segunda-feira, 4 de novembro de 2024

REUMÁTICO MENTAL!!!

 


"Terá Jorge Coroado condições para continuar a escrever e a analisar lances para o jornal O JOGO ?
Não está em causa a análise ao lance mas sim o comentário que se seguiu.
Será o ex-árbitro algum experte em medicina?
Terá condições para o fazer de forma isenta e sem ironias?
O pedido de desculpas ao jogador sai quando?
Lembrar que já assistimos a comentadores desportivos saneados de meios de comunicação, por dizerem aquilo o que pensam."

Alberto Mota, in Facebook

domingo, 3 de novembro de 2024

CUMPRIR COM OS MÍNIMOS

BENFICA CONTINUA SÓ COM VITÓRIAS

 


Como seria de esperar, as tetracampeãs assumiram o jogo e acabaram por inaugurar o marcador logo aos 26 minutos. Canto batido por Anna Gasper, Marie Alidou desviou para Jody Brown e esta, no segundo poste, inaugurou o marcador.

 Pouco depois, aos 35’, a árbitra Filipa Cunha assinalou grande penalidade para o Benfica. Tianna Harris tocou a bola com a mão dentro da grande área e, como é habitual, Carole Costa, chamada a bater, não desperdiçou.


 


 

 Jody Brown ainda fez o terceiro golo das encarnadas, mas foi apanhada em fora de jogo e o golo acabou por ser invalidado.

Cristina Prieto chegou ao Benfica esta temporada, já leva 12 golos, mas este domingo não esteve inspirada. Teve duas oportunidades para voltar aos golos, mas acabou por não festejar.
Com esta vitória, as encarnadas voltam ao primeiro lugar, com 21 pontos e sete vitórias em outras tantas jornadas.

O COMENTADOR DA SPORCOS TV DIZ...

 


"❌ Quando Rodrigo Pinho falha:
"O ex-jogador do Benfica falhou"
✅ Quando Rodrigo Pinho marca:
"O ex-jogador do Marítimo marcou" A isenção deste MISERÁVEL!!"

