O Benfica venceu o Moreirense por 4-1, neste sábado, 25 de abril, no Estádio da Luz, em jogo da 31.ª jornada da Liga Betclic. Barreiro, Richard Ríos e Ivanovic (2) assinaram os golos das águias, que terminaram com 58% de posse de bola, 18 remates e 9 cantos. Num dia de homenagem às Casas do Benfica – com mais de uma centena de embaixadas representadas –, os encarnados cumpriram a sua missão: ocupam o 2.º lugar da prova, agora com 75 pontos, mais 4 do que o Sporting (dois jogos a menos).
Com cinco alterações no onze em relação à fórmula utilizada no dérbi – Bah, António Silva, Lukebakio, Rafa e Pavlidis foram lançados de início por José Mourinho –, as águias apresentaram-se com: Trubin, Bah, António Silva, Otamendi, Dahl, Aursnes, Richard Ríos, Barreiro, Lukebakio, Rafa e Pavlidis.
O duelo, na Catedral, arrancou com um Benfica determinado em assumir o controlo das operações, apontando desde cedo o seu jogo à baliza do Moreirense.
A entrada foi forte e eficaz. Logo aos 2', surgiu o primeiro momento de brilhantismo. António Silva avançou com bola, com autoridade, ultrapassando vários adversários, antes de servir Barreiro, que, já na pequena área, não desperdiçou e fez o 1-0. Classe à flor da relva da Catedral!
A resposta do Moreirense fez-se sentir e obrigou Trubin a mostrar competência, sacudindo para canto um disparo de Kiko Bondoso (7') na área. No lance seguinte, o guarda-redes das águias voltou a brilhar, primeiro a travar um cabeceamento, à queima-roupa, de Gilberto Batista e, logo depois, a negar o golo a Alan, com uma intervenção decisiva junto ao relvado.
Ultrapassado este momento, o Benfica voltou a instalar-se no meio-campo adversário e esteve perto de ampliar a vantagem. António Silva, novamente em evidência, ameaçou por duas vezes: primeiro com um cabeceamento defendido por André Ferreira (10'), depois com nova tentativa aérea que embateu no poste (11').
Aos 17', Lukebakio protagonizou uma jogada individual pela direita, deixando dois adversários para trás antes de rematar cruzado, com a bola a sair por centímetros ao lado do poste.
Apesar do ascendente encarnado, o Moreirense aproveitou uma falha dos encarnados para restabelecer a igualdade... após um canto do Benfica. Aos 26', Dahl não conseguiu intercetar a bola, na sequência de um pontapé longo de André Ferreira, e Diogo Travassos isolou-se. Perante Trubin, marcou o 1-1.
A reação do Benfica foi letal. Aos 29', as águias voltaram a colocar-se em vantagem. A jogada começou numa iniciativa de Lukebakio pela direita, com cruzamento para a área. Após um alívio incompleto da defesa adversária, Aursnes recuperou a bola à entrada da área, e, depois de uma pequena carambola, Barreiro assistiu Richard Ríos para um remate forte e colocado de pé direito, sem hipóteses para André Ferreira: 2-1.
Até ao intervalo, o Benfica manteve-se dominante, instalado no meio-campo do Moreirense e à procura de ampliar a vantagem. Aos 41', ocorreu um lance polémico na grande área do Moreirense, quando Otamendi foi tocado nas costas (por Fabiano Souza), após livre de Aursnes. O árbitro não considerou que tivesse havido infração.
Nos instantes finais da 1.ª parte, já em tempo de compensação, Lukebakio criou perigo com um cruzamento tenso após passe em profundidade de Aursnes, mas André Ferreira afastou a soco, impedindo nova ocasião de golo. Rafa ainda tentou a recarga, mas acabou por cometer falta sobre um defensor adversário. Ao intervalo, o Benfica vencia por 2-1.
No período de descanso, mais de 100 embaixadas do Benfica estiveram representadas no Estádio da Luz e desfilaram no relvado, num momento de forte simbolismo.
