domingo, 26 de maio de 2013

NÃO SE PODE MATAR O DOENTE COM A PRÓPRIA CURA

Mário Figueiredo (foto ASF)
Foi desta forma que o presidente da Liga defendeu a aplicação das regras de fair-play financeiro exigidas pela UEFA apenas e só depois de garantido o aumento de receitas e o equilíbrio financeiro dos clubes.

«Estamos a trabalhar em dois cenários. Primeiro o aumento das receitas e o outro o equilíbrio financeiro dos clubes. Se neste momento adotássemos em Portugal, a todos os clubes da I e da II Liga, as regras do fair-play financeiro da UEFA provavelmente metade dos clubes não conseguia inscrever-se. Não podemos dar cabo de uma indústria que produz para o país 970 milhões de euros em 10 anos de um momento para o outro», afirmou Mário Figueiredo, revelando que irá apresentar «no início de junho um conjunto de medidas com vista a sustentabilidade do futebol».

Uma das formas prevista para o aumento das receitas passa pelo maior encaixe resultante das transmissões televisivas: «Quando chegámos, os clubes da II Liga recebiam cerca de 150 mil euros por época. Agora recebem 250 mil. Queremos que se chegue aos 500 mil. Neste escalão, para se manter um plantel, é necessário, no mínimo, 750 mil euros. Neste momento os clubes não têm encaixe financeiro suficiente.»

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