A sede da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (Liga), no Porto, é hoje palco de uma assembleia geral extraordinária que abre a porta a uma autêntica revolução no contexto atual do futebol português. Pelo menos, assim sugere o ponto principal da ordem de trabalhos, anunciando a discussão sobre a reformulação dos quadros competitivos da I Liga e da II Liga, com efeitos práticos na temporada 2014/15.
A Direção da Liga vai apresentar um estudo que envolve sete modelos para a divisão principal e outros tantos para o escalão secundário, encomendado à Hypercube, empresa holandesa que ficou encarregue de repensar a Liga dos Campeões e a Liga Europa a pedido da UEFA. Em cima da mesa estão propostas mais ou menos ousadas, mas todas elas defensoras da mudança em nome de competições mais atrativas sob os pontos de vista desportivo e financeiro.
Numa conjuntura de crise, a promessa de um futuro melhor, em clima de prosperidade, cativa facilmente a atenção dos clubes, mergulhados num mar de dificuldades e colocados perante exigências e compromissos quase incomportáveis. Fica, no entanto, por perceber até onde vai o poder de persuasão de medida tão complexa e inovadora, capaz de ditar um corte profundo na organização dos campeonatos com que os adeptos portugueses sempre estiveram familiarizados.
A INFLUÊNCIA DOS GRANDES
Uma prova a duas velocidades, duas voltas de todos contra todos ou a disputa de playoffs. Ou tudo exatamente na mesma. Há soluções para todos os gostos, mas a Hypercube elege dois modelos, um para a I Liga (QUADRO 1) e outro para a II Liga (QUADRO 2), como os que melhor se adequam à estratégia de revitalização do futebol português, ajudando a suprimir carências do espetáculo tanto dentro das quatro linhas como nas contas bancárias dos clubes.
Mais dinheiro e melhor competição, ambição que satisfaz todo o elenco, mas que dificilmente encontrará consenso nas alternativas entregues aos clubes. A influência dos grandes deverá ser determinante para o desfecho, medindo-se a sua capacidade de convencer, nomeadamente, os responsáveis dos emblemas da II Liga a apoiar ou recusar este desenho competitivo.
Contas feitas, a aprovação destes modelos será uma realidade com 25 votos (dois para cada clube da I Liga, um para os da II Liga) a favor, num escrutínio que respeitará o voto secreto, em detrimento de uma eleição por braço no ar. A aceitação debate-se, no entanto, com a dificuldade de interpretação das opções avançadas, resultando, inclusivamente, em lamentos de alguns clubes pelo pouco tempo disponibilizado para a sua análise.
A Direção da Liga vai apresentar um estudo que envolve sete modelos para a divisão principal e outros tantos para o escalão secundário, encomendado à Hypercube, empresa holandesa que ficou encarregue de repensar a Liga dos Campeões e a Liga Europa a pedido da UEFA. Em cima da mesa estão propostas mais ou menos ousadas, mas todas elas defensoras da mudança em nome de competições mais atrativas sob os pontos de vista desportivo e financeiro.
Numa conjuntura de crise, a promessa de um futuro melhor, em clima de prosperidade, cativa facilmente a atenção dos clubes, mergulhados num mar de dificuldades e colocados perante exigências e compromissos quase incomportáveis. Fica, no entanto, por perceber até onde vai o poder de persuasão de medida tão complexa e inovadora, capaz de ditar um corte profundo na organização dos campeonatos com que os adeptos portugueses sempre estiveram familiarizados.
A INFLUÊNCIA DOS GRANDES
Uma prova a duas velocidades, duas voltas de todos contra todos ou a disputa de playoffs. Ou tudo exatamente na mesma. Há soluções para todos os gostos, mas a Hypercube elege dois modelos, um para a I Liga (QUADRO 1) e outro para a II Liga (QUADRO 2), como os que melhor se adequam à estratégia de revitalização do futebol português, ajudando a suprimir carências do espetáculo tanto dentro das quatro linhas como nas contas bancárias dos clubes.
Mais dinheiro e melhor competição, ambição que satisfaz todo o elenco, mas que dificilmente encontrará consenso nas alternativas entregues aos clubes. A influência dos grandes deverá ser determinante para o desfecho, medindo-se a sua capacidade de convencer, nomeadamente, os responsáveis dos emblemas da II Liga a apoiar ou recusar este desenho competitivo.
Contas feitas, a aprovação destes modelos será uma realidade com 25 votos (dois para cada clube da I Liga, um para os da II Liga) a favor, num escrutínio que respeitará o voto secreto, em detrimento de uma eleição por braço no ar. A aceitação debate-se, no entanto, com a dificuldade de interpretação das opções avançadas, resultando, inclusivamente, em lamentos de alguns clubes pelo pouco tempo disponibilizado para a sua análise.
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