segunda-feira, 27 de maio de 2019

PIZZI RENOVA CONTRATO ATÉ 2023


FUTEBOL
Médio do Benfica fecha época de sonho com uma excelente notícia. "É sinal de que o meu trabalho está a ser bem feito e desenvolvido da melhor maneira", assumiu o jogador, em declarações à BTV.
Rei das assistências na Liga NOS 2018/19 e nos maiores campeonatos da Europa (19 passes para golo), Pizzi celebrou a conquista do quarto título nacional pelo Benfica e finaliza uma época de sonho no Clube com a renovação contratual até 2023.
"Estou muito feliz com mais uma renovação. É um prazer enorme fazer parte deste Clube. É sinal de que o meu trabalho está a ser bem feito e desenvolvido da melhor maneira. Quero agradecer a todas as pessoas envolvidas, ao Presidente, aos meus colegas, porque sem eles isto não seria possível, à equipa técnica, a todo o staff envolvido no nosso dia a dia e, claro, à minha família, porque tem um peso muito grande em mais uma renovação e faz parte deste meu crescimento desde o primeiro momento no Benfica", declarou Pizzi, em entrevista à BTV, após fechar acordo com o Presidente Luís Filipe Vieira.
Mais assistências (23 em todas as provas), mais golos (15) e mais jogos (55): a temporada 2018/19 foi saborosa em toda a linha para Pizzi, um dos motores do Benfica na Reconquista materializada no 37.º título nacional da história do Clube.

"Não começámos tão bem, mas acabámos de uma maneira muito boa e positiva; a minha época também teve muita qualidade e estou feliz por isso; em termos coletivos acabámos a época com a Reconquista, e agora terminá-la assim, com uma renovação, é, sem dúvida, um motivo de orgulho para mim. Estou muito feliz", assumiu o camisola 21 das águias
Com esta, são já cinco temporadas completas a envergar o Manto Sagrado. "Todas as épocas são especiais ao serviço deste grande Clube. Todos os títulos que já conquistei são momentos marcantes na minha vida. Também já tive várias renovações… Todos os momentos ao serviço do Sport Lisboa e Benfica são especiais e este título é um dos momentos mais importantes para nós, pois foi uma Reconquista do que é nosso", vincou o médio criativo.
Pizzi
O percurso e o tempo de casa fazem de Pizzi uma referência no balneário do futebol profissional e no Clube. "Sim, já são cinco anos ao serviço do Benfica, já me sinto uma referência quer para os adeptos quer para todas as pessoas aqui dentro. Temos um plantel bastante jovem, aliado a muita experiência, com uma qualidade humana muito grande. Sinto-me uma referência para todos eles, porque todos juntos conseguimos fazer esta família, que é o Sport Lisboa e Benfica, uma família mais forte, mais unida. Estou muito orgulhoso por fazer parte e continuar a fazer parte desta família", salientou o jogador.
Com contrato estendido até 2023, Pizzi garante que o registo de empenho e dedicação será o mesmo de sempre. "A única coisa que posso prometer é muito trabalho diário, dar o máximo em prol da equipa e do Clube, muita ambição de continuar a ganhar ainda mais títulos pelo Benfica; trabalhar cada vez mais no dia a dia, melhorar, ajudar os meus companheiros, para todos juntos, no final, conquistarmos mais vitórias como a deste ano, que foi muito especial para nós", assumiu.
Luís Filipe Vieira e Pizzi
Convocado por Fernando Santos para servir a equipa das Quinas na final four da Liga das Nações, Pizzi encara o desafio que se segue com redobrado estímulo. "Vou representar o nosso País com uma alegria enorme por ter renovado pelo Benfica, e claro que também é um orgulho enorme fazer parte da Seleção Nacional. É o culminar de uma grande época, o reconhecimento do nosso trabalho. Agora é desfrutar deste momento que é a renovação e depois pensar na Seleção, que também é muito importante para um jogador", rematou o internacional português.

PRIMEIRAS PÁGINAS


domingo, 26 de maio de 2019

SPORTING: A 17!


