Senna: "Sempre que passava naquela curva lembrava Simonsen" a
corrida mais difícil da carreira do piloto brasileiro
O brasileiro Bruno Senna, ex-piloto de Fórmula 1, conta que a notícia da morte do dinamarquês, que sofreu um acidente logo nas primeiras voltas, “foi um choque para todos” na Aston Martin.
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“Foi um momento muito complicado porque para além de lidarmos com a perda pessoal, não sabíamos se íamos continuar a corrida. Algum tempo mais tarde, recebemos a notícia de que a família do Allan gostaria que continuássemos a corrida. Entrou falei rapidamente com o Fred Makowiecki e decidimos que dedicaríamos um eventual pódio ou vitória ao Allan”, contou.
Contudo, Makowiecki, seu companheiro de equipa, acabaria por sofrer um acidente na 19ª hora de corrida que ditou o fim da linha. “Liderámos 19 horas da corrida, mas estas coisas acontecem. O que importa é que o Fred está bem”, destacou o sobrinho de Ayrton Senna.
Ainda sobre o acidente com Simonsen, o Bruno Senna admitiu que foi difícil tirar o momento da cabeça. “Sempre que passava na curva onde ele bateu, lembrava-me dele. Foi um impacto muito grande para toda a equipa”, assumiu.
“Le Mans, por si só, já é, provavelmente, a corrida mais difícil do mundo. Mas fazer esta corrida com um grande peso no coração, em condições muito adversas e competição duríssima durante todo o tempo, realmente foram os ingredientes para a corrida mais difícil da minha carreira”, concluiu.
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