quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

VITÓRIA NO DÉRBI DO VOLEIBOL


VOLEIBOL
ÁGUIAS AVASSALADORAS CONSOLIDAM LIDERANÇA ISOLADA!
Sem contestação! Benfica e Sporting mediram forças esta quarta-feira, no Pavilhão n.º 2 da Luz, num desafio a contar para a 17.ª jornada do Campeonato Nacional de Voleibol... Triunfo convincente da melhor equipa em quadra, o Benfica: 3-0.
É o dérbi dos dérbis… e foi com a liderança do Campeonato como pano de fundo que os dois rivais de Lisboa se enfrentaram em mais um emocionante duelo! E pleno de qualidade!

Pavilhão da Luz bem-composto, com o Sporting a entrar melhor em quadra! Os leões colocaram-se na dianteira, perante um Benfica que reagiu de pronto. A partir da meia dúzia de pontos, equilíbrio e alternância, com as águias a dispararem à dezena (15-10, 18-12, ...). Do outro lado, reação já na parte final do set, no entanto, o Benfica não vacilou e colocou-se na frente do jogo (1-0), com um parcial de 25-19.
Tal como no set inaugural, entrada dos verdes e brancos plena de ímpeto, mas imediatamente anulada pelos encarnados (7-5, 17-12, 23-14…). As águias apresentaram-se em altíssimo nível, concentradas, ambiciosas e a consequência foi clara: triunfo por números convincentes, 25-14 no set e 2-0 no jogo.
Terceiro set e mais do mesmo! Muito Benfica, com o Sporting a lutar até ao fim, mas nesta noite sem argumentos perante o Campeão Nacional! Vitória, por 3-0 no jogo, após um 25-21. Justo!
Com este resultado, os comandados de Marcel Matz somam mais três pontos e reforçam a liderança isolada da prova, agora com 50 pontos, deixando o Sporting a 4, ou seja, com 46. Caminhada espetacular dos encarnados, com um pleno de 17 triunfos na competição!
No próximo fim de semana há jornada dupla e os bilhetes já esta à venda.
Benfica-Sporting, 3-0
FICHA
Local Pavilhão n.º 2 da Luz
Formação inicial do Benfica Rapha, André Lopes, Wohlfi, Hugo Gaspar, Tiago Violas, Ivo Casas e Marc Honoré
Suplentes Afonso Guerreiro, Théo, Miguel Sinfrónio, Zelão, Nuno Pinheiro, Japa e João Pedro Simões
1.º Set 25-19
2.º Set 25-14
3.º Set 25-21

TRIUFO NA BÉLGICA ANTECEDE CLÁSSICO


BASQUETEBOL
Jogo referente à 4.ª jornada da 2.ª fase de grupos da FIBA Europe Cup.
O Benfica ultrapassou, nesta quarta-feira, os belgas do Spirou Basket (78-85) em jogo da 4.ª jornada do Grupo I da FIBA Europe Cup. Boa resposta da formação encarnada que, apesar das baixas por lesão, deu uma excelente resposta após a final da Taça Hugo dos Santos.
Saíram na frente os belgas – formação que, recorde-se, havia perdido na Luz por 89-62 – com um lançamento de três pontos de Alexandre Libert, mas foi rápida a resposta do Benfica num 1.º quarto pautado pelo equilíbrio. Depois de um empate a 7 pontos, Fábio Lima, com um triplo, atirou os encarnados para frente do placard, com uma vantagem de três pontos, a mesma com que se fechou o 1.º quarto (16-19).

Segundos 10 minutos muito nivelados, com as decisões a serem arrastadas até aos últimos segundos, altura em que o Benfica cavou uma maior distância no marcador (38-43). O belgas, no entanto, reagiram e reduziram a desvantagem para apenas 2 pontos (41-43 ao intervalo).
No reatar, voltou a sair na frente o Spirou, tendo estado, aliás, a ganhar por 49-46, mas Fábio Lima, com mais um triplo, voltou a deixar tudo igualado. Uma boa recuperação que permitiu aos encarnados regressar ao comando do placard (62-65 no 3.º quarto).

A distância maior apareceu no derradeiro quarto. O Benfica disparou no marcador e terminou o encontro com uma vantagem de 7 pontos (78-85).

