quinta-feira, 3 de abril de 2025

BENFICA MENOS FRESCO DO QUE O FC PORTO NO DRAGÃO

 


Haverá 72 horas (3 dias) de recuperação entre as equipas. Numa fase tão adiantada da temporada, com todo o desgaste físico acumulado, os tempos de descanso são cruciais. Questiona-se, assim, o critério por trás da decisão de o Benfica ter marcado o jogo em atraso (com Gil Vicente, por sua iniciativa adiado e que empurrou o do Farense para ontem) para a semana anterior ao do FC Porto.

Com Sporting e Benfica empatados, em pontos, no topo da Liga de futebol, a jornada que se segue (28 de 34), que inclui o clássico entre o 3.º classificado (a 9 pontos do duo da liderança) FC Porto e o Benfica e o duelo entre os líderes leões (em vantagem no confronto direto com as águias) e SC Braga (4.º classificado em igualdade pontual com os dragões) tem grande importância. Desde logo, no que mais interessa, a corrida ao título de campeão.
E na iminência de uma partida de exigência máxima, o Benfica defrontará o FC Porto no Estádio do Dragão com um pouco mais de metade do tempo de recuperação do adversário. Os encarnados jogaram ontem com o Farense e os azuis e brancos no domingo com o Estoril. Haverá 72 horas (3 dias) de recuperação entre as equipas. Benfiquistas terão aproximadamente 92 horas até ao apito inicial na Invicta contra 164 (uma semana) dos portistas.
Numa fase tão adiantada da temporada, com todo o desgaste físico acumulado - que tanto se debate por ser excessivo, causador de lesões e abaixamento do rendimento de jogadores e equipas -, os tempos de recuperação são cruciais, significando diferenças de frescura aos jogadores mais importantes, mais vezes titulares, e os mais sobrecarregados.
Questiona-se, assim, o critério por trás da decisão de o Benfica ter marcado o jogo em atraso (com Gil Vicente, por sua iniciativa adiado e que empurrou o do Farense para ontem) para a semana anterior ao do FC Porto. Não haveria data mais adequada? Entre 13 (Arouca) e 19 de abril (V. Guimarães)? Se sim, nada o justifica...
Ricardo Jorge Costa, in a Bola

COMUNICADO

 


"O Sport Lisboa e Benfica rejeita com total veemência as insinuações proferidas no comunicado hoje emitido pela atual administração do Futebol Clube do Porto.

Lamentamos profundamente que, com manifesta má-fé e motivações de natureza oportunista, se procure colocar em causa a integridade de pessoas e instituições, recorrendo a alegações infundadas sobre um negócio comercial totalmente legítimo e transparente, celebrado em 2005, ou seja, há 20 anos, ainda o atual presidente do SL Benfica era jogador do AC Milan.
Sobre as eleições para a Liga Portugal, não estranhamos que o presidente do FC Porto tenha manifestado sucessivamente, em diversas reuniões e conversas, o seu apoio à candidatura de Reinaldo Teixeira, como é do conhecimento da maioria, se não da totalidade, dos clubes da primeira e segunda ligas, e hoje apoie uma candidatura própria, por si desenhada.
E não estranhamos porque como lamentou Villas-Boas no recente aniversário da FPF "alguns clubes estão agarrados a compromissos de palavra". Ora bem, ficámos a saber que a palavra pouco ou nada vale para o presidente do Porto.
O Sport Lisboa e Benfica continuará, como sempre, a pautar-se pelos valores da seriedade, transparência e respeito institucional que devem presidir ao futebol português."

SL Benfica

GUERRA NORTE-SUL ESTÁ DE VOLTA



 Acompanho o futebol português há mais de 40 anos e habituei-me às guerras Norte-Sul. Sou do tempo em que os presidentes dos três grandes eram Pinto da Costa, Fernando Martins e João Rocha. A escaldante década de 80 do século passado, com constantes ataques e contra-ataques entre os três grandes. Como a célebre mudança de Paulo Futre de Alvalade para as Antas, que coincidiu com a contratação por parte dos leões dos azuis e brancos Sousa e Jaime Pacheco.

