segunda-feira, 8 de junho de 2026

BENFICA-IMPRENSA 8 Junho FIM DA ERA MOURINHO E INÍCIO DE UM NOVO CAPÍTULO, MOREIRA VENDIDO!! 🦅🔴

                  

ACABOU A NOVELA? 🚨 AGORA É A SÉRIO! PÉREZ VENCE E DESBLOQUEIA NOVELA MOURINHO!

                  

João Diogo Manteigas // A época desportiva 25/26 e as próximas AGs

                 

BENFICA TEM 15 MILHÕES PARA DAR JORGE CUENCA A MARCO SILVA!

                 

BENFICA E MOURINHO: O FIM DE UMA RELAÇÃO ABUSIVA

 


Este domingo marca um momento decisivo: há eleições no Real Madrid e, ao mesmo tempo, o Benfica prepara-se para encerrar um ciclo tão intenso quanto controverso. Um ciclo que começou como um romance promissor com José Mourinho, mas que acabou por revelar desgaste e desequilíbrio.

A mais que provável recondução de Florentino Pérez na presidência do Real Madrid abre portas a um cenário agora inevitável: o regresso de José Mourinho ao clube espanhol. Um desejo do treinador português.
Significa também o fim da sua passagem pelo Benfica, uma passagem tudo menos discreta. Mourinho trouxe intensidade, influência e protagonismo; não apenas, não principalmente no futebol da equipa. Foi determinante na eleição de Rui Costa, assumiu o controlo da comunicação e imprimiu a sua identidade no clube. Em vários momentos, a marca Mourinho pareceu sobrepor-se à própria marca Benfica. Ainda assim, essa perceção nunca se consolidou porque o peso institucional e histórico do Benfica acaba sempre por se impor. Apesar disso, os erros na gestão deste protagonismo foram evidentes.
O Benfica permitiu que o equilíbrio interno se alterasse e que o treinador ganhasse um espaço de poder difícil de sustentar. A pressão do clube, aliada à personalidade forte de Mourinho, criou um ambiente onde o conflito se tornou inevitável. O que parecia um casamento perfeito transformou-se, gradualmente, numa relação desgastante, com sinais de rutura cada vez mais visíveis. Não através de confrontos diretos, mas por meio de tensões subtis, silêncios estratégicos e decisões pouco claras.
Um dos erros mais evidentes da SAD encarnada foi não ter renegociado ou eliminado a cláusula de rescisão de sete milhões de euros após a reeleição de Rui Costa. Essa cláusula acabou por funcionar como uma zona de conforto para Mourinho e como um entrave estratégico para o Benfica. Agora, com o Real Madrid disposto a pagar 15 milhões de euros para garantir o treinador, o cenário financeiro torna-se mais favorável, mas, ainda assim, o atraso provocado pelas eleições no clube espanhol e o silêncio prolongado entre Benfica e Mourinho criaram instabilidade. Essa indefinição dificultou negociações com Marco Silva para a liderança técnica e atrasou decisões fundamentais para a nova época.
Apesar de tudo, o Benfica ainda vai a tempo de reorganizar o seu futuro. Nos próximos dias, o desfecho parece inevitável: Mourinho sairá e abrirá espaço para um novo ciclo liderado por Marco Silva. Este momento representa mais do que uma simples mudança de treinador. É uma oportunidade estratégica para o Benfica recuperar a sua identidade, reforçar a sua estrutura e corrigir erros recentes. Reagrupar, reorganizar e, acima de tudo, não falhar no mercado de transferências serão pontos-chave.
Apesar de tudo, o Benfica ainda vai a tempo de reorganizar o seu futuro. Nos próximos dias, o desfecho parece inevitável: Mourinho sairá e abrirá espaço para um novo ciclo liderado por Marco Silva. Este momento representa mais do que uma simples mudança de treinador. É uma oportunidade estratégica para o Benfica recuperar a sua identidade, reforçar a sua estrutura e corrigir erros recentes. Reagrupar, reorganizar e, acima de tudo, não falhar no mercado de transferências serão pontos-chave.
A confiança será determinante. Rui Costa precisa de acreditar na escolha que fez. Qualquer hesitação transmitirá a ideia de fragilidade e incoerência na liderança. E isso seria precisamente o oposto do que o clube necessita: uma gestão sólida, de dentro para fora, e não condicionada por influências externas. O Benfica deve também reconhecer, com realismo, que neste momento está atrás dos seus principais rivais em vários aspetos desportivos, estruturais e estratégicos. Esse reconhecimento não deve ser visto como fraqueza, mas como ponto de partida para uma reconstrução ambiciosa. Será essencial adotar uma abordagem pragmática, sem abdicar da exigência. Recuperar identidade, consistência e competitividade é um processo que exige tempo, convicção e liderança firme.
Tal como acontece após o fim de uma relação abusiva, a recuperação não será fácil. Haverá dificuldades, dúvidas e momentos de instabilidade. Mas cada pequena conquista ajudará a reconstruir o caminho. E cada obstáculo terá de ser encarado como parte do processo — nunca como motivo para desistir.
Nélson Feiteirona, in a Bola

