terça-feira, 22 de janeiro de 2019

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

O CANDIDATO A PRESIDENTE FOI CORRIDO COMO PAINELEIRO


Rui Gomes da Silva comenta saída do 'Dia Seguinte' e fala do futuro: «Benfica merece tudo»
Antigo 'vice' dos encarnados diz que vai "deixar de dar opiniões" por "incompatibilidade de campanha" e de "funções"
Rui Gomes da Silva dedicou grande parte da crónica semanal que assina no blogue 'Novo Geração Benfica' ao programa 'Dia Seguinte', depois de a SIC ter dispensado todo o painel de comentadores, onde se inclui o antigo vice-presidente do Benfica.
O advogado constata que esta segunda-feira, dia em que se despede do programa, cumprem-se "3089 dias" que entrou no 'Dia Seguinte' e deixou um rol de agradecimentos, que vão desde Antonio José Teixeira, que o convidou, a Paulo Garcia, o jornalista que apresenta, a José Guilherme Aguiar, 'representante' do FC Porto, a Paulo Andrade, que 'veste' as cores do Sporting, até Francisco Pinto Balsemão.
Depois, Gomes da Silva deu conta que "o futuro do Benfica começa daqui a muito pouco" e avisa que vai deixar de "dar opiniões" por "incompatibilidade de campanha e depois de funções". O antigo 'vice' dos encarnados já disse mais do que uma vez que pretende candidatar-se à presidência do Benfica.

"Agora uns dias de descanso! Esperando que, quem me suceder, possa comentar as vitórias do Benfica na Taça da Liga, no Campeonato, na Liga Europa e na Taça de Portugal, até Maio de 2019. Até lá os tais dias (dias mesmo) de descanso para arrancar com outro projeto! Para um dia muito em breve, porque o tempo passa a correr, parar de 'dar opiniões'! Por incompatibilidade, primeiro de campanha, depois de funções!", refere.

E prossegue: "Os únicos prejudicados? A Família, a advocacia. Porque o Benfica merece tudo! Sem casos, só com vitórias! O Benfica que eu quero, que (quase, quase) todos queremos de volta! Um Benfica com um projeto para vencer na Europa e não de perpetuação no poder à conta da promessa de vencer na Europa."

ERA UMA VEZ UMA HISTÓRIA DE PIRATAS...


"Dou roubo dos 'emails' do Benfica derivaram dois processos que correm em pistas paralelas. E não valerá a pena tentar confundir as coisas...

A pirataria informática é um dos problemas a que a sociedade tecnológica do século XXI está a tentar das resposta. Todo o comércio feito através de plataformas digitais, todas as transacções bancárias online, toda a tramitação judicial do Citius e quejandos, toda a vida fiscal dos cidadãos, deve ser protegida dos hackers, sob pena do sistema em que assenta a sociedade dos dias de hoje acabar por crashar. A estas operações, fundamentais no dia a dia, junta-se também a comunicação privada, entre empresas ou cidadãos, que merecem a garantia da inviolabilidade. É assim que tem de ser, deve haver segurança no correio electrónico, não é aceitável que a sociedade não se proteja agora, como o fez ao longo dos tempos, contra a pirataria e os piratas.
Não é, pois, entendível (a espaços doentia e retrógrada) entre clubes que têm na prática do futebol a expressão mais elevada, se queira remeter a magna questão da pirataria informática para a órbita de um Benfica - FC Porto, quando o que está em causa é muito mais vasto, como ficou à vista, aliás, no assalto aos servidores de uma das mais importantes empresas de advogados de Portugal, acção que lançou verdadeiro (e justificado) pânico em hostes de todos os quadrantes da sociedade.
Com o disparate em roda livre, como acontece quando assuntos sérios são tratados com uma mera lógica clubista, há que clarificar duas circunstâncias:
A) O crime informático é grave, e os autores, mandantes e usufrutuários devem ser severamente punidos. Só assim a sociedade poderá proteger-se a evoluir;
B) No caso específico dos emails do Benfica, os meios de prova obtidos ilegalmente pela PJ devem seguir o seu caminho para apuramento da verdade.
Dito isto, é fácil ver que estamos perante duas realidades que correm em pistas paralelas, sem contaminação. O resto, competirá à justiça, que como escrevi na última semana, normalmente tarda, mas não falha.
A detenção do hacker que assaltou o Benfica provocou evidente nervosismo em vários quadrantes (onde, à imagem dos defesas quando estão na área e a bola lhe bate na mão, levantaram logo os braços, sem que ninguém lhes tenha perguntado nada, a dizer que não houve penálti...). Este é o tempo de guardar algumas declarações. Para memória futura...