Isto depois de um Euro-84 simplesmente singular. A Seleção Nacional brilhou em França, terminando num inglório 3.º lugar, depois da cruel eliminação, no prolongamento, diante dos gauleses. O tal Europeu de Portugal com quatro treinadores: Fernando Cabrita, Toni, António Morais e José Augusto! E uma guerra aberta no grupo, com nove jogadores do FC Porto e… oito do Benfica, a que se juntaram o sportinguista Jordão e os dois guarda-redes suplentes, Vítor Damas e Jorge Martins.
Uma Seleção dividida ao meio e que só se juntava dentro de… campo. A combinação, que tinha tudo para ser explosiva, foi surpreendente, mas acabou por terminar, dois anos depois, de forma… natural, no Mundial do México, com o caso Saltillo. Outra guerra, esta entre jogadores e Federação.
FC Porto, Benfica e Sporting digladiavam-se pelo poder, com os clubes a terem mais força e a tentarem controlar a FPF, mais concretamente, a arbitragem.
Uma década depois surgiu na equação a Liga de Clubes e tive esperança que a mudança de poderes de uma entidade para outra melhorasse a situação. Puro engano. Tudo continuou na mesma. Foram apenas mudando os protagonistas, com exceção do eterno Pinto da Costa.
Durante anos deixei de acreditar em qualquer tipo de pacificação, união, trabalho conjunto, que o bem comum prevalecesse sobre os interesses individuais. Tinha apenas a convicção que um dia tudo poderia ser diferente. Que com uma nova geração de dirigentes tudo melhorasse. E durante muito tempo disse que com novos líderes — as minhas apostas eram Vítor Baía no FC Porto, Rui Costa no Benfica e Luís Figo no Sporting — tudo poderia ser diferente. Enganei-me.
Apesar das mudanças na liderança dos três grandes, curiosamente com três homens do futebol, o ex-treinador Villas-Boas, o antigo futebolista Rui Costa e o médico Frederico Varandas, nada mudou. Os velhos hábitos mantêm-se, as estratégias, por mais antigas que sejam, continuam a ser utilizadas e os objetivos são os mesmos. O que interessa é ganhar, seja como for. Se é necessário pressionar os árbitros, pressiona-se, se é preciso destabilizar os rivais, destabiliza-se. Ou seja, o fim justifica todos os meios.
André Villas-Boas surgiu esta semana a mostrar-se preocupado com a polémica entre Pedro Proença e Fernando Gomes. «Temos um país único em termos de jogadores, treinadores, agentes. Para uma população tão pequena criamos tanto talento, mas teimamos em não sair desta zona de conflito da qual ninguém sai beneficiado», disse, esquecendo-se de fazer referência aos… dirigentes, nos quais agora se inclui.
O presidente do FC Porto aproveitou para marcar posição quanto à sucessão do novo presidente da FPF na Liga, frisando que está preocupado com as eleições. «Cheguei há cerca de um ano à presidência, tentei lançar-me neste desafio também para tentar renovar o ar do futebol português, sentar-me à mesa com os três grandes e procurar algum alinhamento de estratégia para o futuro. Mas a realidade é que as coisas continuam a caminhar no mau sentido», disse, acertando no diagnóstico: «O futebol português está doente. Andamos a enganar-nos uns aos outros há tanto tempo.»
Villas-Boas perdeu foi uma oportunidade para marcar a diferença. Não lhe basta dizer que «há agora um certo desalinhamento entre os três grandes», que continuam «a adiar resoluções sobre a centralização dos direitos televisivos e sobre o VAR» e que «não defender os interesses do futebol português é uma patetice absoluta» e, passados dois dias, passar a atacar o Benfica e o presidente dos encarnados, com as eleições da Liga como pano de fundo.
O FC Porto tem toda a legitimidade em apoiar a candidatura de José Gomes Mendes, tal como o SC Braga, assim como Benfica e Sporting a de Reinaldo Teixeira. Já se percebeu que a guerra Norte-Sul está de volta. Já há troca de comunicados e tudo. Só já falta o clássico corte de relações. E isto em vésperas do… clássico. Com Villas-Boas e Rui Costa bem distantes na tribuna presidencial do Estádio do Dragão. Afinal, nada mudou. Pela minha parte, desisto.

Hugo do Carmo, in a Bola

FC PORTO-BENFICA: LONGE DA VISTA, SÓ HÁ CORAÇÃO

 


A distância entre as duas equipas vai muito além dos pontos. Águias já não têm razão para ter medo, dragões têm de mostrar quem são no «jogo da época».

O Benfica recebe esta quarta-feira o Farense no Estádio da Luz e ainda que a mensagem a passar seja a de que este tem de ser o foco da equipa, será difícil ignorar que estamos em semana de clássico com o FC Porto no Estádio do Dragão. A posição na tabela dos algarvios dará alguma confiança, além das sete vitórias consecutivas das águias na Liga. O futebol traz-nos muitas surpresas, e o Farense fará certamente por isso, mas outro cenário que não os três pontos para o Benfica está longe de ser admitido.
Se assim for, a equipa de Bruno Lage chegará à Invicta em igualdade pontual com o Sporting na liderança da tabela, ambos com nove pontos de vantagem sobre os dragões. Não é difícil fazer as contas: o FC Porto entrará em campo no clássico muito longe da vista do título. André Villas-Boas chamou-lhe, no entanto, «o jogo da época». Também é relativamente fácil perceber porquê: sem quase nada a ganhar, o presidente portista quer reativar a honra, o orgulho ou o tal ADN (chamem-lhe o que quiserem) que tanto faltou à equipa este ano.
Claro que os treinadores farão o seu trabalho para colocar a tática, o onze e a estratégia acima do coração, mas quando FC Porto e Benfica se encontram só quem não souber nada do futebol português poderá desvalorizar tal condimento. Lage parte, naturalmente, em vantagem: tem jogadores com mais qualidade, uma equipa em melhor forma e já venceu este adversário de forma contundente na primeira volta (4-1), contribuindo de forma decisiva para o descrédito de Vítor Bruno junto dos seus adeptos. Martín Anselmi parece estar finalmente a estabilizar a sua ideia, mas será ainda muito precoce determinar o fim da terrível época azul e branca.
A distância entre os dois também se estenderá à tribuna presidencial, já que Rui Costa verá a partida umas filas acima de Villas-Boas. Este será o primeiro clássico depois da não reação benfiquista à morte de Pinto da Costa e da consequente desilusão do seu sucessor. Os presidentes seriam notícia se estivessem lado a lado e, assim sendo, só podemos esperar que não sejam protagonistas.
Que isso fique para o relvado, onde o Benfica procurará manter-se na luta pelo campeonato com o Sporting, desta vez mais longe dos fantasmas que assombraram a equipa durante tantos anos no Dragão (e na Luz...). E onde o FC Porto terá não só de não estragar parte do trabalho que já foi feito por Anselmi, mas sobretudo de tentar mostrar que o ano zero não apagou os valores impregnados no coração do clube.
Catarina Pereira, in a Bola

