segunda-feira, 31 de agosto de 2026
EL KAROUANI JÁ ESTÁ EM LISBOA! E HOJE HÁ BENFICA VS ESTORIL! 🔴
Antevisão | SL Benfica x GD Estoril Praia
domingo, 30 de agosto de 2026
KAROUANI, MERCADO, MARCO SILVA E AS VOSSAS PERGUNTAS! EP.2
Falar Benfica: Análise ao sorteio e calendário da Liga Europa
Finalmente Palhinha | Voo Picado #037
Nashville SC vs. FC Cincinnati | Full Match Highlights
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D.C. United vs. LAFC | Full Match Highlights | STINGY D in DC!
PALHINHA É FACADA NO CORAÇÃO DOS SPORTINGUISTAS
Acabou a novela: João Palhinha é jogador do Benfica. E por quatro anos. Um reforço de peso para Marco Silva e simultaneamente um fantasma para o… Sporting.
João Palhinha queria muito regressar a Portugal e cedo se percebeu que tal era possível, dado que não entrava nos planos de Kompany no Bayern, embora a contratação nunca se tenha afigurado fácil, dado o elevado vencimento. Durante algum tempo pensou-se que o médio poderia voltar ao Sporting, ao qual esteve vinculado entre 2013 e 2022, mas os leões acabaram por virar-se para a contratação do espanhol Sergi Altimira.
Foi legítima a posição da Administração liderada por Frederico Varandas. Palhinha obrigava a um elevado investimento e sem retorno financeiro, dada a idade do internacional português: 31 anos.
Além de convencer o gigante alemão, que começou por pedir 25 milhões de euros, a libertá-lo, havia ainda a questão dos ordenados, bem acima do teto salarial praticado em Alvalade.
Diferente pensou o Benfica. Numa posição tão legítima como a do Sporting, Rui Costa decidiu oferecer a Marco Silva um jogador de eleição, que, não tenho dúvidas, será uma mais-valia para os encarnados. Um médio defensivo poderosíssimo, que conhece de trás para a frente as ideias do treinador. De resto, estiveram juntos duas épocas no Fulham, do qual se transferiu para o Bayern por 50 milhões de euros há apenas… dois anos.
Na Luz, a questão desportiva sobrepôs-se à financeira. O inverso sucedeu em Alvalade. Uma equação simples de compreender, mas que não é fácil para os adeptos aceitar. Afinal, Palhinha era um símbolo para os sportinguistas, que se reviam no médio. Tanto assim era que Varandas se viu obrigado a explicar publicamente o porquê da não contratação quando percebeu que ia rumar ao eterno rival.
Considero que Palhinha fazia falta ao Sporting, tanto dentro como fora de campo. Além da qualidade indiscutível — confesso que sou fã do médio e neste mesmo espaço dei conta da injustiça que foi não ter sido chamado para o último Mundial —, tem também uma forte liderança, da qual, pelo que se pôde observar nas primeiras jornadas, os leões me parecem carenciados depois da revolução operada no plantel, que redundou nas saídas de, por exemplo, Hjulmand, Diomande ou Trincão.
Por tudo isto, considero que a contratação de Palhinha foi uma facada no coração dos sportinguistas. Ver o médio com a camisola do Benfica vai doer a muitos leões, que no momento da apresentação ficaram a saber que o médio é sócio dos encarnados há 21 anos. Um ligeiro bálsamo para quem o considerava apenas e só sportinguista, digo eu.
Para já, Palhinha vai ser um fantasma para os sportinguistas, mesmo que Altimira esteja a impor-se sob as ordens de Rui Borges e seja mesmo até ao momento um dos principais reforços, mas resta esperar pelos resultados...
Se o experiente médio defensivo tiver um papel de relevo e o Benfica festejar no final da temporada, a fuga do internacional português para a Luz vai fazer mossa em Alvalade. Caso contrário, é Frederico Varandas quem vai sair por cima.
