quarta-feira, 11 de março de 2026

BENFICA- IMPRENSA 11 Março CONFIRMA-SE O PIOR CENÁRIO E GLORIOSO PERDE AURSNES MAIS DE 1 MÊS!! 🦅🔴

                 

BOLA AO CENTRO (T3)- Ep. 190: A GARRA FICOU EM CASA E O ORGULHO NAS BANCADAS!!

                 

BENFICA FAZ EMPATE LENDÁRIO PARA NEGAR O TÍTULO ANTECIPADO AO PORTO! MELHOR AMBIENTE DE SEMPRE!

                  

😡 OS MAIORES TRAIDORES DA HISTÓRIA DO BENFICA! 😡

                  

Do terror ao quase, mas é (muito) pouco para o Benfica | Canto do Benfica

                 

MEDIDAS CONSTRUTIVAS PARA O BENFICA COMEÇAR A GANHAR JÁ!

                  

terça-feira, 10 de março de 2026

Falar Benfica #237, empate no clássico, Mourinho, Arouca e Modalidades

                  

BENFICA: PIOR DO QUE ESTÁ NÃO FICA

 


Coincidência ou não, uma versão deste título já fez parte de uma campanha eleitoral… do outro lado do Atlântico. E, na verdade, confesso que não sei se não vai mesmo piorar

Pior do que a época miserável do Benfica (e da resignação, misturada com culpa, de sócios e adeptos, pelas eleições), é o que deixa para a(s) próxima(s).
Na liderança, já se percebeu que fica o vazio. A falta de rumo. A navegação à vista, a ausência de projeto. De planeamento. Nas contas, o passivo só cresce.
Mourinho continuará no banco. Assim o garantiu esse líder em fuga constante. A não ser que Roberto Martínez ajude ou Proença o faça em seu nome. Ou então, Florentino Pérez e o Real, porque Ancelotti não pode, Zidane não quer e experiências como as de Xabi Alonso não funcionam em balneários sem dono.
Um Mourinho que piorou os resultados de Lage e falhou na criação do processo. Mesmo insegura e sem ser apoiada por liderança firme, a equipa esteve melhor com o antecessor, que poderia não ser solução. Mas menos seria o conterrâneo.
Seria esse o último erro de Rui Costa, se não tivesse carta branca, entregue em forma de boletins de voto, para errar ad aeternum. Quantos erros, afinal, cabem em quatro anos?
No plantel, após mais 130 milhões, as dúvidas aumentaram. É Trubin realmente o número 1 dos próximos anos ou a falta de escola o deixará sempre exposto? Os dois centrais portugueses alinham à vez para manter em campo um capitão que joga para as bancadas e não para a equipa: Otamendi está em fim de ciclo há três anos. Há Dedic e Bah, sim, e um Dahl mais estável, mas ainda assim curto, e Neto, que vai para a bancada e cai sistematicamente para a B, servindo apenas de número para balancete.
Enzo pode estabilizar com alguém ao lado que não Ríos. Ríos pode ser menos caótico como terceiro médio, mas até a dupla menos má (Aursnes e Barreiro) precisa de exame mais exigente.
Schjelderup salvou-se quando ia ser emprestado. Prestianni escapou depois de ir ao Mundial. Sudakov andou preso à esquerda e agora no meio é um Rafa que nunca fez sentido o predileto. Será que o ucraniano se safa? Sidny é bidimensional, é correr e cruzar. Lukebakio nasce e morre na diagonal curta para cruzamento ou tiro ao segundo poste. E Pavlidis, ao unir todas as pontas, perde a frescura para finalizar, gesto em que não é cirúrgico.
No final disto tudo, Mourinho volta a lembrar que lhe falta a dimensão física dos rivais. Falta bem mais. Falta uma ideia coletiva, que não dependa do erro do adversário. E faltam os elos de conjunto dominador. Poderá também faltar a Champions. Mas falta, sobretudo, quem veja isto tudo.
Luís Mateus, in a Bola

BENFICA - FC PORTO: TALVEZ SÓ PONTO E VÍRGULA NA LUTA PELO TÍTULO...

 


SC Braga-Sporting: 2-2. Benfica-FC Porto: 2-2. Liga parecia fechada até ao minuto 69 do jogo da Luz, mas reabriu-se um pouco após os golos de Schjelderup e Barreiro. Mas só um pouco...