A 2.ª parte arrancou com a mesma matriz do primeiro tempo: Benfica dominador, com posse e iniciativa, a empurrar o Moreirense para o seu meio-campo. Faltava, contudo, maior agitação nos últimos metros para desmontar a organização defensiva adversária e traduzir o controlo em oportunidades claras de golo.
À passagem dos 58', José Mourinho mexeu na equipa, procurando injetar energia: saíram Lukebakio, Rafa e Bah, entraram Prestianni, Schjelderup e Dedic.
O Benfica manteve-se por cima e, aos 66', mais um possível lance de perigo maior: cruzamento rasteiro de Otamendi, corte in extremis de um defensor quando Schjelderup se preparava para finalizar, com o norueguês a cair na área. O árbitro mandou seguir e, na sequência, assinalou fora de jogo.
A pressão encarnada intensificava-se e, aos 74' esteve muito perto de frutificar. Schjelderup conduziu pela esquerda e serviu Dahl na profundidade; o lateral cruzou largo para o segundo poste, onde surgiu Dedic a cabecear em arco, com a bola a embater na barra.
Um minuto depois (75'), nova alteração no Glorioso: Pavlidis cedeu o lugar a Ivanovic, numa tentativa de refrescar a frente de ataque.
Aos 83', o recém-entrado Ivanovic esteve perto de marcar. Recebeu na direita, fletiu para o interior, entrou na área e rematou de pé esquerdo, com a bola a sair muito perto do poste mais distante.
O merecido terceiro golo do Benfica surgiu já na reta final. Aos 89', numa ação de pressão alta, Prestianni intercetou a bola, Richard Ríos deu sequência e assistiu Ivanovic, que, já na área, simulou perante um adversário e finalizou rasteiro para o 3-1.
Ainda houve tempo para mais. Aos 90'+1', Manu entrou para o lugar de Richard Ríos, e, no minuto seguinte (90'+2'), nasceu o quarto golo dos comandados de José Mourinho. Prestianni acelerou pela direita, combinou com Dedic, que cruzou para a pequena área, onde Ivanovic apareceu a finalizar com categoria, fixando o 4-1.
Até ao apito final, o Benfica geriu o jogo e confirmou mais 3 pontos na 31.ª jornada da Liga Betclic.
No próximo sábado, 2 de maio, o Benfica desloca-se ao reduto do Famalicão, às 18h00, para a 32.ª jornada do Campeonato.
SL Benfica
AS NOTAS DOS JOGADORES DO BENFICA:
Croata entrou para o lugar de Pavlidis e, em pouco mais de 15 minutos, marcou dois golos e enviou uma bola rente ao poste direito. Zlatko Dalic e Vangelis Pavlidis estão bem atentos...
IVANOVIC (7)
Mostrou um instinto matador incrível, aproveitando cada minuto para cimentar a sua importância no plantel. Entrou aos 75', rematou rente ao poste direito aos 83' e marcou aos 89' e aos 90+1. O Campeonato do Mundo começa dentro de mês e meio e, apesar de Zlatko Dalic ter avançados de grande calibre (Kramaric e Perisic, por exemplo), mas Franjo Ivanovic, com este bis em 15 minutos, poderá ter provocado boas dores de cabeça e Dalic, mas também a José Mourinho. E ainda a Vangelis Pavlidis...
TRUBIN (7) - Moralizado pelo penálti defendido em Alvalade, mostrou-se decisivo. Manteve a equipa em vantagem com três defesas de altíssimo nível (uma delas estrondosa) no espaço de 30 segundos (entre os minutos 7 e 8. Sem culpa no golo do Moreirense, pois a bola saiu colocadíssima nos pés de Diogo Travassos.
BAH (5) – Jogo discreto, mas competente no apoio defensivo e nos cruzamentos. Acabou por ser substituído na segunda parte para dar lugar a Dedic.