DIFERENÇA ENTRE NÃO CORRER RISCOS E PISAR O RISCO



Bruno Lage, treinador do Benfica, deixou Florentino e Bruma de fora, a equipa dormitou quando chegou ao 2-0 e pensar no clássico quase custava pontos.
Um lateral-esquerdo a fazer de lateral-direito, um médio-defensivo emergente e um ataque novinho em folha. Bruno Lage, treinador do Benfica, poupou, ou experimentou, claramente a pensar no clássico de domingo com o FC Porto.
O técnico tinha dito que o foco era total, que só o Farense interessava, mas a equipa escolhida não dizia exatamente a mesma coisa. Florentino Luís, em risco de suspensão por causa dos cartões amarelos, ficou de fora, Bruma foi para o banco, ele que tem sido um dos melhores do Benfica em 2025.
O inovar, porém, rapidamente deu frutos e o Benfica depressa foi à procura do golo, com o primeiro lance de perigo a nascer de cruzamento da direito do lateral-esquerdo Samuel Dahl. O domínio era tal que o golo parecia apenas uma questão de tempo. E assim foi. Ao minuto 7, contra-ataque bem desenvolvido e Akturkoglu, em linha com a linha da bola, a empurrar com facilidade para o fundo da baliza algarvia.
O Benfica não levantou o pé e manteve o pedal a fundo, mantendo os algarvios à distância, mantendo a pressão e quase marcando novamente através de Pavlidis, que apareceu em posição de marcar, mas não conseguiu. Evitou Velho, mas a bola saiu pela linha de fundo. Era o minuto 18 e o jogo parecia um passeio no parque para os encarnados.




Dava praticamente para tudo, tão fácil estava, tão macia era a oposição do Farense e do seu setor defensivo. Um pontapé de canto dos algarvios rapidamente se transformou no 2-0: Trubin agarra a bola e com o pé direito lança Akturkoglu, este foge ao marcador e cruza para a área, Pavlidis domina, vira-se e atira para golo, com Artur Jorge a assistir da primeira fila.
O Benfica, porém, adormecia a pensar no FC Porto e Menino acordava, obrigando Trubin a trabalhar duas vezes. O Farense crescia, a águia dormitava e de um canto favorável aos algarvios nasceu não o 3-0, mas o 2-1. Cabeçada de Tomás Ribeiro a um metro da linha de golo.
O Benfica não era a equipa focada no Farense que Bruno Lage prometera ser quando saiu para o intervalo. Voltaria, pois, mais sério e concentrado e com Leandro Barreiro no lugar de Renato Sanches. Depressa o Benfica ameaçou e depressa o Benfica marcou, com bela jogada que culminou com passe de Pavlidis para Akturkoglu. O grego, em plena área, sem marcação.




Estava, ou assim parecia, tudo fácil outra vez. E outra vez o Benfica iria cometer o mesmo erro, subestimando o Farense, acreditando que o jogo estaria ganho. Os algarvios, teimosos, lutando pela vida, aceitaram o convite de uma equipa demasiado descontraída e reduziram mais uma vez, com belo cruzamento de Poloni para Rony Lopes.
Akturkoglu e Di María criaram perigo, confirmando regresso do Benfica ao jogo, mas o 3-2 dava para desconfiar e permitia ao Farense sonhar. As águias, zangadas, pediram penálti aos 72' — António Silva foi pisado por Pastor — e lançaram Belotti e Schjelderup para refrescar, mas o perigo estava do outro lado: cabeçada de Tomané e Trubin salvava o dia.
Aurnes já pisava terrenos de um lateral-direito, Dahl estava na esquerda, mais adiantado. Pode muito bem ser um daqueles casos em que um lateral joga melhor como médio. O jogo estava de tal forma fora de controlo que o Benfica e o Farense poderiam marcar ou sofrer. Trubin viu amarelo por demora a repor a bola em jogo aos 90+2'. E isso diz quase tudo.
DESTAQUES:
O melhor em campo: Akturkoglu (nota 8)
Jogo muito completo do internacional turco, que parece recuperado do abaixamento físico que o afetou, depois de um início de época fulgurante. Mesmo assim, terá estado tempo demais em campo, porque ajudou bastante Carreras no processo defensivo, e a partir dos 75 minutos começou a ser evidente que o avançado do Benfica queria, mas as pernas já não correspondiam. A tudo isto há que juntar dois golos, em que mostrou frieza e eficácia, e umas quantas assistências que rasgaram a defesa algarvia. Trata-se de um jogador que se sente bem com espaço nas costas dos defesas, mas que, ao mesmo tempo, tem qualidade técnica para manobrar em espaços reduzidos. Foi chamado à direita do ataque após a saída de Di María e manteve-se, dentro das limitações físicas que denotava, ligado ao jogo.