"Lisboa, uma vez mais, estará em festa. Com a certeza que o primeiro troféu da próxima época - a Supertaça - ficará em Lisboa

1. Foi uma grande final da Taça de Portugal. emoção até ao fim. Emoção multiplicada nas lágrimas que vimos no momento da entrega da Taça, quer na tribuna presidencial quer no relvado do sempre bonito Estádio Nacional. Mas no jogo tivemos emoção intensa até à derradeira grande penalidade. Como com o empate alcançado pelo Futebol Clube de Porto no último minuto do prolongamento. O Sporting chegou ao número 17, o número de Taças que conquistou. E Lisboa fica com os principais títulos nacionais esta época. O Benfica chegou aos 37 campeonatos. O Sporting às 17 Taças. E o Futebol Clube do Porto vai ter que procurar uma reconquista nos tempos mais próximos. Sabendo que continua sob vigilância financeira da UEFA e pressentindo uma semi-revolução no seu plantel. Saudando a equipa técnica e os jogadores do Sporting é de elementar justiça felicitar vivamente o Dr. Frederico Varandas por mais esta conquista. E sabendo que um ano depois de uma derrota dolorosa conquista uma Taça que lhe dá pessoalmente, estou certo, acrescido prazer. E Lisboa, uma vez mais, estará em festa. Com a certeza, desde já, que o primeiro troféu da próxima época - a Supertaça Cândido Oliveira - ficará em Lisboa!

2. Uma nota bem especial à Federação Portuguesa de Futebol. Agora que terminou esta edição é justo dizer que o vencedor arrecadou 300 mil euros e que a nossa Taça é uma das poucas do conjunto do futebol europeu que permite que equipas dos campeonatos distritais participem na primeira eliminatória desta prova do futebol de todos. Esta edição arrancou a 8 de Setembro passado e nessa eliminatória de arranque participaram quarenta e um clubes originários das associações distritais e regionais do nosso futebol. E um deles, de Ponta Delgada, o Vale Formoso - como as Furnas são bonitas!!! - chegou à quarta eliminatória, caiu em Tondela, fez o orçamento da sua história. Mas a organização da festa da prova rainha do nosso futebol mostra a excelência da estrutura organizativa. Merecem cumprimentos bem especiais o Presidente Fernando Gomes e o seu CEO Tiago Craveiro. A saudação, com uma coreografia singular, às federações olímpicas mostra que o futebol está, de corpo e alma, com o Comité Olímpico de Portugal. Permitam-me uma nota especial. No momento, sempre arrepiante, do Hino Nacional percebemos todos que apenas quatro portugueses integravam o conjunto dos vinte e dois jogadores que os dois treinadores escolheram para os onze iniciais. E percebemos já que Pepe, Danilo e Bruno Fernandes entoavam, com os milhares de espectadores que encheram um anfiteatro singular. A Portuguesa. E acredito que Bruno Gaspar na sua timidez o sentiu como cada um de nós através da motivante transmissão televisiva.

3. Ontem na Polónia começamos, com o pé direito, o Mundial de sub-20. Recordo bem os dois momentos sublimes, com Carlos Queiroz, em que conquistámos o ouro em Riade e, depois, num Estádio da Luz hiper lotado, nos sagrámos bicampeões. E no jogo final aplaudi Rui Costa e Luís Figo, Jorge Costa e Peixe, Abel Xavier e João Viera Pinto, Rui Bento e Paulo Torres, Brassard e Capucho, entre outros campeões que marcaram um tempo de ouro do nosso futebol. Agora estaremos perante outra geração de ouro. Neste Mundial, no conjunto dos jogadores escolhidos por Hélio Sousa o Benfica - tal como ocorre na selecção A, aqui em parceria com os jogadores treinados por Nuno Espírito Santo - é o clube com mais jogadores: 4. Depois, com três, Futebol Clube do Porto, Sporting e Sporting de Braga. Com um o Vitória de Guimarães. E os restantes são já jogadores que actuam em clubes estrangeiros, do Manchester United ao Lille, da Lazio ao West Han, do Everton ao Wolverhampton, sem esquecer o italiano Chievo Verona. Desculpem mas permitam-me que deixe um cumprimento bem especial ao João Filipe, ao Jota, que conheço bem e que merece, pela sua dedicação - e da sua Família! - ao futebol e ao Benfica, um palavra e um estímulo acrescidos. Força Portugal!

