terça-feira, 9 de junho de 2026

Benfica seduz estrela do Fulham | MERCADO FLASH

                 

BENFICA-IMPRENSA 9 Junho GLORIOSO FAZ ESFORÇO PARA MATER SCHJELDERUP E RUI COSTA FALA AOS SÓCIOS! 🦅🔴

                  

UM BENFICA GERIDO DE FORA PARA DENTRO



 «Para quem não sabe por onde quer ir, qualquer caminho serve.» Esta frase, mais do que versar sobre o caminho, fala sobre o líder. Sobre os líderes, visto que no futebol ninguém decide nada sozinho. Depois de mais uma época iniciada sob brasas, com uma equipa técnica interna e externamente contestada, sinal claro e evidente de que não houve aprendizagem com os erros do passado, o Benfica terminou 2025-2026 envolto em indefinições:

— José Mourinho iria continuar no comando técnico da equipa?
— O plantel iria ser alvo de mais uma revolução (várias saídas e várias entradas)?
— Rui Costa iria finalmente definir um projecto para o futebol profissional encarnado?
Os dias foram passando e a única certeza patente era que o Benfica estava refém de José Mourinho. Do contrato que ainda os unia. Da proposta de renovação entretanto apresentada. E, pasme-se, do resultado das eleições do Real Madrid.
Ou seja, o gigante da Luz deixou de ser dono e senhor do seu destino. Passou a estar a mercê de um conjunto de factores que não controlaria nunca e sobre os quais pouca ou nenhuma influência poderia ter. Deixou-se enredar nas teias de uma trama com laivos de bizarria e contornos de puro amadorismo.
Num universo suis generis como o do futebol, o Benfica conseguiu a proeza de adicionar uma nova dimensão ao surrealismo presente na gestão desportiva do presidente Rui Costa — a da assumpção pública da gestão de fora para dentro.
O que nos remete para uma conclusão simples: quem escolheu o próximo treinador do Benfica foi Florentino Pérez. Quem definiu quem irá liderar o comando técnico encarnado foi o presidente do Real Madrid. Quem traçou os destinos benfiquistas para 2026-2027 foi o líder merengue.
Mais do que uma prova cabal de força por parte de Pérez (assumiu erros, convocou eleições antecipadas e venceu-as), este cenário demonstra o quão frágil é a liderança de Rui Costa enquanto figura central de uma instituição centenária, histórica e mundialmente conhecida como o Sport Lisboa e Benfica. Por norma é o que acontece a quem não sabe por onde quer ir. A quem não sabe com quem quer ir.
Rui Costa poderia, pelo menos, saber por onde não quer ir ou com quem não quer ir. Mas nem isso soube.
E se hoje as águias já não estão reféns de Mourinho, devem-no ao presidente madridista e não ao seu próprio presidente...
Laurindo Filho, in a Bola

HOJE É SEGUNDA, SEGUNDA VIDA



 José Mourinho e Marco Silva já podem, formalmente, abraçar os novos desafios. O problema não esteve no desfecho, antes na forma de lá chegar, mas agora chegou a hora de virar a página.

