sábado, 21 de janeiro de 2017

"TONDELA É ÚLTIMO? NOSSO FOCO SERÁ AINDA MAIOR"

                                           

SEREMOS CAMPEÕES!


"Pior que a primeira meia hora do Benfica frente ao Boavista, só mesmo a actuação de Luís Ferreira. Porém, não estamos no tempo do apito dourado, não lhe atribuo intencionalidade, antes incompetência. Além disso, o futebol português está em parte povoado por uns tontinhos que assacam os seus deméritos e encontram na arbitragem o seu bode expiatório predilecto. Sejam hooligans ou condenados na instância desportiva por corrupção, não quero ser confundido com essa gente.
Fomos prejudicados em três partidas, nas quais não lográmos a vitória (Setúbal, Marítimo, Boavista), e noutras em que fomos suficientemente competentes para superar adversários bafejados pela sorte de terem, no homem do apito, um suplemento anímico, técnico e táctico. Prefiro a segunda. Reconhecermos o nosso demérito pontual e corrigirmos o que tivermos a corrigir aproximar-nos-à do título.
No entanto, nem só do nosso demérito e da má arbitragem se revestiu aquela meia hora inacreditável. Tudo parecia conjugar-se para um desastre sem precedentes, creio até que poderá ter sido a primeira vez que nos vimos a perder 3-0 no nosso estádio frente a uma equipa notoriamente inferior à nossa. Como tal, tenho de enaltecer a reacção da nossa equipa, a fibra com que tentou dar a volta ao cataclismo e o empate conseguido.
O livro 'The Numbers Game' explica o futebol recorrendo às estatísticas. Num estudo efectuado na Premier League ao longo de dez épocas, percebeu-se que a probabilidade de uma equipa ganhar quando marca três glos é cerca de 85%. A probabilidade de derrota numa situação de desvantagem de três golos é acima dos 95%.
Parabéns à nossa equipa por nunca ter desistido de procurar a vitória!"

João Tomaz, in o benfica

O CRIME COMPENSA?


"É provável que três golos irregulares, em pouco mais de dez minutos, constituam recorde na história da arbitragem.
Errar é próprio do homem. Eu acrescentaria que ceder, quando se é avassaladoramente pressionado, ameaçado e intimidado, também faz parte do incontável conjunto das fraquezas humanas. Temia-se, por isso, que a gritaria dos últimos tempos tivesse consequências. Ei-las: em duas jornadas, dois pontos oferecidos ao Sporting, um ponto regalado ao FC Porto, dois pontos subtraídos ao Benfica. Era isto, e não tanto a Taça da Liga, que eles queriam.
Mas o que mais me agastou no sábado passado foi voltar a ver uma equipa a tentar jogar, e a outra a… não deixar que se jogasse.
Não falo de tácticas. Aceito um 10-0-0 como a mesma legitimidade de um qualquer 4-3-3. É futebol, e até nem foi o caso do Boavista durante a primeira parte.
Falo, sim, de uma chico-espertice saloia - tão tipicamente lusitana -, que no nosso campeonato se traduz em constantes simulações, quebras de ritmo, provocações a adversários e ao público, teatralidade nas substituições, comum à maioria das equipas que nos visitam, e que conta sempre com a complacência dos juízes.
O lugar desta gente era, obviamente, na segunda divisão. Mas o corporativismo dos agentes futebolísticos do país impede aquilo que, a meu ver, resolveria o problema: uma Liga com oito clubes, que agregasse os melhores jogadores, treinadores e árbitros, bem como, redobradas audiências e patrocínios. Muitos ficariam sem emprego, mas nós adeptos, que directa ou indirectamente lhes pagamos a todos, ficávamos com espectáculos de maior dignidade."

