domingo, 5 de abril de 2026

ENORME CORAÇÃO!



 Foram necessárias 2h39m para encontrar o vencedor do jogo 1 das meias-finais do play-off do Campeonato Nacional de voleibol feminino. Num clássico emocionante, decidido na negra, e até aí nas vantagens, o Benfica superiorizou-se ao FC Porto (2-3) e arrancou na frente da eliminatória.

Tarde de sábado, 4 de abril, tarde de clássico a Norte, com os eternos rivais a olharem-se nos olhos para mais uma jornada determinante nos objetivos traçados. Eliminado o Leixões SC (2-0), numa eliminatória muito disputada, o adversário seguinte das águias é o FC Porto, formação que deixou para trás o Vitória SC (2-0).
Com os olhos postos na grande final, um Benfica determinado e ambicioso, com Henrique Furtado a eleger uma formação inicial composta por Kyra Holt, Morgan Stout, Isidora Ubavic, Alice Clemente, Claudia Dillon, Mariana Garcez e Tatiana Rizzo (L).
Primeiro set dominado pelas anfitriãs! FC Porto sempre na dianteira (7-3; 10-6; 14-10), com o Benfica a correr atrás do prejuízo desde muito cedo. Apesar das aproximações no score, a diferença de 4 pontos teimava em manter-se e Henrique Furtado pediu o seu primeiro time-out para tentar inverter a tendência. Não resultou... e o fosso aumentou para 19-12. Nova paragem, contudo, as azuis e brancas não vacilaram e fecharam o parcial com um 25-18 e respetivo 1-0 no jogo.

A resposta foi pronta. Aos 2-3 o Benfica conseguiu a primeira vantagem em todo o desafio, saltando para a frente do placard e aí se mantendo (2-5). Sempre a carregar, as águias fizeram o 6-10, obrigando o técnico Miguel Coelho a solicitar time-out... não funcionou e as águias fizeram o 6-12. Sempre na luta, as duas formações disputaram ponto a ponto (22-23), com a decisão a ter de ser encontrada nas vantagens! Aí as encarnadas foram mais fortes e concluíram o 2.º set com um 24-26, empatando a contenda (1-1)
Terceiro set pautado pelo equilíbrio! Benfica com sinal mais, 6-10 no score e paragem no jogo pelo treinador do FC Porto. Mais equilíbrio, 12-13, e time out agora pedido por Henrique Furtado. Ponto a ponto, muita entrega e disputa em quadra, empates a 13 e a 15 resolvidos pelas águias... mas aos 21-21 as anfitriãs saltaram para a dianteira e não mais daí saíram: 25-23 e 2-1 no clássico.
Obrigado a vencer para reentrar no jogo, o Benfica entrou fortíssimo e sem permitir qualquer veleidade no 4.º parcial, conseguindo uma vantagem de 10 pontos (4-14), que foi alargando (5-18; 6-20) e depois gerindo até ao final: triunfo, por 12-25... e empate a 2-2.
No derradeiro set vingou a emoção! O Benfica entrou muito bem (2-7), deixou-se ultrapassar (8-7) e depois foi preciso puxar dos galões e abrir o peito para um enorme coração resolver! Triunfo já nas vantagens, por 15-17, 2-3 no jogo e 1-0 na eliminatória.
A eliminatória, à melhor de 5, viaja agora até Lisboa, onde se vai disputar o jogo 2 destas meias-finais do play-off do Campeonato Nacional de voleibol feminino. Benfica e FC Porto têm encontro marcado para as 20h00 de sexta-feira, 10 de abril, no Pavilhão n.º 2 da Luz.




DECLARAÇÕES
Henrique Furtado (treinador do Benfica): "Muita luta, muito respeito à camisola do Benfica e máxima dedicação durante a partida. Compromisso para sair com a vitória, isso foi muito importante. Enfrentámos um grande adversário, um adversário que tem muitas qualidades. E entre alguns altos e baixos não faltou luta, não faltou entrega e o grupo dedicou-se muito para sair com essa vitória. Independentemente da situação do set, se estávamos a jogar muito bem ou se estávamos num momento difícil, o grupo não parou de lutar. E isso foi fundamental pela vitória. [As chaves para o triunfo] Estou orgulhoso da equipa pela forma como lutámos. Mas, ao mesmo tempo, sabemos que podemos continuar a evoluir, sabemos do grande adversário que estamos a enfrentar e queremos estar mais bem preparados para a segunda partida. Sabemos de todas as dificuldades envolvidas e temos os pés no chão. Vamos trabalhar muito para continuar a crescer."
SL Benfica

DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA E QUALIDADE

 


Com uma exibição autoritária e muito competente, o Benfica venceu, neste sábado, 4 de abril, o Esgueira, por 67-96, no jogo 1 dos quartos de final do play-off da Liga Betclic Feminina.

