segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Treino UCL | SL Benfica x Real Madrid CF

                    

BENFICA-REVISTA IMPRENSA 16 Fevereiro GLORIOSO ULTIMA PREPARATIVOS E OPCÕES PARA A BATALHA DE AMANHÃ

                      

COSTAS LARGAS DE MOURINHO NO BENFICA

 


Independentemente dos resultados de Sporting e FC Porto nos jogos de hoje, é justo reconhecer o trabalho que José Mourinho tem feito no Benfica e a resposta do plantel numa temporada marcada por várias contingências, problemas internos e alguns erros de avaliação. Ainda assim, a equipa das águias tem revelado alma e resistência, alternando entre a iminência do fracasso e o assombro do sucesso.

A matemática ainda permite ao Benfica sonhar com o título — ou pelo menos com o segundo lugar, essencial para garantir o acesso à Liga dos Campeões 2026/2027. Na Europa, a vitória histórica frente ao Real Madrid na fase de liga da UEFA Champions League reforçou a crença de que é possível, novamente, ultrapassar os merengues no play-off de acesso aos oitavos de final. Difícil, mas possível. Tudo isto reflete a humildade e entrega dos jogadores e a capacidade de Mourinho para liderar e unir o grupo, impedindo que alguém atire a toalha ao chão.
A época começou em esforço, com os encarnados praticamente sem férias após a participação desgastante no Mundial de Clubes, nos Estados Unidos. Seguiu-se o despedimento de Bruno Lage, a saída de jogadores importantes, reforços previstos que não chegaram (como João Félix) e, claro, a bomba Mourinho. O entusiasmo inicial deu rapidamente lugar à frustração do treinador, que encontrou um plantel curto para as suas ideias, com muita juventude e um número preocupante de lesões. Ao longo da época, ainda mais baixas apareceram, obrigando Mourinho a reajustar o plano e a tirar o melhor das características individuais dos jogadores. E conseguiu. Seguramente, o treinador encontrou um grupo disponível para aprender e crescer, como ele próprio tem sublinhado em várias ocasiões.
Ao longo da época, ainda mais baixas apareceram, obrigando Mourinho a reajustar o plano e a tirar o melhor das características individuais dos jogadores.
O mercado de janeiro, tão aguardado, acabou por não ser tão produtivo quanto o esperado. Mas, curiosamente, isso pode ter sido positivo: o Benfica atual é mais competitivo, coeso e confiante. Não é uma equipa brilhante, mas ganhou dimensão e caráter. Este Benfica de José Mourinho enfrentou tormentas, foi fortemente criticado — e por vezes, se calhar muitas vezes, com razão —, mas também soube reerguer-se e reconquistar os adeptos. Há um espírito que o técnico recordou na sua apresentação: «É esse o Benfica no qual me revejo, com o qual cresci. Ganha muitas vezes. Quando não ganha, perde de maneira a que as pessoas sintam que perderam com ele.»
Mesmo que o Benfica nem sempre apresente o futebol que os adeptos desejam, e os bons resultados por vezes não apareçam, parece indesmentível que esta equipa ganhou identidade e um balneário unido, onde todos parecem remar para o mesmo lado. Neste sentido, é justo reconhecer o mérito do treinador, que, com uma carreira ímpar e uma capacidade excecional de comunicar dentro e fora do clube, tem conseguido agregar opiniões — ou, pelo menos, manter o foco do universo encarnado no que realmente interessa ao Benfica. Mesmo admitindo algum clubismo inevitável, serão poucos os adeptos mais fervorosos que não concordem que a época do Benfica foi fortemente condicionada por fatores imprevisíveis e outros mais discutíveis — como os casos de arbitragem, que continuam a ter um lamentável e inevitável destaque no futebol português.
É justo reconhecer o mérito do treinador, que, com uma carreira ímpar e uma capacidade excecional de comunicar dentro e fora do clube, tem conseguido agregar opiniões.
José Mourinho continua a ter costas largas, em benefício dos jogadores e do edifício Benfica, de uma forma generalizada. É certo que comete erros — e continuará a cometê-los, naturalmente —, mas tem sabido reinventar-se e, talvez ainda mais importante, reinventar a equipa no meio de uma temporada que tinha todos os indícios para ser bem mais complicada. Mesmo afirmando que nunca deixará de ser o mesmo — Mourinho é Mourinho, sublinhou recentemente o próprio —, o treinador do Benfica tem demonstrado capacidade de adaptação, firmeza nas ideias e uma liderança que voltou a dar identidade ao grupo.
José Mourinho continua a ter costas largas, em benefício dos jogadores e do edifício Benfica, de uma forma generalizada.
Independentemente de o Benfica terminar o campeonato em primeiro, segundo ou terceiro lugar — e caso acabe mais abaixo, será justo reformular esta análise —, vejo um ponto de partida sólido para construir uma próxima época mais forte. A presença na UEFA Champions League, seja qual for a fase alcançada, reforça essa base e oferece uma perspetiva de crescimento sustentado.
A aposta na formação deve ser um caminho inevitável, essencial para reduzir a desvantagem face à qualidade que os principais rivais conquistaram nos últimos anos. Há um percurso a fazer para devolver o Benfica ao topo, e arrisco dizer: se o treinador não fosse José Mourinho, não apenas pelas suas competências táticas, mas pela dimensão e influência que tem, o momento seria bem diferente — e provavelmente pior.
Resta saber se José Mourinho continuará no Benfica na próxima temporada. Mas, mesmo que os objetivos não sejam totalmente alcançados, o seu impacto nesta época já é inegável.
Nélson Feiteirona, in a Bola

