domingo, 21 de junho de 2026

CAMINHADA INVICTA COROADA COM O TÍTULO!



No Pavilhão Fidelidade, o Benfica venceu o Sporting, por 3-1, e sagrou-se campeão nacional pela 25.ª vez.
Que época! Invicto na fase regular do Campeonato Nacional, o Benfica prosseguiu o caminho perfeito no play-off, até à final coroada com um triunfo sobre o Sporting, por 3-1, no jogo 3 de uma série à melhor de 5, fechada com classe neste sábado, 20 de junho, no Pavilhão Fidelidade.
Foi o 25.º título da história dos encarnados, que assim deixam o Museu Benfica – Cosme Damião mais rico.
Com muito apoio por parte dos 1873 adeptos presentes – houve cânticos incessantes ao ritmo de aplausos –, o dérbi debutou equilibrado com ligeiro ascendente das águias, muito rigorosas no processo defensivo e nas transições para o ataque.
Reflexo de coesão, a cada remate dos verdes e brancos intercetado, os suplentes encarnados erguiam os braços, incentivando os companheiros em pista.
Aos 8', após lance desenhado com rapidez, Danilo Rampulla atirou ao poste. Estava intenso o dérbi, bem disputado, mas, do lado do Benfica, escasseavam os momentos de desequilíbrio.
Das bancadas erguiam-se tarjas em homenagem a Diogo Rafael, de fora por opção, ele que após 22 temporadas na Luz, encerra a ligação ao Clube.
Com um plantel recheado de qualidade, Edu Castro procedeu à rotação dos seus jogadores, intensificando a pressão sobre o Sporting. Gonçalo Pinto, aos 19', quase desviou para o fundo da baliza, após jogada delineada por Roberto Di Benedetto.
"Glorioso, SLB", gritava-se. Aos 21', uma nova finalização na área leonina só não redundou em golo, devido à intervenção de Xano Edo.
Com o cartão azul exibido a Diogo Barata, por falta sobre Viti, o Benfica passou a jogar em powerplay. A 42 segundos do final do primeiro tempo, a passe de Zé Miranda, João Rodrigues arriscou e de meia distância abriu o ativo. Que momento de festa na Luz!
Os primeiros 25 minutos não terminariam sem mais um golo. Pela direita, Viti progrediu em velocidade e disparou cruzado para o 2.º tento do Glorioso. Que bonito! Entre os Benfiquistas presentes, também o Presidente Rui Costa aplaudiu o 2-0.
Faltavam apenas 2 segundos para o intervalo, no qual foi realizada homenagem aos bicampeões nacionais de veteranos de hóquei em patins.




No reatar, aos 31', Henrique Magalhães derrubou João Rodrigues e foi sancionada grande penalidade. O avançado encarnado não conseguiu ultrapassar o guarda-redes Xano Edo, mas na recarga não vacilou com uma picadinha sensacional (3-0).
Em superioridade numérica, as águias criaram mais ocasiões para dilatar o score, mas o resultado manteve-se. Aos 34', Zé Miranda protagonizou outro momento de classe: picou a bola e disparou, levando-a a atingir o ferro da baliza
Um novo cartão azul a Diogo Barata, por falta sobre Roberto Di Benedetto, seguido do segundo amarelo e consequente vermelho ao treinador dos rivais, Edo Bosch, deixou o Glorioso em nova superioridade numérica. Com boa circulação de bola e gestão exímia, os encarnados controlaram as operações sem riscos desnecessários.
O Sporting ameaçou em contra-ataque, mas Conti Acevedo fechou os caminhos da baliza do Benfica.
O momento mais ansiado aproximava-se. Na pista, havia pinceladas de lances que ficavam na retina. Porém, aos 41', Viti foi admoestado com a cartolina azul e o Benfica ficou em inferioridade numérica.
Numa lição de bem defender, os comandados de Edu Castro não permitiram que o Sporting se acercasse da baliza à guarda de Conti Acevedo com perigo.
Aos 46', após livre direto, Nolito Romero reduziu (3-1). No minuto seguinte, Lucas Ordoñez fez magia, mas errou o alvo.
A formação visitante arriscou no 5x4, sem sucesso. De pé, os Benfiquistas faziam a festa e gritavam "campeões".
Pouco depois, terminou o dérbi! Título conquistado e muita comemoração na Luz!
Pedro Henriques ergueu o troféu ao lado de Diogo Rafael e de Lucas Ordoñez, mas afastou-se de pronto, de forma a deixar que os companheiros de equipa, que cessam a ligação ao Benfica, pudessem saborear o momento.
DECLARAÇÕES:




