Estamos a nove jornadas do fim da temporada-zero de José Mourinho no Benfica. A bola está nos pés de Rui Costa, que terá de optar entre um projeto de longo prazo e a vertigem da fuga para a frente. Nos tempos do ‘maestro’, era certo e sabido que o passe seria certeiro. E agora?
É sempre imprudente, quando falamos de futebol, avançar previsões demasiado estreitas, porque não faltam exemplos de improbabilidades que desmentiram as ‘odds’. No entanto, creio que não estarei a ir longe demais se disser que o Benfica tem entre cinco e dez por cento de possibilidades de ser campeão nacional, e entre vinte e cinco e trinta de terminar em segundo. Para chegar a estes números não possuo quaisquer bases científicas de suporte, apenas um ‘feeling’, pessoal e logo subjetivo, que radica no calendário de cada um dos três primeiros e nas sensações que têm deixado.
Será, pois, avisado, que os encarnados (seguindo o lema «espera o melhor e prepara-te para o pior») comecem a trabalhar na temporada de 2026/27, partindo do princípio de que vão jogar a Liga Europa, ou seja, conhecendo as balizas que irão definir o investimento, e sabendo que podem planificar a preparação sem condicionalismos de pré-eliminatórias e ‘play-offs’. Se estes passarem a estar na equação, será, na ótica encarnada, por uma boa causa…
E há Mourinho, um dos melhores treinadores do mundo, que já afirmou a sua disponibilidade para dar corpo a um projeto no Benfica que vá para além da espuma dos tempos.
Será justo que se considere 2025/26 a época-zero de José Mourinho no Benfica, porque já apanhou o comboio em movimento e, essencialmente, porque teve de se adaptar a um plantel que não escolheu. Se, para 2026/27, não lhe faltarem com a estabilidade, e lhe derem os meios (mais na lógica de se enquadrarem no modelo de jogo que pretende, do que olhando para a questão dos custos…), o Benfica não só ficará mais perto do sucesso, como lançará bases para a continuidade que tem faltado.
O percurso do Benfica, nesta fase, não pode considerar-se entusiasmante, embora, ao longo da época, tenham surgido alguns vislumbres do que é possível vir a acontecer, assim os dirigentes mantenham a cabeça fria e acreditem na forma de lá chegar: os jogos, na Luz (onde o Benfica poderá ter hipotecado a Liga ao empatar com Santa Clara, Rio Ave e Casa Pia – juntando-se a estes ‘desastres’ o empate em Tondela) com o Nápoles e, sobretudo, com o Real Madrid, foram francamente bons e podem ser considerados pontos de partida interessantes.
Se Rui Costa tiver lucidez analítica e convicções fortes, tem condições, talvez as melhores de que já dispôs, para dar corpo a um Benfica estruturado, consistente e coerente, capaz de marcar época no futebol nacional.
PORTUGAL NA UEFA
Escrevi, no início da época que, em função dos pontos que Portugal ia perder face à Bélgica no ranking da UEFA (e isso era matéria confirmada), havia a forte possibilidade de vermos a nossa posição enfraquecida no final da temporada. Quando nos vimos sem representantes na fase de grupos na Liga Conferência, o cenário agudizou-se, e só não se tornou verdadeiramente dramático porque aos belgas, com a eliminação do Anderlecht às mãos do AEK, aconteceu o mesmo.
Vieram os jogos e as contribuições de Sporting, FC Porto, SC Braga e Benfica não só revitalizaram as nossas hipóteses, como potenciaram a ambição de recuperar uma posição, relativamente aos Países Baixos (que implodiram!) no ranking da UEFA. Agora, façam o que fizerem leões, dragões e guerreiros, Portugal já garantiu mais um representante na Champions de 2027/28, uma extraordinária notícia para o nosso futebol.
O alerta que fiz no começo da temporada veio a manifestar-se manifestamente exagerado. Enganei-me, e ainda bem que assim foi. Não quer isto dizer que os problemas estruturais do nosso futebol profissional tenham desaparecido, apenas foram, durante algum tempo, varridos para baixo do tapete. Enquanto não se arranjar solução para a revitalização da ‘classe média’, e não houver uma maior aproximação entre orçamentos, andaremos sempre com o coração nas mãos. Não vejo que a primeira situação possa ser resolvida sem uma requalificação dos quadros competitivos; nem que a segunda não dependa da venda centralizada dos direitos televisivos. Não acredito que os clubes queiram a primeira, nem que a centralização venha a verificar-se em termos que mudem seja o que for. Por isso, a luta continuará, numa lógica de três grandes e um outro a crescer, enquanto os restantes emblemas, propriedade de grupos económicos, na maioria mais interessados nas contas do que na coerência do projeto desportivo, vão tentando, mais do que viver, sobreviver.
Há demasiados clubes desenraizados, pelo afastamento dos adeptos provocado pelo mercantilismo, e outros que sobrevivem apenas como barrigas de aluguer. Nesta hora de júbilo pelo facto de passarmos a estar mais bem representados na Champions, talvez não seja pior aproveitar o astral positivo para abordar, com seriedade, todas estas questões, e procurar soluções que vão para lá do umbigo de cada clube.
