quarta-feira, 26 de abril de 2017

CHORRILHO DESESPERADO DE MENTIRAS DE QUEM ESTÁ DE CABEÇA PERDIDA


Num ano que poderá ficar para sempre na história do Sport Lisboa e Benfica como o da conquista do primeiro tetra, a que se junta ainda a possibilidade de se ganhar mais uma Taça de Portugal, importa sobretudo nesta reta final da época, estar focado nestes dois grandes objetivos.
Temos pela frente cinco finais de enorme grau de dificuldade, com equipas que, sem exceção, estão em excelente forma e a fazer boas épocas e só com muita humildade e querer o Benfica conseguirá vencer, contando sempre com o apoio incansável dos nossos adeptos.
Mas neste dia carregado de simbolismo que hoje comemoramos "inicial, inteiro e limpo" como a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen imortalizou, é talvez o momento adequado para falarmos do sentido de responsabilidade que a liberdade de expressão exige de todos e de cada um de nós.
Bem sabemos que uma das mais batidas estratégias de desviar as atenções de falhanços sucessivos é criar todo um ambiente artificial, hostil e de factos inventados, de forma a que se passe a falar disso, e não sobre as razões e as causas que justificam mais um ano em que os objetivos não são atingidos.
Mas nas últimas semanas temos assistido a um conjunto de situações que não podem deixar de ser realçadas.
Em primeiro lugar, o impensável de ver o assumir de uma aliança em que um clube abdica das suas aspirações de atingir um lugar na Champions só com o objetivo de ver um seu rival perder.
Em segundo lugar, o total desrespeito por parte de um presidente de um clube pelo castigo que lhe foi aplicado, fazendo gáudio de publicamente desafiar e demonstrar que se considera acima da lei e dos regulamentos que a sua instituição livremente subscreveu, ao contrário de todos, mas todos os diferentes dirigentes e agentes desportivos que sempre souberam respeitar o silêncio a que estavam obrigados quando castigados.
Em terceiro lugar, o permanente discurso incendiário em que em vez de se esperar que as forças policiais façam o seu trabalho e a justiça posteriormente julgue os responsáveis dos repudiantes acontecimentos da madrugada de 22 de abril, se procure, antes, omitir o contexto e apenas condenar os que não são da nossa cor clubista, quando obviamente todos os envolvidos, sem exceção, deverão merecer pública censura.
Em quarto lugar, 24 horas após um jogo que se distinguiu pela forma exemplar como os profissionais dos dois clubes estiveram em jogo, temos infelizmente de assistir a um chorrilho desesperado de mentiras e acusações de quem está de cabeça perdida e demonstra incapacidade total para estar à altura dos cargos que exerce.
Mas pior do que isso foram os baixos e intoleráveis insultos pessoais, intencionalmente baseados em factos totalmente falsos, demonstrativos de uma leviandade perfeitamente gratuita e indesculpável que não se pode tolerar e que só desclassifica quem os faz.
Por último, a criação de um ambiente de permanente hostilidade sobre tudo e todos, que chegou ao cúmulo da revelação de hipotéticas trocas de e-mails pessoais de outras instituições, numa espiral sem rumo, estratégia e sentido.
No desporto, ganhar e perder é natural, e é sobretudo nos momentos menos bons que devemos ter cabeça fria e aprender com os erros que naturalmente todos, mas todos, cometemos.
Termino referindo que ao longo do ano sempre procurei ser muito criterioso nas intervenções e até porque assim entendo que deve ser a postura de um responsável da comunicação de uma grande instituição. Foi isso que aprendi em mais de 20 anos de experiência, mas por entender que existem limites que não devem ser ultrapassados, deixo uma constatação final e um apelo.
A constatação é que a pequenez de resultados não pode explicar nem justificar tudo. O apelo é que deixemos o palco às verdadeiras estrelas: os jogadores, equipas técnicas e antigas glórias.
São eles que verdadeiramente fazem do futebol um espetáculo único que delicia milhões e milhões de pessoas em todo o Mundo. E são eles que fazem desde tenra idade cada um de nós escolher o clube do seu coração.
Porque todos diferentes somos todos iguais.