7 – Trubin – O guarda-redes ucraniano teve de mostrar serviço de qualidade para os estragos na sua baliza não serem maiores. Pelo menos em três ocasiões (22, 30, 42) foi um gigante ao evitar que os algarvios gritassem ‘golo!’. Sem hipótese nos golos sofridos, teve o seu ‘highlight’ no passe teleguiado para Akturkoglu, que esteve na base do segundo golo do Benfica.
5 – Dahl – O jovem sueco até começou a partida de forma empreendedora, mas cedo começou a perceber-se que a ala direita do Benfica se mostrava demasiado vulnerável defensivamente, quer pela ‘ausência’ de Di María nesse particular, quer pelas funções mais no miolo do terreno confiadas a Aursnes. Podia ter marcado aos 46 minutos (boa mancha de Ricardo Velho) e acabou o jogo a defesa/médio esquerdo, quando Carreras passou a juntar-se mais a Otamendi.
6 - António Silva – O internacional português fez um jogo de menos a mais. Depois de um início demasiado hesitante e pouco autoritário, foi crescendo no jogo e acabou por ser mais vítima que réu nos golos do Farense. Aos 70 minutos sofreu, dentro da área de rigor algarvia, um pisão que inacreditavelmente não foi sancionado com uma grande penalidade.
6 – Otamendi - Não foi pelo capitão que o Benfica passou por alguns calafrios e terminou a partida a pedir a hora. Excelente nas antecipações, teve de aplicar-se a fundo nos duelos com Tomané, um jogador experiente que sabe usar o corpo muito bem. Aos 22 minutos teve de dar o peito às balas, para evitar males maiores de um remate de Tomané.
5 – Carreras - O lateral galego fez um jogo muito mais em quantidade do que em qualidade, mostrando em muitas ocasiões dificuldade em acertar com o ‘timing’ para largar a bola. Acabou a ajudar Otamendi e António Silva, quando o Farense procurava o ‘Hail Mary’ que lhe valesse um ponto.
5 – Renato Sanches – Chamado a atuar como trinco, posição que não é a sua, já que se trata, por natureza, de um transportador de jogo, Renato começou manifestamente a não querer complicar, não se desposicionando e jogando a um ou dois toques. Na fase final da primeira parte percebeu-se que estava desconfortável e acabou substituído ao intervalo.
5 - Kokçu - Prometeu mais do que entregou. No começo da partida esteve disponível e ativo, indo buscar jogo à zona dos centrais, mas foi Sol de pouca dura, já que se apagou progressivamente, revelando pouca dinâmica e baixa intensidade. Aos 90+3 desperdiçou, por esgotamento, um contra-ataque prometedor.
7 – Aursnes – O dinamarquês é pau para toda a obra, tanto apoia o ponta-de-lança, como joga a lateral direito ou surge a fazer assistências letais (como a que realizou no golo inaugural). Foi o jogador que mais sentiu, por ficar desamparado e com demasiada área para cobrir, o regresso de Di María e a ausência de Florentino.
5 – Di María - O campeão do Mundo não sabe jogar mal, mesmo quando o faz a passo. A bola sai dos seus pés sempre redonda e em várias ocasiões realizou assistências de enorme qualidade. Mas tudo isto foram pormenores, porque nos pormaiores revelou falta de ritmo e condição física, não foi o ‘influencer’ que costuma ser e, do ponto de vista defensivo, entregou muito pouco.
7 – Pavlidis – Excelente jogo do avançado grego, que esteve bem nas tarefas que lhe eram pedidas: a dar a primeira luta à saída de bola do adversário; a oferecer, após grande trabalho, um golo a Akturkoglu; e a assinar um momento de enorme qualidade na jogada do segundo golo encarnado. Nitidamente confiante, um dos destaques da equipa encarnada.
5 – Barreiro – Fez a segunda parte a trinco, substituindo Renato Sanches, e sentiu as mesmas dificuldades coletivas do seu companheiro, em função da desarticulação defensiva da equipa. Foi generoso, mas esteve longe de fazer a diferença.
5 – Belotti – Entrou aos 75 minutos quando o Benfica estava mais preocupado em não sofrer do que em marcar. Com pouca bola e menos espaços ainda, valeu essencialmente pelo que lutou.
6 - Schjelderup – Muito ativo no flanco esquerdo, ajudou, em várias ocasiões, a que o jogo se passasse longe de Trubin.
– Amdouni – Entrou no lavar dos cestos para refrescar a direita.

quarta-feira, 2 de abril de 2025

CONTAS CERTAS PARA A RETA FINAL

 


