quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

DE PÉ PARA PÉ


De pé para pé
SWANSEA É UMA EQUIPA PECULIAR


 
 
No último domingo, o futebol inglês... perdão, o galês deu um novo passo histórico. Quem segue esta humilde página, por favor, não pense que eu pertenço ao clube dos amigos de Gales (porque a última publicação foi também sobre o futebol daquele pequeno país britânico), porque mais do que destacar o país, desta vez quero sublinhar um clube em particular.

Dizia eu que foi feita história e o leitor, que é atento, eu sei, já sabe que falo do Swansea, equipa que venceu a Taça da Liga inglesa no passado domingo, com um, digamos, esclarecedor 5-0 sobre o Bredford. Tudo isto no ano do centenário de um clube que há dez anos andava pelas ruas da amargura.

Os swans passaram a ser a segunda equipa galesa a lograr uma competição maior de Inglaterra, depois do Cardiff ter levantado a Taça de Inglaterra nos já qualquer coisa distantes anos 20, ou seja, quando o futebol ainda era a brincar na maioria dos países e um pouco mais a sério em solo inglês. A história deste pequeno clube de South Wales é bastante peculiar.

No arranque do milénio eram mais uma das equipas afundadas nos escalões secundários ingleses. Numa década subiram à elite e agora até venceram um troféu que, por favor, não confundam com a "nossa" Taça da Liga. Esta tem mais piada. Tudo isto partindo do princípio de que o clube é... dos adeptos. Em Inglaterra, qualquer um pode ser um dono de um clube. Basta ter dinheiro - o que, nos tempos que correm, elimina 99% dos habitantes do planeta Terra, como sabemos. No Swansea não é assim. Nos idos de 2001/2002, o clube passou a ser detido em parte pelos sócios (agora já chega a metade essa posse) e um membro designado tem lugar na mesa da direção.

Foram eles que definiram a filosofia própria do toque e posse de bola (daí o título desta publicação), inspirado na seleção espanhola, que mantêm até hoje e todas as contratações são pautadas por atletas aptos para essa mesma corrente de jogo. O clube, agora treinado pelo outrora talentoso jogador e agora cada vez mais convincente treinador Michael Laudrup, é bem gerido e compra bons jogadores a preços relativamente baratos (os patinhos feios do mercado, vá), para depois os vender a preços chorudos.

Há no Swansea, como vi por aí escrito algures, o verdadeiro exemplo de como gerir um clube "à antiga" e sobreviver com mérito num mar há muito habitado por tubarões milionários.

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