Autor: Luís Bernardo, Diretor de comunicação do Sport Lisboa e Benfica

terça-feira, 25 de abril de 2017

UNS BATEM RECORDES, OUTROS FAZEM QUEIXINHAS


LUZ PRONTA PARA BATER RECORDES

Águias vão ultrapassar os 900.514 espectadores da última época, o melhor registo de sempre na Liga
O Benfica prepara-se para bater recordes de assistência no Estádio da Luz em jogos a contar apenas para o campeonato. No próximo sábado, o embate com o Estoril (18h15) vai ter lotação esgotada, segundo as previsões dos responsáveis benfiquistas, e isso levará a que o clube celebre a passagem dos 900.514 adeptos da última temporada e que era o registo mais alto do novo estádio até ao momento.
Ainda há ingressos na Luz, mas dificilmente o recinto não estará esgotado diante do Estoril. A confiança dos adeptos na conquista do histórico tetra é grande e querem demonstrá-lo à equipa. Ainda no início da semana, a verdade é que já não são muitos os bilhetes para o penúltimo jogo das águias em casa.
O Benfica pode chegar ao um milhão de adeptos apenas em jogos do campeonato ainda esta temporada. Não é uma meta demasiado ambiciosa, mas não será das mais fáceis, já que isso só será alcançado se os detentores de lugares anuais não faltarem à chamada.
Se diante do Estoril e do V. Guimarães , as bancadas registarem os mesmos 63 mil espectadores que estiveram nos jogos com o Sporting e FC Porto, então é certo que a barreira do um milhão de espectadores vai ser ultrapassada. Neste momento, está nos 878.696 adeptos.

Um milhão há mais de um mês

Se agora o Benfica espera ultrapassar a barreira do um milhão de espectadores só em partidas do campeonato, a verdade é que o clube já celebrou há mais de um mês quando passou esta fasquia diante do Belenenses, em jogo realizado a 13 de março. Nesse embate estiveram nas bancadas 53.897 adeptos, que ajudaram a superar a marca em todos os jogos do campeonato, Taça CTT, Taça de Portugal e Liga dos Campeões. 

A ligação dos adeptos à equipa parece cada vez maior e a tendência é para aumentar neste final de temporada, sobretudo porque as aspirações dos encarnados na conquista do tetracampeonato estão intactas. O Benfica chega ao jogo com o Estoril em 1º e com uma vantagem de 3 pontos para o rival direto, o FC Porto.

VIRA O DISCO E TOCA O MESMO


"(...)
6. A morte de mais um adepto, na sequência de um ritual de violência que se julga ter sido combinado entre as claques do Benfica e do Sporting, foi pretexto para mais uma inqualificável diarreia de insultos e ofensas por parte do presidente sportinguista. Insisto no meu ponto: a responsabilidade da imprensa desportiva, tão pressurosa a publicar toda as coisas que ele escreve ou diz, para depois se virem hipocritamente queixar do clima de intimidação e ódio vigente, não pode mais ser escamoteada. A mais urgente tarefa de limpeza ética do futebol português (que muitos, comodamente sentados, reclamam que deva vir do poder político), eu acho que deve começar sim pela imprensa. Ignorando e condenando, com os nomes dos bois, todos os discursos de provocação e ódio - cujos protagonistas todos sabem que são.
"


Miguel Sousa Tavares, in a bola

OBS: Nunca pensei em dizer isto, mas pela primeira vez estou de acordo com este senhor, mesmo sendo um portista fanática teve miolos para pôr o dedo na ferida...

BENFICA FOI ENCOSTADO À PAREDE E REAGIU, MAS JÁ NÃO É O PORTO O SEU MAIOR INIMIGO



"Contas a quatro jornadas do fim: encarnados têm um empate como margem de erro.