4. O treinador desta Liga foi Bruno Lage. Fez meia Liga mas merece todo o reconhecimento e todo o agradecimento. Estou convicto que Sérgio Conceição, depois destes momentos de tensão, não deixará de o cumprimentar. Mas Pepa também merece um cumprimento especial. Pela manutenção, nas condições que se conhecem, do Tondela! Permitam-me que felicite, de novo, o treinador Bruno Lage e que cumprimente o cidadão Bruno Lage. E esta cumplicidade entre o homem e Pai, entre o Filho e o Marido, entre o treinador e o cidadão civicamente envolvido tem de se saudar e de elogiar. E alguns que seincomodam - incluindo certos intelectuais desta nossa praça! - com as suas palavras, mostram bem que há momentos em que cada cidadão - e cada cidadã - no silêncio das urnas lhes dá(rá) o devido cartão ou a concreta advertência!

5. Hoje realizam-se eleições europeias. Num tempo complexo da vida da Europa e de muitos europeus. O futebol em 15 de Dezembro de 1995 sentiu bem a força da Europa e dos seus estruturantes princípios, entre eles o da liberdade de circulação. O acórdão Bosman marcou o futebol europeu e ajudou, nesses tempos, a mostrar uma Europa positiva, uma Europa que vale a pena! Mas, hoje como ontem, o voto é a arma do Povo. Hoje, estas eleições, são aarma dos povos da Europa!"

Fernando Seara, in A Bola

LUTA PELO TÍTULO DE FUTSAL: BENFICA ESTÁ NA FINAL


FUTSAL
Equipa encarnada ultrapassou a AD Fundão no jogo 3 das meias-finais do play-off do Campeonato Nacional.
O Benfica não deu chances à AD Fundão no jogo 3 das meias-finais do play-off do Campeonato Nacional de futsal: vitória por 7-3 e apuramento para afinal, onde as águias vão defrontar o Sporting.
Na Luz, com uma excelente casa, o jogo começou logo com um golo. Ainda não tinha decorrido um minuto inteiro (14 segundos) e André Coelho já fazia agitar as bancadas. 1-0 para o Benfica.
A perder, a AD Fundão, através de Mário Freitas, ameaçou o empate, coisa que apareceu aos 4' através de um lance caricato. Fábio Cecílio, pressionado, foi recuando no terreno e Pauleta aproveitou para fazer o 1-1.
Logo de seguida, aos 6', novo erro defensivo, mas da AD Fundão, aproveitado por Fernandinho para restabelecer a vantagem para os encarnados (2-1).
O jogo estava animado e o 3-1 apareceu aos 7'. André Coelho a bisar após jogada de insistência do Benfica, com Robinho e Miguel Ângelo a participarem no lance.
O 4-1 ficou próximo aos 8', por intermédio de Fernandinho. O pivô brasileiro, após remate de Roncaglio, tentou desviar de calcanhar primeiro e fazer um chapéu depois. O esférico, esse, nada quis com a baliza dos fundanenses.

Depois de sete minutos loucos, com quatro golos, as duas equipas assentaram o seu futsal na quadra, com algumas jogadas bem gizadas, muita pressão defensiva e trocas de bola rápidas e sucessivas. Bom desafio no Pavilhão n.º 2 da Luz!

Aos 14', Robinho esteve muito perto do 4-1. O disparo do camisola 10 saiu a centímetros do poste da baliza defendida por Júlio César. Aos 17', foi Fernandinho a ficar perto do bis.
Aos 19', nova perda de bola defensiva da equipa do Fundão; o esférico sobrou para André Coelho. O 4, de primeira, a atirar a contar para o 4-1 e a completar o hat-trick. Foi com este resultado que se chegou ao intervalo.
A AD Fundão não se resignou, não se deu por vencida e reduziu para 4-2 aos 21', num remate de Pauleta em zona frontal, aproveitando uma brecha na organização defensiva das águias.
Numa partida viva, intensa, com a bola a viajar rapidamente de uma ponta à outra da quadra, o Benfica superiorizou-se nas ações de finalização e, numa excelente iniciativa de Fits, apontou o 5-2 aos 29'.
Uma ação de pressão ofensiva resultou no 6-2 para os encarnados: Fernandinho roubou o esférico a Mário Freitas e endossou-o para a conclusão de Robinho aos 30'.
À entrada dos últimos nove minutos do encontro, a AD Fundão seguiu uma linha estratégica de risco total, atuando com guarda-redes avançado. Aos 38', a AD Fundão reduziu para 6-3 por intermédio de Pauleta.
A resposta do Benfica foi feita em alta velocidade, com Fits a trabalhar na direita, a tocar para o remate de Fábio Cecílio no corredor central e defesa de Júlio César, aparecendo Chaguinha a encostar para o 7-3 final.
Cinco inicial do Benfica: Roncaglio, André Coelho, Robinho, Bruno Coelho e Fits.

