sábado, 18 de julho de 2026

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Concerto de Balneário | Bia Caboz, as Tridecacampeãs de Hóquei em Patins e os Bicampeões de Futsal

                 

BENFICA: DOIS "REFORÇOS" A VALORIZAR

 


Rafa Silva e Pavlidis marcaram na vitória frente ao Villarreal e dão esperança aos benfiquistas de que, com uma equipa melhor, os jogadores mais valiosos possam voltar a destacar-se.

Faltam cinco dias para o primeiro jogo oficial do Benfica em 2026/27 e, do que deu para ver até agora, a equipa está como seria de esperar: em ritmo de pré-época, com reforços ainda à procura de mostrar o que valem e jogadores em campo que entretanto vão sair do clube. Não adianta formar grandes certezas nesta altura, a partir da próxima quinta-feira é que vamos começar a saber o que vale esta águia.
Do amigável de ontem frente ao Villarreal (se bem que, mais uma vez, de amigável teve pouco, com algumas entradas algo escusadas dos espanhóis neste contexto...), fica a sensação que, entre olhar para quem vem ou para quem sai, os benfiquistas poderão desde já agarrar-se ao que já tinham. Os golos de Rafa e Pavlidis, ambos de belo efeito, devem dar esperança de que, se melhores dias vierem, jogadores cuja qualidade está mais do que provada saberão estar à altura para dar mais alegrias aos adeptos. O contexto será determinante, pois claro. Se o treinador conseguir colocar a equipa a jogar bem e a obter resultados positivos, todos serão valorizados - e alguns já sabemos o que isso significa.
Outros, no entanto, nunca mostraram na Luz o que podem - e devem - valer. São os casos de Barrenechea e Sudakov, por exemplo, que já não podem esperar muita paciência dos benfiquistas e têm de provar rapidamente que com Marco Silva vão agarrar a nova oportunidade. Seria expectável vê-los com mais fome nesta altura, porque não há varinhas mágicas que os tornem fundamentais para o Benfica de um momento para o outro. Sabemos que as águias estão à procura pelo menos de um médio defensivo, por isso eles também saberão...
Entretanto, Jhon Durán está a chegar, numa movimentação algo surpreendente da administração de Rui Costa. O valor do avançado colombiano é conhecido na Europa que o viu brilhar no Aston Villa, ainda que com as dúvidas naturais do que se seguiu na curta carreira. A posição não seria a mais prioritária a reforçar, mas Marco Silva queria algo além de Pavlidis e Ivanovic. Confesso que também não conheço muitos adeptos que não fiquem entusiasmados com um bom avançado em qualquer altura ou contexto. Noutros tempos, aliás, este anúncio seria motivo de euforia na Luz. As desilusões acumuladas nos últimos anos trazem consigo alguma contenção, o que até pode jogar a favor do reforço - e da equipa. Se correr bem, Durán trará golos e o empréstimo será visto como o agarrar de uma excelente oportunidade. Se correr mal, digamos que não será a primeira vez.
Catarina Pereira, in a Bola

BENFICA-IMPRENSA 18 Julho GLORIOSO VENCE NO ÚLTIMO TESTE DA PRÉ ÉPOCA E ASSEGURA NOVO CRAQUE!! 🦅🔴

                 

Durán vai reforçar o ataque do Benfica | MERCADO FLASH

                  

PLANETA FUTEBOL - Ep.14: MEIAS MUITO DURAS & A GRANDE FINAL!! 🇵🇹🏆⚽️

                  

OPINIÃO & ANÁLISE A JHON DURÁN! BENFICA VENCE VILLARREAL!

                  