BENFICA: DECIDIR NÃO DECIDIR



 Durante meses, a administração do Benfica assistiu à gestão do processo relacionado com José Mourinho sem o resolver: não decidiu, não liderou e limitou-se a esperar que os acontecimentos produzissem uma solução. Hoje, tudo indica que essa solução está prestes a surgir sob a forma de uma indemnização milionária pela saída do técnico. O desfecho pode até ser favorável do ponto de vista financeiro. O problema é que um bom resultado nem sempre significa uma boa decisão. Há, no entanto, um detalhe que pode destruir toda a narrativa construída nos últimos dias: e se Enrique Riquelme vencer este domingo as eleições do Real Madrid?

A cambalhota de Mourinho
Com todo este enredo, o primeiro a ficar mal na fotografia é José Mourinho. Ninguém se esquece da forma como entrou na Luz. «Quem é o treinador que diz não ao Benfica?», perguntou Mourinho na apresentação. Meses depois, já temos a resposta: o próprio José Mourinho. Mais recentemente, o treinador português decidiu ir ainda mais longe ao afirmar que já não conseguia esconder o seu benfiquismo. Nunca percebi a relevância desta declaração. Um treinador profissional não é contratado para gostar mais ou menos de um clube, mas sim para ganhar. Se foi o próprio Mourinho que decidiu trazer o tema para o debate público, então também terá de aceitar as consequências dessa escolha.
Por isso, é difícil ignorar a ironia dos acontecimentos. Pouco tempo depois de assumir publicamente o seu benfiquismo, a sua imagem surge associada à campanha eleitoral de Florentino Pérez para a presidência do Real Madrid. Surgiu, entretanto, a explicação de que o vídeo terá sido criado através de inteligência artificial. Para mim, isso é irrelevante. Depois da pergunta com que entrou na Luz e depois de ter confessado que já não conseguia esconder o seu benfiquismo, Mourinho tinha apenas duas hipóteses: desmentir o vídeo ou pedir desculpa aos adeptos do Benfica. Não fez nenhuma delas. Assim, sem querer, acabou por confirmar a sabedoria popular: as palavras leva-as o vento.
Administração em espera
A comunicação pode alterar a perceção dos acontecimentos de uma forma incrível. Começo pela cláusula de ética, que o meu amigo André Pipa inteligentemente apelidou de «cláusula de cosmética». A realidade é que esta cláusula no contrato de Mourinho, que deveria ter tido um papel positivo e ético, acabou transformada numa arma que trouxe opacidade, que maquilhou um cenário de afastamento entre as partes e que, mais uma vez, demonstrou a inoperância de uma administração que deixou andar até que as coisas se resolvessem.
Assim, para aqueles que há uns meses defendiam as más exibições da equipa de Mourinho, este episódio será visto como um grande negócio, sobretudo se Florentino Pérez vencer. Para quem analisa o processo de forma mais profunda, o problema é outro: não houve racional evidente nem uma linha lógica de decisão por parte da administração encarnada. Pior do que isso, revela-se algo que tem sido cada vez mais óbvio: a falta de cultura e identidade de clube, bem visível neste episódio em que Mourinho surge associado ao anúncio de campanha de Florentino Pérez.
Percebo a lógica dos 15 milhões que podem entrar nos cofres. Só não percebo como é que um clube como o Benfica abdica de se impor e de pelo menos ameaçar levar o caso à FIFA ou à UEFA, perante a abordagem de um treinador com contrato em vigor por parte do presidente do Real Madrid. Os grandes clubes não hesitam quando a sua história é posta em causa. Neste caso, Rui Costa e a sua administração optaram por não o fazer. Ao não o fazerem, colocaram o encaixe financeiro à frente da afirmação institucional. No limite, se o Benfica reagisse de uma forma dura, os 15 milhões de euros entrariam na mesma, ou talvez mais, e o Benfica ficaria sempre a ganhar algo que aqui não teve: o respeito e uma posição pública à altura da sua história. Ao não o fazer, expõe duas coisas: uma fragilidade institucional que se tem vindo a acentuar e, inevitavelmente, a perceção de uma situação financeira mais pressionada do que o discurso deixa transparecer.
Marco Silva e a lógica da sobrevivência
Analiso esta contratação em três planos: financeiro, desportivo e de sobrevivência. Do ponto de vista financeiro, a questão é simples. Os clubes portugueses não têm dimensão para sustentar os valores que o Benfica pagou a Mourinho e que, ao que tudo indica, irá pagar a Marco Silva. Nada disso tem a ver com a qualidade dos treinadores. Tem a ver com a realidade dos clubes e com a forma como os recursos são distribuídos face aos objetivos desportivos. Um treinador não pode ser pago como se estivesse num contexto de receitas que o clube não tem. Essa discrepância acaba sempre por ter consequências noutras áreas.
No plano desportivo, parece-me uma escolha acertada. Marco Silva representa um modelo diferente de jogo: equipas com posse, dominadoras, mais próximas do ADN Benfica do que um futebol de transição e reação (como era com Mourinho). Nesse sentido, a escolha faz sentido. O contexto com que Marco Silva entra na luz deu-lhe força negocial. Resta saber se irá conseguir ter um papel determinante na composição do plantel e na gestão do Seixal, numa estrutura do futebol que não se tem mostrado unida. É no terceiro plano que a decisão se torna mais interessante: o da sobrevivência. A sensação que fica é que estas escolhas não são apenas desportivas: são também políticas. Nomes que ajudam a estabilizar o ambiente, a reduzir o ruído e a garantir aceitação imediata junto dos adeptos.
O problema é quando esse critério começa a pesar tanto como o critério desportivo. Aí a decisão deixa de ser apenas sobre o que é melhor para a equipa e passa a ser também sobre o que é mais confortável para a administração. Rui Costa ainda vai a tempo de corrigir erros do passado — nas decisões e na composição da sua equipa diretiva. A questão é saber se o fará.
A valorizar: Portugueses do PSG
O PSG conseguiu aquilo que poucos acreditavam. Em dois anos é bicampeão europeu. Muito mérito para Luís Campos e Luis Enrique que criaram uma identidade e cultura onde se destaca o respeito e o compromisso entre todos. Os nossos quatro jogadores chegam à seleção motivados e com enorme confiança.
Diogo Luís, in a Bola