NOVO TRIUNFO NA MEIA-FINAL DO PLAY-OFF


BASQUETEBOL
O Benfica vence por 2-0 na eliminatória e agora desloca-se ao Dragão Caixa.
A equipa de basquetebol do Benfica voltou a vencer o FC Porto no Pavilhão Fidelidade. No 2.º jogo da meia-final do play-off, o resultado foi de 84-61. A eliminatória segue para a cidade Invicta com 2-0 para as águias.
As águias entraram no jogo com elevada eficácia ofensiva, graças a Micah Downs e Cantero; em termos defensivos, a equipa esteve bastante agressiva, não dando espaço ao FC Porto para o lançamento. Nos minutos iniciais do 1.º quarto, os comandados por Carlos Lisboa conseguiram um parcial de 10-2. O treinador dos dragões pediu desconto de tempo, mas a toada não se alterou. Os triplos dos encarnados continuaram a cair e o resultado foi-se avolumando até aos 20-6 à entrada para os derradeiros 3 minutos do 1.º quarto. A equipa da casa estava intratável para lá da linha dos 6,25 – entrou no 2.º quarto com percentagem de 100% (6 em 6) – e no final do 1.º quarto o marcador assinalava 28-16.
No 2.º quarto, o Benfica não foi tão acutilante e até cometeu alguns erros do ponto de vista ofensivo. A defender, a eficácia dos comandados por Carlos Lisboa manteve-se, com o FC Porto a sentir dificuldades nos lançamentos exteriores ou através de penetrações para o cesto. À entrada para os últimos 5 minutos do 2.º quarto, o resultado era de 30-21 para os da Luz. Os triplos voltaram a cair para as águias na parte final do 2.º quarto e o resultado ao intervalo era de 42-28.
A segunda parte começou sob o signo dos lançamentos de três pontos, com os atletas do Benfica e do FC Porto a mostrarem eficácia elevada. Ao cabo de 2 minutos do 3.º quarto, o resultado mostrava 48-36. Os encarnados mantinham-se consistentes em termos defensivos e, dessa forma, geriam a vantagem pontual superior a uma dezena de pontos no marcador. A expulsão do treinador do FC Porto, Moncho López, e uma falta anterior, colocaram Micah Downs na linha lance livre e o Benfica distanciou-se até aos 16 pontos de diferença (58-42). No final do 3.º quarto, o placard registava: 63-45 para os da casa.
Os azuis e brancos arrancaram melhor o 4.º e último quarto do jogo, mas os triplos de José Silva e Cantero puseram o resultado em 69-50. Desanimados pela diferença pontual, os jogadores portistas iam cometendo erros sucessivos no ataque e na defesa; aproveitava o Benfica para se afastar no marcador. Para os derradeiros 5 minutos de jogo, o conjunto da Luz vencia 77-54. Os comandados por Carlos Lisboa geriram o resultado até ao fim do encontro, que terminou com 84-61.
Cinco inicial do Benfica: Cantero, Micah Downs, Fábio Lima, Arnette Hallman e Gladness.
As duas equipas encontram-se agora no Dragão Caixa. O 3.º clássico da meia-final do play-off tem lugar às 20h30 do dia 31 de maio (sexta-feira).
“Jogámos bem e somos uns justos vencedores”
Carlos Lisboa, treinador do Benfica: “Sempre que ganho, fico satisfeito. Estamos a ganhar 2-0, nada está decidido. Jogámos bem. Em termos defensivos alcançámos o objetivo, que foi o FC Porto marcar sempre menos de 20 pontos em cada período. Isso aconteceu. Em quase todo o jogo estivemos bem, com exceção do 2.º quarto em termos ofensivos, em que não decidimos da melhor maneira, mas, pela intensidade que estávamos a colocar no jogo, conseguimos desequilibrar em termos ofensivos, que nos permitiu ganhar vantagem, geri-la, aumentá-la, e somos uns justos vencedores.”

