado um segundo amarelo? Aceito que poderia, ainda que não houvesse qualquer indício de intencionalidade do jogador. Mas quantos lances destes há em todos os jogos com igual critério de avaliação, incluindo nesta partida? Seria curioso ver, desde o início do campeonato, as dezenas e dezenas de faltas deste tipo não assinaladas com qualquer cartão.
Enfim, digam o que disseram os portistas e sportinguistas inflamados - esquecendo-se o que analistas referem como o 'estado da nação' deste campeonato e que dá um saldo bastante positivo de erros arbitrais a seu favor - o certo é que, com mais ou menos polémica, o Benfica venceu com todo o merecimento e lá teria chegado com mais ou menos dificuldades. No total dos 2 jogos, resultado foi de 10-3.

2. Aconteceu ao FC Porto ter o Rio Ave, como o Benfica teve o Belenenses. E se, aqui, foram dois erros individuais gritantes, em Vila do Conde foram dois erros colectivos inexplicáveis numa equipa que tem sabido valer a sua frieza e maturidade em situações em que se vê a vencer. Em situação equiparada tivemos também o Vitória de Guimarães como 'carrasco' do FCP (tirou-lhe 5 pontos), tal qual o Belenenses SAD o foi do Benfica.
Faltam agora três jornadas. Percebo e comungo do ambiente de satisfação depois deste obstáculo minhoto, em teoria o mais difícil. Mas não gosto do ambiente excessivamente festivo que o acompanhou, sendo mais ajuizado esperar estas três semanas. Há ainda perigos pela frente, ainda que com uma pequena margem de segurança. O futebol tem a magia (ou o desespero) da surpresa inesperada. E o Benfica, por experiências amargas no passo, sabe disso. Toda a concentração é necessária. Gostei da atitude dos jogadores: união, solidariedade, alegria, mas contenção e sentido de responsabilidade. E, como sempre, apreciei a serenidade de Bruno Lage e as suas palavras de ver cumprido, como também de apelo à concentração nos desafios ainda por cumprir.

3. O caminho de Bruno Lage no campeonato nacional tem sido quase imaculado. Começou com 7 pontos de atraso do Porto (e alguns também do Sporting). Em 16 jogos, venceu 15 (8 fora de casa) e empatou 1. O Benfica marcou 60 golos (média notável de 3,75 golos por jogo) e sofreu 12. Em 10 dos 16 jogos marcou 4 ou mais golos. Fez até agora mais 9 pontos do que o seu competidor directo. Ganhou fora em Alvalade, Dragão, Braga, Guimarães. Notável, sem dúvida.
Outro aspecto interessante e (talvez) decisivo é o dos pontos perdidos pelos 4 primeiros classificados, até agora. Vejamos:

Pontos Perdidos até à 31.ª Jornada
                 Entre Eles - Com os Outros
Benfica      - 2 (13%) - 13(87%)
FC Porto   - 8 (47%) - 9 (53%)
Sporting    - 10(43%) - 13(57%)
SC Braga  - 15(52%) - 14(48%)

O Benfica quase fez o pleno nos jogos entre as principais equipas (apenas empatou na Luz contra o SCP), tendo perdido pontos quase inexplicáveis contra o Belenenses SAD (5), Moreirense em casa (3), Portimonense (3) e Chaves, consentindo o empate no último minuto (2). Nos 6 jogos com FCP, SCP e Sp. Braga, o Benfica fez 18 golos, uma média de 3 golos por desafio! O Braga é o oposto do Benfica. Perdeu o campeonato entre 'pares', o que evidencia o que ainda lhe falta para ser um 'grande'. O porto perdeu mais pontos com os rivais (ainda falta um jogo) do que é habitual.

Contraluz
- Diferença: continuo a pensar que 18 equipas na nossa Liga é excessivo. Um exemplo para ilustrar isto: o Feirense em 31 jogos marcou 17 golos. Seferovic (o ex-dispensável), em menos jogos, marcou 19. O conjunto (Seferovic, João Félix, Pizzi, Jonas) marcou 65 golos, mais do que qualquer outra equipa do campeonato, incluindo Porto (64) e Sporting (62).
- Exemplar: a atitude do treinador do Leeds United, Marcelo Bielsa, que mandou a sua equipa sofrer um golo (o do empate) para compensar o que havia obtido com um jogador contrário lesionado e sem que houvesse interrupção. Assim, perdeu a hipótese de subida directa à liga inglesa principal. Imaginar-se-ia tal atitude noutras latitudes?
- Voleibol: depois de na anterior época ter perdido por uma unha negra o título nacional, o Benfica conquistou agora o triplete. Em 7 jogos contra o rival Sporting ganhou 6. Estão de parabéns, o jovem e competente treinador Marcel Matz, todos os jogadores e José Jardim, agora em novas funções de direcção.
- Título: ao fim de várias tentativas como finalista, o Sporting venceu a Champions de futsal, com muito mérito contra os poderosos espanhóis e o anfitrião. Mais um notável feito para a modalidade em Portugal, depois de nos termos sagrado campeões europeus em selecções e o Benfica ter vencido a Champions de 2010.
- Promoção: registo com gosto o regresso, um quarto de século depois, do Famalicão à primeira divisão.
- Inadmissível: por distracção, falta de profissionalismo ou facciosismo, o jornal O Jogo, a seguir à goleada do Benfica contra o Marítimo, fez manchete dizendo «recorde da liga: madeirenses fizeram um remate». Não têm arquivos à mão? É que basta consultar o site da Liga para constatar que o recorde foi no FC Porto - Marítimo, em que os insulares não fizeram nenhum remate à baliza de Casillas. Assim vai, certa imprensa..."

Bagão Félix, in A Bola