E pronto. Contas finalmente acertadas e tudo a postos para uma reta final matematicamente a quatro mas provavelmente a dois

Conseguida uma vitória clara em Barcelos com um início convincente, com as dúvidas quanto ao resultado cedo diluídas pelo primeiro golo obtido por Aursnes. Um bem precioso para a equipa é o que tem sido o jogador norueguês, trabalhando com qualidade, elegância e o altruísmo com que normalmente oferece o palco aos seus parceiros. Este jogo deixa no ar o que a maior chegada à área de Aursnes pode eventualmente trazer.
Quando se joga com um ponta de lança, a entrada dos médios na área ganha mais sentido e importância. Na primeira oportunidade do jogo é ele o protagonista e o decisivo golo inicial é também da sua autoria.
À habitual discrição e simplicidade eficaz, junta a intervenção direta no resultado, sempre mais valorizada. Tem funcionado bem a sua parceria com Amdouni entre a direita e o meio do ataque. Araújo é o terceiro homem do mesmo lado, cumprindo a sua tarefa mas sem os argumentos ofensivos de um verdadeiro lateral. Foi, entretanto do lado oposto, que se construiu o golo inaugural, pela qualidade de passe de Carreras e pelo talento de Bruma. É a diferença de características dos seus laterais que determina a maior predominância ofensiva do Benfica pela esquerda.
Quanto ao ataque, feliz do treinador que tem ao seu dispor tanta opção e qualidade. Seis utilizados desta vez e ainda Cabral e Schjelderup de fora. Uma fartura complicada de escolher...
Destaques positivos igualmente para o regresso de Di María e para a incrível frescura do invencível Otamendi. Também Belloti a merecer marcar e o à vontade de Dahl, onde quer que jogue repete-se. Por outro lado, com a muita rodagem já adquirida, já se espera outra maturidade de António Silva. Quanto a Florentino e de acordo com as suas características, recuperar e entregar fácil deve ser a prioridade. Quanto aos seus desarmes em queda dão normalmente cartão, como foi o caso e sem necessidade, que o colocam em risco para o próximo clássico.
Agora, o que esperar de Lage para o jogo com o Farense? O onze que defrontará o Porto ou as alternativas que tão bem têm respondido?
Importância lateral ou central
Em relação a Tomás Araújo, é no momento talvez o mais importante jogador da equipa do Benfica dado o contexto do plantel, sendo ao mesmo tempo a principal incógnita. Detém o favoritismo para a lateral direita, embora sem as valências ofensivas de um lateral normal.
Acumula simultaneamente a condição de opção principal para o centro da defesa, o seu lugar favorito, e para o qual possui mais específicas qualidades. Para que estes dois cenários estratégicos se considerem, há uma limitação física para gerir, que não tem sido simples. O último exemplo aconteceu em Barcelos, está na ordem do dia e na preocupação do staff responsável.
A preocupação com a gestão física do atleta é visível, mas a substituição forçada não foi um bom sinal. De reserva, o Benfica tem Leandro, um jovem de qualidade mas que penso ainda impreparado, e Bajrami, outro novato ainda pouco testado.
Mãos atadas
Reafirmo o meu completo desacordo com o atual critério arbitral que coleciona penáltis, por toques ridículos com o braço.
Assinalar um penálti deveria corresponder, como antes, a uma falta grave que justificasse um castigo máximo.
Não está em causa nem clubes, nem quem beneficia ou sofre grande penalidade, que alimenta a discussão favorita e cansativa dos adeptos. Na Amoreira, foram só mais dois exemplos de casualidade, um para cada lado, que dão origem ao mais duro dos castigos, para os infratores (?) e respetivas equipas. Queremos jogadores ou matraquilhos de braços colados?
Mais simples não há
O Milan é um clube histórico sobre o qual também recai a atenção dos nossos adeptos. A equipa técnica é portuguesa e do plantel fazem parte Rafael Leão e João Félix, dupla de internacionais da nossa seleção, que curiosamente disputam um lugar no onze. As coisas não estão fáceis por lá e recentemente Altafini, um antigo e famoso avançado do clube, veio dar o seu contributo.
Questionado sobre o que falta a este Milan, deu resposta curiosa: «O futebol é simples: é preciso um guarda-redes que defenda, um avançado que marque golos, um defesa forte e um médio que saiba criar jogo, depois, para o resto, basta que os outros jogadores corram.» Fácil. Dava um bom mister.
Rui Águas, in a Bola

ACABARAM-SE AS DISTRAÇÕES



 "1. No sábado passado estiveram uns milhares nas bancadas da Luz para assistir ao jogo de futebol, feminino Benfica-Sporting dos quartos de final da Taça de Portugal. Não foi só para assistir ao dérbi que tanta gente se deslocou ao palco principal. Foi também para vibrar, sofrer, apoiar e, no fim, para festejar uma grande vitória conquista já perto do fim do jogo depois de uma empolgante reviravolta. O futebol feminino cresce, cresce e cresce no Benfica.