Hugo do Carmo, in a Bola
A PROPÓSITO DE PALHINHA
Um texto que pretende deixar bem claro tudo aquilo que um bom profissional deve fazer, e que pode servir de reflexão àqueles adeptos que ainda vivem no tempo em que a lei da opção escravizava os jogadores, cerceando-lhes os direitos…
Não há forma do futebol português se libertar de uma doença irritante e profundamente canhestra chamada «clubite». Porquê essa necessidade de exigir que um jogador pago para dar o melhor de si, sinta pela instituição o mesmo amor cego, lírico e apaixonado, não obstante legítimo, que um adepto sente, no topo da bancada? Não chega jogar bem; é como se os sócios dos clubes gostassem de ser enganados pelas juras de amor eterno, que só são eternas enquanto duram, o que é, convenhamos, é um disparate de todo o tamanho.
Não chega jogar bem; é como se os sócios dos clubes gostassem de ser enganados pelas juras de amor eterno.
O futebol moderno é, por natureza, desapaixonado nas secretarias e frenético no relvado. O que deve pedir-se a um profissional não é paixão de infância, é brio. É que corra, que se esfarrape, que não encolha a perna e jogue até ao limite das suas forças. Se fizer isto tudo com honestidade, cumpriu a sua parte. A sua alma pertence-lhe a ele. Será que André Villas-Boas, quando treinava o Marselha, não queria ganhar ao FC Porto? Ou Frederico Varandas, quando defrontava o Sporting como médico do V. Setúbal, não torcia pelo triunfo sadino? Ou Rui Costa, que até marcou na Luz ao Benfica, nunca deu tudo nos encarnados, nos ‘viola’ ou nos ‘rossoneri’?
O futebol moderno é, por natureza, desapaixonado nas secretarias e frenético no relvado.
Saltemos, então, para o caso de João Palhinha. Um homem forjado nas escolas do Sporting, que ‘dava a vida’ em cada lance, mas que guardava a quota de sócio do Benfica na carteira desde os dez anos. E então? Alguma vez correu menos por causa disso? Alguma vez se poupou para proteger o coração encarnado? Claro que não. Foi exemplar porque sabia perfeitamente a diferença entre a sua obrigação aos domingos e a nostalgia dos seus afetos privados.
Valerá a pena, aqui chegado, falar de Rui Jordão, um príncipe, dentro e fora das quatro linhas, que depois de ter brilhado no Benfica, foi estrela cintilante do Sporting, sem nunca renegar o passado. Jordão era sportinguista e mesmo assim, no ano do centenário do clube de Cosme Damião, compareceu a um almoço de velhas glórias do Benfica. Foi lá por respeito aos amigos e a um clube que representou, mas teve a delicadeza soberba de recusar manifestações que fossem para além disso . Não precisou de ser falso para com o Sporting, nem mal-educado para com o Benfica. Foi apenas um senhor.
Valerá a pena, aqui chegado, falar de Rui Jordão, um príncipe, dentro e fora das quatro linhas, que depois de ter brilhado no Benfica, foi estrela cintilante do Sporting.
No meio do turbilhão de um jogo, as camisolas são a nossa pele e a pele dos nossos companheiros. Ali, embora haja lealdade à direção, aos adeptos e à história do clube, tudo se resume a um ‘nós’ contra ‘eles’, ao companheiro do lado que está a suar a mesma camisola e a defender a mesma trincheira, e aos ‘outros’, que nos querem derrotar.
O futebol de elite agradece um bocado menos de dramatismo e muito mais dignidade.
Tudo o resto — as discussões azedas sobre quem ama mais o quê — é apenas conversa para encher o tempo nos cafés. O futebol de elite agradece um bocado menos de dramatismo e muito mais dignidade. A dignidade que está em cada profissional que atravessa a carreira sempre de cabeça erguida.
José Manuel Delgado, in a Bola
PRESTIANNI E A RUA COMO LABORATÓRIO
Omiúdo recebe a bola. O treinador grita: «Dois toques.» O miúdo obedece. Domina. Passa. Corre para o lugar marcado. O treinador aplaude. Tudo limpo. Tudo rápido. Tudo certo.
É assim que se começa a fabricar um jogador moderno. Também pode ser assim que se começa a estragá-lo. Nunca houve tantos campos perfeitos. Tantos treinadores preparados. Tantos dados sobre crianças de 12 anos. A velocidade. A potência. O pé dominante. O número de decisões certas. O futebol sabe quase tudo sobre elas. Só não sabe quem seriam se as deixassem em paz.
Pablo Aimar contou o problema de uma forma difícil de esquecer. Irrita-o ouvir que já não existem jogadores criativos depois de centenas de treinos automatizados. É como ensinar uma criança a tocar piano seguindo sempre a mesma partitura e, anos depois, acusá-la de não saber improvisar.
