O Benfica venceu com competência e naturalidade o Gil Vicente, em Barcelos, e deixou em campo a ideia de que os jogadores estão em sintonia com a ideia que o treinador deles, Bruno Lage, tem repetido nas últimas jornadas - que será preciso juntar doses generosas de sacrifício e superação à qualidade que existe.
O Benfica colou-se ao Sporting na liderança do campeonato, depende apenas dele para ser campeão, mas os desafios da reta final são difíceis; implicam deslocações a Porto, Guimarães e Braga, além das incertezas de um dérbi na Luz precisamente com o Sporting e armadilhas a que será preciso estar atento, como as que podem colocar Arouca e Aves SAD, adversários complicados.
Numa fase da época em que os minutos pesam ainda mais nas pernas, em que existem problemas de ordem física, é fundamental ter pelo menos a cabeça no lugar e o coração a puxar pelas forças.
Testemunhos no relvado como os do insuperável capitão Nico Otamendi, do fragilizado Tomás Araújo, que recusa render-se, de Kokçu, há muito a pensar na equipa e não apenas nele, o passo em frente de habituais suplentes como Amdouni, ou a mais-valia que têm sido as contratações de inverno Bruma, Dahl e Bellotti, vão convencendo os benfiquistas de que realmente têm uma equipa, uma família, uma tropa preparada para a luta.
Não é por acaso que o líder tem insistido nestas três imagens e é seguramente nelas que se encontrará o próximo campeão nacional. Há imponderáveis, sortes e azares, mas definitivamente deixou de haver tempo para tiros nos pés e nos joelhos.
Nélson Feiteirona, in a Bola
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