Parecia ponto final, parágrafo até ao minuto 69. Agora, com os golos de Schjelderup e Barreiro e o empate final na Luz, na sequência do 2-2 no SC Braga–Sporting da véspera, parece ser apenas ponto e vírgula na luta pelo título. O FC Porto continua com quatro pontos de vantagem sobre o Sporting e sete sobre o Benfica e, entretanto, passou mais uma jornada. Menos 90 minutos para Sporting e Benfica recuperarem.
Os dragões têm a passadeira estendida para voltarem a ser campeões, quatro anos depois do título de 2021/2022. Têm o campeonato na mão, sim, mas, para já, a mão ainda está aberta e a liderança pode fugir. Para que tal aconteça, é preciso que os dragões percam pontos em (pelo menos) mais dois jogos: uma derrota e um empate. E, claro, que o Sporting não perca mais pontos. Parece difícil, mas não impossível. Isto, do ponto de vista verde.
Do ponto de vista vermelho, com sete pontos de atraso, será necessário que o FC Porto perca pontos em (pelo menos) mais três jogos: duas derrotas e um empate. E, claro, que o Benfica não perca mais pontos. A conjugação destes dois fatores parece muitíssimo complicada de acontecer. Do ponto de vista azul, é simples: podem empatar dois jogos que serão campeões.
Os jogos mais complicados de FC Porto, Sporting e Benfica até ao final da Liga serão, em princípio, com os nove primeiros classificados. Vejamos os do FC Porto: Moreirense (casa, 26.ª jornada), SC Braga (fora, 27.ª), Famalicão (casa, 28.ª) e Estoril (fora, 29.ª). Eis os do Sporting: Benfica (casa, 30.ª), V. Guimarães (casa, 32.ª) e Gil Vicente (casa, 34.ª). Os do Benfica: V. Guimarães (casa, 27.ª), Sporting (fora, 30.ª), Moreirense (casa, 31.ª), Famalicão (fora, 32.ª), SC Braga (casa, 33.ª) e Estoril (fora, 34.ª). Os encarnados parecem, pois, ter uma reta final muito mais difícil do que os azuis e do que os verdes. Algumas coisas são certas: o FC Porto só depende de si para ser campeão e Sporting e Benfica só dependem de si para serem segundos. Faz diferença.
Rui Borges ainda não ganhou qualquer jogo a um adversário direto em jogos de Liga: dois empates com o SC Braga (1-1 e 2-2), uma derrota e um empate com o FC Porto (1-2 e 1-1) e um empate com o Benfica (1-1). José Mourinho também não: dois empates com o FC Porto (0-0 e 2-2), um empate com o Sporting (1-1) e outro com o SC Braga (2-2). Carlos Vicens igualmente: dois empates com o Sporting (1-1 e 2-2), uma derrota com o FC Porto (1-2) e um empate com o Benfica (2-2). Apenas Francesco Farioli venceu equipas do top 4: vitória e empate com o Sporting (2-1 e 1-1), dois empates com o Benfica (0-0 e 2-2) e um triunfo sobre o SC Braga (2-1). Ou seja, até agora tudo muito equilibrado, pois ninguém venceu por mais de um golo.
Previsão para o final de maio: FC Porto, Sporting, Benfica e SC Braga. Como em 2006/2007 e em 2005/2006. As primeiras épocas de Lucho no FC Porto...
Rogério Azevedo, in a Bola

HÁ UM CHEIRO A MEDO NO AR



 Confesso que fico sempre sem saber o que responder quando me perguntam se não tenho medo de levar os miúdos a jogos grandes que, infelizmente, depois de muitos anos de conflitos e tragédias, acabaram por ser classificados como de alto risco — e digo já que só esta designação já é suficiente para me provocar urticária. Se nos soubéssemos todos comportar como os seres humanos decentes que se esperaria que fôssemos, não seria preciso classificar um evento desportivo desta forma ou criar planos de segurança altamente detalhados para evitar desgraças. E sim, eu sou a primeira a assumir a irracionalidade que nos domina quando o tema é a paixão clubística. Mas até para essa irracionalidade é suposto existir um limite.

