domingo, 18 de janeiro de 2026

FULGOR E GESTÃO A INAUGURAR A SEGUNDA VOLTA



Neste sábado, 17 de janeiro, o Benfica arrancou a 2.ª volta da Liga Betclic (18.ª jornada) com um triunfo no Estádio do Rio Ave FC, por 0-2, fruto de uma 1.ª parte avassaladora e de um seguro 2.º tempo.
José Mourinho pretendia que as águias entrassem em campo com "motivação, força e energia", e, para tal, apostou numa equipa inicial composta por Trubin, Dedic, Tomás Araújo, Otamendi, Dahl, Aursnes, Barreiro, Prestianni, Sudakov, Schjelderup e Pavlidis.
Assim, Otamendi (de regresso após cumprir suspensão), Sudakov e Schjelderup foram as novidades no onze para a visita ao 11.º classificado do Campeonato, entrando para os lugares de António Silva, Richard Ríos (lesionado) e Sidny.
Numa metade inaugural dominada pelos encarnados, estes criaram múltiplas oportunidades para abanar as redes, com a primeira a surgir logo aos 8'. Nelson Abbey tentou afastar a bola da área, mas esta sobrou para Pavlidis, que bateu Miszta com um remate. Todavia, na compensação, o defesa, posicionado atrás do guarda-redes, impediu que o esférico entrasse na baliza com um corte preponderante.




Dois minutos depois (10'), Nelson Abbey tornou a bloquear um tiro perigoso na pequena área, desta feita de Dedic, em vólei, após cruzamento de Dahl vindo da esquerda.
À passagem dos 15', lançado na direita por Dedic, Prestianni ultrapassou um defesa com classe e cruzou rasteiro para Schjelderup, que, no coração da área, atirou para defesa de Miszta, com a bola a bater ainda no poste e a ser afastada em cima da linha por Petrasso, ficando, aliás, a dúvida se a bola terá entrado no alvo. Na insistência, Dahl ganhou a bola e disparou potente para nova parada de Miszta, e Barreiro viu a sua recarga ser desviada por um defesa.
Porém, na segunda vaga do canto consequente (16'), Sudakov, à direita, efetuou um cruzamento para o segundo poste, onde surgiu Barreiro a cabecear de forma colocada para inaugurar o marcador (0-1). O internacional luxemburguês viria a receber o prémio de Man of the Match.
Cinco minutos volvidos (21'), a partir da direita, Dedic progrediu com a bola, entrou na área do Rio Ave, e Nikos Athanasiou, em queda no duelo com o defesa encarnado, tocou a bola com as duas mãos. Cláudio Pereira assinalou penálti, mas, por indicação do VAR, reviu o lance e anulou o castigo máximo. "O jogador n.º 3 não comete infração. Decisão final: cancelar o penálti", anunciou o árbitro, no 24.º minuto.




