Com um arranque de jogo determinado, o Benfica superou o OC Barcelos, por 4-1, no jogo 3 da meia-final do play-off do Campeonato Nacional, que valeu a qualificação para a decisão do título.
Após ter vencido as duas primeiras partidas (3-2 e 4-5) da meia-final do play-off do Campeonato Nacional, o Benfica garantiu a presença na final da competição nesta quinta-feira, 4 de junho, no Pavilhão Fidelidade, ao vencer o OC Barcelos, por 4-1, no jogo 3 do certame.
Tendo apelado a que os seus comandados estivessem "bem em todas as fases" e "atentos às virtudes individuais" oponentes, Edu Castro selecionou Conti Acevedo, Zé Miranda, Roberto Di Benedetto, Nil Roca e João Rodrigues para comporem o cinco inicial das águias. Pau Bargalló ficou de fora da ficha de jogo por motivos físicos.
Encorajado pela casa lotada na Luz (1703 espectadores), o Glorioso teve um arranque perfeito. Ainda nem 30 segundos tinham decorrido (1') quando Roberto Di Benedetto subiu pelo rinque com uma diagonal da direita para a esquerda e cruzou para a área, onde Zé Miranda desviou subtilmente para dentro do alvo (1-0).
Quatro minutos depois (5'), o camisola 3 do Benfica voltou a criar perigo, através de um tiro à barra numa iniciativa individual.
O jovem internacional português estava mesmo endiabrado, e, aos 9', a passe de Viti, avançou pela direita e, de meia distância, disparou potente e cruzado para o fundo da baliza, bisando na contenda (2-0).
Na melhor ocasião dos visitantes no 1.º tempo, à passagem dos 10', Miguel Rocha atirou ao poste.
Pouco depois, no 12.º minuto, num contra-ataque perfeito, Gonçalo Pinto recuperou a bola, fintou um adversário e progrediu pela direita antes de colocar rasteiro na área, tendo Lucas Ordoñez correspondido com um disparo certeiro (3-0).
O remanescente da etapa inaugural foi mais faltoso, e, consequentemente, o marcador não sofreu alterações até ao descanso.
Com a formação benfiquista confortavelmente em vantagem e a controlar o rumo do desafio, o placar também não mexeu durante a esmagadora maioria da 2.ª metade, nem mesmo quando Zé Miranda e Miguel Rocha viram cartões azuis aos 32', devido a uma quezília.
Com o embate em três contra três durante dois minutos, os espaços abriram e verificaram-se chances para os dois lados, mas os blocos defensivos levaram a melhor.
No entanto, o mesmo não aconteceu nos últimos 10 minutos do encontro. Aos 43', Tato Ferruccio recebeu o segundo cartão amarelo e um cartão azul por simulação, deixando os forasteiros com um jogador a menos.
Em vantagem numérica, os comandados de Edu Castro cercaram os opositores, que ainda resistiram durante um longo período. Todavia, a poucos segundos do fim do castigo de dois minutos (45'), Viti descobriu Roberto Di Benedetto na área, o qual, rodeado de oponentes, conseguiu finalizar eficazmente (4-0).
Já com o desfecho sentenciado, o OC Barcelos chegou ao golo de honra no penúltimo minuto (49'). De longe, Miguel Rocha encheu o stick e enviou a bola rasteira para a direita da área, onde Kyllian Gil emendou para o 4-1, resultado com que se chegou ao apito final.
Na final do play-off do Campeonato Nacional, o Benfica medirá forças com o Sporting, que também fechou a sua meia-final em 3 jogos, ante o FC Porto. O primeiro dérbi está previsto para 13 de junho (sábado), no Pavilhão Fidelidade, em horário a definir.
DECLARAÇÕES
Edu Castro (treinador do Benfica): "Começámos muito bem. A jogada ensaiada que tínhamos planeada funcionou na perfeição, e isso ajuda sempre. Fizemos uma grande 1.ª parte. Não chegámos muitas vezes à baliza deles, mas foram chegadas seletivas. Contra uma equipa como esta, que contra-ataca com tanta eficácia, tivemos de trabalhar muito na defesa para conseguir contra-atacar com eficácia, mas também para estarmos atentos a qualquer transição que pudessem fazer. A vantagem de 3-0 ao intervalo foi ótima, e é verdade que na 2.ª parte fizemos tudo o que podíamos para contrariar a pressão alta deles e não sofrer nenhum contra-ataque claro, além de nos defendermos muito bem contra as suas habituais linhas de ataque. O mais importante era garantir o melhor resultado possível e chegar à final. Com os jogadores de alto nível que tem o OC Barcelos, mas principalmente o Miguel Rocha – que marca golos com facilidade e é formidável na finalização –, criámos um plano de jogo que criasse problemas, mas que tira alguma agilidade nos contra-ataques e na circulação de bola. Acho que saiu bem. O Conti [Acevedo] e o Pedro [Henriques] estão a fazer partidas fenomenais. Tentamos ajudá-los ao máximo para evitar golos, mas se eles vierem, que seja com um 4-0 no último minuto. [Final] Estaremos muito focados. Volta tudo a zeros, mas não estamos mesmo a começar do zero, porque já fizemos muita coisa bem feita."
Zé Miranda (defesa do Benfica): "Agradecer a esta moldura humana toda que está aqui e aos Benfiquistas que nos apoiam lá em casa, porque isto realmente foi um inferno da Luz. A equipa sentiu e a equipa demonstrou que a jogar com estes adeptos é muito mais forte. Falando do jogo, uma grande 1.ª parte, uma grande entrada. Não só a entrada, a 1.ª parte toda foi uma grande parte da equipa. Na 2.ª parte, soubemos gerir o jogo. Não entrámos tão bem, estávamos um bocado parados, sem dar linhas de passe. Mas depois que o jogo foi correndo e também tivemos o Conti nesta fase, que segurou muito bem. Fomos gerindo o jogo e a vitória fala por si. É o mais importante. Não são os 3 pontos, é a passagem para a final. [Adeptos pedem o título] Precisamos deles assim, como foi hoje. Entregar tudo, dar tudo nós, para podermos sair daqui com o Campeonato."
SL Benfica

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