quarta-feira, 27 de maio de 2026
zorlaK - "Comentários do episódio 53 de O RESTO É BOLA"
BENFICA SEM CONTROLO DA SITUAÇÃO DE MOURINHO E MARCO SILVA!
«Mourinho está a arrastar o nome do Benfica pela lama»
Mourinho quer levar Aursnes do Benfica | MERCADO FLASH
terça-feira, 26 de maio de 2026
zorlaK - "Rescaldo do final da Taça de Portugal"
O TREINADOR PORTUGUÊS AINDA ESTÁ NA MODA?
Principais técnicos lusos estão na iminência de mudar de ares mas, à exceção de Mourinho, nenhum deverá ser o escolhido para um grande clube do 'top' 5 europeu
Os jogadores são os principais ativos do mercado de transferências, mas as próximas semanas prometem muitas mudanças de treinadores, num daqueles alinhamentos cósmicos e com efeito de roda dentada, com entradas e saídas dependentes e interligadas.
Não é vulgar, por exemplo, termos um defeso com tantos técnicos portugueses de nomeada na iminência de mudar de ares - e alguns disputando os mesmo lugares. Partindo do pressuposto de que José Mourinho tem o futuro reservado (será o Real Madrid, mais semana menos semana) é curioso verificar que Jorge Jesus, Sérgio Conceição, Marco Silva ou Rúben Amorim estão em simultâneo no mercado, numa lista que pode estender-se eventualmente a Nuno Espírito Santo.
O que têm estes homens em comum? Todos passaram pelos três grandes de Portugal e à exceção do (ainda) líder do Fulham só um pode mesmo ser opção para o mercado de topo nacional. Os outros deverão manter-se pelo estrangeiro, mas dificilmente assumirão os principais clubes do Velho Continente, confirmando uma tendência recente: é difícil vermos um treinador português assumir o comando de um gigante de um dos cinco principais campeonatos europeus.
Mourinho será uma exceção e fruto de um contexto muito específico relacionado com a grande proximidade ao atual presidente dos blancos, Florentino Pérez, que busca desesperadamente alguém que ponha um balneário em ordem - é até redutor para Mourinho ser apontado ao lugar apenas e só pela personalidade e menos pelo que pode fazer do ponto de vista puramente técnico, tático e estratégico.
Recordando o que foi a temporada 2025/26, temos apenas os casos de Paulo Fonseca no Lyon (levou a equipa à pré-eliminatória da Champions e esteve muito tempo em zona de acesso direto numa luta em que o PSG não dá espaço à concorrência), Luís Castro que conseguiu o milagre de garantir o Levante na liga espanhola e o trio Marco Silva/Vítor Pereira/Nuno Espírito Santo na Premier League que andou entre o meio da tabela e o fundo (NES não evitou mesmo a descida do West Ham). E depois a experiência falhada de Amorim no Manchester United.
Começa a ser cada vez maior o fosso que separa a tão elogiada escola de treinadores portugueses, por exemplo, da espanhola - de longe, a melhor do mundo na atualidade. Porque o efeito-Mourinho de há 20 anos já passou: agora só abre a porta para ele.
Fernando Urbano, in a Bola
MOURINHO: BASTAVA QUERER
Falta de comunicação empurrou Mourinho para fora de um clube onde parecia querer estar e para os braços de um novo que ainda não o pode assumir;
É possível que, quando este jornal chegar às bancas, ou ficar ativo no site de A BOLA, José Mourinho já não seja o treinador do Benfica e tenha assinado regresso ao Real Madrid. Se não for já, podemos imaginar que seja quando estiver a embrulhar peixe, a forrar uma gaiola ou a proteger copos, cumprindo assim, retirando os que ficam em coleções, o seu ciclo de vida.
Mas para haver uma saída, houve uma entrada. Algo que há anos parecia impossível voltar a acontecer em setembro do ano passado, acabou por ser possível num clube que estava à beira de eleições e precisava de um treinador.
Agora, menos de um ano depois, por uma sucessão de episódios de má comunicação, apesar de todos falarem português, Mourinho vai sair - não serve para o Benfica, que não foi capaz de dizer categoricamente que o quer, mas parece ser mesmo o que o Real Madrid precisa. Mas há um requinte: o treinador português, de quem muitos diziam que já nenhum clube de topo quereria e teria de se contentar com migalhas de ligas periféricas, está agora novamente envolvido num processo eleitoral, sendo o trunfo (ainda não assumido) do atual ocupante do cargo.
O rei Florentino tem agora um adversário, pelo que se gerou um efeito dominó invertido - ainda não foi lançado o nome de Mou, o Benfica não pode avançar para o sucessor, mete-se o Mundial e daqui a nada começa a época, sendo que os encarnados são os únicos que terão de começar do zero.
E o lugar está tão frio, que Ruben Amorim, por exemplo, prefere não fazer nada durante uma época inteira, do que assumi-lo. Mas o Benfica volta a precisar de treinador.
Os adeptos poderão pensar: Farioli também começou do zero no FC Porto e veja-se onde está agora. Mas por vezes mesmo copos embrulhados em jornais também se partem numa mudança mal feita.
Ana Soares, in a Bola
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