Luís Fialho, in o benfica

CAPAS DO DIA


BARBA & CABELO


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

EMAGRECIMENTO


CUIDADO


Se pensarmos que empatámos com o Boavista, fica um azedume do último fim de semana. Se pensarmos que fechámos a primeira volta com quatro pontos de vantagem sobre o FC Porto e seis sobre o SC Braga, fica a sensação de que os objetivos podem estar a caminho. A única certeza que poderemos ter é a da dificuldade do que falta, como se viu pela arbitragem de sábado. Fez bem o Benfica em não entrar no coro de choramingas, pois essencial é esperar pela nota, e tirar o incompetente do quadro de arbitragem, e seguir em frente a jogar mais e melhor.
Contra o Leixões cumpriu-se os quartos-de-final da Taça, repleto de curiosidades, mas sem grandes surpresas. Sporting, Académica e Leixões levaram muitos adeptos nas suas deslocações, mas não levaram competência para seguir em frente, rumo ao Jamor. São clubes em que o passado foi melhor que o presente, vivem dificuldades, mas merecedores de saudade e respeito.
Sobre a crise leonina não me alongo muito, mas reitero o que sempre escrevi: Jorge Jesus é muito bom treinador e, para mim, o menos culpado pelo que se passa. Corro o risco de ser o único benfiquista a pensar assim, mas não mudo, Leonardo Jardim era muito bom, Marco Silva era óptimo e também foram os culpados de culpas que nunca tiveram.
Centremo-nos no Benfica,, tema com suficiente dimensão para nos alimentar a alma, e olhemos para uma Taça da Liga com ratoeiras. Primeiro, porque a condição de favorito não marca golos, depois porque cria obrigações e espectativas. Com todos os vencedores da prova em competição a quererem repetir o feito, somamos um ambicioso Moreirense. Tem de ser um Benfica muito focado, com a escolha dos melhores para cada momento, aquele que irá ao Algarve. Queremos somar o segundo título da época no Algarve, mas antes terá de ser o Tondela o alvo de todas as preocupações. Esgotámos com o Boavista o plafond de esbanjamento. Agora é ganhar, ganhar, ganhar...

Sílvio Cervan, in a bola

O TAXISTA JORGE JESUS


"Anda com o Sporting às voltas, sem acertar no endereço. E o taxímetro não pára

O Sporting foi quatro vezes campeão nos últimos quarenta anos. É rigorosamente um título por década. Se violentarmos um bocadinho a matemática, isso quer dizer que arranca para cada campeonato com uma hipótese em dez de o ganhar. Também quer dizer que as distâncias para os adversários são grandes, antigas e variadas.
Por exemplo, Bruno de Carvalho trouxe a combatividade, que era claramente uma delas, mas não podia trazer o que ele próprio não tinha: por exemplo, experiência de vida e conhecimento do mercado de transferências, duas deficiências que pesaram muito nas últimas duas épocas e meia, afetadas ora por escaramuças internas suicidárias, ora por um número exagerado de contratações fracassadas ou até mirabolantes.
Outra distância conhecida para Benfica e FC Porto. Jorge Jesus seria, supostamente, um atalho para esses quarenta anos de atraso, mas um atalho dispendioso e comprometedor, que, à segunda época, resolveu deitar fora a única desculpa que tinha: a evidente necessidade de tempo para curar uma doença velha de gerações. Para além da prosápia desnecessária, a opção por jogadores experientes e bem pagos, ou seja, por um campeão pronto a vestir, e o dinheiro gasto neles significa que o eventual novo fracasso obrigará a um recomeço, quase do zero.
Jorge Jesus é o taxista que anda com o Sporting às voltas pela cidade, sem acertar no endereço. E o taxímetro não pára."

PAZ PODRE - PARTE II


Pela segunda vez num mandato, Bruno de Carvalho impõe a um treinador uma convivência de faz de conta com o propósito de o fazer sair pelo próprio pé
Quando é o valor da indemnização a garantir o posto de trabalho de alguém, é igualmente certo que um dos lados vai esticar a corda do relacionamento na expectativa de ver o outro desistir. Começa por fazê-lo de forma calculista e insinuante. Se não resultar, avança para o uso de truques baixos e chama-lhes estratégia, até atingir a meta do desespero. Chegado aí, ou provoca-o na outra parte ou rende-se e põe a própria casa a arder.

Passaram dois anos desde que Bruno de Carvalho torpedeou Marco Silva até o despedir alegando justa causa e expondo-se ao ridículo ao invocar motivos como a ocasião em que não usou o fato oficial do clube. Acabou por pagar-lhe uma indemnização e cobriu a face com a contratação bombástica de Jorge Jesus, subtraído ao Benfica. Para uns, foi um golpe de mestre, para outros o início de uma relação impossível. Durou um ano e meio, com períodos bons e bastantes maus.
Jorge Jesus fica no Sporting sustentado pelo contrato leonino assinado em 2015 e revisto e aumentado um ano depois, contrato esse que lhe conferia o direito de ser um de dois a mandar. Fez coisas boas, entusiasmou os adeptos, aumentou o número de espectadores no estádio e também cometeu erros. Nesta altura, só a última alínea lhe é creditada, a dos falhanços no relvado e fora dele. O processo de desgaste está em marcha, veremos como responderá. Como diz o povo, se tem estômago para o que vem a seguir.

Carlos Machado, in o jogo

AQUECIMENTO BTV - 19 JANEIRO 2017 - BENFICA TV [HD]