Alberto Mota, in Facebook

MAIS UMA REVIRAVOLTA



Compromisso, suor e entrega para cumprir a missão três pontos!
O Benfica venceu o Farense, por 1-2, em partida da 10.ª jornada da Liga Betclic, disputada no Estádio Algarve na noite de sábado, 2 de novembro.
Foi com um 1-2 que o Benfica venceu o Farense e regressou a Lisboa com mais três pontos na bagagem. Num jogo intenso, da 10.ª jornada da Liga Betclic, as águias até estiveram em desvantagem, no entanto, na hora de vestir o fato-macaco e entregar tudo em campo, os encarnados disseram "presente" e resolveram!
No rescaldo de ter carimbado presença na final four da Taça da Liga, e na antecâmara dos embates com Bayern Munique e FC Porto, o SL Benfica deslocou-se até ao Algarve para enfrentar o Farense, na noite de sábado, 2 de novembro. Apesar das várias frentes em disputa, e da sucessão de desafios, o foco é jogo a jogo, encarando cada um deles como uma autêntica final... e missão cumprida!
E foi com Trubin, Bah, Tomás Araújo, Otamendi, Álvaro Carreras, Florentino, Aursnes, Kökcü, Di María, Aktürkoğlu e Pavlidis que as águias subiram ao relvado do Estádio Algarve para disputar a 10.ª jornada da Liga Betclic, perante o lanterna-vermelha da competição, conjunto comandado por Tozé Marreco.
Visando conquistar os 3 pontos, as águias iniciaram a partida plenas de motivação e, logo aos 3', o golo esteve muito perto de surgir. Pressão alta, erro forçado, e Di María, com a primeira oportunidade, mas o remate saiu à figura. A resposta não tardou e, aos 6', Darío Poveda rematou para defesa atenta de Trubin.
Aos 9' foi Kökcü quem tentou a sorte, mas o remate saiu por cima, após boa combinação entre Bah e Aursnes, na direita... e, aos 13', ainda se gritou golo, mas o remate rasteiro e pleno de intenção de Pavlidis rasou o ferro...
Primeiro quarto de hora intenso, com as duas equipas a olharem-se nos olhos, e a postura dos algarvios acabou por dar frutos. Minuto 15, processos simples, cruzamento tenso na linha de fundo, de Pastor, e Darío Poveda a conseguir antecipar-se no coração da área e a rematar de primeira para o 1-0.
Em desvantagem, as águias partiram para um desafio de paciência, era necessário desmontar o bloco contrário e, aos 21', surgiu o empate. Trabalho exemplar de Aktürkoğlu pelo meio, a arrastar a defensiva algarvia e a soltar Álvaro Carreras, na esquerda, para um remate forte, sem hipótese de defesa, para o 1-1.
Até ao intervalo, mais um mão-cheia de ocasiões, e um lance muito duvidoso na grande área algarvia... isto perante um Farense a adotar um bloco mais baixo e a defender-se com tudo!
Aos 34', excelente remate rasteiro de Di María, com a bola a embater num defesa; aos 37', combinação entre o avançado argentino e Pavlidis, com o grego a receber, a rodar e a rematar, para Ricardo Velho encaixar. Di María (41'), Aktürkoğlu (41') e Kökcü (44') tentaram, mas nesta altura os algarvios tinham 11 elementos atrás da linha da bola...
Antes do apito para o intervalo, aos 44', Di María caiu na área do Farense, em disputa com Pastor, mas o árbitro mandou jogar.
No reatar, uma mudança no xadrez de Bruno Lage, com a entrada de Beste, face à saída de Bah... e, tal como no arranque, primeiros minutos absolutamente frenéticos e de muito bruaá.
Aos 48', Marco Moreno cabeceou em posição frontal, na área, por cima da barra; aos 49' foi Pavlidis, com um remate enrolado, a proporcionar a Ricardo Velho uma defesa monumental... e, na resposta, contra-ataque do Farense, com Darío Poveda a entrar na área pela esquerda e a rematar fraco para defesa de Trubin.
Ora, cheirava a golo, já diz o povo, e assim foi! E foi bonito! Lance ofensivo espetacular, com Di María a conduzir e a oferecer a Aktürkoğlu, que assistiu Pavlidis... No cara a cara com o guardião algarvio, não houve perdão e concretizou-se a reviravolta (1-2).
Em vantagem, o Benfica continuou a carregar, e poderia ter resolvido a partida de outra forma, mais tranquila, contudo, a verdade é que faltou alguma inspiração na Hora H e foi preciso mais uma dose de paciência, suor, entrega e fato-macaco vestido!
Aos 59', Aursnes sobe, recupera a bola, acredita e remata em zona frontal, para defesa segura; aos 75', do outro lado, Gio também tentou, mas Trubin estava atento. No minuto seguinte, entrada de Amdouni para saída de Aktürkoğlu... e era o Benfica quem continuava a mandar: aos 79', Florentino poderia ter sentenciado, não fosse a defesa apertada de Ricardo Velho, a um remate de meia distância, pleno de intenção.
Aos 87', Di María e Pavlidis saíram, para as entradas de Schjelderup e Arthur Cabral, e o jogo arrastava-se até ao seu término. Já em tempo de compensação (90'+1'), tempo ainda para a entrada de Renato Sanches, para a saída de Kökcü, e para um lance perigoso, com Alex Bermejo a cruzar tenso, desde a direita, e o esférico a atravessar a área (90'+2').
Apito final no Estádio Algarve, triunfo justo para o Benfica (1-2), numa noite em que foi necessário olhar o jogo de uma outra forma, vestir o fato-macaco, privilegiando-se a entrega e o suor, rumo ao objetivo traçado: três pontos alcançados, missão cumprida!
Para a próxima jornada da Liga Betclic (11.ª) está reservado o sempre emocionante clássico, com SL Benfica e FC Porto a medirem forças às 20h45 de domingo, 10 de novembro, no Estádio da Luz. Antes, na quarta-feira, 6 de novembro, às 20h00, as águias competem em Munique, frente ao Bayern, na 4.ª jornada da fase de liga da Liga dos Campeões.

sábado, 2 de novembro de 2024

A "NUVEM" QUE CORREU PELAS ESTRADAS DO CÉU

 


"Tazio Nuvolari foi um daqueles automobilistas inesquecíveis. A vida tratou de destruí-lo.


