terça-feira, 23 de maio de 2017

ESTE TÍTULO É GRITO DE VITÓRIA


"Arregimentou a esmagadora maioria do universo benfiquista: em dois anos ganhou o mesmo que o antecessor em cinco.

Ponto final, disputou-se no fim de semana a última jornada do Campeonato 2016/17 sendo já ténue a poeirada que durante meses lhe lançaram para cima com o evidente propósito de perturbar a campanha e o desempenho do candidato mais forte, o Benfica, o qual, como ficou demonstrado, cedo se apoderou da liderança e transpôs a meta em primeiro lugar com o à-vontade de quem foi mais competente ao longo das 34 jornadas.
Assim sendo: Benfica, campeão nacional pela 36.ª vez, com 82 pontos, menos seis do que na temporada anterior, mas, mesmo assim, revelando extraordinária arte na ampliação da vantagem para os mais próximos perseguidores, ao ponto de ter realizado a festa na penúltima ronda, prova do valor e do mérito que jamais foram contrariados no único local onde os mais fortes costumam sobrepor-se aos mais fracos, o recinto de jogo.
FC Porto, segundo classificado com menos seis pontos, o que representa uma melhoria significativa em relação à época passada, saltando da 3.ª para a 2.ª posição e reduzindo em nove pontos a diferença para o líder.
Sporting, terceiro, com menos 12 pontos, quebra pronunciada em comparação com o primeiro ano de Jesus em Alvalade. Deixou-se ultrapassar pelos portistas na classificação e na contagem final regista substancial atraso para o campeão, passando de dois para doze pontos. Falhou a entrada directa na Liga dos Campeões.
Rui Vitória é o melhor treinador bicampeão de sempre no futebol português, escreveu o jornalista Miguel Cardoso Pereira no Tema do Dia (edição de A Bola de anteontem).
Suplantou, com os 170 pontos alcançados (88+82), a marca de José Mourinho (168) nas épocas douradas do FC Porto em 2002/03 e 2003/04, em que o special one, exactamente por ser muito, muito especial, aos dois títulos nacionais acrescentou uma Taça UEFA em 2003 (vitória sobre o Celtic (3-2) na final de Sevilha) e uma Liga dos Campeões no ano seguinte (vitória sobre o Mónaco (3-0) na final de Gelsenkirchen).
Esta ligação a Mourinho talvez seja premonitória, embora sugerida por mero exercício jornalístico que nenhuma conclusão autoriza. A não ser a curiosidade suscitada pelos números, sendo certo, porém, que esta conquista benfiquista, tendo sido de todos, em obediência à valorização do esforço colectivo, foi, essencialmente, de Rui Vitória. Por via da elegância, da seriedade e do conhecimento conseguiu dar a resposta mais poderosa e demolidora não a quem, como é natural, se interrogou sobre se o seu perfil lhe permitiria ter sucesso no exercício de ingrata e exigente função em emblema de tamanha dimensão, mas, em concreto, a horda agourenta que o massacrou sem descanso, como se ele carregasse todos os defeitos do mundo.
Bater em Vitória tornou-se uma moda que depressa se expandiu, como na altura escrevi, mas foi capaz de resistir. Primeiro pelo sofrimento em silêncio, que não deve ter sido nada fácil. Enquanto lhe faltaram resultados para contrapor, ouviu e calou. Só depois e treinador do Benfica começou a reclamar território e a impor a sua autoridade até à plena afirmação pela força do trabalho. Deixou os cavaleiros da desgraça pregar na imensidão do deserto e, provavelmente por sugestão de Luís Filipe Vieira, expressa em intervenção recente numa das Casas do Benfica, passou a «dar pouca conversa a quem pouco importa».
Portanto:
1. No Benfica continua a desenvolver-se um projecto consistente e grandioso. Há estabilidade e a certeza de que o futuro já não depende de um triunfo, nem sequer de um título. Vitória é um homem do povo e esse traço de personalidade foi a sua arma mais certeira no combate aos artífices da maledicência. Através de uma simplicidade natural arregimentou a esmagadora maioria do universo benfiquista: mais vale apoiar quem promete pouco e dá muito do que acreditar em quem promete muito e dá pouco, ou a diferença entre quem ganha em dois anos o mesmo que o antecessor em cinco.
2. No FC Porto, que melhorou significativamente com Nuno Espírito Santo, o presidente, cada vez mais isolado, cometeu um pecado capital ao colocar o treinador à frente de pelotão de fuzilamento para tentar adiar o inevitável. O dragão vai ter entrada directa na Liga dos Campeões e isso deve-se a Espírito Santo, apesar de repetidamente escaqueirado pela ala mais intelectual dos críticos do Bolhão. O treinador caiu, e o presidente, ao não protegê-lo, fica também ele mais perto da porta de saída.
3. No Sporting, a grande dúvida reside em saber se o presidente controla ou não o que está em causa. Bruno de Carvalho talvez deva distanciar-se de algumas influências e convencer-se de que não haverá quem lhe valha em caso de temporal que traga inundações e trovoadas. Para já, o treinador, ao projectar a terceira época a terceira época, diz que é preciso arranjar condições para «estar ao nível dos rivais». Mais ainda?..."

