sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

JORNALEIROS COM O GRELO AOS SALTOS POR CAUSA DO CLÁSSICO


 

O CASO DO MOMENTO, A ALEGADA VIGILÂNCIA A JORNALISTAS

 


"Segundo notícias vindas a público, Henrique Machado e Carlos Lima, sob ordem do Ministério Público, tiveram mandato de vigilância devido a uma suspeita de violação do segredo de justiça.
De um modo simples, o segredo de justiça significa que o conteúdo dos atos do processo judicial não pode ser divulgado nem o público pode assistir aos atos processuais. Só por despacho do Ministério Público e mediante validação do juiz, o mesmo pode ser publicado.
Bem sabemos que o segredo de justiça em Portugal é algo encarado levianamente, e são constantes as tentativas da sua violação. Mas não é por ser algo constante que passa a ser válido e correto, seja praticado por um pedreiro, um médico, um político ou – leia-se bem – um jornalista.
Neste caso em concreto, Henrique Machado e Carlos Lima são suspeitos de violar o segredo de justiça, alegadamente através de subornos a terceiros, como alertámos no nosso artigo de dia 29 de dezembro de 2019, antes de tudo isto ser de conhecimento público. Estes dois jornalistas têm um longo passado de "furos jornalísticos", graças a "fontes bem colocadas". São os melhores jornalistas da praça. Estes, Pedro Candeias, Paulo Curado, Octávio Lopes, Gonçalo Azevedo, entre outros (não temos qualquer medo em dizer os nomes deles).
Todos eles têm publicado nos últimos anos inúmeros artigos com destaque, sendo a larga maioria sobre casos ligados ao SL Benfica. Na generalidade das vezes, obtêm informação em segredo de justiça através de métodos questionáveis e, posteriormente, trabalham em peças jornalísticas sem o mínimo de qualidade. Falsas, fantasiosas, encomendadas.
Já alguém questionou como obtêm essa informação?
A título de exemplo, Pedro Fonseca, coordenador da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, é suspeito de ser uma das "toupeiras" azuis e verdes na Polícia Judiciária. Apenas três anos depois começámos a ver as caras por detrás das máscaras a serem finalmente expostas, todavia, mais têm vindo a público.
Não é de espantar que vários Órgãos de Comunicação Social e o Sindicato de Jornalistas tenham vindo criticar este caso. Fazem a sua parte. No entanto, é preciso deixar bem claro que nada disto é ilegal, o Ministério Público agiu corretamente. E, desta vez, tal é de saudar.
Curioso também constatar a diferença de tratamento deste caso para outros, nomeadamente o caso Rui Pinto, e-emails e e-toupeira. O hacker é elevado a herói nacional depois de ter acedido ilegalmente a sistemas informáticos, roubado correspondência privada e conteúdo confidencial, tentado vender essa informação e acabar a entregar a mesma ao FC Porto e Sporting SP. Contudo, o Ministério Público é agora sobejamente criticado por tentar investigar a origem destas violações do segredo de justiça e de como vão, consecutivamente, parar às mãos destes jornalistas.
Coerência é algo que falta à candidata a Presidente da República, Ana Gomes, e a estes jornalistas que se mostram hoje indignados. Basta recuar uns meses para constatarmos que os mesmos não se coibiram de chafurdar na correspondência alheia roubada ilegalmente, utilizando-a e abusando da mesma com recurso a deturpações, acesso indevido e partilha pelos diversos meios de comunicação através de artigos de opinião. Tudo isto é algo que não estranhamos, chama-se hipocrisia.
Outro ponto. Paulo Gonçalves foi apelidado de toupeira por ter acedido ilegalmente a processos judiciais em segredo de justiça, tendo muitos destes jornalistas contribuído para esse festim. Conclui-se agora que afinal não era o único a cometer tais ilegalidades. É preciso ser-se verdadeiramente dissimulado para escrever um texto sobre um crime que o próprio pratica.
Posto isto, nada do que escrevemos é novo para quem nos segue regularmente. Nos últimos anos, desde o início da campanha delineada no Altis, vários jornalistas têm estado a prestar vassalagem à aliança FC Porto-Sporting CP. São dezenas os casos que o provam. Ainda há dois dias foi requentada uma notícia sobre os muitos negócios feitos pelo SL Benfica nos últimos anos, em semana de Clássico. Zero rigor jornalístico, interessa apenas condicionar a opinião pública e, seja como for, afetar a prestação do SL Benfica.
No que toca aos jornalistas, deixamos registado que isto é o que acontece quando se mistura a profissão com clubites e, quiçá, serviços pagos. Agora têm que lidar, ser investigados e, caso se comprove a ilegalidade dos atos, condenados. Estamos atentos."

