segunda-feira, 17 de agosto de 2026

BENFICA, PRIORIDADES INVERTIDAS



Os encarnados fizeram um excelente negócio com Dedic, cuja saída está colmatada com Bah e abre portas a Benjaqui. Mas parece evidente que, para ‘ontem’, Marco Silva precisa de um médio posicional de nível internacional. O central, que também faz falta, pode esperar mais duas semanas…
Dizia o primeiro-ministro, lamentando-se, na festa do Pontal, que é dado maior destaque ao que corre mal do que àquilo que funciona bem. É verdade, uma verdade que transcende em muito as fronteiras nacionais, porque notícia não é o cão que morde o homem, mas sim o homem que morde o cão. Na política e no desporto existe uma afinidade quanto a esta realidade - a crítica está à frente do elogio, no ‘ranking’ das apreciações - sendo que a sorte dos partidos em atos eleitorais tem essencialmente a ver, mais do que as tricas e intrigas que interessam a uma ‘bolha’ que funciona tipo pescadinha-de-rabo-na boca, com o dinheiro que os eleitores têm no bolso no final de cada mês; enquanto que o sucesso dos clubes é medido pelos resultados dos cerca de sessenta jogos que disputam em cada temporada. Quando acaba a época, por mais que tenham feito, tem razão quem ganha, e só um é que pode ser campeão.
Falemos então, em contra-corrente, do que correu bem ao Benfica nos últimos dias, mais precisamente da saída, para o Newcastle, do bósnio Amar Dedic. Devo confessar - e escrevi-o várias vezes ao longo do último ano - que nunca se tratou de um jogador que me enchesse as medidas. Dedic defende razoavelmente bem, embora se esqueça, por vezes, do avançado que lhe surge nas costas quando o lance se desenvolve no flanco contrário, é absolutamente fantástico a progredir com bola nos dois primeiros terços do campo, e quando chega à fase de decisão - centrar, passar ou rematar -, no derradeiro terço, não sabe o que fazer. É jovem, pode e deve progredir nesse particular, mas numa posição em que os encarnados possuem (além do pronto-socorro Aursnes) o experiente Bah e o muitíssimo promissor Benjaqui, que bate com muita força à porta da titularidade, mantê-lo, recusando uma oferta que dobrou o que encarnados pagaram por ele, seria um ato de péssima gestão.
Porém, o que correu bem neste particular, não invalida a urgência que o Benfica tem em fechar duas posições, onde me parece ter as prioridades trocadas. Creio ser mais importante, no imediato, a entrada no plantel de um médio posicional de nível internacional, capaz de dar à equipa o equilíbrio que por vezes perde (o Académico de Viseu é um ótimo exemplo), do que de um defesa central, posição que deverá ser reforçada até ao fim do mercado. O médio devia ser para ‘ontem’, o central tem pouco mais de duas semanas para chegar.
Com a Liga Europa bem encaminhada, o Benfica, se quiser regressar ao título nacional, está proibido de perder mais pontos com emblemas que, com o devido respeito, não são do seu campeonato. E neste particular, em 80 por cento dos jogos, Marco Silva precisa que a sua equipa pressione alto, recupere a bola cedo, e tenha presença na grande área adversária, quer através de dois pontas-de-lança, quer recorrendo apenas a um, acompanhado por médios com boa ‘chegada’ à zona de finalização. No fundo, o Benfica deve ser mais ativo que reativo, e necessita de tomar, acima de tudo, o seu destino em mãos próprias. Este é o maior e o mais importante dos desafios de um clube que na temporada passada perdeu oito pontos com equipas do último terço da classificação.
Pedro Pichardo
O triplo salto parece ser coutada de quem nasceu em Cuba: nos JO de Paris/24, um espanhol, um português e um italiano, todos nascidos na ilha que um dia foi de Fidel, açambarcaram o pódio. No sábado, os caribenhos Pichardo (Portugal) e Diaz (Itália) foram prata e ouro nos Europeus…
Luís Suárez
O Bola de Prata de 2025/26, que perdeu a titularidade (provisoriamente?) para o grego Ioannidis, anda a pisar gelo demasiado fino no Sporting, tendo já ouvido o desagrado dos adeptos. Está a precisar que chegue o fim do mês para se focar no real e não no virtual.
Rodrigo Mora
Já se percebeu que o talentoso jogador do FC Porto não faz parte das primeiras contas de Francesco Farioli. Como não jogar não é opção, nem para ele, nem para os dragões, a solução passa por uma nova morada onde lhe seja devolvida a confiança. Até lá, é tudo uma questão de números.
Porque é que eles são tão melhores que nós?
É inveja, reconheço. Inveja branca, contudo, daquela que reconhece o mérito e não quer mal. Mas a verdade é que a diferença entre Elvas e Badajoz, Vila Real de Santo António e Ayamonte, ou Valença e Tui é que do lado de lá da fronteira há um País de desporto, enquanto que, por cá, embora as dotações estatais vão aumentando, a atividade desportiva continua a ser vista como uma despesa e não como um investimento, obrigando federações e COP a tentar tirar leite das pedras.
CIVISMO
A mítica subida da Senhora da Graça, viu-se transformada em Senhora da Desgraça, com a vitória do ‘camisola preta’ a simbolizar a tragédia da véspera, que vitimou o jovem ciclista inglês Finlay Tarling. Mais do que procurar ângulos canhestros que culpabilizem a organização da Volta ou a GNR, o melhor é assumir uma realidade penosa, que nos diz que a falta de civismo é prática corrente nas estradas de Portugal, responsável por milhares de acidentes e centenas de mortos em cada ano. E esse, infelizmente, não é um problema, que testemunhamos todos os dias, que se resolva de hoje para amanhã…

José Manuel Delgado, in a Bola 

BENFICA-IMPRENSA 17 Agosto GLORIOSO REGRESSA HOJE A CAMPO MALDITO E CR7 ANUNCIA FINAL DA CARREIRA!!🦅

                   

BENFICA PREPARA PLANO B! Central argentino surge como alternativa a Harwood-Bellis

                   

Casa Pia x BENFICA | ANTEVISÃO J2

                  

MARCO SILVA COMUNICA BEM E FALA DE TUDO NO BENFICA!

