sábado, 29 de abril de 2017

CAMINHO DE CIVISMO


O campeonato está ao rubro, mas ainda não é encarnado. Não porque se jogue um futebol encantador, mas porque fora das quatro linhas a indigência moral tomou conta do espaço mediático.. O lixo é tanto que dar-lhe muito espaço só aumentava o mau cheiro que provoca. Numa semana de Sporting-Benfica, onde os encarnados foram prejudicados em trés penalties em quatro minutos, facto absolutamente inédito no futebol mundial, foi também o único emblema que optou por não protestar, reclamar e vociferar contra o homem de preto, simpatizante, aliás, do clube rival com quem discutimos o título. Este caminho de civismo é muitas vezes (frequentemente também tenho culpas), criticado pelos próprios adeptos, que não percebem porquê tanto dano sem nenhuma contestação. Acresce que à hora do desfecho de Alvalade ainda o mundo das notícias não havia sido bafejado com a informação do cintilante resultado dos azuis e brancos frente ao poderoso Feirense, e, por isso, os dois pontos que deixámos em Alvalade podiam, como podem, custar o título nacional. Anote, porque vão todos morrer  sem ver outra vez, trés penalties em quatro minutos sem um protesto ou lamento.
Faltam quatro jogos para disputar e o Benfica tem que se centrar nas quatro linhas, no jogo e na baliza adversária. Nos truques, nas fintas e nos ardis externos já sabemos ser piores que a concorrência. Temos mesmo que ser muito melhores dentro de campo para vencer um campeonato, que já estava ganho sem erros de arbitragem. Boa notícia ter terminado o calvário de lesões, excelente notícia ter de volta Jonas e ter recuperado Fejsa em razoável condição. Encher a Luz contra o Estoril, porque sábado é mesmo uma final. Aqueles que acreditavam em Jorge Jesus acreditam agora em Pedro Emanuel, só nunca os vi acreditar neles mesmos. Tem razão porque o Estoril é boa equipa e  Pedro Emanuel bom treinador.

Sílvio Cervan, in a bola

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