domingo, 29 de dezembro de 2013

FUTEBOL NÃO JUSTIFICA VANDALISMO


Autor: JOÃO PEDRO ABECASIS

 
Uma das faces que prejudica o futebol, quer em Portugal quer noutros países, é a dos próprios adeptos e respetivos atos, que tantas vítimas têm feito por esse mundo fora.

Desta vez, a causa foi mais uma vez um pretenso erro de arbitragem e felizmente os atos não fizeram vítimas humanas, mas sim materiais. Vem tudo isto a propósito da exibiçãode Manuel Mota no encontro entre o Sporting e o Nacional da Madeira. Em causa o golo anulado a Slimani. Uns dirão que foi bem anulado, outros dirão que se tratou de um erro grosseiro do árbitro e os sportinguistas não têm qualquer dúvida em considerar que o golo foi obtido na mais pura das legalidades.

O alegado erro deixou rastilho, foi discutido durante toda a semana,o que até é normal. O que não se esperava é que o talho de que o árbitro é proprietário em Moure fosse vandalizado adeptos leoninos de Vila Verde.

Por muita razão que tenham, estes atos não se justificam e é precisamente neste campo que os próprios dirigentes dos clubes deviam atuar. E atuar a dois níveis. O primeiro prende-se com as declarações que são proferidas antes dos grandes jogos. Geralmente assiste-se ao atear de fogos, ao lançamento de achas para a fogueira, o que, em muitos casos, tem originado incêndios de grandes e graves proporções que vitimam até a vida de seres humanos; o segundo tem a ver com uma ação profilática junto dos adeptos a promover por parte dos principais responsáveis no sentido de transmitir aos seus apaniguados uma mensagem de civilidade, pois de animais selvagens estamos todos nós fartos.

Finalmente, uma palavra de solidariedade para com Manuel Mota, que personifica neste caso a classe dos árbitros. Acredito que os erros cometidos não são propositados e, como agentes do espetáculo que são, necessitam de tanta segurança como jogadores, treinadores e dirigentes. A pressão é grande e um erro cometido, por grave que seja, não pode colocar em causa a vida de alguém que é cidadão como todos.

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