domingo, 31 de maio de 2026

URGENTE! BENFICA PODE FICAR SEM NOVO TREINADOR!

                  

Uma final aborrecida e Marco Silva vai roer a corda?

                  

BENFICA-IMPRENSA 31 Maio GLORIOSO ENCONTRA NOVO PATRÃO PARA A DEFESA E TREINADOR COMPLICA-SE!! 🦅🔴

                  

😱 AGORA É A SÉRIO! MOURINHO CAI OU MARCO SILVA ENTRA?!

                  

ESTARÁ O FUTEBOL PORTUGUÊS A DAR UM PASSO EM FALSO?

 


A centralização da exploração dos direitos televisivos no futebol português foi decretada pelo governo em 2021, para implementação obrigatória em 2028. Desde então, pouco tem sido feito no que concerne à valorização do produto, além de que acontecimentos ulteriores reforçam os riscos já nessa altura identificados, tendo em conta a reiterada contestação a alguns dos pressupostos dessa decisão.

O tema da centralização dos direitos televisivos não é recente. O início da exploração desta fonte de receita começou por iniciativas individuais de clubes, instituindo-se assim o modelo ainda em vigor. As alusões a uma eventual necessidade da captação conjunta das receitas televisivas por parte dos clubes portugueses, apesar de vagas e esporádicas, remontam a meados da década de 1990.
Nos anos 2000 começou a ganhar tração, nomeadamente no seio da Liga, mas também no domínio público. As manifestações de vontade provenientes de clubes de média e pequena dimensão quanto à instituição de um modelo que promovesse a redução das disparidades na capacidade de investimento de cada clube tornaram-se recorrentes, alegando-se que estariam em causa, como objetivos mais relevantes, a sustentabilidade financeira de cada um deles e o aumento de competitividade na competição.
Só a partir de 2015 o assunto ganhou relevância, entrando na agenda mediática de forma menos intermitente, impulsionado, em parte, pela posição de princípio assumida por Pedro Proença, eleito presidente da Liga de Clubes em abril desse ano, em prol da instituição de um modelo de partilha de receitas, mas a ser implementado no médio/longo prazo.
Chegado dezembro, as intenções foram obrigatoriamente adiadas. Enquanto decorria a terceira temporada consecutiva em que o Benfica optara pela exploração própria dos direitos televisivos através da BTV, foi anunciado o acordo com a NOS, válido para três épocas e com a possibilidade de ser estendido a 10, até ao término de 2025/26. Atendendo ao que foi publicado na altura, o montante envolvido fez deste o maior negócio da história do futebol português: 400 milhões de euros, sendo que 75% deste valor (300 milhões de euros) correspondia aos direitos televisivos, e o remanescente (100 milhões de euros) à distribuição do canal de televisão do Clube, o que significou um aumento brutal em relação aos cerca de 8 milhões de euros recebidos anualmente relativos ao contrato anterior.
Seguiram-se, no mesmo mês, os anúncios dos acordos de FC Porto e Sporting, ambos com montantes impactantes também, mas que incluem outras fontes de receita.


No caso do FC Porto, o parceiro de negócio foi a Altice e o montante global atingiu os 457,5 milhões de euros. No anúncio do acordo foi afirmado que se trataria do "maior negócio de sempre do desporto português". A abrangência do negócio foi mais alargada, os timings diferentes e a duração mais prolongada comparativamente ao efetuado pelo Benfica: foram incluídos os direitos televisivos durante 10 temporadas, com começo em 2018/19 e término em 2027/28, a distribuição do Porto Canal durante 12 anos e meio (até final de junho de 2028), a exploração dos espaços publicitários no seu estádio e, ao longo de 7 épocas e meia, a publicidade na frente da camisola.
Em relação ao Sporting, o valor total comunicado chegou aos 515 milhões de euros. Também no caso leonino, o contrato foi além dos direitos televisivos e da distribuição do seu canal de televisão. A transmissão dos jogos foi vendida por 10 épocas (término em 2027/28), assim como a exploração da publicidade estática e virtual do Estádio José Alvalade; a distribuição do canal por 12 anos e meio; o estatuto de patrocinador principal durante 12 épocas e meia; e ainda um aditamento aos contratos então em vigor, que terminariam em junho de 2018, dos direitos televisivos e da exploração da publicidade estática e virtual do estádio. No comunicado da NOS, foi esclarecido que, da parte que lhe competia (ou seja, excluindo o referido aditamento), o montante total ascendia aos 446 milhões de euros.
Independentemente da forma como os contratos de FC Porto e Sporting foram comunicados na sequência do anúncio do Benfica, o que ficou claro para todos foi o salto gigantesco na faturação destes três clubes no que respeita aos direitos televisivos. E enquanto perdurava, em programas sobre "futebol", a discussão estéril sobre qual dos chamados três grandes passaria a ganhar mais com a televisão, os lamentos de clubes com menor dimensão iam ganhando visibilidade, apontando-se, por exemplo, que o clube que mais faturava tinha um contrato 15 vezes superior ao que captava a menor receita deste cariz.
À medida que se aproximavam as eleições seguintes na Liga, em 2019, a exploração conjunta dos direitos televisivos já passara a ser um objetivo, ao invés de uma mera visão de futuro. Efetuaram-se estudos e produziram-se relatórios. Chegou a ser afirmado que nenhum clube iria perder receita, pois estimou-se que os rendimentos totais atingiriam 275 a 325 milhões de euros por época. Até que, em 2021, o poder político decretou a obrigatoriedade de um modelo (ainda hoje por definir) que terá de entrar em vigor em 2028.


