segunda-feira, 10 de agosto de 2026

INEFICAZ, ANACRÓNICA E DESMIOLADA



 Jogos à porta fechada são um crime de lesa-desporto, cometido pelo legislador. O Benfica perdeu 1,5 milhões com a decisão? Então que fosse punido em 1,5 milhões e as portas se mantivessem abertas. Quem pode falar em justiça quando se trata, por igual bitola, o adepto ‘normal’ e o ‘hooligan’? Noutro âmbito, a centralização continua com muito que se lhe diga…

NÃO vou discutir o mérito da decisão de ordenar que o Benfica-Académico de Viseu se realizasse à porta fechada. Os tribunais não fazem as leis, aplicam-nas, e se queremos encontrar ‘responsáveis’ por esta medida devemos virar-nos para os legisladores.
Estes, ao estabelecerem como sanção o encerramento ao público dos estádios durante os eventos desportivos, prestaram um péssimo serviço, e colocaram-se contra a essência do futebol, que tem nos adeptos o alfa e o ómega. Quando determinaram esta medida não pensaram, ou, se o fizeram, não foram suficientemente profundos e maduros. Recorrer ao império do cimento e à ditadura do silêncio para resolver problemas disciplinares, não só não ajuda nada, como ainda cria uma sensação de revolta que tenderá a piorar a situação.Os adeptos, ‘lato sensu’, não têm culpa das ações de meia dúzia de energúmenos e não podem ser punidos todos pela mesma bitola. E, do que estamos a falar, é, a um tempo só, dos direitos dos adeptos e da essência do jogo, desvirtuado por uma legislação anacrónica, ineficaz e populista.
Peguemos no exemplo do Benfica-Académico de Viseu que trouxe ao Benfica, segundo a comunicação social, prejuízos na ordem dos 1,5 milhões de euros. Partindo do princípio de que os atos praticados, que levaram à sanção de se jogar à porta fechada, não podiam ficar sem punição (e quanto a isto, a doutrina parece-me pacífica), porque não alterar a lei e obrigar o clube prevaricador (que responde pelos ‘hooligans’ que são seus alegados adeptos) a uma sanção de igual valor monetário? Haverá alguém que pense que 1,5 milhões são trocos, seja para quem for? Não me parece. Assim, pela dureza do castigo, haveria eficácia garantida, ou, se quisermos, incentivo para uma maior proatividade quanto a quem tem acesso aos lugares destinados aos sócios e adeptos; e ao mesmo tempo não se assassinaria a natureza do futebol, impedindo a presença de adeptos.
Depois do que passámos durante a pandemia, em que foi preciso sobreviver (fechando, por questões sanitárias, as portas dos estádios), para que a seguir pudéssemos voltar a viver, deveria haver uma sensibilidade maior por parte do legislador, porque essa experiência, embora necessária, não deixou de ser traumatizante. Mas não. O empedernimento quanto à natureza do jogo foi total e, apesar da inquestionável legalidade da medida agora aplicada, ninguém poderá dizer que foi feita justiça. Pensem, pensem melhor, pensem com maior reflexão, e alterem a lei, no sentido de fazerem pagar o clube e não os adeptos. O Benfica ou outro qualquer…
O TEMA da venda centralizada dos direitos televisivos dos clubes está muito longe de ser assunto arrumado. Depois de vários encontros com as lideranças parlamentares, o Benfica avançou com uma petição à Assembleia da República, no sentido de esta matéria ser discutida (e repensada) no Plenário de São Bento. Durante os próximos 60 dias, a petição dos encarnados, que tem em Rui Costa o primeiro signatário, estará em discussão pública; precisa de 7.500 assinaturas para subir ao Plenário para reapreciação da legislação aprovada pelo último governo socialista. Por não me parecer difícil que o Benfica consiga atingir os requisitos legais necessários, o melhor mesmo é não darmos nada como certo e prepararmo-nos para assistir às cenas dos próximos episódios.
Há um número mágico no universo da FIFA, o 106, que corresponde ao número de votos necessários para eleger o presidente da instituição, num universo das 211 Federações nacionais que tomarão, em março de 2027, a decisão sobre o sucessor de Infantino. Pelo que se tem visto, o suíço que lidera o futebol a partir de Zurique, está mais do que disposto a ir a jogo e, pelo sistema eleitoral vigente, é tudo menos uma carta fora do baralho. Podemos estar na antecâmara do primeiro grande cisma na FIFA, desde a fundação, em 1904, e essa é uma questão que deve manter a chamada ‘família do futebol’ em estado de alerta máximo.
Bernardo nunca viveu uma ‘chicotada psicológica’
Bernardo Silva, ao longo de 13 épocas, conheceu poucos treinadores, nos quatro clubes que representou: Jorge Jesus, Leonardo Jardim, Pep Guardiola e agora José Mourinho. Será, até, um dos poucos jogadores a poder dizer que não sabe o que é uma ‘chicotada psicológica’. Em Madrid, na ‘Casa Blanca’, logo que recupere índices físicos ‘normais’, ‘Mou’ tem-lhe reservado o papel de ‘playmaker’. Um desafio que não irá, por certo, tirar o sono a Bernardo…
Demi Vollering
A neerlandesa de 29 anos, ciclista da FDJ United-Suez, venceu pela segunda vez o Tour de France, que juntou a um Giro e a duas Vueltas. Estamos perante uma das maiores desportistas da terceira década do século XXI, numa modalidade que, no feminino, está a viver um ‘boom’ espetacular.
João Almeida
‘Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay…’ Eu sei que a vida de um desportista é assim mesmo, mas no que respeita ao ciclista de A-dos-Francos dá vontade de dizer «basta!». Depois de tudo o que passou não merecia aquela queda na Volta a Polónia. Enfim, venha de lá essa Vuelta.
Luciano Gonçalves
A nomeação de Gustavo Correia, que mentiu no relatório do Famalicão-Benfica da época passada, para o Gil Vicente-Rio Ave ontem disputado, é a prova provada de que o Conselho de Arbitragem não passa de uma extensão da APAF. É corporativo e desprestigia a arbitragem.
José Manuel Delgado, in a Bola

