quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

PRIMEIRAS PÁGINAS


A FALTA QUE VIEIRA FEZ


Janeiro foi um mês intenso que lhe roubou muito tempo e o afastou de casa, afastamento esse correspondeu à quebra exibicional e pontual da equipa.
Ao contrário da visibilidade jornalìstica que é dada a outros presidentes de clubes, a comparência de Luís Filipe Vieira em treino da equipa principal raramente é assunto que suscite interesse noticioso, por ser um tema banalizado dada a frequência com que ocorre ao lomgo de uma temporada desportiva e também por uma questão de personalidade do próprio, o qual prefere estar sem se dar por ele, uma espécie de vigilante atento, como já escrevi nesta coluna, para quem o cuidado e a minúcia que o seu alto cargo lhe exige na gestão das diferentes áreas que compõe o modelo organizativo da instituição Benfica, sobretudo na mais sensível e que tem a ver com a solidez do futebol profissional, não obrigam a assinatura de ponto, nem a cumprimento de horário completo.
Ao contrário de outros, sempre necessitados de publicidade sobre os passos que dão, Vieira tem a pereita noção de quem são os atores, os encenadores, os fígurinistas, toda a rica panóplia de profissionais interessados e diligentes que diária e arduamente trabalham no sentido de merecerem os aplausos do público, como sinal de genuína gratificação pela relevância dos desempenhos em cada apresentação. Ao presidente cabe-lhe proporcionar as condições para que cada qual, no espaço de intervenção que lhe cabe, disponha de quanto precisa para dar o seu contributo em prol do coletivo, sem qualquer constrangimento. Também ao contrário de outros, sem se pôr em bicos de pés nem fazer-se notado, Vieira é um exemplo de discrição e uma referência de estabilidade. Transmite confiança e fá-lo com franqueza de quem nada quer em troca, a não ser a felicidade dos que o rodeiam, que é também sua.
Tem defeitos e virtudes, mas serão muito poucos os benfiquistas que ainda duvidam da sua dedicação a um projeto de sucesso de que foi o principal arquiteto.. Retirou o Benfica das trevas, devolveu-lhe a credibilidade roubada e preparou-o para os desafios do futuro. Tudo isto ele fez em nome do objetivo supremo: um Benfica maior, com mais títulos e mais sócios e adeptos. Razão por que é frequentemente solicitado para inúmeros compromissos em diferentes vertentes. É o reconhecimento pela dimensão e pelo prestígio do emblema da águia que neste mês de janeiro, durante o período do mercado de inverno, levaram Vieira a vários pontos do mundo, alguns bem distantes, para manter equilibrados os pratos da balança na relação que se pretende pacífica entre os resultados financeiros e desportivos. Negociou Gonçalo Guedes  (PSG, 30 milhões) e Hélder Costa (Wolverhampton, 15 milhões) e andou pela China na expectativa de conseguir 50 milhões por Jiménez. Entretanto contratou Filipe Augusto, Pedro Pereira e Hermes, salvaguardando o hoje e antecipando o amanhã.
Foi um mês intenso que lhe roubou muito tempo e o afastou de casa, afastamento esse que correspondeu à quebra exibicional e pontual da equipa, traduzida no empate na Luz com o Boavista e as derrotas fora com o Moreirense (meia-final da Taça da Liga) e o Vitória de Setúbal.
Na edição de 5 de fevereiro, noticiou A Bola que «após vária ausências por causa do mercado de janeiro, o presidente deve ocupar a cadeira na Luz», no jogo frente ao Nacional da Madeira e que acabou com a vitória encarnada, por 3-0. Uma coincidência, simplesmente, mas a verdade é que, a partir daí, não mais o pessoal de Rui Vitória vacilou. Foi sempre a somar, caso para trazer à colação a falta que o presidente fez enquanto andou a solucionar outros problemas igualmente importantes para a saúde do clube. Depois ganhou ao Arouca, ao Borussia de Dortmund, com boas perspetivas de passagem aos quartos de final da Liga dos Campeões, e, anteontem, ultrapassou muito difícil obstáculo em Braga, mantendo-se firme na liderança do campeonato e soprando as pressões que, como está a ser hábito, semanalmente lhe inventam. Tal como há um ano, aliás, em que mil vezes adivinhou o que jamais aconteceu.
Com o Sporting afastado da Taça UEFA, da Taça de Portugal e da Taça da Liga e à distância de dez pontos do primeiro lugar no Campeonato, a doze jornadas do fim, a luta pelo título parece limitada a Benfica e  FC Porto, sem ponta de surpresa, aliás. Na Europa, são o rosto de Portugal. Cá dentro, são os emblemas que mais jogos ganham e menos perdem, os que mais golos marcam e menos sofrem e, ainda, os quem têm treinadores mais competentes e planteis mais bem preparados para resistirem ao desgaste físico e mental de uma prova de longa duração.
Por isso, Rui Vitória continua a ser o primeiro e Nuno Espírito Santo passou a ser o segundo, separados por um ponto. Contra factos... só conversa fiada.