Três pontos.
Se o FC Porto ganhar os quatro jogos que faltam – Chaves, Marítimo e Moreirense fora da casa; Paços de Ferreira no Dragão – e o Benfica não recuperar os dois golos de atraso até à última ronda, isso significa que os encarnados podem ainda pelo menos empatar um dos jogos que têm pela frente – Estoril e Vitória de Guimarães na Luz; Rio Ave e Boavista fora – e mesmo assim fazerem a festa do tetra.
O calendário parece, em teoria, mais pesado para os portistas, numa altura em que o moral não estará tão forte como chegou a estar a duas rondas do clássico, com nove triunfos consecutivos. Desde então, a equipa de Nuno Espírito Santo somou uma vitória em cinco partidas, em casa frente ao Belenenses (3-0), e deu vários sinais de alguma fraqueza.
Rui Vitória tem agradecido estas ajudas involuntárias. A pressão não tem sido tão alta em alguns momentos por culpa do seu rival.
Se recuarmos um pouco, lembramo-nos que o FC Porto podia ter chegado ao clássico na frente, depois de o Benfica ter falhado em Paços, mas empatou em casa com o Vitória de Setúbal.
Na Luz, no jogo do título, os visitados mostraram-se mais fortes em muitos momentos do encontro, e pareceram sair melhor do embate – apesar da paupérrima exibição em Moreira de Cónegos logo depois –, mas foram os adversários que, no final, festejaram o ponto conquistado.
Antes do dérbi de Alvalade, Braga apareceu na rota do dragão. Todos se lembram do penálti falhado em cima do intervalo que podia ter valido o 2-0 para os minhotos, mas mesmo com essa benesse os dragões não conseguiram melhor do que empatar. Ou seja, quando o Benfica podia ter de ir a Alvalade obrigado a vencer, o FC Porto não cumpriu e permitiu-lhe que jogasse também com um eventual empate para continuar a depender de si próprio.
No dérbi com o Sporting, os homens de Rui Vitória começaram mal. Melhor, Ederson, figura clara deste campeonato, cometeu um erro grosseiro e penalizou a equipa. O que se seguiu depois foi uma exibição personalizada, premiada com um ponto. Não seria um mau resultado em qualquer outra circunstância, mas os dragões podiam voltar a aproximar-se.
Em casa, frente ao Feirense, falhou. Sem Brahimi e Corona, falhou. Frente a um bom Feirense, organizado e com carácter, falhou. Não podia. Quaisquer que sejam as explicações não podia.
Não quer isto dizer que não haja mérito do Benfica, nada disso. Termina a época sem perder frente aos rivais e, à semelhança do que tinha acontecido na primeira volta perante o Sporting quando a pressão aumentou pela primeira vez, mostrou que quando é encostado à parede consegue reagir, e ir buscar forças onde já não parece ter. Há ali estofo, muito provavelmente acumulado em três temporadas consecutivas a vencer.
Contas feitas, quatro jogos. Mas perigosos. Um bom Estoril. Um bom Vitória. Um Rio Ave que sabe jogar à bola. Um Boavista muito intenso, bem trabalhado, a fechar no Bessa. O perigo continua a espreitar, porque, diz Nuno e bem, «o FC Porto ainda está vivo».
Tem sido uma época de altos e baixos para o líder. Falhou quando menos esperava, recuperou quando ameaçava falhar de vez. É por isso, mantenho, um campeonato nivelado por baixo, porque os outros não estão melhor, bem pelo contrário. A Rui Vitória e ao grupo o passado recente tem de continuar a estar fresco na memória.
A margem de erro continua muito pequena, mas é justo dizer que luta agora contra si próprio. O FC Porto deixou de ser o seu maior inimigo."

JOÃO GABRIEL ARRASA PROENÇA


JOÃO GABRIEL DESAFIA PEDRO PROENÇA A ESCREVER O QUE DISSE SOBRE BRUNO DE CARVALHO
Ex-diretor do comunicação do Benfica arrasa presidente da Liga.
João Gabriel faz esta terça-feira duras críticas a Pedro Proença, a propósito de um artigo de opinião publicado no jornal 'A Bola', acusando-o de ter feito "zero" perante os "insultos mais reles" que têm sido feitos. 

"Quem pensa que engana? A CI não existe! Em ano e meio perdeu a Adidas e a Sagres! Este senhor não serve o futebol, serve-se do futebol", escreveu no Twitter.

O antigo diretor de comunicação do Benfica desafia o presidente da Liga a  "escrever num outro artigo o que disse" sobre Bruno de Carvalho e diz que Proença é "um enganador".
E continua: "Quantas vezes foi convidado a assumir uma posição pública enquanto SCP e FCP incendiavam a praça?Assobiou para o lado e agora é que aparece".

PRIMEIRAS PÁGINAS


LEONOR NUMA CURTA E CORROSIVA IRONIA


"Como o Benfica não merecia perder, o empate aceita-se como um mal menor. Fiquei satisfeita com a atitude da equipa durante o jogo e depois do jogo, por não ter embarcado em festejos patetas de empates como já se viu neste campeonato com outros emblemas. O árbitro fez bem em não ter assinalado nenhuma das grandes penalidades a favor do Benfica porque foi ameaçado de morte e há que respeitar, já que ninguém toma conta do assunto. Com mais um ou dois livres directos teríamos ganho o jogo."

