Alteração tática resultou contra o SC Braga. Duvido que resulte contra equipas com blocos mais baixos.
Bruno Lage, treinador do Benfica, sobre a construção frente ao SC Braga
O Benfica está nas meias-finais da Taça de Portugal, depois de um jogo com casos, é verdade, mas com uma exibição convincente, sobretudo na primeira parte — viu-se uma águia bem mais próxima da que se mostrou em outubro/novembro, pouco depois de Roger Schmidt ter sido substituído por Bruno Lage, do que daquela que se arrastou por vitórias magras, às vezes nem isso, nos últimos dois meses.
Como nota de contraste com tempos recentes, fica a forma como o Benfica se arranjou em campo, com a presença simultânea de Dahl e Álvaro Carreras no onze. A defender, o sueco junta-se a Kokçu e Aursnes no meio-campo e Bruma vai tapando, de vez em quando, as subidas do lateral-direito adversário. Já a atacar, Dahl abre no flanco, Bruma procura terrenos interiores e Carreras funciona como terceiro central.
A equipa parece mais equilibrada, mas o espanhol perde protagonismo e envolve-se muito menos no ataque do que acontecia quando jogava como tradicional lateral-esquerdo. Fará sentido, ainda mais quando Carreras começa a acusar cansaço — é o jogador com mais minutos nas pernas pelo Benfica esta temporada. Mas pensando na forma como ajudava a desbloquear jogos pelo flanco esquerdo, o Benfica também arrisca perder alguma criatividade.
Tenho dúvidas de que faça sentido contra equipas com blocos mais baixos, ocasiões onde construir a dois, com eventual ajuda dum médio, pode mesmo ser a melhor opção.
Hugo Vasconcelos, in a Bola
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