O NOVO CONTRATO DO BENFICA
Válido para as épocas 2026/27 e 2027/28, o montante total do novo contrato do Benfica ascende a 114,2 milhões de euros (57,1 milhões de euros/ano). Este valor engloba os direitos de transmissão televisiva e multimédia dos jogos em casa da equipa A de futebol sénior da Benfica SAD para o Campeonato Nacional de futebol da 1.ª Divisão, bem como dos direitos de transmissão e distribuição do canal Benfica TV. Estas duas componentes geram 104,6 milhões de euros nos dois anos. Acresce um contrato de exploração publicitária do canal Benfica TV que deverá atingir um montante adicional de 2,4 milhões de euros e a retenção do direito de exploração da publicidade dinâmica no Estádio do Sport Lisboa e Benfica, valorizado em 7,2 milhões de euros.
PORTUGAL – UM CASO ESPECÍFICO
Aquando do anúncio da aprovação, em Conselho de Ministros, do Decreto-Lei que determina a comercialização centralizada dos direitos televisivos e multimédia dos jogos de futebol das 1.ª e 2.ª Ligas, foi referido que o objetivo era "valorizar os direitos televisivos e multimédia das competições profissionais de futebol, tornando igualmente a distribuição das receitas mais equitativa entre sociedades desportivas".
As razões apontadas prenderam-se com "assinaláveis desigualdades" entre clubes no que respeita a este tipo de receita em comparação com o observado noutros países e com a alegada "menor competitividade dos campeonatos."
Se é factual que as diferenças de receita entre os que mais e menos faturam são claramente maiores do que noutros países, a questão da competitividade carece de fundamentação adequada, pois são vários os casos de escassa competitividade interna em campeonatos cujos direitos televisivos são explorados de forma centralizada, o que demonstra que não há correlação entre estas duas variáveis. Ademais, se é uma realidade que os países melhor posicionados no ranking da UEFA centralizam os direitos, não menos o é que os países abaixo de Portugal neste domínio também o fazem, o que invalida, também, a correlação entre modelo de exploração dos direitos televisivos e a competitividade externa.
É preciso notar que o futebol português tem um desempenho muito acima do que seria expectável tendo em conta os aspetos económicos. Ocupa, atualmente, a 6.ª posição do ranking de clubes por país da UEFA, lugar a que regressou após dois anos na 7.ª posição. Aliás, Portugal tem oscilado entre estes dois lugares desde 2016, o que leva a um tema pertinente: são escassos os setores de atividade económica em que se verifica um desempenho a este nível no quadro europeu.
O futebol português está, assim, num grupo seleto de setores de atividade económica que se destacam no âmbito da União Europeia, como, por exemplo, calçado e têxtil, cortiça, moldes industriais, pedra natural, cerâmica, conservas de peixe e pouco mais.
O seu contributo para a economia pode constatar-se pelo volume de negócios, em 2023/24, superior a 1073 milhões de euros, com uma contribuição direta para o PIB de 0,25% a 0,29% (entre 660 e 670 milhões de euros por época); nos impostos pagos ao Estado, com 268 milhões de euros em 2023/24, um crescimento de 18% face ao ano anterior; nos cerca de 4400 empregos diretos, para além de milhares de postos indiretos em áreas como media, eventos, turismo, segurança, comércio e tecnologia; nas enormes receitas geradas com a exportação de talento, o que o torna num contribuinte líquido positivo para a balança externa portuguesa.
Deve-se ainda considerar o desporto português no seu todo: o ecletismo é fortemente alavancado economicamente na atividade do futebol, nomeadamente no concerne aos maiores clubes, responsáveis pelo grosso do investimento.


