quinta-feira, 2 de março de 2017
LUIS FILIPE VIEIRA ENTREVISTA EXCLUSIVA À CMTV 01 Março 2017
A PROPÓSITO DE LUÍS FILIPE VIEIRA
"O respeito pelo passado é um pilar essencial na construção do futuro. O sentimento de pertença, a noção do todo e a ideia de ser parte de algo maior crescem ao longo de anos e forjam-se na força do exemplo e dos feitos de antanho.
A memória colectiva precisa de ser alimentada, seja por tradição oral, por relatos escritos ou, nos temos que correm, por variadíssimos meios audiovisuais. Ou ainda através da homenagem aos que, por feitos, da lei da morte se libertaram...
Foi isso que o Benfica fez ontem, dia do 113.º aniversário do clube, à memória de Cosme Damião, figura ímpar nos anos dos pioneiros, que passa a contar com o reconhecimento público através de um momento colocado a dois passos do Estádio da Luz.
Luís Filipe Vieira, por altura do centenário do Benfica, encetou um trabalho que prestigiou e aproximou os antigos jogadores ao clube, mostrando sempre um grande respeito pelo passado. Essa prática manteve-se, sendo normal ver as glórias de sempre dos encarnados ou no camarote presidencial da Luz ou, até, a marcarem presença nos grandes momentos do clube no estrangeiro. Mas a preocupação do presidente do Benfica com quem serviu o clube no passado tem ainda uma vertente invisível, que aqui não trarei, e uma outra mais pública, que terá tradução prática em breve, com a criação de mais condições de assistência médica para quem, entre os que vestiram de águia ao peito, dela carecer.
Quando for feita a história de Vieira no Benfica, esta vertente, entre títulos e betão, receberá, quando muito, uma nota de rodapé. Mas para a coesão do clube tem sido determinante."
José Manuel Delgado, in a bola
SINAIS DA BOLA
É apenas o 23.º jogador mais utilizado do plantel, mas não dá mostras de revolta. Jardel foi titular, envergou a braçadeira de capitão, porém nunca precisou de levantar a voz para impor o respeito. No primeiro tempo jogou mesmo de pantufas nas saídas com bola.
€56 milhões no banco
Rui Vitória fez poupanças e deixou 56 milhões de euros no banco de suplentes (Jiménez, €22 M, Pizzi, €14 M; Salvio, €13,5 M; Cervi, €5,9 M; Ederson, €500 mil; André Almeida, €200 mil). Um luxo ao alcance de poucos treinadores, mesmo fora de Portugal.
Pés de barro
Júlio César é um grande guarda-redes mas faz parte de uma geração que não trabalhou, na formação, o jogo de pés como, por exemplo, o jovem Ederson. Uma fífia comprometedora na primeira parte expôs essa fragilidade e deixou os benfiquistas com os cabelos em pé.
Ao centro, de amarelo
É avançado, joga de amarelo e marca as grandes penalidades para o centro da baliza. A resposta é Auba... perdão, Kléber. A única diferença é que ontem Júlio César atirou-se para o lado direito; na Champions, frente ao Dortmund, Ederson não se mexeu, de propósito.
Forrest tem limites
É o mais utilizado do plantel, corre como o Forrest Gump,tem 23 anos mas, afinal, Nélson Semedo tem limites. Após mais um sprint pela linha, na 2.ª parte, o lateral deu sinais de cansaço, recuando bem devagarinho para recuperar posição. E um rio de suor a escorrer pela cara."
Fernando Urbano, in a bola
quarta-feira, 1 de março de 2017
AS PRENDAS DE MITROGLOU
Sistemas
1 O Estoril apresentou-se num 4x5x1, com a profundidade ofensiva a recair mais na direita, através de Licá. Em relação ao último jogo, destacam-se as entradas de Matheus Oliveira e Diogo Amado (capitão) para o meio-campo, reforçando a qualidade técnica e tática que acrescentam à equipa e, o regresso de Kléber ao centro do ataque. O Benfica, por sua vez, apresentou algumas alterações face ao seu último onze: entraram Júlio César, Jardel, Filipe Augusto e Carrillo para os lugares de Ederson, Luisão, Pizzi e Salvio. Desta forma, o treinador do Benfica geriu psicologicamente o plantel - dar oportunidade a todos - e fisícamente geriu o cansaço acumulado e a condição física de jogadores que têm sido fundamentais, como são os casos de Luisão e Pizzi. No meio-campo, nem Samaris, nem Filipe Augusto assumiram uma posição mais recuada, jogando lado a lado. Na frente, Zivkovic jogou mais pelo meio e Rafa apareceu na esquerda, o que já tinha acontecido na segunda parte do jogo com o Chaves, e com bons resultados.