MUNDIAL 2026
Terei sido a primeira voz a alertar para os efeitos da guerra no Médio Oriente sobre o Mundial de 2026. Ao dia de hoje, a dúvida não reside apenas em saber quem tomará o lugar do Irão. É pertinente questionar se (mesmo com a Gronelândia no congelador, passe a redundância) não haverá outros países dispostos a não estar na América do Norte (e se a Espanha, um dos mais fortes candidatos ao título, disser ‘não’?). E mais: o recente caso da recusa, por parte das autoridades norte-americanas, de vistos a dez jogadores do Mount Pleasant, da Jamaica, que iam disputar um jogo da CONCACAF com o LA Galaxy, não pode ser já um sinal do que está para acontecer, com jogadores, dirigentes, jornalistas e adeptos?
FREDERICO VARANDAS
Sem surpresa, o presidente do Sporting foi reeleito por esmagadora maioria. A estabilidade regressou a Alvalade (muito devido à forma como a questão das claques foi resolvida – honra a Varandas - e ainda à revolução de veludo levada a cabo por Ruben Amorim e Hugo Viana, a que acresceu uma gestão financeira rigorosa – honra a Francisco Zenha -, o rendimento desportivo permitiu, não só no futebol, que os leões voltassem a ser liderantes, e tudo isto teve como consequência não só o aumento da ocupação do estádio de Alvalade como também a mudança das cores das contas do clube, que passaram do vermelho ao verde. Quando pegou no Sporting, ainda iam altas as labaredas do incêndio provocado por Bruno de Carvalho, Varandas demonstrou coragem; à coragem seguiu-se um processo de aprendizagem durante os anos de Marcel Keizer; a cereja no topo do bolo foi o ‘all in’ que representou a contratação de Ruben Amorim ao SC Braga. «E se correr bem?», perguntou então o treinador? Correu mesmo muito bem! E o Sporting, no pós-Amorim, soube preservar as bases do trabalho e manter-se a um nível muito alto (a derrota na Noruega, um epifenómeno, em nada desmente a realidade abrangente atrás descrita).
Faltará, ainda, a Varandas, e talvez isso seja conseguido no mandato que agora inicia, um contributo maior para a normalização das relações entre os principais clubes. Trata-se de um elemento essencial para o desenvolvimento da indústria do futebol que não tem, forçosamente, de colidir com os interesses do Sporting.
A aposta convicta na formação surge como o caminho mais sensato para garantir a sustentabilidade de um clube, especialmente no contexto do futebol português. No entanto, esta é uma via complexa, onde a pressão constante e a exigência dos adeptos nos grandes clubes condicionam frequentemente as decisões da estrutura e obrigam a alterar o que estava planeado.
Para vencer, tanto internamente como nas competições europeias, torna-se necessário encontrar um equilíbrio delicado entre a irreverência dos jovens talentos e a qualidade superlativa das contratações estrangeiras. No Benfica atual, este dilema é particularmente evidente.
José Mourinho tem acompanhado de perto o talento que brota do Benfica Campus, no Seixal, promovendo vários jovens ao plantel principal e concedendo-lhes minutos de utilização. Contudo, nota-se uma preocupação clara do treinador em não queimar etapas. O objetivo é evitar precipitações que possam comprometer o crescimento dos atletas ou a competitividade imediata da equipa, assegurando, em paralelo, uma gestão eficaz dos egos no balneário.
Embora a visibilidade dada aos jovens demonstre que Mourinho tem noção do quadro geral do clube, lançar nomes de forma definitiva a meio de uma temporada é sempre uma tarefa ingrata. Para que exista uma aposta efetiva naqueles que estão prontos a dar resposta, parece fundamental o planeamento de uma pré-época completa — algo que Mourinho não teve, por ter entrado apenas em setembro.
Se olharmos para o passado recente, treinadores como Bruno Lage ou Roger Schmidt deram palco a figuras como João Félix, Florentino Luís, João Neves, João Rego, Tomás Araújo, António Silva ou Gonçalo Ramos. Já Mourinho, desde a sua chegada, chamou nomes como Rodrigo Rêgo, Banjaqui, José Neto, Anísio Cabral, Kevin Pinto ou, para o jogo de sábado em Arouca, Miguel Figueiredo, mas ainda de forma pontual.
A verdadeira prova de fogo para esta visão estratégica chegará na temporada 2026/27. Será nessa altura que o técnico terá a possibilidade de desenhar um plano desde a raiz, potenciando o entusiasmo dos adeptos e o retorno financeiro que só o Seixal garante. Obviamente, o recrutamento externo continuará a ser vital, mas a realidade financeira exige que jogadores acima dos 20 milhões de euros façam a diferença imediata, mesmo havendo a noção de que os atletas têm tempos de adaptação e de resposta diferentes.
O recrutamento externo continuará a ser vital, mas a realidade financeira exige que jogadores acima dos 20 milhões de euros façam a diferença imediata.