AS DESIGUALDADES EXISTEM MESMO
As diferenças nas receitas televisivas dos clubes portugueses estão em linha com os outros dois grandes conjuntos de receitas, as comerciais e as de dia de jogo. Este facto resulta da singularidade de a massa adepta de futebol em Portugal ser, em mais de 90%, apoiante de 1 de 3 clubes, sendo que quase metade professa o benfiquismo. Num relatório da UEFA, o Benfica foi mesmo indicado, de forma destacada, como o clube na Europa que reúne a maior percentagem dos adeptos no país de origem (47%).
Entre vários indicadores relevantes neste domínio, talvez o mais gritante tenha que ver com a presença de espectadores nos jogos do Campeonato Nacional português. Na temporada 2024/25, um total de 2 828 392 adeptos presenciaram ao vivo os 96 jogos em que intervieram Benfica, FC Porto ou Sporting. Nos restantes 210 encontros foram apenas 933 526. Dito de outra forma: houve mais do dobro de jogos sem 1 dos 3 grandes do que com eles, e mesmo assim o total de espectadores não chegou a 1 terço do que o referente aos encontros em que Benfica, FC Porto ou Sporting participaram.
SINAIS EXTERIORES DE CONTENÇÃO
Alguns movimentos de mercados internacionais neste setor verificados nos últimos anos reforçam as dúvidas quanto ao potencial de sucesso da centralização dos direitos televisivos em Portugal, ameaçando que esta não passe, afinal, do "Eldorado" do futebol português.
A estimativa de receitas anuais situada entre 275 e 325 milhões de euros, a qual permitiria que nenhum clube ficasse a perder conforme foi afirmado, é alvo de críticas fundadas, considerada, por vários analistas, demasiado otimista no atual contexto.
Em França, os direitos foram alienados por cerca de 1,1 mil milhões de euros por ano para o ciclo de 2020-2024. Porém, a Mediapro, com uma fatia de cerca de 780 milhões de euros, entrou em incumprimento, resultando na rescisão do contrato. A entrada de um novo parceiro ofereceu estabilidade, mas também uma acentuada descida da receita: um pouco acima dos 650 milhões de euros por ano. Mais recentemente, no que respeita ao ciclo 2024-2029, o montante anual angariado recuou para os 500 milhões de euros, o que não evitou novos problemas, com a DAZN, a quem cabia 80% desse montante, a invocar número de subscritores abaixo do esperado, receitas insuficientes para justificar o investimento feito e fraca rentabilização do produto. Gerou-se um novo conflito, o qual culminou com rescisão antecipada e, agora, o lançamento de uma plataforma da liga francesa para transmissão dos jogos. Também na Bélgica tem havido problemas neste âmbito. No ciclo 2020-2025 esteve em vigor o maior contrato de sempre, correspondendo a uma verba anual ligeiramente acima dos 100 milhões de euros. Nesta época entrou em vigor o novo contrato, revisto em baixa: cerca de 84 milhões de euros anuais. Não obstante a diminuição do valor, o detentor tentou rescindir o contrato alegando que não é viável comercialmente. Os tribunais obrigaram-no a honrar o acordo.
Nos Países Baixos, o atual contrato, com duração de 5 anos, vale 675 milhões de euros que podem chegar aos 750 milhões de euros, ou seja, um valor potencial anual de 150 milhões de euros. Este montante representa um aumento em relação ao contrato anterior, mas abaixo das expectativas e significativamente menor do que se preconizou para a liga portuguesa aquando da afirmação de que "nenhum clube sairia a perder" com a centralização. Tendo em conta a maior população, o poder de compra bem mais elevado e a média de espectadores por jogo claramente acima da portuguesa, no mínimo deve gerar apreensão.
Em Inglaterra, o montante global tem subido, mas o gerado a nível doméstico não tem sofrido alterações significativas desde 2016, traduzindo-se numa perda real de valor tendo em conta a inflação. O mesmo se aplica à Alemanha, cujas receitas de televisão geradas pela Bundesliga no ciclo 2025-2029 são ligeiramente superiores ao período de 2017 a 2021, assim como no caso italiano, onde o aumento tímido verificado no atual ciclo não compensa a inflação e continua abaixo do faturado de 2018 a 2021.
E, no âmbito da FIFA, as receitas televisivas do Campeonato do Mundo de Clubes situaram-se bem abaixo das expectativas, levando a FIFA a optar por um acordo com um operador que transmitiu os 63 jogos numa plataforma online de acesso gratuito.


A POSIÇÃO DO BENFICA
Em várias intervenções públicas, os responsáveis do Benfica assumem a defesa de iniciativas que melhorem o futebol português e lhe confiram maior competitividade a nível europeu, sem deixarem de alertar para os riscos de implementação de um modelo cujas premissas são incertas ou obsoletas (por exemplo, potencial de obtenção de receitas sobredimensionado, legislação de combate à pirataria desadequada ou avanços tecnológicos na disponibilização de conteúdos que obrigam a novas soluções).
Acresce a constatação de que pouco ou nada foi feito para a valorização do produto desde que o Governo forçou a centralização da exploração dos direitos televisivos (condições de acesso e permanência nos estádios, iluminação, qualidade de jogo, etc.), começando por se discutir como distribuir receitas que ainda não foram asseguradas e nem sequer viram o seu potencial aumentado.
Outro dos pontos mais referidos tem que ver com a perda de receita dos clubes que mais recebem atualmente, o que conduziria inevitavelmente a uma perda de competitividade ao nível europeu devido à menor capacidade de investimento. A suposta competitividade interna resultaria, assim, de um indesejável nivelamento por baixo, com consequências por apurar.
Em traços gerais, o caminho apontado passa por adiar a centralização, repensar o modelo e criar as condições que permitam a efetiva valorização do produto antes da sua comercialização.
PRINCIPAIS CONCLUSÕES
A estimativa do valor atual dos direitos televisivos do futebol português, em torno dos 170 a 180 milhões de euros, não possibilita o cumprimento da promessa de que nenhum clube ficará a perder com a centralização. Mesmo os 225 milhões de euros ventilados recentemente em Assembleia Geral da Liga continuariam a ser insuficientes.
O Benfica, por ser destacadamente o clube português que mais obtém receitas televisivas, será o mais prejudicado. O seu novo contrato, apesar de negociado em condições adversas (apenas para dois anos), representa uma receita total de 57,1 milhões de euros por época. Tal resulta da sua enorme popularidade e predominância desta no país, conforme se constata em estudos sobre as massas adeptas e por espectadores nos estádios, audiências televisivas, número de associados ativos, receitas de televisão e comerciais (dos patrocínios ao merchandising, passando pela quotização).
Por tudo isso, o Benfica é o clube que mais tem a perder com a centralização. Como disse Nuno Catarino, vice-presidente e CFO do Clube, "o Benfica não precisa da centralização para valorizar o produto que comercializa". Mas fica claro, porém, que com a centralização, no cenário e previsões de receitas atuais, o Benfica será o mais prejudicado.
Artigo publicado na edição de 28 de maio do jornal O Benfica

BENFICA DESVALORIZA E NÃO TEM NENHUM JOGADOR NO TOP10 DA LIGA PORTUGAL

                 

8.º BENFICANDO NOITE DENTRO - Arranca a Noite mais Benfiquista do Ano no YouTube!! 🦅

                 

MERCADO DO BENFICA: DAVITASHVILI MAIS PERTO! CENTRAIS JORGE CUENCA E IBRAHIMA BA APONTADOS!