Chamaram-lhe ‘Nuvola’ – ‘Nuvem’. Um nome poético para um homem que, com a idade, se foi esfumando na atmosfera baça dos que o rodeavam, tornando-se cada vez mais só. Tazio Giorgio Nuvolari, nascido em Castel d’Ario, na Província de Mântua, corria o dia 16 de novembro de 1892. E, por isso, chamaram-lhe também ‘Il Mantovano Volante’. Aprendeu a voar cedo, ainda criança, no dorso das motocicletas com as quais participava em todas as provas que aceitassem a sua presença. Era o quarto filho de Arturo Nuvolari, um agricultor valente que foi conquistando as suas courelas e juntando uns bons pares de milhares de liras à custa do suor que lhe corria pela testa desde que o sol nascia até que se punha. Percorria quilómetros e quilómetros de bicicleta. Imprimiu nos filhos o prazer do pedal._Mas foi Guiseppe Nuvolari, irmão de Arturo, que encheu as medidas do jovem Tazio e se tornou como exemplo a seguir. Guiseppe era um ás do volante. Um vencedor. Não apenas em Itália._Também no estrangeiro. No dia 5 de setembro de 1904 levou o sobrinho ao Circuito de Brescia. Tazio viu correr pela primeira vez gente com nomes tão sonantes como Vincenzo Lancia, Nazzaro, Cagno, Hémery ou Duray. Saiu de lá com a certeza de que passaria o resto da sua vida com um volante na frente. Deixava para trás as duas rodas. Embarcava nas máquinas que tinham quatro.
A I Grande Guerra assola a Europa. Como a maioria dos jovens da sua idade, Tazio partiu para as trincheiras. Não havia espaço na sua vida para pensar noutra corrida que não fosse a de correr para salvar a pele. Mas o Destino tem aquela força indomável que Guiseppe Verdi deixou marcada numa ópera soberba. Entre 1912 e 1914, Nuvolari vê-lhe atribuída a responsabilidade de conduzir ambulâncias. Daí passa para a função de guiar camiões de transporte e automóveis de oficiais. O volante, sempre o volante. Certa vez despista-se, embate contra uma árvore. Ele e o coronel que levava consigo saem ilesos do acidente. Ouve um conselho que guardará para a vida: «Dammi retta, lascia perdere, l’automobile non fa per te». A partir de então toma a resolução de jamais se deixar dominar pelos caprichos das máquinas.
O tempo passou. Lentamente para uns, rapidamente para outros. É essa a lei do Tempo, assim mesmo, com maiúsculas. Para Tazio passou devagar demais. Perdeu-se em tentativas para obter licença de condução para provas de motociclismo. Só a consegue já com 28 anos. Numa idade em que não queria nem sequer saber das duas rodas. Ainda assim participou em provas e venceu algumas. Finalmente, no dia 20 de março de 1920, em Verona, pôde guiar um carro de corridas: um Ansaldo Tipo 4. Ficará com ele nos dois anos seguintes.
No Circuito Golfo del Tigullio, na Ligúria, a 13 de abril de 1924, ao comando de um Chiribiri Tipo Monza de quatro cilindros, mede-se palmo a palmo com um tipo carrancudo que deixará o seu nome para sempre ligado aos automóveis: é natural de Modena e a sua personalidade impõe-se – Enzo Ferrari. Este escreveu nas suas memórias: «Não dei grande valor àquele magricelas que se cruzou comigo frente à Basilica di Sant’Apollinare. Mas depois percebi que era o único com talento para, no seu carro sem força, ameaçar a minha superioridade». Num movimento muito habitual na Itália da altura, Tazio funda a sua própria marca de automóveis: Scuderia Nuvolari. E, também como era de costume, transformou outros carros em carros seus. Com um Bugatti Grand Prix remodelado vence o Grande Prémio de Tripoli. Atinge o topo. É considerado pelos grandes, passa a ser condutor da Ferrari, ganha em Le Mans, domina a incomparável Mille Miglia.
Ao mesmo tempo que é um vencedor nas estradas e nas pistas, a vida decide derrotá-lo com uma dureza indigna. Giorgio, o seu filho mais velho, morre aos 19 anos com um ataque de miocárdio; Alberto, o mais novo, morre aos 18 atacado por uma estranha nevrite. Algo dentro de si muda para sempre. Os golpes são duríssimos para um homem que fora sempre sentimental. A alegria varreu-se-lhe do dia a dia como se soprada por uma devastadora ventania. O homem chamado ‘Nuvem’ torna-se negro como se as tempestades rebentassem a cada passo que dava. A sua última aparição numa prova deu-se na rampa de Palermo-Montepellegrino. Tinha 58 anos. Tornara-se tão solitário que nem sequer falava com os mecânicos, nas boxes. Um AVC paralisou-lhe a parte direita do corpo. Um outro, poucos meses mais tarde, matou-o. 55 mil pessoas, metade da população de Mântua, acompanharam-no no caminho para o infinito. Os ases erguiam o seu esquife: Alberto Ascari, Luigi Villoresi e Juan Manuel Fangio.Na sua tumba ficou escrito: «Correrás ainda mais veloz pelas estradas do céu»."

