segunda-feira, 13 de abril de 2026
Funniest moments from Inside the NBA 🤣 | April 12th, 2026
RESOLVER CEDO E (BEM) CONTINUAR INTRANQUILO
Beneficiando de dois golos madrugadores, o Benfica construiu um triunfo justo e que só pecou por escasso ante o Nacional, por 2-0, em partida da 29.ª jornada da Liga Betclic disputada neste domingo, 12 de abril. Schjelderup e Rafa assinaram os golos num jogo marcado pela estreia de Gonçalo Moreira na equipa principal das águias.
No regresso ao Estádio da Luz, José Mourinho lançou um onze com três alterações relativamente ao utilizado no empate com o Casa Pia (1-1), na jornada transata: Dedic, Barreiro e Prestianni renderam Bah, Barrenechea e Lukebakio, juntando-se a Trubin, António Silva, Otamendi, Dahl, Richard Ríos, Schjelderup, Rafa e Pavlidis.
A entrada das águias em campo refletiu a determinação em arrumar cedo a contenda. Com os olhos fixados na baliza adversária e uma asfixiante pressão alta, o Benfica cedo se instalou no meio-campo adversário, desenhando vistosas e velozes combinações ofensivas.
E bem cedo, logo aos 3', inaugurou o marcador (1-0). Barreiro recuperou a bola numa zona alta do terreno e colocou-a em Rafa, que lateralizou para a direita. Aí, Prestianni recebeu, avançou e cruzou de forma milimétrica para Schjelderup, que, de pé esquerdo, atirou a contar. Festejos madrugadores na Catedral pelo 5.º golo do internacional norueguês na Liga Betclic.
Dando sequência ao seu domínio, os encarnados continuaram a carregar e, aos 13', voltaram a ameaçar a baliza adversária. Dedic trabalhou bem no lado direito e cruzou para a grande área, onde surgiu Rafa a cabecear ao lado.
Da intenção à prática, bastaram poucos segundos. Aos 14', na resposta a um remate de longe de Witi à figura de Trubin, o Benfica saiu em velocidade pelo lado direito por Dedic. Este lançou Prestianni, que ganhou no corpo a corpo com José Gomes e, já na área, serviu Rafa, que só teve de emendar para dentro da baliza. Estava feito o 2-0 num tratado de eficácia.
Aos 21', na sequência de um pontapé de canto ensaiado, Schjelderup cruzou para a boca da baliza e, em boa posição, Pavlidis não conseguiu fazer o desvio. Nesse mesmo lance, António Silva caiu na área após uma disputa aérea com um adversário, mas nem o árbitro nem o VAR viram motivos para penálti.
O mesmo António Silva esteve perto de marcar aos 24', mas o seu remate foi intercetado por José Gomes quando se dirigia para a baliza dos insulares.
A partida seguiu de sentido único e, aos 40', o ferro impediu o 3-0. Já com duas assistências em seu nome, Prestianni recebeu a bola, fletiu para o meio e rematou em arco ao poste direito. Na recarga, Dedic ainda teve oportunidade de visar a baliza, mas atirou por cima.
Antes do intervalo (44'), o ataque encarnado voltou a deixar a defesa do Nacional em dificuldades. Prestianni fez o passe a rasgar para Rafa, que fintou o guarda-redes adversário e tentou servir Pavlidis. Contudo, em esforço, José Vítor esticou-se e cortou a bola pela linha de fundo, impedindo que esta chegasse ao grego.
Depois dos aplausos reservados à exibição da equipa na 1.ª parte, o público teve a oportunidade de assistir a um desfile de campeões durante o descanso. Vencedoras das respetivas Taças de Portugal, as equipas femininas de basquetebol e de polo aquático foram homenageadas, bem como a saltadora Agate Sousa, campeã mundial de salto em comprimento em pista curta, e Fernando Pimenta, que se sagrou campeão nacional de Fundo em K1 sénior masculino pelo 18.º ano consecutivo.
No regresso dos balneários, o ritmo do jogo abrandou um pouco, mas com o Benfica sempre no controlo das operações. E, aos 52', houve nova chance para as águias. Após uma jogada executada por Rafa e Pavlidis no lado esquerdo, a defesa do Nacional travou a progressão do português, mas a bola sobrou para Schjelderup, que obrigou Kaique a uma defesa apertada.
Mais assertivos nos duelos, os forasteiros começaram a equilibrar a contenda e, aos 54', Trubin saiu com coragem da baliza para fazer a mancha a José Gomes, que tinha beneficiado de um par de ressaltos para surgir na área em boa posição.
No entanto, dois minutos volvidos (56'), foi o Benfica a dispor de uma oportunidade soberana para ampliar a vantagem. Barreiro recuperou a bola no meio-campo adversário e lançou Schjelderup, que foi derrubado no interior da área por Léo Santos. O árbitro assinalou penálti e Pavlidis avançou para a cobrança: o grego bateu forte para a esquerda, mas Kaique adivinhou o lado e fez a defesa a dois tempos.