                 

🚨 VÍTOR PINTO EM MODO MARATONA! 🎬 NOVELA MOURINHO EPISÓDIO 999

                  

sábado, 30 de maio de 2026

TAMOS JUNTOS AO VIVO

                 

Entrevista exclusiva 2 : JOÃO CANCELO A MÃE❤️ A FAMÍLIA E O SONHO DE JOGAR NO BENFICA E BARCELONA!

                  

COMO CONVENCER MARCO SILVA?

 


Enquanto não há certezas, a crítica ocupa espaço; José Mourinho ficou sem condições que sejam benéficas para continuar na Luz; o Benfica precisa que Marco Silva sinta que vai ter sucesso

Tudo se vai passando nos bastidores, ninguém assume compromissos de viva voz e a crítica tem ocupado um espaço que está vazio pela ausência de comunicação e certezas de qualquer forma.
As eleições no Real Madrid baralharam tudo, Florentino Pérez tem de garantir que vence e José Mourinho que isso suceda, pois neste momento, e partindo do princípio que a proposta de renovação do Benfica está válida, a permanência na Luz já não seria benéfica.
Rui Costa, portanto, tem de encontrar um sucessor e isso significa convencer Marco Silva que, no meio de tudo isto, está na situação mais confortável. O Fulham quer renovar com ele, oferece um salário considerável e a Premier League, o mercado aonde todos querem chegar. Marco nunca ficará de mãos a abanar, ainda que também o clube londrino deva ter os seus timings para definir o futuro.
Além disso, Marco Silva conhece os números de José Mourinho no Benfica. Sabe quanto o clube estava disposto a pagar para garantir a continuidade do setubalense e sabe ainda que o Benfica não deve adiar muito mais uma decisão sobre o banco. Claro, há o exemplo de Farioli que chegou ao FC Porto bem mais tarde no verão, mas na Luz ainda se joga no campo político e ninguém admite que se chegue às AG de junho sem treinador.
O Benfica tem, portanto, de convencer Marco Silva. Pode até não lhe oferecer o mesmo ordenado que o Fulham, o próprio técnico saberá distinguir as realidades inglesa e portuguesa, mas tem de encontrar-se a nível financeiro com o técnico. Os encarnados ficaram sem o trunfo Champions no imediato, ainda que contem desportivamente na Europa como o Fulham não o faz.
Ao fim de muitos anos em Inglaterra, Marco Silva pode olhar para o Benfica como a oportunidade de conquistar títulos de forma consistente, regressar à Liga dos Campeões como ambição (o contrato nunca será de uma época) o que, caso assim o deseje, o pode recolocar no radar dos maiores campeonatos num patamar acima do Fulham.
Por fim, estrutura. Marco Silva disse-o, do lado do Fulham necessita de ter garantias para lá das financeiras: quer garantias desportivas. Marco Silva escutará a liderança, mas também saberá o que a crítica vai dizendo do Benfica e é, portanto, presumível que exija o mesmo na Luz. Isso pode agitar, de algum modo, a estrutura no Seixal. É preciso que Marco Silva sinta que não vem apenas para ocupar uma cadeira vazia, mas que tem condições para ter sucesso nela.
Luís Pedro Ferreira, in a Bola

🚨 ÚLTIMAS HORAS! MOURINHO DECIDE HOJE ?… E MARCO SILVA À ESPERA!

                 

BENFICA-IMPRENSA 30 Maio GLORIOSO TENTA RENOVAR ANTÓNIO E VENDER SIDNY EM DIA DE 8.º BENFICANDO!! 🦅🔴

                 

Mercado do Benfica!|Bassey é opção!sidny perto da saída? De Amorim foi observado !

                  

VAMOS CONHECER GUSTAVO SÁ: SERÁ MESMO ALVO DO BENFICA?

                 

MERCADO DO BENFICA: MOURINHO JÁ ASSINOU PELO REAL? GUSTAVO SÁ, SAVIOLO E SAMU COSTA APONTADOS!

                 

ANALISE CRÍTICA DA TEMPORADA 25/26: FRACASSO DESPORTIVO DO BENFICA: JOGADORES, TREINADORES, DIREÇÃO!

                  

🚨 DIAMANTINO PERDE COM VÍTOR PINTO EM DIRETO!

                  

⚽ Do Benfica para o Bayern, jogar na Grécia e João Félix - DELETRA (EP.44) c/ Tiago Dantas

                 

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Temporada 5 Episódio 59 (#300) - Podcast de final de época Parte II

                 

🚨 MARCO SILVA NO BENFICA?! VARANDAS FALA… E VILLAS-BOAS ENTRA NA GUERRA!