Ás
Diogo Jota
Nos 230 jogos que leva a presente edição da Premier League, só cinco jogadores lograram hat tricks. O português Diogo Jota é um deles, sucedendo a Cristiano Ronaldo na lista lusa desta proeza. Letal a finalizar, cada vez mais forte e competitivo, Jota é jogador para entrar nas contas de Fernando Santos. Limpinho...

Ás
Haris Seferovic
Num jogo difícil, frente a uma equipa que, em vários momentos, justificou a felicidade que acabou por não ter, o avançado suíço teve o mérito de estar no sítio certo à hora certa. E há mais uma vantagem em Seferociv: seja titular ou entre aos 90+1, revela sempre o espírito positivo de quem está ali para ajudar a equipa.
(...)

Silas e a coragem de dizer queo rei vai nu
«Há pelo menos 15 adjuntos na Liga com nível 1 e 2. Todos se levantam... O Rúben Amorim é e será grande treinador (....)»
Silas, treinador do Belenenses SAD
propósito do castigo de proporções cataclísmicas e fundamentação imoral aplicado pelo CD da FPF a Rúben Amorim e ao Casa Pia (entretanto colocado em stand by pelo TAD) Silas, que não possui as habilitações de nível 4 requeridas para treinar na Liga, colocou o dedo na ferida e mostrou como a má aplicação de um bom princípio pode ser uma emenda pior que o soneto.

Finalmente importante
Desde a sua fundação, a Taça da Liga foi saco de pancada de quem, à falta de títulos, optou por desdenhar da competição. Mudam-se os tempos,, mudam-se as vontades, e na véspera do início da 'final four' da edição de 2019, existe a clara percepção de que cada um dos integrantes do bando dos quatro que domina o futebol português tem uma tremenda vontade de erguer o troféu. E é assim que deve ser, fazendo-se ainda votos para que toda a filosofia positiva plasmada na coragem de criar uma 'fan zone' em Braga seja um sucesso.

MonaK.O. volta aos dias de angústia
Uma derrota caseira, e logo por cinco a um, frente ao Estrasburgo, fez com que se diluíssem os sinais positivos vislumbrados pela chegada de Cesc Fàbregas ao rochedo. O Mónaco luta, cada vez mais, pela permanência e o efeito Henry (que, de cabeça perdida, culpou o VAR pela 'manita'...) está longe de ser o pretendido."

José Manuel Delgado, in A Bola

"É UMA FINAL PARA CHEGARMOS A UMA FINAL"


