sábado, 3 de julho de 2021

NA MARGEM DE CÁ DO RUBICÃO

 


"Como sucede no mundo da bola, dois generais disputavam o poder: Pompeu Magno e Júlio César. O primeiro recolhia sobretudo apoios junto das classes mais elevadas e do senado, enquanto que o segundo emergia, cada vez mais, como herói das campanhas na Gália (o nosso general, com seu tiro certeiro, dá pelo nome de Éder). Ora, contrariando ostensivamente as ordens provindas de Roma que intimavam Júlio César a dispersar as suas tropas e a regressar a Roma, onde o aguardava a destituição, eis que o bravo e ambicioso general fez exactamente o contrário: colocando-se à frente da sua legião, decidiu, soltando o grito mais famoso de desafio e provocação da história militar, “alea jacta est” (as sortes estão lançadas), atravessar o rio Rubicão e avançar, sem medo, sobre Roma e carregar sobre os que contra ele conspiravam. E tão vibrante e resoluta foi a sua marcha que Pompeu e seus apoiantes fugiram espavoridos, deixando a Júlio César caminho aberto ao poder absoluto: “ aut Cesar aut nullum”: ou César ou nada!
O rio Rubicão, talvez mais regato, passou assim a simbolizar um contexto de dificuldade face ao qual há que tomar, com afoiteza, uma decisão: atravessar para a outra margem, em vez de ficar paralisado na margem de cá - como aconteceu com o nosso melífluo, mas confuso, General Fernando Santos. Apesar de dispor de uma segunda linha de reserva, jovem, ambiciosa e excepcionalmente talentosa, insistiu, num esgar de auto-defesa, nos de sempre - apesar de vagarosos e exaustos. Esquecendo que as batalhas se ganham com irreverência e ousadia (“audentes fortuna juvat” - a sorte protege os audazes) (Virg. Aen. 10, 284), o nosso general à paisana, confiando-se à capciosa proteção da santinha do bolso do casaco, escolheu permanecer na margem de cá do nosso rubicão, à espera, quem sabe, de uma providencial canoa ( chalana já não temos) que nos pudesse dar uma boleia.
Em vez de lançar o Mendes e o Gonçalves, recorrendo ao pote de fumos para confundir o adversário, o Guedes para romper as linhas de defesa dos flamengos, o nosso general, agarrado à ordem de operações, elaborada nos gabinetes de estado-maior, ficou refém dos seus medos - e o medo de perder é a mais segura garantia de que se perderá mesmo - como se perdeu, malgrado as boas oportunidades de que desfrutámos. Sim, o que nos faltou foi a ousadia de avançar sobre os que conspiravam tramar-nos, foi, enfim, o nosso atávico encolhimento, a nossa eterna mania de não nos vermos e sentirmos merecedores de ser felizes. E para exorcizar esta nossa ancestral familiaridade com a infelicidade, há sempre um Presidente a apontar o rumo: somos dos melhores e vem aí o mundial, num aceno do placebo de que, por qualquer distração dos deuses, o podermos vir a ganhar.
Meus amigos, na “Isla de la Cartuja” os cartuchos das nossas armas foram de pólvora seca. Faltou-nos usar o lote completo das nossas munições que nem sequer saíram do paiol. E já se viu que, com este general, dificilmente ganharemos a guerra: é urgente que passemos o rubicão e ultrapassemos o nosso proverbial acanhamento.
Como se nos exige na luta contra o covid: o que o momento nos pede é que o enfrentemos na rua e na normalidade quotidiana das nossas tarefas e não que, apavorados e submetidos aos donos do dinheiro, nos escondamos todos em casa.
A continuarmos amarrados a este padrão comportamental, o nosso belo país mudará de fisionomia e a sua paisagem será usurpada e desfigurada por um sem-fim de painéis solares. O nosso sol, porventura o nosso maior motivo de orgulho, ser-nos-á roubado por espoliadores internacionais.
Tudo porque insistimos em permanecer transidos de medo na margem de cá do rubicão.
Ousemos enfrentar os nossos inimigos - mas comecemos pelos nossos medos e nossos fantasmas."

