sábado, 9 de dezembro de 2017

AS DECISÕES DE RUI VITÓRIA


O treinador do Benfica viveu as duas primeiras épocas na Luz em estado de graça. Tirando os primeiros três meses, o resto não podia ter sido melhor: campeonatos, taças, supertaças, boas campanhas europeias, jogadores vendidos por muitos milhões de euros, recordes para todos os gostos e a admiração dos adeptos. Ninguém fez melhor. A qualidade de jogo nunca foi espectacular, mas chegou a ser muito boa. E sempre se relacionou o sucesso do Benfica de Rui Vitória com uma certa ideia de "família perfeita" que trabalhava no Seixal, de segunda a sexta, com boa cara e obsessivamente focada nas conquistas. A receita parecia infalível.

A campanha desastrosa nesta Champions confirmou que as coisas estão diferentes, embora a quebra do nível de jogo já tivesse feito soar o alarme há algum tempo. O que mudou, então? Talvez o treinador esteja diferente na hora de tomar decisões. O forma como geriu o ‘caso Varela’ já tinha revelado um novo estilo de liderança, mas a ida do suíço Seferovic para o banco precisamente no jogo em Basileia também pode ser questionada, assim como a passagem direta de Diogo Gonçalves da titularidade para a bancada. Mais dois exemplos: Gabriel utilizado na Champions depois da noitada até às 6 da manhã e Pizzi titular após o infeliz episódio do Dragão. Rui Vitória a facilitar onde nunca tinha falhado.
Nuno Farinha, in Record

2 comentários:

  1. Prefiro, Rui Vitória a falhar quando acabaram as facilidades.

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  2. Este Nuno (das Farinhas) não lhe falta nada, nem o rabinho.
    Já agora...Pizzi titular depois do episódio no dragay?! Óh montão de merda vai-te encher de moscas, tu mais esses que te encomendam esses fretes rasteiros, agora...também temos de te dar os parabéns porque nem todos os pés de microfone conseguem baixar tanto, como tal...parabéns rasteirinho "das farinhas"!

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