terça-feira, 12 de maio de 2026

VER A CHAMPIONS POR UM CANUDO



O Benfica empatou 2-2 frente ao SC Braga, em partida da 33.ª jornada da Liga Betclic. Os encarnados remataram 24 vezes à baliza, os arsenalistas fizeram-no apenas em 5 ocasiões, mas terminaram com o mesmo número de golos.
Na 33.ª jornada da Liga Betclic, o Benfica empatou (2-2) frente ao SC Braga, em partida realizada nesta segunda-feira, 11 de maio, no Estádio da Luz. Os encarnados tentaram de todas as formas e feitios chegar aos 3 pontos, mas os bracarenses tiveram a sorte da partida.
Para aquele que era o jogo do adeus à Luz nesta época 2025/26, José Mourinho – sem poder contar com os castigados Otamendi e Richard Ríos; e a promover os regressos ao onze de Tomás Araújo (recuperado de lesão) e Rafa – escolheu Trubin, Dedic, António Silva, Tomás Araújo, Dahl, Aursnes, Barreiro, Rafa, Schjelderup, Prestianni e Ivanovic para iniciar o desafio.
O Benfica começou o encontro com os olhos postos no ataque. Aos 4', Ivanovic aproveitou uma bola vinda de um remate de Schjelderup e introduziu-a na baliza à guarda de Hornícek. Porém, foi considerado que, no momento em que o esférico saiu do pé do internacional norueguês, o avançado croata estava adiantado 4 centímetros, e o tento foi anulado.




O jogo desenrolava-se muito no meio-campo, amarrado e longe das balizas, e só uma pincelada de classe de Schjelderup criou perigo. Após receber de Rafa, o camisola 21 serpenteou entre 3 adversários, encarou o guarda-redes bracarense e tentou servir Barreiro, com a defensiva contrária a afastar (16').
Já dentro da meia hora do 1.º tempo, uma bola longa de António Silva chegou até Rafa, que entregou para Ivanovic receber, controlar e atirar forte, mas Vitor Carvalho conseguiu desviar para canto (31').
Com os benfiquistas instalados no meio-campo adversário, aos 34' foi Rafa a tentar o golo. Passe de Dahl da esquerda para o meio a encontrar o camisola 27, com este a receber de costas para a baliza, a virar-se e a rematar em arco para excelente estirada de Hornícek.
Para lá dos 45 minutos, Schjelderup trabalhou bem no lado esquerdo do ataque, deu para Aursnes, que devolveu ao compatriota. O camisola 21 meteu no coração da área, onde Barreiro cabeceou para Hornícek segurar. Antes de a bola chegar ao médio encarnado, sofreu um desvio no braço de Gabri Martínez. Nem João Pinheiro, nem o VAR vislumbraram motivo para grande penalidade (45'+1').
Pouco depois, João Pinheiro deu por terminada a 1.ª parte, com o nulo no marcador. Durante o descanso, as equipas femininas de futebol (Liga BPI), de futsal (Taça de Portugal), de hóquei em patins (Taça de Portugal) e de andebol (Campeonato Nacional) foram homenageadas pelos títulos conquistados, assim como as equipas masculinas de futsal (Taça de Portugal) e de Esports (eLiga Portugal).