Leonor Pinhão, em correio da manhã

OS CLUBES SÃO CÚMPLICES DOS "HOOLIGANS"?


"Os clubes não podem tolerar que os seus emblemas sejam usados como causa de marginais que fazem da violência uma razão de ser e estar.

O que é que uma rixa entre hooligns, marcada e concretizada para os arredores do estádio da Luz na madrugada do derby, tem a ver com Benfica e Sporting, tem a ver com futebol? O que terá acontecido em Lisboa nas horas pequenas do último sábado, não passou de uma história de violência gratuita, protagonizada por jovens (e alguns nem tanto) que encontram sentido na vida através de agressão e do confronto, formas peculiares de afirmação que transcendem fronteiras e encontraram até, nas claques, uma forma de Erasmus sob a capa do futebol e sem que nada tenham a ver com ele.
Uma morte e lamentar, perda irreversível e irreparável, até pela ausência de sentido da causa, constitui um dano que transcende toda e qualquer razão invocável. Porém, como as cenas que estiveram na origem da tragédia tiveram como pano de fundo uma alegada rivalidade clubística (creio que estamos em presença de indivíduos desformados que se não usassem os clubes como bandeira encontrariam outra qualquer razão que justificasse a sua propensão para a violência...), urge que, neste caso particular, Benfica e Sporting se demarquem dos prevaricadores, porque, que seja do conhecimento público, não houve qualquer jogo entre os dois emblemas de Lisboa, às duas e quarenta da manhã, no último sábado, nos arrabaldes da Luz.
E é aqui que chego à questão de fundo: Será que - e embora me refira ao caso que enlutou o derby, possa estender o raciocínio à generalidade dos emblemas - Benfica e Sporting estão dispostos a defender e avalizar as acções de grupos de indivíduos que sujam as bandeiras dos seus clubes com acções que não têm lugar em qualquer sociedade civilizada?
Para estes problemas há uma solução, que passa pela congregação de vontades. Da parte do governo, infelizmente, aquilo a que se assiste é a uma irresponsável inacção, maquilhada por palavras ocas e lugares comuns; dos clubes, ainda é pior, porque a falta de perspectiva é tão grande face à questão de fundo que acabam por constituir-se como porto de abrigo para os marginais que não fazem mais do que conspurcar a reputação de emblemas centenários.
PS - Inevitável a recusa de Luís Filipe Vieira ao convite de Bruno de Carvalho. Com aquela formulação não era para ser aceite...

ÁS
Vítor Oliveira
Como se festeja a décima subida de divisão? Só há uma pessoa que pode responder cabalmente a essa questão, Vítor Oliveira, treinador de um Portimonense finalmente regressado ao convívio dos maiores. Portimão, cidade de futebol, merece ter a sua equipa mais representativa na Liga. Parabéns!

ÁS
Rui Vitória
Correu bem o fim-de-semana ao treinador do Benfica. No sábado saiu de Alvalade com um ponto, depois de uma exibição muito personalizada, e no Domingo viu o FC Porto empatar no Dragão com o Feirense. Nada está ganho (aliás o Estoril tem um histórico na Luz de estraga-festas...) mas o Benfica aparece bem lançado...

ÁS
Nuno Manta
Jogou esta época duas vezes no Dragão e de lá saiu com outros tantos empates. Ontem, depois do jogo, foi um exemplo de serenidade e bom-senso, nunca se colocando em bicos de pé como sucede, infelizmente, com alguns dos seus colegas, que açambarcam um sucesso que é sempre colectivo. Vai longe este jovem treinador.

Quatro empates nos últimos cinco jogos da Liga...
«Vamos ser serenos, continuamos na luta. Mas é difícil explicar ao Dragão tantas falhas da equipa de arbitragem».
Nuno Espírito Santo, treinador do FC Porto
O FC Porto tem vacilado na corrida pelo título e perdeu oito pontos nos últimos quinze que disputou, sobressaindo os empates caseiros com V. Setúbal e Feirense. Ontem, Nuno Espírito Santo finalmente afinou pelo diapasão das críticas à arbitragem, ouvido amiúde à entourage azul-e-branca. Sinal de que está no último reduto das explicações, quando tudo ainda é possível...