BENFICA JÁ PREPARA O FUTURO: DOIS ALVOS PARA O VERÃO, UMA RENOVAÇÃO E UMA SAÍDA QUE DEVE AVANÇAR!

                    

Benfica, Real Madrid y... José Mourinho | Episodio 147 (sólo audio) | El Mítico Benfica

                     

CONTRATAÇÕES DO BENFICA: REFORÇOS OU FLOPS?

                     

#33 - 🦅 Águia voa nos Açores antes do jogo Real

                     

Temporada Episódio 43 (#284) Stª Clara vs BENFICA

                      

domingo, 15 de fevereiro de 2026

«Mourinho não é um mero e simples treinador. Estará a afinar estratégias ao nível da comunicação»

                      

ÁGUIA VOA NO ANTRO DE CORR#PTO



 Em frente na Taça de Portugal! No Dragão Arena, neste sábado, 14 de fevereiro, o Benfica bateu o FC Porto por 2-3, em jogo dos oitavos de final, e continua a caminhada na prova-rainha.

Jogo "de tudo ou nada", com Benfica e FC Porto a decidirem a passagem aos quartos de final da prova-rainha. Na antevisão, Edu Castro foi perentório quanto à postura dos encarnados para o clássico: "Muita competitividade, muita inteligência e muita cabeça."
Conti Acevedo, Zé Miranda, Roberto Di Benedetto, Nil Roca e João Rodrigues foram os 5 jogadores lançados por Edu Castro para dar início ao jogo.
O Benfica entrou no Dragão com o pé no acelerador, de olhos bem postos no alvo: a baliza. Depois de uma primeira investida de Roberto Di Benedetto, travada por Xavier Malián, as águias chegaram ao golo. Numa grande jogada individual, o internacional francês tirou vários adversários da frente, mantendo a posse da bola, e, em frente à baliza, entregou para João Rodrigues, que atirou para o fundo das redes no minuto 4 (0-1).
Conti Acevedo também foi chamado ao serviço e aos 6' negou o tento a Carlo Di Benedetto. Pressionantes e por cima do jogo, as águias criaram nova oportunidade aos 7', mas o guardião azul e branco levou a melhor sobre João Rodrigues. No mesmo minuto, o guarda-redes do FC Porto nada pode fazer para impedir o 0-2 a Zé Miranda, que de fora da área ampliou a vantagem vermelha e branca. A resposta dos da casa, ainda aos 7', foi dada por Gonçalo Alves, a estabelecer o 1-2.
Benfica-FC Porto
Com o resultado novamente pela margem mínima, o clássico disputou-se com mais agressividade, tornando-se, consequentemente, num jogo mais faltoso. Sempre a carregar, o Benfica continuou a acumular boas ocasiões de golo. No minuto 12, Zé Miranda ganhou o esférico, subiu na quadra e rematou contra Xavier Malián. Na baliza encarnada, Conti Acevedo fez a sua melhor defesa aos 13' e impediu o 2-2 a Carlo Di Benedetto.
No ataque, na área azul e branca, Gonçalo Pinto foi travado em falta aos 14', um lance que deu ao Benfica a oportunidade de executar uma grande penalidade. No frente a frente com o guarda-redes da casa, João Rodrigues atirou para defesa.