No próximo dia 25 (sábado) há Benfica-FC Porto a contar para a 17.ª jornada da Liga Placard. O clássico está agendado para as 15h00.
Spirou Basket -Benfica, 78-85
FICHA
Pavilhão RTL Spiroudome
Cinco do Benfica Arnette Hallman, Anthony Hilliard, Anthony Ireland, Gary McGhee e José Silva
Suplentes Gonçalo Delgado, Damian Hollis, Fábio Lima, Rafael Lisboa e Toure' Murry
1.º quarto 16-19
2.º quarto 41-43
3.º quarto 62-65
4.º quarto 78-85

BALANÇO DA 1.ª VOLTA


"Ao fim das 17 jornadas da primeira volta, lideramos a classificação com 48 pontos, resultantes de 16 vitórias e uma derrota. Dispomos, neste momento, de sete pontos de vantagem para o segundo classificado, o FC Porto.
Esta é a maior pontuação de sempre no final da primeira volta desde que são atribuídos três pontos por vitória (com 18 equipas). As 16 vitórias nos primeiros 17 jogos igualam o segundo melhor registo de sempre do Benfica. E as 14 vitórias consecutivas são também o segundo melhor registo na nossa história. Quanto às vitórias fora, são já 17 consecutivas, que coincidem com o número de partidas em deslocações orientadas por Bruno Lage desde que assumiu o comando técnico da equipa, estabelecendo o recorde no futebol português.
Um dos factores determinantes para o percurso realizado pela nossa equipa na presente edição do Campeonato tem sido a sua consistência defensiva. Tanto os apenas seis golos sofridos como os 12 jogos sem consentir qualquer golo aos adversários nas 17 partidas disputadas constituem-se como as segundas melhores marcas de sempre.
Mas não basta bem defender e a nossa equipa tem-se notabilizado igualmente no capítulo ofensivo, com 42 golos marcados, a quinta melhor marca benfiquista nas últimas 30 edições do Campeonato. Os jogadores mais goleadores são Pizzi, com 12 golos, e Vinícius, com 11.
Todos estes dados são esclarecedores quanto ao excelente desempenho da nossa equipa na Liga NOS na presente temporada. E é inegável que a vantagem pontual conseguida é muito positiva e entusiasmante. Porém, são irrelevantes para o que resta da competição, a começar já em Paços de Ferreira.
Em cada jogo, o objectivo será sempre o mesmo: conquistar três pontos. Pouco importará se uma vitória engrossará estes recordes ou estabelecerá outros, porque o que será realmente relevante será acrescentar três pontos em cada jornada.
Treino a treino, jogo a jogo, focados em nós próprios. Esta tem sido a receita aplicada por Bruno Lage com inegável sucesso e será para continuar. Assim como certamente continuará o incansável apoio nas bancadas, ajudando os nossos jogadores a superarem os obstáculos que lhes são colocados pelos adversários.
Conforme gritou a nossa equipa no balneário em Alvalade, um por todos, todos #PeloBenfica!"

PRIMEIRAS PÁGINAS


terça-feira, 21 de janeiro de 2020

O LEÃO RUGIU E POUCO MAIS...


"28 de Abril de 1963. Foi este o dia em que, pela primeira vez, o Benfica foi a Alvalade vencer o Sporting (1-3) para o Campeonato Nacional. Tinha sido necessário esperar seis anos desde a inauguração da obra do arquitecto Anselmo Fernandez, figura ímpar.

Demorou. Eis o que apetece dizer sobre uma vitória do Benfica no Estádio de Alvalade. Reparem: desenhado por uma grande figura da arquitectura e do futebol português, Anselmo Fernandez, responsável por obras do regime como a Reitoria da Universidade de Lisboa e o treinador que conduziu o Sporting à única conquista europeia da sua história, a Taça dos Vencedores de Taça de 1964, o Estádio José de Alvalade foi inaugurado em 1956. Foi preciso, pois, esperar seis anos para que os encarnados fossem lá arrancar um triunfo para o campeonato nacional.
A realidade alterou-se, entretanto. E de forma insubmissa. Hoje mesmo, repete-se o dérbi de Portugal, e o Benfica crê que sairá de Alvalade de braços erguidos como Fidípedes em Maratona. Mas houve tempos difíceis. Muito difíceis. Alvalade era um fosso de leões vigorosos e assassinos. Necessitava de gente de coragem para ir, para lá dos seus portões, de peito aberto, enfrentar as feras.
No dia 28 de Abril de 1963, a águia voou sobre a caverna.
Duas equipas poderosas. De um lado, Carvalho, Pedro Gomes, Hilário, Fernando Mendes, Lúcio, José Carlos, Augusto e Pérides, Figueiredo, Osvaldo Silva e João Morais. Do outro, Costa Pereira, Ângelo e Cruz, Humberto, Raul, Coluna, Augusto Silva e Santana, José Augusto, Eusébio e Simões.
Tantos dele repartiram a mesma trincheira três anos mais tarde na extraordinária aventura dos Magriços, em Inglaterra.
Mas, por agora, eram simplesmente irmãos desavindos. Lutando pelo mais pequeno espaço de terreno confinado a quatro linhas de cal.

