quinta-feira, 2 de setembro de 2021

NEMANJA RADONJIC | DE "PARTY ANIMAL" A ÍDOLO

 

"Nemanja Radonjic foi a solução encontrada pelos responsáveis encarnados para suprimir o vazio deixado pelas saídas de Pedrinho e Cervi, numa substituição que não se rege por quaisquer trâmites estilíisticos ou linha orientadora para jogadores daquela posição – ao contrário da criatividade e jogo entrelinhas que o brasileiro oferecia e da resignação tática do argentino, o sérvio Nemanja é um extremo à ‘antiga’.
Assenta o seu jogo numa verticalidade apoiada em velocidade de ponta e numa obsessiva tendência para investir no um contra um: nem sempre bem decidido, muito menos certeiro no momento da finalização, com defeitos que persistem na sua evolução enquanto jogador, desde as etapas formativas no FK Partizan, AS Roma ou Empoli FC até à explosão ao serviço dos rivais do Estrela Vermelha.
Ao seu perfil técnico concilia-se a irreverência típica do jogador oriundo dos balcãs, com dificuldades em estabilizar emocionalmente ou seguir regras estabelecidas – a carreira de Radonjic é marcada por episódios caricatos, más companhias e rumores que se tornam percalços no caminho da sua consolidação enquanto futebolista de elite.
O talento está lá, como ficou demonstrado recentemente (março deste ano) no encontro frente a Portugal, no 2-2 em Belgrado – foi ele o assistente dos dois golos sérvios, numa exibição que meteu em causa as capacidades de Nuno Mendes e companhia. Pérola à espera do mesmo polimento que Jesus conseguiu aplicar em Lazar Markovic, recorrente figura de comparação com a mais recente contratação benfiquista: empréstimo de um ano com cláusula de compra de oito milhões.
Em Marselha, foi sempre incapaz de se assumir nos terrenos da titularidade, desde que assinou no Verão de 2018 a troco de 11 milhões de euros, depois de o jogador ter explodido em contexto interno de Liga Sérvia e ter sobressaído nas eliminatórias de acesso à Champions. Nessa ocasião, os sérvios atravessaram todas as quatro pré-eliminatórias à boleia das exibições de Nemanja, que jogou os oito jogos, acumulando quaro golos. O Marselha não perdeu tempo e pescou-o antes da janela de agosto fechar.
No sul de França a tarefa foi-lhe complicada. 62 jogos divididos por três temporadas, um empréstimo de mediano aproveitamento ao Herta de Berlim em 2020-21 (12 jogos em meia temporada, com um golo e duas assistências). Ou seja, com a camisola do Olympique cumpriu 2040 minutos desde 2018, o que perfaz um total de 22 jogos completos – manifestamente pouco para alguém que prometeu mundos e fundos quando despontou no país natal.
Procura ainda o seu território em contexto internacional ao nível de clubes, num patamar muito abaixo daquilo que produz pela camisola do seu país – desde a estreia com a camisola roxa, em novembro de 2017 (numa tour pela Ásia, de preparação para o Mundial da Rússia) não mais deixou de fazer parte das primeiras escolhas.
Mladen Krstajic levou-o para a Ásia, deu-lhe três internacionalizações e inscreveu-o na lista final para o certame russo à frente de, por exemplo, Mijat Gacinovic, extremo igualmente irreverente que defendia à época as cores do Eintracht Frankfurt de Adi Hütter e que por estes dias é elemento válido no TSG Hoffenheim.
No Mundial pouco produziu (apenas 17 minutos divididos entre as derrotas frente à Suíça e ao Brasil), a Sérvia acabou em terceiro do grupo E, sendo uma das grandes desilusões da prova – mas as oportunidades continuaram a surgir, com a assiduidade e participações relevantes nos melhores momentos da turma, deixando explicito o mundo de diferença em termos de rendimento apresentado entre clubes e seleção. Uma questão de saudade? Fica no ar a reticência pela distância entre Lisboa e Belgrado.
Nasceu futebolisticamente no Partizan, mostrando desde muito cedo um talento gigantesco que deixava antever exuberante afirmação como nova grande coqueluche do futebol sérvio – o novo Lazar Markovic, como era muitas vezes referenciado – e com um futuro ascendente sem qualquer tipo de travão até ao topo europeu.
As razões que levaram ao incumprimento desse destino quase obrigatório são caricatas, provocatórias de uma gargalhada só possível pela distância emocional que temos das rivalidades naquela zona da Europa: recusou-se, simplesmente, a assinar o contrato profissional proposto pelos diretores, em 2013.