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

MAQUILHAGENS...

 ". FC Porto em situação de FPF;

. Ricardo Costa diretor desportivo do Boavista FC;
. Notícia reciclada sobre “Benfica controla clubes pequenos”;
. Boavista FC compra Chidozie ao FC Porto por 5M.
Entradas. Dados transfermarkt:
18/19: 400 mil
19/20: 0€
20/21: 4M ...
Chidozie: 5M
Um jogador banal pago a peso de ouro.
Isto não interessa investigar?
"Enquanto não os prenderem isto vai continuar a ser a palhaçada de sempre""

CF ESTRELA DA AMADORA 0X4 SL BENFICA: JESUS PASSA NA CASA DE PARTIDA NA TRAVESSIA PARA O JAMOR



 "A Crónica: Regresso Às Origens De Jesus Com Goleada

Se na eliminatória anterior a festa da Taça tinha voltado ao velhinho Estádio José Gomes, nesta agora era a dobrar por ser novo jogo em casa e por o CF Estrela receber um dos grandes e, neste caso, o SL Benfica. O frio que vai sendo “a moda” por toda essa «ocidental praia lusitana” e na Reboleira não foi exceção. O problema é que até o gelo ia sendo o principal personagem nesta travessia pel’Os Lusíadas. Ups, desculpa. Pela Prova Rainha.
Sabes quando pisa gelo? Há uma linha ténue entre estar à superfície ou de acabares dentro de água gelada. Ora pois bem, o “gelo” já havia (sem saber ao certo quantos graus Celcius) e quem quebrou o gelo foi Chiquinho. Passo a explicar.
A jogada foi bem trabalhada pela lateral direita, depois de tanta insistência na profundidade e também pelo corredor central. Aos 42 minutos, Diogo Gonçalves foi progredido em terreno perigoso (neste caso era a relva, mas bem podia ser gelo) e foi ele que fez nota o primeiro rachar da superfície. Depois, foi Seferovic a aumentar o buraco, mas Filipe Leão aguentou que o Estrela caísse na água. Porém, a tentativa foi só isso, pois veio outro para quebrar tudo: Chiquinho. O 0-1 foi tão perto do intervalo que foi com esse resultado que fomos para o intervalo.
Ao intervalo, bebemos chá oferecido pelo clube amadorense (a quem saudamos a atitude perante os jornalistas). Aquecemos e o jogo também. O início de segunda parte ofereceu-nos logo dois golos. Samaris começou uma jogada a meio campo, rasgou a defesa com um passe para Diogo Gonçalves e, novamente, o lateral encarnado a encontrar a “terra”, continuando a analogia d’Os Lusíadas. Seferovic marcou o segundo da partida.
O Estrela até acordou e marcou por intermédio de Hélder Latón, mas o problema é que a festa foi corta pelo novo instrumento colocado no Estádio José Gomes, o VAR. Era o recomeço que queríamos depois de pouca emoção.
O minuto 60 foi importante nesta partida. Foi aos três e ao seis. A turma de “inhos” entrou em ação: Chiquinho fez mais um belo trabalho na grande área, depois de uma boa assistência de Pedrinho, e marcou o terceiro. O quarto teve nova assinatura de Pedrinho na assistência e foi o alemão Waldschmidt. Digamos que a caravela estrelista que tentava chegar aos tesouros da Índia – perdão… do Jamor – acabou por afundar.
Estes foram os dez cantos de uma adaptação d’Os Lusíadas e fica agora só uma caravela a continuar a sua travessia até não muito longe do estádio que hoje nos encontramos. Trocando a analogia por algo mais simples, o SL Benfica goleia, mas não convence e nem jogo ainda o triplo. O CF Estrela deve estar orgulhoso da sua navegação nesta bela competição.