Superioridade total!
vitória do Benfica em Alvalade garantia praticamente o título aos rapazes das camisolas berrantes.
Por isso, não se deixaram cair em tibiezas. Atacaram desde o minuto inicial, logo com Eusébio a rematar de muito longe, provocando entusiasmo e medo nas bancadas em doses equivalentes.
António Simões, no azougue dos seus 20 anos, não consegue manter-se quieto. Serpenteia por entre adversários, rabia com a bola grudada ao seu mágico pé esquerdo, irreverente e inventivo. Finge que vai sair por um lado e torce para outro, descobre Eusébio em corrida, José Carlos não tem passada para acompanhar o impulso do Pantera Negra. Todos esperam o remate, mas a arte dos predestinados é fazerem o que ninguém espera: Eusébio vislumbra Augusto Silva pelo canto do olho, dirige-lhe um passe perfeito, a baliza está escancarada para um golo tão simples quanto belo.
Ah! Estão decorridos 15 minutos, e a superioridade do Benfica impressiona até os adversários. E como têm categoria, esses adversários. Não os desprezem. Não desprezem nunca o vosso maior rival, porque isso só empequenecerá as vossas vitórias.
Morais, o homem que irá marcar um canto inesquecíveis, centra para Figueiredo. A cabeçada desde faz com que a bola bata no poste com estrondo. O aviso está feito.
33 minutos: penálti contra o Sporting. Enquanto os leões protestam, Eusébio afaga a bola e coloca-a no lugar que conhece bem. Não, não falha. Eusébio não falha nunca. Está sempre no ponto mais alto da sua ferocidade de golos.
Uma segunda parte entende-se na frente de duas equipas com espíritos antagónicos.
Eusébio remata, remata e remata. Cada um dos seus tiros parece saído de canhoneiras. Explodem com violência contra os defesas sportinguistas, nas mãos de um atarantado Carvalho, na madeira da baliza. Os cantos sucedem-se.
Uma águia faminta desbarata as defesas do leão. Que ruge, mas pouco mais.
Eusébio marcava os cantos de forma exímia. Num deles, descobre Simões solto para cabecear para a baliza e fazer o 3-0. Foram raros os golos de António Simões com a cabeça. Talvez o mais célebre de todos contra o Brasil, em Goodison Park, enganando o pobre Manga. Mas também este em Alvalade, ficará para as crónicas futuras. Eu que o diga. E vocês também, leitores que me dedicam a vossa infinita paciência.
Não restam dúvidas quanto ao vencedor. Não restam muito mais em relação ao campeão.
Mas nem por isso o Benfica se satisfaz. Quer mais, quer sempre mais. Gente extraordinária, aquela. Uma sede de ser melhor, cada vez melhor. Simões e Eusébio estão à beira do quarto golo.
Uma réstia de orgulho eleva Figueiredo no ar. Da sua cabeça sai do golo do Sporting. Pouco mais há para contar. Alvalade deixou de ser terreno sagrado para os leões. A águia voa de regresso a casa, pairando altiva sobre Lisboa e Tejo e tudo..."