2. Neste dérbi, o Benfica esteve por duas vezes a perder. O Sporting abriu o marcador, o Benfica empatou, o Sporting voltou a adiantar-se, e o Benfica empatou, o Sporting voltou a adiantar-se, e o Benfica voltou a empatar. E era assim que estava o jogo aos 83 minutos quando Lúcia Alves 'inventou' um pontapé na bola de fora da área que resultou no golo - no golão, será mais justo dizer - que deu ao Benfica a vitória. 'Era o meu sonho de criança poder marcar no Estádio da Luz e viver este dia', confessou Lúcia Alves. Sonho realizado, Lúcia.

3. Encerrada a pausa FIFA/UEFA nos campeonatos por essa Europa, e o futebol interno está de volta. Regressaram os nossos jogadores que tiveram de assumir os respetivos compromissos com as sua seleções. E entre esse significativo contingente internacional que abandonou temporariamente o Seixal é de realçar que os nossos dois turcos e o nosso grego regressaram contentes à Luz porque a Turquia e a Grécia subiram à Liga A da Liga das Nações.

4. Parabéns a todos os jogadores internacionais do Benfica que viram a sorte sorrir às suas cores nacionais, e vamos lá agora tratar dos nossos importantíssimos assuntos internos: Liga e Taça de Portugal.

5. Antes de irmos ao que interessa, Gonçalo Ramos, feito no Benfica e hoje jogador do PSG merece umas palavras de simpatia. Gonçalo Ramos teve uns minutinhos de Portugal-Dinamarca e aproveitou para marcar mais um golo ao serviço da seleção. Ramos soma 9 golos em 15 internacionalizações, que lhe permitiram 621 minutos em campo, o que dá um golo a cada 73 minutos. Desde aquele grande 'azar' que teve no último Mundial quando fez um hat-trick à Suíça, o nosso Gonçalo Ramos não tem tido vida fácil na seleção...

6. Daqui em diante, até ao fim da temporada oficial interna, não haverá mais paragens para seleções nem outras distrações do calendário. Vamos, portanto, ao que interessa: sexta-feira, 28 de Março, Gil Vicente-Benfica; quarta-feira, 2 de Abril, Benfica-Farense; Domingo, 6 de Abril, FC Porto-Benfica. Tornaram nota?

7. Foquemo-nos nestes próximos três desafios com a certeza de que, se os ultrapassarmos com sucesso, o nosso objetivo ficará mais próximo. Acabaram-se as distrações."

Leonor Pinhão, in O Benfica

DA COMUNICAÇÃO PRÉ-ELEITORAL

 


Passou vagamente despercebida a entrevista de Nuno Catarino, vice-presidente do Conselho de Administração da SAD do SL Benfica, talvez porque o momento da época é mais dado a anseios de curto prazo e bolas que entram na baliza do que a explicações acerca de como chegámos aqui e para onde vamos agora. A entrevista deu-se em moldes que fizeram lembrar as comunicações periódicas de Domingos Soares de Oliveira, antigo co-CEO da SAD, mas o contexto atual não deve ser ignorado. A poucos meses de uma eleição fundamental para a vida do Benfica, a entrevista de Nuno Catarino teve contornos indisfarçáveis de pré-campanha eleitoral. Depois de a ver e rever, encontro algumas pontas soltas, destacando três temas que me parecem os mais importantes a reter.

