segunda-feira, 16 de maio de 2022

PARA BONS ENTENDEDORES

 

SEM ÓDIO, ABRAM ALAS PARA OS NOVOS DEUSES

 


"14 de maio de 1994
Na curva dos meus 18, João Pinto era o que de mais parecido havia com um super-herói. Essa galeria, há época sem as versões Marvel, tinha o super-homem e pouco mais. Ele tinha tudo para ser o novo superman.
Meu vizinho, eu de S. Roque, ele da Corujeira, as noites no Bessa, o “toma lá dá cá” com o Gil y Gil do Atlético e, claro, o craque bicampeão do Mundo.
E foi!
Foi “Aterrador, Empolgante, Sublime”, nota 10!
Do outro lado, nas camisolas com cor e sem cor, Paulo Sousa e Pacheco.
Dois candidatos a super-heróis que resolveram seguir outro caminho. Se do ponto de vista profissional nada tenho a comentar, no patamar dos deuses eles deixaram de ter lugar. O Paulo Sousa tinha até subido a rampa, mas apanhou a saída errada da “BCI” Lisboeta.
E foi por essa altura que eu comecei a desconfiar do meu sensor. Acho que tinha de o afinar. Na época seguinte com Artur Jorge à frente tínhamos o melhor do Mundo na baliza, S. Michel, Hélder e Mozer, Veloso e Dimas, o Paneira, o Isaías, o João Pinto e Caniggia. Claro que também tínhamos o Nelo e o Tavares e, sabemos agora, tínhamos o Artur Jorge.
O ano seguinte trouxe-nos Valdo e Ricardo Gomes, mas trouxe tantas outras coisas que o meu sensor de “estrelas” estava cada vez menos afinado e o João Pinto era o único que nos iluminava.
Depois veio tanta coisa, de Vigo ao pedido de desculpas, até à saída do meu craque para Alvalade.
O que temia aconteceu.
Isso dos deuses na bola não existe – é apenas um mito urbano.
Aquele miúdo que é como tu, que veste a camisola que querias vestir, que cumpre o teu sonho. João Pinto com a camisola do Benfica era a prova de que os sonhos eram mesmo possíveis de concretizar.
E agora? Com ele vestido de verde e branco?
Desejei que fosse feliz, que não sendo o meu vermelho a vencer, ele conseguisse tudo o que sempre lhe desejei.
E ele cumpriu – fiquei feliz por ele, mas não por mim.
Vieram o Simão e o Nuno Gomes, passou Aimar e Saviola, Jonas, Cardozo e Darwin.
Passou Gaitan, Salvio, Renato e Ruben.
Tantos, uns bons, outros nem por isso. Uns incríveis, outros mais humanos.
Mas, nunca nenhum me fez sonhar como o João Pinto fazia.
Com ele no tapete verde da velha Catedral eu entrava em campo.
Depois dele eram apenas profissionais que eu adoro enquanto vestem o Manto Sagrado.
Por eles, dou tudo.
Ou melhor, pelo Manto Sagrado dou tudo, independentemente de quem o veste.
Se é o Rafa, o André Almeida ou o Pizzi, o Gilberto, o Gil Dias ou o Meité, não importa.
Creio que podemos e devemos todos começar a exercer esta prática saudável de lidar com os “deuses” da bola, quem sabe até com uma estranha fórmula matemática.
Se é humano, homem ou mulher, mais novo ou mais velho, nos estádios ou nos pavilhões, nas piscinas ou nas pistas. Não importa.
A pergunta é simples: tem o manto sagrado vestido?
É um super-herói, o mais perto que podemos ter de um deus do olimpo. Então, com toda a nossa energia pagã, transformemos essa convicção em força divina e coloquemos em prática a religião BENFICA.
No dia em que tirar o Manto Sagrado, agradecemos de coração a dedicação e vamos em busca de novos deuses, sem ódios nem ressentimentos.
Alguém que vestiu a nossa camisola é alguém que foi capaz de cumprir o sonho que todos tivemos e isso é credor da nossa inveja, do nosso reconhecimento.
Vale para o Jonas que acertou mais vezes na baliza, como valeu para o RDT que acertou menos. Vale para o Gilberto que se dedica, sem pés, como vale para o Rafa, que com pés, parece que se dedica menos.
A todos, obrigado!
Vamos lá renovar a nossa fé.
Abram alas para os novos deuses."