Com 16 anos e com toneladas de expectativas aos ombros, teve o descaramento de disparar uma negativa. Sem nenhuma certeza quanto aos motivos, muitos foram os rumores a tentar explicar tão insólita circunstância, que o fez abandonar o clube e rumar à Academia George Hagi, na Roménia – a teoria mais aceite, que por acaso é aquela que alavanca dramaticamente toda a sua história, rege-se por diretriz… do coração.
Ao que parece, a sua paixão enquanto adepto do Estrela Vermelha era tão radical que lhe seria impossível representar o rival ao mais alto nível! Natural, então, que tenha saído imediatamente do país rumo à Roménia, onde aguardaria por notícias e contratos melhores na Academia George Hagi.
Esteve ali poucos meses. Os diretores romenos tinham estreitas relações com os responsáveis da AS Roma: Walter Sabatini (homem-forte do futebol romano de 2011 a 2017, responsável pelas contratações de Lamela, Marquinhos, Strootman, Gervinho, De Sanctis, Nainggolan ou Mehdi Benatia) apaixonou-se pelos seus talentos e não descansou enquanto não o trouxe para a capital italiana e o instalou num quarto em Trigoria – centro de treinos dos Giallorossi -, fortemente supervisionado.
Não se precaveu, foi, em primeiro lugar, da influência adamastoresca do seu empresário, o poderoso Fali Ramadani – que, além de grandes exigências bancárias (a AS Roma pagou, até 2018, momento da compra do passe por parte do Marselha, 3,1 milhões de euros em comissões – por um jogador que fez apenas… três jogos pela sua equipa Primavera!) tinha em carteira jogadores como Jovetic ou… Adem Ljajic, craque dos séniores da AS.
Ora, para Adem foi um passatempo interessante tornar Radonjic, o prodígio conterrâneo, no seu protégé dentro do clube – e com ele provocar o caos, num sem número de partidas, situações de comportamentos desviantes e casos de indisciplina, entre os quais as recorrentes noitadas que se transformavam em diretas antes de treinos matinais.
Adem, pelo estatuto, conseguiu manter-se na capital até agosto de 2015, quando foi emprestado ao Inter – já Radonjic apenas teve a paciência dos diretores até… julho de 2014, ou seja, sete meses. Seria “emprestado” (num negócio com muitos ‘ses’) ao Empoli, onde também apenas fez um par de jogos pelos Primaveras, e seguidamente ao Cuckaricki, primodivisionários no país natal.
Foi aí que começou a encarrilar, a demonstrar o porquê de tanto dinheiro investido em si e tanto falatório à sua volta. Uma época (27 jogos e quatro golos) chegariam para o Estrela Vermelha avançar para a compra do seu passe. É aqui que a teoria da sua recusa aos 16 anos bate certo – foi com a camisola vermelha e branca que o voluntarioso extremo ‘explodiu’, acumulando exibições vistosas e preponderantes no sucesso da equipa, ganhando consistência no rendimento individual.
É campeão nacional na primeira temporada, sendo nomeado para o onze da Liga. Na época seguinte ajudaria o mítico campeão europeu de 1991 a voltar à ribalta continental, ao levar a equipa a ultrapassar quatro pré-eliminatórias até à fase de grupos – feito notável tendo em conta que os sérvios não participavam na competição desde a grande conquista.
Um interregno de 27 anos terminado pelo talento de Nemanja Radonjic, que com quatro golos nos oito jogos obrigou o Marselha a perder a cabeça , despendendo os supracitados 11 milhões, a única quantia que justificou a saída do ídolo para nova aventura fora-de-portas.
Se é verdade que nem a estatística nem as avaliações técnicas corroboram qualquer tipo de rendimento superlativo em três anos de França, é também óbvio a constatação de uma quase crónica falta de estabilidade do clube nestas últimas temporadas – a que mais próxima teve do sucesso foi a comandada por André Villas Boas, que levou os marselheses a um segundo lugar na Ligue I.
Meta inatingível na preparação daquela temporada e que se viu depois o porquê, com a complicada prestação na Champions League consequente (seis derrotas em seis jogos, que perfizeram um recorde de 13 derrotas consecutivas na competição) e a saída conturbada do técnico português entre muita contestação e instabilidade dos órgãos diretivos.
Na Luz, Radonjic encontrará outra tranquilidade, não só aquela proporcionada pela capacidade de trabalho de Jorge Jesus, como a provocada pela qualificação para a prova milionária, feito que reconciliou, em parte, a massa adepta com a equipa.
É num contexto pacífico em termos desportivos – paradoxalmente, tendo em conta a desastrosa época de 2020-21 – que o extremo sérvio chega ao SL Benfica, com reais hipóteses de lutar pela titularidade já que Everton Cebolinha teima em não explanar o potencial demonstrada na etapa sul-americana."