DESIGUALDADES FÍSICAS E PSICOLÓGICAS

 


"Mais do que a desigualdade orquestrada pelos modos de organização das competições desportivas ou das que resultam da grande disparidade dos recursos financeiros, o recurso à dopagem coloca em evidência a questão da desigualdade física e psicológica entre os desportistas. Ela toca a essência da atividade, a igualdade corporal, que abrange principalmente a prática desportiva. Como define Jean-Marie Brohm (1976, p. 89), “o desporto é a instituição que a humanidade descobriu para registar a progressão física contínua”. E o corpo é concebido como uma “potência perfectível” (p. 89). Por consequência, atentar ao princípio da pureza do corpo, é colocar em causa o objetivo primeiro da prática desportiva. Como registar o progresso do corpo humano se ele apresenta modificações com o apoio de recursos externos? Mesmo se se crê “na possibilidade de majorar indefinidamente as possibilidades físicas, por uma exploração racional, sistemática, científica” (Baillette, 1992, p. 124), a legitimidade de uma tal situação coloca em causa o quadro ético e moral, no qual o desporto se inscreve. Com a alteração da noção de corporeidade, como dado puro e imutável, a dopagem leva a uma nova apreensão do corpo, concebido como suporte modificável, modulável e experimental.
Dantes, era o reconhecimento da excelência corporal, que tinha a ver com o reconhecimento do esforço consentido, quando da competição, depois do trabalho (treino) efetuado para tornar possível um determinado nível de performance. A performance desportiva tinha por objeto a validação dos méritos corporais individuais e/ou coletivos; ela atestava a superioridade de uns relativamente aos outros. Ela postulava a igualdade de oportunidades de cada um à partida: igualdade no respeito das regras da disciplina e a igualdade de componentes fisiológicas dos participantes. A desigualdade de resultados, neste quadro, não era contestável. O mérito do vencedor tinha a ver apenas com as capacidades físicas associadas a um trabalho de preparação de longa duração. No entanto, os factos que contradizem esta conceção abundam. As questões da dopagem saltam quase quotidianamente para as páginas dos jornais desportivos. Não faz sentido aqui relatá-los todos. Contentar-nos-emos apenas em salientar alguns exemplos para validar a ideia, segundo a qual o desporto se encontra confrontado a uma crise que conduz a interrogar sobre o sentido profundo desta atividade: a comparação das performances do corpo humano. O primeiro exemplo é o de Benjamin Sinclair Johnson, mais conhecido por Ben Johnson, nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. Vencedor da prova dos 100 metros, o sprinter canadiano é acusado de dopagem ao estanozolol, um esteróide anabolisante. O Comité Olímpico Internacional (CIO) restabelece a justiça desportiva, privando-o da medalha de ouro para a remeter a quem de direito: Carl Lewis, que tinha ficado em segundo lugar. Bem que tenha sido apanhado pelos “garantes da moral”, Johnson revelava ao mundo que a igualdade de oportunidades é um embuste e que só contam os resultados. Outro exemplo, é o caso da Volta à França de 1998. Pela primeira vez, a justiça civil é chamada a misturar-se com a justiça desportiva. Esta intrusão no espaço guardado do desporto testemunha a incapacidade da instituição desportiva em manter o ideal igualitário e a vontade política de preservar este espaço social, como espaço moral de