sexta-feira, 21 de junho de 2013

CLIFF DIVING : OS SEGREDOS DO " ROOKIE " DO ANO (FOTOS)

Com mais de 300 anos de história, o Cliff Diving só muito recentemente começou a ser visto como um desporto de competição – o que se deve sobretudo ao aparecimento (em 2009) do circuito Red Bull Cliff Diving World Series.

Fazer parte dos poucos que são escolhidos exige uma força mental absoluta, habilidade física e um nível elevado de consistência.

Um homem que ilustrou bem este quadro na última temporada foi o norte-americano David Colturi. Depois de ter sido o melhor entre os que se qualificaram ele conseguiu dois lugares no pódio e terminou o circuito em quinto da geral. Por isso foi eleito o “Rookie do Ano”. Este é mais um exemplo de um atleta que passou a fronteira dos saltos para a água clássicos – modalidade olímpica que está neste momento desactivada em Portugal – para o Cliff Diving. O Campeão norte-americano de 2009 de saltos para água em piscina (10 metros) começou timidamente neste circuito com um 11º lugar na sua primeira aparição. Mas David Colturi precisou de apenas mais três competições para encontrar o seu lugar entre os atletas de topo – chegando mesmo a bater vencedores da classificação geral como Orlando Duque ou Gary Hunt pelo menos uma vez.

Depois de partilhar o pódio com eles ficou claro que o norte-americano pertencia ao grupo da frente. “A coisa mais importante que eu aprendi na última época foi saber como me descontrair e deixar-me levar pela corrente em cada etapa. Cada localização é única sob muitos pontos de vista, sobretudo com os desafios ao nível ambiental que enfrentamos. Eu sei que tenho de relaxar e aproveitar ao máximo, caso contrário estarei a desgastar-me muito e isso terá reflexos numa prestação pobre. É como o meu treinador da universidade sempre me disse, “ao focares-te nas coisas que não consegues controlar irás afectar negativamente as coisas que podes controlar.”

Até que ponto um dos mais rápidos atletas deste desporto pode controlar e influenciar os rankings da nova época é algo que ainda iremos ver, mas é sem dúvida um objectivo pessoal: “Quero ser tão consistente quanto possível. Quero apenas afinar as minhas entradas e minimizar grandes falhas e maus resultados. Se eu conseguir fazer isso, então penso que posso estar dentro do pódio mais vezes e conseguir assim um desejado lugar no Top-3 da classificação geral”.

A energia inovadora do norte-americano é sem dúvida um aspecto a reter brevemente pelo resto do grupo e neste campo, os três rookies de 2013 têm aqui um excelente exemplo de como gerir bem uma época de estreia. Este fim-de-semana, em Copenhaga, será, pois, um dos homens sobre quem mais olhares recairão.

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