                 

O LADO DIREITO DO MISTER | T2 | EP. 07 | Fim de ciclo no Sporting e o mérito do Torreense

                 

Pizzi: «Só temos a noção do Benfica depois de ir ao Marquês» | Ponto Final

                  

BENFICA-IMPRENSA 29 Maio GLORIOSO QUER CRIATIVO PORTUGUES E MARCO SILVA FAZ DESCONTO NO SALÁRIO!! 🦅

                   

MARCO SILVA CERTO NO BENFICA? DIZEM QUE JÁ TRABALHA E SUGERE REFORÇOS!

                 

Mourinho e a época 26/27 | Ep.288

                  

ANÁLISE TÁTICA A MARCO SILVA: SISTEMA, MODELO DE JOGO E FORMA DE JOGAR! O QUE PODE MUDAR NO BENFICA?

                  

Benfica o clube do Salazar ? Fàbregas ou Marco Silva ? Amorim foi a Luz ver o Coelho | Schjelderup +

                  

🚨 BOMBA! MARCO SILVA JÁ EM LISBOA… MOURINHO FORA DO BENFICA?!

                  

quinta-feira, 28 de maio de 2026

🚨 MARCO SILVA NO BENFICA?! E A HUMILHAÇÃO DO SPORTING… NINGUÉM FALA!

                  

O Cantinho Benfiquista | Ep229 [EN] | No Time To Waste

                  

Paddock Club - Mercedes a ferver!

                   

«É triste - pela sua dimensão - o Benfica não lutar pela Champions» | HAVE YOU MET BENFICA?

                   

Mais sobre o Benfica District | Voo Picado #028

                  

BENFICA-IMPRENSA 28 Maio GLORIOSO COM NOVO ALVO PARA O MEIO CAMPO E MENDES PODE DESBLOQUEAR MOU!! 🦅

                  

DISASI E SAMU COSTA ESTÃO NO RADAR DO BENFICA! VALEM A PENA?

                 

QUEM SALVA O BENFICA ?

                 

REFORÇO NO CENTRO DA DEFESA DO BENFICA: UMA DAS POSIÇÕES PRIORITÁRIAS PARA O MERCADO EM 26-27!

                  

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Temporada 5 Episódio 58 (#299) - Podcast de final de época Parte I

                  

Guardião do Benfica na mira do Tottenham | MERCADO FLASH

                 

zorlaK - "Comentários do episódio 53 de O RESTO É BOLA"

                  

BENFICA-IMPRENSA 27 Maio MOURINHO E RUI COSTA CADA VEZ MAIS AFASTADOS E COM MARCO SILVA À ESPREITA!!

                   

BENFICA SEM CONTROLO DA SITUAÇÃO DE MOURINHO E MARCO SILVA!

                  

«Mourinho está a arrastar o nome do Benfica pela lama»

                  

REUNIÃO COM MARCO SILVA NESTA SEMANA? BENFICA APROVEITA AMOURA! RENOVAÇÃO DE ANTÓNIO SILVA!

                  

Mourinho quer levar Aursnes do Benfica | MERCADO FLASH

                  

terça-feira, 26 de maio de 2026

SONHO DE PORTUGAL NO MUNDIAL E FINAL DA CHAMPIONS À ESPREITA 👀 | PRE-BET SHOW Nº185

                  

zorlaK - "Rescaldo do final da Taça de Portugal"

                  

O TREINADOR PORTUGUÊS AINDA ESTÁ NA MODA?



 Principais técnicos lusos estão na iminência de mudar de ares mas, à exceção de Mourinho, nenhum deverá ser o escolhido para um grande clube do 'top' 5 europeu

Os jogadores são os principais ativos do mercado de transferências, mas as próximas semanas prometem muitas mudanças de treinadores, num daqueles alinhamentos cósmicos e com efeito de roda dentada, com entradas e saídas dependentes e interligadas.
Não é vulgar, por exemplo, termos um defeso com tantos técnicos portugueses de nomeada na iminência de mudar de ares - e alguns disputando os mesmo lugares. Partindo do pressuposto de que José Mourinho tem o futuro reservado (será o Real Madrid, mais semana menos semana) é curioso verificar que Jorge Jesus, Sérgio Conceição, Marco Silva ou Rúben Amorim estão em simultâneo no mercado, numa lista que pode estender-se eventualmente a Nuno Espírito Santo.
O que têm estes homens em comum? Todos passaram pelos três grandes de Portugal e à exceção do (ainda) líder do Fulham só um pode mesmo ser opção para o mercado de topo nacional. Os outros deverão manter-se pelo estrangeiro, mas dificilmente assumirão os principais clubes do Velho Continente, confirmando uma tendência recente: é difícil vermos um treinador português assumir o comando de um gigante de um dos cinco principais campeonatos europeus.
Mourinho será uma exceção e fruto de um contexto muito específico relacionado com a grande proximidade ao atual presidente dos blancos, Florentino Pérez, que busca desesperadamente alguém que ponha um balneário em ordem - é até redutor para Mourinho ser apontado ao lugar apenas e só pela personalidade e menos pelo que pode fazer do ponto de vista puramente técnico, tático e estratégico.
Recordando o que foi a temporada 2025/26, temos apenas os casos de Paulo Fonseca no Lyon (levou a equipa à pré-eliminatória da Champions e esteve muito tempo em zona de acesso direto numa luta em que o PSG não dá espaço à concorrência), Luís Castro que conseguiu o milagre de garantir o Levante na liga espanhola e o trio Marco Silva/Vítor Pereira/Nuno Espírito Santo na Premier League que andou entre o meio da tabela e o fundo (NES não evitou mesmo a descida do West Ham). E depois a experiência falhada de Amorim no Manchester United.
Começa a ser cada vez maior o fosso que separa a tão elogiada escola de treinadores portugueses, por exemplo, da espanhola - de longe, a melhor do mundo na atualidade. Porque o efeito-Mourinho de há 20 anos já passou: agora só abre a porta para ele.
Fernando Urbano, in a Bola