Primeiro, tiramos-lhe a liberdade. Depois, perguntamos onde ficou a imaginação.
A academia não é o inimigo. Protege. Alimenta. Ensina. Dá relva, médicos, ginásios, acompanhamento escolar. Apanha um miúdo com talento e oferece-lhe uma estrada onde antes havia pedras. O problema começa quando também lhe diz por onde deve passar em cada curva.
Batistuta lamentou o desaparecimento daquele avançado que vivia para o golo. O 9 à antiga. Como ele. Como Vieri. Como tantos outros que não têm lugar no futebol moderno. Homens reconhecíveis pela função, pelo instinto, pela maneira de respirar dentro da área. O jogo, viciado na intensidade e no GPS, transformou-os em trabalhadores completos. Todos pressionam. Todos defendem. Todos interpretam o espaço. Todos cumprem.
Parece sensato. Mas quase tudo o que mata lentamente parece sensato. Falta ao jogador, por vezes, um lugar onde se possa perder. Esse lugar era a rua. A rua não tinha cones. Tinha buracos. Não tinha árbitro. Tinha discussões. Não tinha treinador. Tinha o maior, o mais velho, o dono da bola. As balizas eram duas pedras. O campo acabava num passeio, num muro ou no primeiro carro mal estacionado.
Ali, o jogo não ensinava respostas. Criava problemas. A bola saltava mal. O espaço era curto. O adversário era mais velho e não queria saber da pedagogia. Era preciso sobreviver. Usar o corpo. Esconder a bola. Inventar um túnel. Descobrir um passe onde ninguém via passagem. Aprender que a vergonha de perder a bola durava menos do que a alegria de voltar a pedi-la. Ninguém dizia ao miúdo para ser criativo. A criatividade era a única saída. Esse tipo de jogador está em vias de extinção. Por isso, é ainda tão saboroso ver alguém como Prestianni.
A fazer um grande arranque de época, com apenas 20 anos, o miúdo argentino joga como se ainda trouxesse a rua agarrada às botas. Recebe a bola e procura o adversário. Não para fugir dele. Para o desafiar. Ainda acredita que uma finta pode servir para chegar à baliza. Ou apenas para provar que era possível. Pertence a essa espécie cada vez mais rara. A daqueles jogadores que rasgam o guião e fazem as suas próprias regras quando têm a bola. A desobediência pela banalidade é a melhor arma de Prestianni.
O Brasil construiu uma parte da sua grandeza nesses lugares. Na praia. Na várzea. No asfalto. Na favela. Em campos tortos onde a geometria oficial não servia. Garrincha não driblava apesar das pernas tortas. Driblava com elas. Romário encontrava espaço onde nem dava para montar uma cabine telefónica. Ronaldinho tratava a bola como um brinquedo porque, antes de se tornar profissão, tinha sido isso. E, para ele, nunca deixou de ser isso. O seu brinquedo preferido.
O Brasil tem hoje academias melhores. Centros de treino de qualidade. Metodologias importadas. Jovens mais fortes, mais rápidos, preparados para chegar à Europa aos 17 anos e perceber o que o treinador lhes pede.
É o progresso, dizem. Mas o progresso tem sempre uma fatura. Ao aproximar-se da Europa, o Brasil também se afasta de si próprio. Produz laterais que sabem entrar por dentro. Médios que dão equilíbrio. Extremos que pressionam. Jogadores prontos para o sistema. Verdade. Mas antes o sistema é que tinha de estar pronto para eles.
Não se trata de pedir o regresso romântico a uma infância pobre. A rua também era abandono. Também era falta de condições. Ninguém deve confundir carência com método. Um buraco no asfalto não é um plano de formação.
Mas havia naquele caos uma coisa preciosa. Tempo sem adultos. Tempo sem instruções. Tempo para fazer uma coisa inútil muitas vezes até ela se tornar genial.
As academias querem eliminar o erro. A rua precisava dele. Um drible falhado não saía no relatório. Não custava a titularidade. Custava uma gargalhada dos outros. E a resposta chegava na jogada seguinte.
Hoje, um miúdo perde a bola e olha para o banco. Antes, perdia a bola e tentava outra loucura. Quem olha para o banco procura autorização. Quem olha para a bola procura uma solução.
