sábado, 29 de junho de 2019

SORTEIO DO CALENDÁRIO: IMPERDÍVEL


"Falta uma semana para o sorteio do calendário da Liga 2019/2020 (5 de Junho) e eu sou incapaz de esconder a ansiedade. Com quem jogará o Benfica na primeira jornada? E na última? E na oitava?
Quando será o clássico com o FCP? E o dérbi com o SCP? E o embate com o Paços de Ferreira? Pois é, todos os jogos são importantes e gosto de saber em que momento da temporada se realiza cada um deles. Pertenço ao grupo de adeptos que no espaço de dois minutos decora de trás para a frente os duelos do Benfica nas 34 rondas. Trata-se de um raro distúrbio chamado anxietatem gloriosum, embora não haja (ainda) qualquer registo clínico deste transtorno. Sim, a medicina ainda tem muito para evoluir.
Tenho por hábito projectar os mais diversos cenários jogo a jogo, mas admito que as previsões costumam sair ao lado. Nas minhas contas, o Benfica chega sempre ao fim com 34 vitórias, registo que estranhamente não se tem verificado. Porém, de vez em quando lá vou acertando. Na temporada passada, numa dessas premonições ou imaginava o Benfica a vencer os jogos todos por 10-0, pelo que ainda acertei num resultado.
Ainda há uma semana pela frente até ao sorteio, contudo a espera não será muito dolorosa: o arranque da pré-época do Benfica está agendado já para a próxima segunda-feira. Nos primeiros dias não haverá bola, porque os jogadores têm de se sujeitar primeiro a vários exames médicos e testes físicos, prática comum após este alongado período de descanso. Mas posso esperar. Quem leva a melhor na velocidade? Quem consegue fazer mais agachamentos? Quem fica mais sóbrio depois de deitar abaixo dez latas de Sagres? Enfim, os exercícios necessários para que em Maio se possa celebrar o 38."

Pedro Soares, in O Benfica

PRIMEIRAS PÁGINAS


sexta-feira, 28 de junho de 2019

CONTRATAR POUCO E BEM


"Benfica só poderá ficar no ponto que os adeptos e administração querem com entradas de igual ou superior qualidade dos que saíram

aparente tranquilidade do mercado do Sporting e a alguma incapacidade envolta na bruma do mercado do FC Porto não podem fazer acreditar em qualquer facilidade para a época que agora começa. Vamos ter adversários fortes e temos que ter um Benfica fortíssimo. Sérgio Conceição tem qualidade bastante para com poucos ovos (e vai ter muitos) fazer omeletas interessantes e, por isso, haverá seguramente adversários de respeito.
Um Benfica que vendeu João Félix, deixou sair Fejsa e viu acabar Jonas é seguramente um Benfica menos mágico e menos forte. Ainda se fala de algumas possíveis saídas, empréstimos e cedências, todas por confirmar. Aguardar é a única solução.
A ideia de que qualquer Manel pode substituir os génios que saem é oriunda da estupidez ou da vontade de perder. Com as saídas (mesmo que todas bem justificadas e justificáveis), o Benfica ficou mais fraco e só com entradas de igual ou superior qualidade poderá ficar no ponto de que os adeptos e administração querem.
Agora que findou (ou abrandou) a época dos rumores, acredito que chegou a hora dos vencedores. O presidente do Benfica já repetiu que se iria comprar pouco e mais bem. Não posso estar mais de acordo. Esse é caminho, este é o caminho.
Se saiu Félix, o Viriato, aguardamos pela chegada do 'Sertório' porque em Reino Lusitano sem rumo e sem luta não ficaremos. No mundo moderno do futebol, o dinheiro deixou de ter valor e, por isso, ninguém dá valor ao dinheiro. Está na CMVM e são 126 milhões. Os incrédulos, pelos menos os que sabem ler, poderão analisar os balanços e as contas, embora suspeite que nem a contar notas à boca do cofre se convenciam. Esta é a frase do Benfica usar de indulgência com os comentários e muito competência nas aquisições.
Na próxima semana começam os treinos, a preparação de uma nova época, entre dia 1 e dia 5. Era bom que chegassem a quase totalidade daqueles que vão ser os nossos recursos. Interessa-me é ver o plantel fechado (ou perto disso) e a bola a rolar. Bruno Lage e a administração serão quem escolhe, selecciona e determina quem fica e quem sai. No Benfica a responsabilidade não morre sozinha porque a competência também não."