Fernando Guerra, in a bola

A VELHA SENHORA


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

BENFICA NO TOP 10 DA UEFA


Coeficiente da UEFA leva em conta o percurso das equipas na Liga dos Campeões e Liga Europa no conjunto das últimas cinco épocas. Benfica é o único clube português com lugar no top 10, surgindo colado ao Dortmund.
Só duas equipas portuguesas de futebol figuram no top 20 da UEFA, calculado com base no comportamento dos clubes no conjunto das últimas cinco épocas, nas competições europeias.
De acordo com o ranking oficial, a equipa com o melhor coeficiente europeu é o Real Madrid, seguido pelo Bayern de Munique e pelo Barcelona, fechando o top 3. O Benfica é a única equipa portuguesa a ter lugar entre os 10 primeiros. Surge em oitavo lugar, um abaixo do Borussia de Dortmund, seu rival na presente fase da Liga dos Campeões.
Mais abaixo, também o Futebol Clube do Porto está entre os vinte mais. Está na 12ª posição, atrás do Arsenal e à frente do também britânico Manchester City.
Em relação a Benfica e Porto, a melhor pontuação dos campeões nacionais no conjunto das épocas consideradas foi conseguida em 2013/2014, ainda sob o comando de Jorge Jesus, actualmente treinador do rival Sporting. Nessa época, o Benfica foi eliminado na fase de grupos da Liga dos Campeões, apesar de ter feito 10 pontos, seguindo para a Liga Europa, prova na qual esteve até à final, sendo derrotado pelo Sevilha.
No caso do FC Porto, o maior contributo vem da época 2014/2015, quando o treinador era o espanhol Julen Lopetegui. A equipa chegou aos quartos de final da Liga dos Campeões, depois de uma boa fase de grupos, sendo eliminada pelo Bayern de Munique.
Para encontrar mais equipas portuguesas é preciso descer muito no ranking. A terceira equipa nacional não é o Sporting, mas sim o Sporting de Braga, na 53ª posição. O Sporting surge imediatamente a seguir.
O coeficiente da UEFA, utilizado sobretudo para a definição dos cabeças de série nos sorteios das provas internacionais, leva em conta dois factores. O mais importante é a evolução dos clubes no conjunto dos últimos cinco anos, nas provas da UEFA, sendo que os pontos feitos na Liga dos Campeões contam mais do que os pontos conseguidos na Liga Europa. O segundo elemento soma ao anterior, mais 20 por cento do coeficiente da respectiva federação referente a esse mesmo período.
A UEFA já anunciou alterações a este modelo a partir da época 2018/2019. Então, desaparecerá o coeficiente nacional, ou seja, contará apenas o desempenho dos clubes nos cinco anos anteriores. E haverá ainda um elemento ponderado ligado ao histórico, benecificando vencedores anteriores das duas provas da UEFA, Liga dos Campeões e Liga Europa.
In o Negócio

PENÁLTIS COLOCAM JUNIORES NOS QUARTOS


A equipa de Juniores do Sport Lisboa e Benfica está nos quartos de final da UEFA Youth League após ultrapassar o PSV, nas grandes penalidades, por 4-5. No final do tempo regulamentar, o resultado era 1-1.
No Philips Stadium, os adeptos do Benfica fizeram-se ouvir de início a fim e isso influenciou a equipa encarnada. Entrada forte, com transições rápidas, que colocavam em sentido a defensiva holandesa. A turma da casa foi crescendo na partida, acabou por ter mais posse de bola na parte final e chegou ao golo antes do intervalo. Aos 43 minutos, Piroe ultrapassou Ricardo Araújo e bateu Fábio Duarte.