referência (Attali, 2004). A ação policial conduziu à exclusão de um grande número de ciclistas da Volta por estarem na posse de substâncias ilícitas ou porque o enquadramento desportivo e médico era suspeito de tráfico de substâncias dopantes. Este evento, sem precedentes, colocou em evidência outro aspeto da dopagem. Se o caso de Johnson poderia parecer um caso isolado, como um atleta sem escrúpulos, a Volta à França, e as acusações contra a equipa Festina, colocava em evidência uma lógica de dopagem assente numa organização estruturada. Mas não são apenas estas duas práticas desportivas (atletismo e ciclismo) que são manchadas com os casos de dopagem. É todo o universo desportivo.
Numa perspetiva sociológica, a dopagem não é uma súbita maldição. Segundo o sociólogo Perrow (1984), a dopagem surge como um “acidente normal”, que se reproduz num determinado contexto social. Os sociólogos relativizam a ideia de autonomia individual para a descrição dos factos. Eles sublinham, sobretudo, a implicação dos indivíduos nos constrangimentos sociais e na crítica da modernidade. A prática universal da dopagem mostra que os atletas não agem de forma autodeterminada. Uma constelação de indivíduos são os verdadeiros atores da violação das normas no desporto profissional moderno (Bette, 2011). As dinâmicas próprias do desvio, e o reforço do mesmo, implicam cada vez mais atletas no problema da dopagem a nível nacional e internacional, e em quase todas as práticas desportivas. Com o abandono do espírito do “fair-play”, os desvios tornaram-se escolhas estratégicas, cálculos racionais feitos com “sangue-frio” pelos atores desportivos para se adaptarem às possibilidades e constrangimentos do seu meio desportivo de alto rendimento. Existe uma correlatividade entre a tensão da incerteza e os resultados, vivida numa lógica de vitória/derrota. Os espetadores são fascinados por isso. Se o primeiro elemento é o desporto de alto rendimento, o segundo fator que engendra a dopagem é o público desportivo. Nas últimas décadas, o desporto de elite tem levado a uma melhoria das possibilidades técnicas, um elemento sólido e central dos lazeres modernos e de indústria dos lazeres. As competições desportivas são apaixonantes, até ao insuportável, formando uma ilha de diversão e de incerteza, que atrai e diverte. Enquanto observadores externos, os espetadores podem participar, sem que lhes seja exigida a produção de performances. As competições desportivas são interessantes para o público, dado que permitem experiências estéticas corporais e experiências coletivas, sem a necessidade de intimidade e proximidade. Também a procura de performances desportivas extraordinárias pelo público leva à atenção dos meios de comunicação social. As sociedades modernas levam a pensar o desporto como um “show desportivo”, para retomar a expressão de Georges Vigarello (2002), onde os atores desportivos se confrontam num “ringue” como os atores interpretam uma peça de teatro (Attali, 2004). Com base nos relatórios produzidos pelo Conselho Nacional Antidopagem (CNAD) e pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), de 2003 a 2018, é possível fazer-se o apuramento dos testes positivos de dopagem. Uma das conclusões que se pode retirar é que abrange quase todas as práticas desportivas. O futebol é a modalidade onde mais se verifica casos de dopagem (117 casos), seguindo do ciclismo (99 casos) e kickboxing e muaythai (56 casos) (cf. Figura 1).

