segunda-feira, 27 de abril de 2026

10.ª TAÇA DE PORTUGAL CONQUISTADA!



 Num Pavilhão Multiusos de Gondomar sonorizado por Benfiquistas, o Benfica bateu o Nun'Álvares, por 1-0, na final da prova-rainha, e conquistou a prova pelo 4.º ano seguido.

Rainhas da prova-rainha! Neste domingo, 26 de abril, no Pavilhão Multiusos de Gondomar, a equipa feminina de futsal do Benfica superou o Nun'Álvares, por 1-0, na final da Taça de Portugal e reforçou o seu estatuto como emblema mais ganhador do certame, conquistando-o pela 10.ª vez, a 4.ª seguida.
No caminho até ao jogo decisivo, as águias deixaram para trás o Pinhelenses (13-0), a Juventude Ouriense (0-6), o Leões Porto Salvo (4-2) e o SC Braga (3-1), enquanto a formação de Fafe eliminou a UD Estrelas Rio Mau (21-0), o 3 d’Agosto de 1885 (19-0), o Santa Luzia (5-0) e a EDC Gondomar (5-0).
Assegurando que apresentaria "um Benfica a 100% e preparado para vencer" nas declarações pós-jogo das meias-finais, Paulo Roxo escalou um cinco inicial composto por Ana Catarina, Maria Pereira, Janice, Fifó e Inês Matos.
Em mais uma edição do maior embate do futsal feminino nacional, entre os dois coletivos que têm disputado a esmagadora maioria dos títulos na história recente da modalidade, o ambiente começou a animar ao longo do período de aquecimento, à medida que os adeptos começavam a preencher as bancadas.
Uma das primeiras grandes ovações dos Benfiquistas surgiu quando o speaker anunciou a constituição da equipa encarnada, voltando a fazerem-se ouvir, de pé, no momento da reentrada das atletas em quadra.
Entoado o hino nacional, feitos os cumprimentos entre os coletivos e sorteada a escolha entre campo e bola, a final da Taça estava prestes a arrancar, mas não sem antes as águias se reunirem mais uma vez na habitual roda, soltando o grito de guerra.
Num começo de jogo algo amarrado – mas nem por isso silencioso, com os Benfiquistas a expressarem o seu apoio –, as primeiras ocasiões foram do Glorioso.
Aos 2', após uma recuperação subida, Fifó conduziu a transição e rematou ligeiramente ao lado a partir de posição frontal. No minuto seguinte (3'), a camisola 9 do Benfica emendou um cruzamento de Maria Pereira, mas Júlia Melz sacudiu pela linha final. No 5.º minuto, a guarda-redes teve de voltar a aplicar-se para afastar um tiro forte de Angélica Alves.
No primeiro ataque perigoso do Nun'Álvares, aos 6', Dinha tentou a sua sorte de longe, mas Ana Catarina correspondeu com uma intervenção atenta. Numa resposta imediata (6'), Fifó saiu no contra-ataque e disparou para nova defesa de Júlia Melz.