A Figura
Chiquinho – Foi uma figura importante no jogo dos encarnados. Não foi aquele que assumiu sempre a responsabilidade da construção de jogo, mas foi aquele que estava na hora certa e no sítio certo. Dois golos que deram cor à goleada colorida deste SL Benfica. Contudo, temos também de dizer que Pedrinho foi uma peça importante neste jogo, principalmente na parte a que lhe tocou: as assistências. 

O Fora De Jogo
Chapi Romano – O jogador estrelista acabou por ficar muito recuado para que pudesse ajudar o seu meio campo e por este motivo, essencialmente, acabou por estar fora de jogo. Pode oferecer muito mais, mas a tática estava montada para algo mais defensivo e compacto, não permitindo nada mais criativo. É isso a que estamos habituados deste jogador.

Análise Tática - CF Estrela da Amadora
A formação de Rui Santos apresentou-se num 4-4-2 bem visível a partir da bancada com duas opções mais avançadas: Chapi Romano e Paollo Madeiro. O treinador da equipa amadorense afirmou na antevisão que não iria mudar muito daquilo que foi o seu onze nos restantes jogos e assim voltou a apostar em todas as peças que têm sido fundamentais. Havia uma grande preocupação na pressão dos dois centrais encarnados, Todibo e Jardel, para que estes errassem e, a partir daí, houvesse um erro.
A segunda parte trouxe “à tona” as dificuldades do CF Estrela de conseguir conter as precursões atacantes dos encarnados, sobretudo quando os estrelistas faziam a pressão no meio-campo e acabavam por abrir muito os quatro do setor defensivo. Depois do segundo golo e também do golo anulado aos estrelistas, foram o aperitivo delicioso para que os estrelistas acabassem por ficar sem grande força tática. O subir de linhas e também a pressão mais alta depois dos jogos sofridos deixou os estrelistas “à mercê” de mais golos.

11 Inicial e Pontuações
Filipe Leão (6)
Zé Pedro (5)
Yuran Fernandes (5)
Helder Laton (5)
Xavier Fernandes (4)
Paollo Madeira (5)
Horácio Jau (5)
Ronald Murillo (4)
Edu Duarte (5)
Chapi Romano (3)
Sérgio Conceição (5)
Subs Utilizados
Diogo Leitão (5)
Luís Mota (5)
Leandro Tipote (5)
Zaporo (-)
Miranda (-)

Análise Tática – SL Benfica
O típico 4-4-2 que Jorge Jesus e aquilo que mudou muito foi o onze. O treinador que regressou às suas origens tinha dito que ia haver mudanças e não falhou na sua palavra. Aquela estreia que mais se esperava confirmou-se com a entrada do defesa central Todibo. Depois, houve ainda o regresso de Diogo Gonçalves, Samaris, Chiquinho e também de Gonçalo Ramos. Na primeira parte, os encarnados apostaram num jogo interior com Seferovic a tentar encontrar a profundidade e com Gonçalo Ramos a procurar mais as alas, sem grande sucesso.
Depois que Jorge Jesus percebeu que a tática inicial de tentar explorar o jogo interior e também a profundidade, os encarnados conseguiram melhorar imenso na segunda parte quando potenciou o lado direito em que o Diogo Gonçalves esteve em grande destaque. A saída da primeira pressão dos estrelistas também foi um fator decisivo para que o Benfica conseguisse encontrar os espaços necessários para encontrar o caminho da baliza. Taticamente, a segunda parte foi bem melhor do que a segunda.

11 Inicial e Pontuações
Helton Leite (5)
Diogo Gonçalves (7)
Jardel (5)
Todibo (7)
Nuno Tavares (5)
Samaris (6)
Taarabt (5)
Chiquinho (8)
Pedrinho (7)
Gonçalo Ramos (5)
Seferovic (7)
Subs Utilizados
Waldschmidt (7)
Facundo Ferreyra (5)
Rafa Silva (5)
Weigl (5)
Grimaldo (5)"

PRIMEIRAS PÁGINAS DOS TOUPEIROS DAS TOUPEIRAS


 

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

UM AZAR DO KRALJ



 Qualquer intervenção de Seferovic com o pé direito que acabe com a bola na baliza deve ser celebrada como uma vacina contra a covid

"Helton

 A primeira defesa a sério foi dele e percebeu-se pela cara que não achou piada. Acabaria por ter uma noite tranquila com oportunidades suficientes para mostrar que o lugar de suplente é dele. Espero que desta vez o treinador não lhe tenha explicado isso antes do jogo. Uma vez é parvo. Duas é bullying. 

