sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

ANÁLISE DA ATUALIDADE DESPORTIVA - BTV - 23 FEVEREIRO 2018 HD

                                           

ESPECIAL BTV - ARBITRAGEM POLÉMICA :: 22 FEVEREIRO 2018

                                           

PRIMEIRAS PÁGINAS


CÉSAR BOAVENTURA RESPONDE AO INSOLVENTE MARQUES


ESCÂNDALO - VERGONHOSO
PALAVRAS DE FRANCISCO J MARQUES NO TWITTER
“Os clubes de Lisboa apostaram muito nos 45 minutos da Amoreira, mas o FC Porto está muito forte. Agradeçam, já viram as malas que lhes poupámos?»,

- Assume claramente com este “POST” que a sua “MALA” é maior!
Realmente traduziu-se no resultado!
- Afinal não sou eu o homem da “MALA” 🤭
- Afinal o Sporting CP também tem “MALA”?
Francisco anda muito confuso e “O MELHOR AINDA ESTÁ PARA VIR”
Grato por responder às perguntas que me faz!
Aqui ficam palavras de um grande treinador e respeitado.

“Um jogo aquém mas estes atletas têm de repensar o compromisso que têm com uma equipa como esta. Não basta vestir a camisola, têm de dignificar a mesma”.

Para além do treinador se ter apercebido... Na Sporttv também o comentaram.

Nada que surpreenda!

INVESTIGUE-SE

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

FUTEBOL PORTUGUÊS: UMA PARÓDIA


"O futebol português vai de mal a pior, com todo o tipo de "casos" e "casinhos" que, nada enobrece este belo desporto que, deve ser jogado com os pés e não com a boca, com cabeça e não com maus modos, com exemplos e não com vergonhas.
O que se passou neste fim-de-semana na Assembleia Geral do Sporting é inenarrável. O presidente de um clube tem mais poder que um líder de um partido, um ministro ou do próprio Primeiro- ministro! O tempo de antena na televisão é enorme, a acrescentar o canal próprio do seu clube. Movimenta massas e consegue manipulá-las para os seus fins.
Fala-se da política com vícios inadmissíveis e procedimentos obscuros, mas à beira do futebol tem muito que aprender.
Um presidente de futebol faz negócios com jogadores, distribui bilhetes, viagens e lugares do seu camarote presidencial em que imensa gente, a começar por políticos fazem tudo para lá estarem sentados e aparecerem na televisão.
Um presidente de um clube pode fazer tremer o lugar do Ministro das Finanças de um governo português, ao oferecer bilhetes.
Convenhamos que é muito poder, infelizmente mal utilizado, para fins muitas vezes não recomendáveis, dando um péssimo exemplo do que deve ser uma liderança num desporto belo que, deveria unir, em vez, de separar as pessoas.
Chegar ao ponto de aconselhar os adeptos para não verem televisão e comprarem jornais é digno de uma ditadura à moda antiga. Porque as ditaduras dos novos tempos são muito mais light e aceitam inúmeras coisas dando uma falsa ideia de pseudo- abertura.
Os adeptos de futebol são muito melhores dos que os presidentes de alguns clubes. Apoiam sempre, vão ao futebol, são sócios, amam o clube e os jogadores. Pertencer a um clube é uma forma de estar na vida que cria laços e companheirismo marcantes para a vida.
O futebol está num caos total e numa espiral de violência verbal que não sei onde vai parar. Há um clima bélico, de guerrilha, pior que as próprias claques.
O futebol já chegou ao ponto que, o presidente da Federação, o presidente da Liga e o secretário de Estado não têm mão nesta paródia.
Chegar, ao cúmulo, do presidente da República ter que se referir a uma actividade de um clube por maus motivos. É, o princípio do fim, do que pode vir a seguir.
Esta paródia é feita a partir de uma peça teatral: "como anular os adversários e quem não pensa como eu".
Esta paródia burlesca não sei se dá para rir ou chorar!
Esta paródia em que ninguém se entende, em que não há limite para a verborreia. O futebol português é um caso de saúde mental, está numa ala de psiquiatria e parece que não tem cura. O futebol não é tudo na vida, há outros interesses muito mais importantes. A máxima "mente sã em corpo são" já não se aplica. A verdade desportiva foi atirada para as calendas gregas. O que interessa é vencer de qualquer maneira, não se olha a meios para atingir os fins. Os clubes grandes são sempre favorecidos e o ambiente torna-se intragável quando jogam entre si.
Ao contrário, os resultados desportivos no futebol são acalentadores, em que somos uma potência no futebol, mas a nível de dirigentes somos uma vergonha.
Em relação ao boicote que o presidente Bruno Carvalho propôs. Porque é que os jornalistas não deixam de falar do Sporting e transmitir os seus jogos? E, se todos os portugueses deixassem de ir e ligar ao futebol? Acabava-se a razão de ser de alguns senhores presidentes. Há um enorme desgaste, exaustão, fadiga e degradação de tudo que é relacionado com o futebol.
O problema é que o presidente de um clube para fazer afirmações destas, está bem escudado e sabe que a retaliação dos jornalistas não passará de um fait-divers. O poder que detém, o poder económico e influência supera o poder da ética, da postura e do respeito pelos outros.
Se fosse um político a fazer algo semelhante teria os dias contados.
Por isso, cada vez mais, acho que o futebol comanda as vidas dos portugueses. A minha não, cada vez vejo menos futebol português e mais futebol internacional. Aliás os melhores jogadores e treinadores não param por cá.
País pequenino, mesquinho e muito mal frequentado ao nível de dirigentes no futebol. O futebol português precisa de uma higienização psíquica, modos e cultura. Não há a noção do ridículo.
Assim não vamos a lado nenhum. Podemos ganhar títulos, ter o melhor jogador do mundo e um dos melhores treinadores do mundo, mas depois a cara não diz com a careta. É pena!"