ENSAIO TRIUNFANTE A CAMINHO DA MARATONA



A menos de uma semana do arranque da época oficial, o Benfica venceu o Villarreal, por 2-0, num jogo particular disputado no Estádio Algarve, com golos de Rafa e Pavlidis.
O Benfica vai entrar na época oficial 2026/27 com o sabor da vitória! Nesta sexta-feira, 17 de julho, no Estádio Algarve, os comandados de Marco Silva, com o impulso da paixão benfiquista, bateram o Villarreal, por 2-0, no último jogo de preparação antes do arranque da temporada.
"SLB, Glorioso, SLB", bradaram largas dezenas de Benfiquistas ansiosos por expressarem de perto o seu apoio às águias, aquando da chegada do autocarro do Benfica ao Estádio Algarve, por volta das 18h15.
A comitiva encarnada, encabeçada pelo capitão António Silva e na qual seguia também o Presidente Rui Costa, avançou diretamente para o relvado do recinto, onde voltou a ser recebida com o calor dos adeptos que já coloriam as bancadas.
Findado o reconhecimento do terreno, a cerca de 40 minutos do pontapé de saída, os Benfiquistas voltaram a fazer-se ouvir quando os atletas vermelhos e brancos reentraram em campo para o período de aquecimento, tendo o grupo retribuído com aplausos e acenos. Perto das 19h30, foram novamente acarinhados à medida que regressavam aos balneários pela última vez antes do arranque da contenda.




Os décibeis voltaram a aumentar quando o speaker anunciou a constituição das equipas, e os adeptos aplaudiram cada nome encarnado. Pouco depois, nova grande onda de apoio no momento em que o coletivo regressou definitivamente ao tapete verde e fez a habitual vénia às bancadas.
Após uma reunião das águias em roda uma última vez, o árbitro António Nobre soltou então o apito inicial.
Com os atletas participantes no Mundial 2026 (Tomás Araújo, Dedic, Aursnes, Schjelderup, Richard Ríos e Lukebakio) ainda ausentes da ficha de jogo, Marco Silva escalou um onze inicial formado por Samuel Soares, Bah, António Silva, Lenglet, Dahl, Barrenechea, Barreiro, Rafa, Sudakov, Kamiński e Pavlidis.
Deste modo, o técnico promoveu duas alterações relativamente à equipa que iniciou o encontro de preparação com o Flamengo, tendo Samuel Soares e Kamiński rendido Trubin e o lesionado Jaden Umeh.
Num começo morno, o Benfica, amparado pelos cânticos incessantes dos seus adeptos – que, entretanto, preencheram grande parte da lotação do recinto –, conseguia anular os ataques do Villarreal pela raiz, fruto de uma coordenada pressão alta.
Foi justamente de uma acutilante interceção de Bah que nasceu o primeiro remate do jogo, da autoria de Barreiro, aos 13'. A bola saiu prensada em Lautaro, e Luiz Júnior agarrou.
O lance moralizou as águias, e, aos 16', estas ficaram muito próximas de inaugurar o marcador, quando Lautaro, importunado pela pressão de Pavlidis, procurou atrasar a bola para o seu guarda-redes, mas o passe saiu alto e com força a mais, passando rente ao poste esquerdo.
No canto consequente, aos 17', Sudakov cruzou, e Rafa, ao centro, cabeceou por cima.
No minuto seguinte (18'), Bah roubou a bola na frente, e Pavlidis rematou à entrada da área para nova intervenção segura de Luiz Júnior.

Os comandados de Marco Silva não tiravam o pé do acelerador, e, no 19.º minuto, foi Barrenechea que recuperou no ataque e picou para Rafa, que, de boa posição, viu a sua dupla tentativa ser intercetada por Lautaro e por Luiz Júnior. Na insistência, o médio argentino também teve um remate bloqueado.
A pausa para hidratação, aos 23', acabou por cortar o ritmo da partida, que se afastou das balizas e assumiu um caráter mais faltoso, com sucessivas interrupções. Deste modo, até ao intervalo, não se verificaram mais ocasiões de perigo.
No reatar da partida, Manu entrou para o lugar de Lenglet. Do outro lado, com uma equipa renovada quase na totalidade, o 3.º classificado da última edição da La Liga entrou melhor e aproximou-se com algum perigo da área de Samuel Soares.
No entanto, no contra-ataque, foi o Glorioso que marcou, à passagem dos 52'. Samuel Soares adiantou para Pavlidis, que, no meio-campo, rodou sobre o seu marcador e esticou para Rafa. Com uma excelente receção, o camisola 27 tirou um defesa do caminho e avançou pela direita até à entrada da área, onde desferiu um belíssimo remate em chapéu, que sobrevoou o guarda-redes e acabou no fundo das redes (1-0). Numa grande festa, os adeptos entoaram o nome do internacional português, seguido de gritos de "Benfica"!
Com o golo, os encarnados abafaram o ímpeto inicial adversário, e voltaram à carga volvidos 6 minutos (58'). De longe, à esquerda, Pavlidis trabalhou bem sobre vários adversários e rematou rasteiro ligeiramente ao lado do poste esquerdo.
Já aos 65', Sudakov cobrou um livre nas imediações da área, descaído sobre a esquerda, mas o seu disparo foi amarrado por Luiz Júnior.
Logo após a pausa para hidratação na 2.ª parte, Tiago Gouveia e Prestianni foram lançados, aos 71'. Kamiński e Sudakov abandonaram a contenda.
No minuto 75, na área, Barreiro aproveitou as sobras de um corte, mas atirou um pouco ao lado do alvo. Ainda assim, o lance serviu de aviso...
No minuto seguinte (76'), os Benfiquistas voltaram mesmo a saltar dos seus lugares e a agitar os seus cachecóis: à direita, Prestianni driblou dois oponentes, cortou para dentro e serviu Pavlidis, que, na área, tirou um defesa da frente e disparou rasteiro e colocado ao canto inferior direito para aumentar a contagem (2-0).
Marco Silva ainda tornou a mexer na equipa em dois momentos. Aos 81', Rui Silva, Miguel Figueiredo, João Rego e Ivanovic substituíram Barrenechea, Barreiro, Rafa e Pavlidis, e, aos 86', Banjaqui, José Neto e Gabriel Índio renderam Bah, Dahl e António Silva, tendo Manu envergado a braçadeira de capitão no remanescente do jogo.




