Benfica exibiu em Moscovo perda de identidade
O Benfica é uma equipa menos espetacular e menos poderosa. Não chega para a (alta) Europa; veremos se chegará para consumo interno.
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Miguel Ribeiro Fernandes/VIA
O jogo em Moscovo provou que o Benfica, sem Luisão, é uma equipa sem comandante. Sem comandante na defesa e sem comandante no ‘onze’.
No ‘miolo’, Enzo Pérez corre, corre aliás bastante, é um jogador útil, mas falta-lhe a criatividade que o Benfica perdeu desde que Aimar deixou de ser uma solução permanente.
Não vale a pena chover no molhado, mas este Benfica também perdeu rotinas e qualidade desde que Javi Garcia e Witsel foram vendidos. Nada que espante. Há, às vezes, a convicção de que a venda de jogadores nucleares não causa importante afectação numa equipa. Depende. Se o plantel for bem construído - um plantel bem construído é aquele que está preparado para saídas a qualquer momento... -, as ‘baixas’ podem até não provocar qualquer efeito negativo. Se não for esse o caso, as consequências tornam-se, normalmente, evidentes.
É o que se está a passar no Benfica. Às vendas do espanhol e do belga somou-se o castigo a Luisão. Foi uma espécie de ‘furacão’, que varreu a identidade do Benfica, que havia sido construída em mais de três anos de trabalho. O Benfica está menos forte pelo meio. E a zona de pressão mais importante também mudou. A equipa de Jorge Jesus espera, agora, mais do que pressiona. É uma mudança significativa de estilo e de forma de jogar.
O Benfica é uma equipa menos espectacular e menos poderosa. Não chega para a (alta) Europa; veremos se chegará para consumo interno.
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