Metas de Receita: ambição ou irrealismo?
É o número mais ambicioso desta entrevista. Segundo Nuno Catarino, o Benfica propõe-se atingir os 500 milhões de euros em receitas em cinco anos, juntando a esse aumento muito substancial de receitas uma redução da dívida de forma sustentável e uma diminuição da dependência da venda de jogadores. Ninguém se dirá contra esta meta, mas, atendendo à receita média dos últimos anos, a rondar os 250 milhões anuais, ao objetivo definido na entrevista e à confiança com que foi afirmado, seria oportuno que o modo de lá chegarmos fosse descrito com algum detalhe. Considerando as fontes de receitas conhecidas e o que se sabe do que vai sendo feito e dito nessas áreas, a única bala de prata que poderia fazer disparar as receitas passaria por aprofundar o modelo vendedor, agravando ainda mais as angústias de milhões de pessoas que, munidas do mais elementar bom senso, entendem que o Benfica existe para vencer e não para vender.
O administrador da SAD do Benfica fala numa redução da dependência desse modelo, pelo que o aumento das receitas terá de vir de outras áreas — receitas comerciais, merchandising, bilhética e patrocínios —, nas quais a evolução positiva dos últimos anos está, ainda assim, muito longe de tornar este objetivo realista. É mencionado pela enésima vez o naming do estádio, uma hipótese que ressurge pelo menos uma vez por ano, mas que aparentemente continua longe de se concretizar, sendo o motivo incerto. Se o Benfica fosse uma marca com a dimensão internacional que está ao seu alcance, há muito que o naming do estádio teria sido definido e transformado numa importante fonte de receita.
Em matéria de bilhética e receitas de matchday, pouco ou nada foi partilhado. Sabe-se do plano em curso para aumentar o estádio, mas também esse esbarra nos limites do que é possível extrair do ponto de vista da receita. Sem uma aceleração da inovação, será difícil conseguir um aumento de receita convergente com a meta traçada. Quanto ao merchandising, o pouco que se sabe indica um deserto de ideias quanto a uma visão integrada de marketing que catapulte o clube para os níveis onde outros gigantes europeus estão. Serão necessários mais caminhos que tragam para o presente uma marca carregada de história, capaz de apelar aos mais diversos públicos, potenciar geografias e mercados inexplorados e aprofundar as lógicas de fidelização dos adeptos, dentro e fora do estádio. Talvez muito esteja a ser feito nesta matéria, mas o que se viu até aqui não é suficiente e traduz importantes oportunidades perdidas.
Bem sei que a entrevista foi anunciada como contendo «um plano ambicioso» para atingir os tais 500 milhões, o grande soundbite resultante deste momento de comunicação, mas nada nas respostas dadas torna claro como iremos lá chegar, donde é possível inferir que as expectativas serão manifestamente exageradas, pelo contexto pré-eleitoral, ou inconclusivas, porque, de facto, não existe um plano concreto. Daqui até à desilusão vai um pequeno passo.
Direitos televisivos: as novidades e as más notícias
A entrevista de Nuno Catarino foi também uma oportunidade para pré-anunciar aos benfiquistas um segredo relativamente mal guardado: um aumento das receitas televisivas na próxima renovação de contrato com a NOS para as próximas duas épocas, até vigorar a tão afamada centralização dos direitos. Será um aumento relevante para as próximas duas épocas (no contexto do atual volume de receitas), mas a essas novidades devemos juntar as mais que prováveis más notícias.
O modelo de centralização previsto a partir de 2028, aliado ao declínio na valorização de produtos de qualidade superior ao nosso — vide direitos da Ligue 1 ou da Serie A —, torna a ideia de manter ou aumentar estas receitas, face aos níveis registados ao longo da última década, uma autêntica miragem. Se o cenário for como se prevê, facilmente poderemos excluir mais uma dimensão que, teoricamente, permitiria à SAD potenciar as fontes de receita existentes para se aproximar dos tais 500 milhões.
Sobre o que o modelo de centralização português representa, os protagonistas parecem esperar que algum milagre aconteça até ao dia em que for necessário discutir a qualidade da nossa Liga com eventuais interessados. Acontece que os interessados já disseram ao que vêm, e é difícil censurá-los. Vale a pena relembrar a entrevista de Jorge Pavão de Sousa, diretor-geral da DAZN Portugal, em que este explica o irrealismo da autoavaliação feita pela Liga, situada acima dos 300 milhões de euros. Talvez a tão almejada equidade chegue finalmente ao futebol português e sacrifique a competitividade do clube que mais fez nos últimos anos para valorizar o país fora de portas, um clube que representa estatisticamente a maioria dos adeptos de futebol em Portugal, um clube que, espantosamente, pouco ou nada tem a dizer sobre esta matéria, parecendo esperar por um milagre ou pela inevitabilidade que mais tarde se lamentará.
Cortes de custos e a história que não é contada
Nuno Catarino anunciou uma redução de 7% nos custos com pessoal e de 10% na rubrica de F Ascendentes FSE (fornecimentos e serviços externos). Por um lado, questiono o que norteou essa redução de custos com pessoal, para lá da mera ótica financeira. São referidas pessoas mais jovens para realizar o mesmo trabalho dos seniores que lá estavam, mas em nada isso garante objetivamente uma melhoria do output qualitativo da operação empresarial. A sensação que tenho, observando o Benfica a partir do meu lugar, é de que é necessário muito mais do que uma simples redução de custos para garantir os saltos de que o clube precisa nas mais diversas áreas que poderão aproximar-nos do salto quantitativo nas receitas e transformar a natureza vendedora que subjugou o Benfica ao longo da última década.
Em relação à rubrica de FSE, a entrevista é reveladora de algum desconforto com o tema, deixando por esclarecer, afinal, porque é que o Benfica tem gastos médios com FSE muitíssimo superiores aos de adversários internos e que comparam mal com clubes europeus situados no mesmo patamar financeiro, próximo dos 100 milhões em valor médio. À falta de melhores e mais transparentes esclarecimentos sobre o que está contido nesta rubrica (já desisti de acreditar nessa possibilidade), será importante perceber como irão estes gastos evoluir a partir daqui e se a redução de 10% sinaliza uma tendência para manter. O que sabemos, e isso é possível já extrair da gestão que trouxe o Benfica até aqui, é que o mandato atual se notabiliza por um desfasamento trágico entre a capacidade financeira do clube e o seu desempenho desportivo. Neste fosso que separa os euros arrecadados dos troféus conquistados está a realidade com que nos deparamos dia após dia: o reforço ou a erosão da identidade do Sport Lisboa e Benfica. O saldo não é positivo — e o anúncio de futuros risonhos não emenda o caminho errático que foi feito até aqui.
Vasco Mendonça, in a Bola

ESTÁ O CALDO (ENTORNADO) OUTRA VEZ



 Quando nada o fazia prever (e sem nada a ganhar e com tanto que se pode perder), abre-se uma ferida profunda no coração do futebol português.