A "RENTRÉE" AFINAL FOI "REPRISE"

 


Quem esperava grandes novidades (adeptos de Sporting, Benfica e SC Braga) tem, pelo menos por agora, de contentar-se com um filme igualzinho ao que todos vimos em 2025/2026

A utilização do Francês, juro, não é fruto de exibicionismo barato. Já tinha uma ideia, mas perguntei a um LLM de IA generativa que palavras corresponderiam às do título no Português de Camões e Pessoa. O resultado comprovou os meus receios de que não caberiam numa linha, como manda o estilo gráfico do jornal de papel para estas rubricas de opinião: rentrée é uma expressão, nem sequer uma palavra — início de temporada ou abertura de época; reprise é reposição (menos mal) ou reentrada em cartaz. Fica portanto em Francês, com a devida explicação. E a justificação de que expressões como estas, utilizadas no campo das artes, são-no porque a alternativa nacional é menos eficaz. Como aquelas palavras inglesas que nos inundam e afogam todos os dias.
Bom, na verdade a explicação não era muito necessária para quem tenha acompanhado minimamente o desenrolar da primeira jornada (a rentrée) da Liga 2026/2027, porque ela foi, sem tirar nem pôr quase nada, uma repetição (reprise, num sentido mais lato) das tendências da época anterior no que aos quatro candidatos ao título diz respeito: primeiro o Sporting, com a sua propensão para querer controlar jogos quando está a ganhá-los, à espera de uma de duas coisas — o apito final ou o(s) golo(s) do (s) adversário (s), neste caso (pela 16.ª vez com Rui Borges) chegaram os golos do adversário e lá se foram dois pontos; depois o Benfica, a jogar bem ou benzinho, a criar muito, a falhar quase tudo e a distrair-se muito mais vezes do que é normal e aconselhável; vem então o SC Braga, habitualmente superior a quase todos os adversários que defronta em Portugal mas capaz, também ele e ainda um pouco mais que os outros, de perder pontos onde e quando menos se espera (desta vez no período de compensação); finalmente o FC Porto, que joga com mais intensidade que brilho, mais segurança que nota artística e... ganha.
Claro que é cedo, muito cedo, mas não deixa de ser assinalável a coincidência de a 1.ª jornada ter três resultados iguais de quem quer recuperar o título ou ganhá-lo pela primeira vez (2-2) e um resultado eficaz e pragmático, construído uma vez mais sobre coesão própria e erros alheios, de quem quer defender esse mesmo título. Para já leva dois pontos de vantagem. É pouco, a procissão vai no adro, tantos jogos que ainda faltam, o primeiro milho, candeia que vai à frente, etc. etc. (agora em Português). Tudo possíveis verdades: mas os argumentos não vão colher durante muito tempo se os rivais do campeão não arrepiarem caminho.
Alexandre Pereira, in a Bola

BOLA AO CENTRO (T4)- Ep. 218: PLAYOFF A VISTA & ARRANQUE MISERAVEL!!

                  

Benfica sem patrão na defesa, FC Porto tem monstro na baliza

                  

SERÁ? MAIS UM AVANÇADO A CAMINHO DO BENFICA?

                  

Temporada 6 Episódio 8 (#308) - BENFICA vs Ac. Viseu

                  

BENFICA PROCURA REFORÇOS URGENTES! IVANOVIC NO LENS! OBRADOR VAI PARA ITÁLIA!

                  

S8E03 - O que mais querem dos adeptos do Benfica? | Hearts MFC, Académico VFC

                  

Benfica e Sporting frágeis no arranque da Liga (já com polémica). FC Porto convence e aproveita