No regresso do intervalo, nada melhor do que o tento do empate. O relógio marcava 47’ quando João Filipe descobriu João Félix dentro da área. Este, com um remate cruzado, empatou a contenda.
Até final, ambas as equipas tentaram evitar o desempate através das grandes penalidades, mas os guarda-redes superiorizaram-se aos ataques.
Nas grandes penalidades, o Benfica foi mais forte e, desta forma, segue em frente na competição. Os comandados por João Tralhão jogam com o vencedor da partida entre o CSKA e o Rosenborg.
Grandes penalidades:
BENFICA
Rúben Dias: golo
Diogo Gonçalves: golo
Gedson Fernandes: golo
Diogo Mendes: falhou
José Gomes: golo
Aurélio Buta: golo
PSV
Rigo: golo
Sadilek: golo
Lammers: golo
Soulas: golo
Piroe: falhou
Konings: falhou

PRIMEIRAS PÁGINAS


O MACACO E A SELVA


"A culpa nem é tanto do cabecilha da claque portista. É do Estado que fecha os olhos a situações ridículas e mina a sua autoridade.

Multiplicam-se as notícias do património e da vida repleta de luxos do cabecilha da claque dos azuis-e-brancos, sem que nenhum rendimento declarado justifique – ou permita justificar – tal ostentação. As revelações em causa não são novas nem chocam ninguém. Imóveis, negócios de restauração e carros de luxo são há muito referências associadas àquele que é conhecido como ‘Macaco’ e que evidenciou, esta semana, mais um traço de personalidade e carácter: o receio de uma comunicação social livre e independente.
Mas, se não me choca o facto de o ‘Macaco’ ostentar uma vida de luxo ou de recear órgãos de comunicação como o CM ou a CMTV, o que me perturba?
Na verdade, o que me custa verdadeiramente é ver um Estado que persegue sem dó nem piedade os pequenos contribuintes e prefere fechar os olhos às grandes manifestações de fortuna.
E não me venham falar da lei e da Constituição. Desde 2001, pelo menos, que o sistema fiscal português permite fazer correcções e ajustes àqueles que ostentam riqueza claramente desproporcional ao rendimento que declaram. Então, perguntar-se-á, por que razão nada acontece em casos como este? É, na verdade, uma questão de prioridades e coragem política. Os vários poderes preferem comprar uma podre paz social a um real exemplo de firmeza e autoridade. Ao fazê-lo, mesmo sem se aperceberem, deixam os cidadãos perplexos: como pode valer a lei da selva para os contribuintes comuns e a lei mole do colarinho branco para outros? Será que vale a pena enfrentar ostensivamente o Estado de Direito e os seus princípios?
Esqueçam o futebol, as claques e as cores. Sejamos capazes de nos reunir, de norte a sul do País, em torno de valores básicos de cidadania. E, se compreensivelmente muitos têm medo de o fazer ou de o afirmar, que assuma o Estado essa nobre tarefa: reconduzir todos aqueles que se acham acima da lei ao seu lugar próprio. Quem se ri do Estado de Direito está a gozar com todos nós.
(...)"

SIMÃO SEGURA A VELA


BARBA & CABELO


SINAIS DA BOLA


'Love is in the air'
O dia dos namorados já lá vai mas este fim de semana o amor andou à solta em Braga. Começou com a conferência de imprensa de Jorge Simão, prosseguiu ontem em pleno estádio com muitos balões em forma de coração a voarem a partir do relvado. Vai um beijo?

Velhos? Nem por isso
Alan, 37 anos, e Luisão, de 36. Capitães e os dois jogadores com mais jogos na Liga entre todos os que participam neste campeonato: 392 e 310, respectivamente. No início do jogo, junto ao árbitro, trocaram palavras, riram, afinal juntos têm mais de 700 jogos nas pernas. É obra!

O bom amigo poste
Outro dos mais velhos em campo, Júlio César, voltou a jogar na Liga cinco meses depois e precisamente contra o SC Braga, último adversário que defrontara. César é um homem de boas amizades. Em Braga encontrou o velho amigo poste: aos 36 o ferro evitou o golo. Júlio agradeceu.

Messi grego?
Estava difícil a bola entrar numa das balizas, mas percebia-se que quem marcasse ganhava o jogo. Com defesas muito fechadas, teve se ser jogada à Messi para chegar ao golo. O autêntico é argentino, o Benfica pode contentar-se por ter uma imitação... em grego.

Ufffffffffffff!!!
Sentiu-se a quilómetros de distância o suspiro de alívio dos benfiquistas quando Mitrolgou marcou, primeiro, e quando o jogo acabou. Numa deslocação difícil e com o FC Porto encostado na classificação, sair de Braga na liderança pode ser meio caminho andado... Ufa!"

Paulo Alves, in a bola