O futebol moderno não expulsou os artistas. Fez algo mais eficaz. Educou-os para não incomodarem. Ensinou-lhes o momento certo para arriscar, a zona certa para fintar, a percentagem aceitável de perigo. Deu-lhes liberdade dentro de um quadrado desenhado no chão. Uma liberdade vigiada.
Depois aparecem treinadores a pedir jogadores capazes de desbloquear jogos fechados. Querem alguém que veja o que os outros não vêem. Alguém que rompa uma linha. Alguém que invente. Mas a invenção não nasce por ordem. O rasgo não vem no plano semanal.
A solução não é destruir a academia. É abrir-lhe uma janela. Criar espaços onde o treinador se cale. Onde não haja limite de toques. Onde o melhor jogador não seja o que erra menos, mas o que imagina mais. O caminho passa por levar a rua para dentro do laboratório. Não a pobreza. Não o abandono. Não a falta de meios. A liberdade.
O futebol precisa de jogadores bem formados. Claro que precisa. Mas também precisa de um miúdo que receba a bola, ouça o treinador gritar «dois toques» e, por um segundo, finja que não ouviu.
Luís Aguilar, in a Bola
MARCO SILVA MUDA O MEIO CAMPO NA RETA FINAL DO MERCADO?
sábado, 29 de agosto de 2026
Puerta aberta: médio colombiano quer o Benfica | MERCADO FLASH
SEM PENINHA DO PALHINHA
Só eu e a minha família é que temos noção daquilo que eu tive de abdicar para estar aqui.
João Palhinha, na oficialização como reforço do Benfica.
João Palhinha foi oficializado ontem como reforço do Benfica, com contrato até 2030. Aos 31 anos, e depois de quatro temporadas fora de Portugal, o médio volta a Lisboa. Para trás deixou um lucrativo salário no Bayern, e ontem admitiu que abdicou de muito para rumar à Luz, mas confesso que não tenho pena — nem ele a pretende; quando explicou a situação não me pareceu que fosse para obter compreensão ou simpatia.
Objetivamente, é verdade. Palhinha deixou muito dinheiro na Baviera para poder voltar a Portugal. Mas ninguém lhe apontou uma arma. E a felicidade que procura, em campo — numa equipa onde possa sentir-se importante, num clube onde era muito desejado, com um treinador que o conhece bem — e fora dele — com a proximidade dos dois filhos —, tem custos, neste caso financeiros.
Se o dinheiro fosse o mais importante, Palhinha podia ter ficado em Munique, mesmo sem jogar, ou rumado a outras paragens. Não teria dificuldade em encontrar clube que lhe pagasse o mesmo, ou quase.
Aos 31 anos, depois de quatro épocas fora do país, e separado da mãe dos filhos, deu prioridade à vida familiar e à realização desportiva. É compreensível. E por muito menos que vá receber, é difícil sentir pena por alguém que terá um salário líquido entre 2,5 e 3 milhões de euros por época. Talvez não chegue para os netos, mas é suficiente para os filhos nunca terem de trabalhar na vida.
Hugo Vasconcelos, in a Bola
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
EUROPA LEAGUE HERE WE GO! | ARRHUS 1 - 3 BENFICA | REAÇÃO COMPLETA
BENFICA ESTÁ NA LIGA EUROPA! PRESTIANNI DEMÓNIO?
EXIBIÇÃO SEGURA E OBJETIVO ALCANÇADO
O Benfica venceu o Aarhus por 1-3 na Dinamarca, confirmou a superioridade na eliminatória do play-off e garantiu a presença na fase de liga da Liga Europa.
Objetivo cumprido! Com golos de Prestianni, autor de um bis, e de Rafa, o Benfica voltou nesta quinta-feira, 27 de agosto, a superiorizar-se ao Aarhus (1-3) na 2.ª mão do play-off e garantiu o acesso à fase de liga da Liga Europa.
No Randers Stadion, casa emprestada do campeão dinamarquês, Marco Silva apresentou o mesmo onze inicial do triunfo (3-1) da 1.ª mão: Samuel Soares, Bah, Tomás Araújo, Lenglet, Dahl, Barrenechea, Barreiro, Rafa, Sudakov, Prestianni e Pavlidis voltaram a merecer a confiança do técnico.
