sexta-feira, 21 de agosto de 2026
A EUROPA É JÁ ALÍ | BENFICA 3 - 1 ARRHUS | REAÇÃO COMPLETA
BENFICA ESMAGA E TRITURA CASA PIA E AHHHRAUS.
VITÓRIA CLARA MAS ESCASSA...
Triunfo claro (3-1), mas escasso, tal o número de oportunidades criadas pelo Benfica, frente ao Aarhus, em jogo da 1.ª mão do play-off de acesso à fase de liga da Liga Europa. Nesta quinta-feira, 20 de agosto, Rafa, Barreiro e Pavlidis apontaram os golos, num duelo que fica também marcado pelos 200 jogos de Aursnes com o Manto Sagrado.
Depois de vencer St. Gallen (5-0) e Hearts (6-1), o Benfica recebeu o Aarhus, em novo duelo europeu na Luz.
Com vista a que a eliminatória ficasse bem encaminhada, Marco Silva lançou o onze que, dias antes, goleou o Casa Pia (0-7): Samuel Soares, Bah, Lenglet, Tomás Araújo, Dahl, Barrenechea, Barreiro, Sudakov, Rafa, Prestianni e Pavlidis.
Ainda havia quem tentasse fugir ao trânsito da 2.ª circular quando Rafa já fazia levantar os Benfiquistas, ainda não estavam cumpridos 2 minutos.
Toque de calcanhar de Rafa para Barreiro, com o médio a galgar metros pelo lado direito e a lançar Bah, que meteu a bola no interior da área. A defesa do Aarhus tentou afastar, mas a bola foi ter com Pavlidis, que rematou contra um defensor, fazendo com que o esférico chegasse até Rafa. Depois de ver Christiansen fazer uma grande defesa na primeira tentativa, o camisola 27, de trivela, inaugurou o marcador (1-0, aos 2').
Feito o primeiro, os encarnados foram em busca de mais. Aos 11', após várias trocas de bola, o esférico chegou a Barreiro e o médio deu para Rafa, que lançou Bah na direita. Já no interior da área, o dinamarquês serviu Pavlidis, que rematou contra um defensor.
Na sequência do canto, lance polémico da Luz. Sudakov cruzou para Tomás Araújo, que cabeceou contra o braço direito de Bech. A bola perdeu velocidade e sobrou para Christiansen. O árbitro não viu motivo para penálti e mandou seguir o jogo (12').
Dois minutos depois, novamente o Benfica perto do golo, num lance que espelha bem a constante pressão que os encarnados exercem junto às áreas adversárias.
Prestianni ganhou uma bola no interior da área, tentou servir Pavlidis, mas a bola acabou por chegar até Rafa. Em excelente posição, o avançado rematou para a baliza, mas o pé de Christiansen impediu a festa (14').
Pouco depois, outra vez a formação orientada por Marco Silva a cheirar o golo. Na esquerda, Dahl recebeu a bola antes da linha do meio-campo, foi para dentro e deu para Prestianni, que, na direita, colocou no interior da área. Aí, a defesa dinamarquesa conseguiu o alívio. Em zona interior, Dahl recuperou e deu para Pavlidis, com este a tocar para Sudakov. O médio trabalhou bem e deixou para Prestianni, que, em jeito, atirou para grande defesa de Christiansen (19').
Antes da meia hora de jogo, novamente Rafa a testar a atenção do guardião do Aarhus. O avançado fintou Kahl já dentro da área e disparou de trivela para uma intervenção apertada (29').
No minuto seguinte, momento de dúvida. Bah ganhou uma bola e soltou Rafa no lado direito. O camisola 27 foi em grande velocidade em direção à baliza, trocou as voltas a um oponente e rematou para boa defesa de Christiansen. Porém, na hora do remate, Rafa foi empurrado. Nem o árbitro nem o VAR vislumbraram motivos para grande penalidade (30')...
É uma velha máxima do futebol e, aqui, aplicou-se na perfeição: tantas vezes o cântaro vai à fonte que acaba por lá ficar. Canto cobrado por Sudakov para Tomás Araújo pentear. A bola foi na direção de Lenglet, que cabeceou para um corte em cima da linha de Rosler. Na insistência, Leandro Barreiro surgiu no sítio certo para fazer o 2-0 (31').
Sem que nada o fizesse prever, tal o domínio encarnado, o Aarhus conseguiu reduzir.