domingo, 7 de junho de 2026

Marco Silva quer cara conhecida no Benfica | MERCADO FLASH

                 

BENFICA 2026-27 ● DIA DECISIVO NA MUDANÇA DE TREINADOR! JORGE CUENCA E HARRY WILSON SÃO ALVOS!

                  

BENFICA: MURAL DA ESPERANÇA OU DA RESIGNAÇÃO?



Cumprindo uma tradição antiga, fui ver a final da Liga dos Campeões, com um grupo de amigos, desta vez em Budapeste. Grande estádio, grande organização e grande ambiente. O jogo propriamente dito não foi um dos melhores espetáculos a que já assisti. Mas, ainda assim, venceu a melhor equipa.
Aproveito sempre estas finais para tirar uma foto ao mural onde estão expostas as camisolas dos clubes vencedores da Liga dos Campeões. Mais concretamente, aproveito para tirar uma foto à camisola do meu clube, o Benfica, que ganhou por duas vezes a competição, em sete finais disputadas.
Dois sentimentos me invadem ao olhar para aquele mural. Em primeiro lugar, um orgulho e admiração pelos dirigentes e jogadores dessas épocas. Que audácia, que competência e que determinação foi preciso existir para termos conquistado o que conquistámos!
O segundo sentimento é quão longe, hoje, como sócio e adepto, me sinto desse mural e quão longe me sinto, também, de um dia voltar a chegar próximo de uma final da Liga dos Campeões. E acho que este é o sentimento dominante entre a maioria dos sócios e adeptos do Benfica. Mas será que tem de ser mesmo assim?
Muitas vezes penso o que seríamos hoje se os nossos dirigentes dos anos 60, 70 e 80 se tivessem resignado ao facto de sermos um país pobre, fechado e pequeno e terem aceite ficar pelo fácil, pelo apenas possível e não ousar conquistar o que parecia verdadeiramente impossível.
Mas, felizmente, não aceitaram essa fatalidade, não se resignaram e encontraram soluções para ser grandes, mesmo vindos de um país (geograficamente) pequeno, e deixar-nos um legado imenso! É verdade que o futebol mudou muito, sobretudo após a Lei Bosman e a chegada do capital bilionário, que veio mudar as regras do jogo.
Também é verdade, porém, que as oportunidades neste novo mundo global e aberto aumentaram muito em relação aos anos 60, 70 e 80, em especial para as organizações com a marca, a dimensão e a massa adepta do Benfica.
Ao contrário de outros clubes mais pequenos, a nossa dimensão permite-nos ter opções, fazer escolhas e aproveitar as oportunidades que nos permitam ter novamente esperança de competir ao mais alto nível.
Com a mesma fórmula e também com a mesma organização dos anos 60? Não! Daquela maneira, infelizmente, não é mais possível. Precisamos urgentemente da atitude, da coragem e, em especial, da competência e do inconformismo dos sócios e dirigentes desses anos gloriosos.
Há hoje uma aceitação geral entre nós, sócios, que nos foi incutida e imposta, e que passa por termos de nos resignar a ser um mero entreposto de jogadores, um clube formador dos grandes europeus que ganham títulos, restando-nos ficar a assistir, com nostalgia, ao João Neves e ao Gonçalo Ramos a serem bicampeões europeus com uma camisola de outro clube, ao ponto de já não sabermos se somos sócios do Sport Lisboa e Benfica conquistador de títulos ou se somos sócios do Sport Lisboa e Benfica agente de jogadores.