Diogo Gonçalves
O miúdo não esteve mal, mas houve duas ou três situações em que senti algo que jamais achei possível. Senti falta do Gilberto. Não se preocupem. Já enviei mensagem ao meu psiquiatra e vamos retomar as sessões.

Todibo
Se bem me recordo a última vez que vi o Todibo ele estava no instagram a celebrar o facto de ter recebido uma PS5. Por mim podia ter voltado para Barcelona nesse dia, mas a verdade é que continuou por cá e afinal até parece que sabe jogar à bola. Convenhamos que o adversário de hoje colocou os mesmos obstáculos de muitos dos oponentes do Todibo na Playstation, mas ainda assim deu muitos sinais positivos. Resta saber como poderá dar seguimento ao trabalho de hoje sentado num banco de suplente ou no sofá lá de casa.

Jardel
Os centrais passam, o Jardel continua. É o capitão Mário Wilson dos centrais do Benfica. Sempre que for preciso, enquanto tiver energias, está lá para nós.

Nuno Tavares
Mostrou argumentos muito convincentes. Para jogar no Estrela.

Samaris
Igual a si mesmo. Exímio a andar à batatada para demonstrar o seu benfiquismo. Péssimo a demonstrar esse mesmo benfiquismo através de acções que envolvam a bola de jogo. Não se pode ter tudo. E, convenhamos, não se pode ter o Samaris muitas vezes em campo.

Taarabt
Consta que a boa gente do CF Estrela distribuiu mantinhas por todos os que estavam na bancada. Acho mal não terem incluído alguns dos que estavam no relvado.

Pedrinho
No dia em que se confirmou o cancelamento do carnaval em Portugal (celebremos!), este resolveu lançar uma nova escola de samba. Ao invés dos tristes espectáculos observados anualmente em Ovar ou Estarreja, aqui a festividade sobrevive às baixas temperaturas, dispensa carros alegóricos e o corso consiste em 10 indivíduos vestidos que tentam acompanhar os passes de dança do nosso Pedrinho. Já agora, neste carnaval só há lugar para um cabeçudo. É o Cebolinha quando finalmente for parar ao banco.

Chiquinho
Nada diz “bater em mortos” como 2 golos do Chiquinho no mesmo jogo. Venham eles, os golos e os mortos para espancar.

Gonçalo Ramos
bola deve ter pedido para ir para casa com ele depois do passe para o Pedrinho aos 20’. Gonçalo Ramos voltou a revelar dotes de suplente utilizado, quiçá de titular, mas sinceramente já não tenho idade para me iludir. O dia há-de chegar em que o mister, este ou outro, vão assumir de uma vez por todas que o miúdo tem qualidade para entrar no onze. O nosso ou o do Mónaco. Veremos qual. 

Seferovic
Qualquer intervenção de Seferovic com o pé direito que termina com a bola no fundo da baliza deve ser celebrada como se fosse uma vacina contra o coronavírus. Por mim pode administrar a segunda dose já esta sexta-feira.

Waldschmidt
1 golo e um falhanço que fez o Seferovic soltar uma gargalhada. O Seferovic!

Ferreyra
De cada vez que é utilizado eu dou por mim a pensar como será realmente a liga ucraniana, se existe mesmo ou se foi uma invenção do agente do Ferreyra, que série de acontecimentos obscuros e perversos nos trouxe até àquele golo falhado na cara do guarda-redes. Não consigo perceber. 

Grimaldo
Livre direto a 25 metros descaído na direita. Alejandro ajeita a bola, coloca no relvado, dá meia dúzia de passos atrás, ajeita a mira e toma lá disto. Marchsein olha incrédulo para o fundo das redes.