Confirmada a reeleição de Florentino Pérez como presidente do Real Madrid, José Mourinho e Marco Silva podem formalmente assumir os novos desafios.
Outra vez utilizado como trunfo eleitoral, o setubalense troca a segunda vida no Benfica por uma segunda vida na capital espanhola. Um regresso surpreendente ao Bernabéu, pelo menos tendo em conta os resultados recentes - inclusive na Luz -, mas que reflete o prestígio que faz dele o melhor treinador da história do futebol português.
Mourinho dificilmente poderia imaginar melhor saída para o ambiente constrangedor que ficou no Seixal depois do pedido de renovação que Rui Costa andou a tentar ignorar. Agora, aos 63 anos, o técnico tem a possibilidade de voltar ao topo do futebol europeu, e no banco merengue há sempre o risco de acabar com mais uma Champions no palmarés.
O presidente do Benfica, por seu lado, recebe 15 milhões de euros por um treinador que até nem fazia grande questão de manter, o que já ajuda a compensar o orçamento para 2026/27, tendo em conta a ausência da próxima Liga dos Campeões.
Para Marco Silva também será uma segunda vida, esta possibilidade de treinar outro candidato a títulos, depois da passagem pelo Sporting, mas essa ideia de nova oportunidade também se aplicará a muitos elementos do plantel, descartada que está uma revolução.
É óbvio que o plantel do Benfica tem lacunas - agravadas entretanto com a saída de Otamendi, por exemplo -, mas a estrutura não pode ir às compras com a ideia de encher o carrinho, desde logo porque falta tempo e dinheiro.
O orçamento ficou desprovido das verbas da Champions, e a participação na segunda pré-eliminatória da Liga Europa, logo a 23 de julho, desaconselha mexidas profundas (em cima do joelho) no plantel.
O Benfica já deveria ter garantido reforços para a nova época, independentemente da troca de treinador, mas Marco Silva sabe que vai ter de olhar sobretudo para os recursos que já estavam na equipa. O novo técnico das águias já revitalizou algumas carreiras, e Sudakov parece ser o exemplo claro de um jogador que está longe da sua real capacidade individual.
Mas a grande mudança no Benfica terá sempre de ser coletiva, de qualquer forma, e para lá do balneário talvez os ajustes devam ser revolucionários. Pelo menos no processo.
Nuno Travassos, in a Bola

FLORENTINOU GANHOU, RUI COSTA SUSPIROU



 Clarificação em Madrid desanuviou o céu sobre a Luz. A época de 2026/27 pode ser preparada, no Benfica, sem mais entraves, por Marco Silva. Mas há mais a dizer sobre um processo que revelou quais as vontades de Florentino Pérez e Rui Costa quanto ao ‘Special One’…