O risco nas contratações deve, porém, ser minimizado, e também não tapar o espaço de progressão aos miúdos da casa. Apostar na formação e continuar a ganhar não é um desafio fácil, mas se fosse, não estaríamos a falar de futebol profissional, do Benfica ou de José Mourinho.
Numa exibição de gala, sob o forte apoio dos adeptos, o Benfica bateu o Eléctrico, por 7-1, e conquistou a 5.ª Taça da Liga do seu palmarés. O troféu escapava aos campeões nacionais desde 2022/23.
Numa meia-final imprópria para cardíacos, o Benfica bateu o Leões Porto Salvo nas grandes penalidades (5-4, após o 2-2 no tempo regulamentar) e selou a presença na grande final deste domingo, 15 de março.
No Pavilhão Multiusos de Gondomar, que foi casa da prova desde os quartos de final, os Benfiquistas pintaram as bancadas de vermelho e branco. Ainda antes do pontapé inicial, os adeptos fizeram sentir a sua força no aquecimento.
O espetáculo abriu com imagens das equipas, acompanhado de um jogo de luzes e de fumos. Do palco para a quadra, surgiram as equipas, brindadas com fortes aplausos. O pavilhão ergueu-se para cantar o hino nacional, que, quando terminado, deu lugar a gritos de Benfica! Feita a vénia aos adeptos, a equipa tirou a habitual fotografia, os capitães cumprimentaram-se, trocaram-se as últimas palavras e rolou a bola!
Léo Gugiel, Kutchy, Arthur, André Coelho e Carlos Monteiro foram os 5 escalados por Cassiano Klein. André Correia e Peléh ficaram fora das escolhas do treinador, por opção, enquanto Afonso Jesus não foi convocado devido a uma lesão muscular na coxa esquerda.
No primeiro lance do encontro, os Benfiquistas celebraram o 1-0, que saiu do pé de Carlos Monteiro.
Pany Varela (2') rematou forte, mas direto para as mãos de Diogo Basílio. Entrava a todo o gás o campeão nacional! Henrique Vicente obrigou Léo Gugiel a uma grande defesa aos 3'. Seguiu-se uma bola de Higor ao poste e um remate do Eléctrico ao lado. Primeiros minutos de grande intensidade, acompanhados pelos cânticos que os dois lados entoavam. Grande ambiente, e que bonito quando assim é!
Diego Nunes esteve muito perto de ampliar (5'), mas o guardião do emblema de Ponte de Sôr impediu. No minuto 7, mais uma grande defesa de Léo Gugiel, com a sola do pé, a remate de Gonçalo Paixão.
Ligados e a fazerem boa leitura do jogo, os encarnados dominavam. Um corte de Simi Saiotti travou a bomba que saiu do pé de Arthur (9'). Na quadra e nas bancadas, só dava Benfica em Gondomar! Quando dos dois lados os Benfiquistas se cruzavam, criavam um eco arrepiante.
Carlos Monteiro quase bisou aos 11', não tivesse o esférico esbarrado na trave. Jacaré foi direito ao alvo e, no mesmo minuto, colocou os vermelhos e brancos a vencer por 2-0.
Ainda aos 11', Léo Gugiel defendeu o remate de Henrique Vicente. Apesar da vantagem das águias, o jogo estava a ser disputado a alta intensidade e com muita entrega.
Diego Nunes, em posição de canto, atirou à malha lateral aos 15'. E o 3-0 só não surgiu porque um jogador do Eléctrico conseguiu travar o remate de Tchuda com o corpo.
Na sequência de uma recuperação de bola, Silvestre passou a bola a Diego Nunes, e este atirou ao poste. Na sobra, Tchuda não perdoou! Estava feito o 3-0 aos 17', sob o forte apoio dos sempre audíveis Benfiquistas.
Ao intervalo, os campeões nacionais venciam por expressivos 3-0!
O domínio do Benfica manteve-se na 2.ª metade. No ataque, Léo Gugiel, interventivo, subia na quadra e colocava as águias em situação de superioridade numérica. A temperatura mais morna do terreno de jogo em nada esmorecia o calor que vinha das bancadas.
"Que lindo é vermelho e branco", entoavam os adeptos quando, aos 26', Silvestre rematou ao lado. Diogo Basílio também avançou no campo, Jacaré apanhou a bola e rematou, mas o guardião conseguiu regressar à baliza e defender.
Grande jogada de Lúcio Rocha aos 27', a levar a melhor sobre vários adversários, a ficar na posse do esférico e a fazê-lo chegar a Silvestre, que, na esquerda do ataque, fez balançar as redes do Eléctrico (4-0). Explosão vermelha e branca no pavilhão!
No minuto 29, com Léo Gugiel fora da baliza, o Eléctrico chegou ao golo (4-1). Simi Saiotti rematou, André Coelho ainda tentou evitar, mas foi tarde demais. O tento deu ainda mais força aos Benfiquistas, que, pela primeira vez, cantaram, alto e em bom som, o Ser Benfiquista.
