quinta-feira, 24 de junho de 2021
CONTAS FEITAS DÚVIDAS DESFEITAS - BTV - 23 JUNHO 2021
quarta-feira, 23 de junho de 2021
RODRIGO PINHO
Anunciada oficialmente a contratação do avançado brasileiro Rodrigo Pinho.
Não me parece que vá ser uma 1.ª opção, mas penso que será útil e deverá entrar na rotação...
Avançado com experiência do Tugão, inteligente na forma como se movimenta, técnica interessante e tem claramente faro de golo... e pode jogar como 9, ou como 9,5!
Se tudo correr bem, poderá ser um 'novo' Lima (apesar de ter características diferentes... não tendo a mesma qualidade é mais tipo: Jonas)!
LEONOR PINHÃO - BTV - 22 JUNHO 2021
ALGUMAS NOTAS SOBRE O EURO
"Uma primeira nota significativa: este é um Campeonato nómada, o que, num tempo caracterizado pelas ululantes hordas de migrantes, não deixa de ser, em si mesmo, um sinal dos tempos. As equipas, com as excepções do costume, saltam de palco para palco, deixando um rasto de exotismo nunca antes visto. Um nomadismo que visou não acentuar uma qualquer errância, mas, pelo contrário, sinalizar politicamente o desígnio unitivo de uma Europa múltipla e multíplice.
Segunda nota: à uma, todo o mundo boquiaberto a observar a caprichosa trajectória de uma bola chutada a uns bons 45 metros por Patrik Schick, da República Checa, até se anichar nas redes de um desesperado David Marshall. Uma cena criativa com três protagonistas: Schick, Marshall...e a bola!
Uma cena que inclui o estado mental e emocional de todos os jogadores em campo e o entusiasmo e aflição das bancadas. E a bola também? Sim.
Já o escrevi (Desporto em Flagrante, pp162/3) e insisto aqui: o jogo desenvolve-se num clima dinâmico de intencionalidades, num contexto de inteligência e criatividade e no qual a bola está longe de ser um mero objecto inerte e opaco que todos perseguem - precisamente por ser o alvo da acuidade intencional de todos, ela anima-se, de acordo com a dinâmica dicotómica das vontades em confronto. Como elemento integrado no campo qualificado de consciência, aquela bola como que se afeiçoou à intenção parabólica do avançado checo e reagiu ao olhar apavorado e rendido do guarda-redes escocês.
Enfim, trata-se de um golo epistemologicamente significativo e interpelante. Um golo que concita e convoca as várias condicionantes do jogo: aquela bola buscou, como teleguiada, a baliza, descrevendo uma curva traçada na mente do executante e pareceu fugir (não, fugiu mesmo) do guarda-redes com quem se estatela contra a rede. Belo, artístico, inteligente, único: um golo histórico.
Terceira nota: o milagre da ressuscitação de Eriksen. Foi o próprio médico da Dinamarca quem o afirmou: “ele esteve morto”. E a questão coloca-se com a prontidão de um recruta: foi o desfibrilador que o trouxe de volta ou foi ele mesmo que quis regressar? Os dois, mas, em última instância, foi o próprio Eriksen quem decidiu voltar à vida: nós somos os co-criadores de nós próprios.
Por outro lado, o grupo, fuzilado a frio pela foice da morte na relva, não resistiu ao abalo e perdeu com a Finlândia e, apesar de dar nítidos sinais de fortaleza de ânimo, perderia também com a Bélgica. Mas, catapultado pelo acicate do companheiro a recuperar, eis que, num desafio épico, cilindrou a Rússia, assegurando assim a continuação na prova. Conclusão: somos comandados pela emoção.
Quarta nota: aquele jogo de Wembley entre Escócia e Inglaterra, além de confirmar a força colossal das disputas ancestrais, veio dar plena razão a um antropólogo, Desmond Morris, também ele britânico ( A tribo do Futebol) que vê no jogo de futebol a metáfora bélica perfeita. Combate faiscante e sem um segundo sequer de trégua foi como se ofereceu ao nosso espanto aquela rija peleja entre históricos rivais - e, mesmo sem golos, foi o exemplo acabado de como se deve lutar para obtê-los.
Quinta nota: o golo dançado por Portugal contra a Hungria, a culminar um bailado colectivo de trinta e três passes: golo-paradigma do colectivismo, sem dúvida. Mas sabem por que foi possível tal golo? Simples: porque os nossos jogadores ( a ganhar por 2-0), estavam implantes de confiança. Ao contrário do que revelaram no jogo (autêntico baile), com a Alemanha, jogo abordado por um seleccionador em pânico: “Alemanha é uma equipa fantástica “, tendo acrescentado, com um esgar de aflição: “não temos medo da Alemanha”. Sob a indicação negativa esconde-se o paradoxal reconhecimento amedrontado do temor que nos incute tal poderio. E continuou o nosso seráfico treinador: “o nosso objectivo não é empatar mas tentar (!!!) ganhar à Alemanha”.