O facto é que conseguimos ser a Academia mais lucrativa do Mundo nos últimos 10 anos, com quase €600 milhões de vendas de jovens extraordinários formados em casa, mas em termos de títulos ficámos longe dos melhores da Europa e nem sequer fomos o mais ganhador em Portugal nos últimos 10 anos.
Podemos dizer que o SLB agente tem sido mais competente que o SLB clube ganhador de títulos, o que deve levar a uma reflexão sobre o modelo seguido.
Será que tem mesmo de ser assim? Será que não há outras soluções? Claro que há! Só é assim porque vender jogadores é a solução mais fácil. Só funciona assim porque vender jogadores é a solução mais fácil, mais simples e mais conveniente para o mercado em geral. É que vender o João Neves pelo preço a que foi vendido abaixo da cláusula de rescisão não é tarefa difícil e até um adolescente o faria. Basta uma boa comissão ao agente e a qualidade inegável do João Neves faz o resto.
O nosso legado é maior é tudo isto a que assistimos. Precisamos de muito mais. Precisamos de dirigentes que não se limitem a ser compradores/vendedores de jogadores, mas que encontrem soluções económicas e financeiras que nos permitam ter um projeto desportivo estável, consistente e duradouro. Que consigam montar um modelo económico ao serviço do modelo desportivo e não um modelo desportivo ao serviço do modelo económico. No fundo, que nos devolvam a esperança de andar de forma consistente entre os melhores e, eventualmente, ganhar.
Para isso acontecer precisamos de dirigentes que tragam visão e competência das suas vidas profissionais. Que tragam visão estratégica, conhecimento e saber fazer.
Ser presidente ou dirigente do Sport Lisboa e Benfica não pode ser um espaço de experimentalismo ou de aprendizagem assentes em ambição pessoal sem qualquer sustentação de capacidade profissional. Precisamos dos melhores, entre nós, também fora do campo. Os títulos começam a ganhar-se aí, sobretudo num mundo supercompetitivo e cheio de interesses paralelos como é o atual.
Mais uma vez chegamos ao início de época com um novo treinador. Com a época a iniciar mais cedo, com um novo play-off (desta vez da Liga Europa) e, como sempre, na expectativa da entrada e saída de inúmeros jogadores na vaga esperança de que a chegada dos novos milagreiros venha resolver os nossos problemas. Onde é que já vimos isto?
O atual presidente e respetiva Direção estão mais do que legitimados para continuar e não devem ser postos em causa. A bem da estabilidade é isso que deve acontecer. Mas têm de refletir seriamente sobre o passado recente e tirar conclusões sobre o caminho para onde estão a levar o clube. E, mais importante, fazer um exame de consciência e concluir se têm capacidade e energia para alterar o rumo.
Na final da Liga dos Campeões do próximo ano, em Madrid (onde espero voltar a estar presente), gostaria de olhar para aquele mural das camisolas com esperança e não com resignação. Mas tenho consciência de que muita coisa precisa de mudar para voltarmos a ser o clube da superação e dos feitos (quase) impossíveis. Para isso, haja esperança, visão e determinação.

João Ferreira Queimado, in a Bola  

ZONA DRS - Ep.53: WATCHALONG DO MONACO GP!! 🏎️🏁