Sílvio Cervan, in A Bola

UM AZAR DO KRALJ


O apelo de (...): querem ganhar o defeso? Gastem uns milhões no passe da Matilde
"Os jornais, os programas de comentário desportivo, os grupos de Whatsapp, o Twitter e a taberna rejubilam com o tema que faltava. Esta manhã seguia na direcção do café a tropecei numa pedra. Saiu de lá um especialista em factoring, um analista financeiro e um alcoólico que não conseguiria contar até 126. Todos juntos reuniram-se à volta de um pão de deus com fiambre, uma meia de leite morna, um café pingado e um moscatel, respectivamente, para elaborarem as mais diversas teorias sobre como é que o Benfica irá receber o dinheiro, se irá receber, o que fazer com este autêntico Euromilhões.
Há teorias para todos os gostos e quantificações de toda a espécie. Eu não percebo bem o que fazer a esta fortuna. O meu pessimismo diz-me que devíamos guardar a maioria para um dia chuvoso. O optimista fala em gastar tudo em reforços. O desiludido não se contenta com a comissão de 10%, por ele o Benfica ainda acaba a pagar a Jorge Mendes. O humorista com a tabuada decorada pergunta quantos daqueles reforços-que-não-são-bem-reforços poderemos nós adquirir para depois colocar a rodar por esse mundo fora. Rapidamente se chega a um consenso na taberna: vamos avançar para a compra de 40 Cádiz.
Sinto-me no mesmo espírito dessa discussão, mas com uma preocupação diferente. Surgiu assim que ouvi falar da Matilde, uma bebé de dois meses. É aqui que o assunto se torna sério. A Matilde é um bebé muito especial. Sofre de um problema de saúde chamado atrofia muscular espinhal de tipo I que ameaça a sua vida a uma velocidade assustadoramente galopante. Existe uma terapêutica que poderá salvar a Matilde. Custa cerca de 2 milhões de euros. A sua história apareceu um pouco por todo o lado nos media portugueses, bem como numa página de Facebook criada pelos pais, cujas publicações me deixaram com um nó na garganta, a mim e de certeza a muitos milhares de portugueses que não têm meios para, sozinhos, salvar a Matilde. Os donativos têm chegado tão depressa quanto é permitido aos portugueses, ou seja, muito depressa. É uma gente como poucas. Infelizmente, o objectivo a alcançar ainda está distante. Ontem a conta bancária criada para receber os donativos destinados a ajudar a Matilde tinha cerca de 395 mil euros.
Vai daí eu lembrei-me de uma engenharia financeira muito simples, uma daquelas de que nos lembramos sempre que nos imaginamos a tropeçar numa quantia de dinheiro obscena. Nunca sabemos bem por onde começar e damos por nós a gastar dinheiro em coisas inúteis. É provável que boa parte deste dinheiro acabe a ser utilizada em cruzamentos que saem pela linha lateral, remates para a bancada, ou empréstimos intermináveis ao Famalicão. Portanto, a minha ideia é muito mais simples: o Benfica chega-se à frente e gasta uns milhões no passe da Matilde. É agora que ela precisa de ajuda. Não sabemos quanto mais tempo ela tem. A seguir pode fazer o factoring que bem entender, a engenharia financeira que lhe aprouver, organizar jogos que reúnam a receita necessária para cobrir essa despesa. Mas a despesa, a acontecer, tem de ser feita agora.
Quem diz o Benfica diz todos os outros clubes, a federação, a liga, etc. Aquilo que sugiro está a uma ordem bancária de distância dos maiores clubes de futebol portugueses. Foi deles que eu me lembrei porque, pois bem, não se fala de outra coisa neste país. Assim sendo, que os programas de comentário desportivo e as redes sociais sejam inundadas com este repto. Depois logo se vê como será apresentado no relatório e contas. Que se danem os direitos desportivos. Esqueçam qualquer percentagem do passe da Matilde. Se tudo correr bem, a dívida dos pais será eterna e nós não quereremos aceitar um centavo de volta.
O futebol português passa tanto tempo na lama que às vezes se esquece da muita felicidade que nos pode trazer. Pois bem, está aqui uma baliza escancarada. Pediram-me um texto sobre o defeso e esta foi a única coisa que me ocorreu. Garantir a renovação da Matilde por muitas décadas. Não me custa nada tentar. E, sim, isto não tem nada a ver com futebol. Pois não. É muito mais importante. Se é demagógico? Que seja. Quero lá saber. Vale muito menos do que um Cádiz, mas valeria muito mais a pena. Se nada disto persuadir uma alminha que seja, cá estarão os outros portugueses todos para ajudar: PT50 0035 0685 00008068 130 56. Espero que a ajuda chegue a tempo."
Um Azar do Kralj, in Tribuna Expresso