                  

Liga 2026-27 Jornada 2 ⚫ CASA PIA VS BENFICA 🔴 (ANTEVISÃO) ● NOVIDADES DE MERCADO DO BENFICA!

                  

Os rapazes da Gomes Pereira #10, empates, jogos contra Casa Pia e Aarhus, Petição e mercado

                   

domingo, 16 de agosto de 2026

Central argentino na lista do Benfica | MERCADO FLASH

                  

Antevisão | Casa Pia AC x SL Benfica

                  

ESTE BENFICA NÃO FICA ASSIM



Marco Silva tem marcado as suas intervenções públicas por discursos realistas e pragmáticos, mas também vai revelando uma personalidade forte, firme nas convicções e nas ideias. O treinador do Benfica parece interessado em dizer apenas o que quer, quando quer, recusando a pressão pública e a ideia de que deve falar mais do que aquilo que entende ser necessário — ou conveniente.
Até ao momento, será sempre especulativo retirar recados ou mensagens das palavras de Marco Silva, mas há conceitos muito claros na forma como descreve o que pretende para a equipa que lidera e sobre os quais é possível, e pertinente, debater.
Com Marco Silva ao leme, o Benfica joga muito mais para a frente do que para trás, distinguindo-se claramente do plano colocado em prática por José Mourinho, o anterior treinador das águias. O técnico português procura equilíbrio, mas a ideia deste Benfica é, na essência, aquela que motiva o futebol: chegar à frente, criar oportunidades, marcar golos e ganhar jogos. Parece simplista, mas está longe de ser fácil de aplicar. Para o conseguir, há, na minha opinião, um detalhe que fará sempre a diferença, além da qualidade dos jogadores: a fome de vencer. E é precisamente aqui que interpreto as declarações mais recentes de Marco Silva — depois de o Benfica ter carimbado, na Escócia, frente ao Hearts, a qualificação para o play-off da Liga Europa — como uma espécie de recado à Direção e ao plantel. Não necessariamente porque essa tenha sido a intenção do treinador — não o consigo entender dessa forma, precisamente pela maneira objetiva e assertiva como expõe as suas ideias —, mas porque o Benfica faria muito bem em analisar estas palavras como tal.
«Há um detalhe que fará sempre a diferença, além da qualidade dos jogadores: a fome de vencer.
«Se somos Benfica e queremos ganhar jogos e olhar para as competições com ambição, não chega só ter um ou dois jogadores bons. Se queremos ser competitivos ao sábado ou domingo e depois à quinta, temos de ter muita gente a trabalhar e lutar por lugares. Se o jogador andar ali muito sossegadinho não cresce de certeza e eu gosto que eles tenham dúvidas», afirmou Marco Silva. Neste ponto, o plantel do Benfica ainda não oferece, pelo menos olhando de fora, a garantia pretendida pelo treinador. Falta gente, a SAD está a trabalhar na contratação de reforços, mas, posição por posição, fica claro que ainda há trabalho a fazer. Existe tempo, embora não seja muito, mesmo que, como afirmou o presidente do Benfica, Rui Costa, a estratégia passe por evitar precipitações na escolha dos novos jogadores.
Depois, há outro recado. «Prestianni está em grande forma (...) gosto muito deste tipo de jogadores (...) do coração, da alma que mete nos jogos», confessou Marco Silva, a propósito de mais uma exibição convincente do extremo argentino. O Benfica precisa de qualidade, mas, acima de tudo, necessita de jogadores com a mentalidade certa. Além do talento, as águias precisam de construir uma equipa de combate, capaz de esbater diferenças diante de adversários mais fortes e de reduzir ao máximo o risco de deslizes frente a equipas teoricamente mais fracas. Os lances e os jogos nem sempre correm bem a Prestianni, que ainda tem muito para crescer e melhorar, é evidente. Mas não é por acaso que o jovem de 20 anos é um dos jogadores preferidos dos adeptos e que Marco Silva o elogiou: o extremo argentino conjuga aquilo que é mais importante no futebol, talento e coração.
«Prestianni conjuga aquilo que é mais importante no futebol, talento e coração.
Temos visto empenho e vontade nas equipas de Marco Silva neste arranque de temporada, mas ainda falta muito. E há um aspeto em que o treinador dá sinais de insistir particularmente: a agressividade, tanto a atacar como a defender. Essa atitude tem aparecido, mas também tem faltado em alguns momentos, sobretudo no setor defensivo, o que ajuda a explicar, por exemplo, a derrota do Benfica na Suíça frente ao St. Gallen, por 1-2, para a Liga Europa, e o empate diante do Académico de Viseu, por 2-2, na primeira jornada do campeonato. Ainda falta consistência.
Marco Silva e o Benfica precisam de mais tempo, e seria prematuro e injusto tirar conclusões nesta fase. Há, no entanto, uma certeza antecipada por Rui Costa, mas que não deixa de inquietar os benfiquistas pela incerteza que encerra: este Benfica não vai ficar assim.

Nélson Feiteirona, in a Bola