VOLEIBOL FEMININO DO BENFICA É CAMPEÃO NACIONAL


VOLEIBOL FEMININO
Equipa encarnada, que neste ano voltou à modalidade, venceu os três jogos da fase decisiva para atribuição do título da III Divisão.
Em ano de regresso à modalidade, a equipa feminina de voleibol do Benfica escreveu com letras de sucesso o último capítulo da campanha 2018/19, sagrando-se neste domingo Campeã Nacional da III Divisão.
A fase de apuramento de campeão foi disputada ao longo de três dias, de sexta-feira a domingo, no Centro de Actividades Recreativas Taipense, em Caldelas (distrito de Braga).
Garantida a subida de divisão há já algum tempo, o Benfica, comandado por Nuno Brites, atacou o título nacional em grande estilo, vencendo, na sexta-feira, o primeiro jogo por 3-0 (25-6, 25-6 e 25-11) diante do ACD São João. No sábado, jogando como visitante perante o Taipense, triunfou por 1-3 (21-25, 22-25, 25-23 e 9-25). E no domingo, encarando o Juventude Pacense no embate que tudo definia, nova vitória, por 0-3, com os parciais 16-25, 20-25 e 18-25.
Apuramento de Campeão
JOGOS RESULTADOS
Domingo: Juventude Pacense-Benfica 0-3 (16-25, 20-25, 18-25)
Sábado: Taipense-Benfica 1-3 (21-25, 22-25, 25-23, 9-25)
Sexta-feira: Benfica-ACD São João 3-0 (25-6, 25-6, 25-11)

AS BASES DE LAGE



"Falta tanta cultura de exigência aos portugueses como capacidade para dizer bem e elogiar quem o merece. A inveja e a maledicência falam sempre mais alto Há demasiados homens da política envolvidos nas querelas do futebol e a ‘botar faladura’ naqueles programas ditos desportivos, em que pessoas que até nos habituámos a ver de fato e gravata, cheias de falinhas mansas e polimento, viram bichos e perdem as estribeiras no calor da discussão sobre aquele golo que não devia ter sido validado ou anulado, sobre aquele lance que deu um cartão de uma cor e devia ter sido de outra, sobre o VAR que tinha obrigação de ter visto o que o árbitro não viu.
Não sei se eles já nem se dão conta das figuras que ali fazem ou se são mesmo pagos para fazer aquelas figuras.
A verdade é que até aquele que, há anos, era o troglodita mor desses programas de rescaldo das jornadas futebolísticas resiste ainda num dos inúmeros programas derivados daqueles e já passa como um dos mais toleráveis e tolerantes comentadores.
Porque em matéria de debates sobre o futebol, parece que quanto pior melhor.
Há programas em que os ditos comentadores - incluindo jornalistas que têm dever deontológico de isenção e distanciamento - são do piorio na cegueira clubística e na argumentação, ‘encartilhada’ ou não.
Já chega ou basta de tanto programa de ‘clubite’ aguda e cega. Mas, a avaliar pelas horas e horas que todos os dias as televisões continuam a dedicar a esses programas com tais comentadores, pelos vistos não.
Por isso, é ainda mais extraordinário que tenha sido um homem do futebol a ter vindo dizer que é preciso respeitar os nossos adversários e aprender a reconhecer-lhes o mérito quando ganham se queremos que eles reconheçam o nosso quando somos nós a ganhar.
No momento de celebrar o título de campeão acabado de conquistar e de euforia colectiva, com milhares e milhares de pessoas em delírio a cobrirem de vermelho o Marquês de Pombal e seus principais acessos, é preciso grandeza para dizer aos sócios que o futebol está longe de ser o mais importante das suas vidas e da vida em sociedade.
Sim, porque não é usual, num momento como aquele, falar-lhes de uma cultura de «exigência», e dizer-lhes que tal como adeptos que são e a têm no que se refere ao futebol e ao seu clube, aos seus jogadores, aos seus treinadores e dirigentes, também e sobretudo a devem ter enquanto cidadãos, na sua vida em sociedade, em relação à Economia, à Educação, à Saúde... por um país melhor, porque é possível fazer melhor e «reconquistar os valores de Portugal».
É inusual.
Tão inusual que até parece que o apelo político de Lage desagradou tanto aos políticos como o seu fair play obviamente não agradou aos fanáticos do futebol.
No momento da festa benfiquista, o que tem ele de falar em reconhecer mérito aos adversários quando forem eles a ganhar? Está louco? E despede-se a dar ‘Vivas a Portugal’ quando o que interessa ali, naquele momento, é a ‘nação benfiquista’?
Do que publicamente ouvi aos políticos, mesmo àqueles que não resistem a dar ‘bitaites’ sobre a bola, nenhum verdadeiramente elogiou a intervenção de Bruno Lage: o que tem ele de misturar as coisas e ir para ali falar de política. Um populista. É preciso lata. Só faltou dizer que este tipo de discurso no desporto é um perigo para a democracia.
Os políticos utilizarem o futebol para fazerem política não tem mal nenhum, mas já é um problema se um desportista ousar imiscuir-se na política, sobretudo realçando que, sendo bonito ver compromisso entre adeptos e a sua equipa, o compromisso primeiro deve ser com o que é mais importante para a sociedade e para o país.
Nos últimos dias, e mesmo sabendo que as duas últimas semanas foram de campanha eleitoral para o Parlamento Europeu, o discurso de Lage no Marquês foi talvez o que teve mais substância política. 
Aliás, para amanhã, o apelo político do treinador do Benfica foi muito mais impactante e importante do que aquela quase despercebida campanha de propaganda de apelo ao voto em que o Governo investiu mais de 500 mil euros.
Já agora, e a talhe de foice, os políticos em geral, bem como os editores e a generalidade dos jornalistas, passam a vida a falar da crise da imprensa, da necessidade de se estudarem formas alternativas de aumentar as receitas dos jornais, da obrigação de o Estado começar a pensar em criar subsídios específicos para o sector.
Subsídios para quê? Em vez de falarem e nada fazerem, melhor não seria que dessa campanha publicitária de 500 mil euros uma parte fosse investida em publicidade nos jornais? Não seria mais eficaz a todos os níveis?
Ao que parece, não.
E, porém, os jornais, para bem servirem os seus leitores, fazem notícias e propagam a informação sobre o que vai mudar nos cadernos eleitorais e nas mesas de voto e o que devem fazer os eleitores. No mero cumprimento do dever de informar. A troco de nada. Enfim...
Se ninguém valoriza o que de pedagógico teve o discurso de Lage, se poucos querem mesmo ter um futebol saudável, com menos fanatismos e economicamente muito mais rentável, se a cultura da exigência e de mérito na vida social e política como no futebol é quase uma negação, por que razão a coerência haverá de vingar?
Podemos lá nós dispensar uma boa zaragata, nem que seja por causa de um apito, ou deixar de ter motivos para as queixas do costume ou, simplesmente, para dizer mal do próximo, do mundo e da vida..."