Posteriormente, as comandadas de Paulo Roxo aproveitaram as bolas paradas para tentar quebrar a resistência oponente, mas Júlia Melz travou os livres diretos de Raquel Santos (8') e de Maria Pereira (9').
Mesmo com menor volume ofensivo, as nortenhas quase marcaram aos 10', quando Camila Silva aproveitou um corte incompleto e, na área, finalizou para defesa atenta de Ana Catarina com os pés.
Três minutos volvidos (13'), o coletivo vermelho e branco dispôs de uma ocasião soberana, quando Inês Fernandes apareceu isolada na frente, mas, mais uma vez, com grande categoria, Júlia Melz negou o golo.
Mesmo depois de um desconto de tempo aos 13', o Benfica não perdeu gás, tendo Raquel Santos atirado para encaixe da guarda-redes oponente (13'), e Janice enviado a bola sobre a trave, na sequência de um desvio (14').
De seguida (14'), numa reposição lateral, Maria Pereira cruzou, e Inês Fernandes cabeceou para a boca da baliza, onde Janice rematou ao poste. O golo estava muito perto...
Após tamanha ameaça, as águias conseguiram mesmo inaugurar o marcador. À passagem dos 15', na cobrança de um canto à esquerda, Inês Fernandes descobriu Fifó (eleita melhor jogadora em campo) no coração da área, e esta não perdoou de posição privilegiada (1-0), soltando a festa na bancada encarnada.
No seguimento de outro time-out, Beatriz Fonseca apareceu desmarcada no ataque, mas disparou ligeiramente ao lado, aos 16'. Pouco depois (17'), Fifó tentou marcar de fora da área, mas Júlia Melz amarrou.
Numa ponta final de 1.ª parte agitada, verificaram-se grandes chances para os dois lados. Bruna Carolina, sozinha na frente, só não festejou porque Júlia Melz fez mais uma enorme intervenção (20'), e, com duas perigosas tentativas no mesmo lance, Camila Silva obrigou Ana Catarina a também aplicar-se com dificuldade (20').
Deste modo, as encarnadas recolheram aos balneários a ganhar por 1-0.
Em desvantagem, o Nun'Álvares pressionou em busca do golo ao longo da etapa complementar, mas as águias também não se inibiram ofensivamente e, nos momentos de maior aperto, contaram com o amparo dos Benfiquistas.
Assim, na primeira oportunidade desta metade, Camila Silva, à esquerda, atirou em força um pouco ao lado do alvo (22'). No minuto seguinte (23'), teve de ser Ana Catarina, com rápidos instintos, a afastar um tiro de Lídia Moreira a partir da mesma zona.
Na frente contrária, aos 25', num bom trabalho de pivô, Angélica Alves rodou sobre a sua marcadora e encheu o pé, mas saiu um pouco desenquadrado.
Ainda no mesmo minuto (25'), Ana Catarina fez mais duas paradas com os pés, face a tentativas de Camila Silva e Lídia Moreira vindas da direita.
Angélica Alves voltou a ser o rosto do ataque benfiquista aos 28', quando, de ângulo apertado, na área, rematou à malha lateral.
Controlado o fulgor inicial adversário, as comandadas de Paulo Roxo soltaram-se e, fazendo uso da meia distância, obrigaram Júlia Melz a esforçar-se para afastar disparos de Maria Pereira (29'), Inês Matos (30') e Sara Ferreira (32').
Todavia, nos derradeiros minutos da contenda, a equipa de Fafe voltou à carga, em força, valendo a inspirada Ana Catarina (recebeu o prémio de melhor guarda-redes da final) entre os postes encarnados.
Confrontada com remates distantes de Dinha (33'), Kaka (35') e Camila Silva (35' e 36'), ou com tiros na área de Kaka (35') e Lídia Moreira (35'), a guarda-redes do Glorioso disse sempre "presente", mantendo a sua baliza impenetrável com impressionantes intervenções.
No último fôlego ofensivo das águias, Inês Matos viu o seu disparo na área sofrer um desvio e sair um pouco ao lado (37'), e Angélica Alves voltou a atirar às malhas laterais (39').
Com o Nun'Álvares a apostar na guarda-redes avançada para os últimos 3 minutos, os nervos estavam em franja. Tanto adeptos como atletas benfiquistas, no banco e em quadra, celebravam efusivamente cada corte, bloqueio ou ação que as deixava mais perto da glória.
A 2 segundos do soar da buzina, numa reposição lateral, Mayara Almeida cruzou para o segundo poste, Dinha cabeceou para o lado contrário, e Ana Pires, igualmente de cabeça, quase encostou para dentro, tendo o esférico passado a rasar o poste. Passou o calafrio, terminou o duelo, e estava encaminhado mais um troféu para o Museu Benfica – Cosme Damião!
Abraços, saltos, cânticos... A festa era fervorosa, na quadra e nas bancadas, tendo as jogadoras celebrado com os Benfiquistas.
Após os momentos de maior euforia, seguiu-se a cerimónia protocolar de entrega das medalhas, tendo as três equipas recebido guardas de honra, em gestos de fair play.
Já com as camisolas referentes à 10.ª Taça de Portugal, as águias subiram ao palco, onde prolongaram a celebração e a capitã Inês Fernandes ergueu, enfim, o caneco, para regozijo dos adeptos – com os quais ainda confraternizaram durante largos minutos, conversando e tirando fotografias para mais tarde recordar.
Findados os festejos, o Benfica redirecionará o seu foco para a Liga Feminina Placard. Às 20h45 de sábado, 2 de maio, disputa o jogo 1 das meias-finais do play-off da competição, frente ao Atlético CP, no Pavilhão Engenheiro Santos e Castro, na Tapadinha.
SL Benfica

DECIDIDO? MOURINHO JÁ SABE QUEM QUER DISPENSAR DO BENFICA?