Afonso de Melo, in Sol

A SÉRIO?! NINGUÉM TINHA DADO POR ISSO...

 


""Quem pôs o Sr. Fontelas Gomes na [presidência] do Conselho de Arbitragem foi o Antero Henrique [ex-dirigente do Porto]."
Frase retirada do livro de Pinto da Costa."

De Águia ao Peito, in Facebook

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

A SURREAL CONFERÊNCIA DE IMPRENSA DE RÚBEN AMORIM

 


"Quem é que quer convencer de que a responsabilidade de sair do Sporting agora (ou daqui a umas semanas…) é do Man. United, que chegou ao clube e bateu a cláusula, resgatando-o, a atentar à justificação do treinador, qualquer que seja a sua vontade?


A conferência de imprensa de Ruben Amorim foi surreal e negativa para o ainda treinador do Sporting. O hábito de bom comunicador que responde a tudo e o pós-jogo com o Nacional levaram Amorim à inevitabilidade de uma exposição no mínimo insólita e sem dúvida constrangedora, da qual não sairia sem beliscadela. Todavia, saiu com mais.
Amorim não quer passar pelo líder que abandona os seus e o projeto do bicampeonato por objetivo de carreira e vida mais ambicioso. Mas nada que possa (não) dizer, por mais hábil na argumentação, lhe retira esse ónus. Quem é que quer convencer de que a responsabilidade de sair do Sporting agora (ou daqui a umas semanas…) é do Man. United, que chegou ao clube e bateu a cláusula, resgatando-o, a atentar à justificação do treinador, qualquer que seja a sua vontade?
Amorim escusou-se a assumir essa vontade, insistindo que ainda não tinha decidido sobre o seu futuro e que quando o fizesse viria então dar explicações. O que quer dizer com isso? Que poderá ficar no Sporting, depois disto? Por quem toma a todos, principalmente os sportinguistas? Convenhamos que a situação e o momento não era (são) fácil(eis): estar na própria casa a assumir que vai sair por melhor. Valiam mais essa coragem e frontalidade do que esconder-se no absurdo.
Amorim quer sair para o United agora, como quis sair no final da temporada transata para outro clube inglês, mas não se proporcionou. Então, agiu mal, assumiu o erro e o Sporting perdoou-lhe, porque não se aliena, por orgulho, um ativo como Ruben Amorim. Mas agora é vontade e urgência dos red devils a tramarem."

Ricardo Jorge, in a Bola

O BENFICA DE LAGE CONTINUA A CRESCER

 


"Os jogos a seguir à pausa das selecções trouxeram algumas novidades naquilo que são as ideias de Bruno Lage para este Benfica. O treinador dos “encarnados” já vinha a construir um 4-3-3 que nunca tinha sido visto com Roger Schmidt e retirou bons dividendos, mas desta vez ainda adaptou mais e com isso, parece ter chegado a uma versão mais sólida para a equipa.