Weigl
Conquista a segunda bola à entrada da área e desfere um remate colocado que amplia a vantagem. Corre na direcção do banco para celebrar com o treinador. Minutos depois vai gritar com o Taremi depois de este se ter atirado para o chão. É admoestado e sorri. Tudo está bem.

Rafa
Não te canses, rapaz. Vai lá passear o cão, atravessa a estrada com cuidado e volta para casa pelo caminho mais curto. 6ª feira é tudo teu."

EM FRENTE NA TAÇA

 


Vou a casa e levo o Pedrinho

Jorge Jesus nasceu, literalmente, numa casa da Amadora, a Taça de Portugal fê-lo regressar ao campo do clube da sua casa e o Benfica goleou (0-4) o Estrela sem acelerar ou ser imprevisível por aí além, mas tendo no brasileiro uma fonte de técnica e critério: fez duas assistências e foi quem mais desequilibrador em espaços curtos no jogo.
orge é caseiro e não hospitalário, nasceu em casa, teve de vir uma parteira de Algés ajudá-lo a vir ao mundo, Jorge é caseiro porque foi em casa que deu o primeiro berro de uma vida de rouquidão nas cordas vocais, os irmãos também nasceram em casa e são caseiros como ele, nado entre paredes na Amadora, lá estava a Celcat que pagava em escudos ao pai futebolista, o Virgolino soldador que ali assentou para ficar perto da fazedora de cabos elétricos.
Era sua a casa onde Jorge nasceu, Jorge é tão caseiro que na naturalidade no cartão de cidadão ter-se-ia que ler 'casa', não 'Amadora', isso são as ruas onde jogava à bola com pedras e farrapos até chegar à relva do Estrela, onde o Sporting deixou 750 escudos para o levar na versão de jogador, está tudo nesta reportagem do jornal "A Bola" entretanto até foi treinador desse grande e antes treinou o Clube de Futebol que faliu, se refundou como Clube Desportivo e agora fundiu-se para ser o Club Football, mas é o Estrela da Amadora.
Estar na III Divisão e a Taça de Portugal fazer o Estrela receber o Benfica é especial por mil e uma coisas próprias da história futebolística nacional, mais especial ficou por incluir o regresso a casa de Jorge Jesus, nesta sua mais impávida e serena versão, ele diz que mudou e qualquer pessoa é mutável, mas os berros não sumiram e ouvem-se com o vazio do estádio, às tantas vergasta Pedrinho, grita ao melhor do Benfica na primeira parte por “estar sempre no chão”.
O brasileiro cai na relva algumas vezes, quase todas por ser derrubado, rasteirado ou tocado, mas é de pé e com bola que agita coisas e desequilibra, é quem mais mexe com a organização coesa do Estrela que só sofreu golos em três dos 15 jogos feitos esta época e é um passe de Pedrinho que lança Gonçalo Ramos para o miúdo cruzar e Seferovic ver o seu golo rebatizado por uma grande defesa de Filipe Leão - o ressalto vai para Chiquinho, 0-1.