Mesmo com a vantagem trazida do Estádio da Luz, os encarnados entraram determinados a assumir o controlo do jogo e cedo ameaçaram a baliza adversária. Aos 7', na cobrança de um livre, Sudakov colocou a bola ao segundo poste, onde Barreiro cabeceou à parte exterior do ferro.
A pressão alta e a rápida reação à perda da bola permitiram ao Benfica instalar-se no meio-campo contrário e aos 11' surgiu uma dupla oportunidade de golo. Tomás Araújo lançou Barreiro, que, já na área, tentou servir Pavlidis. O avançado grego ficou com a bola e deu para Prestianni, cujo remate foi afastado por Camara. Na insistência, Barreiro atirou ligeiramente ao lado.
A superioridade encarnada acabaria por se traduzir no marcador (0-1) aos 19'. Rafa abriu para Bah no lado direito, o lateral colocou a bola junto ao limite da grande área e Prestianni, de primeira, rematou à baliza: a bola ainda sofreu um desvio em Carstensen antes de entrar na baliza junto ao poste esquerdo.
Dois minutos volvidos (21'), o árbitro Daniel Siebert assinalou penálti a favor do Aarhus, considerando que Barrenechea impedira Anderson de chegar à bola. No entanto, após indicação do VAR, o alemão reviu as imagens, reverteu a decisão e retirou igualmente o cartão amarelo inicialmente exibido ao médio argentino.
Sem se deixar afetar pelo lance, o Benfica continuou a procurar a baliza adversária. Aos 27', um passe a rasgar de Prestianni encontrou Barreiro na área, mas o cabeceamento do médio saiu à figura de Hedenstad. Logo depois, o extremo argentino fletiu da esquerda para o corredor central e disparou para defesa a dois tempos do guardião.
Aos 35', nova grande oportunidade para as águias, novamente a nascer da pressão alta. Prestianni recuperou a bola junto à área do Aarhus e serviu Dahl. O lateral-esquerdo encontrou Rafa, que, com um passe a rasgar, descobriu Barreiro. Este deixou para Pavlidis, que tirou Hedenstad do caminho e rematou para uma defesa por instinto do guarda-redes do Aarhus. Grande jogada das águias, a arrancar aplausos das dezenas de Benfiquistas que se fizeram ouvir durante toda a partida.
A formação da casa tentou responder no final da 1.ª parte, mas os encarnados mostraram-se seguros no momento defensivo, com várias antecipações e recuperações a travarem as iniciativas anfitriãs. E, até ao intervalo, a melhor oportunidade voltou a pertencer ao Benfica. Aos 43', Barreiro, Rafa e Prestianni assinaram uma bela combinação culminada com um disparo do argentino por cima da trave.
No regresso dos balneários, o Benfica manteve a iniciativa. Aos 50', Pavlidis ganhou espaço pelo corredor esquerdo e colocou a bola na área, onde Barreiro não conseguiu finalizar. Um minuto depois, Rafa recebeu em posição frontal e rematou por cima.
O caudal ofensivo encarnado voltou a dar frutos aos 56'. Prestianni recebeu o esférico e lançou Dahl pelo lado esquerdo. O lateral sueco cruzou rasteiro e, após um corte defeituoso de Callo, a bola sobrou para Rafa, que, de primeira e em jeito, fez o 0-2. O apuramento ficava ainda mais encaminhado com o 5.º golo em 2026/27 do camisola 27 das águias, que leva 3 partidas consecutivas a faturar.
Naquele que foi o período mais frenético da partida, o Aarhus reduziu para 1-2 aos 60'. Carstensen intercetou um passe de Tomás Araújo para Sudakov, progrediu com a bola e, à entrada da área, rematou forte, com o esférico a sofrer um desvio em Dahl antes de entrar na baliza de Samuel Soares.
No entanto, a resposta das águias foi imediata e com direito a um golaço. Apenas um minuto depois (61'), Lenglet lançou Prestianni com um grande passe para o corredor esquerdo. O argentino contemporizou, tirou Carstensen do caminho e atirou em arco, sem hipóteses para Hedenstad. Estava assinado o 5.º golo do internacional argentino na presente temporada, que já é a mais concretizadora da sua carreira.