Antes do término do confronto, o Glorioso teve ainda mais duas aproximações de perigo aos 90'+2'. De calcanhar, Miguel Figueiredo soltou Prestianni no flanco direito, o qual fletiu para a área e cruzou atrasado para Banjaqui, que disparou contra um defesa à boca da baliza. No seguimento do alívio, Prestianni visou a baliza de fora da área, mas atirou desenquadrado.
Deste modo, o resultado não sofreu mais alterações. Chegado o apito final, as águias foram agraciadas com um enorme aplauso de pé dos Benfiquistas. Em resposta, os atletas fizeram questão de se aproximar das bancadas e agradeceram o enorme apoio demonstrado ao longo de todo desafio. Foi um final de tarde de muito Benfiquismo!
O Benfica aponta agora o foco para o primeiro embate oficial da época 2026/27: às 19h00 de quinta-feira, 23 de julho, visita o reduto do St. Gallen, na 1.ª mão da 2.ª pré-eliminatória da Liga Europa.
SL Benfica

A História Gloriosa | 2004-2014 - Do céu ao inferno

                  

MARCO SILVA E O MAIS PURO CAOS NO BENFICA



 Enquanto o técnico tenta ganhar o tempo que já não recuperará quando tiver o grupo completo, o Benfica volta a afundar-se na impreparação e falta de planeamento e rumo

