domingo, 7 de junho de 2026

MOURINHO, BENFICA, REAL MADRID E VARANDAS AQUECEM O FUTEBOL!

                 

BENFICA-IMPRENSA 7 Junho MARÇO SILVA DÁ NOVAS OPORTUNIDADES NO PLANTEL E ASSÉDIO A ESTRELAS CONTINUA

                 

Tomás Araújo na lista do Bayern München | MERCADO FLASH

                 

EMPRESTADOS? QUEM VAI SER APOSTA DE MARCO SILVA? QUEM VAI SAIR DO BENFICA?

                  

Benfica: Mourinho & Marco Silva | Selecção Portuguesa usar bandeiras de 🇵🇹 é ser "facho" ?!?!?

                  

PLANTEL DO BENFICA PARA 2026-27: QUEM VAI FICAR, A FORMAÇÃO, OS EMPRESTADOS E OS REFORÇOS!

                  

RUI COSTA: PRESO POR TER E POR NÃO TER

 


Os clubes grandes têm uma estranha condenação. Quando ganham, parecem inevitáveis. Quando perdem, são absolutamente incompetentes. E, entre uma coisa e outra, desaparece quase sempre o espaço reservado à análise.

O Benfica vive atualmente nesse território. Um lugar onde as decisões já não são avaliadas pelo seu mérito, mas pelo desgaste acumulado de quem as toma.
Os últimos anos deixaram marcas. Mudaram treinadores, mudaram jogadores, mudaram promessas. Gastou-se muito. Conseguiu-se menos do que se esperava. E quando isso acontece, instala-se uma desconfiança permanente. A partir desse momento, qualquer decisão deixa de ser uma decisão. Passa a ser um julgamento.
Foi nesse ambiente que surgiu a tempestade José Mourinho e Real Madrid. A situação era delicada. Um treinador com o peso de Mourinho nunca abandona um palco sem provocar ruído. E o ruído aumentou quando as eleições no Real transformaram um processo que parecia simples numa novela pública.
No entanto, por vezes, o futebol tem formas curiosas de compensar as suas próprias turbulências. Aquilo que podia representar uma saída por €7 M, transformou-se numa operação de €15 M. Para um treinador que termina a época sem conquistar títulos, e em terceiro no campeonato, trata-se de um valor extraordinário. Um dos maiores já pagos por um técnico.
Mas nem isso foi suficiente para suspender a crítica. Houve quem defendesse que Rui Costa deveria ter despedido Mourinho no momento em que surgiram sinais de um acordo com o Real Madrid. A ideia, tão radical quanto infantil, tinha algo de cinematográfico e nada de racional. Significaria abdicar de €15 M em nome de uma demonstração de autoridade. Seria trocar gestão por orgulho. E o orgulho raramente fecha contas.
Depois chegou Marco Silva. E aí surgiu uma das mais fascinantes contradições de toda a história. Durante dias, repetiu-se que Marco Silva não aceitaria o Benfica. Um treinador valorizado em Inglaterra, com possibilidades financeiras superiores, e sem necessidade de regressar a Portugal para validar a sua carreira. O Benfica, dizia-se, não tinha argumentos.
Quando Marco Silva aceitou, deu-se o flic-flac no discurso. Passou a ser caro demais. Passou a ser um sinal de desespero. Passou a ser um treinador sem currículo suficiente para justificar o investimento.
A conclusão já existia antes dos factos. Apenas procurava uma narrativa que a justificasse. Como se diz em bom português, Rui Costa está naquelas fases em que é preso por ter e por não ter cão.
Nada disto significa que não tenha cometido erros. Cometeu. Vários. Muitos. E alguns nasceram da lentidão com que certas decisões foram tomadas. Mas existe uma diferença entre criticar erros reais e transformar qualquer movimento numa prova de incompetência.
Marco Silva não traz garantias. Nenhum treinador as traz. O futebol continua a ser demasiado humano para aceitar certezas. O seu sucesso dependerá do plantel, dos reforços, da recuperação de jogadores que renderam menos do que prometiam e da capacidade de devolver confiança a um grupo que a perdeu demasiadas vezes.
Mas uma coisa parece evidente. No meio da tempestade, o Benfica encontrou uma solução credível. Talvez o maior elogio que se possa fazer a esta decisão seja precisamente esse. Não parece uma escolha feita pelo medo. Parece uma escolha feita pela lógica. E quando um clube atravessa uma intempérie, a lógica é muitas vezes a qualidade mais difícil de encontrar.
A atitude errada veio de Madrid. Veio da precipitação de quem, em contexto eleitoral, decidiu divulgar imagens de Mourinho com a camisola do Real antes de resolver formalmente aquilo que havia para resolver.
Sobre isso, o Benfica pouco podia fazer. Sobre os €15 M, pode agora fazer tudo. Exigi-los. Ao Real Madrid. Seja quem for o próximo presidente.
O resto pertence ao futebol. E o futebol, felizmente, continua a não pedir autorização às opiniões para escrever a sua história.
Luís Aguilar, in a Bola