Figura 1: Casos positivos de dopagem (2003 a 2018).
Fonte: CNAD e ADoP

Quando o princípio da equidade não é respeitado, seja pelo modo de organização das competições, seja pela modificação física e fisiológicas, ou ainda pela corrupção), o “desporto fica destabilizado”, levando a interrogar pelo seu futuro."

GIL DIAS | MAIS UM "31" PARA OS LADOS DA LUZ

 


"Após Rodrigo Pinho, Gil Dias foi o segundo jogador a ser oficializado pelo SL Benfica como contratação para a época 21/22. A verba despendida rondou, tem-se noticiado, os quatro milhões de euros e o ex-AS Monaco chega, tem-se noticiado igualmente, para fazer o corredor esquerdo no cada vez mais provável sistema de três centrais que Jorge Jesus empregará.
Tudo indica que o português de 24 anos terá que aguardar as folgas do titular lateral-esquerdo (será Grimaldo?) para ter minutos, o que, pela parca qualidade e consistência demonstrada nos últimos anos por Gil Dias e pela sua inutilização na posição que deverá ocupar, faz sentido. O que não faz tanto sentido é o desembolso de quatro milhões por um futebolista que parte para a época com o claro e unívoco estatuto de suplente.
Ainda assim, há características do jogador que participou em 33 jogos pelo FC Famalicão na temporada transata que podem, de uma forma muito potencial e que pode não vir a ser materializada, ajudá-lo a fazer boa figura como ala de propensão ofensiva no sistema de três centrais. Desde logo, a sua vocação para atacar, resultado da sua posição e formação originais (extremo).
Não obstante o facto de não se ter ainda imposto pela sua qualidade técnica, ela está lá e o jogador da Gafanha da Nazaré, num dia bom, pode desequilibrar em drible com muita facilidade. A vertente defensiva do seu jogo terá que ser trabalhada por Jorge Jesus, naturalmente, mas há um aspeto que agradará ao técnico das águias: os 186cm de altura de Gil Dias.
Sabe-se há muito que JJ é apreciador de laterais altos, muito pela capacidade inerente que os jogadores mais altos apresentam no jogo aéreo. O problema é que Gil Dias aparenta estar longe de ser um especialista nesse particular aspeto do futebol. Todavia, há algo de ainda mais importante que o novo “31” dos encarnados terá que aprimorar: a tomada de decisão.
Será vital que Gil Dias melhore nesse aspeto, de forma a, por consequência, melhorar os seus números estatísticos. Em 181 partidas como sénior, o reforço do SL Benfica tem 21 golos e 16 assistências, numa contribuição total de 37 (gosto muito deste número) golos – ou seja, contribui com um golo/assistência a cada cinco jogos.
Se o plano traçado por Jesus e companhia é, de facto, fazer de Dias a sombra de Grimaldo (?), os números do primeiro vão ter que ser outros (o espanhol tem menos golos na carreira – 18 (nunca foi extremo) -, mas tem 52 assistências no currículo). O SL Benfica adquire, assim, um suplente que pode desempenhar esse papel com qualidade, sem, no entanto, ser possível afirmar perentoriamente a priori que assim será.
Com lacunas mais prementes, a contratação de Gil Dias não deveria jamais ser a única consumada para lá da de Rodrigo Pinho (que estava já amarrado). Caberá, agora, ao jogador – com a ajuda do treinador – provar que merece estar no plantel benfiquista e que pode vir a ser um ativo rentável desportiva e financeiramente."

JORNALEIROS DIZEM QUE VEM UMA GUERRA E TEM UM EVANGELISTA, FUJAM...


 

sexta-feira, 2 de julho de 2021

SL BENFICA | JOÃO MÁRIO, A NOVA NOVELA DA LUZ?

 


"Já não é a primeira vez que um jogador de um clube rival é associado ao SL Benfica. Aliás, estas “novelas” acontecem quase todas as épocas, quando o mercado de transferências se inicia, mas, por vezes, tornam-se mesmo reais.
Temos alguns exemplos disso no futebol nacional, como os casos de Maxi Pereira, Nicolás Otamendi, João Moutinho, João Pinto ou até mesmo Paulo Futre. Esta época que se avizinha não é exceção e, desta vez, é João Mário o “ator principal”. O jogador do Inter de Milão, que na época passada esteve emprestado ao Sporting CP, está a ser associado ao SL Benfica.
São várias as notícias que relacionam o médio com as águias e que referem o alegado interesse da equipa de Jorge Jesus no jogador. A mim parece-me mais um fait diver. Apesar de João Mário ser um excelente jogador e de ter imensa experiência no que ao futebol português diz respeito, não me parece que essas notícias se tornem realidade.
O português fez quase toda a sua formação no Sporting CP e, na época transata, foi uma das principais figuras da conquista da Primeira Liga, somando 28 jogos, dois golos e uma assistência.
Posto isto, parece-me que a hipótese de vir a representar o clube do lado oposto da 2ª Circular seja praticamente impossível. Além dessa ligação aos leões, também importa referir que o meio campo dos encarnados já conta com nomes fortes e conhecidos pelos adeptos benfiquistas: Samaris, Pizzi, Weigl, Taarabt, Gabriel, ou, até mesmo, Chiquinho.
Dificilmente Jorge Jesus irá prescindir de alguma destas opções para colocar João Mário no onze inicial. Samaris está no SL Benfica desde 2014, é adorado pelos adeptos e já está a recuperar da lesão; Pizzi é um jogador importante para o treinador e também já tem oito anos de águia ao peito.
Weigl e Taarabt são autênticos patrões do meio campo; Gabriel, apesar de não ser a primeira opção para Jorge Jesus, também é um jogador que, caso não seja vendido ou emprestado, poderá estar no banco de suplentes; e Chiquinho que, apesar de não ter sido uma aposta recorrente para o técnico, esteve presente em 18 jogos da Primeira Liga, cinco da Taça de Portugal e três da UEFA Europa League. Com este leque de opções já fica difícil escolher e se João Mário viesse representar as águias ia ser ainda mais.
Para além disso, se um jogador que acabou de vencer o campeonato pelo eterno rival viesse representar o SL Benfica, neste momento, em que o clube vive uma situação complicada entre adeptos e presidente, este seria mais um assunto que ia dividir o universo encarnado.
Assim sendo, creio que o negócio não é viável e que o destino de João Mário não passará pelo Estádio da Luz."