COMPROMISSO EM EQUIPA

 


"Compromisso e trabalho coletivo. Foram estas as palavras de ordem do treinador de basquetebol, Norberto Alves, na antecâmara da participação da equipa no Torneio Internacional de Lisboa, que, além do Sport Lisboa e Benfica, contará com as equipas do Bétis de Sevilha e do Obradoiro da ACB, considerada unanimemente a melhor liga europeia, e ainda com o Sporting Clube de Portugal.

Depois de não ter disposto de todos os atletas no início da pré-época, a nova equipa técnica já pôde contar com a larga maioria – exceção para o internacional tunisino Makran Ben Romdhane – no estágio realizado na semana passada em São Pedro Sul. Foi um período importante para fortalecer o espírito de grupo, tal como salientou Norberto Alves no lançamento do torneio. "O elogio vai para a atitude dos rapazes, que formaram já uma equipa que gosta de estar e de treinar junta. A dinâmica do grupo e o ambiente deste Benfica é decisivo para a época", vincou.
Para a temporada 2021/22, o plantel sofreu as alterações necessárias para atacar bem os vários desafios que haverá pela frente, a começar no final deste mês para a FIBA Europe Cup.
Nesse sentido, a equipa de basquetebol conta com o regresso de Diogo Gameiro, internacional português formado no Clube e considerado pelo treinador "um excelente passador na posição 1". A atuar também como base, as águias terão José Barbosa, ex-Oliveirense, que viu a sua "capacidade de liderança e de organização do jogo ofensivo da equipa" salientadas por Norberto Alves.
Para a posição 2, o norte-americano Aaron Broussard foi escolhido por ser "um bom defensor e um jogador com grande espírito de sacrifício", enquanto o seu compatriota James Farr será opção como poste, destacando-se o "bom carácter e sentido de esforço coletivo" na descrição do líder máximo da equipa técnica.
Dennis Clifford (poste) e Travis Munnings (extremo) integraram mais tarde o grupo, mas são elementos em que a capacidade de trabalho foi o principal ponto destacado por Norberto Alves.
Dentro do perfil definido para que um atleta fizesse parte do novo plantel, Makran Ben Romdhane foi recrutado para a posição 4. Considerado "um líder e com uma atitude de vencedor", este basquetebolista ainda não poderá ser visto em ação com a camisola vermelha e branca. O atleta encontra-se a representar a seleção da Tunísia na edição 2021 do AfroBasket e já foi destacado pela FIBA como um dos cinco jogadores que sobressaíram na fase de grupos da competição.
O basquetebol está, então, em contagem decrescente para a sua primeira aparição já nesta 6.ª feira, dia 3, diante do Bétis, a partir das 18h00, no Pavilhão Fidelidade. No dia seguinte, pela mesma hora, há duelo com o Obradoiro. No domingo, a equipa terá uma deslocação ao Pavilhão João Rocha para enfrentar o Sporting, a partir das 16h30. Com muitas cargas de treino, serão três jogos "para melhorar e ganhar ritmo".
Força, Benfica!"

AS LANÇAS APONTADAS - BTV - 01 SETEMBRO 2021

                                                   

LEONOR PINHÃO - BTV - 31 AGOSTO 2021

                                                   

105 x 68 - BTV - 31 AGOSTO 2021

                                                   

CONTAS FEITAS, DÚVIDAS DESFEITAS - BTV - 01 SETEMBRO 2021

                                                   

PRIMEIRAS PÁGINAS DA LIXEIRA ESCRITA TUGA...


 

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

UM FESTIVAL DE DESPERDÍCIO...