Fernando Guerra, in a bola

O BALANÇO DA BALANÇA


"Acho que esta época o ruído atingiu decibéis a mais. Foi muito mais feio do que o habitual.

E, tal como começou, terminou. Chegámos ao fim de mais uma época. Mais um recheada de estórias e histórias. De momentos altos e baixos. De memórias inesquecíveis e de outras para esquecer. Cada um terá a sua visão sobre este último campeonato, como é óbvio. Tal como eu tenho a minha. Como é óbvio.
O que vos posso dizer? Acho sinceramente que, desta vez, o ruído atingiu decibéis a mais. Foi muito mais feio do que o habitual. Ora estratégico e planeado, ora espontâneo e impulsivo, mas sempre audível. A consequência? Apenas uma: perdeu o futebol. Quando a polémica fora do campo vence a qualidade técnica dos jogadores, quando a guerrilha verbal ganha, em audiências, ao talento individual dos craques, quando as acusações e insinuações ensombram o brilho dos actores de verdade, o futebol perde sempre.
Perde porque as emoções negativas são uma espécie de vírus da gripo. Contagiam com facilidade. E arrastam para essa febre novos e velhos, miúdos e graúdos, iletrados e doutorados. Na mansão ou na barraca, na metrópole ou na aldeia. Não há escapatória possível.
Culpados? Se calhar, somos todos. Culpados são os que nunca pisaram um relvado, nunca sentiram na pele as vivências do jogo jogado, nunca calçaram umas botas de futebol e pensam saber mais de bola do que profissionais com décadas de experiência. Culpados são os funcionários agora promovidos a protagonistas que não olham a meios para atingir os seus fins. Ainda que o caminho que percorram faça tábua rasa do código deontológico a que eticamente estão sujeitos. Culpados são os que lhes dão voz. Os que chamam jornalismo ao incêndio e notícia aos pirómanos. E são também as redes sociais, os blogs e os sites que lhes abrem espaço a uma criatividade sem limites. Culpados são alguns dos intervenientes directos no jogo. Que nem sempre são tão profissionais quanto podiam nem tão competentes como deviam. Culpados são alguns dos avençados que fazem do seu tempo de antena nacional um espectáculo execrável, convencidos que têm graça quando há muito caíram em desgraça. Culpados são os que, durante parte da época, não fizeram nada quando se esperava que fizessem muito. Culpados são aqueles que aceitaram, a qualquer preço, serem reis num país onde não é a monarquia quem dia as regras.
Bem, mas certo, certo é que as coisas entretanto mudaram. As estruturas que gerem o futebol - indiscutivelmente competentes - estão agora mais do que nunca empenhadas em combater a violência, em melhorar a arbitragem, em valorizar o espectáculo e em torná-lo num lugar mais seguro. Estão a caminho fortes medidas disciplinares, maior transparência na arbitragem, reforço inevitável do policiamento e a corajosa entrada em cena do Videoárbitro. O poder político parece também ter percebido, finalmente, que a expressão «apelo ao fair play» é bem inócua do que a velhinha «errar é humano». E deve vir dali um aperto penal a quem não souber estar no futebol. Nem tudo foi mau. Mas caramba... somos tão mais do que isto."

Duarte Gomes, in a bola

ASSIM COMEÇA A CAMINHADA PARA O PENTA

SAMARIS APANHA QUATRO JOGOS DE CASTIGO
Pelo murro em Diego Ivo (Moreirense) numa partida do campeonato
Andreas Samaris levou quatro jogos de castigo na sequência do soco dado em Diego Ivo, numa partida da 28.ª jornada da Liga NOS entre Benfica e Moreirense, que terminou com a vitória dos encarnados por 1-0.
Dois dias depois da partida em questão em Moreira de Cónegos, o Conselho de Disciplina (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) abriu um processo disciplinar ao grego na sequência de uma queixa do Sporting.