Ainda os atletas homenageados davam a volta olímpica, já a Luz festejava o 1-0, pois as águias chegaram ao golo no primeiro minuto do 2.º tempo!
Recuperação de Prestianni – antecipou-se bem a uma bola vinda de João Moutinho –, o argentino a levar as águias para o ataque, a colocar o esférico em Rafa, que, já no interior da área, atirou para o fundo das redes (1-0, aos 46').
O SC Braga reagiu e chegou à igualdade no lance seguinte. Na esquerda, Víctor Gómez cruzou a bola para a entrada da pequena área, onde surgiu Pau Victor a cabecear com precisão (1-1, aos 48').
A resposta encarnada saiu dos pés de Aursnes. Com um toque de classe, o médio recebeu, controlou a bola e, de seguida, tocou para Schjelderup, que entrou na área em velocidade, tirou um adversário da frente e rematou contra um oponente. O esférico sobrou para Ivanovic, que trabalhou bem e tocou para Aursnes, que, à entrada da área, disparou forte, valendo ao SC Braga uma grande defesa de Hornícek (56').
O Benfica voltou a carregar forte e, aos 59', foi Tomás Araújo a ficar a centímetros do golo. Canto cobrado no lado direito por Prestianni, o central a atacar a bola e a cabecear ligeiramente ao lado do poste direito.
Pavlidis foi o primeiro homem lançado por José Mourinho para refrescar a equipa, com o internacional grego a tomar a vez de Ivanovic (62').
Quase na primeira ocasião em que tocou na bola, Pavlidis colocou-a dentro da baliza. Schjelderup arrancou pelo lado esquerdo, foi até à linha final, entrou na área e serviu o avançado helénico, que só teve de encostar (64'). Porém... após ouvir as indicações do VAR, João Pinheiro anulou o golo, por considerar que a bola saiu totalmente do terreno de jogo no momento em que Schjelderup assistiu o camisola 14 (65').
O jogo voltou a ficar muito amarrado no meio-campo e, de modo a dar mais velocidade, aos 76', José Mourinho lançou Lukebakio e tirou Barreiro, passando Prestianni para o meio.
Insistiu o Benfica e, aos 78', novo lance motivou muitos protestos. Prestianni ganhou a bola em carrinho, Pavlidis recolheu o esférico e foi derrubado por Víctor Gómez dentro da grande área. Todavia, João Pinheiro assinalou... falta do argentino encarnado sobre Lagerbielke, no momento de disputa de bola. Controverso!




O relógio andava cada vez mais depressa para as águias, mas estas tentavam de todas as formas chegar à vantagem. A 5 minutos dos 90 foi António Silva que ficou muito perto de o conseguir. Canto cobrado no lado direito por Lukebakio, com Aursnes a pentear a bola para a cabeça do central encarnado, que, em boa posição, atirou ao lado.
Não marcou o Benfica, marcou o SC Braga, fazendo a Luz sentir a velha máxima do futebol: quem não marca sofre. Gorby recebeu no lado esquerdo, foi para o meio e, à entrada da área, rematou forte e colocado, sem hipóteses de defesa para Trubin, que bem se estirou (1-2, aos 88').
Os encarnados não deitaram a toalha ao chão e foram em busca da igualdade. Aos 90'+1', Schjelderup (Man of the Match) investiu contra a muralha defensiva do SC Braga e, já no interior da área, foi pisado por Vitor Carvalho. O árbitro mandou seguir o jogo, mas, após ter sido alertado pelo VAR, foi ver as imagens e apontou para a marca dos 11 metros.
Chamado à conversão, Pavlidis atirou muito forte e recolocou o empate no desafio (2-2), naquele que foi o seu 30.º golo em 2025/26, o 22.º na Liga Betclic.
O último suspiro do Benfica veio dos pés de Lukebakio, que colocou na área, onde António Silva não conseguiu emendar para o fundo das redes (90'+8').
Pouco depois, o árbitro deu por terminado este duelo da 33.ª jornada, sentenciando o empate a duas bolas, num desafio em que as águias remataram 24 vezes, contra... 5 dos arsenalistas.
Na 34.ª jornada, os encarnados deslocam-se ao Estádio António Coimbra da Mota para defrontar o Estoril, no derradeiro jogo da temporada 2025/26. O pontapé de saída está agendado para as 20h30 de sábado, 16 de maio.
SL Benfica

NOTAS DOS JOGADORES DO BENFICA:

Havia velocidade no jogo do Benfica? Era Schjelderup. Havia perigo junto de Hornicek? Era Schjelderup. Havia talento? Era Schjelderup. Schjelderup, Schjelderup, Schjelderup e pouco mais




Schjelderup (7)
Andou endiabrado o tempo quase todo, entrando diversas vezes pela defesa bracarense, jogando com ambos os pés. Teve um remate que seria assistência para Ivanovic, caso o croata não estivesse quatro (!) centímetros fora de jogo. Grande slalom aos 16’ pela esquerda, entrando na pequena área, passando por três adversários e criando grande perigo junto de Horníček. Teve uma jogada brilhante aos 64’, fugindo pela esquerda e cruzando sobre a linha de fundo para Pavlidis fazer golo. O lance, porém, seria anulado, pois a bola saíra ligeiramente antes do cruzamento do norueguês. Foi ele ainda quem sofreu a falta para grande penalidade que originou o 2-2 final de Pavlidis.
Trubin (5) — Dois golos sofridos e ambos indefensáveis. O desvio de cabeça de Pau Víctor foi fulminante e o remate em arco de Gorby foi fantástico. Teve pouco trabalho direto no primeiro tempo, segurando com facilidade um remate de Gorby (8’). Na segunda parte, foi espectador atento do jogo e lançou-se bem no remate de Gorby, mas só mesmo com asas lá chegaria.