Afonso de Melo, in O Benfica

MAIS UM PARA O "POKER" DE ASES DA FPF


"Poucas pessoas, em todo o mundo, terão tanto conhecimento, multidisplinar, do fenómeno do futebol como José Couceiro

José Couceiro, 57 anos, vai integrar a Direcção da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), mantendo funções como director técnico nacional. Esta é uma boa notícia para o futebol português, porque traduz o rumo certo em que este está a ser conduzido a partir da Cidade do Futebol. A maior demanda de qualquer empresa que queira afirma-se no contexto competitivo da terceira década do século XXI passa pela conquista dos mais capazes recursos humanos, pessoas com conhecimento e visão, que possam liderar projectos que rompam as baias da vulgaridade.
José Couceiro possui uma panóplia de saberes incomparáveis no âmbito nacional e de difícil superação na cena internacional. Num universo que muitas vezes privilegia valores menores, feitos de processos de aviário, que inevitavelmente conduzem ao fiasco anunciado, José Couceiro é the real thing: foi jogador profissional de futebol, presidiu ao Sindicato dos Jogadores, teve experiências como administrador e director-geral um vários clubes, foi treinador de sucesso e seleccionador nacional, candidatou-se à presidência do Sporting e teve colaborações com a comunicação social, de que destaco, pela enorme gratificado que sentimos, o período que passou como comentador-residente da Quinta da Bola, n'A Bola TV.
Quem pode dizer, pelo menos em Portugal (mas, mesmo lá fora, não vejo quem...), que possui um conhecimento tão vasto e pluridisciplinar, deste fenómeno complexo que muitos dizem perceber, mas que tão poucos, realmente, entendem na sua plenitude?
Em Couceiro, há a excelência que só os medíocres, por insegurança, podem recusar, há um cúmulo de saberes, teóricos e práticos, que só podem acrescentar às inúmeras mais-valias que jogam na equipa de Fernando Gomes.
Associar o crescimento multilateral da FPF apenas à conjuntura favorável que a Selecção Nacional A, é confundir a estrada da Beira com a beira da estrada, a obra prima do Mestre com a prima do mestre de obras. Na evolução exponencial da FPF de Fernando Gomes, sem que possa passar-se ao lado do nome de Tiago Craveiro, há uma visão apurada dos caminhos do futuro e uma segurança e uma serenidade que têm permitido juntar, sem medos ou complexos, recursos humanos de enorme valia, de que José Couceiro é apenas o exemplo mais recente.

Ás
Rúben Amorim
Três vitórias em três jogos - com um arraso ao B-SAD e um triunfo no Dragão - revelam, por um lado, um treinador com elevado potencial; porém, por outro, não podemos esquecer o faz de conta em que vivemos, em que é preciso certificação para treinar, mas é possível treinar sem certificação. Fecha-se a porta, abre-se a janela...

Ás
Rafa
Foi um cometa que iluminou, em tons de vermelho, a noite de Avalade. E restarão poucas dúvidas de que, no regime de mobilidade atacante imposto por Bruno Lage, Rafa é o melhor intérprete para jogar entre linhas, metendo velocidade nas acções, acompanhada por uma precisão cirúrgica, que tem desenvolvido.

Ás
Gonçalo M. Tavares
Sublime, o texto de Gonçalo M. Tavares ontem publicado em A Bola. E que privilégio é ter, nestas páginas, pinceladas geniais do autor que ainda há uma semana o Expresso apontou como um dos previsíveis expoentes da próxima década. Quem só sabe de futebol, nem de futebol sabe. E não é que Gonçalo também jogou futebol?

Os amigos da onça do 'hacker' Rui Pinto
«Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol - 'Hacked by Cyber Team'. PS: possuímos acesso a todas as federações portuguesas»
Cyber Team, em apelo a Rui Pinto
Numa alegada operação de apoio ao hacker Rui Pinto, acusado de mais de nove dezenas de crimes, a organização Cyber Team, numa acção de intimidade, entrou no site APAF e declarou ter acesso a todas as restantes federações desportivas portuguesas. Para, por medo, o sistema judicial recuar em relação a Rui Pinto? Quem fez isto é seu amigo? Amigos assim, só da onça...

O espírito livre de André Villas Boas
O treinador português, a realizar obra de autor no limitado plantel do Marselha, fez um aviso solene à administração, lembrando que não está na vida para se curvar seja perante quem for. Quando se contrata um espírito livre (e economicamente independente) há riscos que são inerentes...

As tochas da vergonha
A tentativa de intimidação interna, canhestramente protagonizada pelos elementos das claques suspensas do Sporting, que fizeram chover dezenas de tochas e quejandos sobre a baliza de Luís Maximiano, após o reinício do dérbi, só deu força à tese que defende que o caminho para a erradicação do hooliganismo deve ser feito através da responsabilização individual e subsequente expulsão dos estádios. E nem é preciso inventar a pólvora para chegar a esta conclusão. Basta ver o que foi feito no tempo da senhora Thatcher."