                

IVANOVIC EM ALTA! LUKÉBAKIO RISCADO! PROPOSTA POR RICHARD RIOS! DOUMBIA MAIS DIFICIL! NOVA CAMISOLA!

                

AINDA VAMOS SER CAMPEÕES | COMO EU VI | BENFICA 4 - 1 MOREIRENSE

                

domingo, 26 de abril de 2026

BENFICA 4-1 MOREIRENSE!! UM GLORIOSO MOLENGÃO DURANTE O JOGO REMATA A GOLEADA COM SABOR CROATA!! 🦅🔴

                

MÍSTICA NAS BANCADAS, GOLOS NO CAMPO



O Benfica venceu o Moreirense por 4-1, neste sábado, 25 de abril, no Estádio da Luz, em jogo da 31.ª jornada da Liga Betclic. Barreiro, Richard Ríos e Ivanovic (2) assinaram os golos das águias, que terminaram com 58% de posse de bola, 18 remates e 9 cantos. Num dia de homenagem às Casas do Benfica – com mais de uma centena de embaixadas representadas –, os encarnados cumpriram a sua missão: ocupam o 2.º lugar da prova, agora com 75 pontos, mais 4 do que o Sporting (dois jogos a menos).
Com cinco alterações no onze em relação à fórmula utilizada no dérbi – Bah, António Silva, Lukebakio, Rafa e Pavlidis foram lançados de início por José Mourinho –, as águias apresentaram-se com: Trubin, Bah, António Silva, Otamendi, Dahl, Aursnes, Richard Ríos, Barreiro, Lukebakio, Rafa e Pavlidis.
O duelo, na Catedral, arrancou com um Benfica determinado em assumir o controlo das operações, apontando desde cedo o seu jogo à baliza do Moreirense.
A entrada foi forte e eficaz. Logo aos 2', surgiu o primeiro momento de brilhantismo. António Silva avançou com bola, com autoridade, ultrapassando vários adversários, antes de servir Barreiro, que, já na pequena área, não desperdiçou e fez o 1-0. Classe à flor da relva da Catedral!




A resposta do Moreirense fez-se sentir e obrigou Trubin a mostrar competência, sacudindo para canto um disparo de Kiko Bondoso (7') na área. No lance seguinte, o guarda-redes das águias voltou a brilhar, primeiro a travar um cabeceamento, à queima-roupa, de Gilberto Batista e, logo depois, a negar o golo a Alan, com uma intervenção decisiva junto ao relvado.
Ultrapassado este momento, o Benfica voltou a instalar-se no meio-campo adversário e esteve perto de ampliar a vantagem. António Silva, novamente em evidência, ameaçou por duas vezes: primeiro com um cabeceamento defendido por André Ferreira (10'), depois com nova tentativa aérea que embateu no poste (11').
Aos 17', Lukebakio protagonizou uma jogada individual pela direita, deixando dois adversários para trás antes de rematar cruzado, com a bola a sair por centímetros ao lado do poste.