Com a eliminatória praticamente sentenciada, o Benfica continuou a jogar no meio-campo adversário e Marco Silva refrescou a equipa. Aos 65', Schjelderup e Gonçalo Moreira – que se estreou na equipa principal das águias em 2026/27 – renderam Rafa e Sudakov, respetivamente, e, aos 74', Lukebakio e Jhon Durán entraram para os lugares de Prestianni e Pavlidis.
Posteriormente, aos 77', novo lance de perigo junto à baliza anfitriã. Schjelderup trabalhou bem no lado esquerdo, trocou as voltas a Carstensen e Jorgensen e desmarcou Dahl. O sueco cruzou de pronto para o coração da área, onde surgiu Gonçalo Moreira a cabecear a rasar o poste.
Aos 83', houve espaço para uma estreia oficial: Circati substituiu Lenglet e cumpriu os primeiros minutos de águia ao peito.
Mesmo com o encontro a caminhar para o final, os encarnados continuaram à procura de mais um golo. Lukebakio tentou-o aos 83', com um remate em arco defendido por Hedenstad, e voltou a ameaçar já aos 90'+2', depois de se libertar de um adversário pela direita e obrigar o guarda-redes a uma defesa atenta.
Pouco depois, o apito final confirmou o apuramento para a fase de liga da Liga Europa com um 6-2 no conjunto das duas mãos. Inserido no pote 1 do sorteio aprazado para esta sexta-feira, 28 de agosto, no Mónaco, o Benfica vai conhecer os próximos oito adversários europeus a partir das 12h00.
Agora, segue-se o regresso ao Estádio da Luz e às contas da Liga Betclic: as águias recebem o Estoril às 20h15 da próxima segunda-feira, 31 de agosto, em duelo da 4.ª jornada da competição.
SL Benfica
AS NOTAS DOS JOGADORES DO BENFICA:
Prestianni não faz muitos amigos entre os adversários, mas percebe-se a paixão que está a suscitar em Marco Silva e o carinho crescente dos adeptos; Enzo Barrenechea mostra que não vai facilitar a vida a novo reforço das águias
O melhor em campo: Prestianni (8)
Assobiado desde ainda antes do apito inicial, definiu mal nas três primeiras vezes em que tocou na bola. Mas depois pediu bis. À quarta, recebeu um cruzamento de Bah que atravessou a entrada da área e rematou para golo, beneficiando do desvio num adversário. O bis surgiu na segunda parte e aí ninguém lhe pode tirar o mérito. Que monumento! Um remate em arco de fora da área, após bom trabalho individual, num lance que começa a ser imagem de marca. E Barreiro ficou a dever-lhe um golo após grande passe para as costas da defesa ainda na primeira parte. Chegou aos cinco golos, o que já é o melhor registo da carreira... ao fim de seis jogos.
Samuel Soares (6) - Seguro mas saídas a cruzamentos e no posicionamento nos remates de meia-distância. Levanta cabeça ainda antes de defender a bola para perceber por onde pode lançar o ataque rápido, beneficiando do bom jogo com os pés que tem. Contudo, comprometeu ao entregar a bola a um rival numa saída curta… com a mão. Traído pelo desvio no calcanhar de Dahl no lance do golo sofrido, não podia fazer mais nada.
Alexander Bah (7) - Bela exibição do dinamarquês no regresso a casa. Bem posicionado tanto quando a equipa defendia baixo, como quando subia a linha, não permitiu aos rivais grandes veleidades. Inteligente na forma como cruzou no lance do golo inaugural, evitando as torres dinamarquesas para encontrar Prestianni solto à entrada da área. Assustou perto do intervalo quando teve de receber assistência médica após choque com um adversário.
Tomás Araújo (6) - Estava a fazer um jogo imaculado até o mau passe que permitiu a Carstensen reduzir a desvantagem dinamarquesa. É verdade que Sudakov não colaborou ao ficar à espera da bola em vez de a atacar, mas o central não precisava de ter arriscado tanto e deixou a equipa em contrapé.
Lenglet (7) - Um patrão silencioso. Longe da impetuosidade de Otamendi, ganhou várias bolas na antecipação a adversários e foram raros os duelos que perdeu. Ainda acrescentou a assistência para o bis de Prestianni, num grande passe para as costas da defesa do Aarhus.