1. Construção a três… com Carreras
Até agora, o Benfica construía com 2 ou 3 jogadores, sendo que no caso de serem 3, era Kökçü a descer para pegar no jogo. A partir deste momento, já não existe essa necessidade porque Bruno Lage incutiu uma nova dinâmica na equipa. Hoje, o Benfica constrói com Otamendi ao centro e à sua direita tem Tomás Araújo (que é um central muito evoluído com bola) e à sua esquerda tem Carreras que é um lateral que joga bem por terrenos interiores. Assim, Kökçü pode pegar mais perto do meio campo e pautar o jogo já depois da primeira linha de pressão ter sido batida.

2. Bah, no espaço!
O lateral dinamarquês nunca se distinguiu pela sua capacidade de construção até porque… não a tem. Bah tem de receber com espaço e Bruno Lage percebeu isso e retirou-o da construção e projectou-o no corredor. Neste momento, os jogos têm demonstrado que o Benfica procura largura com Bah a receber junto à linha e já no meio adversário enquanto Di Maria vem para dentro como tanto gosta. Todos ganham. Por uma lado, Bah fica muito mais confortável e enquadrado naquilo que são as suas melhores qualidades, por outro, a equipa retira da construção um jogador que a colocava em perigo.

3. No meio está a Virtude
Lage retirou Florentino do “onze” inicial nos jogos com Rio Ave e Santa Clara e lançou Aursnes no corredor central ao lado de Kökçü. À frente destes, Di Maria e Aktürkoglu formam o quadrado que tem trazido muitos problemas aos adversários. O ex-Galatasaray ocupa uma posição nas costas de Pavlidis, semelhante com aquilo que fazia Rafa Silva no passado, mas junta-lhe uma capacidade de finalização que Rafa nunca teve (precisava de muitas oportunidades para marcar). Di Maria ao vir para dentro está confortável não só para atirar na baliza, como para variar o centro de jogo. Já Kökçü, ganha opções à sua frente e isso facilita-lhe o trabalho. Para alguns jogos, Florentino será essencial pela sua capacidade de roubar bolas, mas para grande parte dos jogos de competições internas, Aursnes acrescenta uma capacidade de passe e de chegada ao último terço que o 6 português não tem.

4. Esquerda do Beste
Na esquerda, a grande novidade é a titularidade de Beste. É um jogador que tem uma grande capacidade de cruzamento e de bola parada, mas acima de tudo é muito disponível para trabalhar em prol do coletivo e tem um conhecimento tático do jogo que lhe permite estar sempre a pensar nas compensações defensivas. Contra o Atlético de Madrid, Kerem fechou o corredor esquerdo ao lado de Carreras fazendo assim uma linha de 5 defesas, agora, é Beste que tem essa tarefa já que Aktürkoglu passou a estar no corredor central pronto a disparar. Além disto, é um jogador que adora a linha e o Benfica ganha largura com a sua presença em campo. Beste iniciou como titular mas depois da lesão e da troca de treinador, parecia perder espaço só que a boa exibição frente ao Pevidém e a boa entrada frente ao Feyenoord colocaram o alemão de novo na rota da titularidade.

Bruno Lage ainda tem poucos dias de treino com todo o grupo disponível mas tem tido uma capacidade de passar a mensagem muito interessante e que tem potenciado praticamente toda a gente (Rollheiser talvez seja o caso mais complicado de explicar). Enquanto que Schmidt jogava sempre igual, Lage, estuda e adapta-se ao adversário e não é fácil fazer com que o grupo perceba as suas ideias quando existem tantos jogos e paragens de selecções que o deixam com apenas 6 ou 7 jogadores. Porém, tem conseguido e deve receber mérito por isso.
O desaire com o Feyenoord foi um jogo onde tudo saiu mal e onde o adversário anulou todas as peças do Benfica que pareciam ainda vir adormecidas das selecções. Nesse jogo, Lage foi surpreendido pelo treinador contrário, mas em todos os outros, até ver, Lage tem sido um estratega e tem recolhido frutos e… muitos golos."