Apesar do ascendente encarnado, o Moreirense aproveitou uma falha dos encarnados para restabelecer a igualdade... após um canto do Benfica. Aos 26', Dahl não conseguiu intercetar a bola, na sequência de um pontapé longo de André Ferreira, e Diogo Travassos isolou-se. Perante Trubin, marcou o 1-1.
A reação do Benfica foi letal. Aos 29', as águias voltaram a colocar-se em vantagem. A jogada começou numa iniciativa de Lukebakio pela direita, com cruzamento para a área. Após um alívio incompleto da defesa adversária, Aursnes recuperou a bola à entrada da área, e, depois de uma pequena carambola, Barreiro assistiu Richard Ríos para um remate forte e colocado de pé direito, sem hipóteses para André Ferreira: 2-1.
Até ao intervalo, o Benfica manteve-se dominante, instalado no meio-campo do Moreirense e à procura de ampliar a vantagem. Aos 41', ocorreu um lance polémico na grande área do Moreirense, quando Otamendi foi tocado nas costas (por Fabiano Souza), após livre de Aursnes. O árbitro não considerou que tivesse havido infração.
Nos instantes finais da 1.ª parte, já em tempo de compensação, Lukebakio criou perigo com um cruzamento tenso após passe em profundidade de Aursnes, mas André Ferreira afastou a soco, impedindo nova ocasião de golo. Rafa ainda tentou a recarga, mas acabou por cometer falta sobre um defensor adversário. Ao intervalo, o Benfica vencia por 2-1.
No período de descanso, mais de 100 embaixadas do Benfica estiveram representadas no Estádio da Luz e desfilaram no relvado, num momento de forte simbolismo.




A 2.ª parte arrancou com a mesma matriz do primeiro tempo: Benfica dominador, com posse e iniciativa, a empurrar o Moreirense para o seu meio-campo. Faltava, contudo, maior agitação nos últimos metros para desmontar a organização defensiva adversária e traduzir o controlo em oportunidades claras de golo.
À passagem dos 58', José Mourinho mexeu na equipa, procurando injetar energia: saíram Lukebakio, Rafa e Bah, entraram Prestianni, Schjelderup e Dedic.
O Benfica manteve-se por cima e, aos 66', mais um possível lance de perigo maior: cruzamento rasteiro de Otamendi, corte in extremis de um defensor quando Schjelderup se preparava para finalizar, com o norueguês a cair na área. O árbitro mandou seguir e, na sequência, assinalou fora de jogo.
A pressão encarnada intensificava-se e, aos 74' esteve muito perto de frutificar. Schjelderup conduziu pela esquerda e serviu Dahl na profundidade; o lateral cruzou largo para o segundo poste, onde surgiu Dedic a cabecear em arco, com a bola a embater na barra.
Um minuto depois (75'), nova alteração no Glorioso: Pavlidis cedeu o lugar a Ivanovic, numa tentativa de refrescar a frente de ataque.
Aos 83', o recém-entrado Ivanovic esteve perto de marcar. Recebeu na direita, fletiu para o interior, entrou na área e rematou de pé esquerdo, com a bola a sair muito perto do poste mais distante.
O merecido terceiro golo do Benfica surgiu já na reta final. Aos 89', numa ação de pressão alta, Prestianni intercetou a bola, Richard Ríos deu sequência e assistiu Ivanovic, que, já na área, simulou perante um adversário e finalizou rasteiro para o 3-1.
Ainda houve tempo para mais. Aos 90'+1', Manu entrou para o lugar de Richard Ríos, e, no minuto seguinte (90'+2'), nasceu o quarto golo dos comandados de José Mourinho. Prestianni acelerou pela direita, combinou com Dedic, que cruzou para a pequena área, onde Ivanovic apareceu a finalizar com categoria, fixando o 4-1.
Até ao apito final, o Benfica geriu o jogo e confirmou mais 3 pontos na 31.ª jornada da Liga Betclic.
No próximo sábado, 2 de maio, o Benfica desloca-se ao reduto do Famalicão, às 18h00, para a 32.ª jornada do Campeonato.
SL Benfica

AS NOTAS DOS JOGADORES DO BENFICA:
Croata entrou para o lugar de Pavlidis e, em pouco mais de 15 minutos, marcou dois golos e enviou uma bola rente ao poste direito. Zlatko Dalic e Vangelis Pavlidis estão bem atentos...
IVANOVIC (7)
Mostrou um instinto matador incrível, aproveitando cada minuto para cimentar a sua importância no plantel. Entrou aos 75', rematou rente ao poste direito aos 83' e marcou aos 89' e aos 90+1. O Campeonato do Mundo começa dentro de mês e meio e, apesar de Zlatko Dalic ter avançados de grande calibre (Kramaric e Perisic, por exemplo), mas Franjo Ivanovic, com este bis em 15 minutos, poderá ter provocado boas dores de cabeça e Dalic, mas também a José Mourinho. E ainda a Vangelis Pavlidis...
TRUBIN (7) - Moralizado pelo penálti defendido em Alvalade, mostrou-se decisivo. Manteve a equipa em vantagem com três defesas de altíssimo nível (uma delas estrondosa) no espaço de 30 segundos (entre os minutos 7 e 8. Sem culpa no golo do Moreirense, pois a bola saiu colocadíssima nos pés de Diogo Travassos.
BAH (5) – Jogo discreto, mas competente no apoio defensivo e nos cruzamentos. Acabou por ser substituído na segunda parte para dar lugar a Dedic.