José Manuel Delgado, in A Bola

BENFICA CAMPUS ABERTO


"Quando, em 22 de Setembro de 2006, o Benfica Campus foi inaugurado, já se perspectivava que o Centro de Formação e Treino do Sport Lisboa e Benfica viesse a ser mais do que a mera "casa" dos nossos futebolistas. Pretendia-se, então, dotar o Clube das condições que lhe permitissem regressar às conquistas desportivas com regularidade e, em simultâneo, viabilizá-lo económica e financeiramente.
A aposta na formação tornou-se numa realidade, com inúmeros atletas formados no clube a serem lançados na equipa principal e a contribuírem de forma decisiva para os cinco campeonatos ganhos nas últimas seis temporadas, e para o ciclo de seis anos sucessivos de lucros que permitiram a recuperação integral dos capitais próprios da SAD.
Em 2015, o Benfica Campus foi distinguido com o prémio de melhor academia do mundo, distinção que voltou a receber em 2019. Ao longo destes anos o crescimento contínuo das suas infraestruturas, os métodos inovadores, têm sido objecto de sucessivas reportagens em órgãos de comunicação social de todo o mundo e objecto da natural curiosidade dos nossos milhões de sócios, adeptos e simpatizantes.
Entendeu, por isso, a direcção do Sport Lisboa e Benfica que deveria ser dada a oportunidade, a todos os sócios do Clube, de conhecerem o Benfica Campus, merecedor de tantos elogios e ao qual ninguém lhe nega o papel fundamental que tem tido no sucesso benfiquista obtido, ao longo dos últimos anos, no futebol.
Esta iniciativa arrancou em Setembro do ano passado e foi definido o critério da antiguidade para ordenar os convites dirigidos aos sócios (começando pelos mais antigos). Estes convites foram da responsabilidade do departamento de relações públicas, através do call center. Até ontem já tinham sido contactados 14 786 associados, dos quais 7435 foram atendidos. Destes, houve 2416 que confirmaram o seu interesse e disponibilidade para efectuarem a visita, entre os quais 1430, divididos em 42 grupos, já conheceram o Benfica Campus por dentro.
O encontro dá-se no Estádio da Luz e os sócios são transportados para o Seixal num autocarro do Clube. Além dos campos relvados e bancadas, a visita inclui os espaços mais privados, como os balneários, as zonas de lazer, cantinas, áreas de musculação e recuperação física, etc. Inclui ainda a revelação dos planos de ampliação do Benfica Campus, em que estão previstos mais relvados, mais quartos e um colégio. Finda a visita, os sócios regressam ao estádio da Luz novamente num dos autocarros do Clube.
De acordo com a informação de que dispomos, estas visitas têm sido muito apreciadas pelos associados que já tiveram a oportunidade de a fazer e prevê-se a sua continuidade, dando-se assim a possibilidade a todos os sócios do Clube de conhecerem as nossas magníficas instalações no Seixal.

P.S.: Saiu ontem o acórdão do Tribunal Central Administrativo Sul que ordena a restituição de 22 950€ ao Sport Lisboa e Benfica. Este montante refere-se a uma multa aplicada ao Clube pela FPF, por alegado ilícito difamatório, na temporada passada, por algo escrito na Benfica News. O tribunal deu razão ao Benfica, considerando que a imputação de um erro de apreciação não se enquadra em ilícito difamatório."

PRIMEIRAS PÁGINAS


segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

NÚMERO SETE


"No Benfica começamos a perceber, e bem, que Weigl é mesmo reforço e que Vlachodimos é essencial na baliza