FIM DE ÉPOCA COM FUTURO



"A época futebolística termina, há já muitos anos, com um torneio interassociações sub-14, o conhecido Lopes da Silva. Um momento de festa, mas também uma oportunidade para observar as 22 selecções distritais. Estes jovens são, todos os anos, a base da primeira selecção nacional sub-15 masculina da temporada seguinte. Os treinadores precisam destas observações para conhecerem, confirmarem e decidirem sobre a composição das suas equipas, sejam nacionais ou de clube. Esta altura, designado como defeso, tem uma importância decisiva no sucesso das equipas, sendo essa importância proporcional ao nível da competição em que estão integrados, com destaque para as competições profissionais.
Como neste intervalo não há jogos, portanto não há vitórias e derrotas, digamos que todos estão empatados, a tolerância dos agentes desportivos é significativamente maior do que durante a competição. Contudo, as decisões agora tomadas vão ser de importância fundamental para cumprir os objectivos da época. O planeamento para nesta altura se tomarem as melhores decisões começou muitos meses antes. Prever o que se pode passar no defeso, as alterações que a equipa para sofrer, ajuda a encontrar soluções antes dos concorrentes. Esta é uma das maiores dificuldades de quem gere uma estrutura de desporto profissional, para mais em jogos colectivos. Não há sucesso exclusivamente com bons jogadores, é necessário uma excelente equipa.
Construir uma equipa, que necessita de bons jogadores, de excelentes profissionais e de melhores pessoas, implica estabelecer uma tela de relações que reaja à adversidade de forma uniforme, mesmo que as análises não sejam coincidentes. O interesse colectivo terá que ser sempre maior do que o individual. O torneio Lopes da Silva inicia o processo para se atingir o degrau mais alto: saber trabalhar como equipa."

José Couceiro, in A Bola

BELENENSES TEM O QUE NÃO SE COMPRA


"O Clube de Futebol Os Belenenses, escudado em sentença judicial, fez um ultimato à Liga de Clubes, no sentido da proibição da utilização da sua marca por entidades terceiras. Ou seja, para simplificar, o Belenenses, com o apoio de duas sentenças, uma do Tribunal de Propriedades Intelectual, e outra do Tribunal da Relação, não quer uma equipa chamada Belenenses, SAD a participar na Liga. Poderá, quanto muito, ser BSAD, de acordo com o registo vigente.
Numa coisa o Belenenses tem razão: a Liga de Clubes não pode continuar a assobiar para o lado como se nada tivesse, entretanto, acontecido.
Este caso, que mostra como foi pouco cuidadosa e avisada a chamada Lei das SAD, irá conhecer novo agravamento quando o Belenenses alienar os dez por centro que ainda tem da SAD. Logo que isso aconteça, haverá uma equipa a disputar o principal escalão do futebol português sem vínculo físico (abandonou o Restelo), material (o Belenenses não é accionista), ou imaterial (não pode usar a marca, ou seja, nome, símbolo e lema) ao clube de onde derivou.
Quem olhar para esta situação, independentemente do lado da barricada que ocupar, ou mesmo se estiver numa posição de neutralidade, não pode deixar de sentir um profundo desencanto. À beira de celebrar o centenário, vale ao Clube de Futebol Os Belenenses uma implantação social que, ao contrário das acções da SAD, não se compra, e que lhe permitiu reinventar-se, apostando nas modalidades e no futebol de formação, como elementos aglutinadores de sócios e adeptos nestes anos de travessia do deserto. O Belenenses é um grande clube."

José Manuel Delgado, in A Bola

E MAIS TÍTULOS...