ENTREVISTA | RODRIGO PINHO: A CAMINHADA ATÉ À RECUPERAÇÃO!

                                                   

BASTIDORES: A CONQUISTA DO CAMPEONATO NACIONAL DO #ANDEBOLBENFICAFEM!

                                                   

O DESPORTO CARREGA EM SI O PESO DA SOCIEDADE

 


"O desporto carrega em si o peso da sociedade. Ele é o povo. É como um holograma da sociedade, mas também da sua singularidade e especificidade: o perigo de degeneração em violência é controlado pelo árbitro. É como a democracia controlada pelo voto.
Inspirando-se em Max Weber, Allen Guttmann, na década de 1970, desenvolveu a hipótese da génese do desporto como uma forma de racionalização da vida social no mundo industrial, mas sob o impulso do protestantismo. Ou seja, o desporto era um produto da ética protestante. Gutmann carateriza os desportos modernos através de sete critérios: o caráter secular, igualitário, especializado, racional, burocrático, quantificado e a obtenção dos records. Norbert Elias e Eric Dunning chamam a atenção para a lenta transformação dos jogos físicos desde a Idade Média até à época contemporânea. A violência é atenuada e insere-se no processo geral de pacificação da vida social. Isto opera-se com a formação dos Estados modernos, em que o uso da violência é monopolizado pelas forças militares e de segurança. A teoria de Elias compreende uma dimensão psicológica.
Atualmente, o desporto constitui uma forma de instituição internacional. As razões que lhe são acordadas são múltiplas: fonte de emprego, suporte de identificação coletiva, vetor de integração social, fonte de saúde, matéria de educação, etc. Adquiriu uma extensão e uma ressonância que suscitam adesões entusiastas. Mas também reações críticas, visando o excesso de poder das autoridades sobre os jovens atletas. O desporto capta recursos públicos e as estatísticas globais escondem a diferenciação social. As modalidades desportivas de lazer não têm o mesmo recrutamento social que as modalidades desportivas praticadas em competição. No ténis, quanto mais caminha para a competição, mais o recrutamento é burguês. No ciclismo é o inverso. Se a prática desportiva varia segundo a categoria social, ela também se altera segundo o género e a região de habitação. O desporto está destinado a hierarquizar os praticantes. A partir da noção de igualdade, ou seja, as mesmas condições para todos os concorrentes à partida, ele fabrica a desigualdade, o resultado.
Como a política, os negócios ou o cinema, o desporto preenche várias funções simbólicas e (re)produz as comunidades de pertença, de excelência individual e de sucesso. É o que se pretende nas sociedades."

O BENFICA DOS MIÚDOS

 