Ainda assim, o Benfica não tirou o pé do acelerador, e, aos 25', em velocidade, Dedic progrediu pela direita e, nas imediações da área, tentou fazer o passe, mas Andreas Ntoi, na tentativa de afastar o esférico, colocou o mesmo na própria baliza (0-2).
Já aos 34', solicitado por Barreiro, Prestianni arrancou pela direita e cruzou rasteiro, com Miszta a impedir que Sudakov recebesse a bola sozinho no núcleo da área com um mergulho pelo chão, no limite.
Numa réplica do primeiro tento benfiquista, no 37.º minuto, Sudakov bateu um pontapé de canto para o segundo poste e encontrou Barreiro livre de oposição, mas, desta vez, o internacional luxemburguês cabeceou à figura de Miszta.
A única ameaça dos vila-condenses ocorreu aos 40', quando, na sequência de um contra-ataque, Clayton rematou contra Otamendi, e, na insistência, Andreas Ntoi disparou de longe, com a bola a sair ligeiramente ao lado, resvalando ainda na parte de fora do poste esquerdo.
À passagem dos 43', voltou a haver polémica na área do Rio Ave. Schjelderup cruzou para o interior da área, e Barreiro caiu em disputa de bola com Aguilera, mas o árbitro mandou jogar e o VAR também não descortinou qualquer infração.
No tempo de compensação da 1.ª metade, Prestianni tentou a sua sorte três vezes à entrada da área (45'+3', 45'+4' e 45'+5'), mas as iniciativas saíram desenquadradas.
A etapa complementar despertou no mesmo registo, ou seja, com mais um tiro de meia distância de Prestianni, a sobrevoar a trave (46'), seguido de um remate de Tomás Araújo, após um ressalto na área, para defesa atenta de Miszta (47'). Destino idêntico teve uma tentativa de Sudakov, descaído para a esquerda na grande área, aos 51'.
No entanto, o ritmo de jogo acabou por abrandar na 2.ª parte – mas sempre com as águias no controlo das operações –, e a ocasião seguinte verificou-se apenas aos 63', já com Sidny em campo, o qual rendeu Schjelderup no minuto anterior: no contra-ataque, Prestianni lançou Sudakov pela esquerda, e, de pé esquerdo, na área, o camisola 10 atirou ao lado.
O internacional ucraniano também protagonizou a chance subsequente, volvidos 4 minutos (67'). Após recuperação na frente, Sudakov trabalhou bem à entrada da área e disparou rasteiro e potente a rasar o poste esquerdo.
Aos 69', o Rio Ave ainda abanou as redes por intermédio de Clayton, que, na área encarnada, servido por Aguilera, introduziu a bola na baliza com um tiro potente e colocado, mas foi prontamente assinalado fora de jogo ao avançado, posteriormente confirmado pelo VAR, por 7 centímetros, de acordo com as linhas de offside.




Na resposta, no minuto 72, Sidny, lançado por Aursnes, avançou em velocidade pelo corredor esquerdo e cruzou rasteiro, com Pavlidis a não conseguir alcançar a bola na pequena área por muito pouco.
José Mourinho voltou a mexer na equipa aos 78', promovendo a entrada de João Rego e a saída de Prestianni. Após um período de jogo mais afastado das balizas, o treinador das águias colocou ainda Manu em campo, aos 90', retirando Sudakov.
A fechar a contenda, que não teve mais alterações no score, Manu, na pequena área, servido por um cruzamento de Sidny vindo de um canto, cabeceou ao lado (90'+2'), e, de fora da área, Pavlidis rodou e rematou rasteiro para Miszta amarrar (90'+5').
O próximo compromisso do Benfica é às 20h00 de quarta-feira, 21 de janeiro, em Turim, frente à Juventus, a contar para a 7.ª jornada da fase de liga da Liga dos Campeões.
SL Benfica
AS NOTAS DOS JOGADORES DO BENFICA:
A maioria das jogadas perigosas do Benfica foram iniciadas/construídas pelo bósnio. Barreiro marcou golo importante, Sudakov esteve muito bem e não houve ninguém abaixo de um nível médio-alto.