"Com as nossas principais equipas já a gozarem umas merecidas férias, continuam em competição as jovens promessas.
O Atletismo e o Futsal são dois bons exemplos do trabalho de excelência que o Sport Lisboa e Benfica tem vindo a realizar, esta década, na formação. Quando falamos desta área tão importante e complexa, tendemos a focar-nos apenas no Caixa Futebol Campus. Uma tendência natural e legítima, mas enganadora. O SL Benfica de hoje é todo ele uma academia gigante de formação.
No Atletismo, as nossas equipas de Sub-23 dominaram os Campeonatos Nacionais ao ar livre. A conquista de dois títulos são coroar de uma política com cabeça, tronco e membros. O feito da equipa masculina é notável - 11.ª título consecutivo. Quanto à equipa feminina, a reconquista chegou esta época. Com a particularidade destas Esperanças serem na grande maioria juniores. A visão e a competência da prof.ª Ana Oliveira são conhecidas, mas ter a capacidade de refazer equipas em anos consecutivas não é para todos.
No Futsal, a nossa hegemonia é uma evidência - conquistámos os dois campeonatos nos seniores e nos juniores a nossa equipa feminina sagrou-se bicampeã. Mas os êxitos não se ficaram por aqui, pois os Juvenis masculinos conseguiram, pela primeira vez, conquistar o título. Estes feitos reforçam a nossa política desportiva como a mais ajustada nos dias que correm
.O SL Benfica é um modelo a todos os níveis. Olhemos para os 17 atletas que formam a nossa equipa olímpica, em Minsk, onde estão a dar cartas nos Jogos Europeus. Um país e um clube que têm atletas como Telma Monteiro, Fernando Pimenta, João Ribeiro, Teresa Portela, Joana Vasconcelos, Bábara Timo, Rochele Nunes, Ricardo Santos, João Coelho e Rivinilda Mentai arrisca-se a conquistar medalhas. Na próxima semana, prometo analisar a notável performance da nossa equipa de futebol feminino."

Pedro Guerra, in O Benfica

PRIMEIRAS PÁGINAS


quinta-feira, 27 de junho de 2019

COM MUITO DINHEIRO GRANDES RESPONSABILIDADES


O Benfica terá feito um negócio notável com a venda do passe de João Félix. Escrevo no condicional pois há apenas uma declaração de intenção do Atlético de Madrid e, até à comunicação oficial, há alguma informação incerta e, por vezes, contraditória. Mas, se se confirmar uma venda pela cláusula de rescisão de , estamos perante um dos  120 milhões de euros, estamos perante um dos melhores negócios da história do futebol. João Félix jogou  uns breves 3.022 minutos com a camisola da equipa A do Benfica. Em 43 jogos, confirmou que é um jogador diferenciado, com golo, muita qualidade na decisão e um potencial imenso. Só que, sendo óbvio que um Benfica europeu precisa de ser capaz de reter talento da formação, há também limites para a capacidade de resistência de um clube de um campeonato periférico como o nosso: 120 milhões por um jogador que ainda há oito meses tinha uma cláusula de 60 milhões está bem para além desses limites. Aliás, vender jogadores por valores exorbitantes (é mesmo disso que estamos a falar) é coerente com a aposta estratégica na formação. No entanto, com muito dinheiro vem também grandes responsabilidades. E o negóio da venda de João Félix, pelo valor, pelo clube de destino e pela intermediação de Jorge Mendes precisa de todo o escrutínio e atenção dos sócios do Benfica. Um bom princípio é, por exemplo, olhar para o que aconteceu com os nossos adversários depois de se encontrarem em situações como a que hoje vive o Benfica. Se recuarmos década e meia, o FC Porto, pela mão do mesmo empresário, acumulava vendas exorbitantes, juntando ao sucesso desportivo receitas financeiras com poucos paralelos. Hoje, está intervencionado pela UEFA e com dificuldade em financiar o investimento. É disparatado  criticar à partida um negócio  com os contornos do que o Benfica vai fazer com o Atlético de Madrid, esquecendo, por exemplo, que foi também desde que Jorge Mendes passou a ser parceiro estratégico do clube que iniciou uma senda vitoriosa mas é igualmente um erro ter postura acrítica. Há perguntas que têm de ter respostas e, no essencial, temos de estar alerta em relação ao futuro próximo. Desde logo, há que seguir o dinheiro,. O Benfica não só pode como deve continuar a fazer negócios com a intermediação de Jorge Mendes, o que não devia é, por força da receita que vai fazer com  João Félix, adquirir jogadores sem currículo, apenas porque são agenciados pela Gestifute. Se o fizer, fica sugerido que o que entra como receita, logo sai como despesa. Há momentos em que é prudente e avisado seguir a máxima de que não basta ser sério, é preciso parecer. Depois do que se tem passado no último par de anos com o Benfica, este é um desses momentos.

Pedro Adão e Silva, in Record

BENFICA ESTÁ RICO!


"Garantiu €200 milhões! (comissões já abatidas). Logo, pode comprar bem... FC Porto e Sporting: como vai a carruagem de perspectivas...