Antes, o ouvidor de boas Pedrinho tem uma bola na área que desperdiça com estrondo e Seferovic protagoniza outras duas, são oportunidades em casa da equipa que lhes é incomparável na qualidade e capacidade, mas está em casa, treinada por quem tem “a convicção de que as equipas não podem ter medo de jogar contra as outras” e o Estrela é tão matreiro quanto ousado, vertical e esperto.
Porque da sua compacidade a defender, sempre com os jogadores muito próximos, a equipa era logo capaz de circular a bola rápido assim que a roubava, prontamente a ligar triangulações simples e sobretudo pela direita - lateral e extremo com médio interior -, o lado guardado por Nuno Tavares que o Estrela identificou como o mais débil e por onde avançou para Sérgio Conceição (filho do homónimo técnico do FC Porto) e Murillo rematarem em cima da área.
O treinador da frase do medo é o da casa, Rui Santos, o da equipa que obrigou Helton Leite a ir outra vez à relva desviar o perigo de um remate rasteiro, na área, de Paollo Madeira, outro tipo a ecoar o passado mas pela ressonância do nome, falando em nomes chega-se ao de Jorge Jesus, ele em casa e o seu Benfica previsível e com velocidade assim-assim até se meter o intervalo.
Daí para a frente fez diferente, se à partida era diferenciada em tudo fez por sê-lo também no campo, já em quase tudo: passou a acelerar a troca de passes, a ser mais madrugador nos momentos de pressão e a ter mais gente a atacar espaços sem bola. E à direita o Benfica volveu, muitas vezes, atraído pelo íman de técnica e boas decisões que ia sendo o Pedrinho das pernas arqueadas, pior que ninguém em campo a esgueirar-se de problemas em espaços curtos
Com Diogo Gonçalves a galopar-lhe pelas costas a cada jogada e a provocar espaço em seu redor, o brasileiro fomentou combinações, por esse lado esse lateral foi lançado para cruzar e Seferovic marcar ao quinto remate no jogo; no sexto, Filipe Leão desviou uma bola batida forte pelo avançado, que Pedrinho resgatou já perto da linha para a picar e o peito de Chiquinho dominar antes do 0-3; depois, do brasileiro foi a receção orientada e a calma à beira da área para lançar Waldschmidt na área e o respetivo 0-4. Esta casa já não era só de um só.
Era do Estrela, que pelo meio marcaria numa bola parada e o VAR lhe anularia o feito, amarrado pelo aumento de rotação e critério até aos 15 minutos derradeiros, quando já conforto do visitante lhe deixou mais espaços para forçar muitos passes na profundidade - e continuará a ser, porque se viu e percebeu as razões para liderar a sua série do Campeonato Nacional de Seniores.
Acabou a ser, durante hora e meia, do Benfica, forçador da sua vontade e superioridade fazendo o quanto baste e conquistando a casa visitada para si, estreando ao mesmo tempo o central Todibo.
E é a casa de Jorge Jesus, a “minha terra”, disse-o no fim, agasalhado e de gola alta e bem precavido para as correntes de ar que em mil novecentos e troca o passo lhe causaram uma inflamação da pleura, o transtorno tanto que viu a mãe a chorar, está contado na tal reportagem do jornal “A Bola e estas são histórias com muita bola dentro, buscadas dentro da casa do treinador.
Jorge é caseiro e regressou à casa onde nasceu com o Benfica que ainda não se sente bem em casa nesta segunda vida com o treinador, mas goleou quem mora dois andares abaixo.
FINAL. CF Estrela-Benfica
Jogo dos oitavos de final da Taça de Portugal.
ONZE DO BENFICA: Helton Leite, Diogo Gonçalves, Jardel, Todibo, Nuno Tavares, Samaris, Taarabt, Chiquinho, Pedrinho, Gonçalo Ramos e Seferovic.
Suplentes: Svilar, Otamendi, Grimaldo, Weigl, Rafa, Waldschmidt e Ferreyra.
Onze do CF Estrela: Filipe Leão, Sérgio Conceição, Zé Pedro, Yuran Fernandes, Edu Duarte, Hélder Laton, Xavier Fernandes, Horácio Jau, Ronald Murillo, Paollo Madeira e Chapi Romano.
Suplentes: Fábio Matos, Diego Zaporo, Diogo Leitão, Luís Mota, Filipe Gaspar, Guilherme Miranda e Leandro Tipote.

ATÉ QUE OS ESPAÇO NOS SEPARE - CURTAS DO BENFICA



 "O que parecia ser uma árdua tarefa, terminou de forma bem folgada. Foi assim que o Benfica ultrapassou o CF Estrela da Amadora.

A apatia voltou a apoderar-se dos encarnados durante um largo período da partida, mas cada bola que beijava o fundo das redes tricolores, era como que mais uma amarra da qual o Benfica se soltava, terminando o jogo com um nível de fluidez significativo.
- Os anfitriões apresentaram-se num 4-4-2 altamente compacto! Linhas muito juntas e articuladas, mas também uma velocidade nas basculações notável! Por consequência, pouco espaço para jogar por dentro do bloco do Estrela, mas também muito complicado apanhá-los desprevenidos, mesmo quando a bola chegava rápido ao lado contrário.
- Em sentido inverso, havia espaço para explorar à profundidade, sobretudo nas costas do Estrela, que se posicionava num bloco médio. Tal como referimos aquando do empate do Benfica frente ao Santa Clara, os movimentos de rutura são essenciais neste cenário. Foi esse o ponto de desequilíbrio em grande parte das jogadas de perigo do Benfica, incluindo alguns dos golos.
- À medida que o tempo foi passando, o desgaste físico fez-se sentir e a equipa do Estrela começou a abrir brechas em vários pontos do seu bloco. No final da partida, os espaços a explorar pelo Benfica eram mais que muitos e isto tornou a circulação muito mais rápida e fluída.
- Destaque para a utilização dos corredores como forma de chegar ao último terço. Olhando para o Benfica dos últimos tempos, hoje foi um dia de exceção, dada a quantidade de desequilíbrios que o Benfica conseguiu criar.