Na altura, os leões haviam também solicitado à Comissão de Instrutores (CI) da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) a instauração de um processo sumário ao médio encarnado, mas a CI declarou-se "incompetente" para instaurá-lo, na medida em que Samaris tinha incorrido numa falta muito grave e uma eventual suspensão poderia ser igual ou superior a um mês (a moldura penal ia de 1 a 10 encontros de castigo). Algo que acabou mesmo por acontecer.
Os regulamentos preveem que Samaris cumpra castigo na competição nacional imediatamente a seguir, o que significa que o camisola 7 falhará a Taça de Portugal, a Supertaça e as duas primeiras jornadas da próxima edição do campeonato.
COMISSÃO DE INSTRUTORES PEDE CASTIGO PARA RUI VITÓRIA
Por ter falado na flash-interview após a expulsão na Taça CTT
A Comissão de Instrutores (CI) da Liga considera que Rui Vitória violou os regulamentos ao falar na flash interview após a expulsão no encontro com o Moreirense, da meia-final da Taça CTT. Por isso, sugeriu ao Conselho de Disciplina (CD) que o castigue, sabe Record.
O treinador do Benfica recebeu ordem de expulsão do árbitro Tiago Martins logo após a partida, devido a palavras dirigidas a Hugo Miguel, que fez de juiz de baliza nesse encontro, que o Benfica perdeu por 3-1.
Rui Vitória acabaria por ser suspenso por 15 dias, mas falou logo após o jogo e isso motivou uma queixa do Sporting. O CD abriu um processo disciplinar, que foi depois conduzido pela CI. O órgão da Liga entende que há motivo para castigar o técnico, embora a decisão final seja do CD.
OBS: comparar isto com outros casos do futebol português vem mesmo dar razão a quem diz que o Benfica domina todas as instâncias do futebol português. Se já não precisávamos de mais aditivos para nos motivar-mos para partir em força em direção ao penta, estas decisões são o que são, nada a que não estejamos habituados quando é o Benfica que está em causa. Uma equipa que passou mais de metade da época com meio plantel lesionado e mesmo assim atingiu os seus objetivos, não precisa nada destas motivações extras para partir na pole position em direção ao Penta.
Uns são tetracampeões outros são os queixinhas, uns vão carregar os escudo de campeão ao peito, outros vão babar-se de cuspo. E o Penta à distância de 34 jornadas.

AMIGOS DE BANCADA - 22 MAIO 2017 - BENFICA TV [HD]

                                           

ANÁLISE DA ATUALIDADE DESPORTIVA - BENFICA TV HD - 22 MAIO 2017

                                          

PRIMEIRAS PÁGINAS. QUE IRONIA O NUNOCAS FOI DESPEDIDO, E A CULPA É DO BENFICA


VITÓRIA E A ESTABILIDADE, REFLEXÕES À VOLTA DA LIGA


"Mais do que falar da vitória do Benfica nesta Liga, é perceber o que as últimas Ligas nos têm proporcionado para aprender para a próxima época desportiva. Partindo do princípio que Benfica e Sporting mantêm os treinadores (FC Porto ainda não o confirmou, mas também não o tem de fazer já que o treinador tem contrato), o que retirar do que se tem passado?
Gerir e decidir a vencer é mais fácil do que gerir e decidir na derrota ou no não sucesso. A partir daqui, o Benfica encontra-se numa zona de conforto que apenas é modificada pela sede que as equipas que vencem mais vezes criam, tal como o Porto do penta o fazia. Sabemos que a vida tem ciclos e por isso, sabe-se que mais tarde ou mais cedo outra equipa aprenderá e conseguirá responder de forma mais eficiente às exigências que um campeonato tão longo cria. A questão é saber como é que neste caso o Benfica vai adiar essa mudança de ciclo ou como é que o Porto ou Sporting aparecerão novamente na lista dos campeões, considerando este aspecto importante: Porto não vence nada há quatro épocas e o Sporting foi campeão a última vez em 2001/02.
O que as últimas épocas nos têm ensinado é algo semelhante a isto: a escolha de um treinador é fundamental, o treinador tem um impacto fundamental no sucesso de um clube, mas mais do que estar a discutir quem é o mais importante, é perceber que um precisa do outro e vice-versa. E aqui o Porto tem escolhido vários treinadores que não eram maus (Paulo Fonseca mal apoiado internamente, Lopetegui não percebeu o que era treinar um clube ou o que era o Porto), mas percebe-se que as duas peças do puzzle (clube e treinador) muitas vezes não encaixavam.
O clube de Alvalade tem tido o dom de escolher bons treinadores nos últimos anos, mas existem vários aspectos que o têm impedido de atingir o sucesso. Com Leonardo Jardim estiveram na luta até bem próximo do fim e com um plantel mais curto que os rivais, mas mesmo assim não chegou para que os interesses internos fossem mais importantes para que a estabilidade fosse atingida. Marco Silva venceu uma Taça de Portugal mas mesmo isso não chegou para que o treinador não saísse a mal do clube. Jorge Jesus esteve bem próximo na época anterior, mas mais do que a má gestão do sucesso virtual que o Sporting ia possuindo com várias intervenções para o outro concorrente, o clube de Alvalade não soube – na minha opinião – colocar um travão naquilo que era as acções de um treinador mais experiente que o próprio clube.
No Benfica, percebe-se que mais do que andar a discutir os méritos de Jorge Jesus e Rui Vitória no tetra, há outros denominadores comuns no sucesso. Percebe-se sim, que com Rui Vitória há mais estabilidade entre aquilo que é o modo de estar da estrutura benfiquista através do seu presidente e do seu actual treinador. Que houve o cuidado de escolher um treinador, que para lá de ter qualidade na perspectiva do clube benfiquista, tinha a receptividade e interesses comuns em termos de gestão dos recursos humanos do clube. E isso traz estabilidade que gera mais probabilidades de sucesso. A partir daí, o ciclo é mais lógico.
Por fim, estabilidade na luta da descida. Duas equipas que descem tiveram três treinadores. Não há coincidências…"