SABE QUEM É? TREINO, ATÉ NA TOALHA - BRUNO LAGE


"Dos 450 euros no Sintense aos 500 mil (mais um milhão) no Benfica; O dia em que Cancelo lhe «deu pau»

1. O pai foi fazendo vida como treinador por clubes de Setúbal: o Comércio e Indústria, o Sesimbra, o Palmelense. Ele cresceu a jogar pela Fonte do Lavra. E não, não se pode dizer que, como jogador (que começou a ser no Independente), a sua carreira se tenha feito de fulgores e brilharetes - era extremo direito e andou pelo União Praiense (das Praias do Sado) e o Quintajense. (Tinha, porém, num sortilégio do destino, a eternidade à sua espera, por outro caminho...)

2. Mesmo quando ainda só andava pelos jogos de rua na Fonte do Lavra já era ele que dava táctica e depressa passou a ser hábito ve-lo atirado ao Spectrum, horas a fio, a simular jogos e estratégias. (Quando ainda andava na Escola da Bela Vista, para torneio inter-turmas, só quis ser quis ser treinador, sua equipa ganhou-o e conta-se que, ainda, hoje, fala disso como o seu «primeiro troféu»).

3. Ao terminar o secundário foi para o curso de Educação Física, Saúde e Desporto - e, aos 19 anos, já andava pelo V. Setúbal a ajudar José Rocha, treinador dos juvenis, na parte física do treino. Adjunto de Fernando Cruz nos juniores, saltou do Vitória as Escolas de Futebol de Quinito, no 1.º de Maio da Varzinha. (Por essa altura, apanhava-se-lhe, firme, a ideia de que, só queria era ser preparador físico...)

4. Algures por 2000 Jaime Graça (que, por ter sido electricista, quando jogava em fulgor no Benfica salvara Eusébio de morrer electrocutado na hidromassagem) levou-o para o Fazendense. Não tardou, passou a ver-se-lhes em ritual: ao jantar, a toalha de papel do restaurante acabava toda escrevinhada com sistemas tácticos, treinos inventados.