MOURINHO: BASTAVA QUERER



Falta de comunicação empurrou Mourinho para fora de um clube onde parecia querer estar e para os braços de um novo que ainda não o pode assumir;
É possível que, quando este jornal chegar às bancas, ou ficar ativo no site de A BOLA, José Mourinho já não seja o treinador do Benfica e tenha assinado regresso ao Real Madrid. Se não for já, podemos imaginar que seja quando estiver a embrulhar peixe, a forrar uma gaiola ou a proteger copos, cumprindo assim, retirando os que ficam em coleções, o seu ciclo de vida.
Mas para haver uma saída, houve uma entrada. Algo que há anos parecia impossível voltar a acontecer em setembro do ano passado, acabou por ser possível num clube que estava à beira de eleições e precisava de um treinador.
Agora, menos de um ano depois, por uma sucessão de episódios de má comunicação, apesar de todos falarem português, Mourinho vai sair - não serve para o Benfica, que não foi capaz de dizer categoricamente que o quer, mas parece ser mesmo o que o Real Madrid precisa. Mas há um requinte: o treinador português, de quem muitos diziam que já nenhum clube de topo quereria e teria de se contentar com migalhas de ligas periféricas, está agora novamente envolvido num processo eleitoral, sendo o trunfo (ainda não assumido) do atual ocupante do cargo.
O rei Florentino tem agora um adversário, pelo que se gerou um efeito dominó invertido - ainda não foi lançado o nome de Mou, o Benfica não pode avançar para o sucessor, mete-se o Mundial e daqui a nada começa a época, sendo que os encarnados são os únicos que terão de começar do zero.
E o lugar está tão frio, que Ruben Amorim, por exemplo, prefere não fazer nada durante uma época inteira, do que assumi-lo. Mas o Benfica volta a precisar de treinador.
Os adeptos poderão pensar: Farioli também começou do zero no FC Porto e veja-se onde está agora. Mas por vezes mesmo copos embrulhados em jornais também se partem numa mudança mal feita.

Ana Soares, in a Bola 

O BENFICA NÃO PODE ESPERAR MAIS



 A decisão sobre o próximo treinador do Benfica está por dias — talvez horas —, mas a indefinição arrastou-se demasiado. Para os benfiquistas, este atraso expõe fragilidades numa fase decisiva do planeamento para 2026/27.

Percebe-se a complexidade do contexto, sobretudo com nomes como José Mourinho e clubes como o Real Madrid envolvidos. Ainda assim, o Benfica não podia permitir que a incerteza chegasse a este ponto. Seja Mourinho ou outro treinador, o essencial é decidir — e decidir bem — com um projeto claro que já deverá estar em marcha. O cenário agrava-se quando os principais rivais avançam no mercado de transferências, reforçando plantéis, enquanto o Benfica continua sem liderança técnica definida.
Haverá fatores internos desconhecidos, mas, nesta fase, o esclarecimento prometido por Rui Costa sobre a época passada perde relevância. O foco tem de estar totalmente na próxima temporada. É precisamente aí que os benfiquistas exigem trabalho concreto. Quem assumir o comando da equipa deve encontrar um projeto sólido, sem interferências externas — as mesmas que terão contribuído para as saídas, talvez precipitadas, de Bruno Lage e Roger Schmidt. Com responsabilidade dos treinadores, sim, mas não só.
Paradoxalmente, este momento de instabilidade pode ser uma oportunidade. Uma oportunidade para reavaliar o plantel, dar segundas oportunidades a quem merece e apostar em jogadores com ambição e fome de títulos. Pode também ser o timing ideal para integrar jovens da formação preparados para competir ao mais alto nível.
Talvez seja necessário ajustar expectativas e privilegiar a construção de uma equipa consistente, em vez de uma equipa de nomes. Há qualidade no plantel do Benfica, mas também lacunas evidentes. Ainda assim, o maior risco seria iniciar 2026/27 sob o mesmo clima de dúvida. Mais do que talento individual, o Benfica precisa de recuperar identidade, mentalidade e consistência competitiva. Resta saber se o clube — e os benfiquistas — saberão transformar a incerteza numa oportunidade.
Obrigado, Florentino Pérez e Bernardo Silva
Termino com dois agradecimentos, ainda que tardios: a Florentino Pérez e a Bernardo Silva. Obrigado ao presidente do Real Madrid por quase nunca falar em público, como se conclui pela imagem sexista que deixou na recente conferência que fez para se vitimizar e anunciar eleições antecipadas. E obrigado ao internacional português, estrela mundial, pela lição que deixou numa entrevista recente — «Não, não volto ao Benfica este verão»; «Sim, fui contactado para saberem da disponibilidade»; «Sim, fui eu que recusei voltar agora». Mas alguém fica mal nesta fotografia? Não me parece. Tudo claro e sem pontas soltas. Na comunicação muitas vezes é como no futebol: bom e difícil é jogar simples.
Nélson Feiteirona, in a Bola

BENFICA: O GUIÃO DE UMA ÉPOCA SEM CONTROLO



 O ano do Benfica foi desastroso. Têm existido tantos episódios que, por vezes, parece que estamos perante uma verdadeira telenovela.