'El Clásico'
Em noite de grande inspiração de Lionel Messi, o Barcelona disse presente nas contas da Liga espanhola e, com requintes de malvadez, calou o Bernabéu com um golo nos derradeiros segundos. Quando se pensa no Real Madrid, não se associa ao clube campeão europeu a noção de inexperiência. Pois foi isso que matou os 'merengues' na noite de ontem, surpreendidos em contra-ataque, quando jogavam com dez e tinham um empate, precioso para guardar. A equipa foi para a frente, desequilibrou-se e acabou derrotada, como um qualquer grupo de juvenis.

Dortmund: a ganância foi a causa do terror
Afinal não foi o Daesh o responsável pelo atentado de Dortmund. Um investidor na bolsa - um jovem psicopata que foi comer um bife depois da explosões - que queria ver as acções do Dortmund em baixa, engendrou um plano maquiavélico que acabou descoberto. O Mundo está louco."

José Manuel Delgado, in  bola

PÁSSARO NA MÃO DE VITÓRIA


"Depois do empate Rui Vitória jogou pelo seguro. E alguém o pode censurar?

Alvalade assistiu ontem a um derby clássico. Muita luta, intensidade no limite, duas equipas presas a esquemas tácticos rigorosos, predicados que invariavelmente acabam por tirar ao jogo a espectacularidade que sempre se lhe espera - e que poucas vezes se concretiza. Não foi um derby muito bem jogado. Houve, até, poucas oportunidades de golo - o que desde logo lhe retirou, analisando-o a frio, alguma emotividade. Não deixou, ainda assim, de ser aquilo que se espera de um Sporting-Benfica: entrega total, incerteza até final e, claro, a habitual polémica em torno da arbitragem, que também faz parte dos derbies, ainda para mais num tão importante como o da noite passada.
O empate acabou, percebeu-se pelos semblantes de Jorge Jesus e Rui Vitória e até dos jogadores no final da partida, por ser mais agradável para o Benfica. Normal. Depois de ter começado a perder o jogo num erro inacreditável de Ederson - a confiança do guardião brasileiro no seu jogo de pés sofreu ontem um grande revés -, a águia assumiu, como tinha de assumir, as despesas do encontro. E o que se viu a partir daí foi um leão que se foi encolhendo, a viver sobretudo das iniciativas individuais de Gelson, um jogador sem dúvida acima da média do campeonato português. Acabou a águia por empatar num grande golo de Lindelof e sentiu-se, nos minutos que se seguiram, que apertando um pouco - ainda mais depois do estouro físico de Adrien - podia até sair de Alvalade com os três pontos.
Mas aí foi Rui Vitória quem colocou um travão na sua equipa. A igualdade chegava para sair na frente do campeonato e o treinador encarnado preferiu segurar o pássaro que tinha na mão. Não pode ser censurado por isso. Afinal, há uma semana ganhara o direito de jogar com dois resultados. Foi o que fez. E não se deu mal. O tetra não está garantido, mas ficou mais perto."

Ricardo Quaresma, in a bola

SINAIS DA BOLA


"Não devia, mas foi
morte de um adepto nas vésperas de um derby é de lamentar. No minuto de silêncio cumprido em memória de Marco Ficini, não devia, mas já se esperava que nem todos o respeitassem. Assim foi. Felizmente, as palmas abafaram o ruído...

Ficou a dever
Tantas vezes herói no Benfica, ontem Ederson comprometeu no lance da grande penalidade, ao não conseguir controlar bem a bola que acabou por lhe ser roubada por Bas Dost. Desta vez o brasileiro ficou a dever aos adeptos encarnados, mas ainda tem grande crédito.

Foi quem não devia
Lindelof chegou-se à bola aos 66 minutos mas ninguém esperava que fosse ele a bater o livre. A aposta era noutro. Mas foi mesmo o sueco que surpreendeu tudo e todos - até Rui Patrício - e marcou um golo importantíssimo para os encarnados.

Ainda bem que foi
No meio de toda a confusão, ainda há imagens que valem a pena registar, como por exemplo a de namorados lado a lado, cada qual com a camisola dos seus clubes, obviamente rivais, a ver um jogo de futebol. Ontem assim foi. Ainda bem que foi.

Podia ter sido, não foi
O dia ficou marcado pela morte de um adepto e, no meio da tragédia, poderia ter sido uma boa oportunidade para os dois clubes se aproximarem; os dois presidentes se sentassem lado a lado; os treinadores se cumprimentassem. Não foi, infelizmente."

Hugo Forte, in a bola