O Benfica venceu o Estoril, por 1-3, na 34.ª e derradeira jornada da Liga Betclic 2025/26.
Triunfo justo do Benfica frente ao Estoril (1-3), no desafio da 34.ª e última jornada da Liga Betclic 2025/26. No Estádio António Coimbra da Mota, boa exibição do coletivo, com Richard Ríos (7'), Bah (14') e Rafa (16') a assinarem os golos das águias; Peixinho (90'+1') fez o tento de honra dos anfitriões.
Noite de sábado, 16 de maio, marcada pela deslocação do Benfica à Amoreira para enfrentar a formação do Estoril naquela que foi a ronda que fechou a Liga Betclic 2025/26.
Com Trubin, Bah, Tomás Araújo, Otamendi, Dahl, Aursnes, Richard Ríos, Prestianni, Rafa, Schjelderup e Pavlidis no onze eleito por José Mourinho, foi um Benfica autoritário e dominador que entrou em campo.
Ainda com a possibilidade matemática de ascender ao 2.º lugar da classificação geral, que daria acesso à Liga dos Campeões, primeiro, era necessário cumprir, vencer e somar os 3 pontos; depois, esperar que no desafio disputado à mesma hora, no Estádio José Alvalade, o Sporting escorregasse perante o Rio Ave...
Ora, no Estádio António Coimbra da Mota, os encarnados começaram bem e, logo no minuto inaugural, Bah cabeceou e fez a bola rasar o ferro. Estava dado o mote! E não foi necessário esperar muito para o tento inaugural do encontro.
Minuto 7, jogada iniciada em Prestianni, com a bola a viajar de corredor para corredor e a encontrar Schjelderup. Com conta, peso e medida, o internacional norueguês cruzou para Richard Ríos, que, pleno de oportunidade, encostou para o 0-1.
O Benfica carregava e, aos 10', o 0-2 esteve à vista, não fosse Joel Robles estirar-se e dizer "não" ao remate forte e colocado de Prestianni. Mas o segundo chegou pouco depois...
Canto batido por Prestianni no lado esquerdo, Tomás Araújo subiu ao 3.º andar e desviou de cabeça para a entrada de Bah, à ponta de lança, a disparar para dilatar a vantagem: 0-2, aos 14'. Dois minutos volvidos, festejou-se mais um!
Bah na construção e a bola chegou a Prestianni. O internacional argentino descobriu Rafa, que, com um pormenor delicioso, ganhou espaço e rematou rasteiro e pleno de intenção para o 0-3.
O Benfica dominava as operações e, aos 27', Richard Ríos esteve muito perto de bisar... Mais uma vez Joel Robles mostrou serviço.
Ao intervalo, os encarnados venciam, por justos mas curtos 0-3, numa primeira metade marcada pela intensidade da formação comandada por José Mourinho e também pelo minuto 21, com as palmas e os cânticos a virem das bancadas para saudar o último jogo do camisola 21, Pizzi.
O reatar foi tirado a papel químico do arranque, isto é, com mais uma grande oportunidade para o Benfica. Prestianni cruzou e Rafa, no meio dos centrais, elevou-se mais alto e cabeceou forte, contudo, à figura do guardião estorilista.
Com uma vantagem de 0-3, o Benfica foi construindo, atacando, e, aos 57', mais um momento de bom futebol. Excelente combinação entre Rafa e Prestianni, com o internacional argentino a assumir a conclusão da jogada, num remate forte e cruzado. A bola passou perto do alvo.
No minuto seguinte, emoção e gratidão, com Pizzi a ser substituído por Guitane. Fazendo um corredor humano junto à linha divisória, as duas equipas juntaram-se para prestar tributo ao jogador, que realizou o último desafio da sua carreira. O camisola 21 fechou o livro em lágrimas. Uma vénia! Obrigado, Pizzi.
De regresso às quatro linhas, foi momento de Trubin mostrar serviço, com André Lacximicant a entrar na área e a rematar cruzado para uma grande intervenção.
Aos 68', mudanças no xadrez encarnado, com as entradas de Lukebakio, Barreiro e Dedic, para as saídas de Prestianni, Rafa e Bah, respetivamente... mas foi do outro lado da barricada que veio novo sinal de perigo, através de Peixinho. Trubin estava atento, mas o remate saiu para fora.
Os últimos 20 minutos ficaram marcados por mais um bom par de ocasiões para as águias dilatarem. Aos 73', Lukebakio encheu o pé para defesa apertada de Joel Robles; aos 74', novamente Lukebakio a tentar a sorte, com a bola a sair muito perto do alvo.
Já com Manu em campo (entrou aos 80' para o lugar de Aursnes), o Benfica esteve muito perto do 0-4: Tomás Araújo cabeceou na área e a bola passou rente ao ângulo superior direito (84') da baliza.
Schjelderup deu lugar a Bruma, também aos 84', e, aos 85', ocasião soberana. Richard Ríos recuperou a bola junto à área do Estoril, ficou frente a frente com Joel Robles e rematou fora do alcance do guarda-redes. Quando já se gritava golo, Kévin Boma, com um corte em cima da linha, negou o intento.
Não marcou o Benfica, marcou o Estoril. Já no primeiro minuto do tempo de compensação (90'+1'), Peixinho, com um grande remate de pé esquerdo, assinou o tento de honra dos anfitriões, fechando o marcador final: 1-3.
