Isaías deixou marca na Luz durante cinco temporadas (entre 1990 e 1995). Cerca de 20 anos depois de ter vestido oficialmente a camisola do Benfica pela última vez, o avançado brasileiro garante que se mantém atento ao dia-a-dia das águias, na medida do possível.
Por isso, quando Bola Branca o descobre em Cabo Frio, município do Rio de Janeiro, o ex-ponta-de-lança começa por deixar um uma expressão em forma de suspiro.
"Os dérbis continuam, mas as pessoas passam...", atira, para de pronto lançar a sua análise ao embate de Domingo: "É um jogo imprevisível, porque o futebol está hoje muito nivelado. O que falhar menos tem mais hipóteses". "Mas o Benfica sempre foi feliz em Alvalade. Só começou a segunda volta agora e não sei se será decisivo", acrescenta.
Às vezes, de quem menos se espera...
E quem pode decidir o dérbi? Isaías não tem dúvidas que não é fácil acertar na resposta, levando e linha de conta o que está escrito na história destes confrontos. Ou seja, muitas vezes é aquele jogador de quem menos se espera, tantas vezes saido do banco, que se torna o herói acidental.
"[O dérbi] Pode ser decidido tacticamente ou por um jogador inesperado, que saiu do banco. São duas equipas grandes, com plantéis bons, vai ser um bom jogo", dispara, como também disparava com os dois pés.
Isaías tem hoje 51 anos e está "ligado à secretaria de desporto da cidade". O antigo avançado não esconde saudades de Portugal, em concreto "bom vinho tinto e do cabritinho assado". Em Março, em principio, estarei aí", assegura o jogador, que quando jogou entre nós alinhou ainda no Rio Ave, Boavista e Campomaiorense.

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