Agora, fazendo, uma vez mais, alarde da nossa atávica convivência com a mediocridade, toda a minha gente se entretém a celebrar o facto de podermos perder por dois com a França, que, mesmo assim, passaremos para a próxima fase da competição.
É o discurso minimalista e tangencial, que nos deu, caída do céu aos trambolhões, a vitória em Paris, em 2016, com aquele pontapé enrolado do Elder, mas, atenção, é equívoco que, para nossa desgraça, não voltará a repetir-se.
Meus amigos, quem pensa pequeno pequeno se torna!"
VAMOS SER VACINADOS PELOS GAULESES?
terça-feira, 22 de junho de 2021
GENDOUZI, O GEÓMETRA
"Quem é o médio que Jesus pretende no Benfica 2021.
Francês – selecção pela qual jogou dois Europeus Sub 21 – formado entre o Paris SG e o Lorient, foi recrutado pelo Arsenal no seu segundo ano de sénior, e pese embora a utilização não escassa, não conseguiu tornar-se prioritário para o clube Londrino.
Porque não se impôs no Arsenal?
Guendouzi demonstra mais qualidade com bola do que sem esta, e numa Liga tão competitiva e veloz quanto a Premier League acabou por não se impor. Tem dificuldades no 1×1 defensivo e não tem passada suficientemente veloz para se impor num clube de grande nível.
É com bola, na ligação com o jogo ofensivo que se destaca. A qualidade do seu passe é excepcional, e não se coíbe de conduzir a bola à procura do passe que rompe linhas. Decide rápido e liga com muita qualidade no início de cada ataque ou transição.
Se quer uma comparação com elemento do plantel encarnado: Guendouzi seria Taarabt. Contudo, menos centrado em fazer sempre o passe mirabolante e mais capaz de colocar critério no seu jogo. E embora seja o ponto menos notório do seu jogo e que não lhe permitiu impor-se no topo, defensivamente tem um raio de acção bastante mais largo que o marroquino. Curiosamente, Guendouzi também também ele nacionalidade marroquina, embora tenha nascido em França.
No Benfica seria obviamente o oito dono de um lugar à frente de um seis de maior capacidade defensiva. Porque não, Florentino?"
RONY LOPES | O REGRESSO DO PRIMEIRO FILHO PRODÍGIO?
"O rol de jogadores apontados ao SL Benfica volta a ser de uma extensão assinalável. Ainda que com menos fulgor nos dias mais recentes, um dos nomes badalados foi o de Marcos “Rony” Lopes.
O extremo de 25 anos constituiria um regresso a casa, tendo feito parte da sua formação futebolística nas águias, formação essa que completou no Manchester City FC, clube que lhe permitiu estrear-se como sénior aos 17 anos (e até marcou) e que fez dele a primeira grande venda de jogadores “made in Seixal”.
A carreira de Rony Lopes não seguiria o trajeto mais previsível, mas ainda assim o tecnicista luso-brasileiro já teve a oportunidade de jogar no campeonato francês (por Lille OSC, AS Monaco e OGC Nice) e no campeonato espanhol, pelo Sevilla FC. Como tal, foi granjeando experiências importantes em ligas do “top 5”, podendo isso haver-lhe aportado a experiência necessária para, em conluio com a sua capacidade intrínseca, singrar num clube da dimensão do SL Benfica.
A sua capacidade de desequilíbrio em drible, em velocidade e em um para um são atributos que devem interessar a Jorge Jesus, que pretenderá substituir (de forma mais ou menos direta) Pedrinho. No entanto, a contratação de Rony Lopes fará mais sentido num sistema de 3-4-3, um dos mais utilizados pelos encarnados na ponta final da época transata.
No “antigo” 4-4-2 de JJ, Rony Lopes perderia espaço para jogadores do estilo de Pizzi. Sendo canhoto, Lopes procura muitos movimentos interiores, é verdade, mas em zonas mais avançadas do terreno e mais com o intuito de desequilibrar num lance individual do que auxiliar os médios, como Jorge Jesus pede ao ala direito habitualmente no seu 4-4-2.
Todavia, caso seja necessário jogar mais por dentro, Rony Lopes cumprirá os mínimos, fazendo uso da sua visão de jogo e segurança (com risco) no passe. Também o remate do jogador de 1,74m e 70Kg funciona como uma das suas armas. De resto, na época 20/21, que realizou ao serviço do OGC Nice por empréstimo do Sevilla FC, o extremo apontou cinco golos (dois na Taça de França e três na liga Francesa).
Posto isto, a sua contratação teria tudo para resultar, sobretudo se for para manter a aposta no 3-4-3. Sobeja conhecer os moldes do negócio, mas a realizar-se na modalidade que tem sido noticiada – empréstimo com opção de compra a rondar os oito milhões de euros -, seria uma aposta de grande potencial de rentabilização e muito baixo risco. No fundo, seria uma aquisição em sentido contrário às mais recentes…"
VOLTA A SAGA DOS JORNALEIROS E PAINELEIROS...
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