PRONTO, CÁ TEMOS O LIXO JORNALEIRO DIÁRIO, QUE FEDOR...


 

quinta-feira, 1 de julho de 2021

DOMINGOS SOARES DE OLIVEIRA- ENTREVISTA

                                                   

JORNAL O BENFICA - BTV - 01 JULHO 2021

                                                   

COMUNICADO DA DIREÇÃO

 


"Na ânsia de tomar o poder no Sport Lisboa e Benfica, sem olhar a preço, o candidato derrotado às últimas eleições Noronha Lopes decidiu atacar, uma vez mais, a Direção do Clube.

Não fossem os termos injuriosos e a calúnia que despeja sobre os dirigentes legitimamente eleitos pelos benfiquistas, há pouco menos de um ano, e as suas palavras não mereceriam qualquer comentário.
Seriam despejadas no esquecimento, que é o lugar que cabe a quem não tem respeito pelos outros nem pela vontade dos Sócios, democraticamente expressa.
Depois de andar, durante meses, a apregoar suspeitas sobre uma alegada falta de transparência do último ato eleitoral, insurge-se agora – pasme-se – pelo facto de a Direção do SLB, em resposta a uma sugestão da Mesa da Assembleia Geral, avançar com todos os procedimentos destinados a, de uma vez por todas, demonstrar a lisura de processos na contagem dos votos físicos, comprovar a fiabilidade do sistema informático utilizado e certificar a segurança do transporte e armazenamento das urnas.
Ou o candidato derrotado não sabe o que quer ou alimenta-se apenas de má-fé, ou pior ainda, visa unicamente conquistar o Clube de assalto.
Perdendo os argumentos da campanha difamatória que vem desenvolvendo, opta, em desespero, pelo insulto.
Acusou, durante oito meses, a Direção de faltar sistematicamente à verdade, quando, na realidade, esteve, em todo esse período, por detrás de uma campanha lamentável para desunir os benfiquistas, aproveitando-se das derrotas da equipa e procurando desestabilizar o Clube com ações de vários tipos.
É tempo de o candidato Noronha Lopes respeitar o mandato conferido pela massa associativa do Benfica, nas eleições mais concorridas de sempre, e concretizar aquilo que disse que queria fazer: afastar-se!
Como se tem visto, não era essa a sua intenção, não era esse o seu desejo, nem muito menos se tratava de um compromisso.
A sua intenção era – e parece, pois, continuar a ser – desenvolver, a coberto de um manto de mentiras, um combate insidioso, indigno e antidemocrático contra os órgãos sociais eleitos.
Os sócios já lhe deram a resposta adequada em outubro passado. Certamente continuarão a condenar quem não sabe perder e apenas pretende bloquear, denegrir e mesmo sabotar o trabalho da Direção e dos restantes órgãos escolhidos pelos benfiquistas."

EIS A ESTRATÉGIA DE NORONHA, USA O MATTAMOUROS. E NA MÉRDIA TV O MALHEIRO ESPUMA-SE TODO