Samuel Dahl (7) - Sem muito trabalho defensivo, conseguiu aventurar-se muito no ataque. Na primeira parte definiu mal no último passe algumas vezes, mas na segunda recebeu de Prestianni e, tal como Bah no primeiro golo, colocou a bola rasteira com critério para Rafa marcar. Infeliz pouco depois no lance do golo dinamarquês, uma vez que o remate de Carstensen desviou no pé do sueco.
Enzo Barrenechea (7) - Está a crescer em termos de confiança na melhor altura para ele, uma vez que Palhinha já chegou. Esteve sempre bem posicionado para equilibrar a equipa, que continua a lançar-se constantemente para o ataque. Meteu-se a jeito no lance do penálti revertido pelo VAR. É óbvio que foi agarrado no início e no fim do lance, mas também fez a parte dele nos puxões. No final do jogo recebeu um 'calduço' de Marco Silva que lhe atirou um convicto «Bom jogo, pá!».
Leandro Barreiro (6) - Se o médio luxemburguês melhorasse a definição em frente à baliza, andaria entre os melhores marcadores deste Benfica, tendo em conta a facilidade com que surge em zonas de finalização.Cabeceou ao poste muito cedo, na sequência de um livre lateral. Voltou a surgir em excelente posição ainda antes dos 15’, mas rematou ao lado e perto da meia-hora não acertou na bola após belo passe de Prestianni que o isolou. Compensa essa falha com o que dá à equipa na pressão, posicionamento e nas ajudas.
Sudakov (5) - Na primeira parte, mostrou-se mais combativo a defender do que lhe é hábito, mas continua a faltar-lhe confiança para assumir o jogo. Saiu cedo na segunda parte, quando já estava claramente em declínio e já depois de ter ficado diretamente ligado ao golo do Aarhus, ao deixar-se antecipar por Carstensen.
Rafa (7) - Quando surge de frente para a baliza em zona central consegue sempre criar perigo. Fez um grande passe a isolar Pavlidis ainda na primeira parte, mas o grego desperdiçou. Já ele, quando teve oportunidade na área, não perdoou, rematando de pé esquerdo para fazer o 2-0. Aí vão cinco golos em oito jogos. E muito contributo defensivo que deve deixar Marco Silva bastante satisfeito
Pavlidis (6) - Muito solicitado nos apoios frontais na saída de bola do Benfica, ajuda a lançar os raides de Rafa e Prestianni. Na única oportunidade que teve, sentou o guarda-redes e um defesa após receber de Rafa, mas viu o guardião ainda conseguir esticar o braço direito para impedir o golo.
Gonçalo Moreira (6) - Na estreia nas competições europeias, o menino entrou para o lugar de Sudakov e deixou claro que queria agarrar a oportunidade. Mostrou-se mais ligado ao jogo e ficou perto de marcar… de cabeça.
Schjelderup (5) - Apontado como uma das figuras da equipa à partida para a nova época, chegou do Mundial e apanhou à frente o jogador em melhor forma no Benfica. No regresso à Dinamarca, onde as águias o descobriram, não foi particularmente feliz nos 25 minutos em campo.
Lukebakio (6) - Bom lance individual já no período de compensação, numa jogada sobre a direita habitual no belga, que bailou sobre um adversário antes de arriscar o remate que o guarda-redes adversário sacudiu.
Durán (5) - Andou longe da área, como o jogo de Marco Silva exige ao avançado e percebe-se que não se sente particularmente bem nessa pele.
Circati (-) - Entrou aos 83’ para fazer a estreia oficial com a camisola do Benfica jogando sobre a esquerda na dupla de centrais. Não teve grande oportunidade para mostrar o que quer que seja.
In a Bola
SORTEIO LIGA EUROPA | Os adversários do Benfica
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
PRESTIANNI TEM TUDO PARA SER ESTRELA NO BENFICA!
Aarhus x BENFICA | RESCALDO PLAY-OFF LE
OFICIAL! JOÃO PALHINHA É DO BENFICA! 🔴
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
E AGORA, JÁ VÊS?😂😂Tauuu!😂😂
😂😂Tauuu!
— Raven (@amstelestweet) August 26, 2026
Não estás a ver o Palhinha no Benfica?
Ai não?🤣🤣🤣👇 pic.twitter.com/fm3xyYLV6U
Mestre das assistências seguido pelo Benfica | MERCADO FLASH
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