Aos 67', na sequência de um lançamento lateral, Jesús Ramírez chegou a introduzir a bola na baliza à guarda de Trubin, mas o golo foi de imediato anulado por Fábio Veríssimo por falta clara de José Vítor sobre Pavlidis no início do lance.
Seguiu-se um período de menor fulgor das águias, contrariado pelas quatro substituições de uma assentada de José Mourinho, aos 78': Ivanovic, Lukebakio, Aursnes e Barrenechea renderam Pavlidis, Prestianni, Rafa e Richard Ríos.
Com outra frescura, o Benfica voltou à carga e, aos 84', após uma boa combinação com Lukebakio, Schjelderup tornou a testar a pontaria: a bola encontrou o corpo de um defesa do Nacional pelo caminho e o lance gorou-se.
No minuto seguinte (85'), o 3-0 esteve à vista em duas ocasiões consecutivas. Desmarcado por Barreiro, Ivanovic trocou as voltas a José Gomes e disparou forte para uma defesa incompleta de Kaique. O esférico ficou vivo na área, Barreiro ganhou o duelo com Filipe Soares e atirou para um grande voo do guarda-redes alvinegro.
A última vez que a bola rondou as balizas com perigo foi aos 87'. Lukebakio sprintou, cruzou a bola em cima da linha e deu origem a um lance muito confuso na área madeirense. Num primeiro momento, António Silva não conseguiu cabecear para a baliza nas melhores condições e, na continuação, a defesa do Nacional impediu a finalização de Barreiro junto à baliza de Kaique.
Já nos descontos (90'+2'), um momento inesquecível na carreira de Gonçalo Moreira. Lançado por José Mourinho para o lugar de Schjelderup, o jovem médio, de 20 anos, fez a estreia absoluta na equipa principal do Glorioso e sentiu o carinho da família benfiquista.
O apito final trouxe a confirmação da conquista dos 3 pontos e o regresso às vitórias na Liga Betclic.
Em plena reta final da temporada 2025/26, o Benfica volta a entrar em campo às 18h00 do próximo domingo, 19 de abril, ante o Sporting, no dérbi da 30.ª jornada da competição aprazado para o Estádio José Alvalade.
SL Benfica
NOTAS DOS JOGADORES DO BENFICA:
Argentino e norueguês foram motores da vitória das águias frente ao Nacional, este domingo, na 29.ª jornada da Liga
Prestianni (7) — o melhor em campo
Foi dos pés do extremo argentino que nasceram a maior parte dos lances mais decisivos do jogo e essa magia alimentou durante muito tempo a equipa. Prestianni cruzou para o golo de Schjelderup, insistiu e roubou a bola a Zé Vítor para depois assistir Rafa para o segundo golo e foi protagonista principal em muitos outros momentos. Aos 37’ proporcionou um bom remate a Dedic, aos 40' foi ao flanco esquerdo para depois fazer um grande remate em arco que bateu no poste da baliza. Aos 45’ o jovem de 20 anos inventou mais um passe delicioso que lançou Rafa na profundidade. Numa fase em que lhe iam faltando forças, ainda cruzou, aos 77’, para mais um remate de cabeça de Pavlidis.
(6) TRUBIN - Teve pouco trabalho, sobretudo na primeira parte, mas deu resposta segura quando teve de aparecer. Aos 54’ foi rápido a saltar aos pés de José Gomes para matar uma jogada perigosa. Aos 76’ segurou remate forte de Jesús Ramírez.
(6) DEDIC - Rápido e competente a defender e diferenciador no ataque, pelo flanco ou a pisar terrenos interiores. Aos 12’, fez bom cruzamento para a cabeça de Rafa; aos 37’, viu Zé Vítor desviar-lhe um remate que prometia golo; e aos 89’ faltou-lhe convicção para finalizar melhor, quando tinha tudo para ser feliz e com a baliza em ponto de mira.
(6) ANTÓNIO SILVA - Muito ativo a defender, a assumir as saídas com bola e também a surgir em zonas de finalização. Aos 25’, na área, rematou forte, mas José Gomes desviou a bola num lance de golo iminente. Nos cantos conseguiu ter presença e criar confusão ao adversário.
(5) OTAMENDI - Menos fulgurante do que o habitual, limitou-se a controlar a zona. Na segunda parte, quando o Nacional se atreveu, meteu mais o pé e liderou o setor defensivo.
(6) DAHL - Sempre seguro a defender, foi muito rápido nas transições para o ataque — teve várias e mostrou atrevimento. Foi dono e senhor da posição e empurrou a equipa com critério.