Equilíbrio
2 O Estoril entrou forte e agressivo, tentando limitar a zona de construção do Benfica. Contudo, ainda a frio, o Benfica podia ter-se adiantado no marcador quando, aos 4 minutos, Rafa apareceu solto na pequena área (passe de Nélson Semedo) mas permitiu grande intervenção de Luís Ribeiro. O equilíbrio foi a nota dominante do primeiro tempo, com alguns remates sem grande perigo das duas equipas; e com maior controle de bola por parte do Benfica, mas sem conseguir criar grandes situações de golo. Aos 35 minutos surgiu o primeiro golo, num grande cruzamento de Zivkovic para Mitroglou, que empurrou para a baliza. A reação do Estoril foi imediata, com Licá a aparecer solto na direita e a tentar servir Kléber, tendo valido o (grande corte) de Jardel. No seguimento desta ameaça surgiu o golo, num lance que penalizou duplamente o Benfica: lesão de Filipe Augusto (que originou a primeira substituição, com a entrada de Pizzi) e mão na bola de Eliseu dentro da área. Kléber finalizou e colocou novamente o jogo empatado.
Domínio
3 Na segunda parte o Benfica tomou conta dos acontecimentos, a jogar da forma habitual, com Pizzi e Samaris no meio e com os papéis bem definidos. O Estoril. baixou as linhas para o meio-campo, tentando aproveitar o espaço que existia nas costas da defesa do Benfica, tendo apenas criado uma ocasião de golo, num cruzamento de Licá para desvio de Kléber. O Benfica, foi crescendo, na segunda parte, tendo conseguido criar situações de golo. Numa primeira fase, Rafa perde nova batalha com Luís Ribeiro. Após a entrada de Cervi, o Benfica foi mais perigoso e criou trés situações de golo, finalizando uma delas: Eliseu a passar de calcanhar para Cervi, este a servir Mitroglou, que, com calma (a tal calma que faltou a Rafa), finalizou. Curiosamente, o golo do Benfica, e a ocasião de golo de Zivkovic (90+1), surgiram após a entrada de Diakhité no Estoril, que tinha como objetivo jogar com trés centrais, de forma a encaixar em Mitroglou e Jiménez.
Gestão
4 O facto de ser uma meia-final disputada a duas mãos permitiu a Rui Vitória uma abordagem diferente ao jogo, com uma boa rotatividade e gestão do plantel. A entrada de Cervi, na segunda parte, foi essencial para que o Benfica conseguisse dar um passo de gigante rumo ao Jamor, em dia de aniversário.
Diogo Luís, in a bola
ACABOU-SE A CHINESICE
“SEMPRE QUE VISTO A CAMISOLA É UMA ALEGRIA IMENSA”
Jonas, avançado do Sport Lisboa e Benfica, prolongou o seu vínculo até 2019. Após assinar a renovação admitiu estar bastante contente por continuar a jogar de águia ao peito.
“Estou muito feliz por ficar num Clube com que estou bastante identificado. Estou contente e isso vê-se dentro de campo. Sempre que visto a camisola para defender o Benfica é uma alegria imensa. Estou satisfeito por ampliar o meu contrato até 2019. Espero continuar a conquistar muitos títulos. Quero, ainda, agradecer o carinho dos adeptos, a confiança do presidente e de todas as pessoas”, afirmou.
Na hora de apontar o melhor momento desde que chegou a Lisboa, o camisola 10 optou por olhar para a frente e para o que ainda pode ser conquistado. “É verdade que tenho tido momentos bonitos no Benfica, mas agora quero olhar para a frente. Tem de ser assim num Clube como o Benfica para podermos conquistar títulos e consumarmos os objetivos”, sublinhou.
O Estádio da Luz tem sido um baluarte de vitórias para o Benfica. Para Jonas “este Estádio é maravilhoso e diferente de qualquer outro Estádio”. “Ao jogar na Luz percebe-se que os adeptos são fundamentais, empurram-nos durante os 90 minutos. É diferente e ficamos muito felizes por vermos que esta ligação entre a equipa e os adeptos tem funcionado e esperamos que assim continue para alcançarmos o nosso principal objetivo que é o Campeonato”, considerou.
O próximo desafio é com o Feirense para a Liga NOS e o Benfica está focado nesse importante encontro antes da Champions. “Primeiro só pensamos no jogo com o Feirense. Só depois é que vamos pensar no Borussia Dortmund. Estamos totalmente focados no Feirense”, frisou.
Desde que chegou à Luz, Jonas somou 99 jogos e 76 golos de águia ao peito. Já conquistou em Portugal dois Campeonatos Nacionais, duas Taças da Liga e uma Supertaça.
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