P´RÓ ANO HÁ MAIS


A LONGA MARATONA PELO TÍTULO, PARTIDA A PARTIDA


Do precoce adeus ao título do Sporting à corrida a dois entre FC Porto e Benfica, até ao tetra encarnado. Além da Europa e da manutenção
Depois do tri, o tetra do Benfica. Se na época passada a equipa de Rui Vitória teve o Sporting de Jorge Jesus como competidor direto até à última jornada, desta vez foi o FC Porto de Nuno Espírito Santo.
Apesar de os próprios protagonistas anteciparem um final quase em «photo finish» para decidir o campeão, a verdade é que, apesar da recuperação, os dragões resistiram na corrida apenas até à penúltima jornada.
Fora da disputa do título ficou bem cedo o Sporting, que no início da segunda volta já levava um atraso de dez pontos para a liderança (que chegou a ser de 12 à 24.ª e 25.ª jornada e de 14 pontos à 33.ª) e acabou a 12 pontos do campeão.

À margem dos três grandes, 2016/17 foi também a época do extraordinário Vitória de Guimarães de Pedro Martins, que garantiu o quarto lugar a três jornadas do final, e da excelente recuperação do Marítimo de Daniel Ramos, que chegou à equipa para lutar pela manutenção e acabou a garantir o sexto lugar e a pré-eliminatória da Liga Europa na derradeira jornada.
Abordando a manutenção, na última jornada decidiu-se ainda a equipa que desceu juntamente com o Nacional: o Arouca, que desceu de forma surpreendente, deixando Tondela e Moreirense na I Liga.
A Liga terminou e o Maisfutebol escolheu, em cada uma das rondas, um jogo marcante, de modo a fazer melhor perceber um campeonato, que por ser uma espécie de maratona muitas vezes não se decide ao sprint. O filme da corrida faz-se aqui, em 34 andamentos.
1.ª jornada: Tondela-Benfica, 0-2
Vitória tranquila? Apenas na aparência. O campeão em título sofreu para vencer o Tondela e só nos descontos, por André Horta, marcou o golo que valeu uma vitória fora, superando as dificuldades, uma espécie de mote para a época.
2.ª jornada: Benfica-V. Setúbal, 1-1
A primeira grande surpresa da Liga. À segunda jornada, os sadinos gelam a Luz com um golo de Venâncio, aos 66’, e o resultado não foi pior porque Jiménez empatou de grande penalidade aos 83’. O Benfica perdia terreno para FC Porto e Sporting que se defrontariam na jornada seguinte.
3.ª jornada: Sporting-FC Porto, 2-1
Primeiro clássico da época em Alvalade decidido para o lado leonino. O FC Porto até se adiantou no marcador, mas o Sporting vira o resultado ainda na primeira parte com dois golos com alguma polémica. O Benfica vence na Madeira o Nacional (1-3) e ultrapassa os dragões.
                        Sporting venceu com polémica primeiro clássico da época
4.ª jornada: Sporting-Moreirense, 3-0
Minuto 58’, terceiro golo do Sporting ao Moreirense. Quem marca? Bas Dost. Na sua estreia pelos leões, o holandês fez um golo e mostrou o seu cartão-de-visita. Daí em diante, os tentos surgiram em catadupa. E Dost acabou a época com 34 golos e a disputar a Bota de Ouro com Lionel Messi, que acabaria por vencer o galardão.
5.ª jornada: Rio Ave-Sporting, 3-1