A INCOMPETÊNCIA TEM DE TER LIMITES


"Certamente, o FC Porto resolveria sempre o jogo e nunca iria precisar de muito tempo para o conseguir, tal a superioridade demonstrada desde o primeiro minuto desta segunda parte de tão estranho jogo e tal a maneira inútil e assustada como o Estoril quis defender a escassa vantagem. Porém, é de todo incompreensível como o árbitro, o seu (des)auxiliar e o videoárbitro conseguiram estar unidos naquela ridícula negação da evidência de um triplo fora de jogo no primeiro golo portista.
Depois daquele interminável tempo extra oferecido por João Capela ao Sporting, esta desastrada decisão, no Estoril, do portuense Vasco Santos. Só falta, na próxima jornada, um árbitro marcar um golo de cabeça a favor do Benfica para a arbitragem fazer o pleno do favor aos três grandes clubes nacionais. E teme-se que, com o aproximar do final do campeonato, esta tendência se torne (se possível) ainda mais marcante, sobretudo se se mantiver a filosofia da escolha dos árbitros menos capazes e se a incompetência continuar a não ter limites.
A verdade é que os factos recentes parecem dar razão à tese do presidente do Tondela, que admitia que seria melhor, no futuro, haver dois campeonatos, um para os que aspiram a ser campeões e outro para os restantes.
A situação é grave e o ensurdecedor silêncio das autoridades da arbitragem nacional só tornam o momento mais propício à especulação.
Voltemos, no entanto, ao princípio, para que fique claro. O FC Porto não foi beneficiado, foi prejudicado. Ficou uma sombra inadmissível sobre o que seria sempre uma vitória óbvia de um elogiável espírito e alma de campeão."

Vítor Serpa, in A Bola

É OFICIAL: VAR ESTÁ EM CRISE!