FUTEBOL
Treinador do Benfica explica como a equipa encara o duelo com o FC Porto nas meias-finais da Taça da Liga.
Em conferência de Imprensa no Caixa Futebol Campus, Bruno Lage, treinador do Benfica, fez a antevisão do jogo frente ao FC Porto, das meias-finais da Taça da Liga, que se disputa às 19h45 de terça-feira no Estádio Municipal de Braga. Prevê um clássico equilibrado e quer uma equipa focada e determinada para aceder à decisão da prova.
Como perspetiva este clássico com o FC Porto?
Estamos a encarar o jogo como uma final. É uma final para chegarmos a uma final e é com esta determinação que vamos encarar o jogo.
O Benfica já venceu o FC Porto nesta época. O adversário, porém, poderá partir com alguma vantagem para este encontro tendo em conta que tem vindo a realizar uma época mais sólida?
Cada jogo tem a usa história. Este será um jogo diferente, numa competição diferente. É, como disse, uma final para chegar a uma final. A determinação, o foco e a atitude vão estar nos dois lados.
O Benfica encontra aqui alguma vantagem por Sérgio Conceição, treinador do FC Porto, conhecer menos daquilo que é o Benfica de Bruno Lage?
Penso que não. Neste tipo de situações não há vantagens nem desvantagens. As análises às equipas são profundas, vão ao máximo detalhe. O conhecimento de ambas as equipas é mútuo.
Que detalhes podem fazer a diferença neste clássico?
Os detalhes são parte da base daquilo que é a nossa estratégia para o jogo. Aproveito para refletir sobre aquilo que é o nosso trabalho ao termos três dias para preparar um jogo. Se numa equipa os comportamentos já estão solidificados, ou seja, já há uma base de trabalho, para nós é mais difícil e é isso que temos vindo a fazer ao longo destes 12 dias em que estamos à frente da equipa, em que temos de, primeiro, tentar evoluir o que é nosso e, simultaneamente, preparar uma estratégia para o jogo. Passámos de uma base de um 4x3x3 para um 4x4x2 e o que pretendemos fazer é construir jogo de uma maneira diferente daquela que se fazia anteriormente. Não quer dizer que seja melhor ou pior, mas tem de ser diferente para termos mais bola, mais jogo, mais controlo com bola e domínio.
Tentamos defender de outra maneira, porque estamos a jogar em 4x4x2. E também queremos ter uma transição defensiva diferente. São comportamentos que queremos dar à equipa. Paralelamente, temos de preparar uma estratégia. Este tem sido o desafio, tendo a preocupação de fazer uma recuperação adequada dos jogadores que jogam e, após isso, como foi o caso do dia de hoje, não lhes tirar energia para o encontro de amanhã [terça-feira]. O nosso jogo, neste momento, está em processo de evolução. Fundamental é dar tranquilidade e conforto aos jogadores, para que estes se sintam confortáveis nas posições e nas decisões a tomar dentro de campo.
Que dinâmicas de jogo vai apresentar neste jogo? E, neste particular, o que espera do FC Porto?
Passámos de um 4x3x3 para um 4x4x2, logo aí o posicionamento é diferente. Em função disso, queremos que a nossa construção seja feita de maneira diferente. Volto a repetir: diferente não é melhor nem pior, é diferente. Acredito que o FC Porto também se apresente em 4x4x2 e o desafio vai ser nós tentarmos explorar as fraquezas do FC Porto, tendo em atenção os seus pontos fortes, e o nosso adversário certamente vai fazer o mesmo. Acredito que vai ser um jogo muito equilibrado. Acima de tudo, que seja um bom jogo de futebol.