ANTÓNIO SILVA (7) – Muito boa exibição. Logo a abrir, pegou na bola à entrada do meio-campo do Moreirense e, com um latifúndio à frente, deu oito toques na bola, entrou na área adversária e passou-a a Barreiro, que abriu o marcador. Enviou ainda uma bola ao poste e esteve impecável no jogo aéreo ofensivo. Perigo constante nas bolas paradas.
OTAMENDI (6) – Está nas suas mãos renovar (ou não) pelo Benfica. Ao longo dos 90 minutos, esteve seguro, limpando lances complicados na área e aparecendo no ataque para cabecear com perigo. Reclamou um penálti sofrido aos 42 minutos.
DAHL (4) – Teve uma abordagem infeliz que permitiu o golo de empate do Moreirense: ao tentar cortar a bola que seguia na direção de Diogo Travassos, falhou de forma clara.
RICHARD RÍOS (7) – Um dos motores da equipa. Apontou o segundo golo e assistiu Ivanovic para o 3-1. Teve ainda um grande passe para Pavlidis, colocando o grego frente a André Ferreira, mas Gilberto Batista tocou na bola e evitou o golo. Apesar do cartão amarelo e de um susto por lesão, foi crucial na recuperação alta e na definição do último passe.
AURSNES (6) – Há um Benfica com ele e outro sem ele. Foi, como de costume, o equilibrador habitual. Recuperou a bola que deu origem a uma oportunidade clara de Pavlidis e teve outra recuperação que daria origem ao golo de Ríos. Jogo de sacrifício e rigor tático.




LUKEBAKIO (6) – Muito desequilibrador no 1x1 e também na marcação de cantos. Aos 10 minutos, apontou dois de seguida: no primeiro, António Silva cabeceou para boa defesa de André Ferreira; no segundo, o central acertou no poste direito, embora em falta. Esteve perto do golo após uma grande jogada individual aos 17 minutos, rematando rente ao poste direito. Por fim, aos 29’, entrou muito bem pela direita, cruzou atrasado e, na sequência, Ríos fez o 2-1. Substituído e, de novo, a não gostar de sair, tal como Mourinho também não gostou....
LEANDRO BARREIRO (7) – Com Mourinho, é Barreiro e mais dez. O médio respondeu com golo e assistência: marcou o golo mais rápido da época (2') e assistiu Ríos para o 2-1. Demonstrou uma capacidade de chegada à área e influência direta no marcador acima da média.
RAFA (5) – Doze jogos na Liga e só por uma vez realizou os 90 minutos (em casa do Gil Vicente). Voltou a não concluir o jogo e, até sair, teve duas ou três tentativas de fogacho, todas inconsequentes. Atuou mais como facilitador, desmarcando os colegas (como no lance de Lukebakio), mas sem grande brilho.




PAVLIDIS (4) – Sim: apenas um golo nos últimos 11 jogos (na receção ao V. Guimarães). Lutou, correu, esforçou-se, mas nada lhe saiu bem. Nem sequer, desta vez, a tapar o início de ataques do adversário. Má fase que já dura há cerca de dois meses. Jogo de muito trabalho, mas nenhuma eficácia. Teve boas oportunidades e trabalhou bem de costas para a baliza, mas não conseguiu concretizar, sendo substituído por Ivanovic aos 75 minutos.
DEDIC (6) – Entrou com uma energia contagiante. Atirou uma bola à barra de cabeça e ainda somou uma assistência para o último golo de Ivanovic.
PRESTIANNI (6) – Criou o lance do quarto golo com uma grande jogada individual na direita, mostrando que é um agitador de jogo nato.
SCHJELDERUP (5) – Entrou para dar critério ao lado esquerdo. Tentou cruzamentos venenosos e chegou a pedir penálti num lance dividido.
MANU (-) – Entrou nos descontos apenas para refrescar o meio-campo e fechar os caminhos para a baliza, com pouco tempo para se destacar.
A Bola