Edu Castro (treinador do Benfica): "Estou muito agradecido, primeiro que tudo aos adeptos, que acreditaram em nós. Houve outros títulos que não pudemos levantar e, no fim, demos-lhes uma alegria à altura do que merece o Benfiquismo. Depois, aos jogadores, porque fizeram uma época esplêndida. Não perdemos nem um jogo na melhor liga do mundo: empatámos quatro e ganhámos os oito do play-off. Falhámos em dois jogos e perdemos dois títulos, mas, no Campeonato, acredito que não podíamos fazer melhor. Podemos tentar repetir, mas com estes números, na melhor liga do mundo... Falo de compromisso, de qualidade, de talento, de esforço. Disse-o após a Champions, [estes jogadores] são perfeitos para a alma do Benfiquismo e hoje voltaram a demonstrá-lo. Em terceiro, a estrutura, o Clube, porque acreditou em nós. É muito difícil acreditar quando as coisas não estão a sair bem, mas sempre tivemos, desde o primeiro dia, confiança, confiança e confiança. Portanto, hoje é o dia de agradecer. [Campeão sem derrotas] Eu diria, em castelhano, que a história nos vai escrevendo enquanto nos apaga. O importante é o Benfiquismo. O resto são nomes, hoje estamos muito contentes, mas o importante é que a gente sinta que a equipa de hóquei representa os valores do Clube. Nós somos sem importância, iremos passar. Estou muito contente, evidentemente, porque é um clube grandíssimo, desde há dois anos o vivo de forma diária e é uma alegria imensa. Mas o foco principal é que o Benfica tem mais um Campeonato Nacional e tem um grupo de jogadores, sobretudo, que continuarão a lutar para que o Museu Cosme Damião tenha mais títulos como este. [Convidado a dar um título literário a esta conquista] No ano que nos deixou [António] Lobo Antunes, Benfiquista e jogador de hóquei em patins do Benfica, como o seu pai, eu que sou admirador da literatura de Lobo Antunes, não sabia, quando vim, que ele era Benfiquista… É muito especial que, num ano como este, tenhamos podido, numa pequena medida, fazer-lhe uma homenagem tornando o Benfica campeão nacional. Não sei atribuir um título, mas há uma frase de [Fernando] Pessoa: 'Eu sou do tamanho do que vejo' e o que eu vejo hoje é o que eu quero voltar a repetir".




Diogo Rafael (defesa do Benfica): "[Dia especial] Sim, é verdade, é a cereja no topo do bolo, ou seja, sair campeão nacional é, sem dúvida nenhuma, muito gratificante. É uma vida de Benfica, é difícil de expressar e teríamos de estar aqui muito tempo para falar do que são 22 anos ao serviço do clube do coração. Mas, acima de tudo, muito feliz por todo o meu percurso, por toda a minha história que construí ao longo destes anos todos. Nunca iria imaginar que uma criança que chegasse ao Benfica com 14 anos, saísse passados 22, construindo este palmarés que, na minha opinião, acaba por ser curto, mas muito feliz por tudo aquilo que conquistei. Não me imaginava, se calhar, a conquistar aquilo que conquistei. Agradecer do fundo do coração a todos os adeptos, que são o sangue deste Clube, foram inexcedíveis ao longo destes anos todos. Agradecer, também, à minha família, é o meu suporte... São muitos anos e é difícil explicar e simplesmente agradecer por tudo aquilo que vivi, é inapagável, a história assim o diz. Agora, é desfrutar deste momento, aproveitar ao máximo, e obviamente o Clube segue, irá ganhar certamente, espero que ganhe muito mais do que aquilo que eu ganhei. Torço sempre pelo Benfica e veremos o que é que diz o futuro; serei um adepto fervoroso e irei acompanhar o Benfica quer nas modalidades quer no futebol. Parabéns a toda esta massa adepta, a toda a gente que trabalhou ao longo da época para conseguirmos conquistar este título. O meu muito obrigado, a minha gratidão para com esta gente, para com este Clube. É inexplicável aquilo que o Benfica me deu ao longo destes anos todos."




Lucas Ordoñez (avançado do Benfica): "O que sonhei todo este ano, poder dar alegrias a toda esta gente, que merece mais do que ninguém, que nos apoiou sempre… Quis sempre trabalhar, somar à equipa, neste clube gigante, do qual não era hincha [fã], mas do qual me tornei hincha, com a minha família… Após oito anos lindos, ser campeão hoje era o que mais queria. Estava apenas a pensar e concentrar-me no que pedia o treinador e a equipa para dar o desejado. Pensei toda a semana, todo o último mês, foi difícil saber que era a última, saber que me queria ir embora campeão. E assim foi, estou muito contente por isso. Sabem que vou para Argentina, que há uma família Ordoñez que é hincha do Benfica e que irá sempre apoiar. Desejo o melhor do mundo a este lindo clube, não só no hóquei, mas em todas as modalidades. Vamos dar força desde lá. Força Benfica!"

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