Fejsa e Jonas já estão aptos para este jogo?
Não, nenhum deles está disponível.
É ingrato para um treinador que acaba de chegar ter desafios tão importantes como este com o FC Porto e os que se seguirão com o Sporting para o Campeonato e para a Taça de Portugal?
É o que temos. Ao mesmo tempo, é uma experiência gratificante, porque já passei por isto enquanto adjunto. Agora, como treinador principal, é tentar evoluir aquilo que é nosso, preparar a estratégia e, ao mesmo tempo, conhecer o plantel e a equipa. É verdade que são competições muito importantes e, por aquilo que é a nossa condição no Campeonato e pelo facto de os primeiros quatro classificados estarem a disputar as duas Taças, todos os jogos têm de ser encarados como finais. É pensar treino a treino, jogo a jogo, aquilo que podemos controlar, que é o nosso trabalho, e ir a jogo com muita determinação.
Gedson não tem jogado muito ultimamente. Por alguma questão física, ou porque Gabriel ganhou o lugar?
Eu já sabia que você me ia fazer essa pergunta... Não podemos jogar com 12. Mas Gedson está a fazer um trabalho fantástico.
Como é que os jogadores têm reagido às mudanças?
Quando acontece uma mudança é normal que as pessoas tentem acordar um pouco para criar uma dinâmica positiva, e é isso que tenho sentido da parte de toda a gente. Sinto que estão agradados com a nossa forma de trabalhar, treinar e de preparar os jogos.
Rui Vitória trouxe o Benfica até à final four da competição. Bruno Lage quer levar a equipa até onde?
Até à final, para já. É jogo a jogo. Primeiro temos de passar esta meia-final. Não posso dizer que vou ganhar uma competição sem passar esta semifinal. É o meu foco, jogo a jogo. Quem representa este emblema tem implícita a ambição de vencer sempre. Aquilo que me interessa agora é preparar o jogo da melhor maneira possível, como já o fizemos com os jogadores, e amanhã [terça-feira] estarmos focados e determinados para vencer esta final e no sábado podermos estar noutra final.
Pode constituir uma desvantagem jogar esta final four da Taça da Liga no terreno de um dos competidores [Braga] pelo triunfo?
Não, não creio que isso seja uma desvantagem.

PRIMEIRAS PÁGINAS


domingo, 20 de janeiro de 2019

O QUE MUDOU, AFINAL, COM LAGE?


"Apesar da pouca experiência ao mais alto nível, o treinador do Benfica sabe que os jogos (e os títulos) começam a ganhar-se no balneário

Bruno Lage rendeu Rui Vitória e de repente tudo ficou mais luminoso na Luz. Olhando para os comentários dos adeptos dir-se-ia, até, que o Benfica mudou da noite para a dia. É, percebe-se, uma ilusão. É um facto que Bruno Lage trouxe ideias novas, mas olhando, apenas, para as exibições estaremos a mentir se dissermos que se encontram mudanças assim tão evidentes. A diferença reside, essencialmente, na forma como os adeptos encarnados olham, hoje, para a equipa: com Rui Vitória um triunfo por 1-0 era olhado quase como uma derrota; com Bruno Lage o mesmo 1-0 é celebrado como uma goleada. Não é, entenda-se, uma crítica. É, apenas, futebol. Ou a prova do ponto insustentável de desgaste a que tinha chegado a relação entre os adeptos e Rui Vitória.

Uma das imagens das alterações introduzidas por Bruno Lage prende-se com a há muito pedida passagem do 4x3x3 para o 4x4x2. Foi essa mudança evidente na estreia do novo treinador no banco, na recepção ao Rio Ave, com Salvio, Fejsa, Pizzi e Cervi. Mas nos três seguintes, todos fora de casa - nos Açores, com o Santa Clara, e com o Guimarães, para a Taça e para a Liga -, tornou-se bem menos clara. Talvez no papel, antes de a bola começar a rolar, o desenho possa mostrar o Benfica em 4x4x2. Mas com Pizzi - que há muito perdeu as qualidades de extremo (se é que alguma vez as teve) - numa das linhas e sempre a flectir para dentro, o Benfica coloca-se, pelo menos em acções ofensivas, muito mais próxima do 4x3x3 do que do 4x4x2. Com a diferença de que, dos três homens da frente, dois jogam pelo meio. E a equipa, com Pizzi (muito) mais como terceiro médio do que como extremo, fica, percebe-se, coxa.
A ideia, entende-se, é dar consistência em jogos de maior grau de dificuldade. E isso Bruno Lage conseguiu: zero golos sofridos nas três partidas em que o Benfica assim entrou. Mas ninguém pode, nunca, ter o melhor de dois mundos. Ou, se preferir o leitor, sol na eira e chuva no nabal. A solidez defensiva vem, neste caso, com um preço, pago no capítulo exibicional. Porque nem nos Açores nem nos dois jogos em Guimarães a águia se aproximou dos níveis entusiasmantes que apresentou na tal partida com o Rio Ave. Porque lhe tem faltado profundidade, que os laterais, importantíssimos em equipas que assim se apresentam, só a espaços conseguem dar em encontros tão exigentes como os de Guimarães.
Deixemos, portanto, para daqui a umas semanas uma análise mais aprofundada daquelas que são, de facto, as intenções de Bruno Lage a nível táctico - porque, admite-se, com jogos de três em três dias não teve ainda tempo para trabalhá-las e porque pode ser Bruno Lage um treinador que adapte o sistema ao adversário que tem pela frente, o que, convenhamos, não deixa de fazer sentido. Para já, o importante é que ganhou sempre. Era o que se lhe pedia, pelo menos numa primeira fase. O resto virá, talvez, com o tempo.