BENFICA-IMPRENSA 26 Abril GLORIOSO GOLEIA E ISOLA-SE NO 2.º LUGAR E ÁGUIAS SÃO HEXACAMPEÃS!! 🦅🔴

                 

HEXACAMPEÃS NACIONAIS!

 


Aí está o Hexa! Acompanhada de numerosos e ruidosos Benfiquistas, neste sábado, 25 de abril, a equipa feminina de futebol do Benfica venceu o SC Braga, por 1-3, no Estádio Amélia Morais, e conquistou a Liga BPI 2025/26 a duas jornadas do fim da prova.

Domínio reafirmado! Desde o início da sua atividade, as Inspiradoras ganharam sempre o Campeonato Nacional – excetuando o ano desportivo 2019/20, interrompido pela Covid-19 –, somando 6 troféus da Liga BPI e 1 da II Divisão (na temporada 2018/19, na qual começaram o seu glorioso trajeto).
Na presente edição do Campeonato, a superioridade encarnada também tem sido clara. Imbatíveis até ao momento, as águias registaram 13 triunfos e 3 empates em 16 jornadas, tendo ainda o melhor ataque (54 golos marcados) e defesa (10 tentos sofridos) do certame.
Necessitando de obter os 3 pontos no embate com as 5.ᵃˢ classificadas para selar a conquista da Liga BPI nesta ronda, Ivan Baptista enalteceu, na antevisão, a vontade de "fechar esta questão do título o quanto antes".
Assim, o treinador elegeu Lena Pauels, Catarina Amado, Diana Gomes, Carole Costa, Marit Lund, Pauleta, Anna Gasper, Caroline Møller, Diana Silva, Lúcia Alves e Nycole Raysla para formarem o onze titular encarnado.
A uma hora e meia do pontapé de saída, Anna Gasper foi a primeira a pisar o tapete verde do Estádio Amélia Morais, no habitual reconhecimento do relvado, sendo seguida pelas suas companheiras. Nota curiosa para Caroline Møller, que optou por sentir o terreno... descalça.
á os Benfiquistas começaram a colorir o setor a eles destinado – o qual esgotaram, ficando ainda adeptos impossibilitados de comprar bilhete, espreitando o jogo a partir do exterior do recinto – uma hora antes do início do jogo. Deste modo, as Inspiradoras foram recebidas com gritos de incentivo e aplausos quando reentraram em campo para o período de aquecimento, bem como quando recolheram aos balneários pela última vez antes do arranque do duelo.




Com os adeptos das duas formações a fazerem-se ouvir quando as equipas voltaram ao relvado para começarem a contenda, vivia-se um belo ambiente em Braga, no regresso às competições de clubes, após a pausa para os compromissos das seleções.
Ainda antes do apito nacional, numa ação de sensibilização promovida pela FPF, Liga Portugal, Governo, associações distritais e APCVD, a árbitra Ana Afonso exibiu simbolicamente o cartão vermelho à violência.
Feita a vénia aos Benfiquistas e dado o grito de guerra na tradicional reunião em roda, as comandadas de Ivan Baptista entraram no desafio de forma determinada.
Em resposta ao tiro madrugador de Maribel Flores por cima do alvo (1'), Diana Silva rematou para defesa a dois tempos de Iris Esgueirão (2'), e Pauleta disparou rasteiro à entrada da área ligeiramente ao lado (3'), enquanto se escutava o hino do Benfica, entoado pelos seus adeptos.
Foi neste contexto que as encarnadas conseguiram colocar-se em vantagem logo no 5.º minuto. Numa intensa pressão alta, Lúcia Alves conseguiu o desarme, Caroline Møller adiantou para Diana Silva, e esta devolveu a Lúcia Alves. Na quina direita da pequena área, a ala colocou no centro, e Nycole Raysla encostou para o 0-1, festejando à frente dos Benfiquistas, numa bonita simbiose.
Sem tirar o pé do acelerador, a formação vermelha e branca continuou a rondar a baliza oponente com elevada frequência. Aos 12', na conclusão de uma boa jogada, Anna Gasper finalizou na área para defesa apertada de Iris Esgueirão, e, no minuto seguinte (13'), Caroline Møller rematou cruzado à esquerda da área a rasar o poste direito.