ANTÓNIO SILVA (7) – Muito boa exibição. Logo a abrir, pegou na bola à entrada do meio-campo do Moreirense e, com um latifúndio à frente, deu oito toques na bola, entrou na área adversária e passou-a a Barreiro, que abriu o marcador. Enviou ainda uma bola ao poste e esteve impecável no jogo aéreo ofensivo. Perigo constante nas bolas paradas.
OTAMENDI (6) – Está nas suas mãos renovar (ou não) pelo Benfica. Ao longo dos 90 minutos, esteve seguro, limpando lances complicados na área e aparecendo no ataque para cabecear com perigo. Reclamou um penálti sofrido aos 42 minutos.
DAHL (4) – Teve uma abordagem infeliz que permitiu o golo de empate do Moreirense: ao tentar cortar a bola que seguia na direção de Diogo Travassos, falhou de forma clara.
RICHARD RÍOS (7) – Um dos motores da equipa. Apontou o segundo golo e assistiu Ivanovic para o 3-1. Teve ainda um grande passe para Pavlidis, colocando o grego frente a André Ferreira, mas Gilberto Batista tocou na bola e evitou o golo. Apesar do cartão amarelo e de um susto por lesão, foi crucial na recuperação alta e na definição do último passe.
AURSNES (6) – Há um Benfica com ele e outro sem ele. Foi, como de costume, o equilibrador habitual. Recuperou a bola que deu origem a uma oportunidade clara de Pavlidis e teve outra recuperação que daria origem ao golo de Ríos. Jogo de sacrifício e rigor tático.
LUKEBAKIO (6) – Muito desequilibrador no 1x1 e também na marcação de cantos. Aos 10 minutos, apontou dois de seguida: no primeiro, António Silva cabeceou para boa defesa de André Ferreira; no segundo, o central acertou no poste direito, embora em falta. Esteve perto do golo após uma grande jogada individual aos 17 minutos, rematando rente ao poste direito. Por fim, aos 29’, entrou muito bem pela direita, cruzou atrasado e, na sequência, Ríos fez o 2-1. Substituído e, de novo, a não gostar de sair, tal como Mourinho também não gostou....
LEANDRO BARREIRO (7) – Com Mourinho, é Barreiro e mais dez. O médio respondeu com golo e assistência: marcou o golo mais rápido da época (2') e assistiu Ríos para o 2-1. Demonstrou uma capacidade de chegada à área e influência direta no marcador acima da média.
RAFA (5) – Doze jogos na Liga e só por uma vez realizou os 90 minutos (em casa do Gil Vicente). Voltou a não concluir o jogo e, até sair, teve duas ou três tentativas de fogacho, todas inconsequentes. Atuou mais como facilitador, desmarcando os colegas (como no lance de Lukebakio), mas sem grande brilho.
PAVLIDIS (4) – Sim: apenas um golo nos últimos 11 jogos (na receção ao V. Guimarães). Lutou, correu, esforçou-se, mas nada lhe saiu bem. Nem sequer, desta vez, a tapar o início de ataques do adversário. Má fase que já dura há cerca de dois meses. Jogo de muito trabalho, mas nenhuma eficácia. Teve boas oportunidades e trabalhou bem de costas para a baliza, mas não conseguiu concretizar, sendo substituído por Ivanovic aos 75 minutos.
DEDIC (6) – Entrou com uma energia contagiante. Atirou uma bola à barra de cabeça e ainda somou uma assistência para o último golo de Ivanovic.
PRESTIANNI (6) – Criou o lance do quarto golo com uma grande jogada individual na direita, mostrando que é um agitador de jogo nato.
SCHJELDERUP (5) – Entrou para dar critério ao lado esquerdo. Tentou cruzamentos venenosos e chegou a pedir penálti num lance dividido.
MANU (-) – Entrou nos descontos apenas para refrescar o meio-campo e fechar os caminhos para a baliza, com pouco tempo para se destacar.
A Bola







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