Mais motivado, o Eléctrico foi atrás do resultado e aos 35' atirou uma bola à trave. No minuto 36, o Benfica dilatou. Arthur descolou, deu o esférico a Silvestre e este rematou certeiro para o 5-1, festejando para e com os Benfiquistas! Após protesto por parte do Eléctrico e a revisão VAR, o árbitro revelou a decisão de validar o golo por não haver qualquer infração no lance.
Já estava ganho, mas ficou ainda melhor! Aproveitando o 5x4, Kutchy dilatou para 6-1 o score (38'). O ala do Benfica dirigiu-se ao banco para celebrar com Peléh. Léo Gugiel, muito saudado pela equipa, deu o lugar a Diogo Carrera para os minutos finais.
A cereja no topo do bolo, que levantou os Benfiquistas e não mais os sentou, foi o golo de Silvestre, a sentenciar a vitória dos campeões nacionais, por 7-1! "O Benfica ganhou", cantava-se, a pulmões. Que exibição de gala que o Benfica apresentou nesta final!
Os jogadores correram para as bancadas e, em frente aos adeptos, gritaram repetidamente "1904". Seguiu-se a guarda de honra à equipa de arbitragem e ao Eléctrico. Recebidas as medalhas por parte do conjunto de Ponte de Sôr, a equipa do Benfica dirigiu-se ao palco. Distribuídas as medalhas, a Taça da Liga foi entregue ao capitão Afonso Jesus, que, quando a ergueu, causou uma explosão de benfiquismo no pavilhão!
A união entre equipa e adeptos ficou eternizada numa fotografia de família. Enquanto Léo Gugiel e Arthur recebiam os prémios de Melhor Guarda-redes e Melhor jogador da final, respetivamente, o restante coletivo dava a volta ao recinto para cumprimentar o público.
Fotografias, autógrafos e mensagens foram partilhadas entre os jogadores e os adeptos. Nesta tarde/noite, o Benfica ganhou, e foi muito mais que um troféu.
A ambição está em alta e as baterias já estão apontadas para novas metas. O campeão nacional volta a encontrar o Eléctrico no dia 21 de março (sábado), pelas 15h00, desta feita a contar para a 19.ª jornada da 1.ª fase da Liga Placard, no Pavilhão Fidelidade.
DECLARAÇÕES
Cassiano Klein (treinador do Benfica): "Primeiramente, agradecer muito aos nossos adeptos, porque trouxeram uma sinergia para nós fascinante. É muito gratificante chegar ao pavilhão e sentir isso. [Importância de marcar no primeiro minuto] Acredito que o 1-0 é sempre ótimo. Quando o jogo é muito equilibrado qualquer vantagem é um caminho, mas vejo que competimos muito bem. Temos uma entrega, uma concentração muito grande. Fomos constantes. Oscilámos muito pouco durante a partida e não é fácil jogar uma final tendo 40 minutos com o mesmo foco. Todos os jogadores conseguiram entrar muito determinados, conseguiram ter uma atuação fantástica. Vejo também que é um grupo que merece muito. Merece demais. Convivemos com eles diariamente uma época e meia; o tanto que eles se entregam e trabalham. Na semana passada tivemos uma situação em que lutámos muito para continuar na competição e não conseguimos. Vejo que na quarta-feira não nos mostrámos tão bem na questão do espírito e de alma que é a nossa equipa. Na sexta-feira resgatámos e hoje fomos no ápice. Voltámos a ser realmente essa equipa que luta por cada milímetro do campo. E essa conquista para nós é muito gratificante por tudo isso o que nós falámos. [Um Benfica que quer sempre mais mesmo em vantagem] É uma coisa que nós defendemos muito. Você joga pelo que você acredita e não pelo placar, mas vejo que a nossa equipa tem um espírito que gosta de competir. E isso é um ponto muito relevante, porque tínhamos uma vantagem. E nós queríamos lutar ainda mais no jogo. Eu creio que talvez tenha sido que fez com que conseguíssemos ter uma margem maior no final. Dar os parabéns também à equipa do Eléctrico, porque foi uma equipa que mereceu muito estar na final. E foi um jogo desafiante. Apesar do placar final, nós que nos preparámos e lutámos os 40 minutos sabemos que a equipa tem muito mérito. E foi um prazer dividir essa final com eles."