(6) RICHARD RÍOS - Primeira parte de muita posse, muito bem na pressão alta, o que lhe permitiu ganhar muitas bolas. Foi ele quem recuperou a bola que resultou no primeiro golo e também no lance em que Schjelderup sofreu penálti. Perdeu capacidade física após o intervalo e caiu bastante.
(6) LEANDRO BARREIRO - Embora com menos critério no posicionamento, também foi muito influente ao lado de Ríos na recuperação da bola e na pressão alta ao adversário. Aos 42’ fez um belo cruzamento para cabeceamento deficiente de Pavlidis. Com a saída de Rafa, subiu no apoio a Ivanovic e foi mais visível a influência de Barreiro — recuperou, assistiu e rematou com muito perigo, aos 85’.
(6) RAFA - Faltou-lhe ainda velocidade, felicidade na definição, mas foi intenso desde o primeiro minuto, a defender e a procurar o espaço no ataque. Foi ele quem descobriu Prestianni no flanco no lance do primeiro golo. Marcou o segundo golo, com grande sentido de oportunidade, e podia ter festejado outros — remate de cabeça ao lado aos 12’ e aos 69’. Acrescentou ainda lances muito interessantes, a entrar pela esquerda e com cruzamentos atrasados a que os companheiros não deram boa sequência.
(7) SCHJELDERUP - Sempre ligado à corrente. Marcou aos 3’ o primeiro golo, num remate de primeira, e tentou muito marcar mais golos e oferecer mais golos. Bom remate aos 52’, que obrigou Kaique a esticar-se, e grande cruzamento para a cabeça de Rafa, aos 69’. Aos 58' sofreu penálti quando se preparava para finalizar e, já depois do minuto 80, ainda teve de cabeça e nos pés chances em que não conseguiu definir bem. O norueguês foi igualmente muito importante na forma como ajudou Dahl a fechar o flanco.
(4) PAVLIDIS - Mourinho tem razão: Pavlidis trabalha muito e vai além do papel simples de um ponta de lança. Mas o grego não atravessa fase de inspiração. Neste jogo falhou um penálti e abordou de forma deficiente outros lances na zona onde tem de fazer a diferença, como o remate de cabeça mal direcionado, aos 77’. Mostrou ansiedade, que em muitos momentos se transformou em atrapalhação com a bola nos pés. Desmarcou muito bem Rafa para dois lances de golo iminente, mas em ambos o companheiro estava em posição irregular.
(5) AURSNES - Pouca bola, pouco envolvimento e pouco tempo em campo, mas sem falhas e com inteligência na posse e ocupação do espaço.
(5) LUKEBAKIO - Entrou com vontade de deixar a sua marca. Cruzou para criar perigo aos 85’ e aos 86’.
(5) IVANOVIC - Boa entrada, possante. Rematou forte mas à figura, aos 85’. Aos 89’ ofereceu a Dedic boa oportunidade.
(5) BARRENECHEA - Devolveu o equilíbrio e frescura física à zona do meio-campo.
(—) GONÇALO MOREIRA - Estreia na equipa principal do médio-ofensivo. Ainda sem bola e tempo para mostrar mais. Mas concretizou um sonho.
Nélson Feiteirona, in a Bola
BENFICA GANHA GRAÇAS A SCHJELDERUP E PRESTIANNI!
A “NOVELA” MOURINHO NO BENFICA! 🔥 CONTINUA ...
domingo, 12 de abril de 2026
QUEM DECIDE, AFINAL, NO BENFICA?
As decisões de um clube como o Benfica não podem partir da necessidade de ganhar no imediato, mas sim de uma ideia clara sobre como quer jogar, que perfil de jogadores quer ter e que caminho pretende seguir. A escolha de Mourinho parece ter seguido uma lógica diferente. Respondeu ao contexto eleitoral.
O Benfica tem sido um clube sem estratégia. Apesar do investimento elevado, o retorno desportivo tem sido reduzido: uma Liga e duas Supertaças em cinco épocas.
A escolha de Mourinho
Vencedor, foi assim que Rui Costa definiu o perfil de José Mourinho. A questão é que ser vencedor não pode ser uma estratégia, mas sim uma consequência. As decisões de um clube como o Benfica não podem partir da necessidade de ganhar no imediato, mas sim de uma ideia clara sobre como quer jogar, que perfil de jogadores quer ter e que caminho pretende seguir.
A escolha de Mourinho parece ter seguido uma lógica diferente. Mais do que responder às necessidades do plantel, respondeu ao contexto eleitoral e de urgência para Rui Costa. Em setembro, o essencial era ganhar as eleições de outubro. O resto ficaria para depois. Mourinho trazia duas coisas difíceis de ignorar: uma capacidade de comunicação que o Benfica há muito não tinha e um peso mediático que mobiliza adeptos. Mas nenhuma dessas qualidades resolve, por si só, o problema estrutural que o clube atravessa.
