domingo, 15 de março de 2026

TAÇA DA LIGA: CONQUISTA A TODO O GÁS!

 


Numa exibição de gala, sob o forte apoio dos adeptos, o Benfica bateu o Eléctrico, por 7-1, e conquistou a 5.ª Taça da Liga do seu palmarés. O troféu escapava aos campeões nacionais desde 2022/23.

Numa meia-final imprópria para cardíacos, o Benfica bateu o Leões Porto Salvo nas grandes penalidades (5-4, após o 2-2 no tempo regulamentar) e selou a presença na grande final deste domingo, 15 de março.
No Pavilhão Multiusos de Gondomar, que foi casa da prova desde os quartos de final, os Benfiquistas pintaram as bancadas de vermelho e branco. Ainda antes do pontapé inicial, os adeptos fizeram sentir a sua força no aquecimento.
O espetáculo abriu com imagens das equipas, acompanhado de um jogo de luzes e de fumos. Do palco para a quadra, surgiram as equipas, brindadas com fortes aplausos. O pavilhão ergueu-se para cantar o hino nacional, que, quando terminado, deu lugar a gritos de Benfica! Feita a vénia aos adeptos, a equipa tirou a habitual fotografia, os capitães cumprimentaram-se, trocaram-se as últimas palavras e rolou a bola!
Léo Gugiel, Kutchy, Arthur, André Coelho e Carlos Monteiro foram os 5 escalados por Cassiano Klein. André Correia e Peléh ficaram fora das escolhas do treinador, por opção, enquanto Afonso Jesus não foi convocado devido a uma lesão muscular na coxa esquerda.
No primeiro lance do encontro, os Benfiquistas celebraram o 1-0, que saiu do pé de Carlos Monteiro.
Pany Varela (2') rematou forte, mas direto para as mãos de Diogo Basílio. Entrava a todo o gás o campeão nacional! Henrique Vicente obrigou Léo Gugiel a uma grande defesa aos 3'. Seguiu-se uma bola de Higor ao poste e um remate do Eléctrico ao lado. Primeiros minutos de grande intensidade, acompanhados pelos cânticos que os dois lados entoavam. Grande ambiente, e que bonito quando assim é!
Diego Nunes esteve muito perto de ampliar (5'), mas o guardião do emblema de Ponte de Sôr impediu. No minuto 7, mais uma grande defesa de Léo Gugiel, com a sola do pé, a remate de Gonçalo Paixão.
Ligados e a fazerem boa leitura do jogo, os encarnados dominavam. Um corte de Simi Saiotti travou a bomba que saiu do pé de Arthur (9'). Na quadra e nas bancadas, só dava Benfica em Gondomar! Quando dos dois lados os Benfiquistas se cruzavam, criavam um eco arrepiante.
Carlos Monteiro quase bisou aos 11', não tivesse o esférico esbarrado na trave. Jacaré foi direito ao alvo e, no mesmo minuto, colocou os vermelhos e brancos a vencer por 2-0.
Ainda aos 11', Léo Gugiel defendeu o remate de Henrique Vicente. Apesar da vantagem das águias, o jogo estava a ser disputado a alta intensidade e com muita entrega.
Diego Nunes, em posição de canto, atirou à malha lateral aos 15'. E o 3-0 só não surgiu porque um jogador do Eléctrico conseguiu travar o remate de Tchuda com o corpo.
Na sequência de uma recuperação de bola, Silvestre passou a bola a Diego Nunes, e este atirou ao poste. Na sobra, Tchuda não perdoou! Estava feito o 3-0 aos 17', sob o forte apoio dos sempre audíveis Benfiquistas.
Ao intervalo, os campeões nacionais venciam por expressivos 3-0!
O domínio do Benfica manteve-se na 2.ª metade. No ataque, Léo Gugiel, interventivo, subia na quadra e colocava as águias em situação de superioridade numérica. A temperatura mais morna do terreno de jogo em nada esmorecia o calor que vinha das bancadas.
"Que lindo é vermelho e branco", entoavam os adeptos quando, aos 26', Silvestre rematou ao lado. Diogo Basílio também avançou no campo, Jacaré apanhou a bola e rematou, mas o guardião conseguiu regressar à baliza e defender.
Grande jogada de Lúcio Rocha aos 27', a levar a melhor sobre vários adversários, a ficar na posse do esférico e a fazê-lo chegar a Silvestre, que, na esquerda do ataque, fez balançar as redes do Eléctrico (4-0). Explosão vermelha e branca no pavilhão!
No minuto 29, com Léo Gugiel fora da baliza, o Eléctrico chegou ao golo (4-1). Simi Saiotti rematou, André Coelho ainda tentou evitar, mas foi tarde demais. O tento deu ainda mais força aos Benfiquistas, que, pela primeira vez, cantaram, alto e em bom som, o Ser Benfiquista.
Mais motivado, o Eléctrico foi atrás do resultado e aos 35' atirou uma bola à trave. No minuto 36, o Benfica dilatou. Arthur descolou, deu o esférico a Silvestre e este rematou certeiro para o 5-1, festejando para e com os Benfiquistas! Após protesto por parte do Eléctrico e a revisão VAR, o árbitro revelou a decisão de validar o golo por não haver qualquer infração no lance.
Já estava ganho, mas ficou ainda melhor! Aproveitando o 5x4, Kutchy dilatou para 6-1 o score (38'). O ala do Benfica dirigiu-se ao banco para celebrar com Peléh. Léo Gugiel, muito saudado pela equipa, deu o lugar a Diogo Carrera para os minutos finais.
A cereja no topo do bolo, que levantou os Benfiquistas e não mais os sentou, foi o golo de Silvestre, a sentenciar a vitória dos campeões nacionais, por 7-1! "O Benfica ganhou", cantava-se, a pulmões. Que exibição de gala que o Benfica apresentou nesta final!
Os jogadores correram para as bancadas e, em frente aos adeptos, gritaram repetidamente "1904". Seguiu-se a guarda de honra à equipa de arbitragem e ao Eléctrico. Recebidas as medalhas por parte do conjunto de Ponte de Sôr, a equipa do Benfica dirigiu-se ao palco. Distribuídas as medalhas, a Taça da Liga foi entregue ao capitão Afonso Jesus, que, quando a ergueu, causou uma explosão de benfiquismo no pavilhão!
A união entre equipa e adeptos ficou eternizada numa fotografia de família. Enquanto Léo Gugiel e Arthur recebiam os prémios de Melhor Guarda-redes e Melhor jogador da final, respetivamente, o restante coletivo dava a volta ao recinto para cumprimentar o público.
Fotografias, autógrafos e mensagens foram partilhadas entre os jogadores e os adeptos. Nesta tarde/noite, o Benfica ganhou, e foi muito mais que um troféu.
A ambição está em alta e as baterias já estão apontadas para novas metas. O campeão nacional volta a encontrar o Eléctrico no dia 21 de março (sábado), pelas 15h00, desta feita a contar para a 19.ª jornada da 1.ª fase da Liga Placard, no Pavilhão Fidelidade.