Uma semana é o que falta para o Benfica se estrear na Liga Europa, na Suíça, diante de um Saint Gallen que pode não possuir o mesmo nível de talento individual e coletivo, mas se expressa de forma sempre desconfortável para os adversários: pressão alta e agressiva, e um futebol bem vertical.
A identidade foi maturada durante seis temporadas pelo alemão Peter Zeidler e afinada nos últimos dois anos pelo compatriota Enrico Maassen, que falhou na primeira experiência na Bundesliga, em Augsburgo, e preferiu depois experimentar uma realidade competitiva que lhe permitisse lutar por títulos fora do seu país. O sucesso não lhe voltou a escapar. Sagrou-se duas vezes vice-campeão e conquistou o primeiro troféu em 26 anos para o emblema mais antigo ainda em atividade no país: a Taça.
Há um mês, o Benfica estava atrasado. E, através do seu presidente, não só garantia que o clube não tinha ficado à espera do treinador que ia e daquele que viria como também se desculpava que o mercado estava parado por culpa do Mundial. Rui Costa dizia-o já depois de o Sporting ter revolucionado todo o meio-campo com reforços e de o FC Porto ter resolvido uma das carências da última temporada, com a entrada de André Silva, tranquilizado no restante pelo título de campeão recuperado. Hoje, não há adjetivos para esta pré-época inenarrável das águias, talvez mesmo a pior do presidente encarnado. É o caos absoluto e o pior é que já não surpreende ninguém.
Depois de terem gasto nas últimas épocas o que tinham e o que não tinham em contratações de valor duvidoso ou, pelo menos, pouco enquadradas com o seu contexto, os encarnados tentam fazer a vida de ricos sem dinheiro que a sustente. O poder no mercado é pouco maior do que zero, mesmo com criatividade e estratégia, algo que ainda por cima também não têm. Sem bons resultados, exceção feita a um Schjelderup de dimensão superior que não podem mesmo perder, não há ainda ativos valiosos que possam vender para financiar o reequilíbrio do plantel. Não há um plano. Ou melhor, há: esperar pelo mercado, em vez de ser proativo, e poder colocar tudo em causa com os jogadores que mais ninguém quer. Porque pelos que os outros querem não conseguem lutar, como já acontece com Ibrahima Ba e até Palhinha. Ao mesmo tempo, reza-se para que se encontre quem pague por jogadores inflacionados como Ríos e Barrenechea — que até nem pode sair já porque pode ter de fazer de central — depois da última época.
Lenglet chegou para preencher a vaga de Otamendi. E, em tese, o que os encarnados perdem em agressividade, em duelos e numa ideia muito própria de liderança —, ganham em sobriedade, posicionamento, capacidade de construção e de quebrar linhas de pressão a partir de zonas recuadas. Mas se esse fogo foi apagado, eclodiu outro logo ali ao lado, em António Silva, no qual se juntam, enquanto combustível, um contrato a expirar e uma recusa na renovação à exibição muito frágil diante do Flamengo. Rui Costa sabia disto há meses. Acredito que seja um otimista — e se o é em todos os mercados só pode ser crónico e um problema —, porém é impensável não ter alternativas.
Havia forte probabilidade de o novo vínculo não ser aceite e de a irregularidade reaparecer. Porque não é só mental, é de ‘escola’. Os erros de abordagem na marcação nunca são questões psicológicas e sim falta de preparação. Se na temporada de afirmação os conseguiu camuflar, os adversários começaram a expô-lo a partir daí, sem que nunca ninguém tenha tentado ajudá-lo a resolvê-lo ou pelo menos retirar expressão ao problema. A questão que mais nos interessa agora é: como é possível que Rui Costa não se tenha precavido? A solução nunca pode ser Gabriel Índio, cujo salto de exigência é, para já, bem maior do que as pernas. Há Tomás Araújo, que fisicamente não tem conseguido responder durante uma época inteira. E um setor, que já estava frágil há várias épocas, sem que as águias se tenham preocupado uma única vez com a sua renovação, ainda parece pior.
Mesmo com estas falhas, com o plantel atual, o Saint Gallen não terá muito com que assustar os encarnados. Assim o esperam os adeptos. Afinal, pelo menos na qualidade individual a diferença ainda é significativa. Ainda que diante do Flamengo estivesse longe de parecer uma equipa e houvesse jogadores fora de posição, como Rafa. A equipa criou muito pouco no plano ofensivo tirando os últimos minutos e já em posição de desvantagem no marcador, não conseguiu controlar o jogo em posse e, defensivamente, esteve longe da coesão desejada. Mesmo sendo o primeiro jogo à porta aberta esperava-se já muito mais.
Claro que faltam os mundialistas além dos reforços, e percebeu-se que, nesta fase, já com jogos europeus, o novo técnico procura consistência e tenta assentar no que já tenha sido antes criado, mas a insistência em soluções que já falharam, como Barrenechea e Barreiro no duplo pivot, a manutenção de Dahl numa equipa que se quer projetar pelos flancos e, sobretudo, a inclusão de Rafa onde não há espaço para as suas correrias não deixaram de acentuar o tom cinzento do momento do futebol do clube, numa altura em que as expetativas costumam estar bem mais altas.
Mesmo Kaminski, contratado para rodar com Schjelderup, fazer de Schjelderup se este sair ou dar uma perninha à direita apresenta mais valências para a transição do que para o domínio que Marco Silva disse querer ter.
O técnico tem poucos dias para unir as pontas soltas do grupo desfalcado que tem em mãos e ganhar tempo para ir, em simultâneo, acrescentando massa crítica. Claro que enquanto o treinador ganha essa margem perde exatamente dias preciosos em que poderia estar já a trabalhar no grupo definitivo. Marco não esconde já algum desconforto, mas a verdade é que assinou por baixo da incoerência que sempre existiu. O Benfica não poderia estar mais atrasado para a nova temporada. Já Rui Costa está cada vez mais refém da sua própria narrativa. Uma que só existirá cada vez mais para ele mesmo.
Luís Mateus, in a Bola