Destaques individuais
Pedrinho – uma vez mais, pormenores técnicos de grande qualidade. A forma como assiste Waldschmidt é o expoente máximo da sofisticação: deu um ligeiro efeito na bola ao tocá-la de trivela, para o que alemão a pudesse receber orientado para a baliza e finalizar. Dado o pouco espaço que teve no período em que o Estrela esteve juntíssimo, arranjou sempre soluções, sobretudo através do passe, para desequilibrar… ou para dar condições aos colegas para o fazer.
Diogo Gonçalves – não só rubricou uma boa exibição, mas também foi uma peça chave a nível tático: atacou o espaço, acelerou pelo seu flanco quando o Benfica lá conseguia criar espaço e ainda assistiu. Muita qualidade deu hoje Digi ao jogo exterior do Benfica!
Paollo Madeira – jogador bastante interessante, que criou vários problemas à defensiva do Benfica, sobretudo pela sua velocidade! Na época passada, fez 29 golos em 17 jogos pelo Farense 1910 (equipa B dos algarvios). Chega?"

PRIMEIRAS PÁGINAS DO LIXO JORNALEIRO


 

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

OS BONS FILHOS A CASA TORNAM



 "De cartas fora do baralho a possíveis “reforços” no mercado de inverno, o SL Benfica equaciona o regresso de Gedson Fernandes e Florentino Luís à Luz. Os jovens internacionais sub-21 por Portugal têm sido pouco utilizados nas respetivas equipas e podem estar de volta a casa.

Gedson conta só com um jogo oficial, a 29 de setembro de 2020, quando o Tottenham Hotspur FC de José Mourinho eliminou o Chelsea FC na Taça da Liga inglesa. De resto, José Mourinho tem elogiado o profissionalismo que o médio tem demonstrado: «Estes seis meses foram muito maus para nós e para ele. Além disso, e isto é incrível, desde que chegou que não falhou um minuto de treino, o que reduz ainda mais os níveis de motivação, mas tem sido um muito bom profissional. Tenho a certeza de que melhores dias virão para ele, connosco ou noutro lugar.»
O técnico já sabe da vontade dos encarnados em fazer Gedson voltar a casa, sendo que não se opõe a esse cenário. Está, assim, completamente colocada de parte a hipótese de o conjunto londrino vir a ativar a cláusula de opção de compra, no valor de 50 milhões de euros, já que o jogador deverá regressar a Portugal nas próximas semanas.
De resto, o regresso de Gedson é interessante na ótica dos encarnados, visto que é um jogador cujas características são ímpares. A confirmar-se o seu regresso, Gedson será o único “8” de raíz no plantel e, se for bem trabalhado, pode vir a tornar-se numa peça importante para a segunda metade da época. 
Gedson é um jogador intenso na pressão e a sua capacidade de trabalho sem bola é muito superior à de Adel Taarabt. O seu ingresso no onze equilibraria a equipa no aspeto defensivo.
Equilíbrio defensivo que poderá, também, ser reforçado se Florentino também voltar a casa. O português, que só jogou pelos monegascos em seis ocasiões, seria a adição perfeita ao plantel encarnado.
O jovem de 20 anos demonstra uma capacidade de leitura de jogo notável, que lhe permite antecipar as jogadas dos adversários e lançar contra-ataques fulminantes que apanham as defesas contrárias desprevenidas. Além disso, mostra uma grande capacidade no que ao passe e à construção de jogo diz respeito, tornando-o num exemplar perfeito de um número 6 moderno."