que mudou, de facto, com a entrada de Bruno Lage foi a mensagem. Para fora, sim, mas em especial para dentro. Gabriel é disso o exemplo mais flagrante, mostrando uma intensidade que até agora não se lhe conhecia. Samaris - que Vitória deixou cair num inexplicável esquecimento - é outro sinal dessa nova filosofia. Parece, apesar da pouca experiência ao mais alto nível ou, como o próprio lhe chamou, da falta de estatuto, estar Bruno Lage ciente de uma verdade incontornável: os jogos (o os títulos) começam a ganhar-se no balneário, na relação que se cria com os jogadores, na forma como se lhes consegue meter na cabeça aquilo que deles se pretende no campo. Esse é o primeiro passo para o sucesso. Dando-o, a táctica é, sempre, secundária."

Ricardo Quaresma, in A Bola

DOS HACKERS À CORRUPÇÃO


"As pessoas esqueceram facilmente o episódio do Wikileaks e Julien Assange, e parece que nada retiveram desta realidade

Ao ler nos jornais a detenção do alegado hacker dos emails do Benfica – verdadeiros, falsos ou truncados –, só me surpreende a ‘surpresa’ de muitos comentários sobre o tema.
As pessoas esqueceram facilmente o episódio do Wikileaks e Julien Assange, e parece que nada retiveram desta realidade.
Depois, com alguma notoriedade, houve o Football Leaks (ao qual aparentemente este jovem agora preso também está ligado, e que constitui, ao que li, argumento essencial da sua defesa). E, pelo meio, saíram diversas notícias sobre ataques informáticos a centrais de IT de diversas empresas nacionais ou mundiais (recentemente, uma sociedade de advogados com notoriedade em Portugal) e, até, de departamentos de segurança de alguns Estados.
Onde quero chegar? Muito simples: conhecendo desde há muito a existência destes crimes informáticos, qual a razão para continuarem a subsistir entidades que acham que eles apenas se passam com os outros? Claro que ‘casa arrombada, trancas à porta’. Os que foram vítimas começaram finalmente a investir milhões na segurança dos seus sistemas informáticos. E aqueles que veem ‘as barbas do vizinho a arder’ colocam as deles ‘de molho’. Assim, se outro mérito não houvesse, todas estas notícias talvez contribuam para o reforço da segurança informática de forma geral.
Por razões profissionais, este tema sempre me preocupou. Mas a verdade é que em Portugal apenas as muito grandes empresas, sobretudo as cotadas e as internacionais, não precisaram de ver as devassas alheias para tomarem as precauções devidas.
Roubar informação é sempre crime! Partindo desta premissa, ainda ouso dizer que só assim se ficaram internacionalmente a conhecer muitos esquemas fraudulentos ou no mínimo ‘menos éticos’.
A relevância pública da informação assim recolhida – e da forma como o foi – gera discussões jurídicas intermináveis que nem me atrevo a comentar. A privacidade é indiscutivelmente um direito, mas muita da informação exposta de forma ilegal também não pode ser ignorada quando contraria outros padrões, sejam legais ou fiscais.
Daqui até aos julgamentos populares vai um pequeno passo. Sucedeu isso com o Benfica, com ou sem razão. Pode perfeitamente suceder a quem tiver a sua informação confidencial exposta na praça pública.
Falando de crimes, muito se fala sobre a corrupção em Portugal. Segundo a imprensa, o ministro Siza Vieira veio lamentar a notoriedade que lhe é dada «como factor estrutural de deterioração da competitividade portuguesa», em relatório da OCDE ainda não divulgado.
Tem razão em lamentar essa situação. Mas o cerne da questão nada tem a ver com a OCDE mas com o nosso país. Joana Marques Vidal não falou nisso? Na sua tomada de posse em Outubro passado, a nova PGR, Lucília Gago, não falou nisso? Marcelo também o referiu nesta cerimónia da abertura do ano judicial. Que tal se o Governo combatesse o flagelo, seguindo as recomendações sugeridas ou outras, em vez de se lamentar do assunto? Parece que seguem a velha máxima de ‘matar o mensageiro’ em vez de resolver o problema.
Claro que é chato o rascunho do relatório mencionar a Operação Marquês, dar recomendações para criar um tribunal contra a corrupção ou sugerir a revisão do sistema de recursos.
Mas o problema é a percepção generalizada, a nível interno e internacional, de que existe corrupção em Portugal.
Internamente, todos contam ‘estórias’ comezinhas de como A, B ou C facilitou isto ou aquilo. Internacionalmente, como não haveria de dar brado um julgamento envolvendo um ex-primeiro-ministro? Estas são as realidades a combater, e ‘tapar o sol com a peneira’ nada ajuda, apenas fomenta a percepção internacional. Era mil vezes preferível que o Governo agradecesse esta contribuição valiosa para fomentar a mudança absolutamente necessária – e que considero ser prioridade absoluta da nossa sociedade. Como, de resto, também o entendem as principais figuras nacionais em matéria de Justiça."
(...)"