5. No seu último ano de jogador: em 2002, no Quintajense - ainda passou pelo Comércio e Indústria a coadjuvar o pai (e acabou a época como treinador principal). José Rocha desafiou-o para o Estrela de Vendas Novas. Mal chegou, os jogadores perceberam que, com ele, o treino físico deixara de ser a tradicional corrida na mata (que fora o que Mourinho também descartara), fazia-se de princípios revolucionários, estratégias científicas, com bola.

6. Adriano Filipe, presidente do Sintrense, foi desencantar Rui Esteves ao Fazendense. Esteves pediu que o levassem também. ( No perfil que Rui Miguel Melo escreveu em A Bola, Esteves contou-o: «Entrávamos na minha casa às 17h, ele saia às 4 da manhã, só a programar treinos e a discutir pormenores. Percebi logo que ia ser grande treinador»). Dava treino três vezes por semana, ganhava 450 euros por mês.

7. Derrota em Elvas, fez com que Rui Esteves pedisse para deixar a equipa - por não a achar capaz de subir de divisão, Adriano Filipe quis pô-lo a ele, treinador principal. Por solidariedade com Esteves, recusou o desafio - e Jaime Graça (que voltara ao Benfica) correu a falar com António Carraça, dizendo-lhe, num clamor: «Há miúdo de Setúbal com muita capacidade e qualidade, devíamos apostar nele». Entrou como treinador dos sub-11 - saltou para os iniciados, os juvenis, os juniores (e sempre em mais ribalta...)

8. Criou prodígios - do Bernardo Silva ao Gonçalo Guedes. Por vezes entrava na peladinha - e, num dia assim, Cancelo, fez «carrinho às pernas do mister», tão destemperado o fez, que, pelo campo, ao espanto e ao desconcerto se seguiu o embaraço. Foi de pronto, o Cancelo, mandado para o banho - e a peripécia jamais deixou de andar de boca e boca, contada como a vez em que até «deu pau no mister».

9. Após a morte de Jaime Graça aventurou-se ao Dubai. Carlos Carvalhal levou-o para o Sheffield e o Swansea - e ao Benfica voltou para a equipa B. O resto é o que se sabe: depois da «luz que lhe deu» ter mantido Rui Vitória como treinador, Luís Filipe Vieira teve mesmo de ceder - e despedi-lo. Andaram vários nomes em rumor: de Jorge Jesus a Paulo Fonseca (Vieira ainda largou a Cristina Ferreira o brado: «Se Mourinho quiser, vem hoje para o Benfica, dinheiro não é problema) e ele, que começara por ser talvez efémera solução de recurso tornou-se na maior figura da conquista do título. Ao pegar na equipa, ficara a receber 30 mil euros por mês - e em vésperas de ir ganhar ao FC Porto, LFV renegociou-lho, passou-lhe o ordenado para 500 mil euros ao ano (e junto-lhe promessa de bónus de um milhão em caso de ser campeão...)"

António Simões, in A Bola

TRIUNFO EM TARDE DE CONSAGRAÇÃO


HÓQUEI EM PATINS FEMININO
A equipa feminina de hóquei em patins do Benfica venceu o CACO, por 4-3, no jogo onde recebeu a Taça de Heptacampeã Nacional.
A equipa de hóquei em patins feminino do Benfica venceu o CACO, por 4-3, na 13.ª jornada da fase final do Campeonato Nacional. Uma tarde de sábado que ficou marcada pela entrega da taça às Heptacampeãs Nacionais, no Pavilhão Fidelidade.
Um jogo que já não interessava para as contas do campeonato, mas que começou desde o início muito competitivo. A equipa visitante começou a ganhar, mas o Benfica reagiu com dois golos de Marlene Sousa e Maria Sofia Silva e a partida foi para intervalo empatada a duas bolas (2-2).


O jogo recomeçou com o CACO a marcar primeiro novamente, no entanto, o Benfica não se deixou ficar e conseguiu chegar à vantagem depois dos golos de Marlene Sousa (3-3) e Inês Vieira, que fechou o resultado (4-3).
Para além da vitória das águias, o desafio na Luz ficou marcado pela entrega do troféu às Heptacampeãs Nacionais, que conquistaram o título no passado dia 19 de maio, no reduto do Stuart de Massamá.
A CONSAGRAÇÃO
A 14.ª e última jornada do Campeonato realiza-se no dia 1 de junho (sábado), com Benfica e AD Sanjoanense a jogarem às 18h00.

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