"Os últimos dias vieram confirmar aquilo que já desconfiava há algum tempo: o VAR, sendo um fabuloso instrumento de auxílio à verdade desportiva, terá sempre vida difícil nos insondáveis caminhos do futebol português. A Liga está a entrar na fase decisiva e este deveria ser o momento ideal para o Conselho de Arbitragem e o seu presidente fazerem um ponto de ordem. Estará Fontelas Gomes em condições de resistir a outra jornada destas? Os problemas de Vítor Pereira, à frente do CA, começaram por muito menos.
Que explicação pode existir para o ‘apagão’ de João Capela em Tondela? Não ver a falta violenta de William, esquecer-se de olhar para o relógio e não sancionar o strip tease de Coates é muita coisa junta. E de que forma alguém conseguirá justificar a validação do primeiro golo do FC Porto no Estoril – logo numa bola parada, que facilita a análise a quem tem de ajuizar? Se o assistente de Vasco Santos ainda poderia ter direito a uma distracção momentânea, já o VAR estava obrigado a fazer muito melhor.
O vídeo-árbitro de serviço ontem era Luís Ferreira, que há 10 dias, em Alvalade, teve erros gravíssimos no Sporting-Feirense (a penalizar os leões). Foi também ele que, como VAR, não conseguiu ver dois penáltis no FC Porto-Belenenses em prejuízo dos lisboetas. Não será demais?"

"ESTOU NUM CLUBE FANTÁSTICO, PRONTO PARA SER FELIZ"


BASQUETEBOL
O extremo/poste Miroslav Todic é o mais recente reforço da equipa de basquetebol do Benfica e já trabalha na Luz.
Depois de ser anunciado como reforço da equipa de basquetebol do Benfica no dia 16 de fevereiro, Miroslav Todic foi apresentado oficialmente esta quinta-feira.
O extremo/poste de dupla nacionalidade (bósnia e sérvia) confessa estar muito feliz e entusiasmado por poder vestir a camisola do Benfica.
“Na minha carreira nunca sei onde irei jogar, mas recebi esta chamada e aceitei. Não sei muito sobre o basquetebol do Benfica, mas já ouvi falar do futebol. Mas agora ouvi algumas histórias da equipa contadas pelo meu amigo Carlos [Andrade], estou entusiasmado por estar aqui”, referiu o mais recente reforço da equipa de basquetebol do Benfica, em declarações à BTV.
Miroslav Todic e Carlos Andrade foram colegas de equipa na Alemanha, quando ambos jogaram pelo Skyliners Frankfurt.
Embora ainda conheça pouco sobre o Clube, o basquetebolista elogia toda a organização e afirma que pelo que vê “parece fantástico”.
“Acerca do clube sei que a organização é enorme. Vejo como tudo funciona aqui, talvez este seja um dos melhores clubes da Europa em termos de organização. Não sei muita coisa, mas, pelo que vejo, parece fantástico”, vincou.
Quanto a metas, o reforço é claro e convicto: “Os meus objetivos são ajudar a equipa a vencer o Campeonato. Estou pronto para ser feliz”, sublinhou.
Aos adeptos, Todic deixa uma mensagem: “Peço-lhes que nos venham apoiar para que joguemos bem juntamente com eles e vençamos o Campeonato juntos”. E junta também um desafio: “Enquanto jogador... Não posso dizer muito. Têm de me vir ver jogar para que me possa apresentar”, disse o jogador de 33 anos.
Domingos Almeida Lima: “As referências que temos são muito boas”
Domingos Almeida Lima, vice-presidente do Benfica, afirma que a equipa técnica teve muita atenção no scouting e que contam agora com um basquetebolista de grandes referências.
“O scouting feito pela equipa técnica foi completo, muito consciencioso. As referências que temos são muito boas, é um atleta que pode fazer as posições 4 e 5. É um atleta de elevada estatura, pode jogar na posição 5 e isso é importante também para nós”, confessou o vice-presidente do Benfica.
Ao novo reforço do basquetebol encarnado, o vice-presidente deseja que este seja bem-recebido e bem integrado no grupo comandado por José Ricardo.
“Está muito bem referenciado, agora façamos força para que ele tenha uma ótima integração. Já vai apanhar o comboio em andamento, porque já estamos a meio da nossa época desportiva. Agora é esperar que o atleta desenvolva aqui no Benfica as mesmas capacidades que desenvolveu noutros clubes onde foi feliz e onde ajudou muito a ganhar títulos”, referiu.
“Este novo elemento vai ter de ter um esforço adicional para se integrar no ritmo competitivo que a equipa já tem, mas esperamos que, com a ajuda dos técnicos e também de todos nós e da nossa retaguarda, o Todic consiga facilmente integrar-se e ser um elemento muito válido e importante no objetivo que temos, que é ganhar títulos no Campeonato Nacional”, acrescentou Domingos Almeida Lima.

