sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
É para cima deles Episódio 9 BENFICA vs AFS
Benfica Podcast 583 - Black and White
O Cantinho Benfiquista | Ep224 [PT] | Tudo Menos Futebol
RUI COSTA, IMPORTA-SE DE REPETIR?
Presidente disse que José Mourinho iria continuar no Benfica. Estas palavras, tão importantes, merecem outra pompa e circunstância.
O Benfica está de novo na luta pelo título de campeão nacional, muito por mérito de José Mourinho que conseguiu elevar internamente a fasquia e nunca permitiu que a época terminasse precocemente para os lados do Estádio da Luz, mesmo após as eliminações nas Taças da Liga e de Portugal.
Apesar de ter dado um passo atrás na UEFA Champions League, com a derrota caseira com o Real Madrid, na primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final, o Benfica está bem e recomenda-se, apesar da distância no campeonato para os dois primeiros: sete pontos para o FC Porto e três para o Sporting.
Num ápice uma equipa com limitações, como o próprio Mourinho admitiu, deu lugar «um bom plantel, equilibrado, com opções, com miúdos a aparecer a crescer», como frisou o treinador na conferência de antevisão ao jogo com os merengues. Nada mais correto.
Só como opções para as alas do ataque, das quais o special one tanto se lamentou e cuja escassez o levou a lá utilizar Aursnes, Sudakov ou Rodrigo Rêgo, tem agora os reforços Rafa e Sidny Lopes Cabral, mais os recuperados Lukebakio e Bruma, a que se juntam, ao que parece já adaptados à ideia de jogo, Prestianni e Schjelderup. Não há fome que não dê em fartura.
O Benfica tem muitas e boas opções para lutar pelo título até ao fim, bem como preparar o futuro, que no futebol, como se sabe, não pode ir muito além da próxima época. E esta, principalmente se os encarnados não se sagrarem campeões ou mesmo não terminarem no segundo lugar, que dá acesso às pré-eliminatórias da próxima UEFA Champions League, tornar-se-á ainda mais importante.
O mesmo será dizer que terá de ser planificada o quanto antes e, definitivamente, com um projeto claro e sustentado. E aqui a formação não pode ser descurada. Com tanto talento criado no Seixal, o plantel tem de constituído de forma a que os jovens tenham espaço para crescer. É que não basta lançar jovens apenas quando os consagrados estão indisponíveis…
No meio de toda a polémica do alegado caso de racismo entre Vinícius Júnior e Prestianni, quase que passou despercebida uma frase que considero muito importante para o futuro do Benfica. Questionado sobre a continuidade de José Mourinho no clube na próxima época, Rui Costa respondeu: «Sim, vai ficar.»
As palavras do presidente foram proferidas enquanto caminhava em passo acelerado, mas são tão importantes que têm de ser repetidas. O quanto antes e para bem de todos na Luz…
Hugo do Carmo, in a Bola
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
RAFA VEIO CRIAR UM PROBLEMA
Mais do que acrescentar, entrada do avançado no plantel dá a Mourinho uma dor de cabeça que (já) não existia. Golos e assistências Rafa conseguirá sempre, mas a dinâmica da equipa já se ressentiu.
No meio do turbilhão que foi o Benfica-Real Madrid e o seu pós, com mais um episódio da longa sequela de casos com Vinícius Júnior como protagonista, pouco se falou de futebol. É pena. Se José Mourinho tinha tido muito mérito na forma como abordou o primeiro jogo contra o Real, na última jornada da fase de Liga, desta vez a equipa não soube desamarrar-se da teia espanhola.
Arbeloa aprendeu com a hecatombe de 28 de janeiro e soube fechar a porta ao Benfica, que pouco conseguiu criar. E, do banco, Mourinho não foi capaz de incutir outro nervo na equipa a partir do banco: Ríos e Lukebakio, sem ritmo para um jogo desta dimensão após tanto tempo parados, pouco ou nada acrescentaram. É certo que todo o contexto, por se tratar, agora, de uma eliminatória a duas mãos, obriga a outras cautelas e há um segundo jogo para jogar, mas há ilações que podem ser tiradas.
E é difícil, com base na meritocracia, encontrar justificações plausíveis para que Rafa tenha passado a ser titular e Sudakov suplente para jogar aos quartos de hora de cada vez, porque a eficácia do jogo do português depende muito da sua capacidade física e essa, depois de várias semanas sem jogar e em greve no Besiktas, está, nesta altura, muito longe de ser a ideal. Na noite de quarta-feira, de gala na Luz, Rafa passou completamente ao lado — e, por isso, a nota 3 na avaliação de A BOLA.
Um brutal contraste com o jogador que saiu há ano e meio e que se tinha tornado num especialista de Champions, carregando a equipa e assumindo a responsabilidade nestes grandes jogos, sobretudo na primeira época de Roger Schmidt (10 jogos, 5 golos e 1 assistência). Não duvido da capacidade individual de Rafa para somar, nos meses que faltam até final da época, golos e assistências e desatar jogos que estejam complicados, mas, já nem falando da razoabilidade do negócio em si, pagando para fazer regressar um jogador que ano e meio antes tinha (legitimamente) recusado renovar para mudar de ares, as peças não estão, por agora, a encaixar.
José Mourinho andou aos papéis durante largos meses, experimentando várias fórmulas que não funcionaram, até que as lesões de Lukebakio e Ríos permitiram descobrir a melhor versão da época do Benfica, com Sudakov nas costas de Pavlidis. Foi assim que a águia se tornou mais equipa, mais imaginativa e encostou o Real às cordas, a 28 de janeiro. Com Rafa, jogador de impulsos ao longo do jogo, a equipa perde clarividência na hora de se organizar no último terço.
Francisco Vaz de Miranda, in a Bola
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