André Coelho (fixo do Benfica): "Sou muito feliz, realizado. Muito feliz por este grupo, que tanto trabalhou diariamente. Tivemos uma dura derrota e conseguimos levantar-nos muito bem. Fizemos três jogos fantásticos, o grupo esteve excelente. Um agradecimento aos Benfiquistas que encheram o pavilhão nos três jogos. Isto é incrível jogar com esta atmosfera. Felicidade, orgulho. E agora queremos conquistar mais, obviamente. [Análise a todos os jogos desta competição] Foi uma competição muito bem disputada, com muitos jogos decididos por grandes penalidades. Só um jogo da meia-final e agora este da final é que não foram a grandes penalidades. Foi uma competição muito equilibrada. Sabíamos que ia ser muito difícil com qualquer adversário que fôssemos enfrentar. Mas fomos supercompetentes, fomos a melhor equipa, merecemos. Acho que foi justíssima a vitória na competição. [Viagem para Lisboa] Muita festa. O desporto é isto. Saber valorizar as vitórias. Nós perdemos tantas vezes, sabemos muito bem o quanto custa perder. Portanto, quando ganhamos temos é de desfrutar, temos é de valorizar, porque a verdade é que nunca sabemos quando é que voltamos a ganhar. Vamos festejar muito hoje. E amanhã será um novo dia para voltar a trabalhar para jogar o Campeonato. [Ambição para o resto da época] Objetivo a objetivo. Agora temos o Campeonato para acabar em 1.º lugar. Ainda temos uma Taça de Portugal para disputar, que vai ser um jogo difícil com o Torreense. Mas estamos na luta. O objetivo é ganhar as duas competições que nos restam disputar. E amanhã, como eu disse, é um novo dia. A festa vai ser hoje, mas amanhã já é um novo dia. Vamos voltar a trabalhar para dar mais títulos a este Clube."
Arthur (ala do Benfica e MVP da final): "Tento manter a consistência de ter impacto em todos os jogos. Claro que sempre com a ajuda dos meus companheiros, que me fortalecem a cada dia para ter esse êxito. Estou muito feliz por ter sido o melhor jogador [da final]. Agradecer aos meus companheiros que me potencializam sempre. Agradecer a Deus também e a toda a minha família que me apoia. Porque sem eles não é fácil. Sei a dificuldade que é jogar no Benfica, manter o Clube lá em cima, no topo. Tenho de estar sempre bem preparado para entregar o meu melhor. Então, fico feliz com o nosso título, que merecíamos. E individualmente também. [Importância deste título para o que falta disputar na temporada] Perdemos a Supertaça aqui e fomos eliminados da Champions, num grande jogo, por pormenores. Mas falta muita coisa. Há a Taça de Portugal. Ainda temos os play-offs da Liga para disputar e é não desistir e ter bastante perseverança. Eu acho que este grupo merece. Acho que é, nada mais que do merecido, coroar com este título hoje para dar sequência na caminhada com muita confiança."
Léo Gugiel (melhor guarda-redes da final): "Primeiramente agradecer a Deus pela oportunidade. Acho que fizemos um grande jogo. Sabíamos da dificuldade que íamos enfrentar. Então preparámo-nos para um jogo muito difícil. Depois as coisas acabaram por acontecer mais facilmente por nós nos termos preparado para um jogo mais difícil. Fomos felizes nas chances que tivemos para fazer o golo. [Prémio de melhor guarda-redes da final] É mais um mérito de todo o grupo. Porque todos defendem muito. Toda a gente corre bastante para dar a vida para defender e eu sou só quem está ali por último às vezes, quando não há mais ninguém para tirar, para tentar salvar. Mas o que importa é o Benfica vencer. O Benfica está sempre no topo. E é isso que procuramos sempre. [Conquista aumenta a motivação para o resto da época] Isso não tenho dúvidas. Tivemos uma grande desilusão na semana passada, que foi a eliminação na Champions. Mas, como sempre costumamos falar ali entre nós, ganhando ou perdendo, temos sempre de pensar no próximo jogo. E foi o que aconteceu. Pensamos na semana seguinte que tinha a Taça da Liga. Foi uma semana muito dura psicologicamente. Tivemos de fazer muita força para nos concentrarmos depois da desilusão que tivemos. Mas fomos felizes e fomos coroados com um grande título. [Dedicatória da Taça da Liga] Para a minha família que está lá em Odivelas, a minha esposa e o meu filho. São a minha base. Quando ganho, quando perco, estão sempre comigo. E sou muito grato pela energia que sempre me transmitem. Amo-os muito."
Higor (pivô do Benfica): "É um momento importante. Sabemos que ganhar pelo Benfica é um momento especial, é um momento diferente. Nada melhor do que começar o ano dessa maneira. Começar o ano a colocar o Benfica no mais alto nível que é onde ele deve estar. [História do jogo] Nós sabemos que o Eléctrico tem-nos causado sempre danos em casa, no Campeonato. É uma equipa que não desiste, é uma equipa muito agressiva. E sabíamos que se não entrássemos ao nosso mais alto nível, o jogo tornar-se-ia complicado. Entrámos muito ligados, muito concentrados e conseguimos um placar que nos deixou tranquilos durante a partida. [O que podem prometer aos adeptos?] O que podemos prometer é muita entrega. Poucas pessoas sabem, mas muitos jogadores hoje estão no seu limite. Mas o que importa agora é comemorar e prometemos que vai haver muita entrega do começo ao final. [Dedicatória desta vitória] À minha esposa que veio aqui pela primeira vez. Ganhar com ela no pavilhão é um momento importante para mim. Para nós que somos estrangeiros no país, ter a família por perto, ainda para mais no pavilhão a apoiar-nos é fenomenal. Com certeza que nos ajuda bastante durante a época."
