Na negra da final do play-off da Liga Placard, o Inferno da Luz empurrou o Benfica a uma vitória sobre o Sporting, por 4-3, e à conquista de um Bicampeonato que é de todos.
Bicampeões nacionais! O Benfica venceu neste domingo, 28 de junho, o Sporting por 4-3 no jogo 5 da final do play-off da Liga Placard e juntou o 10.º título do seu palmarés aos troféus da Taça de Portugal e da Taça da Liga.
No tudo ou nada pela decisão do campeonato, fez-se jus à expressão "Só há um Benfica". Num Pavilhão Fidelidade que acolheu 2319 espectadores – entre eles o Presidente Rui Costa – jogadores da equipa de futebol profissional e de outras modalidades do Clube juntaram-se no apoio ao Glorioso nas bancadas.
Com André Correia, Diogo Almeida, Peléh e Raúl Moreira de fora por opção, as águias entraram no dérbi com enorme determinação e o minuto 7 foi palco das primeiras emoções fortes.
Léo Gugiel abriu as hostilidades com um incrível remate que fez a bola alojar-se no ângulo superior esquerdo da baliza do Sporting. Um golaço do guarda-redes do Benfica na génese do 1-0.
Segundos depois, surgiu o 2-0. Após uma reposição de bola de Arthur, André Coelho disparou de longe e o esférico atravessou uma floresta de pernas até anichar-se na baliza.
Em êxtase, o público esteve perto de festejar o 3-0 na jogada seguinte. Kutchy roubou a bola a um adversário, mas, isolado, atirou às malhas laterais.
Aos 8', o Sporting respondeu, mas André Coelho evitou males maiores com um corte em cima da linha de golo. Na sequência, Léo Gugiel cresceu na baliza para travar dois remates seguidos de Tomás Paçó à queima-roupa.
Apanhado no ritmo frenético do dérbi, o Benfica chegou às 5 faltas logo aos 9'. Com muito tempo para jogar até ao intervalo, a 6.ª infração acabou por chegar aos 12': após reverem as imagens, os árbitros detetaram uma infração de Diego Nunes. Tomás Paçó avançou para a cobrança, mas esbarrou em Diogo Carrera, que tinha sido lançado na baliza para o lance de bola parada.
No entanto, aos 15', os leões acabaram mesmo por reduzir (2-1). Allan Guilherme fez a parede e tocou para Tomás Paçó, que desviou a bola de Léo Gugiel.
Com 23 segundos para o intervalo, nova oportunidade para o Sporting. Alex Merlim desarmou Diego Nunes no meio-campo e serviu Allan Guilherme, que não conseguiu bater a oposição de Léo Gugiel.
A primeira oportunidade da 2.ª parte foi para o Benfica. Carlos Monteiro recuperou a bola no meio-campo leonino e tocou-a para Higor que, só com Bernardo Paçó pela frente, atirou por cima, aos 25'.
Estava dado o mote para minutos de loucura no dérbi. Aos 26', Diogo Santos aproveitou um ressalto na área encarnada e, à meia-volta, fez o 2-2.
A resposta dos encarnados foi imediata. Pany Varela rompeu pela esquerda e cruzou atrasado. Diego Nunes rematou para defesa incompleta de Bernardo Paçó. Na recarga, Silvestre não perdoou e recolocou as águias em vantagem.
Mas, aos 27', o Sporting restabeleceu a igualdade. Tomás Paçó recebeu a bola à entrada da área, rodou sobre Afonso Jesus e disparou forte para o 3-3.
O momento definidor do bicampeonato nacional chegou aos 31'. Diego Nunes trabalhou bem pelo lado direito, fintou Felipe Valério e foi carregado em falta no interior da área leonina. Penálti a favor do Benfica e Kutchy assumiu a responsabilidade: atirou colocado junto ao poste esquerdo e marcou o 4-3.
Aos 36', Léo Gugiel afastou um remate de Wesley para o poste e, aos 38', Alex Merlim foi lançado como guarda-redes avançado no 5 para 4 do Sporting.
Nos derradeiros segundos da partida, Léo Gugiel segurou a vantagem com uma grande defesa e, na sequência, Arthur não conseguiu acertar na baliza vazia.
Logo de seguida, o Benfica recuperou a bola e Tomás Paçó viu o cartão vermelho após rasteirar Jacaré pelas costas. O lance ainda foi alvo de revisão no suporte vídeo, mas a dupla de arbitragem manteve a decisão.
O soar da buzina lançou o Pavilhão Fidelidade para minutos de autêntica loucura. Quando se entoava o "Ser Benfiquista", o público invadiu o campo e engoliu os jogadores em fervorosos festejos. Benfiquismo no seu mais puro estado a pulsar em toda a quadra, num quadro de enorme comunhão entre toda a família encarnada.
Posteriormente, os jogadores encarnados recolheram ao balneário e foram chamados um a um até ao palanque. Unidos e rodeados de familiares, ergueram o troféu da Liga Placard e tiveram direito a uma sonora ovação dos adeptos, que, uma vez mais, desempenharam um papel fulcral na conquista de mais um título.
No cair do pano da comemoração, ainda houve tempo para a entrega do prémio de Melhor Guarda-Redes da final a Léo Gugiel e para uma homenagem a Jacaré, que encerrou a sua passagem pelo Clube com chave de ouro.
DECLARAÇÕES
Cassiano Klein (treinador do Benfica): "Primeiro, agradecer muito aos adeptos pelo carinho que nós estamos a receber deles. Está a ser incrível, é uma sinergia. Hoje, conseguimos o bicampeonato aqui dentro, a sentir esse carinho e estamos aqui a dividir essa alegria. É algo muito marcante para nós. [Entrada dos Benfiquistas na quadra] É o amor, é a paixão que eles nos conseguem transmitir. E onde sinto mais isso é quando vamos jogar fora de casa. Mesmo que os adeptos da equipa da casa os queiram abafar, eles não se entregam, estão nos 40 minutos. São o maior exemplo para nós, um exemplo de persistência, de consistência. Nós usamos muito isso: se eles não se entregam, nós também não nos podemos entregar. E hoje sentimos essa sinergia de todos aqui. É algo que, realmente, eleva o nível da equipa. Nós fizemos um grande jogo. Muito obrigado pelo carinho."
SL Benfica



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