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segunda-feira, 4 de março de 2013

FUTEBOL PORTUGUÊS NO SEU MELHOR


Joaquim Evangelista (foto ASF)
Sindicato quer irradiação de dirigente do Varzim por «comportamento desumano» com jogador

O Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol pediu esta segunda-feira a irradiação de Alexandre Vilacova, diretor desportivo do Varzim, alegando que o clube deixou de pagar o salário, tirou a alimentação e obrigou o defesa brasileiro Max a abandonar a casa onde residia.

«Além de um atropelo à lei laboral, este é um caso de desumanidade. O Max foi proibido de se alimentar no restaurante à custa do clube, como está acordado, e foi obrigado a sair de casa. Não é só uma questão desportiva, é uma questão humana. Pessoas deste tipo têm que ser banidas do futebol. Custa-me ainda ver que este episódio é protagonizado por um ex-jogador e com este comportamento», afirmou Joaquim Evangelista em conferência de imprensa.

O jogador brasileiro de 20 anos, também presente na conferência de imprensa promovida pelo Sindicato, contou a sua versão dos acontecimentos, referindo que lhe prometeram um salário de 2.500 euros mensais, tendo acabado apenas por assinar um contrato até final da temporada em que teria apenas direito a 500 euros líquidos por mês.

«Não gostei do que aconteceu mas queria muito jogar em Portugal e por isso aceitei. Tinha também alojamento, alimentação, assistência médica e viagens pagas. Fui proibido de treinar com a equipa principal e em janeiro convidaram-me para ir embora. Ofereciam-me a viagem de regresso ao Brasil e 200 euros e eu não aceitei. Ameaçaram que me prejudicavam a carreira e não jogava em mais lado nenhum. Na semana passada deixei de poder comer no restaurante do clube e obrigaram-me a entregar a chave de casa».

Max explicou que recebeu o salário referente a setembro e outubro mas, depois se ter lesionado e ter que ficar afastado dos relvados durante três meses, deixou de receber qualquer renumeração. O jogador já rescindiu com o Varzim mas o Sindicato avançou com uma queixa judicial contra o clube, para que este pague os salários a que Max tem direito.

A BOLA

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