 Empate lisonjeiro deixa tudo em aberto

Benfica foi melhor no desafio, teve as melhores oportunidades e merecia mais do que o empate na casa do Twente. A segunda mão da ronda 2 de acesso à Liga dos Campeões está marcada para 9 de setembro, às 19h00, no Seixal.
A equipa feminina de futebol do Sport Lisboa e Benfica saiu dos Países Baixos com um empate (1-1) diante do Twente, na partida da primeira mão da ronda 2 de acesso à Liga dos Campeões.
Na antevisão à partida, Filipa Patão realçara a força das neerlandesas "ao nível da pressão e nas dinâmicas ofensivas". Como tal, o onze das águias apresentou-se em 4x4x2, com um meio-campo "reforçado" com três médias bastante rotativas, Pauleta, Andreia Faria e Beatriz Cameirão, a fim de tentarem ter mais posse de bola e contrariarem a força atacante do Twente.
Com o apoio de cerca de uma dezena de Benfiquistas nas bancadas, as encarnadas entraram personalizadas na partida. Aos 5', através de um livre direto, Jansen ameaçou a baliza do Benfica. O equilíbrio era o tónico, com o Twente a ter mais bola, muita dela consentida, e as encarnadas a saírem em ataques rápidos.
Aos 18', o marcador foi inaugurado no Estádio do Twente. Excelente passe de Andreia Faria, simulação de Ana Vitória e Beatriz Cameirão a aparecer isolada na área das da casa. Frente a Van Domselaar, a média não perdoou e fez o 0-1. Após o tento sofrido, o Twente intensificou a pressão, acercou-se ainda mais da área benfiquista, mas sem levar real perigo à baliza defendida por Letícia.
A exceção aconteceu aos 41'. Perda de bola do Benfica na saída para o ataque, Jansen recuperou o esférico, cruzou e Fenna Kalma empatou a contenda 1-1, resultado com que se chegou ao intervalo.
O Twente veio dos balneários mais acutilante e, aos 47', Fenna Kalma rematou com perigo à baliza do Benfica. Com o segundo tento no horizonte, as neerlandesas apresentavam-se bastante pressionantes sobre a bola, dificultando a saída das águias para o ataque. A entrada de Cloé Lacasse, aos 51', veio dar outra disposição ofensiva ao Benfica, com a canadiana a servir Nycole para dois remates, aos 58' e aos 60'.
Aos 65', o Benfica ficou muito perto dos festejos. Uma vez mais, Cloé Lacasse na jogada a descobrir Kika Nazareth na área, esta ultrapassou uma adversária, mas Van Domselaar saiu dos postes e segurou a bola. Havia mais Benfica à flor da relva nesta fase do encontro e, aos 74', Valéria, isolada, permitiu uma grande intervenção a Van Domselaar. Volvidos três minutos, aos 77', belo desdobramento ofensivo do conjunto luso e Kika Nazareth com novo tiro para defesa de Van Domselaar. Apesar de ter somado várias soberanas oportunidades para sair dos Países Baixos com uma vitória, o Benfica averbou um empate (1-1) que deixa tudo em aberto para a segunda mão, que vai ter lugar às 19h00 de 9 de setembro, no Benfica Campus.
DECLARAÇÕES À BTV
Filipa Patão (equipa técnica do Benfica): "Tivemos de gerir algumas jogadoras que alinharam 90 minutos e que tiveram um jogo bastante exigente no fim de semana. Sabíamos que o Twente ia estar na máxima força, com todas as jogadoras frescas. Daí a nossa estratégia de tentar proteger a equipa e as jogadoras. Faz parte, são duas mãos. Apesar de tudo, correu bem e poderia ter corrido melhor se tivéssemos aproveitado as oportunidades de golo. Deixo um apelo aos Benfiquistas para nos apoiarem no Seixal no dia 9. Elas merecem e o Benfica merece estar nas competições europeias. O que nos move e dá força é sabermos que, em qualquer parte em que estivermos, o adepto do Benfica está lá a apoiar do primeiro ao último minuto. Isso dá-nos um acreditar enorme. Daí a nossa filosofia: 'Ama o Benfica e nada te faltará'. Elas foram umas guerreiras, e um muito obrigado aos adeptos que nos apoiaram."
Ana Vitória (jogadora do Benfica): "Foi uma boa partida. Foi um jogo bem jogado por ambas as equipas. Superámo-nos, apesar do cansaço. Conseguimos fazer o proposto e seguir com a nossa estratégia de jogo. O resultado não foi o que queríamos, mas a eliminatória está em aberto para decidirmos em casa, com a presença dos nossos adeptos. Quero agradecer aos adeptos que nos apoiaram aqui e fazer um convite para nos apoiarem na segunda mão. A nossa equipa esteve ao nível a que costuma estar. Trabalhamos para estar na melhor forma. Gostamos de jogar estes jogos competitivos e estas competições."
Twente-Benfica
1-1
Estádio do FC Twente
Onze do Benfica
Letícia, Catarina Amado, Sílvia Rebelo, Carole Costa, Lúcia Alves, Pauleta (Christy Ucheibe, 78'), Beatriz Cameirão, Andreia Faria (Kika Nazareth, 60'), Ana Vitória, Nycole (Valéria, 60') e Marta Cintra (Cloé Lacasse, 51')
Suplentes
Carolina Vilão, Matilde Fidalgo, Ana Seiça, Carolina Correia, Christy Ucheibe (78'), Maria Negrão, Madalina Tatar, Kika Nazareth (60'), Cloé Lacasse (51') e Valéria (60')
Ao intervalo 1-1
Golo do Benfica
Beatriz Cameirão (18')