Sejamos absolutamente claros: José Mourinho, treinador do Real Madrid, não continuou no Benfica porque Rui Costa assim o quis. Não valerá a pena, sequer, ser esgrimido o argumento da apresentação de uma proposta de renovação, tarde e a más horas, ao treinador de Setúbal, porque será facilmente contraditado, bastando para tal recordar as ‘orelhas moucas’ que os encarnados fizeram ao que Mourinho disse a 1 de março, quando afirmou estar disponível para renovar pelos anos que o Benfica quisesse, e que o dinheiro nunca seria um entrave.
Não sei qual a razão - e essa é uma questão a que apenas Rui Costa poderá responder - por que o clube da Luz preferiu não apostar num José Mourinho de longo prazo. Mas sei que, se o tivesse feito em tempo próprio, Mou nunca diria «sim» ao Real Madrid (e de certeza que Florentino não o incluiria no lote de técnicos que desejava como sucessor de Álvaro Arbeloa).
Inicia-se, assim, uma segunda experiência de Mourinho na Casa Blanca (na era-Florentino apenas Ancelotti e Zidane se tinham repetido na função), sendo o terceiro treinador a representar merengues e águias (antes, Lipo Hertzka e José António Camacho).
Para o Benfica, encerrado o capítulo Mourinho, abre-se uma nova história, com Marco Silva. Nunca escondi, desde os tempos do Estoril-Praia, a minha admiração pelo ex-técnico do Fulham, que tem como matriz não se deixar condicionar por ruídos externos, venham de onde vierem (lembram-se de Bruno de Carvalho?). Por isso, entendo como muito acertada a escolha de Rui Costa, que tem agora a obrigação – e isso deve ter sido acautelado por Marco Silva – de construir um plantel que vá ao encontro da filosofia do técnico, do seu modelo de jogo e, também, das suas convicções pessoais. Se o Benfica continuar a ser um ‘albergue espanhol’ onde cabem jogadores, que embora sendo, individualmente, de qualidade, não permitem a construção de uma equipa (e no futebol ninguém ganha nada sozinho), estará destinado ao insucesso, e Rui Costa, que desbaratou grande parte do capital de confiança que tinha entre os sócios e adeptos, ficará numa situação, para dizer o menos, periclitante.
Embora nunca existam duas situações exatamente iguais neste microcosmos do futebol, tenho vontade de dizer que Marco Silva está para Rui Costa como Ruben Amorim esteve para Frederico Varandas. Varandas teve a sensatez de entregar o futebol, sem comprometer os orçamentos, nas mãos competentes de Hugo Viana e Amorim, e fez história; vamos ver se Rui Costa e quem o rodeia têm a mesma humildade, até porque, como já referi, Marco Silva não admite interferências no seu trabalho (por isso é que esteve para ser despedido do Sporting antes da época começar, e houve um dia, já a temporada ia a meio, em que foi mesmo despedido e quando, no dia seguinte, foi buscar os seus pertences, disseram-lhe que, afinal de contas, tinha percebido mal e continuava a ser treinador do Sporting).
Nota final: Até 27 de junho, dia das AG’s no Benfica, Rui Costa precisa de ter a casa arrumada, ou seja, treinador definido (já está) e plantel pronto a trabalhar. A época oficial começa muito cedo, há incorporações tardias nos trabalhos, devido ao Campeonato do Mundo, e os benfiquistas já não têm mais paciência para demoras e hesitações.
CARTAS
ÁS
Mirra Andreeva
Ao vencer a edição de 2026 de Roland Garros, a russa Mirra Andreeva, aos 19 anos e 38 dias, tornou-se na segunda tenista mais jovem a vencer no pó de tijolo parisiense, na «era Open», depois de Monica Seles (16 anos e 189 dias) em 1990. O ténis tem uma nova czarina.
REI
João Almeida
De olhos postos na Vuelta, começou ontem, modestamente, no Tour Auvergne-Rhône-Alpes, a recuperação funcional, após maleita que o tirou do Giro e do Tour. Em Espanha, onde foi gigante em 2025, igualando o Agostinho de 1974, João Almeida jogará a época.
DUQUE
Enrique Riquelme
O candidato derrotado nas eleições de ontem no Real Madrid, quando surgiu a dizer que contratava Haaland e Klopp (e como foram veementes os desmentidos de um e do outro!) passou um atestado de menoridade aos sócios dos ‘merengues’, que lhe responderam «não».
CAPA
Casa Branca boicota engrenagem da FIFA
Donald Trump não vai fazer Gianni Infantino perder cabelo com as preocupações geradas pelas suas atitudes, apenas porque o líder da FIFA está careca de saber que o atual inquilino da casa Branca nunca primou pela coerência. Como era fácil prever, estão a ser levantadas barreiras à presença, em solo norte-americano, de membros dos ‘staffs’, nomeadamente do Irão. Como diz o ‘Der Spiegel’, «Trump, o desmancha-prazeres».
‘SURURU’. Escolher adversários de filosofia semelhante à dos opositores no Mundial, para jogos de preparação, é prática corrente. O Brasil, que terá pela frente Haiti e Marrocos, escolheu o Panamá e o Egito como ‘sparring partners’, a Espanha defronta Iraque e Peru para preparar Arábia Saudita e Uruguai, e Portugal mede forças com Chile e Nigéria para antecipar a Colômbia e a RD Congo. Mas se não visse outra utilidade no jogo com o Chile, e vi, apenas o facto da Seleção Nacional ter ficado avisada para ‘fugir’ dos ‘sururus’ frente à Colômbia seria razão suficiente para justificar a partida do Estádio Nacional.
José Manuel Delgado, in a Bola

MERCADO DO BENFICA: DARWIN REGRESSA? CARLOS ÁLVAREZ VOLTA AO RADAR! COMO QUER PAVLIDIS!

                  

BENFICA 26/27 | Análise ao momento atual do clube 🦅