Ainda a recuperar da lesão sofrida nas meias-finais da Taça de Portugal, Joana Soeiro esteve ausente de uma partida cujos primeiros minutos obrigaram as águias a muito trabalho.
Inês Faustino acabou por ser determinante para quebrar a pressão das adversárias e marcou os primeiros 6 pontos da equipa encarnada, que teve a primeira vantagem aos 6-8.
Com lucidez e tranquilidade, o Benfica não cedeu ao ritmo frenético do Esgueira, variou os ataques e ampliou para 9-16, à passagem dos 5 minutos.
O treinador anfitrião pediu, então, um time-out, mas as águias seguiram na mesma toada e arrancaram para um final de 1.º quarto de grande qualidade, que fechou com um 11-27 graças a um triplo de Marta Martins.
No início do 2.º quarto, o Esgueira acertou 3 triplos consecutivos e colocou o marcador em 21-29, obrigando Eugénio Rodrigues a parar o encontro.
Com Schaquilla Nunn bem marcada na área pintada, as águias viraram-se para o jogo exterior. Aliando eficácia e uma grande alma a defender, o Benfica replicou a boa reta final do 1.º quarto e chegou ao intervalo a vencer, por 34-48.
No regresso dos balneários, as encarnadas desenharam velozes combinações ofensivas e conseguiram quebrar a réplica das anfitriãs, que continuaram a apostar na raça, mas já sem a mesma frescura. Aí, surgiu Schaquilla Nunn a dominar as tabelas e a empurrar a equipa rumo ao 43-62.




Mesmo com a rotação imposta por Eugénio Rodrigues, o Benfica não abrandou o ritmo e 2 triplos de Marta Martins nas jogadas finais do 3.º quarto aumentaram o fosso para 50-72.
Nos derradeiros 10 minutos da partida, os triplos de Marcy Gonçalves e Maria João Bettencourt estiveram na génese dos 30 pontos de vantagem (50-80). Mantendo sempre uma excelente atitude competitiva, o Benfica continuou a controlar o jogo e triunfou por esclarecedores 67-96.
Em vantagem por 1-0 na eliminatória, o Benfica recebe o Esgueira no próximo sábado, 11 de abril, e, vencendo esse jogo 2, garante o apuramento para as meias-finais do play-off da Liga Betclic Feminina.
SL Benfica

BENFICA-IMPRENSA 5 Abril MOURINHO VOLTA SEM PAPAS NA LÍNGUA E DEFENDE O GLORIOSO!! 🦅

                

‘GETTING WORSE!’ Is Arne Slot running out of time at Liverpool after 4-0 loss vs Man City? | ESPN FC

                

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Joakim Noah calls his 2007 Florida Gators return his 'proudest moment' | College GameDay

                

ERIK LIRA APONTADO AO BENFICA! MOURINHO ATACA SPORTING! FUTURO DE OTAMENDI! JOSÉ NETO VAI RENOVAR!

                

sábado, 4 de abril de 2026

Antevisão | Casa Pia AC vs. SL Benfica

                

O FUTEBOL PORTUGUÈS E O CHEIRO A LIXÍVIA PELA MANHÃ

 


O futebol português é a cena de Apocalipse Now revisitada todos os dias, sem um final feliz. O que teremos feito nós para merecer tão infernal castigo? E estes dirigentes?

Não sou o primeiro nem esta é a primeira vez que eu próprio uso a expressão de um dos melhores filmes de sempre e a devastidão que retrata para falar do calamitoso e comatoso futebol português. Quando Robert Duvall, na pele do Tenente-Coronel Bill Kilgore em Apocalipse Now atira, diante de um mar de destruição, aquele Adoro o cheiro a Napalm pela manhã, inala o perfume único da vitória a todo o custo, depois de mais uma colina carregada de Charlies ter sido bombardeada durante a noite e antes de avançar para a próxima.
Ele ainda não sabe que aquela sempre foi uma guerra perdida, nunca a irá ganhar, da mesma forma que os restantes tenentes-coroneis do futebol deste lado da barricada não se aperceberam que perderam a batalha antes sequer de darem o primeiro tiro, espero eu, em sentido figurado.
Porque, ao contrário dos norte-americanos, que voltaram a casa destruídos por dentro, mas apenas viveram novos combates nas próprias cabeças, os nossos, e nós com eles, terão de tentar sobreviver na mesma colina queimada, deixada infértil por décadas sem fim. Na verdade, iremos reviver essa cena todos os dias na Liga, como se fosse o nosso castigo no inferno. Basta Villas-Boas lançar as habituais rajadas em todas as direções. Quer ser o melhor filho adotivo que o pai que o renegou poderia ter e honrar um passado com glória, mas nem sempre com métodos honrados, como nos lembra a história, para provar valor a pouco mais do que uma memória.
O futebol português, esse produto que queremos vender lá fora para respirar melhor cá dentro, é uma colina queimada. Com napalm. Ou lixívia, se o estendermos a outras modalidades. O que se tem passado é uma vergonha. Regressámos aos anos 80, com altifalantes do novo milénio. Desrespeita-se a grandeza do clube que se representa. Não percebo. Onde se escondeu o bom-senso?
Varandas, já se percebeu, não gosta de deixar ninguém a jogar sozinho e, com ele em campo, o ruído não deixa ouvir mais nada. A não ser talvez, teclas furiosamente marteladas poucos metros a sul. E, talvez, Rui Costa a ligar a mandar disparar tweets e comunicados enquanto se distraem com o cogumelo nuclear e assim retirar daí algum ganho. É esta a liderança dos grandes. E para muitos deveriam ser os grandes, caso conseguissem caminhar juntos e a direito, a liderar os outros.
Nasci poucos meses antes do 25 de abril, fui embalado enquanto se trauteavam hinos da Revolução. Mas ao futebol esta nunca chegou. A guerra é eterna.
Luís Mateus, in a Bola

COMBINADOS