"Todas as estreias e minutos promovidos por Nelson Veríssimo, ofereceu ao último jogo do Benfica na temporada 2021/22 um interesse diferente: perceber o que estes jovens valem ao mais alto nível, o que podem acrescentar no imediato e darem-se a conhcer ao novo treinador, estrutura e adeptos.
Tomás Araújo: Formou com Morato uma dupla inédita, revelando alguns problemas de coordenação coletiva e falta de liderança do setor. Algo natural para dois jogadores jovens que se estrearam a jogar juntos. No entanto, exibição segura a nível individual. Menos entradas no seu espaço em comparação com o seu colega de setor, competente na tática individual defensiva de um central, bons timings defensivos e capacidade nos duelos, seja em organização ou na defesa da baliza.
Sandro Cruz: Talvez o menos talentoso dos jovens que entraram em campo provenientes da formação encarnada. Revelou-se aquilo já tinha mostrado ser na Madeira, mais forte na construção que em criação. Ainda assim, algum erro técnico que o compromete, acumulando algumas perdas. Defensivamente algumas más abordagens (aproxima demasiado do opositor no duelo) e por vezes algo atraído, libertando espaços para serem explorados.
Paulo Bernardo: Exibição que espelha a época de Paulo Bernardo, muita qualidade técnica e capacidade para decidir assertivamente, mas pouca intensidade e raio de ação. Sem impacto regular no jogo, sendo um jogador que aparece e desaparece do mesmo. Defensivamente pouca velocidade de deslocamento e força no duelo. Resumindo, precisa de melhorar urgentemente para aproveitar todo o talento que tem!
Tiago Gouveia: Encostado à esquerda, assistiu Henrique Araújo para o 1º golo e rematou colocado para a defesa que viria a permitir Gil Dias assistir para o 2-0 final. Mostrou atrevimento no 1×1 ofensivo, velocidade, verticalidade e critério. Ainda assim, procurou o golo com alguma excessividade em alguns lances, errando movimentos onde costuma ser forte.
Henrique Araújo: Fantástico! Aptidão incrível para jogar dentro de área, aparecendo sempre no sítio certo como se a bola tivesse íman e muita qualidade na finalização. Acaba a época com 3 golos em 131 minutos na 1ª Liga, fazendo prever que com maior utilização mais vão ser os golos que vai marcar. A qualidade é demasiado evidente… tem de fazer parte do próximo plantel encarnado!
Martim Neto: Apesar de não ter tido muito tempo, apresentou qualidade com bola, não erra fácil e acrescenta critério na posse. Em criação, grande passe a isolar Yaremchuk para boa defesa do guarda-redes, podendo ter acabado com uma assistência na estreia. Ao dia de hoje, potencial para ter maior impacto no jogo que Paulo Bernardo.
Diego Moreira: O mais jovem a entrar em campo, tendo nascido apenas em 2004, algo que pode ter explicado alguns erros técnicos nada comuns no seu jogo. Sem tempo e contextos para explorar a sua velocidade e virtuosismo no 1×1 ofensivo. Ainda assim, compromisso defensivo assinalável e disponibilidade para receber no pé e na profundidade. Boa ruptura que deu situação de finalização já desenquadrado."

JORNALIXO SERVE-SE DO BENFICA PARA TENTAR VENDER, E O JORNAL DO PUTEDO COLOCA UM PORCO NA PRIMEIRA PÁGINA


 

O ETERNO SÍNDROME PROVINCIANO E COMPLEXO DE INFERIORIDADE

 


"Ganham o campeonato, volta o discurso de ódio e do centralismo. No meio de tanta verborreia debitada, há que questionar a que "contra todas as circunstâncias" este idiota admoestado do FC Porto se refere:
• Terá sido por terem sido beneficiados em praticamente todos os jogos?
• Terá sido por terem vencido a liga com o recorde de expulsões adversárias?
• Terá sido por terem sido a equipa que mais minutos jogou em superioridade numérica?
• Terá sido por terem batido o recorde de penáltis a favor, em toda a Europa, nas últimas 2 épocas?
Esta gente não tem qualquer pingo de vergonha na cara e acham que este discurso ainda pega e que as pessoas continuam a comer gelados com a testa.
Condicionam e dominam a opinião pública, condicionam e dominam os ábitros, condicionam e dominam a Federação Portuguesa de Futebol, condicionam e dominam o desporto nacional, condicionam e dominam a justiça desportiva, condicionam e dominam a liga e os clubes, e ainda se acham no direito de lançar areia para a cara de todos, fazendo-se passar pelas eternas vítimas do Sistema que eles próprios criaram!
Isto é o cúmulo! Esta gente não vale e nunca valerá nada! Urge uma limpeza profunda no desporto português!"

VAMOS POR PARTES:

 



"Otávio cantou N vezes.. isto. O gajo é convocado para a seleção.. e lol o Fabiobinho cardoso quero que te fodas, a ingratidão terá sempre consequências. Por falar em seleção e FPF , para além de terem e dão carta branca a membros dos SD , são cúmplices disto. Este ódio quem vêm de quem devia dar o exemplo. E depois querem que sejamos nós a dar o exemplo ? BENFICA OU MORTE !
A festa do título.. Vivem de nós e para nós, nunca vão passar de um clube regional. Ufa fico mais descansado, pensei que este ano iam abandonar esse tipo de cânticos."

Cabelo do Aimar, in Facebook