Volvidos seis minutos (19'), a internacional dinamarquesa voltou à carga, atirando para as luvas de Iris Esgueirão a partir do semicírculo da área. Pouco depois (21'), num pontapé de canto à direita, Nycole Raysla cabeceou ao lado.
Deste modo, foi com naturalidade que o Glorioso voltou a abanar as redes, à passagem dos 26'. Assistida por Lúcia Alves com um passe incisivo, Diana Silva entrou na área, resistiu à pressão oponente e disparou de forma certeira.
Todavia, após prolongada revisão do VAR – ao longo da qual os Benfiquistas não deixaram de cantar –, a árbitra anulou o golo por fora de jogo da marcadora, já aos 33'.
Inabaláveis, as encarnadas voltaram rapidamente a criar perigo, novamente através de um cabeceamento de Nycole Raysla num canto à direita, desta feita sobre a barra (34').
Persistente, Diana Silva (que recebeu o prémio de melhor jogadora em campo) conseguiu mesmo inscrever o seu nome na lista de marcadoras, no 42.º minuto. Aproveitando uma bola solta na área após um cruzamento de Marit Lund, a internacional portuguesa recolheu o esférico, ajeitou-o e fuzilou as redes minhotas (0-2). "Nós só queremos o Benfica campeão", bradavam os adeptos nos efusivos festejos.
Nos últimos instantes do 1.º tempo, ao som de "1904", o Benfica ainda podia ter dilatado a sua vantagem, mas, em esforço, Caroline Møller finalizou em carrinho para intervenção de Iris Esgueirão (45'), Maria Miller, acidentalmente, fez a bola rasar a barra da própria baliza (45'+1'), e Anna Gasper atirou por cima à entrada da área (45'+3'). Ao intervalo, o placar indicava 0-2.
Brindadas com nova chuva de aplausos no começo da 2.ª metade, as Inspiradoras voltaram a entrar a todo o gás, com dois ataques perigosos pela direita: aos 47', Lúcia Alves executou potente cruzamento/remate, travado com dificuldade pela guarda-redes, e, aos 49', Catarina Amado disparou um pouco desenquadrado.
Com o jogo – praticamente de sentido único – sob controlo encarnado, o ritmo acabou por desacelerar na etapa complementar.
Aos 59', Chandra Davidson, sob fortes aplausos, entrou para o lugar de Lúcia Alves, sendo também ela muito acarinhada pelos Benfiquistas quando passou em frente ao setor por eles ocupado.
Logo depois (60'), Caroline Møller encheu o pé no semicírculo da área, mas Iris Esgueirão correspondeu com uma estirada exigente. Cinco minutos volvidos (65'), a guarda-redes voltou a aplicar-se com dificuldade, face a cruzamento/remate de Catarina Amado vindo da direita.
No entanto, numa curta fase de superioridade bracarense, a equipa da casa aproveitou para reduzir o desnível. Após Malu Schmidt aparecer em posição central à entrada da área, mas a sua tentativa saiu para fora (68'), Maribel Flores atirou a contar com um grande remate em arco de fora da área, aos 70' (1-2). Apesar do golpe, os Benfiquistas não foram ao tapete, e bradaram repetidamente "Benfica" após o tento oponente.
Já depois de Ana Clara Oliveira render Caroline Møller (71'), o SC Braga ainda tornou a ameaçar, por intermédio de uma tentativa de Margie Detrizio à direita da área para defesa apertada de Lena Pauels com os pés (73').
Assim, foi crucial a eficácia das águias numa bola parada para matar o jogo. No 76.º minuto, Anna Gasper bateu um livre à esquerda do ataque para o primeiro poste, onde Carole Costa ganhou nas alturas e cabeceou para o fundo das redes (1-3). Nem Ivan Baptista se conseguiu conter nos festejos, irrompendo pelo campo, ao mesmo tempo que os adeptos cantavam "e o Benfica é campeão".
Na melhor ocasião que o Glorioso voltou a ter até ao fim do encontro, Ana Clara Oliveira foi travada à direita da área por uma mancha de Iris Esgueirão (84').
No lado contrário – já depois de Beatriz Cameirão, Neide Guedes e Christy Ucheibe, substituírem Marit Lund, Nycole Raysla e Pauleta (90'+3') –, as arsenalistas voltaram a introduzir a bola na baliza adversária, quando, aos 90'+5', Malu Schmidt fez um cruzamento, este sofreu um desvio e a bola sobrou para Inês Maia, que não desperdiçou de posição privilegiada.
No entanto, após nova demorada revisão, o golo foi anulado por fora de jogo de Malu Schmidt, levando os Benfiquistas a bradar "nós somos campeões".
Com atletas e adeptos já em festa, ansiosos pelo término do duelo, o apito final trouxe uma enorme ebulição. O Hexacampeonato Nacional estava conquistado!
Com todas as jogadoras a reúnirem-se rapidamente em campo, abraçando-se e saltando em roda, e com os Benfiquistas a gritarem "campeões", Inspiradoras e Benfiquistas não demoraram a unir-se, com as comandadas de Ivan Baptista, já envergando cachecóis alusivos à conquista, a juntarem-se aos adeptos na bancada, com os quais festejaram calorosamente.
Em belíssimos momentos que todos os envolvidos com certeza recordarão, clamou-se "Hexacampeões", um enorme balão em forma do número 6 saltou de mão em mão, e a festa foi culminada com uma emotiva vénia de todo o plantel aos seus adeptos. Isto é a Mística do Benfica!
Com o principal objetivo da temporada atingido, o Benfica tem ainda a possibilidade de fazer a dobradinha, uma vez que marcará presença no Jamor às 16h00 de 17 de maio (domingo) para disputar a final da Taça de Portugal ante o FC Porto, naquele que será o primeiro encontro entre as equipas principais femininas dos dois emblemas.
Todavia, antes do clássico, as Inspiradoras jogarão ainda as duas últimas jornadas da Liga BPI. Assim sendo, o jogo de consagração do Glorioso, referente à 17.ª ronda da prova, será contra o Sporting, no Estádio da Luz, às 19h00 de sexta-feira, 1 de maio.




