Autor: PHELIPE ALBUQUERQUE/ 17 ANOS/ ESTUDANTE/ BRASILEIRO
O que aconteceu em Munique no dia 13 de março de 2013 mudou completamente o ambiente do Arsenal. O time, que havia perdido em casa por 3×1 para o Bayern de Munique, foi à casa da equipe alemã e conseguiu a surpreendente vitória por 2×0.
O resultado, chamado pela imprensa inglesa de “glorious failure”, não foi o suficiente para levar o clube londrino às quartas de final da Champions League, mas criou uma confiança e um otimismo tão grandes no clube que hoje pode ser visto como o grande divisor de águas entre o inconstante Arsenal e a equipe que vem se mostrando uma verdadeira máquina de jogar futebol na atual temporada, principalmente fora de casa.
Desde a vitória na Allianz Arena, o Arsenal perdeu apenas uma partida em território inimigo em todas as competições (contra o Manchester United em Old Trafford no começo do mês). Este período foi marcado por um novo recorde de vitórias consecutivas fora de seus domínios: 12. Desde então, foram 30 gols marcados e apenas 8 sofridos em 17 partidas longe do Emirates Stadium, em uma sequencia de 15 vitórias, 1 empate e 1 derrota. Segue a lista das partidas:
Bayern 0×2 Arsenal
Swansea 0×2 Arsenal
WBA 1×2 Arsenal
Fulham 0×1 Arsenal
QPR 0x-1 Arsenal
Newcastle 0×1 Arsenal
Fenerbahce 0×3 Arsenal
Fulham 1×3 Arsenal
Sunderland 1×3 Arsenal
Marseille 1×2 Arsenal
WBA 1×1 Arsenal (3-4 nos penaltis)
Swansea 1×2 Arsenal
WBA 1×1 Arsenal
Crystal Palace 0×2 Arsenal
Borussia Dortmund 0×1 Arsenal
Manchester United 1×0 Arsenal
Cardiff City 0×3 Arsenal
O mais surpreendente nessa sequência de resultados tem sido a solidez defensiva dos Gunners: o time não tomou mais de um gol em nenhum de seus jogos fora de casa. Muito disso se deve à parceria impecável formada por Per Mertesacker e Laurent Koscielny no miolo da zaga, assim como a melhora significativa do goleiro Szczesny. Mas o que realmente mudou no Arsenal foi a mentalidade. Diferente de temporadas passadas, quando o espaço entre as duas linhas de meio campo e a zaga eram enormes, o Arsenal hoje joga de maneira mais compacta, com todos os jogadores constantemente pressionando o adversário e sempre preparado para sair no contra-ataque.
A chegada de Flamini, vista com maus olhos pela maioria dos torcedores, vem sendo uma surpresa grata. O bom desempenho do francês e a evolução de Arteta em sua nova posição vêm dando uma solidez aos Gunners que não era vista desde a época dos “Invencíveis”.
O time hoje é tanto capaz de dominar a posse de bola em um jogo, como de ganhar uma partida em um contra-ataque. Contra-ataque que, aliás, vem sendo sua grande arma na temporada. A movimentação constante dos meio-campistas Ramsey, Ozil, Wilshere e Cazorla confunde as zagas adversárias, que nunca sabem quem marcar. Mais que suas ótimas peças individuais, o que faz esse Arsenal é o entrosamento da equipe e a fluidez do sistema, que não limita a criatividade de seus jogadores, já que eles tem total liberdade de ação desde cumpram suas funções defensivas. O Arsenal ainda espera a volta de Walcott (que vem entrando nos últimos jogos, mesmo ainda longe de seu ritmo ideal), Oxlade-Chamberlain e Podolski ao elenco principal. Jogadores mais diretos, eles podem adicionar ainda mais uma dimensão ao time em certas circunstâncias.
Neste começo de dezembro, o Arsenal se encontra em confortável situação no topo da Premier League, jogando, com folgas, o melhor e mais constante futebol da Terra da Rainha. Será que chegou a hora de finalmente voltarmos a levar os Gunners a sério?
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