É claro que a história nos mostra que tem razão quem teme. Não sei se todos os leitores desta coluna se recordam ou ouviram falar do mundialmente conhecido Heysel Stadium Disaster, mas, para os que possam não saber a que me refiro, deixem-me resumir os acontecimentos. Ora, no dia 29 de maio de 1985, em Bruxelas, durante a final da Taça dos Clubes Campeões Europeus de futebol que opunha Liverpool e Juventus, o colapso de um muro provocou trinta e nove mortos e cerca de seiscentos feridos. Acontece que, obviamente, o muro não colapsou do nada. Na verdade, o que aconteceu foi que os adeptos do Liverpool, saberá Deus com que motivação, decidiram romper a vedação entre o setor que lhes estava destinado e a área neutra do estádio, obrigando os adeptos da Juventus ali presentes a recuar. Só que o recuo foi de tal ordem que uma multidão acabou prensada contra o tal muro de betão que, não aguentando, colapsou. Dezenas morreram esmagados e asfixiados. Já agora, como nota, deixem-me referir que foi esta tragédia que originou a suspensão dos clubes ingleses das competições europeias por cinco anos (o Liverpool por seis) e que levou a que fosse repensada toda a segurança dos estádios de futebol.
E se é verdade que muito se melhorou desde esta altura, também é verdade que ainda faltam muitos passos. E que continua a existir gente nos estádios, a quem até me dói chamar adeptos, que pouco contribui para dignificar o espetáculo ou para a segurança do mesmo. Ainda assim, honestamente, recuso-me a aceitar que os que vão por bem tenham de ceder e ficar em casa. Sabem aquela frase que diz que o mal ganha quando o bem se cala? Também neste contexto me parece bastante aplicável.
E chego até aqui para dizer que levei os meus filhos ao jogo de há exatamente uma semana e que opôs o Sporting ao FC Porto, na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal — já agora, permitam-me este aparte, é bom que regressemos rapidamente ao sistema que dispensava as duas mãos e onde cada jogo era muito mais emocionante e os clubes ditos pequenos tinham muito mais hipóteses de surpreender uma equipa teoricamente mais forte. A Taça de Portugal, quanto a mim, quer-se simples e espontânea, sem pretensões a parecer uma competição europeia.
Mas retornando, levei os miúdos, tal como muitos outros pais fizeram — e que bonito é ver um estádio cheio de crianças e a paixão a passar de geração em geração —, e a verdade é que correu muito bem. Ao contrário do jogo anterior entre estas mesmas equipas em Alvalade, desta vez os adeptos comportaram-se e dignificaram o espetáculo. É claro que houve cânticos de picardia. É claro que Alvalade, algumas vezes, se assemelhou a um vulcão prestes a explodir. Mas a verdade é que correu como devia correr sempre.
Foi uma festa bonita, num estádio cheio e repleto de bandeiras, e os sportinguistas saíram satisfeitos com o resultado — ainda que, lá está, esta coisa das duas mãos faça com que esta vitória pareça quase poucochinha. E tinha sido tudo espetacular se o presidente do Futebol Clube do Porto não tivesse decidido, metaforicamente, derramar um bidão de gasolina e acender um fósforo no final do encontro.
Antes de analisar as declarações de André Villas-Boas que levaram, depois, a uma resposta musculada de Frederico Varandas, deixem-me dizer que o Porto parece estar com muita dificuldade em lidar com a pressão nesta fase final do campeonato. E isso faz com que comece a transparecer medo — eu percebo que o histórico do treinador possa causar alguma ansiedade nesta fase, mas a tabela classificativa ainda permite ao Porto respirar com uma tranquilidade que já não se sente para os lados do Dragão. E o grande problema, talvez o maior de todos, é que esse medo mostrado pela estrutura começa a contaminar os próprios adeptos que o espelham em atitudes irrefletidas e que acabam depois por prejudicar o clube ao virarem-se contra a própria equipa. E foi exatamente isso que aconteceu depois do jogo com o Benfica onde os adeptos foram, em bando, atacar Francisco Moura nas redes sociais. E a coisa foi de tal ordem que o jogador teve mesmo de desativar o Instagram para poder proteger-se. Agora imaginemos o dano que uma coisa destas provoca na confiança de um jogador. E sim, conheço bem o argumento do para o que eles ganham têm mais é de ter estrutura psicológica, mas acho que todos sabemos bem que não é assim que as coisas funcionam. Nesta fase do campeonato, uma equipa na posição do Porto, em primeiro lugar na tabela classificativa, tem de sentir-se numa bolha de apoio. E a estrutura do clube tem de perceber que o medo é o primeiro alfinete a furá-la.
Dito isto, as declarações de André Villas-Boas no final do jogo tresandaram a medo. A sensação que fica é que o Porto está a tentar fazer administrativamente aquilo que teme não conseguir fazer em campo. Porque ninguém pode ser suficientemente ingénuo para ignorar que há manobras evidentes para tentar condicionar arbitragens e para retirar ao Sporting alguns dos seus jogadores mais importantes. Há uma fixação impossível de disfarçar com Hjulmand e Suárez — a que se refere a Hjulmand parece ser também partilhada pelo Benfica. E o Porto está a mover este mundo e o outro para conseguir tirar estes jogadores do caminho. E não, não é em nome de uma suposta verdade desportiva que o fazem. É em nome do medo que sentem como tão bem foi referido por Varandas na resposta contundente que deu ao presidente do clube azul e branco.
Mas sabem, como diz a música, tudo isto é triste. Porque se desta vez os adeptos cumpriram, nem assim conseguimos ter paz. As bancadas estiveram tranquilas, mas os bastidores ferveram. E ao contrário dos cânticos e das picardias saudáveis nas bancadas, o que vimos no pós-jogo foi a face mais feia do futebol português. Um futebol que alguns insistem em jogar fora de campo e depois do apito final. Um futebol que, nesta semana que passou, foi todo movido a medo.
No pódio
Gigante a equipa de futsal do Sporting que, nos quartos de final da UEFA Futsal Champions League, num João Rocha com um ambiente indescritível, deu a volta a uma eliminatória que acabou por se tornar de sonhos para os leões. Com quatro golos nos primeiros seis minutos, a equipa sportinguista cedo mostrou ao que vinha. E se é verdade que o Benfica ainda conseguiu empatar a eliminatória no decorrer do jogo, também é verdade que, no final, a festa foi verde e branca. É a sétima vez em oito anos que o Sporting chega à final four desta competição. E isso torna o clube uma verdadeira potência europeia da modalidade.
Carmen Garcia, in a Bola