Episódio 1: Supertaça e Champions
A época começou com a conquista da Supertaça e a qualificação para a fase de liga da Liga dos Campeões. Pelo caminho ficou, entre outras equipas, o Fenerbahçe, de José Mourinho. Apesar do sucesso inicial, um empate frente ao Santa Clara (marcado por uma escorregadela de Otamendi) e uma derrota com o Qarabag serviram de argumento para Rui Costa e a sua administração despedirem Bruno Lage. A ideia que ficou foi a de que estes dois resultados foram o pretexto para trazer um trunfo que garantisse votos nas eleições.
Episódio 2: A chegada do salvador
José Mourinho chegou ao Benfica como o homem que devolveria o clube à glória. Foi também o treinador que, enquanto adversário, dizia que o plantel encarnado era riquíssimo. Rapidamente mudou de opinião. O discurso passou de uma equipa recheada de soluções para um grupo limitado e mal construído.
Na apresentação, Mourinho deixou uma frase que incendiou os adeptos: «Alguém pode dizer não ao Benfica?» Naquele momento parecia impossível. Mourinho, muito mais do que um líder de balneário, transmitia a ideia de ser uma figura capaz de devolver exigência, identidade e até estabilidade emocional ao clube.
Episódio 3: A primeira conquista
A primeira e única conquista de Mourinho não aconteceu dentro das quatro linhas, mas fora delas. A sua chegada teve impacto direto na reeleição de Rui Costa e criou a esperança de que finalmente existiria alguém capaz de reorganizar um clube perdido em várias frentes.
No relvado, esperava-se uma equipa vencedora. Na comunicação, aguardava-se uma estrutura mais preparada para lidar com pressão e crises. No planeamento do futebol, exigia-se mais credibilidade e capacidade de decisão. Mourinho passou rapidamente a ser visto como uma solução global. Uma contratação quatro em um, que acabava por concentrar demasiadas expectativas numa única pessoa.
Episódio 4: O exemplo do Dragão
O Benfica foi ao Dragão para não perder. O próprio Mourinho assumiu isso no final do jogo. O problema é que o Benfica raramente entra em campo, em Portugal, apenas para sobreviver. O objetivo era evitar ficar a sete pontos da liderança. Acabou o campeonato a oito, com a agravante de o FC Porto já ter tirado o pé do acelerador nas últimas jornadas. Ficou uma imagem de um Benfica receoso, curto emocionalmente e demasiado preocupado em limitar danos.
Episódio 5: A Taça da Liga e o mercado
Sem grande evolução exibicional e com resultados europeus inconsistentes, a Taça da Liga parecia a grande oportunidade para Mourinho conquistar o primeiro título no clube. Depois da eliminação do Sporting, o SC Braga surgia como o principal obstáculo. Mais uma vez, o Benfica falhou num momento decisivo.
Seguiu-se o mercado de inverno. Depois de tantas críticas ao plantel, esperava-se uma intervenção forte e criteriosa. A realidade foi diferente. Chegaram Sidny e Rafa, um jogador de 33 anos, parado desde novembro e com um dos salários mais elevados do plantel. A ideia de um projeto sustentado deu lugar à sensação de gestão ao sabor do vento.
Episódio 6: A Noite épica e o caso Vinícius
O grande momento da temporada aconteceu frente ao Real Madrid na Champions. Uma exibição memorável, que terminou de forma épica, com um golo de Trubin a garantir a passagem à fase seguinte da Champions, quando poucos acreditavam.
Mourinho voltou ao centro das atenções mundiais e saiu claramente reforçado. Poucas semanas depois surgiu o caso entre Vinícius e Prestianni.
O Benfica teve aí uma oportunidade para mostrar maturidade comunicacional. Voltou a falhar. Em vez de controlar a narrativa, entrou numa discussão pública sobre versões e interpretações, deixando o nome do clube correr o mundo pelas piores razões.
Episódio 7: A Liga Virtual
Sem conseguir acompanhar os rivais na classificação real, o Benfica apostou grande parte da sua comunicação na crítica às arbitragens. Durante algum tempo, muitos adeptos aceitaram essa narrativa. O problema é que chega sempre um momento em a realidade ultrapassa a ficção. Normalmente, quando um clube passa demasiado tempo a discutir fatores externos é porque deixou de conseguir controlar os internos.
Episódio 8: Quem manda no Benfica?
O último episódio talvez seja o mais revelador de todos. Em março, Mourinho colocou-se à disposição para renovar contrato. Rui Costa respondeu lembrando que ainda existia mais um ano de ligação entre as partes. O tema parecia fechado. Entretanto surgiu o interesse do Real Madrid e o discurso mudou. Mourinho passou a adiar qualquer decisão, afirmando estar totalmente concentrado na luta pelo segundo lugar.
Já a três dias do final da temporada, revelou ter recebido uma proposta de renovação — mais tarde descrita pelo próprio como «uma muito boa proposta» — e anunciou que iria analisar no fim da Liga. Mourinho passou a dispor de todos os elementos decisivos: uma proposta formal, uma janela curta de decisão e a possibilidade de condicionar o futuro imediato do clube.
Num grande clube, isto dificilmente acontece. Os grandes clubes não vivem suspensos de uma decisão individual, por mais influente que seja o protagonista. Definem o seu rumo, antecipam o planeamento e controlam o calendário. Aqui, pelo contrário, o planeamento da próxima época ficou inevitavelmente dependente de uma resposta pessoal.
Num verão ainda condicionado por um Mundial e por um mercado que pode arrancar tarde, essa indefinição ganha mais peso. Talvez seja aqui que a temporada volta ao ponto de partida: um Benfica que começou a época a reagir aos acontecimentos e termina a aguardar, novamente, por uma decisão que não controla.
Por fim, para fechar a novela, fica apenas uma última pergunta: será que Mourinho vai dizer não ao Benfica?
A VALORIZAR: BRUNO FERNANDES
Eleito unanimemente o melhor jogador da Liga Inglesa. Uma época fantástica de um jogador excecional. Este feito é ainda maior por o ter sido conseguido num Manchester United em reconstrução. É atualmente o líder indiscutível da nossa Seleção em todas as dimensões: qualidade, personalidade, liderança e exemplo.
Diogo Luís, in a Bola