1. Hoje são sete os pontos deste artigo. Como são desde a passada sexta-feira sete os pontos que distanciam o Futebol Clube de Porto do Benfica, o líder competente da Liga NOS. Como são sete os troféus que o Benfica, e o seu atractivo Museu Cosme Damião, detém da Taça da Liga. agora Allianz Cup, e que identifica no interessante marketing da Liga Portugal o classificado campeão de Inverno. Na verdade o número sete é um número que representa a totalidade, a consciência, a vontade, a perfeição. Perfeição que marca o trajecto na nossa Liga e, nos jogos fora da Luz, de Bruno Lage. E deste Benfica! 48 pontos num máximo de 51! Confirmados estes números com a vitória em Alvalade. Sete que é o número dos dias da semana, dos planetas que mais nos influenciam, dos pecados mortais ou das cores do arco íris. Sete que nos marcam desde a infância com a Branca de Neve e os sete anões e que a Bíblia nos ensina ao proclamar os «sete anos de fartura e de fome»! Sim de fartura e de fome! E sete que também nos leva ao nosso imortal Camões e a um poema delicioso como «sete anos de pastor Jacob servia»! E é este número, que a alquimia identifica com o mais poderoso, exige memória. Neste momento em que estamos a meio da nossa principal competição. Na época época passada o Benfica estava a sete pontos da liderança. Este ano tem sete pontos de avanço. Agora, naturalmente, nada está ganho ou conquistado. Na época passada o sonho e a ambição eram legítimas. Este ano a vontade contínua e a fé permanente são exigências jogo a jogo. Sabendo que é saboroso estar na frente e à frente. Reconhecendo que é estimulante cada ponto conquistado e, logo, cada ponto de distância para os directos competidores. E no próximo domingo em Paços de Ferreira há mais três pontos a conquistar. Numa nova final. E com a consciência que Fevereiro é um mês bem complexo. Liga NOS, Taça de Portugal e Liga Europa. Três competições importantes mas em que a hierarquia está bem definida. NOS e pontos.

2. O Benfica venceu o Sporting e venceu bem. Foi mais eficaz e teve em Rafa o seu trunfo. Foi mais uma vitória como visitante e frente a um Sporting que se vai concentrar, decerto, na Taça da Liga na semana que agora arranca e, em Fevereiro, na Liga Europa. Mas no Benfica, numa vitória que vale bem mais do que os três pontos, começamos a perceber, e bem, que Weigl é, de verdade, reforço e que Vlachodimos é essencial na baliza deste Benfica. E que um banco que tem Seferovic, Samaris, Jardel, Taarabt e Tomás Tavares - para além de Rafa! - é bem diferente daquele que estava próximo de Silas com Luís Neto, Eduardo, Battaglia, Borja, Gonzalo Plata ou, mesmo, Pedro Mendes, que acredito vai ser uma das revelações na futuro próximo do futebol leonino. E estas diferenças são cada vez mais importantes. O que fica de sexta-feira é que haverá um Sporting com Bruno Fernandes e outro sem Bruno Fernandes. E este desafio é, diga-o, se se concretizar a anunciada transferência, uma oportunidade. Para um Sporting que sabe que na próxima época desportiva os dois primeiros classificados da nossa Liga entram directamente na fase de grupos da Liga dos Campeões e o terceiro irá às pré-eliminatórias. E esta premissa é determinante em termos desportivos e essencial em termos de projecto financeiro. Mas o que fica de sexta-feira é, igualmente, a vitória do Braga no Dragão e o percurso vitorioso de Rúben Amorim no comando da equipa liderada por António Salvador.

3. A Taça da Liga nasce, recordo, por impulso do Sporting e do Boavista. A sua primeira edição foi conquistada pelo Vitória de Setúbal, que tem um novo Presidente após umas renhidas e bem concorridas eleições. Depois só Benfica (sete vezes), Sporting (duas vezes) e Braga e Moreirense por uma vez erguerem um troféu cujas finais se disputarem no Estádio do Algarve (quatro vezes), no Municipal de Coimbra (cinco vezes), no Municipal de Leiria (uma vez) e nas últimas duas edições no Municipal de Braga. Cidade que na próxima semana volta a receber, com a fidalguia de sempre e o empenho do Presidente Ricardo Rio, esta Allianz Cup. O Sporting vai tentar, acredito, o tri. Mas o Sporting de Braga tudo fará para marcar presença na final no seu estádio e na sua cidade. Tal como Futebol Clube do Porto e Vitória de Guimarães tentarão erguer pela primeira vez o troféu de campeão de inverno. Pedro Proença, e a sua equipa, vão proporcionar em Braga e a partir de Braga uma semana de promoção do futebol. E neste momento e perante as concretas e especificas circunstâncias o futebol, e o seu ambiente, merecem ser defendidos e preservados! Boa final four!