Kutchy (ala do Benfica): [Dedicatória do golo a Peléh]. Não é segredo. Antes do jogo, o Peléh tinha falado comigo e disse que se fizesse o golo, que era para ir dedicar. Portanto, foi isso. [Importância de marcar]. Foi um sentimento de orgulho. E também foi um alívio, porque acho que também estávamos um pouco ansiosos, porque estávamos ali numa fase menos boa do jogo. Mas ganhámos. [Equipa constantemente à procura do golo]. Claro, nós começámos o jogo com uma boa vantagem. Após o golo do Eléctrico, tivemos ali numa fase menos boa. E claro, procurámos sempre marcar, que era para ficarmos mais confortáveis no jogo. [Moldura vermelha e branca nas bancadas]. É só dizer um grande obrigado. Estivemos sempre em casa. Então, claro, estamos agradecidos pelo apoio dos adeptos."
Diogo Carrera (guarda-redes do Benfica): "O míster deu-me uma oportunidade. O jogo estava bom. Claro que é sempre difícil entrar nestes jogos e sentir este ambiente, mas a equipa também me ajuda. E correu tudo bem. [Penálti defendido no jogo com o Leões Porto Salvo] Claro que vêm sempre as emoções à flor da pele ver que temos um público tão bom e a apoiar-nos. Mas sim, a equipa também ajudou e estou muito bem ambientado. E claro que foi muito bom. [Uma palavra para os mais jovens] Às vezes, no futsal encontramos pedras e coisas no caminho. Trabalhar, trabalhar sempre e acreditar. E passar por cima de tudo porque é possível. E é não deixar de sonhar. [Vencer pelo Benfica é especial?] Sim, claro que sim. Ser Benfiquista é incrível. Ver esta gente toda a torcer pelo Benfica é um sentimento incrível. Não há como explicar."
A perder por 1-0 ao intervalo no terreno do Arouca, o Benfica reagiu na 2.ª metade do encontro da 26.ª jornada da Liga Betclic, empatando no arranque desta etapa, por intermédio de Richard Ríos, e completando a reviravolta (1-2) ao cair do pano, com um golo de Ivanovic.
Trubin, Bah, Tomás Araújo, António Silva, Dahl, Richard Ríos, Barreiro, Lukebakio, Schjelderup, Rafa e Pavlidis constituíram o onze titular das águias para a visita ao 11.º classificado da competição (à chegada a esta ronda), neste sábado, 14 de março.
Deste modo, comparativamente ao anterior compromisso, foram 4 as alterações na formação inicial, com Bah, António Silva, Barreiro e Lukebakio a substituírem Dedic, Otamendi, Barrenechea e Prestianni.
A contenda arrancou com a equipa da casa a colocar-se na frente. Aos 3', Barbero cabeceou contra o braço de António Silva, dentro da área. Inicialmente, o árbitro assinalou pontapé de canto, mas, por indicação do VAR, José Bessa foi ao monitor rever o lance.
"Após revisão, o jogador número 4 [António Silva] tem o braço numa posição não natural. Decisão final: penálti", anunciou o juiz da partida. Barbero bateu a bola para o lado esquerdo de Trubin – o guardião voou para o lado contrário – e abriu o marcador, já à passagem do 7.º minuto (1-0).
Na resposta, aos 12', Lukebakio bateu um canto à direita para o segundo poste, de forma muito puxada à baliza, e Arruabarrena evitou que Bah cabeceasse de posição privilegiada com um preponderante soco na bola.
Apesar da ação madrugadora, a metade inaugural não teve muita chegada às balizas, e o lance de perigo seguinte surgiu apenas volvidos 20 minutos (32'). Numa jogada em tudo idêntica, Lukebakio, na cobrança de um canto à direita, cruzou para o lado contrário da área, onde, com tudo para marcar, Bah cabeceou muito próximo do poste.
Os arouquenses também tornaram a ameaçar na 1.ª parte, quando, aos 38', à direita, Diogo Monteiro cruzou para o segundo poste, e Barbero cabeceou um pouco ao lado do alvo.
À beira do descanso, no tempo de compensação (45'+4'), Bah lançou a bola na profundidade, Rafa contornou Arruabarrena com um toque de cabeça, mas, de ângulo reduzido, à direita da área, atirou à malha lateral.
Contrariamente, a etapa complementar foi muito mais agitada. Logo aos 47', na recarga de um tiro de Barbero bloqueado por Tomás Araújo, Hyun-ju, na pequena área, disparou ao lado, com a bola a desviar ainda em Bah.
Três minutos depois (50'), na frente oposta, à direita, Lukebakio tabelou com Bah, trabalhou sobre um defesa e rematou cruzado e rasteiro para defesa apertada de Arruabarrena.
No canto consequente, do lado esquerdo, Schjelderup bateu para a pequena área, e Richard Ríos, solto de marcação, bateu o guarda-redes com um cabeceamento potente (1-1), nivelando o resultado.
Os encarnados estavam por cima, e continuavam a rondar as redes adversárias. Aos 57', Rafa serviu Pavlidis, que, à entrada da área, descaído sobre a direita, disparou a rasar o poste mais próximo. No minuto seguinte (58'), Schjelderup fugiu pela esquerda, invadiu a área, fletiu para dentro e rematou rente ao poste direito.
