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quinta-feira, 13 de setembro de 2012
EM PROL DO ESPECTÁCULO
Na primeira jornada,aos 44 minutos de jogo,o árbitro mostrou intenção de dar um segundo cartão amarelo a Alan,do SC Braga.Recuou na intenção e ficou-se.Numa conhecida estação radiofónica,o comentário foi de que se justificaria o segundo cartão amarelo,mas que,em prol do espectáculo,o árbitro agira bem em não expulsar o jogador...
Na segunda jornada,aos 8 minutos de jogo,Amoreirinha tentou arrancar Melgarejo do chão pelos pés.Entrada violenta,com o único objectivo de ir ao osso do adversário.O árbitro expulsou-o.Segundo alguns teóricos da bola,entre os quais o treinador de circunstância do Setúbal,aquela expulsão não deveria ter ocorrido porque foi aos 8 minutos de jogo.Não estava em causa a violência da entrada de Amoreirinha,não estava em causa a justiça da decisão do árbitro.Estava em causa o facto de ter sido aos 8 minutos,e isso não era em prol do espectáculo.
Em Fevereiro de 2010,aos 7 minutos,João Pereira teve uma entrada violentíssima sobre Ramires.O jogador do Sporting foi justamente expulso.Foi a história (mais uma) por parte dos de Alvalade,porque,em prol do espectáculo,dava-lhes jeito que o agressor ficasse em campo.Para abrilhantar o "freak show" de comentários,o advogado sportinguista Rogério Alves chegou a defender uma "jurisprudência da indulgência" para ilibar uma conduta violenta de um jogador do seu clube.
Em Abril de 2009,ao minuto 58 de um FC Porto-Setúbal,Carlos Cardoso,treinador de circunstância do Vitória de Setúbal,decidiu retirar do jogo Leandro Lima e Bruno Gama,jogadores emprestados pelo FC Porto ao V. Setúbal que estavam a ser os melhores em campo.Em prol do espectáculo,o jogo que estava empatado acabou com a derrota dos do costume.De facto,em Setúbal,fazem-se muitas coisas em prol do espectáculo...Tudo,menos expulsar justamente um jogador aos 8 minutos.
TEXTO DE PEDRO F. FERREIRA
FONTE : JORNAL O BENFICA

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