BENFICA B PERDE EM MATOSINHOS


FORCING FINAL DEIXOU EMPATE A CENTÍMETROS
FUTEBOL
Nos momentos finais, Saponjic, em duas ocasiões, ficou muito perto de ser feliz, mas o 2-2 acabou por não aparecer.
A equipa B do Benfica perdeu, este domingo, no Estádio do Mar, com o Leixões por 2-1, em jogo da 18.ª jornada da Ledman LigaPro. Na parte final, as águias ficaram a centímetros do empate.
O jogo começou vivo, com as duas equipas a apresentarem-se em bom ritmo. O primeiro remate na partida pertenceu ao Benfica B, aos 5’, por Alex Pinto. O lateral-direito aproveitou um mau corte da defesa do Leixões para disparar para defesa de Tony, guarda-redes dos matosinhenses. Poucos minutos depois, aos 8’, transição rápida do Benfica B conduzida por Benny. O médio deixou o esférico para Tiago Dantas, à entrada da área, que rematou para Tony encaixar com segurança.
Do outro lado, após jogada de insistência, o Leixões levou perigo à baliza defendida por Fábio Duarte através de Derick Poloni. O remate saiu ao lado da baliza encarnada (11’).
Ainda assim, mais Benfica B no jogo. Aos 14’, jogada de envolvimento entre Zé Gomes, Jota e Benny. A defesa do Leixões não afastou e Zé Gomes rematou para defesa de Tony. Na jogada seguinte, o Leixões esteve perto de marcar, mas Alex Pinto afastou pela linha final.
[GOLO: 1-0] Remate forte de Bernardo Martins para grande estirada de Fábio Duarte. A bola sobrou para Pedro Henrique, que cabeceou para a baliza deserta. O Leixões inaugurava o marcador no Estádio do Mar, aos 18'.
Volvidos três minutos, aos 21’, Bura, num livre direto, atirou à barra da baliza do Benfica B. As águias sentiram o tento sofrido e os da casa cresceram na partida. Aos 25’, o árbitro assinalou grande penalidade a favor do Leixões por falta de Nuno Tavares sobre Pedro Henrique.
[GOLO: 2-0] Aos 26’, Pedro Henrique bisou na partida ao converter a grande penalidade assinalada por Marco Cruz.
Após os tentos sofridos, o Benfica B assentou o seu jogo e foi atrás de reduzir o marcador...
[GOLO: 2-1] Jogada do lado direito, com combinação entre Willock e Alex Pinto. O lateral cruzou, com conta, peso e medida, para Tiago Dantas que atirou a contar de pé esquerdo (44').
Aos 45’+1’, Nuno Tavares cruzou para a área leixonense e Zé Gomes não chegou à bola por centímetros. Benfica B perto do empate em cima do intervalo.
Nos minutos iniciais, o Leixões teve mais posse de bola, mas o equilíbrio foi a nota dominante. A bola, essa, vagueou por terrenos longe de ambas as balizas. A partir dos 60’, o Benfica B equilibrou a posse de bola, mas com o jogo ainda muito amarrado taticamente, os treinadores, Jorge Casquilha (Leixões) e Renato Paiva (Benfica B) começaram a mexer nas respetivas equipas.
O primeiro lance de perigo da etapa complementar apareceu aos 67’. Zé Paulo furou pelo corredor esquerdo, cruzou atrasado e Pedro Henrique rematou por cima da baliza de Fábio Duarte. Respondeu o Benfica B através de um livre direto apontado por Jota. O esférico saiu a centímetros da baliza de Tony.