Na sequência de um período de afastamento das balizas, os anfitriões voltaram à carga: Fukui recuperou na frente, subiu pela esquerda e atirou para defesa atenta de Trubin (70'); o mesmo jogador encheu o pé de fora da área para encaixe do internacional ucraniano (70'); e, também de posição exterior, Gozálbez rematou, a bola sofreu um ligeiro desvio em António Silva e saiu um pouco ao lado do poste esquerdo (71').
No 74.º minuto, a equipa técnica benfiquista promoveu 4 substituições, lançando Dedic, Prestianni, Sudakov e Ivanovic para os lugares de Bah, Lukebakio, Rafa e António Silva.
Volvidos 6 minutos (80'), o médio ucraniano bateu um canto à direita para o primeiro poste, e Barreiro correspondeu com um cabeceamento ao lado.
Nas duas derradeiras aproximações do Arouca, Dylan Nandín rematou de forma acrobática para defesa incompleta de Trubin, com Puche a cabecear para as luvas do guarda-redes ucraniano na segunda vaga (82'), e, à direita, Gozálbez cruzou para um cabeceamento ligeiramente desenquadrado de Dylan Nandín (84').
Na última mexida dos encarnados, Anísio Cabral rendeu Schjelderup, aos 85'.
Aproveitando a frescura e irreverência dos suplentes utilizados, o Glorioso, sem nunca perder a crença, pressionou em busca do triunfo, criando múltiplas oportunidades na reta final.
Acabado de entrar, Anísio Cabral cabeceou por cima, em resposta a cruzamento de Sudakov oriundo de um canto à direita, aos 87'. Dois minutos depois (89'), Prestianni entrou na área pela esquerda, a bola saiu prensada num defesa na direção da baliza, e Arruabarrena defendeu caprichosamente com o rosto. Já nos últimos segundos do tempo regulamentar (90'), Sudakov, à esquerda da área, abanou as malhas laterais, com um tiro que ainda foi desviado por um defesa.
No decorrer do tempo de compensação, Anísio Cabral cabeceou para defesa de Arruabarrena, num canto à esquerda de Sudakov (90'+1'), e, posteriormente, à esquerda, o jovem português cruzou largo para o lado oposto, onde Dedic desviou para fora (90'+2').
Deste modo, foi mesmo preciso esperar pelo último dos 6 minutos de tempo extra decretados para o Benfica completar a cambalhota no placar. Barreiro ganhou a bola no meio-campo, conduziu a transição e entregou a Prestianni à esquerda, o qual cruzou para o lado oposto da área, onde Ivanovic – que recebeu o prémio de Man of the Match –, de ângulo reduzido, finalizou de forma colocada, com a bola a beijar o poste esquerdo antes de abanar as redes (1-2) e lançar uma enorme ebulição nas bancadas coloridas de encarnado do Estádio Municipal de Arouca. Fantástico momento benfiquista!
Até ao apito final, Dedic e Trezza ainda acabaram expulsos com cartões vermelhos diretos devido a uma quezília entre ambos.
O próximo desafio do Benfica é às 18h00 de sábado, 21 de março, no Estádio da Luz, contra o Vitória SC, a contar para a 27.ª jornada da Liga Betclic.
SL Benfica
AS NOTAS DOS JOGADORES DO BENFICA:
Avançado já tinha sido decisivo no clássico e ofereceu vitória aos 90+6'. Leandro Barreiro, que marcou contra o FC Porto, esteve na origem do golo da reviravolta. Schjelderup saiu esgotadíssimo, sem mais nada para oferecer, depois de ter oferecido muito.
Melhor em campo — Ivanovic (7)
Tinha dado sinais, no clássico, de que as notícias da morte dele tinham sido, claramente, exageradas. Ofereceu, então, o golo do empate a Leandro Barreiro. Seis dias depois do clássico voltou a ser decisivo, 87 dias depois voltou a marcar pelo Benfica. Gesto técnico de matador — remate cruzado de primeira após centro largo de Prestianni. Estava no sítio certo para fazer o que se pede a um bom avançado. Entrou bem no jogo. Aos 76’ segurou bem uma bola na área, para dar seguimento a lance perigoso. Aos 87’ rematou, mas a bola foi desviada para canto. Há vida, afinal, em Ivanovic e, com isso, continua o Benfica a viver.
Trubin (6) — Quase sem aquecer e já tinha sofrido um golo. Atirou-se para a direita, Barbero rematou para o lado contrário. Aos 39’ apanhou um valente susto — Barbero cabeceou entre Tomás Araújo e Bah e a bola saiu perto do poste direito, ainda se atirou, mas nunca defenderia a bola. Mais em jogo na segunda parte. Aos 48’ desviou para canto um remate de Lee na pequena área, quando todos estavam a ver o segundo golo do Arouca. Aos 82’ defesa difícil, em voo, a travar disparo acrobático de Dylan e, logo de seguida, agarrou cabeceamento fraco de Puche.