Os leões vinham de uma excelente exibição em Madrid (perderam nos últimos minutos frente ao Real, por 2-1) para a Liga dos Campeões e quatro dias depois protagonizam o primeiro grande escândalo da Liga. O Rio Ave vencia ao intervalo por 3-0 e ameaçava a goleada. Não chegou a tanto, mas o Sporting caiu com estrondo em Vila do Conde e permitiu ao Benfica (que venceu o Sp. Braga por 3-1) passar para o comando da Liga, que não mais viria a largar. Numa jornada atípica, o FC Porto não foi além de um empate em Tondela.
6.ª jornada: Marítimo-Tondela, 2-0
Numa jornada em que os três grandes venceram, destaque para um triunfo caseiro do Marítimo no primeiro jogo orientado por Daniel Ramos. O substituto de PC Gusmão chegou com o Marítimo em zona de despromoção (e com duas derrotas em casa) e a partir daqui guindou os insulares até à luta pelos lugares europeus, alcançados na derradeira jornada. Uma das mais incríveis recuperações da Liga começou aqui.
7.ª jornada: V. Guimarães-Sporting, 3-3
Vinte minutos para jogar e o Sporting vencia por 3-0 em Guimarães. Vitória segura? Nem por isso… O que se passou de seguida foi uma das mais incríveis recuperações da Liga: o Vitória recuperou três golos e chegou ao empate. Um resultado-choque para os leões numa ronda em que FC Porto e Benfica aplicaram «chapa 4».
8.ª jornada: Sporting-Tondela, 1-1
Depois do empate surpreendente em Guimarães, novo empate, em Alvalade, diante do Tondela. Não fosse um golo de Campbell, no último lance do jogo, e os leões podiam lamentar uma derrota. O resultado embaraçoso fez o Sporting atrasar-se para Benfica e FC Porto, que venceram nesta jornada.
9.ª jornada: V. Setúbal-FC Porto, 0-0
Em vésperas de receber o Benfica no Dragão, um desaire inesperado. O FC Porto escorregou em Setúbal e não foi além de um nulo, um resultado igual ao do Sporting em casa do Nacional. O Benfica venceu o Paços na Luz (3-0) e aumentou a vantagem para os dragões para cinco pontos.
10.ª jornada: FC Porto-Benfica, 1-1
Num jogo em que estava proibido de perder, o FC Porto fez uma exibição de gala, dominou o Benfica durante a maior parte do jogo, marcou e… num dos derradeiros lances do jogo, permitiu o empate, num cabeceamento de Lisandro López. Um balde de água fria no Dragão num clássico que marcou a época.
      Lisandro López garantiu, nos últimos minutos, um precioso empate do Benfica no Dragão
11.ª jornada: Sp. Braga-Feirense, 6-2
No encerramento da ronda 11, uma chuva de golos em Braga. A equipa de José Peseiro dava meia dúzia ao Feirense e segurava-se na luta pelo terceiro lugar. Porém, numa prova de que no futebol tudo muda num ápice, o técnico acabaria por sair pela porta pequena em menos de um mês.
12.ª jornada: FC Porto-Sp. Braga, 1-0
Considerando todas as competições, o FC Porto não marcava há 520 minutos e o histórico jejum de golos teimava em persistir diante do Sp. Braga. Até que Rui Pedro, avançado da equipa de juniores, foi lançado em campo e no lance derradeiro da partida fez explodir de alegria o Dragão com um golo que desbloqueou um problema sério no ataque portista e embalou a equipa para uma boa sequência na Liga, aproveitando um desaire do Benfica na Madeira com o Marítimo (2-1).
13.ª jornada: Benfica-Sporting, 2-1
O Sporting visitava a Luz com dois pontos de atraso e a possibilidade de passar para a frente. No entanto, o dérbi sorriu ao Benfica, que se chegou ao 2-0 por Salvio e Jiménez e conseguiu suster a resposta dos leões, que reduziram por Bas Dost e estiveram perto do empate. O jogo não ficou ainda assim isento de lances polémicos, sublinhados pela equipa de Alvalade ao longo do campeonato.
                    Sporting perdeu na Luz e acabou por afastar-se em definitivo da liderança
14.ª jornada: Sporting-Sp. Braga, 0-1
Depois da derrota na Luz, nova derrota em Alvalade diante do Sp. Braga. Em duas jornadas o Sporting vê a distância para o líder aumentar de dois para oito pontos e o campeonato ficar seriamente comprometido. No primeiro jogo pós-Peseiro (com Abel no comando), Wilson Eduardo marcou o golo que fez os bracarenses ultrapassarem o Sporting no terceiro lugar.
15.ª jornada: Belenenses-Sporting, 0-1
Após duas derrotas seguidas, o Sporting atravessava a pior fase da época e no Restelo, frente ao Belenenses, estava prestes a nova escorregadela. Até que Campbell surge na esquerda e cruza para a área onde aparece Dost a marcar o golo de uma vitória arrancada a ferros nos momentos finais da partida. Uma vitória muito celebrada até pelo presidente Bruno de Carvalho, que dar uma volta ao sintético para cumprimentar os adeptos leoninos.

