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terça-feira, 5 de novembro de 2013

BENFICA TEM DE PRESSIONAR



O médio ofensivo Zeca ainda tinha a memória bem fresca do último jogo quando falou com A BOLA. O português de 25 anos, no Panathinaikos desde o verão de 2012, participou na derrota com o Olympiakos (0-1), sábado, no jogo grande do Campeonato grego, e lamentou-se das oportunidades desperdiçadas pela sua equipa e da eficácia do adversário. Sabe bem, por isso, quais são as fragilidades e principais armas do adversário que o Benfica enfrenta, hoje, na capital helénica.

«O Benfica tem de pressionar o Olympiakos desde o início», começa por dizer, depois de convidado a apresentar uma fórmula para derrotar o campeão grego.

Para Zeca, os encarnados têm de saber aproveitar «as transições defensivas» do adversário, isto porque, esclarece, «os jogadores mais ofensivos não recuam depressa quando perdem a bola». O médio ofensivo vê, justamente, neste ponto a chave para o Benfica ter sucesso, mas a equipa de Jorge Jesus tem de mostrar que ainda «é muito forte nas saídas rápidas para o ataque, como acontecia na época passada». Por outro lado, salienta, as águias podem tirar proveito das «dificuldades que sentem os defesas-centrais» contra equipas mais fortes, naquilo que considera o «ponto mais fraco da equipa».

De resto, o Olympiakos é aquilo que se viu em Lisboa: «Os laterais são fortes. Salino todos conhecem de Portugal, Holebas é melhor a atacar do que a defender, mas como é rápido também consegue compensar. O meio-campo posiciona-se bem no terreno e o ataque tem grandes jogadores, rápidos e bons tecnicamente. Na Grécia, como tem o maior orçamento, tem capacidade para contratar grandes jogadores que fazem a diferença.»

O homem que mais estragos pode provocar, claro, é o avançado Mitroglou, autor do golo que derrotou o Panathinaikos no sábado e que também assinou golo empate dos gregos na Luz: «É um grande jogador, um belíssimo bom avançado, perigoso, forte fisicamente e tecnicamente bom.»

«Se o Benfica deixar o Olympiakos jogar, vai ser difícil», alerta Zeca, que lembra o «moral em alta» do adversário dos encarnados depois do «empate e boa exibição na Luz e da vitória no derby com o Panathinaikos». Acrescenta que o Olympiakos «é mais forte em casa» e que os jogadores «galvanizam-se com o apoio dos adeptos». E reconhece que ficou «surpreendido» com a superioridade dos helénicos em Lisboa, com a facilidade com que «criaram iniciativas de ataque» e com a capacidade de «não deixar o Benfica sair a jogar». Mesmo assim, acredita que a história pode ser diferente e que a equipa de Jesus «pode ganhar desde que mostre em campo toda qualidade».
fonte:abola

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