JOSÉ MOURINHO NO REAL MADRID, LAMENTÁVEL.

                 

BENFICA VOTA FLORENTINO

 


Se o atual presidente do Real Madrid não for reeleito, a SAD das águias tem um grave problema em mãos — fica com dois treinadores, um que tinha pé e meio fora, outro que tem pé e meio dentro

Raras vezes, talvez nunca?, umas eleições num clube estrangeiro foram tão relevantes em Portugal como as de amanhã no Real Madrid.
Se vencer, Florentino Pérez comprometeu-se a levar José Mourinho, pagando 15 milhões de euros (o valor da cláusula) pelo treinador; se não vencer, o Benfica fica com um problema em mãos — dois treinadores, um que estava já com pé e meio fora, outro com pé e meio dentro, sem saber se consegue empurrar um (o Mundial é demasiado tarde para que a Seleção possa dar uma ajuda) para deixar entrar o outro.
Até porque, como assinala o advogado Gonçalo Almeida, especialista em Direito Desportivo, a A BOLA, nada no processo é motivo, sequer, para o Benfica rescindir por justa causa com Mourinho ou pedir uma indemnização, caso a saída do treinador para o Real não se confirme.
A cláusula de rescisão existente no contrato permite ao treinador conversar com outros clubes com vista a uma eventual saída. Em tese, o Benfica só tem de ser informado quando alguém chegar e depositar o cheque — como Frederico Varandas, presidente do Sporting, dizia aliás sobre Luis Suárez, também ele trunfo eleitoral, mas na Turquia, nas eleições do Fenerbahçe (motivo pelo qual a pretensa insatisfação da CMVM com a SAD encarnada não faz qualquer sentido — até quarta-feira à noite, quando Florentino Pérez assumiu enfim que José Mourinho seria o seu treinador caso fosse reeleito, o que poderia o Benfica dizer? Que lera notícias de que o treinador podia sair e para se precaver começou a tratar da eventual sucessão?).
De mãos atadas, o Benfica vive na expectativa. Mas se pudesse votar nas eleições de amanhã, claramente votaria Florentino Pérez. E nem é pelos 15 milhões de euros (que ajudam, ninguém tenha dúvidas, ainda mais depois do insucesso no apuramento para a Champions) que o Real deixará nos cofres se levar o treinador. É que o cenário alternativo — Mourinho ficar na Luz — é neste momento impensável.
Mesmo que a negociação do special one com o Real não seja motivo para rescisão com justa causa, evidencia de forma clara que Mourinho não vê o seu futuro no Benfica. Legítimo, claro. Mas provavelmente impossível de reverter. Na SAD das águias, não há outra hipótese que não seguir em frente com Marco Silva. E fazer figas para que Florentino vença. Se não vencer... logo se vê. Mas Mou não pode voltar a treinar os encarnados.
Hugo Vasconcelos, in a Bola