PÚBLICO NOS PAVILHÕES

 


"O regresso dos nossos sócios e adeptos aos pavilhões da Luz vai ser uma realidade a partir da próxima sexta-feira, após um ano e meio mais distante das nossas equipas.

Em março de 2020, a pandemia colocou um travão a sério nas nossas vidas e todos nós tivemos de nos adaptar a uma realidade totalmente diferente daquela que conhecíamos. No campo desportivo, as competições de 2019/20 já não voltaram, para tristeza de todos os que estavam a trabalhar para alcançar os objetivos propostos. Foi um duro golpe para todos, mas havia um bem maior, ganhar a luta a este novo vírus.
Todos os envolvidos nas modalidades de pavilhão passaram a sentir o apoio dos adeptos, em particular através das redes sociais, uma ferramenta determinante para manter o elo no período mais crítico de combate à COVID-19. O foco foi ninguém desistir e apontar para o dia de voltarmos a estar todos juntos. Esse tempo acabou por ser longo, houve a fase em que o desporto voltou ao ativo, mas em que os adeptos permaneceram a torcer através das várias plataformas.
Nos Açores, já em abril deste ano, a equipa de voleibol sentiu o calor dos Benfiquistas da Casa do Benfica da Ilha Terceira, após a conquista brilhante do bicampeonato. Um exemplo da importância que a massa adepta tem, mas também um sinal de enorme esperança para a abertura final dos pavilhões ao público. Chegou finalmente essa hora no que diz respeito aos nossos pavilhões. Um momento ansiado por todos, como tem sido transmitido nas mensagens dos nossos treinadores e atletas, e que certamente serão correspondidos por quem faz a diferença nas bancadas.
As saudades são imensas e os primeiros dias de setembro serão já muito ricos de jogos, a começar pelo nosso basquetebol nesta sexta-feira, dia 3, frente aos espanhóis do Bétis de Sevilha, a partir das 18h00, no Pavilhão Fidelidade. Trata-se da participação da equipa no Torneio Internacional de Lisboa e que no dia seguinte será marcado por outro jogo em casa, desta vez diante do Obradoiro (18h00). Ainda no sábado, pelas 15h30, o andebol jogará em casa com o HC Kriens-Luzern para a ronda 1 de qualificação da EHF European League. Depois de uma boa vitória na Suíça, contamos com o especial apoio de todos para ultrapassar a segunda mão com sucesso.
Para domingo, a partir das 15h00, está reservado o jogo de apresentação da equipa masculina de hóquei em patins frente ao Liceo da Corunha, mas também de homenagem ao nosso ex-atleta Valter Neves. É um momento que foi prometido cumprir após o anúncio do fim da sua carreira e, por isso, todos os Sócios e adeptos estão convocados para chegarem mais cedo e homenagear assim – a partir das 14h30 – o nosso eterno capitão, agora team manager da equipa sénior.
Vão ser os primeiros três dias de muitos à Benfica nesta nova temporada.
Vamos, Benfica!"

SAIU UM EUROMILHÕES SEM OPÇÃO DE COMPRA OBRIGATÓRIA