segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

BENFICA: MAIS UM ANO PERDIDO ENTRE A EUFORIA REAL E A DEPRESSÃO TONDELA



É numa montanha russa de emoções e resultados que a águia de Mourinho - mas também de Lage e Schmidt - vive há muito tempo
Do 8 ao 80; e outra vez ao 8; e de novo ao 80 e, por fim, novamente no 8. É nesta montanha russa de emoções, de resultados, de exibições que o Benfica de Mourinho — mas também, já antes, de Lage e de Schmidt — vive há muito tempo, há demasiado tempo, até, tendo em conta os altos objetivos sucessivamente apontados, ano após ano, em cada discurso, ora do presidente Rui Costa, ora dos citados treinadores e jogadores. E o desfecho, inevitavelmente, repete-se, deixando à vista um cada vez mais provável novo ano perdido para os lados da Luz.
Desta vez, o problema nem esteve na irregularidade exibicional. Pelo contrário, o nível de construção das águias no enlameado e escorregadio relvado de Tondela até foi elevado, mas a finalização foi nula, como se percebe pelo 0-0 final — e isto após dois jogos em que os encarnados haviam somado oito golos (4-2 com o Real Madrid e 4-0 com o Estrela).
No espaço de quatro dias, o Benfica conseguiu ser épico e qualificar-se para o play off da UEFA Champions League, batendo o maior clube do Mundo — porém, longe de ser o melhor da atualidade — e empatar com o penúltimo classificado da Liga Portugal, num resultado que sabe a derrota, porque deixa os homens da Luz a cinco pontos do Sporting e em risco de ficar a 12 do FC Porto, caso este vença na noite desta segunda-feira o Casa Pia.
Um 0-0 em Tondela depois do 4-2 com o Real Madrid com um toque de fina ironia: se na noite épica de quarta-feira o herói foi Trubin, ontem o principal responsável pelo resultado final foi também um guarda-redes, neste caso Bernardo, o herói que tudo travou.
Tem a palavra o líder FC Porto, sabendo que vencer hoje lhe permitirá manter a vantagem de sete pontos sobre o Sporting em vésperas de clássico (é já na próxima ronda, dia 9) entre dragões e leões.
A ressaca europeia volta a fazer das suas. Várias equipas envolvidas nas emoções da derradeira jornada da Champions que, este fim de semana, sentiram mais dificuldades do que o habitual. O Sporting, após histórica vitória em Bilbau (3-2), o mesmo Sporting que bateu o PSG (2-1) e que assegurou lugar na elite do top-8 e apuramento direto para os oitavos, ontem só ao minuto 90+6 conseguiu conquistar a vitória frente ao Nacional.
Mas há mais: o Bayern empatou em Hamburgo (2-2), o Manchester City cedeu pontos com o Tottenham (2-2) e o Real Madrid só ao 90+10', de penálti, fez o 2-1 com o Rayo Vallecano, só para citar alguns exemplos.

João Pimpim, in a Bola 

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