16.ª jornada: V. Guimarães-Benfica, 0-2
Guimarães era em teoria uma das deslocações mais difíceis dos encarnados, mas foi um teste passado com distinção. O Benfica venceu pela última vez fora por duas bolas de diferença nesta edição da Liga. Daqui em diante os triunfos como forasteiros dos encarnados foram pela margem mínima. Além do triunfo, a equipa de Rui Vitória aproveitou o nulo do FC Porto em Paços para recolocar a vantagem em seis pontos.
17.ª jornada: Benfica-Boavista, 3-3
Com uma vantagem considerável na Liga e com a oportunidade de fechar a primeira volta com um jogo em casa com um adversário teoricamente acessível poucos esperariam que aos 25 minutos de jogo o Boavista já vencesse por 3-0. O Benfica recuperou e chegou ao empate, mas este resultado inesperado relançaria o campeonato.
18.ª jornada: Sp. Braga-V. Guimarães, 1-2
O dérbi do Minho começou a marcar as diferenças para a luta pelo campeonato dos não-grandes. O V. Guimarães foi a Braga vencer o rival com justiça num jogo que marcou a despedida de Tiquinho Soares. O avançado brasileiro contratado pelo FC Porto assistiu e marcou, fazendo uma grande exibição. A partir daqui, os vitorianos ganharam fôlego na Liga e os bracarenses perderam-no.
19.ª jornada: V. Setúbal-Benfica, 1-0
Um golo de Zé Manuel aos 21 minutos valeu um triunfo inesperado aos sadinos. O Benfica perdeu pela segunda vez na Liga (depois da derrota na Madeira com o Marítimo) e o campeonato foi relançado, com o FC Porto, que venceu no Estoril por 2-1, a encurtar para um ponto a distância para a liderança.
20.ª jornada: FC Porto-Sporting, 2-1
Tiquinho Soares fez um bis na estreia pelo FC Porto, num clássico no Dragão diante do Sporting. Seria difícil sonhar com melhor arranque. O Sporting reagiu na segunda parte, reduziu por Alan Ruiz e só não empatou num dos últimos lances da partida porque Casillas fez uma das defesas da época.
      Soares teve uma estreia de sonho pelo FC Porto, ao bisar no Dragão frente ao Sporting
21.ª jornada: V. Guimarães-FC Porto, 0-2
O FC Porto parecia definitivamente embalado na perseguição ao Benfica à medida que ultrapassava cada obstáculo do ciclo terrível que lhe foi surgindo pela frente. Em Guimarães, Soares voltou a ser decisivo e marcou frente à antiga equipa antes de Jota, perto do final, sentenciar o resultado.
22.ª jornada: Sp. Braga-Benfica, 0-1
Jogo de pressão máxima e grande equilíbrio. O Benfica não podia perder pontos em Braga, sob pena de ver o FC Porto fazer uma ultrapassagem, e cumpriu. Mitroglou foi o herói na Pedreira ao marcar um golo decisivo aos 79 minutos.

23.ª jornada: Boavista-FC Porto, 0-1
No dérbi da Invicta, o FC Porto sofreu, mas venceu e Soares voltou a ser decisivo ao marcar logo aos 7 minutos. Os dragões poderiam ter ampliado a vantagem, mas acabaram por arrancar a vitória «a ferros». Ainda assim, não soçobraram, tal como o Benfica que venceu também com algumas dificuldades o Desp. Chaves (3-1) na Luz.
24.ª jornada: Feirense-Benfica, 0-1
Mais um jogo de pressão máxima, mais uma vez o Benfica a corresponder com uma vitória tangencial. Em Santa Maria da Feira foi Pizzi a fazer a diferença com um golo solitário em cima do intervalo. Na mesma jornada, o FC Porto alcançou a goleada da época ao vencer por 7-0 o Nacional.
25.ª jornada: Arouca-FC Porto, 0-4
Depois de uma goleada retumbante ao Nacional, outra ao Arouca. O FC Porto parecia ter descoberto em definitivo o caminho dos golos e em Arouca conseguiu uma das mais tranquilas vitórias fora (tal como também vencera por 4-0 o Nacional e o Feirense). Soares voltou a estar em evidência, ao bisar na partida.
26.ª jornada: FC Porto-V. Setúbal, 1-1
A ultrapassagem falhada. Depois de o Benfica empatar na véspera em Paços de Ferreira, o FC Porto preparava-se para o assalto à liderança. Bastava vencer em casa o V. Setúbal. E a verdade é que o golo apareceu em cima do intervalo, por Corona. O «balde de água fria» surgiu na segunda parte, aos 56’, através de João Carvalho (emprestado pelo Benfica). Mesmo com mais de meia-hora para marcar, o FC Porto entrou em descontrolo emocional e, tal como na primeira volta, empatou com os sadinos e comprometeu a abordagem ao clássico frente ao Benfica, na jornada seguinte.
27.ª jornada: Benfica-FC Porto, 1-1
Era o clássico do ano e a verdade é que com os dois candidatos separados por um ponto o duelo da Luz poderia ajudar a definir o maior candidato ao título. Jonas adiantou de grande penalidade o Benfica logo no início, o FC Porto tremeu, mas na segunda parte reagiu e Maxi Pereira empatou, marcando à sua ex-equipa. Quando os dragões estavam por cima, foi a vez de o Benfica voltar a pegar no jogo e tentar chegar à vitória. Aí, apareceu Casillas, para, pela segunda época consecutiva, salvar o FC Porto. No final, um empate, e a mesma distância de um ponto a separar o duo da frente.