INTERDIÇÃO A ESTÁDIOS DE FUTEBOL


"1. Quando se aplica a interdição de acesso de pessoas a um estádio de futebol?
interdição de acesso a recintos desportivos impede a presença temporária de uma pessoa num ou mais recintos desportivos.A interdição visa combater actos violentos, racistas, xenófobos e intolerantes e assegurar que o jogo decorre com segurança e ética.Aplica-se a pena acessória de interdição após o trânsito em julgado da decisão que condena o arguido pela prática de um destes crimes:dano qualificado; participação em rixa na deslocação para ou de um evento desportivo; arremesso de objectos ou produtos; invasão da área do espectáculo; ofensa à integridade física com a colaboração de outrem.A interdição vigora entre 1 a 5 anos, se pena mais grave não lhe couber, e pode implicar a obrigação de apresentação do infractor a uma autoridade judiciária ou órgão de polícia criminal (OPC) em dias e horas concretos, vulgarmente nos horários de jogo do clube do arguido.Na pendência do processo crime, se existirem fortes indícios da prática de um dos crimes identificados ou do crime de distribuição e venda de títulos de ingresso falsos ou irregulares, o juiz pode aplicar a medida de interdição e/ou proibir a aproximação do arguido do recinto nos 30 dias anteriores à realização de um jogo.

2. É possível a interdição sem processo crime?
A decisão condenatória proferida num processo contraordenacional pela prática de actos ou incitamento à violência, racismo, xenofobia e à intolerância; pela introdução ou utilização de engenhos explosivos, pirotecnia e arremesso de objectos que não constitua crime, para além de gerar coimas, pode determinar uma interdição de acesso até 2 anos.A instrução do processo compete ao Instituto Português do Desporto e Juventude, que o inicia oficiosamente com a recepção das participações dos OPC, cabendo ao IPDJ a decisão de interdição de acesso.Os clubes têm legitimidade para denunciar ao IPDJ comportamentos que possam gerar interdição de acesso, para que este inicie o respectivo processo."

O TARIMBANÇO: O VAR CONJUGA-SE NESTE PRETÉRITO PERFEITO


O VAR tem verbo.
E como o VAR chega sempre depois do acontecimento ele fala no passado.
Todos os adeptos do futebol português já decoraram o verbo VAR. Sabem de cor a conjugação desse pretérito perfeito que ele é.

Se por um acaso veio aqui parar vindo de outro planeta, o verbo do VAR é assim.
Eu vi
Tu viste
Ele não viu.
Nós vimos
Vós vistes
Eles não viram.
Já o escrevi e repito: sou a favor da introdução do VAR.
Já o escrevi e repito: é ótimo para o resultado e péssimo para o jogo.
O VAR também é ótimo para os árbitros. E, ao mesmo tempo, péssimo para eles - para a parte deles que é incompetente.
Podia ser outro qualquer - não houve campo na Liga que não tivesse seu caso -, mas lembro-me, assim por exemplo, de um jogo em Alvalade de um lance numa área. O árbitro principal foi à linha lateral ver as imagens, que contrariavam o que tinha assinalado.
Eu vi
Tu viste
Nós vimos.
Vós vistes
Eles viram
(Ah) Ele não viu.
E o que era de facto uma coisa afinal foi outra.
Portanto, usa-se o verbo do VAR também quando se quer falar de competência na arbitragem nacional.
Eu não vejo
Tu não vês
Ele não vê.
Nós não vemos
Vós não vedes
Eles veem.
Presente do indicativo perene no futebol português.
Enquanto assim for, enquanto tivermos apenas dois ou três árbitros de bom nível (você está na minha opinião) a usar uma ótima ferramenta, por muito claro que possa vir a ser o protocolo, o VAR nunca passará da condição de futuro do pretérito com que foi idealizado e chegou a Portugal.
Eu veria, tu verias, ele veria…
Luís Pedro Ferreira, in MaisFutebol