Vitória justa do Benfica, fruto de uma boa exibição do coletivo, a fechar a temporada. As águias encerram 2025/26 no 3.º lugar da geral, com 23 vitórias e 11 empates, sem sofrerem qualquer derrota, com 74 golos marcados e 25 sofridos, 80 pontos no somatório.
SL Benfica
AS NOTAS DOS JOGADORES DO BENFICA:
Melhor versão do colombiano ajudou a resolver o jogo ainda na 1.ª parte. Entrada de rompante também com dedo de Schjelderup e Prestianni. Pavlidis em noite de desacerto no adeus de Otamendi
Melhor em campo: Richard Ríos (7)
O internacional colombiano terminou a época no nosso País com o pé direito. A exibição na Amoreira deixou sinal de esperança em relação ao futuro individual do médio na Luz, porque se apresentou no Estoril em versão 'gourmet' e tem tudo para assim continuar. Assinou exibição musculada e autoritária, sobretudo nos primeiros 45', em que tomou conta do meio-campo e varreu os canarinhos do primeiro terço da águia, fazendo sinal STOP a muitas jogadas. Iniciou e concluiu o lance do 1-0, aos 7', esteve perto do 4-0 num remate frontal aos 27' e, depois, aos 85', num chapéu sobre Robles que Boma evitou que fosse golo. Este Richard Ríos que desaguou na Linha promete muito mais para a próxima época. Com esta versão de Ríos, e repetindo a equipa mais vezes os primeiros 15' de ontem, o sucesso ficará sempre mais perto.
Trubin (5) — Esteve a segundos de despedir-se de 2025/26 com uma clean sheet, mas nem com asas parava o remate de Peixinho que valeu o golo de honra do Estoril aos 90+1'. Isto num jogo em que praticamente não teve defesas para fazer. Só aos 33' foi chamado à primeira, detendo com facilidade remate frontal de Begraoui. Depois limitou-se a ver as bolas rondarem a área, mas sem passar por calafrios, até que Peixinho soltou o génio...
Bah (6) — Boa exibição no regresso à titularidade. Não tem a vertigem vertical de Dedic, mas visou a baliza de Robles logo aos 41 segundos e fez o 2-0 aos 15', emendando desvio de Tomás Araújo ao primeiro poste após canto de Prestianni. Não teve grande trabalho defensivo, controlando as subidas de Gonçalo Costa e companhia.
Tomás Araújo (5) — Não esteve nos melhores dias no capítulo do passe, mas controlou a sua zona de jurisdição. Desviou a bola para Bah no lance do 2-0. Pecou na pressão sobre Peixinho no lance em que o Estoril reduziu a desvantagem.
Otamendi (6) — Fez a despedida do Benfica. No jogo 281 de águia ao peito teve trabalho com o poderio físico de Lacximicant e foi resolvendo os poucos apuros provocados pelo Estoril.
Dahl (5) — Menos vertical que noutros jogos, ficou atento às incursões de Begraoui e evitou que o Estoril marcasse aos 60' com alívio na hora H.
Aursnes (6) — Ajudou (e muito) a conter as investidas do Estoril no primeiro tempo, oferecendo ascendente nas operações no miolo que ajudou a explicar os 15 minutos à Benfica que cedo resolveram o jogo. Manteve a toada após o intervalo, mas com mais trabalho perante Estoril mais determinado.
Prestianni (7) — Ajudou muito a que os primeiros 15' (16', vá...) fossem à Benfica e deixou marca nos lances dos três primeiros golos: no 1-0 fez boa viragem de flanco para Schjelderup cruzar; marcou o canto que deu o 2-0; e deixou a bola com Rafa para este resolver em posição frontal e fazer o 3-0. Na retina ficou ainda grande slalom aos 10', a tirar defesas do caminho e a ver o golo negado por Robles. Voltou a tentar aos 57', num remate rasteiro a passe de Rafa.
Rafa (6) — Chegou à Amoreira à esquina do golo 100 pelo Benfica e conseguiu-o aos 16', com remate de pé esquerdo após bom gesto técnico a esconder a bola do opositor. Esteve perto de bisar, de cabeça, logo no início da 2.ª parte, obrigando Robles a boa defesa.
Schjelderup (7) — Deixou o flanco direito da defesa do Estoril em brasa desde cedo, fazendo a cabeça em água a Ricard Sánchez. Grande cruzamento para Ríos no 1-0, disparo fortíssimo aos 12' e várias tentativas para furar o desenho ofensivo dos canarinhos.
Pavlidis (4) — Jogo frustrante.Voltou à titularidade, mas quase nada lhe correu de feição. Sobretudo nos primeiros 45', em que fez mais lembrar o Pavlidis acabado de chegar, pouco rotinado e pouco esclarecido, quase um corpo estranho lá na frente, por vezes trapalhão. Teve chance aos 77', num cabeceamento frontal, mas não marcou e ainda foi apanhado em fora de jogo.
Leandro Barreiro (5) — Rendeu Rafa e ajudou a manter a pressão ofensiva atrás de Pavlidis.
Lukebakio (5) — Teve três tentativas: obrigou Robles a boa defesa aos 72', ameaçou com remate a rasar aos 74', e desperdiçou aos 82', quando podia ter dado a Schjelderup, em melhor posição.
Dedic (5) — Manteve o corredor direito ativo nos últimos 15'.
Manu (-) — Colecionou alguns minutos num final de época discreto e com pouca utilização.
Bruma (-) — Entrou para os últimos minutos no provável adeus ao Benfica.
Pedro Soares, in a Bola






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