DECLARAÇÕES
Cassiano Klein (treinador do Benfica): "Primeiramente, agradecer muito aos nossos adeptos, porque trouxeram uma sinergia para nós fascinante. É muito gratificante chegar ao pavilhão e sentir isso. [Importância de marcar no primeiro minuto] Acredito que o 1-0 é sempre ótimo. Quando o jogo é muito equilibrado qualquer vantagem é um caminho, mas vejo que competimos muito bem. Temos uma entrega, uma concentração muito grande. Fomos constantes. Oscilámos muito pouco durante a partida e não é fácil jogar uma final tendo 40 minutos com o mesmo foco. Todos os jogadores conseguiram entrar muito determinados, conseguiram ter uma atuação fantástica. Vejo também que é um grupo que merece muito. Merece demais. Convivemos com eles diariamente uma época e meia; o tanto que eles se entregam e trabalham. Na semana passada tivemos uma situação em que lutámos muito para continuar na competição e não conseguimos. Vejo que na quarta-feira não nos mostrámos tão bem na questão do espírito e de alma que é a nossa equipa. Na sexta-feira resgatámos e hoje fomos no ápice. Voltámos a ser realmente essa equipa que luta por cada milímetro do campo. E essa conquista para nós é muito gratificante por tudo isso o que nós falámos. [Um Benfica que quer sempre mais mesmo em vantagem] É uma coisa que nós defendemos muito. Você joga pelo que você acredita e não pelo placar, mas vejo que a nossa equipa tem um espírito que gosta de competir. E isso é um ponto muito relevante, porque tínhamos uma vantagem. E nós queríamos lutar ainda mais no jogo. Eu creio que talvez tenha sido que fez com que conseguíssemos ter uma margem maior no final. Dar os parabéns também à equipa do Eléctrico, porque foi uma equipa que mereceu muito estar na final. E foi um jogo desafiante. Apesar do placar final, nós que nos preparámos e lutámos os 40 minutos sabemos que a equipa tem muito mérito. E foi um prazer dividir essa final com eles."