Dedic (6) — Tem sangue na guelra e em todos os poros do corpo, mas foi um dos melhores, talvez só superado por Schjelderup. Defendeu muito bem o lado direito da defesa encarnada e foi um dos que mais atacaram a área de Hornícek. Muito trabalho frente a Gabri Martínez.
Tomás Araújo (5) — O SC Braga teve muita bola, controlou bem o jogo, mas quase sempre longe da zona dos centrais encarnados. Mostrou-se disponível no apoio ofensivo, surgindo na área aos 59' para um cabeceamento ao lado, mas ainda viria a sofrer um pouco, na segunda parte, com a velocidade das transições do SC Braga.
António Silva (5) — Exibição quase a papel químico do seu parceiro de eixo, mas um pouco mais ousado ofensivamente, chegando a estar perto do golo num desvio de cabeça perto do final (84’), que passou a centímetros do poste.
Dahl (5) — Teve um papel interessante na construção, sendo ele a descobrir Rafa com um passe preciso aos 34' para uma das melhores ocasiões da primeira parte. Teve de estar mais atento na parte final do jogo a partir do momento em que Zalazar entrou. Não deu espaço ao uruguaio.
Leandro Barreiro (5) — Muito trabalhador no capítulo da pressão. Quase marcou de cabeça nos descontos da primeira parte (45'+1), obrigando Hornícek a uma boa defesa. Saiu aos 76' para dar lugar a Lukebakio, quando o Benfica já desesperava por mais golos.
Aursnes (6) — O operário inteligente do costume, geometricamente colocado sempre nos locais onde era mais necessário que estivesse. Marcou o canto que originaria, depois de remate de Schjelderup, o golo anulado a Ivanovic. Tentou a sorte de longe aos 55' com um remate forte e foi ele quem desviou a bola no primeiro poste para a grande oportunidade de António Silva aos 84'.
Prestianni (6) — Foi um dos elementos mais perigosos. Assistiu Rafa para o primeiro golo após recuperar uma bola (46'), na sequência de uma má entrega de João Moutinho, e esteve sempre ativo no corredor direito, embora tenha pecado na pontaria em remates aos 58' e 72'.
Rafa (6) — No jogo 343 pelo Benfica, marcou o 99.º golo pelo clube ao encostar para o 1-0, 27 segundos após o regresso do intervalo, aproveitando muito bem um cruzamento rasteiro de Prestianni. Obrigou Hornícek a uma defesa enorme aos 34'.




Ivanovic (4) — Se fosse apenas por este jogo, o croata estaria fora do Mundial. Sem rasgo, sem velocidade e verdadeiramente desastrado no ângulo que mais interessaria ao Benfica: o remate. Aos 20 minutos, tentou o remate de muito longe, mas a bola saiu pela linha lateral do outro lado. O melhor momento foi o golo anulado por quatro centímetros logo ao minuto quatro, na sequência de um remate de fora da área de Schjelderup. Desperdiçou uma boa chance aos 31' e acabou substituído por Pavlidis aos 61'.
Lukebakio (6) — Entrou com muita energia e criou uma excelente jogada individual aos 84', cruzando a bola que António Silva quase desviou para golo no último suspiro do jogo.
Pavlidis (6) — Não tem estado bem, longe dos muitos golos que marcou até meio desta época, mas pareceu um ou dois degraus acima do rendimento dos últimos meses. Viu um golo ser anulado aos 64' e, apesar de ter desperdiçado duas oportunidades de cabeça (80' e 81'), não tremeu no momento de converter a grande penalidade aos 90'+5, garantindo o empate.
Rogério Azevedo, in a Bola

Sem comentários:

Enviar um comentário