Jogada pelo lado esquerdo do ataque, a bola foi colocada na área, onde Lenglet fez o corte. Porém, o esférico sobrou para Andersen, que tocou para Jorgensen e rematou para o fundo das redes (2-1, aos 36').
Numa excelente reação ao golo sofrido, Dahl bateu exemplarmente um livre na direção de Tomás Araújo, com este, em excelente posição, a atirar por cima (38').
Sempre em grande voltagem, o Benfica voltou a estar perto de marcar aos 41'. Pavlidis tabelou com Sudakov, entrou na área, enquadrou-se com a baliza e rematou para, mais uma vez, Christiansen negar o golo.
Mas o 3-1 lá haveria de chegar, através de uma grande penalidade, a castigar uma mão de Emmery, sancionada pelo árbitro após ver as imagens no VAR.
Chamado à conversão... Pavlidis bateu com força e para o meio. Irrepreensível (3-1, aos 45'+2') – são já 10 golos do internacional grego em 2026/27 em apenas 6 jogos.
Com um escasso 3-1 no marcador, o jogo chegou ao intervalo.
O 2.º tempo continuou a ver o Benfica completamente instalado no meio-campo dinamarquês, mas sem um caudal ofensivo tão poderoso como na etapa inicial.
Aos 66', Marco Silva mexeu pela primeira vez na equipa, colocando Richard Ríos no lugar de Barreiro. O técnico encarnado voltou a fazer alterações aos 72', altura em que colocou Schjelderup e Jhon Durán em campo, tirando Prestianni e Pavlidis, respetivamente.
Já dentro do último quarto de hora, quase o 4-1: grande passe de Richard Ríos para Jhon Durán; o internacional colombiano recebeu e libertou Schjelderup na esquerda. Depois de trabalhar bem no interior da área, o avançado rematou para boa defesa de Christiansen (78').
Aos 82', voltou-se a pedir grande penalidade na Luz. Schjelderup lançou Richard Ríos no interior da área, este tentou ganhar posição, mas foi impedido de rematar. O médio colombiano ficou a queixar-se de falta, mas nem o árbitro nem o VAR assinalaram qualquer infração.
Pouco depois, momento para a história. Alterações nas águias e, quando a placa mostrou o número 8, Aursnes não só se estreou nesta temporada como chegou aos 200 jogos com a camisola do Sport Lisboa e Benfica. O novo capitão encarnado entrou para o lugar de Sudakov. Kamiński também foi a jogo, tomando a vez de Rafa.
Endiabrado, Schjelderup serpenteou por entre vários adversários, deu para Richard Ríos, que atirou muito forte, mas viu a bola desviar num oponente.
Com 4 minutos de tempo de compensação, as águias voltaram a tentar o 4-1 por duas vezes. Primeiro foi Dahl, bem servido por Schjelderup, a disparar para defesa apertada de Christiansen (90'+2').
No minuto seguinte (90'+3'), Schjelderup fez um passe a rasgar e Jhon Durán rematou de pronto: a bola saiu forte, mas sofreu um desvio num adversário e saiu pela linha de fundo.
Não houve tempo para mais e o Benfica leva uma vantagem de 2 golos para a Dinamarca, onde, na próxima quinta-feira, 27 de agosto, às 19h00, joga a 2.ª mão do play-off de acesso à fase de liga da Liga Europa.
SL Benfica
AS NOTAS DOS JOGADORES DO BENFICA:
Encarnados venceram e convenceram na primeira mão do play-off da Liga Europa, frente ao Aarhus. Vários brilharam, mas um em especial,
Melhor em campo — Rafa (8)
Este quadrado é pequeno para lembrar e descrever a quantidade de bons lances e pormenores deliciosos de Rafa neste jogo. Aos dois minutos já estava a festejar o primeiro golo, surgindo a finalizar um lance que ele próprio iniciara, com um passe de calcanhar para Barreiro. Aos 11' serviu Bah, aos 14' rematou para grande defesa, aos 26' cruzou e deixou Sudakov em boa posição, aos 27' rematou de trivela para enorme defesa de Hedenstad, aos 30' mais um remate e mais uma defesa (neste lance o avançado do Benfica foi empurrado e por isso não finalizou na perfeição), e mais, e mais... Rafa esteve endiabrado, criativo, eficaz, mas ao mesmo tempo muito lúcido em todas as ações. E solidário a defender. Este Rafa não é só um bom jogador, mas é enormíssimo e faz realmente a diferença na equipa e no jogo.