Maxi Pereira marcou à sua antiga equipa e foi uma das figuras do clássico do ano

28.ª jornada: Moreirense-Benfica, 0-1 
28.ª jornada: Moreirense-Benfica, 0-1
Em Moreira de Cónegos, o Benfica enfrentou grandes dificuldades e esteve bem perto de perder pontos, num jogo marcado também por alguma polémica. A equipa encarnada chegou à vantagem por Mitroglou, aos 42 minutos, e conservou-a durante a segunda parte, apesar de o Moreirense ter desperdiçado várias oportunidades. No final, mais uma prova superada.
29.ª jornada: Sp. Braga-FC Porto, 1-1
Num duelo decisivo, o FC Porto falhou em vésperas de ver o Benfica visitar Alvalade, e começou a comprometer seriamente o campeonato. Pedro Santos marcou logo no início da partida e desperdiçou uma grande penalidade em cima do intervalo. Na segunda parte, Soares apareceu para igualar e manter o FC Porto pelo menos a três pontos de distância.
30.ª jornada: Sporting-Benfica, 1-1
Adrien marcou de grande penalidade logo nos primeiros minutos e adiantou o Sporting (tal como jornadas antes o Benfica se havia adiantado na receção ao FC Porto), que dominou até ao intervalo. Porém, na segunda parte, os encarnados empatariam um clássico, que também teve lances polémicos (tal como o da primeira volta), graças a um livre de Lindelöf. O FC Porto poderia aproveitar para encurtar distâncias, porém, no dia seguinte voltou a claudicar e não foi além de um nulo caseiro frente ao Feirense.
                Lindelöf fez a festa em Alvalade e o Benfica empatou o clássico frente ao Sporting
31.ª jornada: Benfica-Estoril, 2-1
A receção ao Estoril tornou-se inesperadamente num jogo de dificuldade elevada. Tal como na segunda mão da meia-final da Taça, a equipa de Pedro Emanuel surpreendeu pela exibição positiva na Luz e esteve bem perto de roubar pontos ao Benfica. Não o fez porque Jonas, inspiradíssimo, resolveu com um bis e manteve distâncias para o FC Porto, que venceu em Chaves (0-2).
32.ª jornada: Rio Ave-Benfica, 0-1
Cinco meses depois, Raúl Jiménez voltou à titularidade no Benfica e foi decisivo num triunfo dificílimo do Benfica em Vila do Conde. O mexicano marcou num lance de transição aos 75’, tal como havia feito na época anterior também numa fase decisiva da época num triunfo tangencial em Vila do Conde (aos 73’, por 1-0). O Benfica venceu, o FC Porto… empatou na Madeira. A diferença aumentou para cinco pontos e o campeonato ficou praticamente encaminhado.
33.ª jornada: Benfica-V. Guimarães, 5-0
Na penúltima jornada, a festa pelo inédito tetracampeonato e uma espécie de antecipação da final da Taça, que encerra a época no Jamor. Na Luz, perante 65 mil adeptos, o Benfica celebrou com uma goleada por 5-0 frente ao Vitória de Guimarães, em que Jonas, figura desta fase decisiva, voltou a bisar.

                      Benfica fez a festa do título após triunfo sobre o Vitória de Guimarães
34.ª jornada: Estoril-Arouca, 4-2 
Com o campeonato decidido e o Marítimo a garantir a Europa na véspera, a luta pela manutenção animou o último dia da derradeira jornada. E a grande surpresa surgiu do Estoril, onde o Arouca até começou por se adiantar bem cedo, mas acabou por perder por 4-2 e descer de divisão pela diferença de um golo. Salvou-se in extremis pela segunda época consecutiva o Tondela, que venceu em casa o Sp. Braga por 2-0… E também o Moreirense, que venceu o FC Porto por 3-1. Inesperado desfecho para o Arouca, que à jornada 29, quando fez 31 pontos após vencer o Feirense, deu praticamente como garantida a manutenção. De forma precipitada, como o desfecho do campeonato acabou por provar.

Maisfutebol

CAMPEONATO, O QUE FOI E O QUE SERÁ...


"O futebol como o conhecíamos acabou ontem. No próximo domingo, no Jamor, começa a era do 'big brother' do apito.

