Rafa Silva e Pavlidis marcaram na vitória frente ao Villarreal e dão esperança aos benfiquistas de que, com uma equipa melhor, os jogadores mais valiosos possam voltar a destacar-se.
Faltam cinco dias para o primeiro jogo oficial do Benfica em 2026/27 e, do que deu para ver até agora, a equipa está como seria de esperar: em ritmo de pré-época, com reforços ainda à procura de mostrar o que valem e jogadores em campo que entretanto vão sair do clube. Não adianta formar grandes certezas nesta altura, a partir da próxima quinta-feira é que vamos começar a saber o que vale esta águia.
Do amigável de ontem frente ao Villarreal (se bem que, mais uma vez, de amigável teve pouco, com algumas entradas algo escusadas dos espanhóis neste contexto...), fica a sensação que, entre olhar para quem vem ou para quem sai, os benfiquistas poderão desde já agarrar-se ao que já tinham. Os golos de Rafa e Pavlidis, ambos de belo efeito, devem dar esperança de que, se melhores dias vierem, jogadores cuja qualidade está mais do que provada saberão estar à altura para dar mais alegrias aos adeptos. O contexto será determinante, pois claro. Se o treinador conseguir colocar a equipa a jogar bem e a obter resultados positivos, todos serão valorizados - e alguns já sabemos o que isso significa.
Outros, no entanto, nunca mostraram na Luz o que podem - e devem - valer. São os casos de Barrenechea e Sudakov, por exemplo, que já não podem esperar muita paciência dos benfiquistas e têm de provar rapidamente que com Marco Silva vão agarrar a nova oportunidade. Seria expectável vê-los com mais fome nesta altura, porque não há varinhas mágicas que os tornem fundamentais para o Benfica de um momento para o outro. Sabemos que as águias estão à procura pelo menos de um médio defensivo, por isso eles também saberão...
Entretanto, Jhon Durán está a chegar, numa movimentação algo surpreendente da administração de Rui Costa. O valor do avançado colombiano é conhecido na Europa que o viu brilhar no Aston Villa, ainda que com as dúvidas naturais do que se seguiu na curta carreira. A posição não seria a mais prioritária a reforçar, mas Marco Silva queria algo além de Pavlidis e Ivanovic. Confesso que também não conheço muitos adeptos que não fiquem entusiasmados com um bom avançado em qualquer altura ou contexto. Noutros tempos, aliás, este anúncio seria motivo de euforia na Luz. As desilusões acumuladas nos últimos anos trazem consigo alguma contenção, o que até pode jogar a favor do reforço - e da equipa. Se correr bem, Durán trará golos e o empréstimo será visto como o agarrar de uma excelente oportunidade. Se correr mal, digamos que não será a primeira vez.
Catarina Pereira, in a Bola

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