Bah (5) — Pareceu soltinho e leve, começou a aparecer no ataque a partir dos 15’. Aos 32’, sozinho na pequena área, no canto mais distante ao canto apontado por Lukebakio, cabeceou ao lado do poste direito, quando deveria ter feito melhor por estar sem oposição. Aos 39’ viu Barbero cabecear com perigo e perto do fim da primeira parte, num passe longo, isolou Rafa. Menos influente e sem fôlego para a segunda parte. Saiu aos 73’.
António Silva (4) — No primeiro minuto, estava a cortar uma bola de cabeça, aos 3’ tentou cortar de cabeça, mas fê-lo com a mão — penálti. Sentiu dificuldades com Barbero, ganhou e perdeu lances, tentou passes longos. Em dificuldades físicas, num passe errado, ofereceu a possibilidade de o Arouca marcar aos 70’. Substituído, insatisfeito, aos 73’.
Tomás Araújo (4) — Barbero também lhe causou problemas, aos 39’ deixou o avançado cabecear com perigo. Aos 85’ também permitiu que Nandín cabeceasse com perigo. Menos eficaz no passe longo, tentou duas finalizações na área, sem sucesso.
Dahl (5) — Mesmo nem tudo saindo bem, foi dos poucos com intensidade de início ao fim. Desequilibrou em três ações ofensivas, embora sem consequências positivas para a equipa.
Richard Ríos (4) — Precipitou-se muitas vezes, a bola parecia queimar quando foi pressionado, tomou muitas decisões más, errou passes, jogou poucas vezes de frente para o adversário, foi incapaz de queimar metros com bola. Andou à procura do lugar dele em campo e também falhou em alguns momentos de pressão e quando teve de aplicar o físico. Estava no sítio certo e cabeceou, sem saltar, para o primeiro golo da equipa, após canto apontado por Schjelderup.
Leandro Barreiro (6) — Foi preciso esperar pelo fim para emergir o melhor do médio luxemburguês — aos 90+6’ ganhou a bola na pressão ao adversário, conduziu-a no meio campo do Arouca e entregou-a a Prestianni, que serviu Ivanovic. Dá sempre tudo do início ao fim, mesmo que o que tenha a dar nem sempre seja ouro.
Lukebakio (5) — Entrou, verdadeiramente, no jogo na segunda parte, depois de 45’ sem fazer a diferença. No segundo tempo, partiu para cima dos adversários, aplicou o drible, foi mais vertical e cruzou com mais perigo. Aos 50’ quase marcou, num disparo cruzado de pé direito na área, defendido por Arruabarrena, depois de deixar um defesa pelo caminho.
Rafa (4) — Aos 45+4, lançado por Bah, tirou Arruabarrena do lance com um toque de cabeça e, de ângulo reduzido, atirou ao lado do poste esquerdo. Também bons lançamentos para Schjelderup (52’) e Pavlidis (57’), em lances ameaçadores de ataque. Foi pouco. Sobretudo porque quase tudo o resto lhe saiu mal.
Schjelderup (6) — Meteu a bola na cabeça de Ríos, na marcação de canto, para o primeiro golo. Aos 58’ quase marcou — arrancou pela direita, tirou Diogo Monteiro da frente e rematou cruzado ao lado do poste esquerdo. Fez mais que isso. Combinou bem com Rafa, Lukebakio, Dahl ou Pavlidis e foi quase sempre a melhor solução para os ataques do Benfica. Saiu esgotadíssimo, sem mais nada para oferecer, depois de ter oferecido muito.
Pavlidis (4) — Mais um jogo infeliz do avançado, que prolonga a seca de golos. Teve, na verdade, apenas uma oportunidade para fazê-lo, mas o disparo, de baixo para cima, na área, saiu bem ao lado da baliza. Longe do jogo na primeira parte, infeliz na segunda, perdeu muitas bolas e não foi a referência que a equipa precisou.
Dedic (3) — Entrou aos 73’, arrancou duas vezes ao estilo dele, definiu mal uma vez, quando não soube a quem entregar a bola depois de criar superioridade. Aos 90+2’ quase finalizou depois de um cruzamento difícil de Anísio Cabral. Borrou a pintura quando viu o vermelho por desentendimento desnecessário com Trezza.
Sudakov (5) — Ainda conseguiu pegar no jogo algumas vezes, quase sempre bem, e aos 90’ rematou com perigo ao lado do poste esquerdo.
Prestianni (7) — Agitado e com genica, começou bem e acabou melhor. Aos 76’ meteu uma boa bola na área para Ivanovic, aos 89’ inventou um lance perigoso pela esquerda, deixou adversários para trás e quase marcou, mas Arruabarrena defendeu com a cara. Aos 90+6’ recebeu a bola de Leandro Barreiro e serviu Ivanovic, na perfeição, para o golo da vitória.
Anísio Cabral (5) — Entrou a cinco minutos do fim e com influência no jogo. Dois cabeceamentos após cantos, um para cima, outro para as mãos de Arruabarrena. Centro da esquerda (um pouco largo) para finalização de Dedic. Aos 90+4 ainda meteu uma boa bola em Pavlidis.