Até ao intervalo, mais um par de momentos flagrantes para as águias, nomeadamente aos 20', com Lucas Ordoñez a rematar forte, de longe, mas a bola a esbarrar no capacete de Xavier Malián.
Nil Roca estabeleceu o 1-3 aos 22'. Em velocidade, Roberto Di Benedetto levou a bola até à área contrária e entregou para Lucas Ordoñez, que encontrou o internacional espanhol em boa posição para faturar.
Benfica-FC Porto
No reatamento, Hélder Nunes (26') e Zé Miranda (27') remataram à barra. Seguiram-se um livre direto e uma grande penalidade a favor do FC Porto, nos minutos 28 e 29, após faltas de Nil Roca e de Zé Miranda. Na primeira cobrança, Carlo Di Benedetto bateu o guardião encarnado e reduziu para 2-3. No segundo momento, Conti Acevedo negou o golo a Gonçalo Alves.
O coração sobrepunha-se agora à alma com que o Benfica entrou no jogo. Depois dos sustos e para contrariar o caudal ofensivo dos azuis e brancos, era preciso gerir as emoções e continuar a pressionar. Para organizar o coletivo, Edu Castro pediu desconto de tempo aos 31'.
A partir daqui, o clássico tornou-se mais partido, com a bola a rondar as duas balizas, mas sem grande perigo face às intervenções dos guarda-redes. No minuto 37, o FC Porto cometeu a sua 10.ª falta. Na execução do livre direto, Zé Miranda rematou para defesa, mantendo-se o 2-3 no marcador.
Benfica-FC Porto
Aos 38', Telmo Pinto foi admoestado com cartão azul, após falta sobre Gonçalo Pinto. Em superioridade numérica, o Benfica instalou-se no meio-campo azul e branco, mas não conseguiu chegar ao golo. A tensão subiu nos 10 minutos finais, que pareciam intermináveis. As águias fizeram da defesa a sua arma, sem deixarem de procurar o golo. Os dragões, por sua vez, focaram-se no ataque e aos 43' e aos 46' Gonçalo Alves acertou no poste.
No minuto 49, livre direto a favor dos comandados por Edu Castro, após falta de Hélder Nunes sobre Roberto Di Benedetto. Lucas Ordoñez assumiu a execução, mas Xavier Malián não permitiu o golo.
O muro vermelho e branco impediu que o resultado se alterasse e, num clássico em que jogou com alma e coração, o Benfica venceu o FC Porto (2-3) e voou para os quartos de final da prova-rainha!
Segue-se novo FC Porto-Benfica, desta feita a contar para a 16.ª jornada da 1.ª fase do Campeonato Nacional. O jogo está agendado para quarta-feira, dia 18 de fevereiro, às 20h00, no Dragão Arena.
Benfica-OC Barcelos




DECLARAÇÕES
Edu Castro (treinador do Benfica): "Jogar contra o FC Porto e não sofrer para ganhar é impossível. Não tínhamos na ideia ganhar 0-5 com tranquilidade, porque é uma grandíssima equipa. Tínhamos de dar o tudo ou nada na casa deles. A 1.ª parte foi muito boa e a 2.ª teve coisas boas, como sempre que ganhas ou perdes. Há coisas boas e há coisas que temos de rever para sermos mais competitivos. Parabéns à equipa pelo esforço físico e tático. Temos muitas vitórias, mas analisamos sempre o que podemos fazer melhor."