André Coelho (fixo do Benfica): "Sou muito feliz, realizado. Muito feliz por este grupo, que tanto trabalhou diariamente. Tivemos uma dura derrota e conseguimos levantar-nos muito bem. Fizemos três jogos fantásticos, o grupo esteve excelente. Um agradecimento aos Benfiquistas que encheram o pavilhão nos três jogos. Isto é incrível jogar com esta atmosfera. Felicidade, orgulho. E agora queremos conquistar mais, obviamente. [Análise a todos os jogos desta competição] Foi uma competição muito bem disputada, com muitos jogos decididos por grandes penalidades. Só um jogo da meia-final e agora este da final é que não foram a grandes penalidades. Foi uma competição muito equilibrada. Sabíamos que ia ser muito difícil com qualquer adversário que fôssemos enfrentar. Mas fomos supercompetentes, fomos a melhor equipa, merecemos. Acho que foi justíssima a vitória na competição. [Viagem para Lisboa] Muita festa. O desporto é isto. Saber valorizar as vitórias. Nós perdemos tantas vezes, sabemos muito bem o quanto custa perder. Portanto, quando ganhamos temos é de desfrutar, temos é de valorizar, porque a verdade é que nunca sabemos quando é que voltamos a ganhar. Vamos festejar muito hoje. E amanhã será um novo dia para voltar a trabalhar para jogar o Campeonato. [Ambição para o resto da época] Objetivo a objetivo. Agora temos o Campeonato para acabar em 1.º lugar. Ainda temos uma Taça de Portugal para disputar, que vai ser um jogo difícil com o Torreense. Mas estamos na luta. O objetivo é ganhar as duas competições que nos restam disputar. E amanhã, como eu disse, é um novo dia. A festa vai ser hoje, mas amanhã já é um novo dia. Vamos voltar a trabalhar para dar mais títulos a este Clube."






Arthur (ala do Benfica e MVP da final): "Tento manter a consistência de ter impacto em todos os jogos. Claro que sempre com a ajuda dos meus companheiros, que me fortalecem a cada dia para ter esse êxito. Estou muito feliz por ter sido o melhor jogador [da final]. Agradecer aos meus companheiros que me potencializam sempre. Agradecer a Deus também e a toda a minha família que me apoia. Porque sem eles não é fácil. Sei a dificuldade que é jogar no Benfica, manter o Clube lá em cima, no topo. Tenho de estar sempre bem preparado para entregar o meu melhor. Então, fico feliz com o nosso título, que merecíamos. E individualmente também. [Importância deste título para o que falta disputar na temporada] Perdemos a Supertaça aqui e fomos eliminados da Champions, num grande jogo, por pormenores. Mas falta muita coisa. Há a Taça de Portugal. Ainda temos os play-offs da Liga para disputar e é não desistir e ter bastante perseverança. Eu acho que este grupo merece. Acho que é, nada mais que do merecido, coroar com este título hoje para dar sequência na caminhada com muita confiança."