Bruno Francisco, in GoalPoint

BENFICA REINICIOU UMA FASE QUE SE ESPERA TÃO BOA QUANTO A ANTERIOR



 "A expectativa era grande no regresso do Benfica à Luz depois da primeira grande contrariedade europeia. Após esse jogo perdido, a sensação de poder voltar atrás, ao tempo mal passado, assaltava, imagino, a mente dos mais pessimistas. A boa, desejada e única opção era recomeçar energicamente um trajeto de recuperação pontual e mental, este sim o tema pretendido neste novo capítulo.

Grupos fortes com uma liderança inteligente ultrapassam melhor os piores dias, reagindo rápido, porque a atualidade não nos dá tempo a perder. O horizonte imediato traz novas e exigentes batalhas e são essas que agora valem.
O passo seguinte contra o Rio Ave trouxe uma entrada forte e eficaz da equipa que empurrou a visita para trás. Tal começo mobilizou desde logo os adeptos ainda mal refeitos da infeliz noite europeia, reiniciando uma fase que se espera tão boa quanto a anterior.
Lage decidiu, no rescaldo da derrota com o Feyenoord, premiar Niklas Beste pelo seu rendimento e bons serviços prestados nos últimos jogos, o que determinou a aproximação de Akturkoglu ao comandante do ataque Pavlidis.
Por outro lado, dando também força ao que tem transmitido frequentemente, o adversário seguinte poderá sempre ter influência nas escolhas do onze do Benfica para o novo desafio. Assim, a aposta em dois médios de indiscutível capacidade construtiva, Kokçu e Aursnes, foi também assumida, sendo interpretada de maneira convincente pela dupla eleita, dois dos motores da amplitude e dinâmica que a equipa conseguiu apresentar. 

Golos aos pares
Os golos obtidos nesta clara vitória identificam processos que mesmo pouco treinados refletem algumas ideias diferentes das anteriores. Assim, quatro dos cinco golos obtidos resultam de envolvimentos laterais e cruzamentos para a área, uma raridade antes da mudança de comando técnico. Do lado direito nasceram o primeiro e terceiro golos. Já do lado oposto tiveram origem os golos da segunda parte.
Esta curiosa igualdade na contribuição dos corredores, espelha o equilíbrio que a equipa, toda ela, mostrou. A maior agressividade e presença na área que a nova posição de Akturkoglu veio criar, resultou também em três golos resultantes do aproveitamento de ressaltos, na zona mais próxima da baliza onde é bom aparecer.
Neste jogo, como em muitos outros, repetiu-se o fenómeno frequente dos golos que vêm aos pares: aos 12´e 16´ e aos 79´e 81´... E como é algo que se repete, não é por acaso. É a questão mental de que tanto se fala, a ditar as suas leis.
A equipa que sofre golo naturalmente treme e muitas vezes volta a sofrer, antes de se recompor. Já a equipa que marca é empurrada pela euforia do golo para repetir a façanha e repetir o festejo. Afinal é a felicidade aquilo que todos procuramos, no campo e fora dele. 

Clássico
O jogo aéreo é um importante meio alternativo para fazer golo ainda mais quando as pernas se multiplicam na defesa das balizas. O Real Madrid é talvez o maior clube do mundo e como tal é representado por alguns dos melhores jogadores do planeta.
Mas fazer caber no mesmo onze Vinícius, Mbappé Bellingham ou Rodrygo ou ainda Endrick, não tendo nem no banco um ponta de lança, será compreensível? O cabeceamento é reconhecidamente uma das grandes armas de um ponta de lança. Imaginam algum dos talentos referidos a fazer algo parecido àquele portentoso cabeceamento de Lewandowski, que decidiu o clássico? Eu não.
Depois do grande Benzema, verdadeiro especialista da grande área, houve uma aposta tímida em Joselu, que entretanto saiu, mas ninguém entrou.
Numa fase em que jogar com os pés para um guarda redes parece ser mais importante que saber defender, será que ainda veremos, por exemplo o jovem Endrick, na baliza do Real? Era mais um talento que cabia..."

Rui Águas, in a Bola