Caiu o pano sobre mais uma edição do campeonato nacional e ninguém poderá queixar-se de falta de emoção. O título apenas ficou resolvido na penúltima jornada e a decisão da despromoção durou até ao derradeiro segundo. A edição 2016/17 da I Liga ficou também marcada pelo terrorismo verbal, que criou um clima crispado, contrário aos interesses do futebol. Porém, a necessidade que cada clube foi sentido de, por um lado, se justificar perante os seus adeptos e por outro tentar criar condições que pressionassem os árbitros, falou mais alto. Infelizmente não é crível que a próxima temporada traga, nesse particular, boas notícias, já que as vagas para a Champions vão diminuir e, por consequência, a pressão vai aumentar.
Ontem despedimo-nos do futebol, como o conhecemos desde sempre; no domingo a final da Taça trará já o vídeoárbitro e a próxima temporada será toda julgada com o auxílio do Big Brother do apito. Se bem que a polémica vá de certeza continuar, a verdade é que os erros passarão a ser menos frequentes e a suspeição sistemática poderá ser combatida com maior eficácia. Pode ser que os adeptos percebam que quanto mais os seus clubes falarem de problemas laterais, menos chegam ao cerne da questão. Tapar o sol com a peneira e atirar poeira para os olhos pode resultar pontualmente, mas acaba sempre por dar meu resultado.
Dois dos três candidatos crónicos ao título vão começar 2017/18 com um nó na garganta. O Sporting porque terminou a época com mais dúvidas do que certezas e sem que se perceba ainda muito bem quem vai mandar em quê, nem quais os meios que vão ser colocados à disposição de Jorge Jesus. Bruno de Carvalho, que já abdicou do Facebook, irá também abdicar de ir para o banco? Essa é apenas uma das muitas questões que se levantam em torno do clube de Alvalade.
Quanto ao FC Porto, que tinha hábitos recentes de vitória que estão a desvanecer-se, enfrenta problemas de fim de ciclo presidencial, complicados de resolver, a que se junta uma necessidade de fazer face ao fair play financeiro da UEFA que terá consequências na construção do plantel. Pinto da Costa já é abertamente contestado e por muito que os adeptos se sintam gratos pelo passado, começa a ser entendimento geral que é já tempo de preparar o futuro...

Fim da linha para Nuno no dragão?
«Agora é o momento de nos sentarmos, olharmo-nos nos olhos e ver o projecto»
Nuno Espírito Santo, treinador do FC Porto
FC Porto terminou mais uma época sem títulos e o ambiente em torno da continuidade do treinador está carregado. Bem estariam os dragões se os problemas que os afligem se resolvessem com a mera mudança de técnico. Porém, é a saída mais fácil para uma SAD fragilizada e não surpreenderá se Nuno Espírito Santo for o bode expiatório de pecados essencialmente alheios.

ÁS
Vítor Oliveira
Portimonense é o novo campeão nacional da II Liga, cereja no topo do bolo de uma temporada magnífica. E Vítor Oliveira, principal artífice do sucesso algarvio, já fez saber que vai continuar no Barlavento na próxima temporada, o que representa uma nuance importante numa carreira de treinador de sucesso

ÁS
Vicente de Moura
Perante as circunstâncias, a demissão era a única saída digna que restava ao antigo presidente do Comité Olímpico de Portugal. E o comandante não desiludiu quem se habitou a admirá-lo. Há momentos na vida em que, quem anda de espinha direita, não admite curvar-se perante a arbitrariedade e a prepotência.

ÁS
Cristiano Ronaldo
português que já foi considerado quatro vezes pela FIFA melhor jogador do mundo conquistou mais um título importante ao sagrar-se ontem, em Málaga, campeão de Espanha. CR7 fica agora apenas dependente do que acontecer em Cardiff, na final da Champions, para poder subir ao Olimpo pela quinta vez.

Pepa e Petit
Ontem foi um dia particularmente bom para os treinadores Pepa, do Tomdela e Petit, do Moreirense. Contas feitas, as suas equipas mantiveram-se na I Liga e as suas ex-equipas, também. É que Pepa começou a época no Moreirense e Petit no Tondela. Depois, ambos foram engolidos pelo turbilhão de chicotadas psicológicas que assolou o futebol português e acabaram por 'trocar' de clube. Celebraram a dobrar, com os triunfos da tarde de ontem sobre FC Porto e SC Braga, respectivamente, porque ficam ligados a duas 'salvações' e a nenhum 'funeral'...

Venezuela, o futebol no meio da crise
Começou, na Coreia do Sul, o Mundial de sub-20 e as surpresas têm-se sucedido. Além da derroa de Portugal frente à Zâmbia, a prova ficou, até agora, marcada pelo triunfo da Venezuela sobre a Alemanha (2-0). Com o país nas ruas há 50 dias a protestar contra Maduro a 'vinotinto' deu uma alegria a um povo que sofre."

José Manuel Delgado, in a bola