(6) Samuel Soares — Sem culpa no golo sofrido, mostrou-se seguro. Autoritário nas saídas aos cruzamentos, foi confiante no jogo com os pés e mãos, e teve papel importante no lançamento dos companheiros para o ataque.
(6) Bah — Muito vertical e agressivo no ataque, cruzou para o primeiro golo da equipa e deixou Pavlidis em boa situação para marcar, aos 11'. Teve problemas para lidar com a qualidade de Emmery e deu-lhe muito espaço para pensar no lance do golo do Aarhus.
(6) Tomás Araújo — Alternou entre o bom e o mau, mas sai com saldo positivo pela forma como subiu linhas de pressão e lançou ataques. Começou desconcentrado, mas cresceu, esteve no lance do segundo golo e aos 38' poderia ter marcado, mas finalizou mal um cruzamento de Dahl. Grande erro na forma como (não) marcou Bech e o deixou cruzar para golo.
(6) Lenglet — Teve registo similiar ao de Tomás Araújo, mostrando mais segurança a defender, mas igual capacidade para pressionar e qualidade na saída com bola e passe. Esteve perto de marcar de cabeça em mais que uma ocasião e, tal como o companheiro de setor, também pecou: aos 36' perdeu a bola de forma displicente (mas perto da área do adversário) e permitiu ao Aarhus construir o lance do golo sofrido por Samu.
(7) Dahl — Muito competente a fechar o flanco e com algumas subidas bem desenhadas e cruzamentos perigosos. Aos 38' colocou Tomás Araújo na cara do golo e aos 51' fez o mesmo com Pavlidis. Finalizou o jogo com um bom remate, para defesa de Hedenstad.
(6) Barrenechea — Deu geometria com bola e esticou bem a equipa, mas foi sempre demasiado posicional, perdendo várias oportunidades para progredir e poder ser mais infuente no jogo.
(7) Leandro Barreiro — Uma máquina que não pára, a defender e a atacar. Nem sempre faz bem, mas está sempre lá. Aos 17' rematou ao lado, aos 31' marcou mesmo, em lance de insistência e de oportunidade. Aos 47' mais um remate perigoso, de cabeça.
(7) Sudakov — Exibição muito interessante do ucraniano, com intensidade e pormenores que ligaram a equipa e a fizeram ganhar dimensão. Aos 13', pressionou o guarda-redes e, com felicidade, quase fez golo; aos 18', trabalhou bem na área e serviu Prestianni para remate perigoso; aos 26', recebeu cruzamento na esquerda e rematou com selo de golo, mas a bola desviou num defesa; aos 41', ofereceu a Pavlidis lance de golo.
(7) Prestianni — Marco Silva disse tudo: é impossível não gostar da alma com que joga o argentino, e a qualidade que tem. Aos 14' lutou e ganhou a bola e ofereceu lance de golo a Rafa; aos 17' lançou Barreiro com um passe delicioso, e o médio rematou para canto. Grande remate para boa defesa, aos 18'; e novo remate aos 29'. Pelo meio, grande ajuda defensiva e pressão agressiva e alta em todas as zonas do campo.
(7) Pavlidis — Finalizou sem sorte, aos 11' e 41', serviu os companheiros com qualidade e não tremeu na hora de concretizar a grande penalidade. Incansável e precioso a ligar a equipa.
(5) Richard Ríos — Deu dimensão física ao meio-campo, mas entrou ansioso. Rematou mal aos 76' e aos 88' acertou num defesa. Tentou ganhar um penálti, num lance em que pareceu ter espaço e tempo para decidir melhor.
(7) Schjelderup — Em pouco tempo fez muito. Quase marcou num cruzamento de Rafa (74'), rematou com perigo (78') e lançou Ríos na área (83'). Ligado e sintonizado com a energia da equipa.
(5) Jhon Durán — Teve pouca bola, mas quando a teve tratou-a bem. Grande passe a desmarcar Schjelderup (78') e remate potentíssimo (90+3') para canto.
(5) Aursnes — Primeiro jogo da época, lançado atrás do ponta de lança. Teve critério e inteligência na gestão dos lances, sem tempo para mostrar mais.
(5) Kaminski — Entrou com vontade, mas teve pouco tempo para deixar marca. Aos 90+1' teve espaço na área, manteve a bola, mas não fez a diferença no lance.
In a Bola
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
BENFICA CRIA MUITAS OPORTUNIDADES EM NOVA NOITE EUROPEIA!
DAZN F1 - Antevisão ao Grande Prémio dos Países Baixos
Subscrever:
Mensagens (Atom)