¡EL MADRID EN CAOS! LA VOTACIÓN DESATA LA TENSIÓN

                   

BENFICA-IMPRENSA 26 Maio GLORIOSO PERDIDO NA PREPARAÇÃO DA NOVA ÉPOCA POR CAUSA DA NOVELA MOURINHO!!

                    

OS AMERICANOS E O BENFICA

 


No passado dia 23 de abril, a Entrepreneur Equity Partners assinou um acordo para a compra dos 16,38% da Benfica SAD detidos pelo Grupo Valouro e pelo seu acionista José António dos Santos, conhecido no universo benfiquista como o rei dos frangos.

Trata-se de um fundo de investimento norte-americano ligado ao desporto e ao entretenimento, com participação na gestão de arenas desportivas e espaços de espetáculo. Com esta operação, investidores americanos passam a deter mais de 21% da SAD encarnada, uma vez que a Lenore Sports Partners já havia adquirido 5,24% do capital em 2025.
Importa, porém, clarificar uma questão essencial: o Benfica clube continua a controlar a SAD. Detém cerca de 67% do capital e é o único titular das ações de categoria A, que conferem direitos especiais. As ações agora adquiridas pertencem à categoria B e não atribuem esses privilégios. Este é um ponto importante.
Os estatutos da SAD foram desenhados precisamente para garantir esse controlo. O clube tem direito de preferência na transmissão das ações, pode amortizar ações de categoria B em determinadas circunstâncias, dispõe de poder de veto nas decisões estruturantes e pode nomear um administrador com direitos reforçados no conselho de administração.
Em resumo: enquanto mantiver a maioria do capital e o controlo dos órgãos sociais, quem manda na SAD é o Benfica. Mas isso não significa que os novos acionistas sejam irrelevantes. Muito pelo contrário.
A SAD está cotada em bolsa, depende de financiamento externo e necessita de preservar credibilidade junto de investidores e credores. Quem investe cerca de 40 milhões de euros não o faz para assistir da bancada. Quer influência, informação e capacidade de participação nas grandes decisões estratégicas.
Aliás, basta olhar para os números: a cotação bolsista recente avaliava a SAD em cerca de 170 milhões de euros, mas esta operação implicou uma valorização próxima dos 250 milhões. Quem paga muito acima do valor de mercado acredita que o ativo vale bastante mais e, como é lógico, espera retorno.
É difícil imaginar que estes investidores estejam interessados apenas nas receitas televisivas ou nas mais-valias desportivas. O potencial do chamado Benfica District, os naming rights do estádio, a expansão internacional da marca ou até futuras operações relacionadas com jogadores deverão fazer parte da equação.
A entrada de acionistas com experiência no mercado desportivo mais sofisticado do mundo pode, aliás, representar uma oportunidade. Os americanos dominam como ninguém a indústria do entretenimento e do espetáculo desportivo. Podem trazer novas competências de gestão, inovação comercial, profissionalização e valorização da marca.
O problema é outro. José António dos Santos há muito dava sinais de querer vender a sua participação. Perante esse cenário, teria sido desejável que a Direção do Benfica tivesse antecipado o processo, procurado investidores alinhados com uma visão estratégica para o clube e conduzido a operação em vez de apenas reagir a ela.
No FC Porto, e também no atual Sporting, dificilmente uma situação destas teria acontecido desta forma. Mais uma vez, a liderança de Rui Costa parece correr atrás dos acontecimentos em vez de os controlar. Reage, adapta-se, tenta limitar danos, mas raramente define o jogo. E tem mais probabilidades de perder.
E no futebol, como na gestão, quem passa o tempo a correr atrás da bola dificilmente consegue controlar o jogo.
O Direito ao Golo desta semana vai para o Torreense. Extraordinária e merecida vitória na Taça de Portugal. Parabéns aos de Torres Vedras pela inédita conquista: um clube da segunda divisão ganhar a Taça não tem precedente! E também para Afonso Eulálio, o ciclista português liderou a Volta a Itália durante nove dias, e está agora no segundo lugar da classificação geral. Fantástico!
João Caiado Guerreiro, in a Bola