Perda de exigência
José Mourinho referiu, no final do último jogo frente ao Casa Pia: «Neste momento tinha vontade de não fazer jogar mais alguns jogadores. Mas há valores mais altos que se levantam. São ativos do clube.» Num clube como o Benfica, o objetivo tem de ser sempre o mesmo: vencer. A valorização dos jogadores será sempre uma consequência do sucesso desportivo. Tenho referido que o problema do Benfica não são os treinadores, nem serão estes que o irão resolver.
O foco está na liderança ou na ausência dela. Nos últimos anos, o clube foi perdendo a (pouca) cultura de exigência que tinha. A desresponsabilização tornou-se permanente. Quando não se ganha, surgem frequentemente justificações externas, como a arbitragem, para explicar os insucessos. As decisões têm privilegiado o curto prazo, como demonstram as contratações de Bruno Lage e José Mourinho, mais orientadas pela reação do que por uma lógica de continuidade.
O último mercado de inverno é outro exemplo dessa dificuldade em enquadrar decisões num projeto desportivo racional e lógico, com movimentos de plantel (Rafa e Sidny) difíceis de justificar num plano de médio prazo. Falta visão a quem lidera. Atira-se dinheiro para cima dos problemas na tentativa de os resolver. O resultado é um clube mais frágil — financeiramente e desportivamente.
Desequilíbrio financeiro
Se desportivamente se percebe uma ausência de estratégia, financeiramente o quadro não é diferente. A elevada rotatividade do plantel tem sido apresentada como fundamental para a obtenção de rendimento desportivo. Na prática, porém, responde muitas vezes à necessidade de gerar liquidez e equilibrar contas.
O Benfica continua a ser o clube que mais receita gera em Portugal, tanto através de transferências como da UEFA Champions League. Ainda assim, essa capacidade não tem sido suficiente para estabilizar o projeto.
Importa sublinhar que não se trata de falta de investimento. Pelo contrário, o clube tem investido fortemente no plantel. Esta época, o investimento correspondeu a um valor entre 130 e 140 milhões de euros. O problema está no retorno desportivo desse investimento e na falta de coerência na construção do plantel ao longo do tempo. Os custos operacionais do clube, com destaque para os gastos com pessoal (salários), têm aumentado de forma significativa num período em que o sucesso desportivo ficou aquém do investimento realizado.
Vende-se muito, investe-se muito, mas consolida-se pouco. Quando isso acontece, o ciclo repete-se: vende-se para equilibrar, investe-se para reagir, em vez de manter uma base estável para crescer e competir. Num contexto em que vários clubes procuram maior estabilidade e continuidade, o Benfica parece continuar dependente de decisões de curto prazo, ditadas pela necessidade imediata de resposta financeira e desportiva. A possível ausência da UEFA Champions League na próxima época poderá ainda agravar mais esta pressão e acentuar o desequilíbrio financeiro.
Desalinhamento
As declarações recentes de José Mourinho e de Rui Costa expõem uma falta de alinhamento difícil de ignorar. O treinador admite que gostaria de continuar, mas fá-lo sem a convicção habitual de quem se sente plenamente integrado num projeto.
O presidente, por seu lado, lembra a existência de contrato, sublinhando que o treinador tem mais um ano de ligação ao clube. Este argumento, no entanto, perde força quando comparado com situações recentes: também Roger Schmidt e Bruno Lage tinham contrato em vigor quando deixaram o comando técnico do Benfica.
No caso de Mourinho, há ainda um detalhe relevante no seu discurso. Não é habitual o treinador adotar uma posição tão pouco taxativa sobre o futuro. Por norma, ou assume claramente a continuidade, ou afasta-se de forma inequívoca. Desta vez, ficou numa posição intermédia, que pode significar um posicionamento tático face às movimentações que observa à sua volta.
Outro ponto relevante são as constantes críticas de Mourinho ao plantel, que contrastam com a visão de Rui Costa, bem patente na afirmação de novembro de 2025 de que «o plantel no futuro não precisa de grandes alterações». Os dois parecem ver realidades diferentes, o que torna mais difícil a construção de uma estratégia comum.
Por último, em campo, Mourinho afasta o Benfica da luta pelo título. Fora dele, Rui Costa mantém o discurso de que «no Benfica não se desiste até o campeonato estar terminado».
O desalinhamento entre os dois é factual. E esse tem sido, consistentemente, o padrão dos últimos anos.
A valorizar: João Neves
Mais uma grande exibição frente ao Liverpool coroada com um passe que poucos têm a capacidade de fazer.
A desvalorizar: Liverpool
O ainda campeão inglês em título parece uma sombra do que tem sido nos últimos anos.
Diogo Luís, in a Bola
Subscrever:
Comentários (Atom)

.jpg)