Léo Gugiel (melhor guarda-redes da final): "Primeiramente agradecer a Deus pela oportunidade. Acho que fizemos um grande jogo. Sabíamos da dificuldade que íamos enfrentar. Então preparámo-nos para um jogo muito difícil. Depois as coisas acabaram por acontecer mais facilmente por nós nos termos preparado para um jogo mais difícil. Fomos felizes nas chances que tivemos para fazer o golo. [Prémio de melhor guarda-redes da final] É mais um mérito de todo o grupo. Porque todos defendem muito. Toda a gente corre bastante para dar a vida para defender e eu sou só quem está ali por último às vezes, quando não há mais ninguém para tirar, para tentar salvar. Mas o que importa é o Benfica vencer. O Benfica está sempre no topo. E é isso que procuramos sempre. [Conquista aumenta a motivação para o resto da época] Isso não tenho dúvidas. Tivemos uma grande desilusão na semana passada, que foi a eliminação na Champions. Mas, como sempre costumamos falar ali entre nós, ganhando ou perdendo, temos sempre de pensar no próximo jogo. E foi o que aconteceu. Pensamos na semana seguinte que tinha a Taça da Liga. Foi uma semana muito dura psicologicamente. Tivemos de fazer muita força para nos concentrarmos depois da desilusão que tivemos. Mas fomos felizes e fomos coroados com um grande título. [Dedicatória da Taça da Liga] Para a minha família que está lá em Odivelas, a minha esposa e o meu filho. São a minha base. Quando ganho, quando perco, estão sempre comigo. E sou muito grato pela energia que sempre me transmitem. Amo-os muito."




Higor (pivô do Benfica): "É um momento importante. Sabemos que ganhar pelo Benfica é um momento especial, é um momento diferente. Nada melhor do que começar o ano dessa maneira. Começar o ano a colocar o Benfica no mais alto nível que é onde ele deve estar. [História do jogo] Nós sabemos que o Eléctrico tem-nos causado sempre danos em casa, no Campeonato. É uma equipa que não desiste, é uma equipa muito agressiva. E sabíamos que se não entrássemos ao nosso mais alto nível, o jogo tornar-se-ia complicado. Entrámos muito ligados, muito concentrados e conseguimos um placar que nos deixou tranquilos durante a partida. [O que podem prometer aos adeptos?] O que podemos prometer é muita entrega. Poucas pessoas sabem, mas muitos jogadores hoje estão no seu limite. Mas o que importa agora é comemorar e prometemos que vai haver muita entrega do começo ao final. [Dedicatória desta vitória] À minha esposa que veio aqui pela primeira vez. Ganhar com ela no pavilhão é um momento importante para mim. Para nós que somos estrangeiros no país, ter a família por perto, ainda para mais no pavilhão a apoiar-nos é fenomenal. Com certeza que nos ajuda bastante durante a época."




Kutchy (ala do Benfica): [Dedicatória do golo a Peléh]. Não é segredo. Antes do jogo, o Peléh tinha falado comigo e disse que se fizesse o golo, que era para ir dedicar. Portanto, foi isso. [Importância de marcar]. Foi um sentimento de orgulho. E também foi um alívio, porque acho que também estávamos um pouco ansiosos, porque estávamos ali numa fase menos boa do jogo. Mas ganhámos. [Equipa constantemente à procura do golo]. Claro, nós começámos o jogo com uma boa vantagem. Após o golo do Eléctrico, tivemos ali numa fase menos boa. E claro, procurámos sempre marcar, que era para ficarmos mais confortáveis no jogo. [Moldura vermelha e branca nas bancadas]. É só dizer um grande obrigado. Estivemos sempre em casa. Então, claro, estamos agradecidos pelo apoio dos adeptos."




Diogo Carrera (guarda-redes do Benfica): "O míster deu-me uma oportunidade. O jogo estava bom. Claro que é sempre difícil entrar nestes jogos e sentir este ambiente, mas a equipa também me ajuda. E correu tudo bem. [Penálti defendido no jogo com o Leões Porto Salvo] Claro que vêm sempre as emoções à flor da pele ver que temos um público tão bom e a apoiar-nos. Mas sim, a equipa também ajudou e estou muito bem ambientado. E claro que foi muito bom. [Uma palavra para os mais jovens] Às vezes, no futsal encontramos pedras e coisas no caminho. Trabalhar, trabalhar sempre e acreditar. E passar por cima de tudo porque é possível. E é não deixar de sonhar. [Vencer pelo Benfica é especial?] Sim, claro que sim. Ser Benfiquista é incrível. Ver esta gente toda a torcer pelo Benfica é um sentimento incrível. Não há como explicar."

SL Benfica

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