Mais de 2 meses até que os plantéis fiquem, enfim!, definidos. Porém, a temporada oficial do nosso futebol arrancará 3 semanas antes - e há pré-eliminatórias na Champions (FC Porto) e na Liga Europa (V. Guimarães e SC Braga). Férias, agora, é o que não têm dirigentes e empresários. Mesmo para treinadores e vários futebolistas, ainda que na praia, os telemóveis não param... Alvoroço na preparação (exigente e... crucial) da próxima época. Realidades e sonhos: tempo de esboçar perspectivas (podem mudar pouco depois deste texto estar escrito...).

Benfica. Está rico! (à escala lusitana). Fabulosa transferência do miúdo João Félix: €120 milhões!!! (a receber em quantas parcelas/quanto tempo?). Mais os 38 milhões vindos do Wolverhampton, por Jiménez, os 19, do Guangzhou, por Talisca, e os 12 do Frankfurt, por Jovic se mudar para o Real Madrid. Abata-se comissões; ainda assim, e com exagero nelas!, o encaixe atinge, pelo menos, 150 milhões! Mais entrada directa na Champions: garantia de 40/50 milhões, com mínimo (na época anterior, a carreira do FC Porto valeu 80 milhões!).
Portanto, receitas extraordinárias do Benfica já estão nos 200 milhões! E pode não ficar por aqui... se Carrillo sair definitivamente (10/15 milhões?) e/ou se algum clube se interessar a sério pelo talento (competitivamente adiado) de Zivkovic, por exemplo. Previsto adeus a Fejsa não terá significativa contrapartida financeira.
Benfica campeão e, de súbita, rico! Tem, pois, condições, muito superiores às habituais, para segurar continuidade de Rúben Dias, Grimaldo, Rafa, Pizzi, Ferro, Florentino... - e a de Cervi, se sobre ele não tiver dúvidas...
Claro que necessita de reforços: 2, ou 3, pontas de lança a sério (adeus a João Félix e, quase de certeza, a Jonas...); quiça defesas laterais (parece evidente!; mas Vieira garantiu que não!) e um defesa central. E tanto se tem falado de o Benfica querer outro guarda-redes...
Salvio decidiu deixar saudades da sua classe, tão fustigada por lesões - e não faço nem leve ideia do extremo já contratado, vindo do Al Ain: Caio Lucas. Sobre outro extremo (a confirmar), o menino Pedro Neto, internacional esperança (há 2 anos, saiu do SC Braga para a Lazio, dizem que por 17 milhões!), tenho ideia de possuir bom potencial.
Por muto forte investimento que faça, não creio que  Benfica despenda sequer metade dos tais 120 milhões que já garantiu encaixar. Se, para além de forte, o investimento será bom, isso só o tempo dirá (há um ano, de 9 aquisições, apenas 2 se impuseram: Odysseas e Gabriel).



FC Porto. Saídas de Mlitão e de Felipe valeram entrada de €70 milhões (50+20). E a conta bancária portista já inchara com os 80 milhões conquistados na Champions. Portanto, mau grado mais um ano sob alçada financeira da UEFA, dinheiro disponível não é escasso. Problemão está nisto: para além do adeus à, quanto a mim, melhor dupla de defesas centrais em Portugal, também deixará de haver Casillas; tal como, ao que tudo indica, a enorme capacidade competitiva de Herrera (em todas as posições do meio campo!) e o invulgar talento de Brahimi. Meia equipa titular! Nada tendo da improvável a perda de outra chave-mestra no possante futebol à Sérgio Conceição: Marega, desde há um ano híper desejoso de rumar a Inglaterra. Aquisições? Até ver, apenas Saraiva, defesa direito argentino (duro falhanço em última hora: Bruma, avançado no qual vejo pujante talento). Regressam o médio Sérgio Oliveira (Herrera...), o extremo Galeno (Brahimi...) e o central Osorio - este para discutir com os jovens (muito prometedores) Diogo Leite e Diogo Queirós a importantíssima dupla com Pepe; e regresso de Marcano estará na calha? Continua a não se vislumbrar alternativa ao precioso Alex Telles.... Gritante: SOS por guarda-redes!



Sporting. Crucial: quantos milhões pela, tão dolorosa quanto inevitável/necessária, perda do líder Bruno Fernandes? Emprestado Gudelj (foi importante) também parte - mas Battaglia deverá recuperar de grave lesão e Doumbia deu indicações de mais-valia. Aquisições feitas: defesa direito (Rosier), experiente defesa central (Luís Neto), avançado (Vietto). Decerto regressará outro avançado, a grande promessa Gelson Dala. Por definir: Acuña e Bas Dost ficam? Resposta importantíssima..."

Santos Neves, in A Bola