(7) Dedic
Bola no pé era bola em busca de perigo na área vilacondense. Deu o primeiro sinal de maior perigo aos 20’, obrigando Athanasiou, na queda, a meter mão à bola na área. O árbitro assinalou penálti, o VAR sugeriu-lhe rever o lance e Cláudio Pereira voltou atrás com a decisão. O segundo momento de grande perigo por parte do bósnio foi insólito. Voltou a entrar aos repelões pelo meio, queria abrir na esquerda para Barreiro, mas apareceu Ntoi a cortar o lance, com a bola a entrar na baliza de Miszta.
(6) Trubin – A pulsação do ucraniano só acelerou ao minuto 40, quando Ntoi, de muito longe, rematou forte e a bola passou a milímetros do poste direito. Antes e depois, quase completa bradicardia.
(6) Tomás Araújo – Jogo muito sossegado em termos defensivos e relativamente ousado a atacar a baliza do Rio Ave. O melhor momento aconteceu aos 12’, na sequência de canto de Sudakov, mas o desvio de cabeça saiu-lhe fraco e sem o melhor enquadramento. Remate forte, a abrir a segunda parte, para defesa segura de Miszta e, aos 69’, deixou fugir Clayton para o remate do brasileiro que acabou no fundo da baliza de Trubin. Porém, o 9 do Rio Ave estava fora de jogo.
(6) Otamendi – Não foi sujeito a momentos de muita aflição e não teve oportunidade de criar perigo junto de Miszta. Noite tranquila para o capitão encarnado.
(7) Dahl – Impotente na marcação, em cima ou não, ao perigoso André Luiz. Uma das melhores exibições esta época do sueco, a defender e a atacar.
(7) Leandro Barreiro – Não é alto e, talvez por isso, apareceu despercebido a desviar de cabeça, para o fundo da baliza, o cruzamento largo de Sudakov. Muito bom corte sobre André Luiz, já na segunda parte, quando o brasileiro partia com muito perigo do meio-campo encarnado. Aquele que é visto por muitos como uma espécie de patinho feito foi em Vila do Conde um pequenino cisne.
(7) Aursnes – A época vai a meio e o norueguês soma 35 jogos e 2988 minutos. Ou seja, entrou em todos os jogos e a média de minutos é absurda: 85. Não admira, pois, que aqui e ali o número 8 tenha quebras de rendimento. Não a teve frente ao Rio Ave. Voltou ao jogo a médio centro, desta vez ao lado de Barreiro, depois de o ter feito no Dragão, primeiro com Ríos, depois com Sudakov. Mostrou-se irrepreensível a fechar o miolo.
(7) Prestianni – No Dragão, há escassos dias, arrancara 15 minutos de bom nível. Desta vez, a pilha durou muito mais tempo. Raides sucessivos pela direita, imensos cruzamentos rasteiros para potenciais entradas de Pavlidis, Schjelderup ou Sudakov e alguns remates de perigo relativo. Ao minuto 15, o ponto alto. Passe atrasado para o remate de Schjelderup, o qual, sem marcação, arrancou o primeiro momento de grande perigo, com a bola a ser desviada por Miszta para o poste. Continuou a trabalhar muito e ainda a tentar criar perigo, até que, como se antevia, saiu aos 78’ para entrar João Rego.
(7) Sudakov – Começa a confirmar-se que, de facto, uma coisa é jogar na ala, outra é fazê-lo no meio. Sabe-se que o ucraniano gosta de ter bola e que não gosta muito de não ter espaço para com ela progredir. Em Vila do Conde teve bola e espaço e, por isso, brilhou. Foi o marcador de cantos de serviço e, na sequência de um deles, levantou a bola para a cabeça de Leandro Barreiro, que a desviou para o fundo da baliza de Miszta.





(7) Schjelderup – Não era titular em jogos de Liga desde a receção ao Gil Vicente, a 26 de setembro, aparecendo solto, veloz e incisivo no regresso ao onze inicial. Teve aos 15’ oportunidade de criar perigo e o remate poderia ter dado golo, não fosse a intervenção de Miszta a desviar para o poste esquerdo. Saiu aos 62’, após uma série de jogadas a …
(6) Pavlidis – Terminou um jogo do Dragão com falhanço incrível e agora, nos Arcos, poderia ter feito melhor logo aos 7’, quando tinha a baliza quase aberta após corte defeituoso de Nelson Abbey. O remate do grego foi na direção da baliza, mas o inglês recolocou-se e cortou a bola. Chegou atrasado ao cruzamento de Sidny Cabral, aos 72’, na jogada em que esteve mais perto do golo. Depois, como sempre, mostrou-se incansável a lutar pela bola e a ajudar a defender, quando tal era necessário. Quando um ponta de lança não marca golos, surge sempre uma pequena deceção, mas o possante grego, sem arrancar exibição brilhante, esteve bem.
(5) Sidny Cabral – Grande cruzamento aos 72’ para a potencial entrada de Pavlidis, que chegou atrasado.
(-) João Rego – Algumas tentativas para criar perigo pelo lado direito, mas sem sucesso.
(-) Manu – Canto de Sidny e desvio de cabeça de Manu, já na compensação, embora sem a melhor direção.
Rogério Azevedo, in a Bola

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