Aos 74’, de novo os matosinhenses perto do golo, e com os mesmos protagonistas: Zé Paulo e Pedro Henrique. Livre direto do camisola 8 e o avançado, de cabeça, atirou ao poste. Ficou perto Pedro Henrique do hat-trick.
O Benfica B esteve muito perto do empate aos 85’. Jogada no flanco esquerdo, com Nuno Tavares a lançar Jota, este cruzou e Saponjic, de primeira, rematou para grande defesa de Tony. Seria o 2-2 no marcador.
No último lance da partida, aos 90’+5’, Saponjic, a um metro da baliza, cabeceou ao lado após livre superlativamente marcado por Tiago Dantas. Perdida incrível do avançado sérvio do Benfica B.
Onze inicial do Benfica B: Fábio Duarte; Alex Pinto, Kalaica, Ferro (c), Nuno Tavares; Florentino, Benny, Tiago Dantas; Willock, Jota e Zé Gomes.
Suplentes: Daniel Azevedo, Tomás Tavares, Pedro Álvaro, Nuno Santos, Úmaro Embaló, Gonçalo Ramos e Saponjic.
Boletim clínico: David Tavares (status pós-cirúrgico ligamentoplastia no joelho esquerdo); Vitalii Lystcov (status pós-cirúrgico ligamentoplastia no joelho esquerdo); Diogo Mendes (lesão muscular na face anterior da coxa esquerda); Daniel dos Anjos (status pós-cirúrgico ligamentoplastia no joelho direito); Ivan Zlobin (traumatismo da anca e da parede abdominal).
O Benfica B vira agulhas para a Premier League International Cup, onde vai medir forças com a equipa B do Bayern Munique. O regresso à II Liga acontece a 30 de janeiro, no Caixa Futebol Campus, com o Arouca.
Renato Paiva
“Continuarmos sempre fiéis à nossa identidade”
Renato Paiva (treinado do Benfica B): “Divido o jogo em três momentos! Os primeiros dez/quinze minutos com uma entrada muito forte da nossa parte, com muita qualidade; depois, os dez minutos seguintes em que perdemos claramente o jogo. Foi aí que perdemos o jogo! Desorientação, não conseguimos gerir a bola, que é algo muito importante para nós, até face ao possível cansaço que o Leixões poderia ter tido resultante de jogo de quarta-feira, e a mensagem para os jogadores era essa – gerir bola – e não o conseguimos fazer! Durante esses dez minutos sofremos dois golos, estivemos completamente fora da nossa identidade e demos essa vantagem ao Leixões. Depois, estabilizámos e voltámos a colocar a bola no chão, a jogar o nosso jogo, fiéis à nossa identidade, fizemos o golo… e a segunda parte é toda nossa. É verdade que o Leixões, beneficiando dessa vantagem, nos deu essa 2.ª parte, mas nós tivemos a capacidade de ter bola, entrar por dentro, entrar por fora, fazer um jogo muito dinâmico em termos de articulações e depois falhámos duas bolas que nos podiam ter dado o empate. Há um penálti que é um erro muito infantil, mas isto é o crescimento destes jovens jogadores, nós temos uma equipa muito jovem e eles vão crescendo e evoluindo através destes erros. E é isto que nós temos de fazer: potenciá-los neste contexto de grande dificuldade, eles perceberem o que não corre bem, durante a semana corrigirmos isso e, a partir daí, continuarmos sempre fiéis à nossa identidade.”
Tiago Dantas (jogador do Benfica): “Foi um jogo onde tivemos maior posse, entrámos muito bem e os primeiros 10 minutos foram totalmente nossos, depois caímos um bocadinho, o Leixões superou-se e esses minutos fizeram a diferença. Mesmo com o terreno não estando nas melhores condições, fomos fiéis à nossa identidade, estamos num processo de formação e é isso que importa. Continuar fiéis a nós próprios, ter posse de bola, criar oportunidades, mas hoje não conseguimos finaliza-las.”