4. Permitam uma nota breve a um clube que regressou, por via da justiça, ao futebol de primeira e que fez, em Barcelos, uma primeira volta de primeira. Nunca perdeu em casa e defrontou, no seu bonito estádio, Futebol Clube do Porto, Sporting de Braga, os dois Vitórias, o Sporting, o Belenenses, o Boavista, o Marítimo e o Portimonense. E conquistou, sob a liderança de excelência, de múltiplas vivências e de enorme experiência de Vítor Oliveira, os três pontos frente ao Porto e ao Sporting. Para quem desconfiava do Gil Vicente os números aí estão. E hoje disputa mais uma final em Paços de Ferreira! Liderado por um jovem treinador que muito aprecio. Pepa!

5. Na quinta-feira acompanhei, com honra e gosto, a vitória do Académico de Viseu frente ao Canelas. Foi um jogo renhido, um autêntico jogo de Taça. O Académico - com a vitória ser dedicada justamente ao Presidente António Albino, a recuperar de um sério problema de saúde! - marca presença, pela primeira vez na sua longa história, nas meias-finais da prova rainha do futebol português. A cidade vai receber, logo na primeira terça-feira de Fevereiro, o Futebol Clube do Porto. Vai haver festa, rija e merecida, em Viseu. Festa de Taça e festa da Taça!



6. O andebol português joga hoje com a Islândia e acredito em mais uma vitória. Mas está a fazer um Europeu histórico. Que vai ficar na história da modalidade. E está a mostrar que há muita qualidade, enorme determinação, imensa vontade e uma fé inquebrantável na nossa selecção. O nome de Portugal, depois do hino desportivo que foi a estrondosa vitória face à forte Suécia, marca, pela positiva, este Europeu. Parabéns ao nosso andebol!



7. Esta abertura de mercado está a mostrar que há mercado real e mercado artificial. Há transferências anunciadas e nunca concretizadas. E outras negociadas em quase segredo e num instante concretizadas. O silêncio por vezes é de ouro. E a multiplicação de notícias - algumas são, também aqui, fake news! - por vezes gera desconfianças. E o mundo exige confiança. Com a consciência que o número sete é o número da totalidade e da vontade. E, assim, ficam os sete pontos. Bom domingo. Boa semana! Até daqui a sete dias!"

Fernando Seara, in A Bola

O SILVA IRÓNICO


Gomes da Silva: «Se os de cá de baixo nos divertem, os de lá de cima começam a deixar de nos preocupar»
Antigo 'vice' do Benfica aponta a Sporting e FC Porto e não foge à ironia
Rui Gomes da Silva sublinhou esta segunda-feira a vitória do Benfica frente ao Sporting (0-2) - "as deslocações a Alvalade começam a constar dos jogos mais fáceis que o Benfica pode ter em cada campeonato!", diz -, sublinhando as "cautelas" a ter.
"Não nos entusiasmemos excessivamente com o resultado de sexta feira! Há menos de 2 semanas uma equipa que agora perdeu com o Braga em casa, também veio ganhar por 2-1 a Alvalade! E se tivermos a noção das coisas, perceberemos que ganhar ao Sporting foi bom, foi importante, mas vale tanto hoje em dia como ter ido ganhar a Braga, a Guimarães ou ao Bessa. E - tendo ganho em todos essas deslocações - achamos isso assim tão especial? Então, pés assentes na terra, contabilizemos mais uma vitória e "siga jogo" - isso sim - com 7 pontos de avanço da equipa treinada pelo novo José Maria Pedroto", pode ler-se na coluna de opinião assinada pelo antivo vice-presidente dos encarnados no blog 'Novo Geração Benfica'.
E prossegue, apontando a Sérgio Conceição e Francisco J. Marques: "O novo José Maria Pedroto perdeu em casa, com 2 penáltis marcados a favor ... e falhados! Como se não bastasse o resultado de Alvalade - sem casos e ... 'sem espinhas', ou, para citar alguém que daqui a uns meses estará por aí à procura de clube, 'limpinho, limpinho, limpinho' - ainda perderam em casa, sem margem para reclamação! Se a coisa lá por cima se medisse e o homem da comunicação recebesse à reclamação, esta seria uma semana sem salário! Caladinho... Mas parece que o ex "funcionário do ano" tem ordenado fixo! Só espero que o patrão não despeça o porta voz e o treinador! Porque a coisa ficava menos divertida, em termos de comunicação, e mais séria, no que diria respeito ao futebol! Se uns (os de cá de baixo) nos divertem, ou outros (os de lá de cima) começam a deixar de nos preocupar!"
In Record