Mudam-se os tempos, mudam-se, até, as vontades, mas, no fim, nada muda. Os casos e casinhos, as polémicas mais, ou menos, ocas ou as guerras sem quartel foram, são e, pelos vistos, continuarão a ser parte integrante do futebol português; estão no seu sangue e não há remédio à vista para uma cura que torne as gestões mais transparentes ou que limpe o ar poluído que nem as gerações mais recentes de dirigentes parecem capazes de tornar mais respirável — mesmo que tudo indicasse que assim seria, que, livres de velhos hábitos que tão mal fizeram ao desporto deste País, algo se alteraria.
A guerra aberta na recente sucessão de poder na Federação Portuguesa de Futebol (FPF) é só mais um episódio (grave!) nos muitos que, nas últimas décadas, têm marcado o futebol em Portugal. Fernando Gomes, ex-líder e atual presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), desmentiu junto das mais de 50 federações de futebol europeias o seu sucessor, Pedro Proença, atual dirigente máximo da FPF que comunicara a todas as mesmas mais de 50 federações que, à vista da eleição desta quinta-feira para o Comité Executivo, tinha o apoio do seu antecessor..
Um desmentido, o de Fernando Gomes, pouco compreensível, perante documento da FPF de finais de janeiro, no qual o organismo referia que «após um período de reflexão, priorizando os interesses superiores do futebol português (...), Fernando Gomes informou a direção da FPF e o Presidente da UEFA que indicará como candidato em nome de Portugal, o atual presidente da Liga e vice-presidente da FPF, Pedro Proença». Uma indicação que surgiu ainda antes das eleições para a presidência da FPF — o que deixava a entender que Gomes apoiava mesmo Proença.
A parte pouco compreensível do desmentido tornado público pelo atual presidente do COP passa, primeiro, pelo volte face da sua posição em tão curto espaço de tempo, e, segundo, pelo muito que Portugal pode ter a perder e pelo nada que Fernando Gomes tem a ganhar.
A guerra subiu de tom esta segunda-feira quando da reunião de emergência da cúpula de Pedro Proença saiu comunicado a pedir audiência urgente com o Governo.
Está o caldo entornado, está o verniz estalado. Do mesmo modo que estalou nas relações institucionais entre FC Porto e Benfica, sobretudo desde a morte de Pinto da Costa e a ausência de condolências oficiais por parte dos grandes de Lisboa. Resultado: os dois jovens presidentes, que prometiam um novo ar, optam pela bafienta guerrinha de lugares nas tribunas, tendo em vista o clássico de domingo...
João Pinpim, in a Bola

terça-feira, 1 de abril de 2025

CONQUISTA NO FEMININO

 


"Esta edição da BNews é dedicada à atividade desportiva mais recente do Benfica, que inclui o triunfo da Taça de Portugal de futsal no feminino e mais um Campeonato Nacional de fundo ganho pelo canoísta Fernando Pimenta.

1. 9.ª Taça de Portugal
A equipa feminina de futsal do Benfica ganhou, por 2-1, ao Nun'Álvares e conquistou a 9.ª Taça de Portugal, a terceira consecutiva, do palmarés benfiquista na vertente feminina desta modalidade, numa temporada em que já venceu a Supertaça e a Taça da Liga.
O treinador Alex Pinto elogia as jogadoras e o percurso do Clube: "Foram fantásticas. Esta equipa foi feita para vencer títulos. Será relembrada, de certeza, daqui a algumas décadas, como uma equipa que teve uma hegemonia durante uma década, pelo menos, e esperemos que mais, no futsal em Portugal."
Na mensagem de felicitações, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, salienta: "Foi uma final em que demonstrámos a nossa mentalidade vencedora."
2. Campeão nacional
Fernando Pimenta é campeão nacional de fundo de canoagem (K1 5000 metros) pela 17.ª vez consecutiva.
3. Outros resultados – modalidades
Na final da Taça de Portugal de futsal no masculino, derrota, por 3-4, frente ao Sporting. No hóquei em patins (masculino), goleada, por 1-9, na visita ao Murches.
No feminino, a equipa de voleibol ganhou, por 3-2, o primeiro jogo das meias-finais dos play-offs frente ao FC Porto. No basquetebol, vitória, por 56-67, na deslocação ao reduto da Sanjoanense.
4. Resultados – Formação
Nos Juniores, goleada por 6-0 ante o Tondela. Nos Juvenis, triunfo por 2-0 frente ao Vitória SC. Nos Iniciados, vitória por 1-3 na visita ao Tondela.
O Benfica é líder da classificação da fase de apuramento do campeão nos três escalões.
5. Jogo do dia
A equipa B do Benfica defronta, no Benfica Campus, o Académico de Viseu, às 18h00. O treinador Nélson Veríssimo revela a abordagem à partida: "Muito focados naquilo em que temos a capacidade e em que temos de, naturalmente, ainda melhorar. Naquilo que são todos os momentos do jogo. Mas, acima de tudo, manter muita da ambição, do orgulho, da mentalidade que nos tem caracterizado ao longo desta época.""
Benfica News, in SL Benfica