FENÓMENO NO FEMININO GOLEIA EM ALCOCHETE


DEZENA DE GOLOS E GOLEADA NO DÉRBI
FUTEBOL FEMININO
Em dias de estreias, o futebol feminino do Benfica foi a Alcochete vencer o Sporting.
Líder invicta da Série D do Campeonato Nacional da 2.ª Divisão de futebol feminino, a equipa do Sport Lisboa e Benfica goleou, este domingo, no campo n.º 6 da Academia de Alcochete, o Sporting B por 0-10, em jogo da 14.ª jornada.
Início de jogo, primeiro lance... e golo!!! Pauleta a inaugurar o marcador! [GOLO: 0-1]. Aos 19', a regressada após lesão, Evy Pereira, juntou o seu nome à lista de marcadoras e aumentou a contenda para as benfiquistas [GOLO: 0-2].

Em dias de estreias, Raquel Infante jogou pela primeira vez pela equipa feminina do Benfica e aproveitou para fazer um golo à passagem dos 38' [GOLO: 0-3]. Antes do intervalo, Evy Pereira bisou. [INTERVALO: 0-4].
Endiabrada, Evy Pereira continuou a espalhar magia na segunda metade do dérbi de futebol feminino. Em Alcochete a encarnada completou o hat-trick, aos 54' [GOLO: 0-5] e o póquer, aos 62' [GOLO: 0-6].
Raquel Infante não quis ficar atrás da colega e bisou aos 71' [GOLO: 0-7]. Mesmo a golear, o Benfica não abrandava e aos 79', Andreia Faria fez o gosto ao pé [GOLO: 0-8]. A cinco minutos do apito final, Ana Vitória, em estreia de águia ao peito, fez o seu primeiro tento pelas águias [GOLO: 0-9]. A dezena de golos chegou aos 90', por intermédio de Ana Alice [GOLO: 0-10].
Onze inicial do Benfica: Dani Neuhaus, Daiane, Ana Alice, Raquel Infante, Yasmim, Pauleta, Pati Llanos (69', Adriana), Ana Vitória, Evy Pereira (86', Jassie), Andreia Faria (81', Carlota) e Darlene.
Suplentes: Catarina Bajanca, Diva Meira, Pipa, Adriana, Jassie, Maiara e Carlota
O futebol feminino do Benfica conta por vitórias os 13 jogos realizados, soma 39 pontos, já marcou 225 golos e não sofreu. Na 15.ª ronda, as águias recebem o Casa do Povo Pêgo.