DECLARAÇÕES
Ivan Baptista (treinador do Benfica): "[A que sabe esta conquista?] Sabe a muita coisa. Sabe um sentimento de que valeu a pena. Não há épocas fáceis, não há anos fáceis. Este sendo um ano de mudança, era um ano onde se podiam colocar muitas dúvidas. Acho que acima de tudo isto é um grupo que respira vitórias, respira conquistas. E é isso. Cumprimos o principal objetivo de uma época. Estamos onde toda a gente queria estar. Sabemos o que é que isso significa. Significa também que se torna muito fácil criticar, se torna muito fácil apontar o dedo. Mas estas jogadoras, este grupo, este staff, esta estrutura do futebol feminino no Benfica vai habituando os seus adeptos a ganhar, a ganhar. E como o nosso presidente diz, não há orgulho maior para um Benfiquista do que ser campeão nacional. Hoje nós somos campeões nacionais, mais uma vez, para elas, é um sentimento de orgulho muito grande. As pessoas às vezes não têm noção do que é estar num patamar deste, do que é estar num clube com a exposição que o Benfica tem. O maior clube português, sem margem de dúvida, é um clube onde se torna muito fácil apontar o dedo. Onde se torna muito fácil a crítica. E por norma, a nossa sociedade é um bocadinho isto. Quem mais vezes vence é quem mais vezes se lhe é apontado o dedo. Por isso faz parte, infelizmente, às vezes é um bocadinho essa cultura desportiva que vivemos. Mas hoje é motivo de celebrar, é motivo de estarmos alegres. É um orgulho ver este sorriso na cara delas, acima de tudo isso."
SL Benfica

IVANOVIC APROVEITA, LUKEBAKIO DESPERDIÇA! BENFICA GOLEIA!

                

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